Surpresa! Eu juro que não vou começar a Fase 6 hoje, mas eu queria muito falar sobre Marvel Zumbis (que deveria se chamar Zumbis Marvel, mas tudo bem) mas não queria ter de esperar até 2028, então decidi que hoje vou adiantar esse primeiro post da Fase 6, aproveitando também para fechar o ano de 2025, e retorno com os demais no tempo certo.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
The Fantastic Four: First Steps
2025
Eu já contei aqui em um post em separado sobre os três filmes do Quarteto Fantástico produzidos pela Fox, que não fizeram parte do MCU. Após o fracasso do terceiro, a Fox decidiria levar a franquia em outra direção, e, em 2017, contrataria Seth Grahame-Smith, de Orgulho e Preconceito e Zumbis, para escrever um filme protagonizado por Franklin e Valeria Richards, com participação especial de Ben Grimm e Johnny Storm, com tom parecido com o do desenho Os Incríveis, e parcialmente inspirado no livro Kindergarten Heroes, de Mark Millar. Paralelamente a isso, os executivos da Fox conversariam com Noah Hawley, de Legião, sobre um filme protagonizado pelo Dr. Destino. Tudo isso seria suspenso quando a Disney comprasse a Fox, em março de 2019, e os direitos do Quarteto Fantástico passassem para os Marvel Studios.
Em julho de 2019, Kevin Feige se diria extremamente empolgado por poder introduzir o Quarteto no MCU, para "levar a Primeira Família da Marvel até o nível que ela merece", e prometendo usá-los em histórias tão empolgantes quanto Guerra Infinita e Guerra Civil - cujas sagas dos quadrinhos que inspiraram os filmes contaram com o Quarteto, que não pôde estar presente em suas versões cinematográficas por seus direitos ainda pertencerem à Fox. Em dezembro de 2020, Feige anunciaria que o diretor do primeiro filme do Quarteto no MCU seria Jon Watts, dos três filmes do Homem-Aranha com Tom Holland, mas, em abril de 2022, antes mesmo que um roteirista fosse escolhido, Watts pediria para se desligar do projeto, alegando estar física e mentalmente esgotado após ter de gravar Homem-Aranha: Sem Volta para Casa obedecendo os protocolos estabelecidos devido à pandemia, e preferindo dirigir o filme autoral Lobos, que estrearia na Apple TV+ em setembro de 2024.
Enquanto procurava por um novo diretor e um roteirista, Feige decidiria que Reed Richards seria um dos personagens a aparecer em uma das realidades alternativas de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, com o diretor Sam Raimi concordando e decidindo chamar o ator John Krasinski para o papel. Já havia muito tempo que Krasinski era sugerido pelos fãs para interpretar Reed, e seu nome começaria a circular em boatos e rumores assim que foi anunciado que um filme lidando com realidades alternativas estava sendo produzido; Raimi acharia que a inclusão de um Reed interpretado por Krasinski seria uma excelente oportunidade de fan service, mas tanto o diretor quanto o ator achariam improvável que ele fosse escolhido para interpretar Reed também no novo filme, com Krasinski logo declarando que sequer participou de conversas com os executivos dos Marvel Studios sobre reprisar o papel.
Em julho de 2022, o diretor ainda não havia sido escolhido, e Feige diria estar incerto quanto à lista de possíveis candidatos; ainda assim, durante a San Diego Comic Con, o próprio Feige anunciaria a data de estreia do filme, prevista para novembro de 2024, que ele seria o primeiro filme da Fase 6 do MCU, e que as filmagens começariam em 2023. No final de agosto, a Marvel divulgaria uma lista com "três finalistas" na escolha para diretor, que contava com Reid Carolin, roteirista de Magic Mike, mas que só tinha um filme como diretor no currículo, Dog; Michael Matthews, de Amor e Monstros; e Matt Shakman, que levava vantagem por ter dirigido WandaVision e já ter trabalhado com Feige. Shakman prepararia uma sinopse na qual o Quarteto Fantástico já começava o filme como super-heróis estabelecidos e famosos, com Reed e Sue se tornando pais logo no início, e convenceria os executivos dos Marvel Studios após mostrar uma foto sua com sua filha recém-nascida no colo; mais tarde, ele revelaria que havia sido chamado para dirigir um novo filme de Star Trek, do qual abriu mão para não deixar passar a oportunidade de trabalhar com o Quarteto Fantástico. Shakman seria confirmado como diretor já em setembro de 2022, na mesma ocasião em que Feige revelaria que Jeff Kaplan e Ian Springer estavam escrevendo o roteiro "há alguns meses"; no mês seguinte, a data de estreia do filme seria adiada para fevereiro de 2025.
A escolha do elenco começaria em fevereiro de 2023, com Feige anunciando que havia estabelecido um "sarrafo alto", querendo que o Quarteto se tornasse um dos principais elementos do MCU após sua estreia. Shakman revelaria que o filme não traria nem uma história de origem, nem o Doutor Destino, elementos que poderiam desviar a atenção do público da dinâmica familiar do Quarteto, que ele desejava que fosse o foco principal do filme; Feige diria que a decisão de não contar novamente a história da origem do grupo seria semelhante à tomada quando o Homem-Aranha foi introduzido no MCU, já que sua história de origem já era bastante conhecida. No final de março de 2023, Josh Friedman seria contratado para reescrever o roteiro, o que foi visto por muitos jornalistas como uma indicação de mudança de tom, já que Friedman era conhecido por seus roteiros de ficção científica, enquanto Kaplan e Springer eram mais conhecidos por escrever comédias; Shakman, porém, diria que Friedman se uniria à equipe porque ele e Feige haviam decidido incluir no filme "elementos cósmicos dos anos 1960", como o Surfista Prateado e Galactus, que seria o vilão do filme no lugar do Doutor Destino, "trazendo uma nova perspectiva para o grupo". Feige não descartaria a presença do Doutor Destino no filme, mas em uma participação breve, como uma cena pós-créditos, e diria que os Marvel Studios faziam questão de "uma estrela de primeira grandeza" para interpretá-lo.
Em maio de 2023, começaria a greve dos roteiristas, e a data de estreia seria adiada novamente, para maio de 2025. Na ocasião, os preferidos da Marvel para interpretar Reed e Sue eram Adam Driver e Emma Stone, que pediram salários que o estúdio não estava disposto a pagar, tendo sido decidido, durante a reunião de emergência envolvendo executivos da Disney e dos Marvel Studios que ocorreu em fevereiro para tratar dos rumos do MCU, que os gastos com elencos deveriam ser reduzidos. Testes seriam feitos para o papel de Reed com Christopher Abbott e Jamie Dornan, que não agradaram, e com Jake Gyllenhaal, que já havia interpretado Mystério em Homem Aranha: Longe de Casa, mas que também pediu um salário que a Marvel não quis pagar. Quando a Marvel anunciou que não estava testando apenas atores brancos para o papel, Pedro Pascal (que, nos Estados Unidos, não é considerado branco, e sim latino) se interessou, mas, em julho, começaria a greve dos atores, e Pascal, apesar de despertar a atenção da equipe, decidiria não conversar com ninguém até que a greve terminasse. Mais tarde, Pascal diria jamais ter planejado ser protagonista de um filme de super-heróis, e que o papel mudaria seus planos para o futuro "de forma sutil"; atrasos nas gravações do filme do Quarteto fariam com que ele tivesse de abrir mão de protagonizar A Hora do Mal, sendo substituido por Josh Brolin.
Em agosto, a Marvel chamaria Matt Smith e Tom Ellis para conversar sobre o papel de Reed, mas os nomes não agradariam a Feige, que procurava alguém mais famoso por sua carreira no cinema do que na televisão. No mesmo mês, Shakman diria que a Marvel estava procurando um ator judeu para interpretar Ben Grimm, que é descrito como judeu nos quadrinhos, mas não foi interpretado por atores judeus nos filmes anteriores, nem teve essa característica explorada em suas histórias; o preferido era David Krumholtz, que não agradou nos testes, e começou uma campanha para ser escolhido para o papel do vilão Homem-Toupeira - que acabaria ficando com Paul Walter Hauser, convidado por Shakman por ter trabalhado com ele na série It's Always Sunny in Philadelphia, e que inicialmente ficaria relutante devido ao fracasso dos filmes anteriores do Quarteto, aceitando após ler o roteiro na íntegra. O escolhido para interpretar o Coisa seria Ebon Moss-Bachrach, que já havia interpretado Micro na primeira temporada da série do Justiceiro da Netflix. Nicholas Galitzine seria chamado para interpretar Johnny, mas também não agradaria, com o papel ficando com Joseph Quinn, de Stranger Things, que havia feito Gladiador 2 com Pascal e pedido a ele dicas sobre como interpretar Johnny, sem saber que ele estava negociando para interpretar Reed. Curiosamente, o papel de Sue seria o primeiro a iniciar os testes e o último a ser escolhido, com Vanessa Kirby sendo convidada diretamente por Shakman após nenhuma das candidatas do teste ter agradado.
Curiosamente, a Marvel divulgaria que estava procurando por um ator latino para interpretar Galactus, com os favoritos sendo Antonio Banderas, que disse jamais ter sido procurado, e Javier Bardem, que teve de recusar por conflitos com as gravações de F1; o escolhido acabaria sendo o inglês e bem pouco latino Ralph Ineson, segundo Shakman escolhido por sua proficiência como dublador, que ele considerava mais importante para esse tipo de papel. Apesar de aumentado por computação gráfica, Ineson interpretaria Galactus da forma tradicional, com a produção inclusive criando uma armadura que ele vestia. Além de Galactus e do Homem-Toupeira, o filme contaria com o Fantasma Vermelho, interpretado por John Malkovich, que sempre havia recusado papéis em filmes de super-heróis alegando que pagavam pouco, mas decidiu aceitar esse pela oportunidade de trabalhar novamente com Shakman, com quem havia feito Cut Bank, de 2014; infelizmente, o Fantasma Vermelho acabaria cortado do filme na última revisão do roteiro, feita por Eric Pearson, por problemas de continuidade, no que Shakman chamou de "uma decisão de cortar o coração".
