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sábado, 7 de março de 2026

Escrito por em 7.3.26 com 0 comentários

Universo Cinematográfico Marvel (XVII)

E hoje seguimos com mais filmes e séries da Fase 5 do MCU!

As Marvels
The Marvels
2023

Antes mesmo da estreia de Capitã Marvel, em janeiro de 2019, Brie Larson diria em entrevistas que gostaria de fazer um segundo filme que contasse com a presença de Kamala Khan, já que, nos quadrinhos, Kamala é fã da Capitã Marvel e decide se tornar super-heroína para seguir os passos de sua ídolo. Em março de 2019, após a estreia do filme, Kevin Feige diria que a Marvel já estava discutindo ideias para um segundo, e que só faltava determinar se ele seria ambientado na década de 1990 ou no presente; pouco depois, Lashana Lynch diria ter interesse em voltar a interpretar Maria Rambeau no segundo filme, mesmo que ele fosse ambientado no presente. Em abril de 2019, Teyonah Parris seria escolhida para interpretar a versão adulta de Monica Rambeau (interpretada em Capitã Marvel por Akira Akbar), que, nos quadrinhos, também usou o nome Capitã Marvel, e, em agosto de 2019, seria anunciada oficialmente a série Miss Marvel, com Iman Vellani sendo escolhida para o papel de Kamala um ano depois.

A pré-produção do segundo filme da Capitã Marvel começaria em janeiro de 2020; após Anna Boden e Ryan Fleck recusarem o convite para dirigir a sequência, a Marvel negociaria com Megan McDonnell, uma das roteiristas de WandaVision, para escrever o roteiro, e convidaria Nia DaCosta, para que o segundo filme também tivesse uma diretora mulher, com sites de fofoca divulgando que Olivia Wilde e Jamie Babbit também foram consideradas. DaCosta, segundo ela mesma "uma nerd de quadrinhos confessa", trabalharia com McDonnell e com a produtora Mary Livanos, também de WandaVision, para que o filme se encaixasse no restante do MCU, mas, ao mesmo tempo, possibilitasse à diretora controle criativo. Sua primeira apresentação, elogiada por Larson, trazia Adam Warlock e viagens no tempo, que seriam vetados pela presença do personagem em Guardiões da Galáxia Vol. 3 e por viagens no tempo serem a tônica da segunda temporada de Loki.

Parris, que já havia trabalhado com DaCosta em A Lenda de Candyman, e Vellani seriam anunciadas como parte do elenco do filme em dezembro de 2020; em uma entrevista na ocasião, Larson diria que faria sentido as personagens terem estreado em outras produções antes, e que ela mesma havia conversado com Feige sobre essa possibilidade, que daria mais tempo de tela para que Danvers, Rambeau e Kamala aprofundassem sua relação, sem ter de introduzir duas personagens novas. Em fevereiro de 2021, Zawe Ashton seria anunciada como a vilã do filme, e DaCosta diria em uma entrevista que todos os roteiros de Miss Marvel, que ainda não havia estreado, já estavam escritos, o que ajudava as roteiristas de Capitã Marvel 2, pois elas já sabiam tudo o que ocorreria com Kamala na série. Em abril, as filmagens começariam em Jersey City, e, em maio, a Marvel anunciaria que o título oficial do filme seria The Marvels, devido à presença de duas Capitãs Marvel e uma Miss Marvel.

Por incrível que pareça, surgiram boatos de que esse título poderia ter ligação com a minissérie dos quadrinhos Marvels, de 1994, e que o filme mostraria as personagens interferindo em eventos históricos da Marvel da década de 1990 até os dias atuais; houve também quem dissesse que, no filme, Danvers, Rambeau e Kamala seriam uma família, como a "Família Marvel" de Shazam. Ambos esses boatos não se sustentaram, não sendo nem necessário que a Marvel os desmentisse oficialmente.

DaCosta declararia que, assim como seus outros projetos, As Marvels lidaria com perda e trauma, mas seria um filme para toda a família, mais leve que A Lenda de Candyman e Little Woods, que têm temática semelhante; uma das principais inspirações das roteiristas seria A Guerra Kree-Skrull, clássica saga dos Vingadores nos quadrinhos, publicada em 1971. Feige declararia que tanto As Marvels quanto Invasão Secreta seriam continuações diretas de Capitã Marvel, mas que cada um teria um estilo diferente, e que os eventos de um não teriam influência sobre os do outro. Curiosamente, inclusive, As Marvels deveria ter estreado antes de Invasão Secreta, mas acabaria estreando depois, o que deixaria alguns espectadores confusos, já que os eventos do filme são ambientados antes dos da série.

O primeiro atraso que levaria a isso ocorreria no início das filmagens, que deveriam começar em maio de 2021, mas só começariam em julho, devido aos protocolos da pandemia, ainda em vigor - com Larson só conseguindo começar a gravar suas cenas em agosto. As filmagens ocorreriam nos Pinewood Studios, em Londres, e nos Longcross Studios, em Surrey, e, em sua maior parte, seriam em estúdio e com chroma key; ao todo, 54 sets seriam criados em estúdio para o filme, incluindo a nave de Danvers, a estação espacial, a casa de Maria Rambeau, a casa da família Khan e ambientes de cinco planetas diferentes. As poucas cenas externas seriam filmadas em Jersey City, Los Angeles e em Tropea, na Itália. Os efeitos especiais ficariam a cargo da Industrial Light & Magic, Rise FX, Rising Sun Pictures, Sony Pictures Imageworks, Trixter, Weta FX, e Wylie Co.

Ao todo, as filmagens levariam quase um ano; Jackson teria que regravar algumas cenas enquanto filmava Invasão Secreta, e Larson gravaria sua participação no último episódio de Miss Marvel enquanto também regravava algumas de suas cenas do filme, em junho de 2022. DaCosta filmaria a cena como parte de As Marvels, e ficaria surpresa ao vê-la na série, com os diretores da série, Adil El Arbi e Bilall Fallah, também declarando que não sabiam que a cena seria incluída em Miss Marvel e se dizendo igualmente surpresos. Em janeiro de 2023, DaCosta declararia que Elissa Karasik, que foi roteirista em Loki, e Zeb Wells, de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, teriam revisado o roteiro antes de as filmagens começarem, mas somente Karasik seria creditada, junto a DaCosta e McDonnell.

Originalmente, a estreia do filme estava prevista para novembro de 2022, sendo adiada para julho de 2023 após o atraso nas filmagens; em fevereiro de 2023, a data de estreia seria adiada novamente, para novembro, com a Disney usando como justificativa que estava "reavaliando os custos e o retorno das produções Marvel". Em abril de 2023, vazaria para a imprensa que Feige havia ficado extremamente insatisfeito com a bilheteria de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, e teria ordenado uma "reformulação maciça" do filme, que levaria a mais filmagens e refilmagens; isso jamais seria confirmado oficialmente nem pela Disney, nem pela Marvel, mas, em junho de 2023, a ocorreria um "teste público" - uma sessão prévia aberta do filme, para colher depoimentos de quem o assistiu, diferente de uma plateia de teste, que é uma exibição fechada para um grupo específico - algo extremamente incomum para uma produção do grupo Disney, com relatos de que a plateia havia ficado "dividida" quanto à qualidade do filme.

Após os eventos de Capitã Marvel, Carol Danvers retorna a Hala, planeta natal dos Kree, e destrói a Inteligência Suprema, o supercomputador que os governava, imaginando que os estaria libertando, mas na verdade mergulhando os Kree em uma guerra civil que quase os levaria ao extermínio, praticamente inutilizando a água e a atmosfera do planeta e a estrela em torno da qual Hala orbita. Anos se passam e, na época atual, Dar-Benn, atual Supremor dos Kree, encontra um dos lendários braceletes quânticos, usados na antiguidade para criar os pontos de salto espacial, e inicia um plano para restaurar Hala à sua antiga glória, criando pontos de salto artificiais que roubam recursos naturais de planetas que foram antigas colônias dos Kree. Após um incidente bizarro, Danvers, Monica Rambeau e Kamala Khan - cujo bracelete que confere seus poderes é o par do bracelete quântico encontrado por Dar-Benn - têm seus poderes embaralhados, fazendo com que, toda vez que duas delas usam seus poderes ao mesmo tempo, ocorra um teletransporte e uma troque de lugar com a outra. Danvers decide impedir Dar-Benn antes que ela concretize seu plano, mas, devido ao embaralhamento, tem que levar Rambeau e Kamala junto, criando uma equipe improvável.

O elenco conta com Brie Larson como Carol Danvers / Capitã Marvel; Teyonah Parris como Monica Rambeau; Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Zawe Ashton como Dar-Benn; Samuel L. Jackson como Nick Fury; Gary Lewis como o Imperador Dro'ge dos skrulls; Park Seo-joon como o Príncipe Yan do planeta Aladna, que tem um passado em comum com Danvers; Zenobia Shroff como Muneeba; Mohan Kapur como Yusuf; Saagar Shaikh como Amir; Leila Farzad como Talia; Abraham Popoola como Dag; e Daniel Ings como Ty-Rone. Fazem participações especiais Lashana Lynch como Maria Rambeau, Tessa Thompson como Valquíria, Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira, e Kelsey Grammer como Hank McCoy / Fera.

As Marvels teria uma pré-estreia em Las Vegas em 7 de novembro de 2023, e estreia mundial em 9 de novembro - com as mais notáveis exceções sendo a Coreia do Sul, onde estreou dia 8, e os Estados Unidos e a China, onde só estreou dia 10. Larson, Parris e Vellani fariam várias aparições em convenções e eventos para promover o filme, mas não estariam presentes na pré-estreia devido à greve dos atores e roteiristas de Hollywood; DaCosta chegaria a expressar preocupação de que a campanha de promoção do filme fosse afetada pela greve, mas esta acabria terminando em 9 de novembro, com Larson participando do programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon já no dia 10. Também houve uma preocupação de que o filme não pudesse estrear em IMAX, já que Duna: Parte 2 estava previsto para estrear 3 de novembro, monopolizando as salas, mas, por causa da greve, Duna seria adiado para fevereiro, o que liberaria as salas IMAX para As Marvels.

Infelizmente, As Marvels seria o primeiro grande fracasso de bilheteria do MCU, tendo a bilheteria mais baixa de todos os 33 filmes lançados até então: com orçamento de 374 milhões de dólares, renderia apenas 84,5 milhões nos Estados Unidos e 206,1 milhões quando somadas as bilheterias do mundo inteiro - a expectativa da Disney, antes do lançamento, era que o filme rendesse cerca de 700 milhões somando todo o planeta. Apesar disso, o filme ainda entraria para a história como o de maior bilheteria dirigido por uma mulher negra. A crítica em geral não colocaria a culpa do fracasso em má qualidade do filme, considerando-o divertido, energético e elogiando o ritmo, a direção e a química entre as três protagonistas, com todas as três atrizes sendo bastante elogiadas, especialmente Vellani, que, para muitos, roubava todas as cenas nas quais aparecia.

A culpa do fracasso acabaria sendo atribuída ao fato de que era necessário muito "dever de casa" para entender o filme, que tinha ligações com Capitã Marvel, Miss Marvel, WandaVision e até mesmo Homem-Aranha: Longe de Casa, o que teria afastado os espectadores casuais; Feige concordaria, e diria que muitos espectadores podem ter achado que era necessário ter assistido às séries do Disney+ para compreender o filme, e que a Disney havia falhado em não deixar claro que esse não era o caso. O CEO da Disney, Bob Iger, pareceu pensar diferente, entretanto, e deu uma declaração extremamente polêmica, dizendo que o fracasso do filme vinha da "falta de supervisão por parte do estúdio em relação ao que as equipes de filmagem estavam fazendo durante a pandemia"; essa declaração seria vista como uma tentativa de culpar DaCosta pelo fracasso do filme, e acabaria sendo considerada sexista, já que Iger não havia falado nada quanto a supervisão em relação a outros dois fracassos da Disney filmados durante a pandemia, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania e Indiana Jones e a Relíquia do Destino, ambos dirigidos por homens.

