Hoje eu vou falar de uma das melhores séries que eu assisti nos últimos anos, uma da qual eu gostei tanto que quase escrevi sobre ela já depois da primeira temporada, porque ela teve uma ideia que eu achei genial - e que infelizmente foi abandonada logo depois dessa primeira temporada, inclusive fazendo com que ela fosse cancelada após a segunda. Sem mais delongas, hoje é dia de Citadel no átomo!
Citadel é uma série moderna de espiionagem, ambientada em um futuro próximo jamais especificado. A tal Citadel do título é uma organização internacional fundada anos antes por espiões oriundos de agências como a CIA, o MI-5 e a KGB, que acreditavam que nenhum país deveria ser responsável sozinho pela segurança do planeta. Como toda agência de espionagem que se preze, logo ela encontraria uma arqui-inimiga, a Mantícora, organização fundada por bilionários de vários países, que manipulam governos e informações para se tornarem cada vez mais ricos. A principal função da Citadel, então, seria frustrar os planos da Mantícora, que, graças à influência de seus membros, passavam despercebidos da maioria da população do planeta.
Quando a série começa, dois agentes de campo da Citadel, Mason Kane (Richard Madden) e Nadia Sinh (Priyanka Chopra Jonas), estão em uma missão supostamente para deter um plano da Mantícora, quando a própria Citadel é atacada e destruída, com praticamente todos os seus agentes sendo mortos. Antes que Mason e Nadia tenham o mesmo fim, o analista Bernard Orlick (Stanley Tucci), o famoso personagem que fica o tempo todo em um computador e sabe de tudo o que está acontecendo, inicia um protocolo que apaga totalmente as memórias de todos os agentes sobreviventes, dando a eles novas identidades. Assim, o inglês Mason se torna Kyle Conroy, empreiteiro que mora no interior dos Estados Unidos, enquanto a indiana Nadia passa a ser Charlote Vernon, chef de cozinha na Espanha.
Oito anos se passam, durante os quais Kyle se casa com Abby (Ashleigh Cummings), a quem conhece em um grupo de ajuda para portadores de amnésia, tendo com ela uma filhinha, Hendrix (Caoilinn Springall). Quando Bernard descobre novas informações sobre o ataque à Citadel, incluindo que ele só foi possível graças a um agente inimigo infiltrado, e que provavelmente quem estava por trás de tudo era a embaixadora do Reino Unido na ONU, Dahlia Archer (Lesley Manville), que pertence à Mantícora e está a ponto de pôr as mãos na lista de todos os agentes sobreviventes da Citadel, ele decide ir atrás de Kyle, levar sua família para um local secreto e aplicar nele um soro que restaurará sua memória. Mas o plano infelizmente dá errado, e caberá a Kyle, sem memórias de quando era um espião, encontrar Charlote, restaurar as memórias dela e deter a Mantícora antes que seja tarde demais.
Outros personagens de importância da primeira temporada são os agentes da Citadel Carter Spence (Osy Ikhile) e Grace (Nikki Amuka-Bird), os irmãos gêmeos e agentes da Mantícora Anders e Davik Silje (ambos interpretados por Roland Møller), a ex-mulher de Bernard, Joe (Moira Kelly), e o pai de Nadia, Rahi Gambhir (Paul Bazely).
Quem teve a ideia da série, em 2018, foi Jennifer Salke, presidente dos Amazon Studios (atualmente Amazon MGM Studios), que concebeu uma "série de espionagem global", com temporadas ambientadas em diversos países diferentes. Ela procuraria os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores de Capitão América: O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil, e conseguiria um contrato entre a Amazon e a produtora dos irmãos, a AGBO. Primeiro por estarem envolvidos com a direção de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, depois por causa da pandemia, os Irmãos Russo foram adiando o projeto, até que, no início de 2021, contrataram o grupo de roteiristas Midnight Radio, formado por Josh Appelbaum, André Nemec e Bryan Oh, para escrever os roteiros da série.
O Midnight Radio escreveria sete episódios, e as filmagens começariam já em 2021. Durante as filmagens, Appelbaum e Nemec deixariam o projeto, alegando "diferenças criativas com os Irmãos Russo" - segundo boatos, porque a ideia de começar a série com a Citadel sendo destruída foi ideia dos Russo, enquanto eles queriam fazer uma série mais ao estilo tradicional, com a Citadel operando a todo vapor e tendo de impedir um plano da Mantícora. Quando as primeiras filmagens foram mostradas a Salke, ela não ficaria satisfeita, alegando que a série estava muito diferente do que ela havia imaginado; envolvidos com as filmagens de Agente Oculto, os Irmãos Russo não poderiam intervir diretamente, mas contratariam uma nova equipe de roteiristas, liderada por David Weil, para reescrever os roteiros do Midnight Radio. Isso enfureceria o diretor Brian Kirk, que havia dirigido cinco dos sete episódios e pediria demissão, sendo substituído por Newton Thomas Sigel.