Em janeiro de 2024, vazaria para a imprensa que a Marvel estava procurando uma atriz para interpretar o Surfista Prateado, o que causaria muitas discussões na internet; nos quadrinhos (e no filme da Fox), o Surfista é Norrin Radd, cientista do planeta Zenn-La, mas nesse filme a Surfista seria Shalla Bal, que nos quadrinhos é namorada de Radd, o substituindo no cinema como cientista, exploradora e arauto de Galactus - nos quadrinhos, Bal havia passado pela mesma provação na minissérie Terra X, de 1999. A escolhida para o papel seria Julia Garner (também em A Hora do Mal), mas a versão final da Surfista seria totalmente criada por computação gráfica, com Garner fazendo a dublagem e a captura de movimentos - mesma coisa ocorrendo em relação a Moss-Bachrach e o Coisa, que é um personagem 100% digital. Garner filmaria horas de poses nas quais ela fingia estar surfando ou posando como uma modelo, que seriam combinadas para que a Surfista "se movesse como se estivesse dançando".
Durante as greves, a equipe trabalharia em testes para os efeitos especiais do filme, principalmente aqueles ligados aos poderes dos membros do Quarteto. Kasra Farahani, de Loki, seria escolhido como designer de produção, e Alexandra Byrne como figurinista, optando por fazer uniformes simples para o Quarteto, em azul claro com detalhes brancos, semelhantes aos usados pela equipe nos anos 1980. Muitos detalhes do filme, especialmente a aparência de Galactus, seriam inspirados na arte de Jack Kirby para os quadrinhos do Quarteto. Um personagem das histórias clássicas do Quarteto que apareceria no filme seria o robô H.E.R.B.I.E., que combinava um animatronic cuja cabeça se movia por controle remoto, um marionete feito de madeira, e computação gráfica, dublado por Matthew Wood; além disso, uma nova personagem, Rachel Rozman, interpretada por Natasha Lyonne, que havia dublado Byrdie em What If...?, seria batizada em homenagem a Roz Goldstein, esposa de Jack Kirby.
Em fevereiro de 2014, seria divulgado que o filme seria ambientado na década de 1960, mas em uma realidade alternativa, oficialmente chamada de Terra-828 - a "realidade principal" do MCU, também chamada de Linha do Tempo Sagrada, é a Terra-616, curiosamente o mesmo número usado nos quadrinhos para a realidade principal deles. A decisão de não ambientar o filme na Linha do Tempo Sagrada viria de Shakman, que desejava colocar a história do Quarteto "mais próxima de seu ponto de origem", ou seja, os quadrinhos dos anos 1960 produzidos por Stan Lee e Jack Kirby; Feige abraçaria a ideia, dizendo que a ambientação em uma realidade alternativa daria maior liberdade para os roteiristas, ajudaria a cimentar o Multiverso no MCU e evitaria furos de roteiro em relação aos demais filmes e perguntas como "onde estava o Quarteto Fantástico enquanto os Vingadores lutavam contra Thanos?". Shakman chamaria o estilo do filme de "retrofuturista", dizendo que "parte é o que conhecemos sobre os anos 1960, parte é algo que nunca vimos". Apesar de fortemente baseado nos quadrinhos dos anos 1960, o filme conta com a Fundação Futuro, criada por Jonathan Hickman em 2009.
Em outubro de 2023, Shakman anunciaria que as filmagens começariam nos estúdios Pinewood, na Inglaterra, no início de 2024, e que o elenco seria anunciado assim que a greve terminasse; atrasos na pré-produção fariam com que elas começassem apenas em julho de 2024, com todos os cenários "novaiorquinos" do filme sendo criados em estúdio, incluindo a Rua Yancy e a Times Square. Shakman diria querer fazer o filme "como se Stanley Kubrick o tivesse filmado em 1965", e se inspiraria em 2001: Uma Odisseia no Espaço para criar o laboratório de Reed. O apartamento do Quarteto seria inspirado em casas californianas do estilo arquitetônico conhecido como MCM, muito popular nos anos 1960, e o Fantasticarro teria como referência carros norte-americanos dos anos 1960, com elementos como turbinas e paineis de controle tendo uma aparência de filmes de ficção científica dos anos 1950. As únicas cenas filmadas fora da Inglaterra - exceto por tomadas aéreas de Nova York utilizadas para reconstruí-la em estilo retrofuturista por computação gráfica - seriam as da ONU, que ocorreram no Palácio do Congresso em Oviedo, Espanha. Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Industrial Light & Magic, Framestore, Sony Pictures Imageworks, Digital Domain, Rise FX e Weta FX.
O filme começa quatro anos após o Quarteto ter ganhado seus poderes; nesse meio tempo, eles se tornaram heróis famosos, conhecidos, respeitados e amados pela população, equilibrando enfrentar supervilões com aparecer em programas de televisão, trabalhar junto aos governos para resolver vários problemas do planeta e gerenciar uma fundação dedicada a usar a ciência para criar um futuro melhor. Mas tudo isso pode ser posto em cheque com a chegada da Surfista Prateada, um ser cósmico que anuncia a vinda de Galactus, entidade que está disposta a destruir a Terra para convertê-la em energia que o irá alimentar. Incapazes de enfrentar Galactus, o Quarteto decide negociar com ele - mas ele exige em troca de poupar a Terra nada menos que o filho que Sue Storm está esperando. O elenco conta com Pedro Pascal como Reed Richards / Senhor Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm / Mulher Invisível, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm / Coisa, Joseph Quinn como Johnny Storm / Tocha Humana, Julia Garner como Shalla Bal / Surfista Prateada, Ralph Ineson como Galactus, Natasha Lyonne como Rachel Rozman, Paul Walter Hauser como Harvey Elder / Homem-Toupeira, Sarah Nyles como Lynne Nichols, chefe de pessoal da Fundação Futuro, Mark Gatiss como Ted Gilbert, apresentador do programa de televisão The Ted Gilbert Show, e Matthew Wood como H.E.R.B.I.E.; Alex Hyde-White, Rebecca Staab, Jay Underwood e Michael Bailey Smith, que interpretaram, respectivamente, Reed, Sue, Johnny e Ben no filme de Roger Corman, fazem participações especiais, os dois primeiros como jornalistas, os dois últimos como trabalhadores de uma fábrica. Robert Downey, Jr. faz uma breve participação especial sem créditos como Victor Von Doom / Doutor Destino.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é mais um filme que não começa com o logotipo e a fanfarra tradicional dos Marvel Studios; ao invés dele, foi usado um logotipo mais simples, que imita os usados em televisão na década de 1960. O filme estrearia em 25 de julho de 2025, após uma pré-estreia em Los Angeles dia 21, precedida de uma cerimônia de tapete vermelho que contou com entrevistas com o elenco e equipe e uma orquestra que interpretou ao vivo várias das músicas do filme, incluindo o tema dos Marvel Studios; essa cerimônia seria transmitida ao vivo pelo Disney+, intercalada com trailers e previews do filme. Com orçamento de cerca de 230 milhões de dólares, renderia 274 milhões nos Estados Unidos e 522 milhões no mundo inteiro, sendo considerado um sucesso pela Disney, mesmo que a bilheteria tenha sido abaixo do esperado; esse desempenho seria atribuído à concorrência pesada, já que, no primeiro dia, Quarteto Fantástico ficaria em segundo na bilheteria atrás de Um Filme Minecraft, e fecharia a primeira semana também na segunda posição, mas atrás de Superman. A crítica seria bastante positiva, elogiando o elenco e a caracterização futurista dos anos 1960, mas com alguns considerando a história fraca e datada se comparada com outros filmes mais recentes de super-heróis.
Na San Diego Comic Con de julho de 2024, seria revelado que Pascal, Kirby, Quinn e Moss-Bachrach haviam todos assinado contrato para três filmes, e que Reed, Sue, Johnny e Ben estavam confirmados nos próximos dois filmes dos Vingadores, Vingadores: Doutor Destino, de 2026, e Vingadores: Guerras Secretas, de 2027; na mesma ocasião, seria revelado que Robert Downey, Jr., até 2019 intérprete de Tony Stark, havia sido oficialmente contratado para interpretar Victor Von Doom, com as negociações tendo se iniciado quase um ano antes. Feige se diria extremamente empolgado por poder voltar a trabalhar com Downey, e que conversava com o ator sobre a possibilidade de seu retorno ao MCU em um papel diferente do Homem de Ferro desde que se encerraram as gravações de Vingadores: Ultimato. Shakman confirmaria a presença de Doom nos dois filmes dos Vingadores, mas diria que "ele não é parte do filme do Quarteto Fantástico"; de fato, Doom só aparece brevemente na cena intercréditos, que conta apenas com Downey e Kirby, gravada durante a pré-produção de Vingadores: Doutor Destino e dirigida por Anthony e Joe Russo.
Olhos de Wakanda
Eyes of Wakanda
2025
Em fevereiro de 2021, Ryan Coogler, diretor e roteirista de Pantera Negra, anunciaria ter fechado um acordo entre sua produtora, a Proximity Media, e a Disney para a produção de séries de TV para o Disney+ ambientadas em Wakanda, o fictício país da África Central do qual T'Challa, a identidade não tão secreta do Pantera Negra, é rei e onde se passa a maior parte da ação do filme de 2018. A imprensa se mostraria empolgada, logo surgindo rumores de que uma das séries prestaria tributo a Chadwick Boseman, falecido em 2020, e outras explorariam o passado de personagens como M'Baku, Killmonger e T'Chaka, pai de T'Challa e Pantera Negra anterior, ou da organização Dora Milaje, com a expectativa de que personagens dos quadrinhos, como Bashenga, o primeiro Pantera Negra, a ativista Queen Divine Justice, e Kasper Cole, o terceiro Tigre Branco, pudessem fazer sua estreia no MCU.