What If...?
2ª temporada
2023

A Marvel daria luz verde para uma segunda temporada de What If...? em dezembro de 2019, não somente antes de a primeira ir ao ar, mas também antes que alguns dos episódios da primeira temporada estivessem concluídos. O planejamento original de Kevin Feige, inclusive, era que cada temporada estreasse durante uma Fase, com a primeira fazendo parte da Fase 4, a segunda da Fase 5, e a terceira da Fase 6 - algo que, como veremos daqui a alguns meses, acabou tendo de ser alterado.

De qualquer forma, também em dezembro de 2019, a showrunner e principal roteirista da primeira temporada, A.C. Bradley, seria confirmada nos mesmos cargos, com também sendo confirmados o retorno do roteirista Matthew Chauncey e do diretor Bryan Andrews. Segundo o planejamento inicial de Feige, tanto a primeira quanto a segunda temporada teriam 10 episódios cada, mas como, devido à pandemia, um dos episódios da primeira não ficou pronto a tempo para a estreia, ele foi movido para a segunda, e ficou determinado que as temporadas teriam 9 episódios cada - o que significava que Bradley e Chauncey só teriam de escrever oito novos. Esses roteiros seriam escritos entre janeiro e outubro de 2020, com Bradley e Chauncey tendo de se comunicar de forma remota durante a pandemia; Bradley declararia em entevistas que isso faria com que eles tentassem fazer os roteiros da segunda temporada mais leves e divertidos que os da primeira, já que "parecia que o mundo estava se acabando lá fora", então eles queriam fazer da série "uma válvula de escape" para os espectadores. Isso levaria ao descarte de um roteiro que ela havia escrito antes de a quarentena da pandemia ser decretada, estrelado por Peter Parker e baseado no filme Filhos da Esperança, de 2006, que, no contexto da pandemia, ela estava achando "muito sombrio".

Segundo o produtor Brad Winderbaum, o mundo havia mudado e o Universo Marvel também, então era necessário que os episódios da segunda temporada fossem "mais loucos" que os da primeira, no sentido de que deveriam ter ainda menos a ver com os filmes e séries nos quais eram inspirados, o que ajudaria a criar uma sensação de que o Multiverso era realmente diverso, ao invés de ter apenas diferenças pontuais em relação à Linha do Tempo Sagrada. Bradley diria que isso se refletiria em mais histórias contadas a nível pessoal, ao invés do "precisamos salvar o mundo enquanto todo mundo morre" quase onipresente na primeira temporada. Os episódios da segunda temporada fariam homenagens a diversos gêneros do cinema, contando com um film noir, um de espionagem, um filme de ação dos anos 1980, um de fantasia medieval e um pós-apocalíptico ao estilo Mad Max.

Inicialmente, Bradley e Chauncey pensariam em usar somente ideias descartadas da primeira temporada, como um episódio especial de Natal inspirado em Duro de Matar, mas, quando autorizou a segunda, Feige autorizou também o uso de personagens e e situações da Fase 4 - para a primeira temporada, ele pediria que só fossem utilizados personagens e situações das Fases 1, 2 e 3 - o que faria com que os roteiristas discutissem várias novas ideias para histórias; dentre as novas ideias descartadas estariam um episódio musical, um estrelado pelos animais de estimação dos Vingadores, e um ambientado na épóca dos piratas, no qual Brock Rumlow era um capitão pirata chamado Ossos Cruzados que considera mudar de vida. Além da história baseada em Filhos da Esperança, Bradley acabaria descartando mais um roteiro completo, estrelado pelo Guardião Vermelho e pelo Soldado Invernal, mas que acabaria se tornando um dos episódios da terceira temporada.

Segundo Bradley, Feige pediria para que, assim como o da primeira, o último episódio da segunda temporada fosse a culminação de um arco de história, contando com a participação de personagens de vários universos diferentes. Bradley e Chauncey decidiriam, ao invés do Vigia, usar a Capitã Carter, personagem que havia se tornado muito popular dentre os fãs, como ligação entre as histórias que culminariam no último episódio; isso acabaria sendo mal recebido por parte dos espectadores, que reclamariam que a segunda temporada era menos What If...? e mais As Aventuras da Capitã Carter. Bradley faria da Capitã Carter "um espelho do Vigia", alguém que entendesse seu desespero em somente observar sem poder interferir, ao mesmo tempo em que compreendesse quais interferências podem ser feitas sem colocar o Multiverso em risco, com o Vigia se tornando seu guia conforme ela se torna uma heroína de destaque no Multiverso.

A segunda temporada também traria um episódio extremamente ousado, no qual o Tesseract cai na América do Norte antes da chegada dos europeus, mudando a vida de uma tribo nativo-americana. Protagonizado por uma personagem criada especialmente para a série, a moicana Kahhori, o episódio é todo falado em moicano e espanhol, e não tem as chamadas hard subtitles - aquelas que são "garradas" no filme, sem poder ser desabilitadas - com o espectador tendo de ativar as legendas através do menu do Disney+. A Disney trabalharia junto a membros da Nação Moicana e a consultores da Smithsonian Institution para garantir que não somente o idioma fosse corretamente falado, mas também para que a representação dos nativo-americanos em relação à sua cultura, personalidade, ambientação, aparência, história e música fosse precisa.

O episódio estrelado por Kahhori seria escrito por Ryan Little; dentre os demais, quatro seriam escritos por Chauncey, incluindo o último, dois por Bradley, um pro Bradley e Chauncer, e um por Bradley e Little. Todos os episódios seriam dirigidos por Andrews, exceto o primeiro, dirigido por Stephan Franck, que havia sido o supervisor de animação da primeira temporada - na segunda, esse cargo ficaria com Scott Wright, com Wright e Franck atuando juntos no quarto episódio. Assim como a primeira temporada, a segunda seria supervisionada pela Marvel Studios Animation, mas a animação em si seria feita por vários outros estúdios, com dois episódios ficando a cargo da Stellar Creative Lab, três dos SDFX Studios, e quatro da Flying Bark Productions. A abertura seria a mesma da primeira temporada, mas com novas cenas no Muliverso fraturado; para o último episódio, a Perception, responsável pela abertura, criaria uma nova versão do logotipo dos Marvel Studios, apenas com cenas dos episódios de What If...?.

Em português, por alguma razão, a Disney trocaria o E se... no título dos episódios por um O que aconteceria se..., o que faria com que os nomes dos nove episódios fossem O que aconteceria se Nebulosa se juntasse à Tropa Nova?, O que aconteceria se Peter Quill atacasse os Heróis Mais Poderosos da Terra?, O que aconteceria se Happy Hogan salvasse o Natal?, O que aconteceria se o Homem de Ferro colidisse com o Grão-Mestre?, O que aconteceria se Capitã Carter lutasse contra o Esmagador da Hydra?, O que aconteceria se Kahhori remodelasse o mundo?, O que aconteceria se Hela encontrasse os Dez Anéis?, O que aconteceria se os Vingadores se reunissem em 1602? e O que aconteceria se Estranho Supremo interviesse?. Aliás, assim como o "vilão principal" da primeira temporada foi Ultron, o da segunda é Estranho Supremo, a versão do Dr. Estranho do episódio da primeira temporada E se o Doutor Estranho perdesse seu coração em vez das mãos?.

Mais uma vez, os Marvel Studios dariam carta branca para Bradley e Chauncey usarem todos os personagens que desejassem, com os atores que os interpretaram nos filmes sendo convidados para dublá-los, e os que não pudessem ou quisessem aceitar sendo substituídos por dubladores profissionais. Os atores que repetiram seus papéis dos filmes e séries do MCU, em ordem alfabética, são Atandwa Kani como T'Chaka / Pantera Negra, Benedict Cumberbatch como Stephen Strange / Dr. Estranho, Cate Blanchett como Hela, Chris Hemsworth como Thor, Clancy Brown como Surtur, Cobie Smulders como Maria Hill, Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff, Frank Grillo como Brock Rumlow, Gene Farber como Vasily Karpov, Hayley Atwell como Peggy Carter / Capitã Carter, Idris Elba como Heimdall, Jeff Goldblum como o Grão-Mestre, Jeremy Renner como Clint Barton / Gavião Arqueiro, John Slattery como Howard Stark, Jon Favreau como Happy Hogan, Josh Brolin como Thanos, Jude Law como Yon-Rogg, Karen Gillan como Nebulosa, Kat Dennings como Darcy Lewis, Kurt Russell como Ego, Laurence Fishburne como Bill Foster / Golias, Madeleine McGraw como Hope van Dyne, Mark Ruffalo como Bruce Banner / Hulk, Michael Douglas como Hank Pym / Homem-Formiga, Michael Rooker como Yondu Udonta, Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga, Peter Serafinowicz como Garthan Saal, Rachel House como Topaz, Rachel Weisz como Melina Vostokoff, Sam Rockwell como Justin Hammer, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Sebastian Stan como Bucky Barnes / Soldado Invernal, Seth Green como Howard, Stanley Tucci como Abraham Erskine, Taika Waititi como Korg, Tessa Thompson como Valquíria, e Tom Hiddleston como Loki. Dentre os dubladores profissionais, temos Cynthia McWilliams como Gamora, Feodor Chin como Xu Wenwu, Fred Tatasciore como Groot, Jeff Bergman como Odin, Josh Keaton como Steve Rogers / Capitão América, Julianne Grossman como Irani Rael / Nova Prime, Keri Tombazian como Wendy Lawson / Mar-Vell, Lake Bell como Natasha Romanova / Viúva Negra, Lauren Tom como Jiayi, Mace Montgomery Miskel como Peter Quill, e Mick Wingert como Tony Stark / Homem de Ferro. Jeffrey Wright repete seu papel como o Vigia, Ross Marquand faz a voz do computador W.E.R.N.E.R., e Devery Jacobs, que é canadense e realmente é moicana, faz a voz de Kahhori, com seu episódio também contando com a atriz e cantora moicana Kiawentiio como Wáhta, o ator mexicano Gabriel Romero como o conquistador Rodrigo Alphonso Gonzolo, a atriz colombiana Carolina Ravassa como a Rainha Isabella de Espanha, e Jeremy White como Atahraks.

A segunda temporada de What If...? estrearia no Disney+ em 22 de dezembro de 2023, com um episódio sendo lançado por dia até 30 de dezembro, se tornando a primeira série do Disney+ a ter episódios lançados diariamente ao invés de semanalmente - a ideia inicial dos Marvel Studios era lançar um episódio por semana em abril de 2023, mas a data de estreia acabaria adiada e o formato alterado em uma reunião de emergência em fevereiro de 2023 na qual foi discutida uma reformulação na grade de lançamentos do MCU após pesadas críticas de que a Fase 4 estava priorizando a quantidade ao invés da qualidade. A Disney mais uma vez não divulgaria os números da audiência, se limitando a dizer que foram "excelentes", mas a crítica seria bastante positiva, elogiando a criatividade dos roteiros e o episódio de Kahhori - que seria indicado ao Emmy de Melhor Efeitos de Animação em uma Produção de Animação para a TV, com o de Nebulosa sendo indicado ao de Melhor Design de Produção em uma Produção de Animação para a TV.

Eco
Echo
2024

Nos quadrinhos, Eco é uma personagem relativamente recente: criada por David Mack e Joe Quesada, ela estrearia em Daredevil 9, de dezembro de 1999, como filha adotiva do Rei do Crime e assassina designada para matar o Demolidor. Para criar um contraste com o Homem sem Medo, que é cego e percebe o mundo principalmente através da audição, Mack faria Eco surda, tendo de utilizar a visão como principal forma de percepção. Enquanto criava a personagem, Mack se lembraria de um tio que, quando ele era criança, lhe contava histórias sobre como percebemos o mundo em que vivemos, e era nativo-americano Cherokee; ele decidiria então que Eco também seria nativo-americana, mas Cheyenne, por parte de mãe, com seu pai sendo mexicano. A personagem acabaria se tornando muito interessante para ser uma vilã, e, aos poucos, passaria por um arco de redenção, se tornando uma heroína; infelizmente, ela é menos aproveitada do que poderia, e não ficaria tão famosa quanto outros heróis da Marvel lançados na mesma época, como Jessica Jones ou o Sentinela.

