sábado, 21 de fevereiro de 2026

Escrito por em 21.2.26 com 0 comentários

Universo Cinematográfico Marvel (XVI)

E hoje seguiremos com a série de posts sobre a Fase 5 do MCU!

Invasão Secreta
Secret Invasion
2023

Nos quadrinhos, Invasão Secreta foi uma saga da Marvel que durou todo o segundo semestre de 2008, cuja história principal transcorreu em uma minissérie com roteiro de Brian Michael Bendis e arte de Leinil Francis Yu, enquanto histórias secundárias eram publicadas em quase todas as revistas mensais da editora. Nela, é descoberto que, durante anos, como parte de um plano para se vingar da derrota na Guerra Kree-Skrull, skrulls substituíram alguns dos principais heróis da Terra, revelando agora sua verdadeira identidade para colocar esse plano em movimento. Além de ter de lidar com a decepção de descobrir que aparentes aliados eram na verdade inimigos, os heróis Marvel passariam a agir com extrema desconfiança, já que qualquer um poderia ser um skrull disfarçado.

Com a introdução dos skrulls no MCU em Capitã Marvel, de 2019, a ideia de fazer um filme baseado em Invasão Secreta ganharia força dentre os executivos dos Marvel Studios. Em setembro de 2020, o roteirista e produtor Kyle Bradstreet declararia em entrevistas estar trabalhando em uma série para o Disney+ estrelada por Nick Fury, que, em dezembro, Kevin Feige confirmaria ser Invasão Secreta. Fury foi um dos personagens cujos direitos foram adquiridos pela Paramount, que, inicialmente, planejava fazer um filme estrelado por ele, com Andrew W. Marlowe, da série de TV Castle, sendo contratado para escrever um roteiro em 2006. Quando o MCU começou a tomar forma, e Fury foi escolhido para ser seu fio condutor, reunindo os heróis que formariam a equipe dos Vingadores, essa ideia foi engavetada indefinidamente, até Feige decidir que uma série estrelada por Fury traria mais oportunidades para desenvolver o personagem que um filme, já que ele já havia aparecido em tantos outros. Ainda segundo Feige, assim como a saga dos quadrinhos, a série de Invasão Secreta seria um crossover event, reunindo eventos de várias produções anteriores do MCU e definindo rumos para as seguintes.

Ainda em dezembro de 2020, seria anunciado que Ben Mendelsohn estaria na série, repetindo o papel do skrull Talos, e sendo co-protagonista ao lado de Samuel L. Jackson, que interpretaria Fury possivelmente pela última vez. Bradstreet trabalharia nos roteiros durante cerca de um ano, até ser substituído por Brian Tucker, que assumiria como chefe da equipe dos roteiristas e showrunner em abril de 2021; os roteiros do primeiro e do último episódio seriam de Bradstreet e Tucker, com dois sendo apenas de Tucker (um deles a partir de uma sinopse de Brant Englestein) e outros dois sendo de Tucker em parceria com, respectivamente, Roxanne Paredes e Michael Bhim. Também em abril de 2021, seria anunciado que Thomas Bezucha e Ali Selim dirigiriam três episódios cada, mas Bezucha acabaria deixando a série durante refilmagens devido a um conflito de agenda, e Selim seria creditado como o único diretor de todos os seis episódios.

As filmagens começariam em setembro de 2021 e aconteceriam simultaneamente às de As Marvels, com Jackson começando a filmar suas cenas na série somente após concluir todas as suas cenas do filme. As filmagens ocorreriam integralmente na Inglaterra, com as internas sendo filmadas nos Estúdios Pinewood, e as externas em Londres, West Yorkshire, Leeds, Huddersfield e Halifax. As filmagens se encerrariam oficialmente em abril de 2022, mas refilmagens começariam em junho, após uma "batalha criativa" entre os roteiristas e os executivos dos Marvel Studios. O ator Christopher McDonald diria que as mudanças tornariam a série ainda melhor, proporcionando uma profundidade que ela não tinha antes, e daria a entender que elas foram escritas por um novo roteirista, não creditado. Jackson gravaria suas novas cenas entre junho e agosto, e Emilia Clarke, que interpreta a filha de Talos, gravaria as suas no final de setembro, após muitos membros da equipe serem demitidos ou substituídos - o produtor executivo Chris Gary receberia um aviso de que poderia seguir supervisionando a série, mas deveria deixar o estúdio imediatamente após sua conclusão. Essa bagunça levaria o executivo Jonathan Schwartz a ter de se envolver pessoalmente, devido ao risco de alguns atores do elenco não estarem mais disponíveis devido a compromissos previamente assumidos. O orçamento inicial não seria divulgado, mas sabe-se que ele foi estourado, com a série custando 211,6 milhões de dólares por uma duração de cerca de 4 horas e meia somando todos os seis episódios; como a série não tinha cenários enormes nem efeitos visuais numerosos, esse custo final foi considerado absurdo, com as refilmagens sendo apontadas como as principais responsáveis pelo estouro.