Em novembro de 2022, a Proximity Media anunciaria estar trabalhando em "várias séries" ambientadas em Wakanda, mas sem dar maiores detalhes. Somente em março de 2023 seria publicado na imprensa que Coogler estaria desenvolvendo uma série de animação, com o título provisório de The Golden City, ambientada na capital de Wakanda, Birmin Zana. No mês seguinte, o executivo dos Marvel Studios Nate Moore confirmaria que diversas séries estavam em discussão, animadas e com atores, mas que a preocupação da Marvel era prejudicar a "experiência cinematográfica" proporcionada por exibir Wakanda numa tela de cinema. Apenas em dezembro de 2023 o produtor Brad Winderbaum anunciaria oficialmente que a primeira série ambientada em Wakanda seria animada, e que traria episódios protagonizados por diversos guerreiros wakandanos ao longo da história. Jornalistas comparariam a série a Histórias dos Jedi, série de Star Wars de 2022 na qual cada episódio acompanha um personagem diferente em um dos diversos momentos da saga.
Também em dezembro de 2023 seriam anunciados os roteiristas: Geoffrey Thorne, que já tinha experiência na Marvel, tendo sido roteirista das séries animadas Ultimate Homem-Aranha, de 2012, e Os Vingadores Unidos, de 2013, e Marc Bernadin, que revelaria ter sabido do projeto e começado a trabalhar em dois roteiros durante a pandemia, em 2020. Thorne escreveria o primeiro e o último episódios, e Bernadin o segundo e o terceiro. Matthew Chauncey, de What If...?, também escreveria um roteiro, que acabaria não sendo aproveitado.
Em janeiro de 2024, a Proximity Media confirmaria seu envolvimento, mas diria que o showrunner seria escolhido pela Marvel. No mesmo mês, o artista de storyboards Todd Harris revelaria ter sido dele a ideia para a série, tendo rascunhado alguns esboços durante a produção de Vingadores: Guerra Infinita e mostrado a Coogler, que estava filmando Pantera Negra. Segundo Harris, ele quis combinar "a interconectividade do MCU com a interconectividade da história da humanidade", e concebeu a série como um especial para quando Pantera Negra fosse lançado em home video ou algo assim, já que, na época, os Marvel Studios não pensavam ainda em fazer séries animadas. Winderbaum confirmaria a história, e diria que, durante a discussão sobre qual seria a primeira série, se lembraria da ideia de Harris, convidando-o para ser o showrunner. Harris seria confirmado como showrunner e diretor em janeiro de 2025; ele dirigiria sozinho o primeiro e o último episódios, e co-dirigiria o terceiro com John Fang, que seria o único diretor do segundo.
Olhos de Wakanda acompanha os Hatut Zaraze, uma força de elite secreta de Wakanda cuja missão é recuperar artefatos feitos de vibrânio que tenham sido roubados ou saído do país por outros meios. Cada episódio acompanha a missão de um agente em uma época diferente da história. O primeiro é ambientado em 1260 a.C., e acompanha a ex-Dora Milaje Noni, enviada para deter um ex-Hatut Zaraze chamado Nikat, que fugiu de Wakanda levando vários artefatos que usa sob o pseudônimo de Leão para liderar uma frota que saqueia a ilha de Creta, no Mediterrâneo. O segundo é ambientado durante a Guerra de Troia, e acompanha B'Kai, que, usando o codinome Memnon, se tornou o melhor amigo de Aquiles, e está ajudando os gregos a invadir a cidade para recuperar um artefato wakandano que está com ninguém menos que Helena. O terceiro é ambientado em 1400 d.C., e mostra o agente Basha recuperando um artefato que estava dentro de uma estátua sagrada em K'un-Lun; ao retornar a Wakanda, porém, sem saber, ele leva consigo o Punho de Ferro da época, que está disposto a pegar a estátua de volta, mas não pode sair de Wakanda após ver seus segredos. O quarto e último episódio é ambientado em 1896, durante a invasão da Etiópia pela Itália; o Príncipe Tafari e seu mentor, Kuda, recuperam um artefato wakandano, mas são abordados por uma misteriosa figura que diz vir de 500 anos no futuro, advertindo-os de que, se o artefato não ficar no local onde está, uma raça alienígena conseguirá conquistar a terra quando invadi-la.
Coogler daria a Thorne a ideia para o primeiro episódio, alegando ser fascinado pela história do "Povo do Mar", um povo de origem desconhecida que viveu durante o auge da civilização minoica em Creta, saqueando e escravizando todos os demais povos da região; segundo ele, o Povo do Mar ter acesso a tecnologia wakandana explicaria por que eles eram tão superiores ao ponto de ninguém conseguir detê-los, mas ainda assim tão misteriosos que hoje não sabemos nada sobre suas origens ou legado. Coogler também pediria para que os episódios fossem centrados "nos princípios de Wakanda", ao invés de mostrar antepassados famosos de personagens que existem no presente. Também por sugestão de Coogler, diferentemente de outras séries da Marvel Studios Animation, Olhos de Wakanda é ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU, sendo completamente integrada a Pantera Negra e Wakanda para Sempre; por causa disso, a série é considerada a estreia oficial do Punho de Ferro no MCU.
Para que Wakanda fosse a real protagonista da série, e não seus personagens, a Disney optaria não chamar para a dublagem nenhum grande nome de Hollywood, preferindo dubladores profissionais, atores que já tivessem participado de outras produções Disney, e artistas negros de expressão - como a modelo canadense Winnie Harlow, que luta pelo fim do preconceito contra portadores de vitiligo, condição da qual é portadora. O elenco conta com Harlow (no primeiro episódio) e Lynn Whitfield (no segundo) como Noni, Cress Williams como Nkati, Patricia Belcher como Akeya, Larry Heron como B'Kai, Adam Gold como Aquiles, Jason Konopisos como Ferro, Kiff VandenHeuvel como Odisseu, Yerman Gur como Paris, Joanna Kalafatis como Helena de Troia, Jacques Colimon como Basha, Jona Xiao como Jorani / Punho de Ferro, Isaac Robinson-Smith como Ebo, Gary Anthony Williams como Rakim, Zeke Alton como o Príncipe Tafari, Steve Toussaint como Kuda, Debra Wilson como uma general Dora Milaje, e Anika Noni Rose (que havia dublado Tiana em A Princesa e o Sapo) como a Última Pantera Negra.
A animação ficaria a cargo da Axis Animation, que utilizaria um estilo semelhante ao de artistas afro-americanos contemporâneos como Ernie Barnes e Dean Cornwell; a animação seria feita por computação gráfica usando cel-shading, mas, sem a presença de atores do MCU no elenco, os artistas tiveram uma maior liberdade para criar as feições e aparência geral dos personagens. Animadores da África do Sul, Nigéria e Egito seriam contratados pelo supervisor de animação Craig Elliot para contribuir com o estilo autêntico da série. Em dezembro de 2023, Harris seria perguntado se a Disney havia pensado em fazer a série com atores de carne e osso, ao que ele respondeu que um projeto dessa magnitude só poderia ganhar vida em animação, onde "filmar no Egito custa o mesmo que em Nova Iorque, e na Lua custa o mesmo que em Ohio". A abertura seria criada pelo Studio AKA e feita a mão, sem recursos de computação gráfica.
Olhos de Wakanda teria apenas quatro episódios, todos estreando no Disney+ simultaneamente, em 1 de agosto de 2025. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, em 9 de junho. A série seria a mais assistida do Disney+ em sua semana de estreia, mas não conseguiria terminar o ano dentre o Top 10 do serviço. A crítica ficaria encantada, elogiando a concisão dos roteiros, a beleza dos episódios e chamando a atenção para os temas de lealdade, amizade, ética e moralidade presentes nas histórias. Infelizmente, ainda não há notícias sobre se a série foi um projeto isolado ou se terá uma segunda temporada - nem sobre as demais séries que seriam produzidas pela Proximity Media, com a validade de cinco anos do contrato original já tendo se esgotado.
Marvel Zumbis
Marvel Zombies
2025
Apesar de seu aspecto, digamos, incomum, Zumbis Marvel é uma das séries de maior sucesso da Marvel nos quadrinhos. Ela começou despretensiosamente, como parte de uma saga do Quarteto Fantástico do Universo Ultimate, chamada O Outro Lado do Espelho, publicada nas edições de 21 a 23 de Ultimate Fantastic Four, entre setembro e novembro de 2005, na qual Reed Richards é contactado por uma versão mais velha de si mesmo, pedindo ajuda para salvar o futuro; ao passar pelo portal que levaria ao futuro, Reed descobre que foi enganado, e que o chamado partiu de uma versão alternativa sua de uma realidade paralela na qual o Apocalipse Zumbi aconteceu, transformando quase todos os heróis e vilões Marvel em zumbis.
Anunciada como sendo um crossover entre o Universo Ultimate e o Universo Marvel "principal", no que depois se revelou uma jogada de marketing, O Outro Lado do Espelho (que, em inglês, se chamava, simplesmente, Crossover) serviria como introdução ao lançamento da série limitada Marvel Zombies, com cinco edições lançadas entre dezembro de 2005 e abril de 2006, na qual Magneto tenta reunir um grupo de super-heróis sobreviventes para enfrentar os zumbis e tentar encontrar um refúgio. Para a surpresa de absolutamente todo mundo na Marvel, que previa vendas medianas, a série seria um gigantesco sucesso, com a primeira edição se esgotando em poucos dias e se tornando extremamente rara.
Esse sucesso faria com que o "Universo Zumbi" fosse revisitado várias vezes a partir de então, seja como parte de histórias nas revistas regulares dos heróis Marvel, seja na forma de outras minisséries e one shots, como Marvel Zombies 2, com quatro edições lançadas entre dezembro de 2007 e abril de 2008, Marvel Zombies: Resurrection, com quatro edições lançadas entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, e Marvel Zombies: Dead Days, de maio de 2008, que explica como ocorreu o Apocalipse Zumbi. Ao todo, já foram lançadas mais de 100 edições com a presença dos Zumbis Marvel, incluindo um crossover com o filme Uma Noite Alucinante, Marvel Zombies vs. The Army of Darkness, com cinco edições puiblicadas entre maio e setembro de 2007, no qual Ash Williams vai parar no Universo Zumbi.