Eco estrearia no MCU, usando apenas seu nome civil, Maya Lopez, em Gavião Arqueiro, interpretada por Alaqua Cox, que é nativo-americana (mas Menominee) e surda como a personagem, além de ser amputada da perna direita, usando uma prótese. A inclusão da personagem na série do Gavião Arqueiro já foi feita com a intenção de que Eco protagonizasse uma série própria, que seria oficialmente anunciada em novembro de 2021. Inicialmente, Ethan e Emily Cohen seriam cogitados para escrever a série, mas, quando foi feito o anúncio oficial, a equipe de roteiristas contaria com Marion Dayre, Amy Rardin, Josh Feldman, Steven Paul Judd, Ken Kristensen, Rebecca Roanhorse, Bobby Wilson, Ellen Morton, Jason Gavin, Shoshannah Stern e Chantelle M. Wells, com todos contribuindo de alguma forma e cada episódio sendo creditado a pelo menos três deles. Bert & Bertie, que dirigiram o episódio de Gavião Arqueiro no qual Maya havia estreado, declarariam em suas redes sociais não acreditar que retornariam para dirigir Eco, e considerar que o melhor seria que a Marvel contratasse um nativo-americano para a função; de fato, em março de 2022, Sydney Freeland (que é Navajo) anunciaria em suas redes sociais ter fechado contrato para dirigir Eco, sendo confirmada pela Marvel como diretora e showrunner em maio; Freeland dirigiria quatro dos cinco episódios, com o terceiro sendo dirigido pela australiana Catriona McKenzie, por razões que jamais seriam divulgadas.

Freeland explicaria que, nos quadrinhos, ao longo dos anos, vários elementos de várias culturas norte-americanas seriam misturados nas histórias de Eco, com muito pouco do que era usado sendo realmente Cheyenne, e que a série não ficaria autêntica ou realística caso eles fizessem o mesmo. Como Judd era Choctaw, a equipe de roteiristas optaria por fazer de Maya, na série, também Choctaw, ao invés de Cheyenne, para aproveitar a oportunidade de ter um membro da equipe capaz de avaliar se as histórias e situações seriam ou não autênticas. Dayre declararia que a série lidaria não somente com as consequências dos atos de Maya em Gavião Arqueiro, sendo também uma "história de origem", com o passado nativo-americano da persongem tendo grande importância na formação de sua individualidade. A série seria integralmente ambientada na cidade de Tamaha, Oklahoma, que tem 152 habitantes e fica dentro de uma reserva Choctaw.

Na série, que começa cinco meses após os eventos de Gavião Arqueiro, Maya Lopez foi declarada traidora e está sendo perseguida pela organização criminosa liderada por Wilson Fisk. Ela então decide voltar à sua cidade natal para reavaliar sua vida e fazer as pazes com seu passado. Quando o próprio Fisk vem à sua procura, ameaçando sua família e amigos, Maya descobre ter um novo poder (que não tem nos quadrinhos) e o usa para se firmar como uma mulher forte e independente. O elenco conta com Alaqua Cox como Maya Lopez / Eco; Chaske Spencer como Henry Lopez / Black Crow, tio de Maya com conexões com a organização de Fisk; Tantoo Cardinal como Chula, avó de Maya, com quem ela não tem uma boa relação; Devery Jacobs como Bonnie, prima e melhor amiga de Maya; Cody Lightning como Biscuits, primo de Maya que a idolatra; Graham Greene como Skully, dono de uma loja de penhores que atua como figura paterna para Maya; Zahn McClarnon como William Lopez, e Katarina Ziervogel como Taloa, pai e mãe de Maya, que aparecem em flashbacks; Julia Jones, Morningstar Angeline e Dannie McCallum como Chafa, Lowak e Tuklo, ancestrais de Maya; Andrew Howard como Zane, líder de um cartel subordinado a Fisk; Thomas E. Sullivan como Vickie, empregado de Black Crow que não vai com a cara de Maya; e Vincent D'Onofrio como Wilson Fisk / Rei do Crime. Charlie Cox faz uma participação especial como Matt Murdock / Demolidor.

A Marvel faria um acordo com a Nação Choctaw do Oklahoma e com a ONG IllumiNative para que a cultura, história e lendas Choctaw fossem mostradas de forma fidedigna na série. Vários membros da produção receberiam permissão para visitar a Nação Choctaw para aprender mais sobre sua língua e cultura e para assistir a um powwow - uma espécie de festival cultural que conta com várias danças indígenas. Membros da Nação Choctaw declarariam que a série seria uma oportunidade de apresentar ao mundo a cultura Choctaw em uma escala que talvez fosse impossível de outra forma. Todos os extras e figurantes contratados para a série seriam nativo-americanos, muitos deles dançarinos e cantores de powwow, de diversas etnias, não somente Choctaw.

A figurinista Ambre Wrigley diria ter sido essencial poder contar com a colaboração dos Choctaw, e que conversaria com historiadores e líderes tribais e contrataria artesãos Choctaw para que tudo fosse o mais autêntico possível. Até mesmo o "uniforme de heroína" de Eco seria criado com a ajuda de artesãos Choctaw, para refletir a herança da personagem. A maioria dos objetos de cena seriam comprados ou emprestados diretamente dos Choctaw, ao invés de recriados pela equipe de produção da série, mais uma vez para garantir mais autenticidade.

Apesar de a série ser ambientada em Tamaha, as filmagens não ocorreriam lá, por razões práticas, como dificuldades para se montar os equipamentos, e burocráticas, já que era complicado obter autorização para filmar dentro de uma reserva indígena. As filmagens começariam em abril de 2022 nos Estúdios Trillith, em Fayetteville, passando depois para a Great Walton Railroad, Peachtree City, Grantville e Atlanta, todas no estado da Geórgia. Uma cerimônia tradicional de benção Choctaw seria realizada antes do início das filmagens. A cena do powwow seria filmada em um pavilhão de exposições rurais na cidade de Social Circle, também na Geórgia. O estado da Geórgia seria escolhido devido a seus incentivos fiscais, e inicialmente a equipe de produção tinha dúvidas sobre se conseguiria encontrar locais para fingir que estavam no Oklahoma, já que os estados têm relevo e topografia muito diferentes, mas, durante a visita à Nação Choctaw, a equipe de produção teve autorização para tirar fotos, usando-as para comparar com os locais disponiveis e escolher os mais parecidos.

Muitos dos atores da série aprenderiam ASL (American Sign Language, a língua de sinais utilizada nos Estados Unidos), com somente Alaqua Cox e Katarina Ziervogel sendo surdas e já conhecendo a língua previamente. Freeland argumentaria que mostrar os atores sinalizando seria essencial para a história, e que a maioria das cenas com sinais deveriam incluir closes, já que as expressões faciais também fazem parte da comunicação. O consultor para ASL seria Douglas Ridloff (marido da atriz Lauren Ridloff, a Makkari de Eternos, que também é surda), que também havia servido como consultor em Gavião Arqueiro e Eternos. Ridloff treinaria cada ator de uma forma diferente, baseado na proficiência de seu personagem com a língua de sinais - Jacobs, por exemplo, teria de sinalizar rápido e sem verbalizar, já que Bonnie tinha um nível de proficiência alto, enquanto Cardinal poderia sinalizar bem devagar e verbalizando, pois Chula tinha menos proficiência. Para maior autenticidade, os atores que interpretavam nativo-americanos também usariam sinais da PISL (Plains Indian Sign Language), uma língua de sinais usada pelos nativo-americanos, e Ridloff conseguiria até mesmo incorporar a suas falas alguns sinais "que datam de antes da colonização", mas ainda são usados por alguns indivíduos.

Eco seria a primeira série do MCU a ser classificada como TV-MA, ou seja, inadequada para menores de 18 anos; o produtor Brad Winderbaum não criticaria a classificação, dizendo que ela apontava "uma nova direção para os Marvel Studios", e Freeland comentaria que a classificação era consequência de a Marvel deixar os roteiristas fazerem seu trabalho, já que "pessoas sangram, morrem, são mortas, e tudo isso tem consequências", com a história ficando inverossímil caso isso fosse tolhido. Ainda segundo Freeland, Eco seria uma história "no nível das ruas", como as séries do Demolidor e do Justiceiro, sem as "consequências cósmicas" que as produções dos Marvel Studios costumavam ter; segundo ela, o que estava em jogo era "o destino da família", e não o destino do universo. Uma das principais preocupações dos roteiristas nesse sentido seria mostrar o contraste e o conflito entre a família biológica de Maya e sua "família adotiva", representada por Fisk.

Em Maio de 2023, o jornalista Jeff Sneider divulgaria que a série havia originalmente sido filmada para ter oito episódios, e que Feige, após ver o resultado final, teria dito que não seria possível lançá-la nesse formato, ordenando refilmagens para que a série fosse condensada em quatro ou seis episódios - sendo esse o motivo pelo qual cada episódio tem tantos roteiristas creditados, e o terceiro tem uma diretora diferente. A Marvel negaria essa versão, alegando que, originalmente, a série deveria ter seis episódios, mas que, por razões de ritmo, a própria equipe decidiu reduzir para cinco após a conclusão das filmagens, e que as refilmagens eram comuns para aparar arestas surgidas durante a edição, não tendo nada a ver com a redução do número de episódios. Seja como for, Eco teria o orçamento mais baixo de todas as séries do MCU, 40 milhões de dólares por episódio, o que foi justificado pela Marvel com o fato de que os efeitos especiais eram mínimos quando a série era comparada com as anteriores.

Eco estrearia em 9 de janeiro de 2024, e seria parte de duas experiências da Disney: todos os seus cinco episódios estrariam simultaneamente, na primeira vez em que isso acontecia em uma série do MCU e do Disney+, e todos os cinco estreariam no Disney+ e no Hulu, serviço de streaming dos Estados Unidos que também pertence à Disney - a série seria removida do catálogo do Hulu, porém, em 9 de abril de 2024. Em 1 de novembro de 2024, a série ganharia uma dublagem em Choctaw, se tornando a primeira produção Disney a ser dublada nesse idioma; o diretor de dublagem Terry Billy declararia que nem sempre seria possível traduzir os diálogos da série do inglês para o Choctaw com equivalência perfeita, e, quando isso não fosse possível, a equipe de tradução optaria por uma aproximação que correspondesse ao uso diário do Choctaw. Eco seria a primeira série do MCU a trazer em seu início o logotipo "Marvel Spotlight" no lugar do tradicional dos Marvel Studios.

A série seria a mais assistida do Disney+ e do Hulu em seu dia de estreia, e a quinta mais assistida dentre todos os streamings no mês de janeiro. A crítica seria extremamente positiva, elogiando Alaqua Cox, as cenas de ação e os elementos narrativos, mas criticando o ritmo, que começava muito lento para ir melhorando depois. Eco receberia uma indicação ao Emmy, de Melhor Figurino para uma Série de Fantasia ou Ficção Científica, com muitos críticos achando que Alaqua Cox deveria ter sido indicada a Melhor Atriz, especialmente por sua performance no último episódio. Uma segunda temporada de Eco está fora dos planos dos Marvel Studios, mas Feige já indicou ter interesse em usar Maya em outras produções, como Demolidor: Renascido ou outras séries que abordem os chamados "heróis urbanos" da Marvel.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•As Marvels
•What If...?
(2ª temporada)
•Eco

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XVI)

E hoje seguiremos com a série de posts sobre a Fase 5 do MCU!

Invasão Secreta
Secret Invasion
2023

Nos quadrinhos, Invasão Secreta foi uma saga da Marvel que durou todo o segundo semestre de 2008, cuja história principal transcorreu em uma minissérie com roteiro de Brian Michael Bendis e arte de Leinil Francis Yu, enquanto histórias secundárias eram publicadas em quase todas as revistas mensais da editora. Nela, é descoberto que, durante anos, como parte de um plano para se vingar da derrota na Guerra Kree-Skrull, skrulls substituíram alguns dos principais heróis da Terra, revelando agora sua verdadeira identidade para colocar esse plano em movimento. Além de ter de lidar com a decepção de descobrir que aparentes aliados eram na verdade inimigos, os heróis Marvel passariam a agir com extrema desconfiança, já que qualquer um poderia ser um skrull disfarçado.