Outra polêmica envolvendo a série viria do fato de que a abertura seria criada pelos Method Studios usando inteligência artificial generativa, com a série sendo lançada durante a greve dos roteiristas de 2023, na qual o uso de IA para substituir profissionais do cinema era um dos assuntos mais discutidos. Os Method Studios divulgariam uma nota dizendo que "nenhum de seus profissionais havia sido substituído por inteligência artificial" e que a própria equipe selecionada para a criação da abertura decidiria usar um programa criado especificamente por ela para alcançar o resultado desejado, com todo o material usado para alimentar o programa tendo sido criado por artistas ligados ao estúdio - para afastar uma das principais críticas à IA, a de que ela se alimenta do trabalho alheio sem pagar por isso. Ainda segundo os Method Studios, o uso da IA foi pensado não só para aproveitar um momento no qual ela estava em voga, mas também para "conseguir um visual alienígena" que combinasse com o tema da série. Mesmo com esses argumentos, os artistas responsáveis pelos storyboards e efeitos especiais da série manifestaram publicamente seu descontentamento com a aprovação dos Marvel Studios para a abertura de IA.

Além dos Method Studios, os efeitos especiais seriam criados pela Digital Domain, FuseFX, Luma Pictures, MARZ, One of Us, Zoic Studios e Cantina Creative. Selim tentaria manter os efeitos especiais em nível mínimo, praticamente só os usando com os skrulls. A batalha final, descrita por alguns críticos como uma "luta de videogame" e apelidada por alguns fãs de "batalha de CG" (computação gráfica) seria mais um ponto polêmico, considerado um encerramento bizarro para uma série de espionagem e paranoia, como se tivesse sido incluída apenas para deixar claro que, apesar de tudo, Invasão Secreta ainda era uma série de super-heróis.

Após os eventos de Capitã Marvel, Fury prometeria aos skrulls os ajudar a encontrar um novo planeta. Anos se passariam, porém, e a maioria dos skrulls ainda estava vivendo na Terra, metamosfoseados como humanos e sendo considerados refugiados. Um grupo dissidente, liderado por Gravik e baseado em uma usina nuclear abandonada na Rússia - o esconderijo perfeito, já que os skrulls são imunes a radiação ionizante, que mataria qualquer humano que decidisse entrar lá - decide então por em prática um plano ousado: substituir figuras-chave dos governos mundiais por skrulls, desencadeando uma série de eventos que levaria aos skrulls se tornarem a raça dominante do planeta, podendo viver aqui em suas verdadeiras formas sem a interferência dos humanos. Talos ainda mantém a fé de que Fury vai ajudá-los a migrar para outro planeta, mas sua própria filha, G'iah, decepcionada por Fury não ter cumprido sua promessa, também está dentre os dissidentes. Quando a S.H.I.E.L.D. descobre o plano de Gravik, a agente Hill chama Fury, que está vivendo no espaço desde os eventos de Ultimato, para que eles trabalhem com Talos para tentar deter os skrulls renegados antes que seja tarde demais - o que se mostrará extremamente difícil, já que eles não têm como saber em quais de seus aliados podem confiar.

O elenco conta com Samuel L. Jackson como Nick Fury; Ben Mendelsohn como Talos; Kingsley Ben-Adir como Gravik; Emilia Clarke como G'iah; Olivia Colman como Sonya Falsworth, agente do MI6 e amiga de longa data de Fury; Don Cheadle como James Rhodes, agora conselheiro do Presidente dos Estados Unidos; Cobie Smulders como Maria Hill; Martin Freeman como Everett K. Ross; O-T Fagbenle como Rick Mason; Killian Scott como Pagon, segundo em comando de Gravik; Dermot Mulroney como o Presidente dos Estados Unidos; Richard Dormer como Prescod, agente da S.H.I.E.L.D. que descobre o plano de Gravik e passa a ser um alvo dos skrulls; Christopher McDonald como o repórter de TV Chris Stearns; Katie Finneran como Rosa Dalton, cientista que os skrulls substituem para trabalhar em um projeto secreto de Gravik; Samuel Adewunmi e Ben Peel como os skrulls Beto e Brogan; Tony Curran como o diretor do MI6; e Charlayne Woodard como a esposa de Fury, Priscila Davis.