Sendo uma série de tanto sucesso, é claro que os Marvel Studios gostariam de ganhar um pouco de dinheiro com ela, com Kevin Feige discutindo a possibilidade de um filme dos Zumbis Marvel já em 2013, mas desistindo após os executivos acharem que a história não poderia ser fielmente adaptada por não ser apropriada ao público-alvo das produções Marvel de então. Quando começou a produção da série animada de What If...?, porém, uma das ideias apresentadas pelo roteirista Matthew Chauncey foi justamente a de visitar o Universo Zumbi, mas usando personagens e características dos filmes lançados nas três primeiras Fases do MCU. Essa ideia acabaria se transformando em um roteiro do próprio Chauncey, que, por sua vez, daria origem ao quinto episódio, E se... zumbis?!.
Em junho de 2021, antes mesmo da estreia de What If...?, em agosto, os Marvel Studios anunciariam que mais três séries animadas estavam em pré-produção, todas elas sendo spin-offs de What If...?, ou seja, ambientadas em universos alternativos, e não na agora chamada Linha do Tempo Sagrada do MCU. No mês seguinte, seria anunciado que essas séries ainda estavam em estágio muito preliminar, e que nenhuma delas estrearia antes de 2023. Em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, seria oficialmente anunciado que uma dessas séries seria Marvel Zombies (que, em português, por alguma razão, viraria Marvel Zumbis, e não Zumbis Marvel); das outras duas não se falaria mais nada, e o mais provável é que tenham sido canceladas.
Na mesma ocasião, seria anunciado que Bryan Andrews, diretor da primeira temporada e de quase todos os da segunda e terceira de What If...?, também seria o diretor de todos os episódios de Marvel Zumbis, além de seu showrunner. Andrews diria que, após assistirem ao episódio, Feige e o produtor Brad Winderbaum gostaram tanto que convocaram uma reunião para transformar sua história em um longa-metragem animado, durante a qual se chegaria à conclusão de que o melhor seria uma minissérie, pois assim eles conseguiriam contar com o Homem-Aranha - que, segundo os termos do contrato entre Marvel e Sony, não pode aparecer em longa-metragens de animação produzidos pelos Marvel Studios. Marvel Zumbis seria uma das sensações da Comic-Con de 2022, na qual Feige confirmaria que a série faria parte do "Multiverso Animado Marvel", e que teria classificação TV-MA (inadequada para menores de 18 anos), para que pudesse contar "com toda a carnificina que se espera de uma série sobre zumbis".
A produção da série acabaria sofrendo muitos atrasos, o maior deles em 2023, quando ocorreram a greve dos roteiristas e uma reunião de emergência entre os executivos da Disney e da Marvel para tratar do baixo desempenho das produções da Fase 4, que levou a uma reestruturação de vários projetos em andamento. Após essa reunião, Zeb Wells, que havia sido roteirista de um dos episódios de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, e, futuramente, seria um dos co-roteiristas de Deadpool & Wolverine, seria escolhido para ser o chefe da equipe de roteiristas de Marvel Zumbis. Wells discutiria detalhes da história com Andrews, e acabaria sendo o único roteirista - com todos os episódios sendo creditados a "Zeb Wells, a partir de uma história de Bryan Andrews e Zeb Wells". Antes do lançamento da série, a Disney decidiria creditar Andrews e Wells como co-showrunners e co-criadores da série, já que ambos haviam mesmo feito tudo juntos - exceto dirigir, função apenas de Andrews.
Andrews ficaria satisfeito com a classificação TV-MA, dizendo que, assim, eles não precisariam se conter, e Winderbaum definiria a série como "intensa", com nível de violência comparável à dos quadrinhos dos Zumbis Marvel, diferente de tudo o que já se havia visto em uma animação do MCU. Andrews declararia não estar criando uma história de zumbis, mas uma grande aventura, com momentos de humor, ação, violência, drama e emoção, usando temas de esperança e desespero. Em alguns diálogos os personagens xingam, algo extremamente incomum para uma produção Disney, o que levaria Andrews e Wells a ter que dar uma declaração de que isso só ocorre nos momentos apropriados, com eles sempre tentando não fazer dos personagens bocas-sujas de forma gratuita.
A série é ambientada cinco anos após os eventos de E se... zumbis?!, e mostra um grupo de heróis andarilhos sobrevivendo às investidas de uma horda de zumbis controlados por Wanda Maximoff, a Rainha dos Mortos; acidentalmente, eles descobrem uma forma de evitar que a infecção zumbi se alastre ainda mais, mas Wanda tem planos de usar um poder inimaginável, protegido pelo Hulk, para transformar todos os habitantes do planeta em zumbis sob o seu comando, o que faz com que ela precise ser detida, ou de nada os esforços dos heróis adiantarão.
Assim como What If...?, Marvel Zumbis conta em seu elenco com atores que participaram dos filmes e séries do MCU repetindo seus papéis, e com dubladores profissionais substituindo aqueles que não puderam ou não quiseram participar. Dentre os atores que repetem seus papéis do MCU estão Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro; Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira; Kerry Condon como a inteligência artificial Sexta-Feira; Florence Pugh como Yelena Belova; David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho; Simu Liu como Shang-Chi; Awkwafina como Katy Chen; Randall Park como Jimmy Woo; Wyatt Russell como John Walker; Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga; Adam Hugill como Rintrah; Sheila Atim como Sara; Tessa Thompson como Valquíria; F. Murray Abraham como Khonshu (no terceiro episódio); Zenobia Shroff como Muneeba Khan; e Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff / Rainha dos Mortos. Os dubladores que repetem seus papéis de What If...? são Hudson Thames como Peter Parker / Homem-Aranha; Kenna Ramsey como Okoye; Kari Whalgren como Melina Vostokoff; Feodor Chin como Xu Wenwu; Rama Vallury como Helmut Zemo; e Piotr Michael como Khonshu (no quarto episódio). Dubladores novos incluem Todd Williams como Eric Brooks / Blade, e Greg Furman como Thor. Também participam Daniel Swain, Isaac Robinson-Smith, Debra Wilson, Alison Haislip, Dave Boat, Terri Douglas, Robin Atkin Downes, Matthew Yang King, Andrew Morgado, Ashley Peldon, Michael Ralph, Fred Tatasciore, Mike Vaughn e Matthew Wood como vozes adicionais. Personagens do MCU que fazem participações especiais, sem falas, alguns deles como zumbis, incluem T'Challa / Pantera Negra, Mercador da Morte, Ikaris, Rocky, Groot, Bruce Banner/ Hulk, Clint Barton / Gavião Arqueiro, Steve Rogers / Capitão América, Emil Blonsky / Abominável, Ava Starr / Fantasma, Carol Danvers / Capitã Marvel, Namor, Hank Pym, Janet van Dyne, Hope van Dyne / Vespa, Thanos e o Vigia.
Marvel Zumbis seria a primeira produção Marvel a contar com a presença do Pantera Negra após o falecimento do ator Chadwick Boseman. Em respeito ao fato de a Marvel ter decidido aposentar o personagem nos cinemas ao invés de substituir Boseman, na série o Pantera Negra não fala, para que não precisasse ser escalado um dublador; Andrews declararia que, caso Boseman não tivesse falecido, ele e Wells teriam usado o personagem em mais cenas e dado a ele maior importância. A série também conta com uma versão de Blade apelidada "Blade Knight", já que é um amálgama do personagem com o Cavaleiro da Lua. A inclusão de Blade seria sugerida por Feige, já que Marvel Zumbis estava sendo produzida ao mesmo tempo em que o novo filme do herói; após o adiamento do filme por tempo indeterminado, Andrews e Wells decidiram mudar o personagem, fazendo com que, nesse universo, ele tenha sido escolhido para ser o Punho de Khonshu ao invés de Marc Spector.
O estilo de animação seria o mesmo de What If...?, utilizando cel-shading e com os personagens lembrando os atores que os interpretaram no MCU; no caso de Blade, seria usado como modelo Mahershala Ali, que ainda tem contrato para interpretá-lo em um filme. Todos os episódios ficariam a cargo do Stellar Creative Lab, um dos estúdios que trabalharam em What If...?, supervisionados pela Marvel Studios Animation, com Paul Lasaine servindo como supervisor de animação. Como uma piada interna, todos os animadores da série emprestariam suas feições a zumbis.
Marvel Zumbis teria apenas quatro episódios, todos eles estreando no Disney+ em 24 de setembro de 2025, com essa data sendo anunciada de surpresa pela Disney pouco mais de um mês antes; originalmente, a ideia era que a série estreasse em outubro de 2024 como um especial de Halloween, mas, como a produção estava ligeiramente atrasada, a Marvel Studios Animation decidiria não colocá-la para competir com Agatha Desde Sempre, que ainda estaria no ar, e, em outubro de 2024, anunciaria que Marvel Zumbis estrearia em outubro de 2025, aproveitando para dar um polimento aqui e ali em alguns episódios - o que expandiria a participação de Khonshu e faria com que Michael tivesse de gravar suas novas falas, já que Abraham não estava disponível na época. A audiência superaria todas as expectativas da Disney, com Marvel Zumbis sendo a série mais assistida do Disney+ em mais de 30 países em sua semana de lançamento, e a terceira mais assistida dos Estados Unidos considerando todos os streamings. A crítica ficaria dividida, considerando a série divertida, mas sem originalidade.
Pouco antes da estreia da série, Winderbaum comentaria que, originalmente, existia a possibilidade de que fosse lançada uma segunda temporada, dependendo da reação do público à primeira, mas que, como Marvel Zumbis "foi pega no meio da reestruturação do MCU", que ocorreu no final de 2023, esses planos foram cancelados, com Wells sendo orientado a escrever um final, para que a série fosse fechada, com apenas uma temporada. Ainda assim, como Wells escreveu um final "mais ou menos aberto", e a audiência foi maior que a esperada pela Marvel, Andrews mantém a esperança de que uma segunda temporada seja autorizada, e diz já estar conversando com Wells sobre quais personagens poderiam usar, sendo seu preferido o Soldado Invernal.