Com a introdução dos skrulls no MCU em Capitã Marvel, de 2019, a ideia de fazer um filme baseado em Invasão Secreta ganharia força dentre os executivos dos Marvel Studios. Em setembro de 2020, o roteirista e produtor Kyle Bradstreet declararia em entrevistas estar trabalhando em uma série para o Disney+ estrelada por Nick Fury, que, em dezembro, Kevin Feige confirmaria ser Invasão Secreta. Fury foi um dos personagens cujos direitos foram adquiridos pela Paramount, que, inicialmente, planejava fazer um filme estrelado por ele, com Andrew W. Marlowe, da série de TV Castle, sendo contratado para escrever um roteiro em 2006. Quando o MCU começou a tomar forma, e Fury foi escolhido para ser seu fio condutor, reunindo os heróis que formariam a equipe dos Vingadores, essa ideia foi engavetada indefinidamente, até Feige decidir que uma série estrelada por Fury traria mais oportunidades para desenvolver o personagem que um filme, já que ele já havia aparecido em tantos outros. Ainda segundo Feige, assim como a saga dos quadrinhos, a série de Invasão Secreta seria um crossover event, reunindo eventos de várias produções anteriores do MCU e definindo rumos para as seguintes.

Ainda em dezembro de 2020, seria anunciado que Ben Mendelsohn estaria na série, repetindo o papel do skrull Talos, e sendo co-protagonista ao lado de Samuel L. Jackson, que interpretaria Fury possivelmente pela última vez. Bradstreet trabalharia nos roteiros durante cerca de um ano, até ser substituído por Brian Tucker, que assumiria como chefe da equipe dos roteiristas e showrunner em abril de 2021; os roteiros do primeiro e do último episódio seriam de Bradstreet e Tucker, com dois sendo apenas de Tucker (um deles a partir de uma sinopse de Brant Englestein) e outros dois sendo de Tucker em parceria com, respectivamente, Roxanne Paredes e Michael Bhim. Também em abril de 2021, seria anunciado que Thomas Bezucha e Ali Selim dirigiriam três episódios cada, mas Bezucha acabaria deixando a série durante refilmagens devido a um conflito de agenda, e Selim seria creditado como o único diretor de todos os seis episódios.

As filmagens começariam em setembro de 2021 e aconteceriam simultaneamente às de As Marvels, com Jackson começando a filmar suas cenas na série somente após concluir todas as suas cenas do filme. As filmagens ocorreriam integralmente na Inglaterra, com as internas sendo filmadas nos Estúdios Pinewood, e as externas em Londres, West Yorkshire, Leeds, Huddersfield e Halifax. As filmagens se encerrariam oficialmente em abril de 2022, mas refilmagens começariam em junho, após uma "batalha criativa" entre os roteiristas e os executivos dos Marvel Studios. O ator Christopher McDonald diria que as mudanças tornariam a série ainda melhor, proporcionando uma profundidade que ela não tinha antes, e daria a entender que elas foram escritas por um novo roteirista, não creditado. Jackson gravaria suas novas cenas entre junho e agosto, e Emilia Clarke, que interpreta a filha de Talos, gravaria as suas no final de setembro, após muitos membros da equipe serem demitidos ou substituídos - o produtor executivo Chris Gary receberia um aviso de que poderia seguir supervisionando a série, mas deveria deixar o estúdio imediatamente após sua conclusão. Essa bagunça levaria o executivo Jonathan Schwartz a ter de se envolver pessoalmente, devido ao risco de alguns atores do elenco não estarem mais disponíveis devido a compromissos previamente assumidos. O orçamento inicial não seria divulgado, mas sabe-se que ele foi estourado, com a série custando 211,6 milhões de dólares por uma duração de cerca de 4 horas e meia somando todos os seis episódios; como a série não tinha cenários enormes nem efeitos visuais numerosos, esse custo final foi considerado absurdo, com as refilmagens sendo apontadas como as principais responsáveis pelo estouro.

Outra polêmica envolvendo a série viria do fato de que a abertura seria criada pelos Method Studios usando inteligência artificial generativa, com a série sendo lançada durante a greve dos roteiristas de 2023, na qual o uso de IA para substituir profissionais do cinema era um dos assuntos mais discutidos. Os Method Studios divulgariam uma nota dizendo que "nenhum de seus profissionais havia sido substituído por inteligência artificial" e que a própria equipe selecionada para a criação da abertura decidiria usar um programa criado especificamente por ela para alcançar o resultado desejado, com todo o material usado para alimentar o programa tendo sido criado por artistas ligados ao estúdio - para afastar uma das principais críticas à IA, a de que ela se alimenta do trabalho alheio sem pagar por isso. Ainda segundo os Method Studios, o uso da IA foi pensado não só para aproveitar um momento no qual ela estava em voga, mas também para "conseguir um visual alienígena" que combinasse com o tema da série. Mesmo com esses argumentos, os artistas responsáveis pelos storyboards e efeitos especiais da série manifestaram publicamente seu descontentamento com a aprovação dos Marvel Studios para a abertura de IA.

Além dos Method Studios, os efeitos especiais seriam criados pela Digital Domain, FuseFX, Luma Pictures, MARZ, One of Us, Zoic Studios e Cantina Creative. Selim tentaria manter os efeitos especiais em nível mínimo, praticamente só os usando com os skrulls. A batalha final, descrita por alguns críticos como uma "luta de videogame" e apelidada por alguns fãs de "batalha de CG" (computação gráfica) seria mais um ponto polêmico, considerado um encerramento bizarro para uma série de espionagem e paranoia, como se tivesse sido incluída apenas para deixar claro que, apesar de tudo, Invasão Secreta ainda era uma série de super-heróis.

Após os eventos de Capitã Marvel, Fury prometeria aos skrulls os ajudar a encontrar um novo planeta. Anos se passariam, porém, e a maioria dos skrulls ainda estava vivendo na Terra, metamosfoseados como humanos e sendo considerados refugiados. Um grupo dissidente, liderado por Gravik e baseado em uma usina nuclear abandonada na Rússia - o esconderijo perfeito, já que os skrulls são imunes a radiação ionizante, que mataria qualquer humano que decidisse entrar lá - decide então por em prática um plano ousado: substituir figuras-chave dos governos mundiais por skrulls, desencadeando uma série de eventos que levaria aos skrulls se tornarem a raça dominante do planeta, podendo viver aqui em suas verdadeiras formas sem a interferência dos humanos. Talos ainda mantém a fé de que Fury vai ajudá-los a migrar para outro planeta, mas sua própria filha, G'iah, decepcionada por Fury não ter cumprido sua promessa, também está dentre os dissidentes. Quando a S.H.I.E.L.D. descobre o plano de Gravik, a agente Hill chama Fury, que está vivendo no espaço desde os eventos de Ultimato, para que eles trabalhem com Talos para tentar deter os skrulls renegados antes que seja tarde demais - o que se mostrará extremamente difícil, já que eles não têm como saber em quais de seus aliados podem confiar.

O elenco conta com Samuel L. Jackson como Nick Fury; Ben Mendelsohn como Talos; Kingsley Ben-Adir como Gravik; Emilia Clarke como G'iah; Olivia Colman como Sonya Falsworth, agente do MI6 e amiga de longa data de Fury; Don Cheadle como James Rhodes, agora conselheiro do Presidente dos Estados Unidos; Cobie Smulders como Maria Hill; Martin Freeman como Everett K. Ross; O-T Fagbenle como Rick Mason; Killian Scott como Pagon, segundo em comando de Gravik; Dermot Mulroney como o Presidente dos Estados Unidos; Richard Dormer como Prescod, agente da S.H.I.E.L.D. que descobre o plano de Gravik e passa a ser um alvo dos skrulls; Christopher McDonald como o repórter de TV Chris Stearns; Katie Finneran como Rosa Dalton, cientista que os skrulls substituem para trabalhar em um projeto secreto de Gravik; Samuel Adewunmi e Ben Peel como os skrulls Beto e Brogan; Tony Curran como o diretor do MI6; e Charlayne Woodard como a esposa de Fury, Priscila Davis.

Soren, esposa de Talos e mãe de G'iah, é interpretada em sua forma humana por Charlotte Baker e em sua forma skrull por Kate Braithwaite - em Capitã Marvel e Homem-Aranha: Longe de Casa, ela era interpretada por Sharon Blynn, que não pôde repetir o papel por conflitos de agenda. Também vale citar que, originalmente, As Marvels estrearia antes de Invasão Secreta, mas, devido a atrasos na produção do filme, a série estreou primeiro, o que criou uma certa confusão na cronologia, já que os eventos do filme ocorrem antes dos eventos da série.

A saga dos quadrinhos seria um evento gigantesco, envolvendo quase todos os personagens do Universo Marvel; durante as filmagens, Feige declararia que a série de TV não tentaria imitá-la, já que isso resultaria em um elenco maior que o de Vingadores: Ultimato, sendo centrada em Fury e Talos explorando os elementos de "paranoia política" dos quadrinhos, com "todas as reviravoltas que isso proporcionou". Tucker diria ter se inspirado em séries como Homeland e The Americans e nos romances de espionagem de John le Carré, e Selim diria que a série alternaria momentos de film noir e western. Também durante as filmagens, Smulders diria que a série era "bastante pé no chão", e que lidaria com relações humanas e confiança, e Jackson declararia que a série abordaria eventos transcorridos durante o Blip. No início de 2023, Feige diria que a série serviria como "uma continuação ambientada nos dias atuais" de Capitã Marvel, mas que teria estilo bastante diferente do filme.

Assim como nos quadrinhos, um aspecto importante da série era não saber há quanto tempo os personagens substituídos eram skrulls. Feige escolheria pessoalmente James Rhodes para ser um dos substituídos, e conversaria com Cheadle durante a pré-produção para saber o que ele achava, com o ator declarando ter agradecido a oportunidade de "mostrar um lado de Rhodes que não havíamos visto antes". Feige diria que a inclusão de Rhodes permitiria uma nova experiência aos fãs, a de assistir os filmes anteriores para tentar descobrir se ele já era um skrull ou não, com Selim e a maioria do público achando que Rhodes foi substituído após os eventos de Capitão América: Guerra Civil.

Invasão Secreta estrearia no Disney+ em 21 de junho de 2023, com um episódio sendo lançado por semana até 26 de julho. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no cinema El Capitan Theater, em Los Angeles, em 13 de junho, e os três primeiros estariam disponíveis no streaming Hulu entre 21 de julho e 17 de agosto, para tentar atrair mais assinantes para o Disney+. A série seria a produção original mais assistida no streaming no primeiro semestre, e fecharia 2023 como a terceira mais assistida do ano. A crítica ficaria dividida, elogiando as performances de Jackson e Clarke e a ousadia de se produzir um material mais sombrio e maduro para o MCU - que alguns críticos chamariam de "Marvel sem piadinhas" - mas criticando o ritmo lento dos episódios e as cenas de ação pouco empolgantes. No planejamento original, Invasão Secreta teria uma sequência direta, Armor Wars, estrelada por Rhodes, atualmente adiada por tempo indeterminado.

Eu Sou Groot
I Am Groot
2ª temporada
2023

O sucesso da primeira temporada de Eu Sou Groot levaria o chefe do departamento de streaming, televisão e animação dos Marvel Studios, Brad Winderbaum, a encomendar mais cinco curtas à diretora e roteirista Kristin Lepore, que seriam exibidos um ano depois, como uma segunda temporada. Para a primeira temporada, Lepore havia separado 30 ideias, das quais aproveitaria somente cinco; ela diria, porém, que nem todos os episódios da segunda temporada usariam ideias descartadas da primeira, e que, se a Marvel quisesse seguir com a série, a "escassez de ideias" era algo com o qual eles não precisavam se preocupar.