Soren, esposa de Talos e mãe de G'iah, é interpretada em sua forma humana por Charlotte Baker e em sua forma skrull por Kate Braithwaite - em Capitã Marvel e Homem-Aranha: Longe de Casa, ela era interpretada por Sharon Blynn, que não pôde repetir o papel por conflitos de agenda. Também vale citar que, originalmente, As Marvels estrearia antes de Invasão Secreta, mas, devido a atrasos na produção do filme, a série estreou primeiro, o que criou uma certa confusão na cronologia, já que os eventos do filme ocorrem antes dos eventos da série.

A saga dos quadrinhos seria um evento gigantesco, envolvendo quase todos os personagens do Universo Marvel; durante as filmagens, Feige declararia que a série de TV não tentaria imitá-la, já que isso resultaria em um elenco maior que o de Vingadores: Ultimato, sendo centrada em Fury e Talos explorando os elementos de "paranoia política" dos quadrinhos, com "todas as reviravoltas que isso proporcionou". Tucker diria ter se inspirado em séries como Homeland e The Americans e nos romances de espionagem de John le Carré, e Selim diria que a série alternaria momentos de film noir e western. Também durante as filmagens, Smulders diria que a série era "bastante pé no chão", e que lidaria com relações humanas e confiança, e Jackson declararia que a série abordaria eventos transcorridos durante o Blip. No início de 2023, Feige diria que a série serviria como "uma continuação ambientada nos dias atuais" de Capitã Marvel, mas que teria estilo bastante diferente do filme.

Assim como nos quadrinhos, um aspecto importante da série era não saber há quanto tempo os personagens substituídos eram skrulls. Feige escolheria pessoalmente James Rhodes para ser um dos substituídos, e conversaria com Cheadle durante a pré-produção para saber o que ele achava, com o ator declarando ter agradecido a oportunidade de "mostrar um lado de Rhodes que não havíamos visto antes". Feige diria que a inclusão de Rhodes permitiria uma nova experiência aos fãs, a de assistir os filmes anteriores para tentar descobrir se ele já era um skrull ou não, com Selim e a maioria do público achando que Rhodes foi substituído após os eventos de Capitão América: Guerra Civil.

Invasão Secreta estrearia no Disney+ em 21 de junho de 2023, com um episódio sendo lançado por semana até 26 de julho. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no cinema El Capitan Theater, em Los Angeles, em 13 de junho, e os três primeiros estariam disponíveis no streaming Hulu entre 21 de julho e 17 de agosto, para tentar atrair mais assinantes para o Disney+. A série seria a produção original mais assistida no streaming no primeiro semestre, e fecharia 2023 como a terceira mais assistida do ano. A crítica ficaria dividida, elogiando as performances de Jackson e Clarke e a ousadia de se produzir um material mais sombrio e maduro para o MCU - que alguns críticos chamariam de "Marvel sem piadinhas" - mas criticando o ritmo lento dos episódios e as cenas de ação pouco empolgantes. No planejamento original, Invasão Secreta teria uma sequência direta, Armor Wars, estrelada por Rhodes, atualmente adiada por tempo indeterminado.

Eu Sou Groot
I Am Groot
2ª temporada
2023

O sucesso da primeira temporada de Eu Sou Groot levaria o chefe do departamento de streaming, televisão e animação dos Marvel Studios, Brad Winderbaum, a encomendar mais cinco curtas à diretora e roteirista Kristin Lepore, que seriam exibidos um ano depois, como uma segunda temporada. Para a primeira temporada, Lepore havia separado 30 ideias, das quais aproveitaria somente cinco; ela diria, porém, que nem todos os episódios da segunda temporada usariam ideias descartadas da primeira, e que, se a Marvel quisesse seguir com a série, a "escassez de ideias" era algo com o qual eles não precisavam se preocupar.