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The Fantastic Four: First Steps
2025
Eu já contei aqui em um post em separado sobre os três filmes do Quarteto Fantástico produzidos pela Fox, que não fizeram parte do MCU. Após o fracasso do terceiro, a Fox decidiria levar a franquia em outra direção, e, em 2017, contrataria Seth Grahame-Smith, de Orgulho e Preconceito e Zumbis, para escrever um filme protagonizado por Franklin e Valeria Richards, com participação especial de Ben Grimm e Johnny Storm, com tom parecido com o do desenho Os Incríveis, e parcialmente inspirado no livro Kindergarten Heroes, de Mark Millar. Paralelamente a isso, os executivos da Fox conversariam com Noah Hawley, de Legião, sobre um filme protagonizado pelo Dr. Destino. Tudo isso seria suspenso quando a Disney comprasse a Fox, em março de 2019, e os direitos do Quarteto Fantástico passassem para os Marvel Studios.
Em julho de 2019, Kevin Feige se diria extremamente empolgado por poder introduzir o Quarteto no MCU, para "levar a Primeira Família da Marvel até o nível que ela merece", e prometendo usá-los em histórias tão empolgantes quanto Guerra Infinita e Guerra Civil - cujas sagas dos quadrinhos que inspiraram os filmes contaram com o Quarteto, que não pôde estar presente em suas versões cinematográficas por seus direitos ainda pertencerem à Fox. Em dezembro de 2020, Feige anunciaria que o diretor do primeiro filme do Quarteto no MCU seria Jon Watts, dos três filmes do Homem-Aranha com Tom Holland, mas, em abril de 2022, antes mesmo que um roteirista fosse escolhido, Watts pediria para se desligar do projeto, alegando estar física e mentalmente esgotado após ter de gravar Homem-Aranha: Sem Volta para Casa obedecendo os protocolos estabelecidos devido à pandemia, e preferindo dirigir o filme autoral Lobos, que estrearia na Apple TV+ em setembro de 2024.
Enquanto procurava por um novo diretor e um roteirista, Feige decidiria que Reed Richards seria um dos personagens a aparecer em uma das realidades alternativas de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, com o diretor Sam Raimi concordando e decidindo chamar o ator John Krasinski para o papel. Já havia muito tempo que Krasinski era sugerido pelos fãs para interpretar Reed, e seu nome começaria a circular em boatos e rumores assim que foi anunciado que um filme lidando com realidades alternativas estava sendo produzido; Raimi acharia que a inclusão de um Reed interpretado por Krasinski seria uma excelente oportunidade de fan service, mas tanto o diretor quanto o ator achariam improvável que ele fosse escolhido para interpretar Reed também no novo filme, com Krasinski logo declarando que sequer participou de conversas com os executivos dos Marvel Studios sobre reprisar o papel.
Em julho de 2022, o diretor ainda não havia sido escolhido, e Feige diria estar incerto quanto à lista de possíveis candidatos; ainda assim, durante a San Diego Comic Con, o próprio Feige anunciaria a data de estreia do filme, prevista para novembro de 2024, que ele seria o primeiro filme da Fase 6 do MCU, e que as filmagens começariam em 2023. No final de agosto, a Marvel divulgaria uma lista com "três finalistas" na escolha para diretor, que contava com Reid Carolin, roteirista de Magic Mike, mas que só tinha um filme como diretor no currículo, Dog; Michael Matthews, de Amor e Monstros; e Matt Shakman, que levava vantagem por ter dirigido WandaVision e já ter trabalhado com Feige. Shakman prepararia uma sinopse na qual o Quarteto Fantástico já começava o filme como super-heróis estabelecidos e famosos, com Reed e Sue se tornando pais logo no início, e convenceria os executivos dos Marvel Studios após mostrar uma foto sua com sua filha recém-nascida no colo; mais tarde, ele revelaria que havia sido chamado para dirigir um novo filme de Star Trek, do qual abriu mão para não deixar passar a oportunidade de trabalhar com o Quarteto Fantástico. Shakman seria confirmado como diretor já em setembro de 2022, na mesma ocasião em que Feige revelaria que Jeff Kaplan e Ian Springer estavam escrevendo o roteiro "há alguns meses"; no mês seguinte, a data de estreia do filme seria adiada para fevereiro de 2025.
A escolha do elenco começaria em fevereiro de 2023, com Feige anunciando que havia estabelecido um "sarrafo alto", querendo que o Quarteto se tornasse um dos principais elementos do MCU após sua estreia. Shakman revelaria que o filme não traria nem uma história de origem, nem o Doutor Destino, elementos que poderiam desviar a atenção do público da dinâmica familiar do Quarteto, que ele desejava que fosse o foco principal do filme; Feige diria que a decisão de não contar novamente a história da origem do grupo seria semelhante à tomada quando o Homem-Aranha foi introduzido no MCU, já que sua história de origem já era bastante conhecida. No final de março de 2023, Josh Friedman seria contratado para reescrever o roteiro, o que foi visto por muitos jornalistas como uma indicação de mudança de tom, já que Friedman era conhecido por seus roteiros de ficção científica, enquanto Kaplan e Springer eram mais conhecidos por escrever comédias; Shakman, porém, diria que Friedman se uniria à equipe porque ele e Feige haviam decidido incluir no filme "elementos cósmicos dos anos 1960", como o Surfista Prateado e Galactus, que seria o vilão do filme no lugar do Doutor Destino, "trazendo uma nova perspectiva para o grupo". Feige não descartaria a presença do Doutor Destino no filme, mas em uma participação breve, como uma cena pós-créditos, e diria que os Marvel Studios faziam questão de "uma estrela de primeira grandeza" para interpretá-lo.
Em maio de 2023, começaria a greve dos roteiristas, e a data de estreia seria adiada novamente, para maio de 2025. Na ocasião, os preferidos da Marvel para interpretar Reed e Sue eram Adam Driver e Emma Stone, que pediram salários que o estúdio não estava disposto a pagar, tendo sido decidido, durante a reunião de emergência envolvendo executivos da Disney e dos Marvel Studios que ocorreu em fevereiro para tratar dos rumos do MCU, que os gastos com elencos deveriam ser reduzidos. Testes seriam feitos para o papel de Reed com Christopher Abbott e Jamie Dornan, que não agradaram, e com Jake Gyllenhaal, que já havia interpretado Mystério em Homem Aranha: Longe de Casa, mas que também pediu um salário que a Marvel não quis pagar. Quando a Marvel anunciou que não estava testando apenas atores brancos para o papel, Pedro Pascal (que, nos Estados Unidos, não é considerado branco, e sim latino) se interessou, mas, em julho, começaria a greve dos atores, e Pascal, apesar de despertar a atenção da equipe, decidiria não conversar com ninguém até que a greve terminasse. Mais tarde, Pascal diria jamais ter planejado ser protagonista de um filme de super-heróis, e que o papel mudaria seus planos para o futuro "de forma sutil"; atrasos nas gravações do filme do Quarteto fariam com que ele tivesse de abrir mão de protagonizar A Hora do Mal, sendo substituido por Josh Brolin.
Em agosto, a Marvel chamaria Matt Smith e Tom Ellis para conversar sobre o papel de Reed, mas os nomes não agradariam a Feige, que procurava alguém mais famoso por sua carreira no cinema do que na televisão. No mesmo mês, Shakman diria que a Marvel estava procurando um ator judeu para interpretar Ben Grimm, que é descrito como judeu nos quadrinhos, mas não foi interpretado por atores judeus nos filmes anteriores, nem teve essa característica explorada em suas histórias; o preferido era David Krumholtz, que não agradou nos testes, e começou uma campanha para ser escolhido para o papel do vilão Homem-Toupeira - que acabaria ficando com Paul Walter Hauser, convidado por Shakman por ter trabalhado com ele na série It's Always Sunny in Philadelphia, e que inicialmente ficaria relutante devido ao fracasso dos filmes anteriores do Quarteto, aceitando após ler o roteiro na íntegra. O escolhido para interpretar o Coisa seria Ebon Moss-Bachrach, que já havia interpretado Micro na primeira temporada da série do Justiceiro da Netflix. Nicholas Galitzine seria chamado para interpretar Johnny, mas também não agradaria, com o papel ficando com Joseph Quinn, de Stranger Things, que havia feito Gladiador 2 com Pascal e pedido a ele dicas sobre como interpretar Johnny, sem saber que ele estava negociando para interpretar Reed. Curiosamente, o papel de Sue seria o primeiro a iniciar os testes e o último a ser escolhido, com Vanessa Kirby sendo convidada diretamente por Shakman após nenhuma das candidatas do teste ter agradado.
Curiosamente, a Marvel divulgaria que estava procurando por um ator latino para interpretar Galactus, com os favoritos sendo Antonio Banderas, que disse jamais ter sido procurado, e Javier Bardem, que teve de recusar por conflitos com as gravações de F1; o escolhido acabaria sendo o inglês e bem pouco latino Ralph Ineson, segundo Shakman escolhido por sua proficiência como dublador, que ele considerava mais importante para esse tipo de papel. Apesar de aumentado por computação gráfica, Ineson interpretaria Galactus da forma tradicional, com a produção inclusive criando uma armadura que ele vestia. Além de Galactus e do Homem-Toupeira, o filme contaria com o Fantasma Vermelho, interpretado por John Malkovich, que sempre havia recusado papéis em filmes de super-heróis alegando que pagavam pouco, mas decidiu aceitar esse pela oportunidade de trabalhar novamente com Shakman, com quem havia feito Cut Bank, de 2014; infelizmente, o Fantasma Vermelho acabaria cortado do filme na última revisão do roteiro, feita por Eric Pearson, por problemas de continuidade, no que Shakman chamou de "uma decisão de cortar o coração".