A segunda temporada continuava acompanhando Groot conforme ele crescia, trazendo lições de paternidade, a importância da higiene, de não mexer com o que não se está preparado para lidar, e colocando Groot em seu caminho para se tornar um herói. Lepore diria que o primeiro episódio seria "autobiográfico", espelhando sua própria experiência após ser mãe e se ver tendo de cuidar de um bebê, e que ficaria surpresa pela Marvel ter selecionado o segundo, que, segundo ela, tinha a ideia mais estranha de todas. O último episódio, inspirado nos filmes de Indiana Jones, conta com a presença do Vigia, e teve como consultor o roteirista Ryan Little, que trabalhou em What If...?; Lepore se diria satisfeita por a Marvel ter selecionado essa ideia, pois isso significava que eles viam Eu Sou Groot como de fato parte do MCU.

Mais uma vez, os curtas seriam produzidos pela Luma Pictures, mas agora as histórias também colocavam Groot em planetas alienígenas, ao invés de acompanhá-lo apenas dentro da nave; a neve e o gelo do terceiro episódio ficariam a cargo de uma outra empresa, a Trixter. A abertura seria criada pela Perception, e seria um update da abertura da primeira temporada, na qual Groot usa um controle remoto para acelerar a introdução das produções Marvel, com a fanfarra e o logotipo dos Marvel Studios; na primeira temporada, a aceleração era feita como um fast forward de videocassete, mas, na segunda, imitava a tela que o Disney+ mostra quando o espectador está acelerando uma produção - no dia da estreia da segunda temporada, a abertura da primeira seria substituída por essa nova. O jogo de videogame que Groot joga no segundo episódio seria criado pelo animador e designer gráfico Jon Davies.

Vin Diesel seria mais uma vez o único membro do elenco, gravando vários "eu sou Groot" novos para os episódios; Bradley Cooper, Fred Tatasciore e Dee Bradley Baker seriam creditados como "vozes adicionais", e Jeffrey Wright dubla o Vigia, repetindo seu papel de What If...?, no último episódio. Diferentemente do que ocorreu na primeira temporada, James Gunn não seria creditado como produtor. Todos os cinco episódios seriam disponibilizados no Disney+ em 6 de setembro de 2023, sendo aclamados pela crítica, mas sem conseguir a mesma repercussão entre o público; a segunda temporada seria novamente indicada aos Emmys de Melhor Programa em Formato Curto para Crianças e Melhor Mixagem e Edição de Som para um Programa Animado, mas, dessa vez, não ganharia nenhum dos dois. Até o momento, não há notícias sobre se uma terceira temporada será desenvolvida.

Loki
2ª temporada
2023

A princípio, Loki seria uma série limitada, com uma única temporada, mas, durante as filmagens de seu terceiro episódio, o roteirista Mike Waldron comentaria com o produtor Kevin Wright que ainda havia tanto a explorar dentro do universo que ele havia criado que ele estava pensando em fazer um final aberto, que permitisse a produção de mais uma temporada caso a cúpula dos Marvel Studios concordasse. Wright comentaria sobre isso com o ator Tom Hiddleston, e os dois passariam horas conversando sobre quais rumos a série poderia tomar caso uma segunda temporada fosse mesmo autorizada. Wright e Hiddleston levariam suas ideias a Kevin Feige, que se mostraria bastante empolgado, convencendo a cúpula dos Marvel Studios a autorizar uma segunda temporada, cuja pré-produção começaria já em novembro de 2020, antes mesmo da estreia da primeira. Em janeiro de 2021, Waldron assinaria uma extensão de seu contrato, para ser roteirista-chefe e showrunner da segunda temporada; após a estreia da primeira, entretanto, ele declararia que seu envolvimento com a segunda ainda estava em aberto.

A diretora Kate Herron, que dirigiu todos os episódios da primeira temporada, por outro lado, não quis assinar para a segunda, alegando não querer se envolver com um projeto de longo prazo. A Marvel não teria pressa para encontrar um substituto, e somente em fevereiro de 2022 conversaria com Justin Benson e Aaron Moorehead, que haviam dirigido dois episódios de Cavaleiro da Lua; a série ainda nem havia estreado, mas Feige gostaria tanto do trabalho da dupla que marcaria uma reunião entre os dois, Wright e Hiddleston, após a qual ficaria acertado que eles dirigiriam "a maioria dos episódios" da segunda temporada - de fato, eles dirigiriam o primeiro e os três últimos episódios, com o segundo ficando com Dan DeLeeuw, que havia sido supervisor de efeitos especiais de vários filmes do MCU, e o terceiro com Kasra Farahani, o designer de produção da primeira temporada, a quem Feige já vinha querendo dar oportunidades de direção.

Também em fevereiro de 2022, Waldron confirmaria que atuaria apenas como showrunner e produtor executivo, não tendo qualquer envolvimento com os roteiros. Eric Martin, que havia escrito o quarto episódio da primeira temporada e co-escrito o último com Waldron, seria contratado para escrever todos os seis episódios da segunda, mas o cargo de chefe dos roteiristas ficaria com Farahani. Martin escreveria sozinho os dois primeiros episódios e os dois últimos, co-escreveria o quarto com Katharyn Blair, e o terceiro teria roteiro de Martin, Farahani e Jason O'Leary a partir de uma sinopse de Martin. Waldron declararia que a segunda temporada concluiria a história da primeira, mas com um foco muito maior na história da Autoridade de Variância Temporal (AVT) e na relação de cada personagem com ela. Ainda segundo ele, a temporada não teria heróis ou vilões, com todos os personagens estando na "zona cinzenta", tomando decisões que ajudem a descobrir seu lugar dentro da história e do mundo.

Um dos episódios contaria com cenas ambientadas em um McDonald's em 1982, onde Sylvie "se esconde" após os eventos da primeira temporada; a ideia era passar uma sensação de nostalgia, já que, para muitas crianças americanas, o McDonald's era o lugar onde elas iam após um evento esportivo ou para comemorar um aniversário, coisa que Sylvie jamais teve a oportunidade de fazer. Essa cena seria escrita antes que a autorização para a inclusão da marca fosse obtida, o que levaria Wright a temer que o McDonald's visse a inclusão como um deboche ao invés de uma homenagem, mas o McDonald's, que já tinha um contrato de merchandising com os Marvel Studios, estava mesmo buscando uma forma de incluir seus produtos sem ser em esquema de product placement, quando eles aparecem como parte do cenário ou na mão de um dos personagens, e adorou a ideia, com o diretor de marketing da marca declarando que fazia sentido Sylvie procurar um local que "oferecia conforto e familiaridade". A unidade escolhida por Sylvie é a da cidade de Broxton, Oklahoma, o que foi uma espécie de fan service, já que, nos quadrinhos, essa era a cidade natal da segunda Encantor, em quem Sylvie é parcialmente inspirada, e foi lá que a Cidade de Asgard foi construída nas histórias do final dos anos 2000.

Além de diretor e roteirista, Farahani seria mais uma vez designer de produção, adotando uma estética baseada na tecnologia dos anos 1950 para os novos locais da AVT mostrados na segunda temporada, já que, segundo ele, esses locais eram mais antigos que os mostrados na primeira, tendo sido construídos antes. O diretor de fotografia Isaac Bauman descreveria os cenários como "o brutalismo soviético encontra o modernismo do pós-guerra". Bauman e Farahani também criariam um set gigantesco, o maior de toda a série, para reproduzir a Feira Mundial de Chicago de 1893, durante a qual um dos episódios é ambientado. Bauman criaria um documento de 700 páginas somente descrevendo como tudo na série deveria se parecer, usado como referência por diversos profissionais envolvidos na produção; ele também tentaria emular as técnicas de filmagem dos anos 1960 e 1970, para que a série tivesse uma aparência atemporal.

Após assistir a uma sessão privada de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, a diretora de elenco Sarah Halley Finn sugeriria que Ke Huy Quan deveria ter um papel na segunda temporada de Loki; Martin escreveria um personagem especialmente para o ator, e Feige o convidaria antes mesmo da estreia do filme, imaginando que ele receberia muitos convites depois. Feige prepararia todo um discurso para convencer Quan a aceitar, sem saber que ele era fã da Marvel e do MCU e havia adorado a primeira temporada de Loki, praticamente aceitando o convite antes que Feige começasse a falar. Quan pediria à figurinista Christine Wada para que seu uniforme da AVT tivesse vários patches, uma referência ao personagem Dado, que ele interpretou em Os Goonies.

As filmagens começariam em junho de 2022 nos Estúdios Pinewood, em Londres; assim como na primeira, a gigantesca maioria das cenas seria filmada em estúdio, com as únicas duas exceções sendo algumas cenas do episódio ambientado na Londres dos anos 1970, filmadas na Chatham Historic Dockyard, em Kent, e as do McDonald's, filmados em uma antiga unidade desativada nos arredores de Londres. A matriz do McDonald's nos Estados Unidos enviaria para a Inglaterra itens reais de 1982, como caixas registradoras e porta-canudos, para que fossem usados nas filmagens, e o prédio seria todo reformado pela Marvel para ficar com a cara de um McDonald's dos anos 1980, incluindo a adição de um drive thru, que essa unidade em específico não tinha, mas todas as unidades "de rua" dos Estados Unidos tinham desde 1975. Ao contrário do que foi divulgado por algumas fontes, após o fim das gravações tudo foi desmontado, e essa unidade não voltou a funcionar.

A segunda temporada de Loki seria uma das poucas produções dos Marvel Studios a não precisar de refilmagens nem da gravação de cenas adicionais. Durante a pós-produção, começariam os problemas com a justiça de Jonathan Majors, que tinha um papel central na história; ao ser perguntado se pediria refilmagens para reduzir a participação do ator, Wright responderia que isso seria prematuro, já que não se sabia qual seria o desfecho das acusações. Os muitos efeitos especiais ficariam a cargo da Framestore, Trixter, Industrial Light & Magic, Rising Sun Pictures, FuseFX e Cantina Creative.

Na segunda temporada, Loki descobre que toda a manipulação das linhas do tempo ocorrida na primeira levou a uma instabilidade que pode destruir o Tear Temporal, mecanismo criado pela AVT que controla as relações entre todas as diferentes realidades, que, se seguir sobrecarregado, pode explodir e aniquilar tudo o que existe. Para impedir que isso ocorra, Loki e o agente Mobius precisam da ajuda de Ouroboros (apelido OB), técnico que trabalha no setor de reparos da AVT, responsável por construir ele mesmo ou saber como reparar todas as tecnologias da organização, e de Victor Timely, uma variante de Aquele que Permanece (e, por consequência, de Kang, o Conquistador) que, no final do século XIX, desenvolveu teorias sobre o multiverso que levariam à criação da própria AVT.

O elenco conta com Tom Hiddleston como Loki; Sophia Di Martino como Sylvie; Owen Wilson como Mobius B. Mobius; Jonathan Majors como Victor Timely; Ke Huy Quan como Ouroboros; Gugu Mbatha-Raw como Ravonna Renslayer; Tara Strong como a voz da Srta. Minutos; Wunmi Mosaku como B-15, que assume o cargo de diretora da AVT; Eugene Cordero como Casey; Rafael Casal como X-5, agente da AVT que decide desertar e viver como o famoso ator Brad Wolfe em uma das muitas realidades do Multiverso; Kate Dickie como a General Dox, que quer a captura de Sylvie e o expurgo de todas as realidades que não sejam a Linha do Tempo Sagrada; Liz Carr como a Juíza Gamble, braço-direito de Dox; Neil Ellice como o agente D-90; e Richard Dixon como Robber Baron, industrial que compra as invenções de Timely em 1893.