A segunda temporada continuava acompanhando Groot conforme ele crescia, trazendo lições de paternidade, a importância da higiene, de não mexer com o que não se está preparado para lidar, e colocando Groot em seu caminho para se tornar um herói. Lepore diria que o primeiro episódio seria "autobiográfico", espelhando sua própria experiência após ser mãe e se ver tendo de cuidar de um bebê, e que ficaria surpresa pela Marvel ter selecionado o segundo, que, segundo ela, tinha a ideia mais estranha de todas. O último episódio, inspirado nos filmes de Indiana Jones, conta com a presença do Vigia, e teve como consultor o roteirista Ryan Little, que trabalhou em What If...?; Lepore se diria satisfeita por a Marvel ter selecionado essa ideia, pois isso significava que eles viam Eu Sou Groot como de fato parte do MCU.

Mais uma vez, os curtas seriam produzidos pela Luma Pictures, mas agora as histórias também colocavam Groot em planetas alienígenas, ao invés de acompanhá-lo apenas dentro da nave; a neve e o gelo do terceiro episódio ficariam a cargo de uma outra empresa, a Trixter. A abertura seria criada pela Perception, e seria um update da abertura da primeira temporada, na qual Groot usa um controle remoto para acelerar a introdução das produções Marvel, com a fanfarra e o logotipo dos Marvel Studios; na primeira temporada, a aceleração era feita como um fast forward de videocassete, mas, na segunda, imitava a tela que o Disney+ mostra quando o espectador está acelerando uma produção - no dia da estreia da segunda temporada, a abertura da primeira seria substituída por essa nova. O jogo de videogame que Groot joga no segundo episódio seria criado pelo animador e designer gráfico Jon Davies.

Vin Diesel seria mais uma vez o único membro do elenco, gravando vários "eu sou Groot" novos para os episódios; Bradley Cooper, Fred Tatasciore e Dee Bradley Baker seriam creditados como "vozes adicionais", e Jeffrey Wright dubla o Vigia, repetindo seu papel de What If...?, no último episódio. Diferentemente do que ocorreu na primeira temporada, James Gunn não seria creditado como produtor. Todos os cinco episódios seriam disponibilizados no Disney+ em 6 de setembro de 2023, sendo aclamados pela crítica, mas sem conseguir a mesma repercussão entre o público; a segunda temporada seria novamente indicada aos Emmys de Melhor Programa em Formato Curto para Crianças e Melhor Mixagem e Edição de Som para um Programa Animado, mas, dessa vez, não ganharia nenhum dos dois. Até o momento, não há notícias sobre se uma terceira temporada será desenvolvida.

Loki
2ª temporada
2023

A princípio, Loki seria uma série limitada, com uma única temporada, mas, durante as filmagens de seu terceiro episódio, o roteirista Mike Waldron comentaria com o produtor Kevin Wright que ainda havia tanto a explorar dentro do universo que ele havia criado que ele estava pensando em fazer um final aberto, que permitisse a produção de mais uma temporada caso a cúpula dos Marvel Studios concordasse. Wright comentaria sobre isso com o ator Tom Hiddleston, e os dois passariam horas conversando sobre quais rumos a série poderia tomar caso uma segunda temporada fosse mesmo autorizada. Wright e Hiddleston levariam suas ideias a Kevin Feige, que se mostraria bastante empolgado, convencendo a cúpula dos Marvel Studios a autorizar uma segunda temporada, cuja pré-produção começaria já em novembro de 2020, antes mesmo da estreia da primeira. Em janeiro de 2021, Waldron assinaria uma extensão de seu contrato, para ser roteirista-chefe e showrunner da segunda temporada; após a estreia da primeira, entretanto, ele declararia que seu envolvimento com a segunda ainda estava em aberto.

A diretora Kate Herron, que dirigiu todos os episódios da primeira temporada, por outro lado, não quis assinar para a segunda, alegando não querer se envolver com um projeto de longo prazo. A Marvel não teria pressa para encontrar um substituto, e somente em fevereiro de 2022 conversaria com Justin Benson e Aaron Moorehead, que haviam dirigido dois episódios de Cavaleiro da Lua; a série ainda nem havia estreado, mas Feige gostaria tanto do trabalho da dupla que marcaria uma reunião entre os dois, Wright e Hiddleston, após a qual ficaria acertado que eles dirigiriam "a maioria dos episódios" da segunda temporada - de fato, eles dirigiriam o primeiro e os três últimos episódios, com o segundo ficando com Dan DeLeeuw, que havia sido supervisor de efeitos especiais de vários filmes do MCU, e o terceiro com Kasra Farahani, o designer de produção da primeira temporada, a quem Feige já vinha querendo dar oportunidades de direção.