Em janeiro de 2024, vazaria para a imprensa que a Marvel estava procurando uma atriz para interpretar o Surfista Prateado, o que causaria muitas discussões na internet; nos quadrinhos (e no filme da Fox), o Surfista é Norrin Radd, cientista do planeta Zenn-La, mas nesse filme a Surfista seria Shalla Bal, que nos quadrinhos é namorada de Radd, o substituindo no cinema como cientista, exploradora e arauto de Galactus - nos quadrinhos, Bal havia passado pela mesma provação na minissérie Terra X, de 1999. A escolhida para o papel seria Julia Garner (também em A Hora do Mal), mas a versão final da Surfista seria totalmente criada por computação gráfica, com Garner fazendo a dublagem e a captura de movimentos - mesma coisa ocorrendo em relação a Moss-Bachrach e o Coisa, que é um personagem 100% digital. Garner filmaria horas de poses nas quais ela fingia estar surfando ou posando como uma modelo, que seriam combinadas para que a Surfista "se movesse como se estivesse dançando".
Durante as greves, a equipe trabalharia em testes para os efeitos especiais do filme, principalmente aqueles ligados aos poderes dos membros do Quarteto. Kasra Farahani, de Loki, seria escolhido como designer de produção, e Alexandra Byrne como figurinista, optando por fazer uniformes simples para o Quarteto, em azul claro com detalhes brancos, semelhantes aos usados pela equipe nos anos 1980. Muitos detalhes do filme, especialmente a aparência de Galactus, seriam inspirados na arte de Jack Kirby para os quadrinhos do Quarteto. Um personagem das histórias clássicas do Quarteto que apareceria no filme seria o robô H.E.R.B.I.E., que combinava um animatronic cuja cabeça se movia por controle remoto, um marionete feito de madeira, e computação gráfica, dublado por Matthew Wood; além disso, uma nova personagem, Rachel Rozman, interpretada por Natasha Lyonne, que havia dublado Byrdie em What If...?, seria batizada em homenagem a Roz Goldstein, esposa de Jack Kirby.
Em fevereiro de 2014, seria divulgado que o filme seria ambientado na década de 1960, mas em uma realidade alternativa, oficialmente chamada de Terra-828 - a "realidade principal" do MCU, também chamada de Linha do Tempo Sagrada, é a Terra-616, curiosamente o mesmo número usado nos quadrinhos para a realidade principal deles. A decisão de não ambientar o filme na Linha do Tempo Sagrada viria de Shakman, que desejava colocar a história do Quarteto "mais próxima de seu ponto de origem", ou seja, os quadrinhos dos anos 1960 produzidos por Stan Lee e Jack Kirby; Feige abraçaria a ideia, dizendo que a ambientação em uma realidade alternativa daria maior liberdade para os roteiristas, ajudaria a cimentar o Multiverso no MCU e evitaria furos de roteiro em relação aos demais filmes e perguntas como "onde estava o Quarteto Fantástico enquanto os Vingadores lutavam contra Thanos?". Shakman chamaria o estilo do filme de "retrofuturista", dizendo que "parte é o que conhecemos sobre os anos 1960, parte é algo que nunca vimos". Apesar de fortemente baseado nos quadrinhos dos anos 1960, o filme conta com a Fundação Futuro, criada por Jonathan Hickman em 2009.
Em outubro de 2023, Shakman anunciaria que as filmagens começariam nos estúdios Pinewood, na Inglaterra, no início de 2024, e que o elenco seria anunciado assim que a greve terminasse; atrasos na pré-produção fariam com que elas começassem apenas em julho de 2024, com todos os cenários "novaiorquinos" do filme sendo criados em estúdio, incluindo a Rua Yancy e a Times Square. Shakman diria querer fazer o filme "como se Stanley Kubrick o tivesse filmado em 1965", e se inspiraria em 2001: Uma Odisseia no Espaço para criar o laboratório de Reed. O apartamento do Quarteto seria inspirado em casas californianas do estilo arquitetônico conhecido como MCM, muito popular nos anos 1960, e o Fantasticarro teria como referência carros norte-americanos dos anos 1960, com elementos como turbinas e paineis de controle tendo uma aparência de filmes de ficção científica dos anos 1950. As únicas cenas filmadas fora da Inglaterra - exceto por tomadas aéreas de Nova York utilizadas para reconstruí-la em estilo retrofuturista por computação gráfica - seriam as da ONU, que ocorreram no Palácio do Congresso em Oviedo, Espanha. Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Industrial Light & Magic, Framestore, Sony Pictures Imageworks, Digital Domain, Rise FX e Weta FX.
O filme começa quatro anos após o Quarteto ter ganhado seus poderes; nesse meio tempo, eles se tornaram heróis famosos, conhecidos, respeitados e amados pela população, equilibrando enfrentar supervilões com aparecer em programas de televisão, trabalhar junto aos governos para resolver vários problemas do planeta e gerenciar uma fundação dedicada a usar a ciência para criar um futuro melhor. Mas tudo isso pode ser posto em cheque com a chegada da Surfista Prateada, um ser cósmico que anuncia a vinda de Galactus, entidade que está disposta a destruir a Terra para convertê-la em energia que o irá alimentar. Incapazes de enfrentar Galactus, o Quarteto decide negociar com ele - mas ele exige em troca de poupar a Terra nada menos que o filho que Sue Storm está esperando. O elenco conta com Pedro Pascal como Reed Richards / Senhor Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm / Mulher Invisível, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm / Coisa, Joseph Quinn como Johnny Storm / Tocha Humana, Julia Garner como Shalla Bal / Surfista Prateada, Ralph Ineson como Galactus, Natasha Lyonne como Rachel Rozman, Paul Walter Hauser como Harvey Elder / Homem-Toupeira, Sarah Nyles como Lynne Nichols, chefe de pessoal da Fundação Futuro, Mark Gatiss como Ted Gilbert, apresentador do programa de televisão The Ted Gilbert Show, e Matthew Wood como H.E.R.B.I.E.; Alex Hyde-White, Rebecca Staab, Jay Underwood e Michael Bailey Smith, que interpretaram, respectivamente, Reed, Sue, Johnny e Ben no filme de Roger Corman, fazem participações especiais, os dois primeiros como jornalistas, os dois últimos como trabalhadores de uma fábrica. Robert Downey, Jr. faz uma breve participação especial sem créditos como Victor Von Doom / Doutor Destino.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é mais um filme que não começa com o logotipo e a fanfarra tradicional dos Marvel Studios; ao invés dele, foi usado um logotipo mais simples, que imita os usados em televisão na década de 1960. O filme estrearia em 25 de julho de 2025, após uma pré-estreia em Los Angeles dia 21, precedida de uma cerimônia de tapete vermelho que contou com entrevistas com o elenco e equipe e uma orquestra que interpretou ao vivo várias das músicas do filme, incluindo o tema dos Marvel Studios; essa cerimônia seria transmitida ao vivo pelo Disney+, intercalada com trailers e previews do filme. Com orçamento de cerca de 230 milhões de dólares, renderia 274 milhões nos Estados Unidos e 522 milhões no mundo inteiro, sendo considerado um sucesso pela Disney, mesmo que a bilheteria tenha sido abaixo do esperado; esse desempenho seria atribuído à concorrência pesada, já que, no primeiro dia, Quarteto Fantástico ficaria em segundo na bilheteria atrás de Um Filme Minecraft, e fecharia a primeira semana também na segunda posição, mas atrás de Superman. A crítica seria bastante positiva, elogiando o elenco e a caracterização futurista dos anos 1960, mas com alguns considerando a história fraca e datada se comparada com outros filmes mais recentes de super-heróis.
Na San Diego Comic Con de julho de 2024, seria revelado que Pascal, Kirby, Quinn e Moss-Bachrach haviam todos assinado contrato para três filmes, e que Reed, Sue, Johnny e Ben estavam confirmados nos próximos dois filmes dos Vingadores, Vingadores: Doutor Destino, de 2026, e Vingadores: Guerras Secretas, de 2027; na mesma ocasião, seria revelado que Robert Downey, Jr., até 2019 intérprete de Tony Stark, havia sido oficialmente contratado para interpretar Victor Von Doom, com as negociações tendo se iniciado quase um ano antes. Feige se diria extremamente empolgado por poder voltar a trabalhar com Downey, e que conversava com o ator sobre a possibilidade de seu retorno ao MCU em um papel diferente do Homem de Ferro desde que se encerraram as gravações de Vingadores: Ultimato. Shakman confirmaria a presença de Doom nos dois filmes dos Vingadores, mas diria que "ele não é parte do filme do Quarteto Fantástico"; de fato, Doom só aparece brevemente na cena intercréditos, que conta apenas com Downey e Kirby, gravada durante a pré-produção de Vingadores: Doutor Destino e dirigida por Anthony e Joe Russo.
Eyes of Wakanda
2025
Em fevereiro de 2021, Ryan Coogler, diretor e roteirista de Pantera Negra, anunciaria ter fechado um acordo entre sua produtora, a Proximity Media, e a Disney para a produção de séries de TV para o Disney+ ambientadas em Wakanda, o fictício país da África Central do qual T'Challa, a identidade não tão secreta do Pantera Negra, é rei e onde se passa a maior parte da ação do filme de 2018. A imprensa se mostraria empolgada, logo surgindo rumores de que uma das séries prestaria tributo a Chadwick Boseman, falecido em 2020, e outras explorariam o passado de personagens como M'Baku, Killmonger e T'Chaka, pai de T'Challa e Pantera Negra anterior, ou da organização Dora Milaje, com a expectativa de que personagens dos quadrinhos, como Bashenga, o primeiro Pantera Negra, a ativista Queen Divine Justice, e Kasper Cole, o terceiro Tigre Branco, pudessem fazer sua estreia no MCU.