A segunda temporada de Loki estrearia no Disney+ em 5 de outubro de 2023, com um episódio sendo lançado por semana até 9 de novembro. Os dois primeiros episódios seriam exibidos em uma pré-estreia no cinema El Capitan Theatre, em Los Angeles, em 2 de outubro. O episódio de estreia seria o segundo mais assistido do Disney+ em 2023, atrás apenas do da terceira temporada de The Mandalorian; a série seria a original mais assistida do streaming no mês de outubro, e a segunda mais assistida do ano de 2023, atrás apenas de The Mandalorian - o que fez com que as três séries mais assistidas em streaming no ano fossem do Disney+. A crítica seria amplamente positiva, considerando a segunda temporada inferior à primeira, mas elogiando o arco de personagem de Loki, que a termina como um verdadeiro herói. A temporada seria indicada a três Emmys: Melhor Figurino para uma Produção de Fantasia ou Ficção Científica, Melhor Mixagem de Som para uma Série de Uma Hora, e Melhores Efeitos Especiais para uma Temporada de Série ou Filme. Com final fechado, a segunda temporada é definitivamente a última, mas Hiddleston se diz aberto a novas participações de Loki em outras produções do MCU.

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sábado, 10 de janeiro de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XV)

Conforme ameaçado quando eu fiz a série de posts sobre a Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel, hoje começo a série sobre a Fase 5!

Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania
Ant-Man and the Wasp: Quantumania
2023

Antes mesmo do lançamento de Homem-Formiga e a Vespa, em 2018, o diretor Peyton Reed deu uma entrevista na qual declarou que ainda havia muitos "elementos com os quais brincar" em um potencial terceiro filme da dupla, e que sua ideia era colocar em destaque o Reino Quântico, mencionado no primeiro filme e abordado com mais detalhes no segundo, no qual, de acordo com o diretor, "havíamos apenas molhado as pontinhas dos pés".

Após o lançamento de Vingadores: Ultimato, em 2019, Kevin Feige confirmaria que havia planos para novas aparições do Homem-Formiga, fosse em um filme próprio, fosse em outros filmes da franquia, já que ele era "uma das peças que não haviam sido removidas do tabuleiro"; Paul Rudd, intérprete do personagem, confirmaria que havia conversado sobre ambas as possibilidades, mas que nada ainda estava definido. Michael Douglas, intérprete de Hank Pym, por outro lado, confirmaria que as negociações para um terceiro filme do Homem-Formiga estavam adiantadas, enquanto Evangeline Lilly, intérprete da Vespa, diria não ter sido procurada, mas acreditar que "a jornada da personagem ainda não estava completa", e Michelle Pfeiffer se diria interessada em interpretar novamente Janet Van Dyne caso um terceiro filme saísse do papel. A Marvel confirmaria um terceiro filme, com Reed na direção, em novembro de 2019, com ele mesmo confirmando as presenças de Rudd, Lilly e Douglas, e as filmagens estando marcadas para começar em janeiro de 2021.

Por incrível que pareça, Reed não era uma unanimidade nos Marvel Studios, com um grupo grande de executivos preferindo que cada filme de um determinado herói tivesse diretores diferentes, para que diversas abordagens fossem mostradas, mas Feige bancaria a escolha argumentando que Reed conhecia como ninguém o universo do Homem-Formiga, e seria injusto não deixar que ele concluísse sua trilogia. Para o roteiro, a Marvel contrataria Jeff Loveness, que assinaria já durante os primeiros dias da quarentena da pandemia, quando os estúdios estavam suspendendo as novas produções; isso faria com que ele tivesse de trabalhar de casa, com Chris McKenna, Eric Pearson, Rudd e Erik Sommers contribuindo para o roteiro através de reuniões online, mas apenas Loveness sendo creditado. A pandemia também faria com que a Marvel não conseguisse manter a data de janeiro de 2020 para o início das gravações, com esta sendo adiada por tempo indeterminado em agosto de 2020.

Na mesma época, Reed confirmaria que o filme seria ambientado no Reino Quântico, e, portanto, muito diferente dos dois anteriores; segundo ele, suas principais referências para a construção do cenário seriam as revistas Heavy Metal dos anos 1970 e 1980, ilustrações de artistas de ficção científica, como Moebius, e fotografias de microscópios eletrônicos. Em setembro de 2020, Jonathan Majors seria confirmado no filme; como na série Loki ele havia interpretado um personagem considerado uma versão alternativa de Kang, o Conquistador, isso meio que confirmava que Kang seria o vilão do filme do Homem-Formiga. A confirmação ganharia força quando fosse divulgado que, antes de contratar Majors, Reed havia conversado com Kate Herron e Michael Waldron, respectivamente diretor e roteirista de Loki, sobre a melhor forma de integrar o personagem ao MCU. Reed declararia ter interesse em trabalhar com Majors desde que assistiu The Last Black Man in San Francisco, e que estava satisfeito com o fato de o vilão do filme ser um dos Classe A da Marvel, equiparável a Loki ou ao Dr. Destino.

Pfeiffer só seria confirmada no filme, com um papel de bastante dstaque, em dezembro de 2020, junto com Kathryn Newton no papel de Cassie Lang. Emma Fuhrmann, que interpretou a personagem em Vingadores: Ultimato, se diria entristecida por ter sido trocada por Newton, e declararia esperar poder ter um novo papel no MCU no futuro; Newton havia originalmente feito o teste para Kate Bishop na minissérie Gavião Arqueiro, papel que acabaria ficando com Hailee Steinfeld, mas os produtores gostaram tanto dela que decidiram convidá-la para interpretar Cassie, substituindo Fuhrmann. Após o anúncio de que Cassie estava no filme, Loveness declararia ter se inspirado em várias "comédias de pai e filha dos anos 1990", como O Pai da Noiva e Jumanji, para criar o relacionamento entre Scott e Cassie; ele também diria ter aproveitado o tempo extra que teve para escrever o roteiro, devido à pandemia, para experimentar "algo novo e estranho": o filme começa como uma aventura em família, mas logo se transforma em um épico de guerra e ficção científica.

Em fevereiro de 2021, antes de qualquer anúncio oficial da Marvel, o Ministro da Cultura e Turismo da Turquia confirmaria que as filagens haviam começado na Capadócia, e que mais filmagens estavam programadas para outras partes do país ainda naquele ano. No mesmo mês, seria confirmado que o personagem Dave, de Top T.I. Harris, não estaria no filme; boatos dariam conta de que a Marvel havia removido o personagem do filme após Harris ser acusado de abuso sexual pela cantora Tiny, mas Feige diria em entrevista à revista Variety que Dave jamais esteve em nenhuma versão do roteiro, bem como seu amigo Kurt, ou Luis, amigo de Scott e chefe dos dois - embora David Dastmalchian, que interpretou Kurt, tenha sido escalado para dublar um novo personagem, feito por computação gráfica. Na mesma entrevista, Feige confirmaria a estreia do filme para fevereiro de 2023, dois anos após o planejamento original.

Apesar do que disse o Ministro turco, as filmagens começariam oficialmente em julho de 2021, nos Pinewood Studios, na Inglaterra, mas teriam que ser interrompidas em setembro após grande parte da equipe de filmagens contrair um norovírus, que causa gastroenterite. Ao mesmo tempo, filmagens que seriam usadas apenas em cenas sem a presença dos atores ocorreriam em San Francisco e em Atlanta, nos Estados Unidos. Durante as filmagens, o ator Corey Stoll, que havia interpretado o vilão Darren Cross no primeiro filme, foi visto no set, o que gerou muitas especulações sobre se Cross estaria no filme ou se ele interpretaria um novo personagem. Também durante as filmagens, em uma entrevista sobre outro assunto, Bill Murray diria estar no filme, e que jamais havia se interessado por filmes de super-heróis, mas que havia decidido aceitar o convite de Reed por ser fã do filme As Apimentadas, dirigido por ele em 2000; em entrevistas subsequentes, Murray seria novamente perguntado sobre seu papel, mas diria não poder falar mais nada além de que seria "um cara mau". Curiosamente, a maior parte das cenas envolvendo o personagem de Murray seriam cortadas do roteiro durante as filmagens e jamais filmadas, o que transformaria seu papel em uma participação especial, e levaria a boatos de que os cortes foram uma represália por o ator ter vazado sua participação.

Sendo um filme ambientado em um Reino fantástico, obviamente Quantumania teve efeitos especiais em quase todas as suas cenas, divididos entre 15 empresas: Sony Pictures Imageworks, Industrial Light & Magic, Digital Domain, Moving Picture Company, Fin Design + Effects, Spin VFX, Rising Sun Pictures, Folks VFX, Barnstorm VFX, Base FX, Pixomondo, MARZ, Luma Pictures, Atomic Arts, Territory Studio e Stereo D. A sequência de abertura (que, na verdade, vem no final) ficaria a cargo da Perception, que emularia o visual do Reino Quântico, criado por computação gráfica, com imagens reais de fluidos viscosos e reações químicas. Por causa da pandemia, a pós-produção do filme teria quatro meses e meio a menos que o previsto inicialmente, o que faria com que alguns dos efeitos especiais só ficassem prontos na semana de estreia do filme, e fossem considerados "corridos" e "abaixo do padrão" por alguns críticos e espectadores; para economizar tempo, algumas empresas, como a IL&M, trabalhariam ao mesmo tempo em Quantumania e em Pantera Negra: Wakanda para Sempre, o que faria com que a maior parte dos esforços se concentrassem no filme do Pantera Negra, que iria estrear antes, o que também prejudicou a qualidade dos efeitos de Quantumania. Segundo a Disney, a correria na pós-produção estouraria o orçamento inicialmente reservado para o filme em mais de 125 milhões de dólares.

No filme, após os eventos de Vingadores: Ultimato, Scott Lang escreveu um livro e vive confortavelmente de suas vendas e divulgação, enquanto sua filha, Cassie, fundou uma ONG que ajuda pessoas afetadas pelo blip, e não tem um bom relacionamento com o pai. Um dia, quando Scott e Cassie estão visitando os pais de Hope, Cassie revela estar trabalhando em um dispositivo capaz de contactar o Reino Quântico; a mãe de Hope, Janet, que ficou presa lá durante décadas, entra em pânico e tenta desligar o dispositivo, mas os cinco acabam sugados para o Reino Quântico como resultado. Scott e Cassie vão parar numa cidade onde uma rebelião está se formando contra um tirano, enquanto Hope, Janet e Hank se veem em outra cidade, onde também residem vários dos aliados e inimigos que Janet fez durante seus anos no local. Os dois grupos, então, precisam se encontrar e conseguir uma forma de retornar à nossa dimensão - mas o tal tirano parece querer aproveitar a oportunidade para vir junto com eles e dominar tudo por aqui também.

O elenco conta com Paul Rudd como Scottt Lang / Homem-Formiga; Evangeline Lilly como Hope Van Dyne / Vespa; Jonathan Majors como Kang, o Conquistador; Michelle Pfeiffer como Janet Van Dyne; Michael Douglas como Hank Pym; Kathryn Newton como Cassie Lang; David Dastmalchian como Veb, criatura gelatinosa do Reino Quântico que secreta um muco que atua como tradutor universal; Katy O'Brian como Jenorra, líder da rebelião contra Kang; William Jackson Harper como Quaz, telepata que vive no Reino Quântico; Bill Murray como Lord Krylar, governador da cidade onde Hope, Janet e Hank vão parar, que tem um passado em comum com Janet; Corey Stoll como Daren Cross / M.O.D.O.K., que foi parar no Reinio Quântico após ser derrotado pelo Homem-Formiga no primeiro filme, e lá teve seu corpo modificado por Kang; e Randall Park como o agente do FBI Jimmy Woo. A cena pós-créditos é uma cena da segunda temporada de Loki, com a participação de Majors, Tom Hiddleston e Owen Wilson.

Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania teria uma pré-estreia em Los Angeles em 6 de fevereiro de 2023, mas estraria nos Estados Unidos e China somente em 17 de fevereiro, com a maioria dos outros países tendo suas estreias antes - aqui no Brasil, estrearia um dia antes, em 16 de fevereiro. Com orçamento de 388 milhões de dólares, renderia 476 milhões no mundo inteiro, sendo 214,5 milhões nos Estados Unidos, o que o faria ser considerado um fracasso de bilheteria - projeções da Disney antes do lançamento estimavam uma bilheteria mundial de pelo menos 600 milhões. A crítica tambem não receberia bem o filme, reclamando das atuações, do cenário confuso do Reino Quântico e do enredo pouco inspirado, mas elogiando as cenas de ação e a presença de Kang, "um vilão com potencial para mudar a história do MCU". Mesmo sendo um fracasso de público e crítica, Reed discutiria com a Marvel a possibilidade de um quarto filme do Homem-Formiga, com Rudd se dizendo interessado, mas Douglas declarando que só aceitaria fazê-lo se Pym morresse nele.

Para terminar, uma curiosidade: em setembro de 2022, Loveness seria confirmado como o roteirista do futuro filme dos Vingadores Avengers: The Kang Dynasty, que teria várias versões de Kang, de vários universos diferentes - com inclusive a cena intercréditos de Quantumania mostrando o Conselho dos Kangs, com a presença de outras variantes do vilão, como Immortus, Rama-Tut e Centurion, todos interpretados por Majors. Reed declararia que isso aumentava a importância de Quantumania, com o impacto da primeira aparição de Kang ser justamente nesse filme ter o potencial para torná-lo tão grandioso quanto os filmes dos Vingadores. As participações de Kang em Loki, na Fase 4, em Quantumania, na Fase 5, e como principal vilão de um filme dos Vingadores na Fase 6 fazia parte do plano da Marvel de agrupar as Fases 4, 5 e 6 como "A Saga do Multiverso", com as Fases 1, 2 e 3 sendo "A Saga do Infinito", e, assim como Thanos foi o vilão principal da primeira Saga, Kang seria o da segunda.

Em março de 2023, entretanto, Majors seria preso sob alegações de abuso moral, agressão e estrangulamento de sua namorada, Grace Jabbari, e a Disney começaria a discutir seu afatamento do MCU, com os primeiros boatos dizendo que a Marvel cogitava substituí-lo no papel de Kang por Will Smith. Na época, as filmagens de Avengers: The Kang Dynasty estavam previstas para começar no início de 2024, com o lançamento do filme estando programado para maio de 2025; a greve dos roteiristas de 2023 daria à Disney mais tempo para resolver a questão, mas Loveness pediria demissão do cargo de roteirista em abril de 2023, dias antes de a greve começar. Majors seria condenado em dezembro de 2023, após o que a Marvel decidiu atrasar a data de estreia do quinto filme dos Vingadores em um ano, para maio de 2026. Depois disso, Marvel e Disney decidiriam remover Kang totalmente do filme, substituindo-o pelo Dr. Destino e mudando seu título para Avengers: Doomsday. Com isso, a última aparição de Kang no MCU, na forma de uma variante, seria na segunda temporada de Loki.

Guardiões da Galáxia Vol. 3
Guardians of the Galaxy Vol. 3
2023

Em novembro de 2014, pouco depois do lançamento do primeiro Guardiões da Galáxia, o diretor e roteirista James Gunn diria em uma entrevista que já tinha ideias não só para um segundo filme da franquia, confirmado antes mesmo da estreia do primeiro, mas também para um terceiro. Em junho de 2015, contudo, Gunn declararia não ter certeza se um terceiro filme seria feito, e que isso dependeria de como ele se sentiria após terminar o segundo. Em abril de 2016, Feige declararia publicamente que um terceiro filme dos Guardiões estava nos planos da Marvel, para ser lançado "depois de 2020", mas somente em março de 2017 Gunn declararia estar "tentando entender" como esse filme poderia ser, e que ele com certeza seria feito, "a menos que algo horrível" acontecesse, completando com "o que é sempre possível, nunca se sabe". Algumas semanas depois, Gunn declararia que talvez não escrevesse ou dirigisse o filme, e que ainda estava pensando em qual seria seu grau de envolvimento com a produção; a amigos, ele diria não ter vontade de fazer um filme dos Guardiões sem a presença de Michael Rooker, cujo personagem, Yondu Udonta, havia morrido no final do segundo filme.

No final de abril, contudo, Gunn surpreenderia e anunciaria que voltaria para dirigir e escrever Guardiões da Galáxia Vol. 3, que seria ambientado após os eventos de Vingadores: Ultimato e concluiria a história dessa equipe dos Guardiões, pavimentando o caminho para que "novos e antigos heróis" assumissem seus lugares e tivessem protagonismo no MCU "pelos próximos dez anos". Ele também planejava ser uma espécie de "consultor do universo cósmico Marvel", atuando junto a futuras produções ambientadas no espaço para que elas tivessem uma sensação de continuidade. Isso faria com que ele incluísse na história Adam Warlock, um importante personagem cósmico dos quadrinhos, que ele havia pensado em adicionar já ao segundo filme, mas depois voltado atrás, e conversasse com Mark Hamill sobre a possibilidade de interpretar algum outro personagem cósmico. Gunn entregaria a primeira versão do roteiro no final de junho de 2018, e anunciaria que a Marvel havia reservado a data de maio de 2020 para a sua estreia.

Então, o "algo horrível" aconteceu: um mês depois de Gunn entregar o roteiro, personalidades de extrema-direita, lideradas por um comentarista político e teórico da conspiração, divulgaram tweets de 2008 nos quais Gunn faz piadas envolvendo estupro e pedofilia, e começaram uma campanha para que a Disney o demitisse. O presidente da Disney na época, Alan F. Horn, declararia que tais posicionamentos eram indefensáveis e inconsistentes com os valores defendidos pelo estúdio, e anunciaria a demissão imediata de Gunn. Gunn declararia apenas que os tweets eram muito antigos, e que ele havia evoluído como pessoa desde então, não desejando mais chocar as pessoas para fazer humor, mas que assumia total responsabilidade pelo que disse e aceitava as consequências de seus atos. Vários nomes famosos de Hollywood, como Rooker, a atriz Selma Blair, o comediante Bobcat Goldthwait e o ex-jogador de basquete e ator Kareem Abdul-Jabbar se posicionariam publicamente contra a demissão e pediriam a recontratação de Gunn, assim como um grupo de fãs que conseguiria mais de 300 mil assinaturas numa petição online. Em 30 de julho, seria divulgado um documento no qual todo o elenco dos filmes dos Guardiões declararia seu apoio a Gunn, e as edições de julho e agosto das revistas The Hollywood Reporter, Variety, Deadline Hollywood e Forbes trariam artigos discutindo a demissão de Gunn e como ela poderia interferir em futuras produções de Hollywood.

Em agosto, vazaria na imprensa que, como tweets de dez anos atrás não constituem quebra de contrato, as negociações entre Disney e Gunn quanto à sua demissão haviam se tornado "complicadas", e que era possível que o diretor recebesse entre 7 e 10 milhões de dólares pelo que já havia feito do filme, não sendo descartado que ele conseguisse na justiça retornar para dirigir ou esse, ou algum futuro filme da Marvel; a Disney não se declararia sobre o assunto, mas confirmaria que usaria o roteiro entregue por Gunn, sem revisões ou modificações. A Marvel chegaria a negociar oficialmente com Gunn seu retorno para dirigir Guardiões da Galáxia Vol. 3, mas Horn não aceitaria, e, durante a reunião marcada pela Marvel, confirmaria a demissão de Gunn. Diante disso, a pré-produção seria cancelada, com quem já havia sido contratado sendo liberado para outros projetos, e a produção seria adiada por tempo indeterminado, para que a Marvel encontrasse um substituto para Gunn - o preferido de Horn era Bradley Cooper, que havia feito sua estreia como diretor em Nasce uma Estrela, de 2018, mas que diria "não conseguir se imaginar dirigindo um filme que não escreveu". Após o cancelamento da pré-produção, Dave Bautista, que havia declarado que só aceitaria fazer o filme se o roteiro de Gunn fosse mantido, diria em uma nova entrevista já não ter certeza sobre seu retorno, devido à forma como a Disney lidou com a demissão de Gunn.

Livre de suas obrigações com a Marvel, Gunn seria procurado pela Warner, dona da DC, e aceitaria escrever e dirigir O Esquadrão Suicida. Um dia depois de assinar o contrato, em outubro de 2018, ele seria chamado para uma nova reunião na Disney, na qual Horn se diria "impressionado com a forma como ele respondeu à situação", e declararia ter mudado de ideia e decidido permitir que Gunn dirigisse Guardiões da Galáxia Vol. 3 se ele assim quisesse. Gunn, então, procuraria Feige, e ficaria acertado que a pré-produção de Guardiões da Galáxia Vol. 3 seria adiada até ele concluir O Esquadrão Suicida; isso seria mantido em segredo, porém, com Feige e Chris Pratt confirmando que Guardiões da Galáxia Vol. 3 relamente sairia do papel apenas em janeiro de 2019, e o próprio Gunn revelando que havia sido recontratado e dirigiria o filme em março de 2019. Antes disso, em dezembro de 2018, Adam McKay diria estar em negociações para dirigir o filme, mas, em abril de 2019, a revista Deadline Hollywood publicaria que a Marvel jamais chegou a negociar com qualquer outro diretor.

Em uma entrevista de maio de 2019, Gunn diria ter ficado extremamente triste com a demissão não devido ao motivo pelo qual ela ocorreu, mas porque ele havia feito de Rocky o protagonista do terceiro filme. Gunn diria que se identifica com Rocky, e que ele e o personagem eram "a mesma pessoa"; também segundo ele, a única explicação para que um personagem "maluco ao estilo Pernalonga" como Rocky existisse no MCU era que ele na verdade era profundamente triste, e usava o humor para esconder isso. Gunn escreveria o roteiro de forma que o passado de Rocky fosse contado em flashbacks ao estilo de O Poderoso Chefão - Parte II, e que os eventos desse passado fossem cruciais para a trama central do filme, completando que ficaria extremamente desapontado se outra pessoa contasse essa história em seu lugar.

Gunn também seria perguntado se ele havia ficado decepcionado com a morte de Gamora em Vingadores: Guerra Infinita, e responderia que não, e que inclusive os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely o haviam procurado e discutido com ele seus planos para a personagem, informando-o de que ela iria morrer e perguntando o que ele achava disso. Markus e McFeely diriam em entrevistas posteriores que Gunn havia sido tão receptivo e colaborativo que eles haviam decidido trazer Gamora de volta em Vingadores: Ultimato somente para que ele pudesse contar com ela em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Na mesma entrevista, ao ser perguntado se Yondu também voltaria, Gunn responderia que sua morte foi importante, que seu retorno anularia seu sacrifício, e que ele preferiria que os personagens que ele matava em seus filmes permanecessem mortos.

A pré-produção de Guardiões da Galáxia Vol. 3 estava marcada para começar em fevereiro de 2020, mas, por causa da pandemia, seria mais uma vez adiada indeterminadamente, com Gunn declarando que isso não alteraria em nada o planejamento inicial, com O Esquadrão Suicida sendo lançado em 2021 e Guardiões da Galáxia Vol. 3 "um pouco depois". Em agosto de 2020, ele entregaria a versão final do roteiro, e, com a pré-produção ainda paralisada, aceitaria um convite da Warner para escrever e dirigir Pacificador, série de TV que era um spin off de O Esquadrão Suicida. Em novebro de 2020, Gunn confirmaria que as filmagens de Guardiões da Galáxia Vol. 3 começariam no final de 2021, com o filme estreando no início de 2023, e que, concomitantemente ao filme, seria filmado o Guardiões da Galáxia: Especial de Festas, que seria lançado no final de 2022.

A pré-produção começaria efetivamente em abril de 2021, com Gunn declarando que Guardiões da Galáxia Vol. 3 era ambientado não somente após os eventos de Vingadores: Ultimato, mas também do Especial de Festas e de Thor: Amor e Trovão; segundo ele, o final de Ultimato, no qual Thor decide se unir aos Guardiões da Galáxia, foi definido durante a pós-produção e sem consultá-lo, então foi uma boa coisa Thor ter deixado a equipe no início de Amor e Trovão, já que ele "não compreendia bem" o personagem, que não estava em seus planos para o terceiro filme. Gunn faria pequenas mudanças no roteiro durante as filmagens, mas garantiria que a história permaneceu a mesma desde a primeira versão, entregue ainda antes de sua demissão, com apenas alguns ajustes finos sendo feitos aqui e ali; ele também diria que os três filmes dos Guardiões "contam uma só história", e que usaria o terceiro para fechar pontas soltas e aparar arestas.