Também em fevereiro de 2022, Waldron confirmaria que atuaria apenas como showrunner e produtor executivo, não tendo qualquer envolvimento com os roteiros. Eric Martin, que havia escrito o quarto episódio da primeira temporada e co-escrito o último com Waldron, seria contratado para escrever todos os seis episódios da segunda, mas o cargo de chefe dos roteiristas ficaria com Farahani. Martin escreveria sozinho os dois primeiros episódios e os dois últimos, co-escreveria o quarto com Katharyn Blair, e o terceiro teria roteiro de Martin, Farahani e Jason O'Leary a partir de uma sinopse de Martin. Waldron declararia que a segunda temporada concluiria a história da primeira, mas com um foco muito maior na história da Autoridade de Variância Temporal (AVT) e na relação de cada personagem com ela. Ainda segundo ele, a temporada não teria heróis ou vilões, com todos os personagens estando na "zona cinzenta", tomando decisões que ajudem a descobrir seu lugar dentro da história e do mundo.

Um dos episódios contaria com cenas ambientadas em um McDonald's em 1982, onde Sylvie "se esconde" após os eventos da primeira temporada; a ideia era passar uma sensação de nostalgia, já que, para muitas crianças americanas, o McDonald's era o lugar onde elas iam após um evento esportivo ou para comemorar um aniversário, coisa que Sylvie jamais teve a oportunidade de fazer. Essa cena seria escrita antes que a autorização para a inclusão da marca fosse obtida, o que levaria Wright a temer que o McDonald's visse a inclusão como um deboche ao invés de uma homenagem, mas o McDonald's, que já tinha um contrato de merchandising com os Marvel Studios, estava mesmo buscando uma forma de incluir seus produtos sem ser em esquema de product placement, quando eles aparecem como parte do cenário ou na mão de um dos personagens, e adorou a ideia, com o diretor de marketing da marca declarando que fazia sentido Sylvie procurar um local que "oferecia conforto e familiaridade". A unidade escolhida por Sylvie é a da cidade de Broxton, Oklahoma, o que foi uma espécie de fan service, já que, nos quadrinhos, essa era a cidade natal da segunda Encantor, em quem Sylvie é parcialmente inspirada, e foi lá que a Cidade de Asgard foi construída nas histórias do final dos anos 2000.

Além de diretor e roteirista, Farahani seria mais uma vez designer de produção, adotando uma estética baseada na tecnologia dos anos 1950 para os novos locais da AVT mostrados na segunda temporada, já que, segundo ele, esses locais eram mais antigos que os mostrados na primeira, tendo sido construídos antes. O diretor de fotografia Isaac Bauman descreveria os cenários como "o brutalismo soviético encontra o modernismo do pós-guerra". Bauman e Farahani também criariam um set gigantesco, o maior de toda a série, para reproduzir a Feira Mundial de Chicago de 1893, durante a qual um dos episódios é ambientado. Bauman criaria um documento de 700 páginas somente descrevendo como tudo na série deveria se parecer, usado como referência por diversos profissionais envolvidos na produção; ele também tentaria emular as técnicas de filmagem dos anos 1960 e 1970, para que a série tivesse uma aparência atemporal.

Após assistir a uma sessão privada de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, a diretora de elenco Sarah Halley Finn sugeriria que Ke Huy Quan deveria ter um papel na segunda temporada de Loki; Martin escreveria um personagem especialmente para o ator, e Feige o convidaria antes mesmo da estreia do filme, imaginando que ele receberia muitos convites depois. Feige prepararia todo um discurso para convencer Quan a aceitar, sem saber que ele era fã da Marvel e do MCU e havia adorado a primeira temporada de Loki, praticamente aceitando o convite antes que Feige começasse a falar. Quan pediria à figurinista Christine Wada para que seu uniforme da AVT tivesse vários patches, uma referência ao personagem Dado, que ele interpretou em Os Goonies.