Em novembro de 2022, a Proximity Media anunciaria estar trabalhando em "várias séries" ambientadas em Wakanda, mas sem dar maiores detalhes. Somente em março de 2023 seria publicado na imprensa que Coogler estaria desenvolvendo uma série de animação, com o título provisório de The Golden City, ambientada na capital de Wakanda, Birmin Zana. No mês seguinte, o executivo dos Marvel Studios Nate Moore confirmaria que diversas séries estavam em discussão, animadas e com atores, mas que a preocupação da Marvel era prejudicar a "experiência cinematográfica" proporcionada por exibir Wakanda numa tela de cinema. Apenas em dezembro de 2023 o produtor Brad Winderbaum anunciaria oficialmente que a primeira série ambientada em Wakanda seria animada, e que traria episódios protagonizados por diversos guerreiros wakandanos ao longo da história. Jornalistas comparariam a série a Histórias dos Jedi, série de Star Wars de 2022 na qual cada episódio acompanha um personagem diferente em um dos diversos momentos da saga.
Também em dezembro de 2023 seriam anunciados os roteiristas: Geoffrey Thorne, que já tinha experiência na Marvel, tendo sido roteirista das séries animadas Ultimate Homem-Aranha, de 2012, e Os Vingadores Unidos, de 2013, e Marc Bernadin, que revelaria ter sabido do projeto e começado a trabalhar em dois roteiros durante a pandemia, em 2020. Thorne escreveria o primeiro e o último episódios, e Bernadin o segundo e o terceiro. Matthew Chauncey, de What If...?, também escreveria um roteiro, que acabaria não sendo aproveitado.
Em janeiro de 2024, a Proximity Media confirmaria seu envolvimento, mas diria que o showrunner seria escolhido pela Marvel. No mesmo mês, o artista de storyboards Todd Harris revelaria ter sido dele a ideia para a série, tendo rascunhado alguns esboços durante a produção de Vingadores: Guerra Infinita e mostrado a Coogler, que estava filmando Pantera Negra. Segundo Harris, ele quis combinar "a interconectividade do MCU com a interconectividade da história da humanidade", e concebeu a série como um especial para quando Pantera Negra fosse lançado em home video ou algo assim, já que, na época, os Marvel Studios não pensavam ainda em fazer séries animadas. Winderbaum confirmaria a história, e diria que, durante a discussão sobre qual seria a primeira série, se lembraria da ideia de Harris, convidando-o para ser o showrunner. Harris seria confirmado como showrunner e diretor em janeiro de 2025; ele dirigiria sozinho o primeiro e o último episódios, e co-dirigiria o terceiro com John Fang, que seria o único diretor do segundo.
Olhos de Wakanda acompanha os Hatut Zaraze, uma força de elite secreta de Wakanda cuja missão é recuperar artefatos feitos de vibrânio que tenham sido roubados ou saído do país por outros meios. Cada episódio acompanha a missão de um agente em uma época diferente da história. O primeiro é ambientado em 1260 a.C., e acompanha a ex-Dora Milaje Noni, enviada para deter um ex-Hatut Zaraze chamado Nikat, que fugiu de Wakanda levando vários artefatos que usa sob o pseudônimo de Leão para liderar uma frota que saqueia a ilha de Creta, no Mediterrâneo. O segundo é ambientado durante a Guerra de Troia, e acompanha B'Kai, que, usando o codinome Memnon, se tornou o melhor amigo de Aquiles, e está ajudando os gregos a invadir a cidade para recuperar um artefato wakandano que está com ninguém menos que Helena. O terceiro é ambientado em 1400 d.C., e mostra o agente Basha recuperando um artefato que estava dentro de uma estátua sagrada em K'un-Lun; ao retornar a Wakanda, porém, sem saber, ele leva consigo o Punho de Ferro da época, que está disposto a pegar a estátua de volta, mas não pode sair de Wakanda após ver seus segredos. O quarto e último episódio é ambientado em 1896, durante a invasão da Etiópia pela Itália; o Príncipe Tafari e seu mentor, Kuda, recuperam um artefato wakandano, mas são abordados por uma misteriosa figura que diz vir de 500 anos no futuro, advertindo-os de que, se o artefato não ficar no local onde está, uma raça alienígena conseguirá conquistar a terra quando invadi-la.
Coogler daria a Thorne a ideia para o primeiro episódio, alegando ser fascinado pela história do "Povo do Mar", um povo de origem desconhecida que viveu durante o auge da civilização minoica em Creta, saqueando e escravizando todos os demais povos da região; segundo ele, o Povo do Mar ter acesso a tecnologia wakandana explicaria por que eles eram tão superiores ao ponto de ninguém conseguir detê-los, mas ainda assim tão misteriosos que hoje não sabemos nada sobre suas origens ou legado. Coogler também pediria para que os episódios fossem centrados "nos princípios de Wakanda", ao invés de mostrar antepassados famosos de personagens que existem no presente. Também por sugestão de Coogler, diferentemente de outras séries da Marvel Studios Animation, Olhos de Wakanda é ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU, sendo completamente integrada a Pantera Negra e Wakanda para Sempre; por causa disso, a série é considerada a estreia oficial do Punho de Ferro no MCU.
Para que Wakanda fosse a real protagonista da série, e não seus personagens, a Disney optaria não chamar para a dublagem nenhum grande nome de Hollywood, preferindo dubladores profissionais, atores que já tivessem participado de outras produções Disney, e artistas negros de expressão - como a modelo canadense Winnie Harlow, que luta pelo fim do preconceito contra portadores de vitiligo, condição da qual é portadora. O elenco conta com Harlow (no primeiro episódio) e Lynn Whitfield (no segundo) como Noni, Cress Williams como Nkati, Patricia Belcher como Akeya, Larry Heron como B'Kai, Adam Gold como Aquiles, Jason Konopisos como Ferro, Kiff VandenHeuvel como Odisseu, Yerman Gur como Paris, Joanna Kalafatis como Helena de Troia, Jacques Colimon como Basha, Jona Xiao como Jorani / Punho de Ferro, Isaac Robinson-Smith como Ebo, Gary Anthony Williams como Rakim, Zeke Alton como o Príncipe Tafari, Steve Toussaint como Kuda, Debra Wilson como uma general Dora Milaje, e Anika Noni Rose (que havia dublado Tiana em A Princesa e o Sapo) como a Última Pantera Negra.
A animação ficaria a cargo da Axis Animation, que utilizaria um estilo semelhante ao de artistas afro-americanos contemporâneos como Ernie Barnes e Dean Cornwell; a animação seria feita por computação gráfica usando cel-shading, mas, sem a presença de atores do MCU no elenco, os artistas tiveram uma maior liberdade para criar as feições e aparência geral dos personagens. Animadores da África do Sul, Nigéria e Egito seriam contratados pelo supervisor de animação Craig Elliot para contribuir com o estilo autêntico da série. Em dezembro de 2023, Harris seria perguntado se a Disney havia pensado em fazer a série com atores de carne e osso, ao que ele respondeu que um projeto dessa magnitude só poderia ganhar vida em animação, onde "filmar no Egito custa o mesmo que em Nova Iorque, e na Lua custa o mesmo que em Ohio". A abertura seria criada pelo Studio AKA e feita a mão, sem recursos de computação gráfica.
Olhos de Wakanda teria apenas quatro episódios, todos estreando no Disney+ simultaneamente, em 1 de agosto de 2025. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, em 9 de junho. A série seria a mais assistida do Disney+ em sua semana de estreia, mas não conseguiria terminar o ano dentre o Top 10 do serviço. A crítica ficaria encantada, elogiando a concisão dos roteiros, a beleza dos episódios e chamando a atenção para os temas de lealdade, amizade, ética e moralidade presentes nas histórias. Infelizmente, ainda não há notícias sobre se a série foi um projeto isolado ou se terá uma segunda temporada - nem sobre as demais séries que seriam produzidas pela Proximity Media, com a validade de cinco anos do contrato original já tendo se esgotado.
Marvel Zombies
2025
Apesar de seu aspecto, digamos, incomum, Zumbis Marvel é uma das séries de maior sucesso da Marvel nos quadrinhos. Ela começou despretensiosamente, como parte de uma saga do Quarteto Fantástico do Universo Ultimate, chamada O Outro Lado do Espelho, publicada nas edições de 21 a 23 de Ultimate Fantastic Four, entre setembro e novembro de 2005, na qual Reed Richards é contactado por uma versão mais velha de si mesmo, pedindo ajuda para salvar o futuro; ao passar pelo portal que levaria ao futuro, Reed descobre que foi enganado, e que o chamado partiu de uma versão alternativa sua de uma realidade paralela na qual o Apocalipse Zumbi aconteceu, transformando quase todos os heróis e vilões Marvel em zumbis.
Anunciada como sendo um crossover entre o Universo Ultimate e o Universo Marvel "principal", no que depois se revelou uma jogada de marketing, O Outro Lado do Espelho (que, em inglês, se chamava, simplesmente, Crossover) serviria como introdução ao lançamento da série limitada Marvel Zombies, com cinco edições lançadas entre dezembro de 2005 e abril de 2006, na qual Magneto tenta reunir um grupo de super-heróis sobreviventes para enfrentar os zumbis e tentar encontrar um refúgio. Para a surpresa de absolutamente todo mundo na Marvel, que previa vendas medianas, a série seria um gigantesco sucesso, com a primeira edição se esgotando em poucos dias e se tornando extremamente rara.
Esse sucesso faria com que o "Universo Zumbi" fosse revisitado várias vezes a partir de então, seja como parte de histórias nas revistas regulares dos heróis Marvel, seja na forma de outras minisséries e one shots, como Marvel Zombies 2, com quatro edições lançadas entre dezembro de 2007 e abril de 2008, Marvel Zombies: Resurrection, com quatro edições lançadas entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, e Marvel Zombies: Dead Days, de maio de 2008, que explica como ocorreu o Apocalipse Zumbi. Ao todo, já foram lançadas mais de 100 edições com a presença dos Zumbis Marvel, incluindo um crossover com o filme Uma Noite Alucinante, Marvel Zombies vs. The Army of Darkness, com cinco edições puiblicadas entre maio e setembro de 2007, no qual Ash Williams vai parar no Universo Zumbi.