Em entrevistas durante as filmagens, Gunn diria ter pensado em usar como vilão no filme o Aniquilador, mas, devido a complicações por sua história ser muito ligada à do Quarteto Fantástico, acabaria optando pelo Alto Evolucionário, que encaixava melhor com a história que ele havia pensado para o passado de Rocky. Para o papel, Gunn convidaria Chukwudi Iwuji, com quem já havia trabalhado em Pacificador. Para poupar tempo, o teste de figurino de Iwuji ocorreria durante a produção da primeira temporada de Pacificador, usando a equipe da série; a Marvel pagaria o favor permitindo que Gunn filmasse uma cena envolvendo duas participações especiais de peso em Pacificador durante as filmagens de Guardiões da Galáxia Vol. 3, usando a equipe do filme. Vale citar como curiosidade que a primeira versão do roteiro tinha um personagem escrito especificamente para Kumail Nanjiani, amigo pessoal de Gunn, removido após Nanjiani ser escalado para interpretar Kingo em Eternos.

Apesar de ter tido a intenção de incluir Adam Warlock no segundo filme, e a certeza de incluí-lo no terceiro, Gunn declararia que ele seria o personagem mais difícil de integrar à história, "como se ele fosse uma peça quadrada tendo de entrar num buraco redondo". Os atores George MacKay, Regé-Jean Page, David Corenswet e Aaron Pierre fariam o teste, com os dois últimos depois sendo escolhidos por Gunn para interpretar, respectivamente, Superman e John Stewart em seus futuros filmes da DC, mas o papel de Adam Warlock acabaria ficando com Will Pouter, segundo boatos, porque os executivos da Marvel queriam um ator fisicamente parecido com o personagem dos quadrinhos. Poulter diria ter feito um teste online antes do presencial, e que o nome do personagem só lhe foi revelado após ele ser confirmado no papel. Em entrevistas posteriores ao lançamento do filme, Gunn diria que a Marvel tinha planos para usar Adam Warlock em filmes futuros, embora não tenha revelado quais.

As filmagens começariam em Atlanta em novembro de 2021. A pedido de Gunn, apesar de ser um filme cósmico, os efeitos de computação gráfica foram mantidos no mínimo possível, com a maior parte dos efeitos sendo feito à moda antiga, com cenários, miniaturas, próteses e maquiagem - a nave dos Guardiões, a Bowie, era um cenário de quatro andares de altura. Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Framestore, Weta FX, Sony Pictures Imageworks, Industrial Light & Magic, Rodeo FX, Rise FX, Crafty Apes, BUF, Lola VFX, Perception e Compuhire; Gunn diria ter pensado em usar o sistema StageCraft, da Industrial Light & Magic, desenvolvido para a série The Mandalorian, mas que a empresa, após visitar o set de filmagem, disse que isso não seria possível porque os cenários eram grandes demais. Cenas adicionais seriam gravadas em Londres, no final de 2021, e as filmagens se concluiriam em maio de 2022; algumas cenas teriam de ser regravadas em junho devido a "problemas técnicos".

No filme, após os Guardiões serem atacados por Adam Warlock a mando de Ayesha, governante dos Sovereign, Rocky fica à beira da morte, e a única forma de salvá-lo é os Guardiões invadirem uma empresa chamada Orgocorp para conseguir um código que desliga um dispositivo embutido em seu corpo. Eles não sabem, porém, que Rocky é o resultado de um experimento genético conduzido pelo líder da Orgocorp, conhecido apenas como Alto Evolucionário, cujo objetivo de vida é evoluir animais artificialmente até eles ficarem quase humanos, usando-os para povoar um planeta chamado Contra-Terra, no qual ele pretende criar uma sociedade perfeita, sem vícios, doenças ou crimes. Para obter o código, os Guardiões terão de viajar até a Contra-Terra e enfrentar o Alto Evolucionário em pessoa, que, agora que sabe a localização de Rocky, quer seu experimento de volta.

O elenco conta com Chris Pratt como Peter Quill / Senhor das Estrelas; Zoe Saldana como Gamora; Dave Bautista como Drax; Karen Gillan como Nebulosa; Pom Klementieff como Mantis; Vin Diesel como a voz de Groot; Bradley Cooper como a voz de Rocky; Will Poulter como Adam Warlock; Sean Gunn como Kraglin; Maria Bakalova como a voz do cão astronauta Cosmo; Chukwudi Iwuji como o Alto Evolucionário; Linda Cardellini como Lylla, lontra que foi a melhor amiga de Rocky em sua época com o Alto Evolucionário; Nathan Fillion como Mestre Karja, chefe de segurança da Orgocorp; Daniela Melchior como Ura, gerente da Orgocorp; Jennifer Holland como Kwol, recepcionista da Orgocorp; Sylvester Stallone como Stakar Ogord; Elizabeth Debicki como Ayesha; Miriam Shor e Nico Santos como os assistentes do Alto Evolucionário, Vim e Theel; e Gregg Henry como o avô de Quill. Participações especiais incluem Seth Green como a voz de Howard, o Pato; Kai Zen como Phyla, criança aparentemente humana que também é um dos experimentos do Alto Evolucionário; Asim Chaudry como a voz da morsa Dentes e Mikaela Hoover como a do coelho Chão, colegas de Rocky de quando ele era um experimento; Christopher Fairbank como o Corretor; e Stephen Blackehart como Steemie. Michael Rooker faz uma pequena aparição como Yondu; Lloyd Kaufmann, Pete Davidson, Dane DiLiegro e Rhett Miller fazem participações especiais como alienígenas; Molly C. Quinn faz uma pirata espacial; Sarah Alami faz uma residente de Luganenhum chamada Ssssaralami; Darla Delgado e Randy Havens interpretam um casal que ajuda os Guardiões na Contra-Terra; Michael Rosenbaum interpreta Martinex; Tara Strong faz a voz de Mainframe (que, no segundo filme, havia sido dublada por Miley Cyrus, que não pôde repetir o papel por conflito de agenda); Judy Greer e Reinaldo Faberlle dublam animais ciborgues que atuam como seguranças do Alto Evolucionário; Dee Bradley Baker dubla Blurp, animal alienígena mascote dos piratas espaciais; e Jared Gore é creditado como Krugarr, embora só tenha feito sua captura de movimentos, já que o personagem não fala.

Um dos experimentos do Alto Evolucionário, Lambshank, foi concebido  por Gunn especialmente para ser dublado por Stan Lee, com inclusive seu rosto originalmente lembrando o de Lee; Gunn planejava que Lee gravasse as falas de Lambshank em sua própria casa, ao invés de ter de viajar para Atlanta, devido à sua idade avançada, mas Lee faleceria antes que as gravações pudessem ser feitas, o que levaria Gunn a manter o personagem no filme, mas com outra aparência e apenas uma fala, dublada pelo próprio Gunn.

A trilha sonora seria mais uma vez um destaque à parte, contendo principalmente músicas dos anos 1990 e 2000, tocadas a partir do Zune de Quill, que ele recebeu no final do Vol. 2. Gunn diria ter muita dificuldade para selecionar as músicas, chegando a fazer uma lista preliminar com 181. Ele planejava abrir o filme com Roussian Roulette, de The Lords of the New Church, mas uma disputa sobre os direitos autorais da música fariam com que ela não estivesse disponível para licenciamento, o que levaria Gunn a optar por uma versão acústica de Creep, do Radiohead; para o encerramento, ele escolheria Dog Days Are Over, de Florence and the Machine, que, segundo ele, havia pensado em usar para fechar a trilogia desde que ainda estava trabalhando no primeiro filme. Assim como nos dois filmes anteriores, a trilha sonora seria lançada com o nome de Guardians of the Galaxy: Awesome Mix Vol. 3.

Após uma pré-estreia na China em 19 de abril, uma na França em 22 de abril (na Disneylândia) e uma em Hollywood em 27 de abril, Guardiões da Galáxia Vol. 3 estrearia quase no mundo todo em 3 de maio, e nos Estados Unidos em 5 de maio de 2023. A Disney produziria mais de 600 versões diferentes do filme, cada uma apropriada para um tipo de cinema, com pequenas variações em proporção de tela, frame rate e até no volume da trilha sonora incidental; a "versão padrão" era curiosa por si só, com cerca de 100 minutos usando a proporção de tela 2,39:1, mas os cerca de 50 minutos restante usando 1,85:1 - segundo Gunn, para que "a tela se abrisse em momentos-chave do filme". O orçamento do filme não seria divulgado, mas seria estimado na casa dos 250 milhões de dólares; a bilheteria seria de 359 milhões nos Estados Unidos e 486,6 milhões no restante do mundo, para um total de 845,6 milhões, sendo considerado um grande sucesso. O filme ainda teria o melhor rendimento de qualquer sequência da Marvel na segunda semana de exibição, e a menor diferença entre as bilheterias da primeira e segunda semanas desde Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.

A crítica também seria muito positiva, considerando-o o melhor filme da Marvel pós-pandemia, elogiando sua carga emocional, suas sequências de ação - segundo Gunn, inspiradas nas do filme sul-coreano A Vilã - e a trilha sonora, que ajudava a destacar os principais momentos da história. Dentre os pontos negativos, alguns críticos consideraram o filme, de duas horas e meia, longo demais, e outros criticariam a forma como ele lida com a crueldade contra os animais, chamando-o de "brutal" e dizendo que amantes dos animais não teriam estômago para vê-lo. Apesar disso, a famosa organização de direitos dos animais PETA divulgaria um comunicado no qual considerava Guardiões da Galáxia Vol. 3 o filme "que mais fez pelos direitos dos animais nos últimos anos", e conferiu a Gunn um prêmio especial pela forma como ele retratou na tela os testes feitos em animais. Guardiões da Galáxia Vol. 3 seria indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais, mas perderia para Godzilla Minus One, ao Globo de Ouro de Melhor Performance nas Bilheterias e ao Grammy de Melhor Compilação de Trilha Sonora para uma Mídia Visual, perdendo ambos para Barbie.

Em abril de 2017, antes de toda a confusão de sua demissão e recontratação, Gunn diria em entrevistas que seria possível um quarto filme dos Guardiões, mas com uma nova equipe, já que ele planejava encerrar a história dessa no terceiro; em setembro de 2017, ele declararia que o terceiro filme seria o seu último como diretor e roteirista, mas que a Marvel poderia seguir fazendo novos filmes da equipe mantendo-o como consultor. Após o lançamento de Guardiões da Galáxia Vol. 3, Saldana confirmaria que essa foi sua última atuação como Gamora, mas que esperava que a Marvel contratasse outra atriz para que a personagem não saísse do MCU; Gillan, por outro lado, expressaria seu desejo de continuar interpretando Nebulosa, mesmo que em filmes de outros heróis, e Pratt indicaria estar disposto a seguir interpretando Quill em filmes de outros heróis, ou até mesmo em um filme solo do personagem - o que poderia ser uma dica para a enigmática frase no final do terceiro filme, "o lendário Senhor das Estrelas retornará".

Em dezembro de 2024, Gunn revelaria que, ao longo dos anos, foram travadas conversas para diversos spin offs da franquia, como um filme estrelado por Drax e Mantis (que acabaria virando o Especial de Festas), uma série de TV estrelada pelos piratas espaciais, e até mesmo um filme chamado "O Lendário Senhor das Estrelas", para o qual ele já tinha uma história completa; mais uma vez, ele diria ser improvável que ele escrevesse ou dirigisse qualquer um desses projetos, mas dava sua bênção para que a Marvel seguisse em frente sem ele. Até o momento, contudo, não há quaisquer planos para o retorno dos Guardiões da Galáxia na Fase 6.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania
•Guardiões da Galáxia Vol. 3

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