As filmagens começariam em junho de 2022 nos Estúdios Pinewood, em Londres; assim como na primeira, a gigantesca maioria das cenas seria filmada em estúdio, com as únicas duas exceções sendo algumas cenas do episódio ambientado na Londres dos anos 1970, filmadas na Chatham Historic Dockyard, em Kent, e as do McDonald's, filmados em uma antiga unidade desativada nos arredores de Londres. A matriz do McDonald's nos Estados Unidos enviaria para a Inglaterra itens reais de 1982, como caixas registradoras e porta-canudos, para que fossem usados nas filmagens, e o prédio seria todo reformado pela Marvel para ficar com a cara de um McDonald's dos anos 1980, incluindo a adição de um drive thru, que essa unidade em específico não tinha, mas todas as unidades "de rua" dos Estados Unidos tinham desde 1975. Ao contrário do que foi divulgado por algumas fontes, após o fim das gravações tudo foi desmontado, e essa unidade não voltou a funcionar.

A segunda temporada de Loki seria uma das poucas produções dos Marvel Studios a não precisar de refilmagens nem da gravação de cenas adicionais. Durante a pós-produção, começariam os problemas com a justiça de Jonathan Majors, que tinha um papel central na história; ao ser perguntado se pediria refilmagens para reduzir a participação do ator, Wright responderia que isso seria prematuro, já que não se sabia qual seria o desfecho das acusações. Os muitos efeitos especiais ficariam a cargo da Framestore, Trixter, Industrial Light & Magic, Rising Sun Pictures, FuseFX e Cantina Creative.

Na segunda temporada, Loki descobre que toda a manipulação das linhas do tempo ocorrida na primeira levou a uma instabilidade que pode destruir o Tear Temporal, mecanismo criado pela AVT que controla as relações entre todas as diferentes realidades, que, se seguir sobrecarregado, pode explodir e aniquilar tudo o que existe. Para impedir que isso ocorra, Loki e o agente Mobius precisam da ajuda de Ouroboros (apelido OB), técnico que trabalha no setor de reparos da AVT, responsável por construir ele mesmo ou saber como reparar todas as tecnologias da organização, e de Victor Timely, uma variante de Aquele que Permanece (e, por consequência, de Kang, o Conquistador) que, no final do século XIX, desenvolveu teorias sobre o multiverso que levariam à criação da própria AVT.

O elenco conta com Tom Hiddleston como Loki; Sophia Di Martino como Sylvie; Owen Wilson como Mobius B. Mobius; Jonathan Majors como Victor Timely; Ke Huy Quan como Ouroboros; Gugu Mbatha-Raw como Ravonna Renslayer; Tara Strong como a voz da Srta. Minutos; Wunmi Mosaku como B-15, que assume o cargo de diretora da AVT; Eugene Cordero como Casey; Rafael Casal como X-5, agente da AVT que decide desertar e viver como o famoso ator Brad Wolfe em uma das muitas realidades do Multiverso; Kate Dickie como a General Dox, que quer a captura de Sylvie e o expurgo de todas as realidades que não sejam a Linha do Tempo Sagrada; Liz Carr como a Juíza Gamble, braço-direito de Dox; Neil Ellice como o agente D-90; e Richard Dixon como Robber Baron, industrial que compra as invenções de Timely em 1893.

A segunda temporada de Loki estrearia no Disney+ em 5 de outubro de 2023, com um episódio sendo lançado por semana até 9 de novembro. Os dois primeiros episódios seriam exibidos em uma pré-estreia no cinema El Capitan Theatre, em Los Angeles, em 2 de outubro. O episódio de estreia seria o segundo mais assistido do Disney+ em 2023, atrás apenas do da terceira temporada de The Mandalorian; a série seria a original mais assistida do streaming no mês de outubro, e a segunda mais assistida do ano de 2023, atrás apenas de The Mandalorian - o que fez com que as três séries mais assistidas em streaming no ano fossem do Disney+. A crítica seria amplamente positiva, considerando a segunda temporada inferior à primeira, mas elogiando o arco de personagem de Loki, que a termina como um verdadeiro herói. A temporada seria indicada a três Emmys: Melhor Figurino para uma Produção de Fantasia ou Ficção Científica, Melhor Mixagem de Som para uma Série de Uma Hora, e Melhores Efeitos Especiais para uma Temporada de Série ou Filme. Com final fechado, a segunda temporada é definitivamente a última, mas Hiddleston se diz aberto a novas participações de Loki em outras produções do MCU.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•Invasão Secreta
•Eu Sou Groot
(2ª temporada)
•Loki
(2ª temporada)

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