Sendo uma série de tanto sucesso, é claro que os Marvel Studios gostariam de ganhar um pouco de dinheiro com ela, com Kevin Feige discutindo a possibilidade de um filme dos Zumbis Marvel já em 2013, mas desistindo após os executivos acharem que a história não poderia ser fielmente adaptada por não ser apropriada ao público-alvo das produções Marvel de então. Quando começou a produção da série animada de What If...?, porém, uma das ideias apresentadas pelo roteirista Matthew Chauncey foi justamente a de visitar o Universo Zumbi, mas usando personagens e características dos filmes lançados nas três primeiras Fases do MCU. Essa ideia acabaria se transformando em um roteiro do próprio Chauncey, que, por sua vez, daria origem ao quinto episódio, E se... zumbis?!.
Em junho de 2021, antes mesmo da estreia de What If...?, em agosto, os Marvel Studios anunciariam que mais três séries animadas estavam em pré-produção, todas elas sendo spin-offs de What If...?, ou seja, ambientadas em universos alternativos, e não na agora chamada Linha do Tempo Sagrada do MCU. No mês seguinte, seria anunciado que essas séries ainda estavam em estágio muito preliminar, e que nenhuma delas estrearia antes de 2023. Em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, seria oficialmente anunciado que uma dessas séries seria Marvel Zombies (que, em português, por alguma razão, viraria Marvel Zumbis, e não Zumbis Marvel); das outras duas não se falaria mais nada, e o mais provável é que tenham sido canceladas.
Na mesma ocasião, seria anunciado que Bryan Andrews, diretor da primeira temporada e de quase todos os da segunda e terceira de What If...?, também seria o diretor de todos os episódios de Marvel Zumbis, além de seu showrunner. Andrews diria que, após assistirem ao episódio, Feige e o produtor Brad Winderbaum gostaram tanto que convocaram uma reunião para transformar sua história em um longa-metragem animado, durante a qual se chegaria à conclusão de que o melhor seria uma minissérie, pois assim eles conseguiriam contar com o Homem-Aranha - que, segundo os termos do contrato entre Marvel e Sony, não pode aparecer em longa-metragens de animação produzidos pelos Marvel Studios. Marvel Zumbis seria uma das sensações da Comic-Con de 2022, na qual Feige confirmaria que a série faria parte do "Multiverso Animado Marvel", e que teria classificação TV-MA (inadequada para menores de 18 anos), para que pudesse contar "com toda a carnificina que se espera de uma série sobre zumbis".
A produção da série acabaria sofrendo muitos atrasos, o maior deles em 2023, quando ocorreram a greve dos roteiristas e uma reunião de emergência entre os executivos da Disney e da Marvel para tratar do baixo desempenho das produções da Fase 4, que levou a uma reestruturação de vários projetos em andamento. Após essa reunião, Zeb Wells, que havia sido roteirista de um dos episódios de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, e, futuramente, seria um dos co-roteiristas de Deadpool & Wolverine, seria escolhido para ser o chefe da equipe de roteiristas de Marvel Zumbis. Wells discutiria detalhes da história com Andrews, e acabaria sendo o único roteirista - com todos os episódios sendo creditados a "Zeb Wells, a partir de uma história de Bryan Andrews e Zeb Wells". Antes do lançamento da série, a Disney decidiria creditar Andrews e Wells como co-showrunners e co-criadores da série, já que ambos haviam mesmo feito tudo juntos - exceto dirigir, função apenas de Andrews.
Andrews ficaria satisfeito com a classificação TV-MA, dizendo que, assim, eles não precisariam se conter, e Winderbaum definiria a série como "intensa", com nível de violência comparável à dos quadrinhos dos Zumbis Marvel, diferente de tudo o que já se havia visto em uma animação do MCU. Andrews declararia não estar criando uma história de zumbis, mas uma grande aventura, com momentos de humor, ação, violência, drama e emoção, usando temas de esperança e desespero. Em alguns diálogos os personagens xingam, algo extremamente incomum para uma produção Disney, o que levaria Andrews e Wells a ter que dar uma declaração de que isso só ocorre nos momentos apropriados, com eles sempre tentando não fazer dos personagens bocas-sujas de forma gratuita.
A série é ambientada cinco anos após os eventos de E se... zumbis?!, e mostra um grupo de heróis andarilhos sobrevivendo às investidas de uma horda de zumbis controlados por Wanda Maximoff, a Rainha dos Mortos; acidentalmente, eles descobrem uma forma de evitar que a infecção zumbi se alastre ainda mais, mas Wanda tem planos de usar um poder inimaginável, protegido pelo Hulk, para transformar todos os habitantes do planeta em zumbis sob o seu comando, o que faz com que ela precise ser detida, ou de nada os esforços dos heróis adiantarão.
Assim como What If...?, Marvel Zumbis conta em seu elenco com atores que participaram dos filmes e séries do MCU repetindo seus papéis, e com dubladores profissionais substituindo aqueles que não puderam ou não quiseram participar. Dentre os atores que repetem seus papéis do MCU estão Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro; Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira; Kerry Condon como a inteligência artificial Sexta-Feira; Florence Pugh como Yelena Belova; David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho; Simu Liu como Shang-Chi; Awkwafina como Katy Chen; Randall Park como Jimmy Woo; Wyatt Russell como John Walker; Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga; Adam Hugill como Rintrah; Sheila Atim como Sara; Tessa Thompson como Valquíria; F. Murray Abraham como Khonshu (no terceiro episódio); Zenobia Shroff como Muneeba Khan; e Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff / Rainha dos Mortos. Os dubladores que repetem seus papéis de What If...? são Hudson Thames como Peter Parker / Homem-Aranha; Kenna Ramsey como Okoye; Kari Whalgren como Melina Vostokoff; Feodor Chin como Xu Wenwu; Rama Vallury como Helmut Zemo; e Piotr Michael como Khonshu (no quarto episódio). Dubladores novos incluem Todd Williams como Eric Brooks / Blade, e Greg Furman como Thor. Também participam Daniel Swain, Isaac Robinson-Smith, Debra Wilson, Alison Haislip, Dave Boat, Terri Douglas, Robin Atkin Downes, Matthew Yang King, Andrew Morgado, Ashley Peldon, Michael Ralph, Fred Tatasciore, Mike Vaughn e Matthew Wood como vozes adicionais. Personagens do MCU que fazem participações especiais, sem falas, alguns deles como zumbis, incluem T'Challa / Pantera Negra, Mercador da Morte, Ikaris, Rocky, Groot, Bruce Banner/ Hulk, Clint Barton / Gavião Arqueiro, Steve Rogers / Capitão América, Emil Blonsky / Abominável, Ava Starr / Fantasma, Carol Danvers / Capitã Marvel, Namor, Hank Pym, Janet van Dyne, Hope van Dyne / Vespa, Thanos e o Vigia.
Marvel Zumbis seria a primeira produção Marvel a contar com a presença do Pantera Negra após o falecimento do ator Chadwick Boseman. Em respeito ao fato de a Marvel ter decidido aposentar o personagem nos cinemas ao invés de substituir Boseman, na série o Pantera Negra não fala, para que não precisasse ser escalado um dublador; Andrews declararia que, caso Boseman não tivesse falecido, ele e Wells teriam usado o personagem em mais cenas e dado a ele maior importância. A série também conta com uma versão de Blade apelidada "Blade Knight", já que é um amálgama do personagem com o Cavaleiro da Lua. A inclusão de Blade seria sugerida por Feige, já que Marvel Zumbis estava sendo produzida ao mesmo tempo em que o novo filme do herói; após o adiamento do filme por tempo indeterminado, Andrews e Wells decidiram mudar o personagem, fazendo com que, nesse universo, ele tenha sido escolhido para ser o Punho de Khonshu ao invés de Marc Spector.
O estilo de animação seria o mesmo de What If...?, utilizando cel-shading e com os personagens lembrando os atores que os interpretaram no MCU; no caso de Blade, seria usado como modelo Mahershala Ali, que ainda tem contrato para interpretá-lo em um filme. Todos os episódios ficariam a cargo do Stellar Creative Lab, um dos estúdios que trabalharam em What If...?, supervisionados pela Marvel Studios Animation, com Paul Lasaine servindo como supervisor de animação. Como uma piada interna, todos os animadores da série emprestariam suas feições a zumbis.
Marvel Zumbis teria apenas quatro episódios, todos eles estreando no Disney+ em 24 de setembro de 2025, com essa data sendo anunciada de surpresa pela Disney pouco mais de um mês antes; originalmente, a ideia era que a série estreasse em outubro de 2024 como um especial de Halloween, mas, como a produção estava ligeiramente atrasada, a Marvel Studios Animation decidiria não colocá-la para competir com Agatha Desde Sempre, que ainda estaria no ar, e, em outubro de 2024, anunciaria que Marvel Zumbis estrearia em outubro de 2025, aproveitando para dar um polimento aqui e ali em alguns episódios - o que expandiria a participação de Khonshu e faria com que Michael tivesse de gravar suas novas falas, já que Abraham não estava disponível na época. A audiência superaria todas as expectativas da Disney, com Marvel Zumbis sendo a série mais assistida do Disney+ em mais de 30 países em sua semana de lançamento, e a terceira mais assistida dos Estados Unidos considerando todos os streamings. A crítica ficaria dividida, considerando a série divertida, mas sem originalidade.
Pouco antes da estreia da série, Winderbaum comentaria que, originalmente, existia a possibilidade de que fosse lançada uma segunda temporada, dependendo da reação do público à primeira, mas que, como Marvel Zumbis "foi pega no meio da reestruturação do MCU", que ocorreu no final de 2023, esses planos foram cancelados, com Wells sendo orientado a escrever um final, para que a série fosse fechada, com apenas uma temporada. Ainda assim, como Wells escreveu um final "mais ou menos aberto", e a audiência foi maior que a esperada pela Marvel, Andrews mantém a esperança de que uma segunda temporada seja autorizada, e diz já estar conversando com Wells sobre quais personagens poderiam usar, sendo seu preferido o Soldado Invernal.
Série Universo Cinematográfico Marvel |
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