Weil e Sigel reduziriam o número de episódios para seis, e refilmariam praticamente a série inteira ao longo de 2022, para que tudo ficasse de acordo com as ideias dos Irmãos Russo e ao agrado de Salke - que, por uma questão de justiça, reuniu diversas plateias de teste e mostrou a elas ambas as versões, a de Appelbaum e Kirk e a de Weil e Sigel, com a segunda tendo mais aceitação. No fim, os créditos de direção foram fáceis - Sigel dirigiria os dois primeiros e os dois últimos episódios, com os dois do meio sendo co-dirigidos por ele e Jessica Yu - mas os dos roteiros seriam extremamente complicados: o primeiro episódio tem roteiro de Weil a partir de uma história de Appelbaum & Oh e Weil; o segundo tem roteiro de Weil e Oh; o terceiro, de Weil e Melissa Glenn; o quarto tem roteiro de Appelbaum & Oh e Weil a partir de uma história de Appelbaum & Oh; o quinto tem roteiro de Weil e Oh a partir de uma história de Weil e Oh & Angela Russo-Otstot; e o último tem roteiro de Appelbaum & Oh - vale explicar que, nos créditos de roteiro, um "&" significa que os dois escreveram juntos, enquanto um "e" significa que um escreveu e outro acrescentou, o que leva a créditos do tipo "Appelbaum & Oh e Weil".
Com filmagens realizadas em Londres; em Valência, na Espanha; no Oregon, Estados Unidos; no México; nos Alpes Italianos e até na Índia, e muitos efeitos especiais, fornecidos pelas empresas DNEG, Digital Domain, Territory Studios, Milk Visual Studios, Distillery VFX, Host VFX, Luma Pictures, Outpost VFX, RISE e Zoic Studios, Citadel consumiria nada menos que 50 milhões de dólares por episódio, e entraria para a história como a segunda série de televisão mais cara de todos os tempos, superando Stranger Things e ficando atrás apenas de O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder, também da Amazon - curiosamente, 19 das 20 séries mais caras de todos os tempos tiveram temporadas produzidas após a pandemia, com apenas The Pacific, a penúltima da lista, sendo anterior, de 2010. Segundo consta, grande parte de seu orçamento seria torrado pelas refilmagens feitas por Weil e Sigel, com a série podendo custar muito menos caso a versão original fosse finalizada.
A primeira temporada de Citadel estrearia no Amazon Prime Video em 2023, com dois episódios sendo disponibilizados em 28 de abril e então um por semana até 26 de maio - os dois primeiros episódios teriam uma exibição especial surpresa no Festival Internacional de Cinema de Sands, em St. Andrew, Escócia. A crítica ficaria dividida, elogiando os efeitos especiais e as atuações de Chopra e Tucci, mas achando que a série parecia mal desenvolvida, como se rodasse muito sem chegar a lugar nenhum. Ela estrearia em segundo lugar em audiência no Prime Video, atrás de Invincible, mas, ao longo da temporada, chegaria ao primeiro, se mantendo lá por duas semanas após a estreia do último episódio. A Amazon renovaria para uma segunda temporada antes mesmo da estreia da primeira, com o último episódio terminando com um cliffhanger - um final aberto, a ser concluído no primeiro episódio da segunda temporada.
Mas o fato que tornaria Citadel famosa não teria a ver com sua primeira ou sua segunda temporadas, e sim com a ideia original de Salke: como a Amazon tem contratos praticamente no mundo inteiro, Citadel seria licenciada para que estúdios de outros países criassem seus próprios spin-offs ambientados no mesmo universo, protagonizados por agentes de sua própria nacionalidade - um estúdio brasileiro poderia fazer um spin-off de Citadel ambientado no Brasil com atores brasileiros, por exemplo. Nos termos desse licenciamento, inclusive, os estúdios não precisariam nem mesmo ambientar seus spin-offs no mesmo período de tempo que a Citadel original, podendo fazê-lo em um momento anterior, antes da queda da organização, ou no futuro; as únicas exigências eram que todos os spin-offs tivessem Citadel no nome, que nenhum dos eventos mostrados neles contradissessem o que foi visto na primeira temporada, e que decisões que pudessem impactar a segunda temporada tivessem de ser debatidas com Weil, que foi o showrunner da primeira.
O primeiro spin-off produzido nesses moldes seria italiano, e levaria o nome de Citadel: Diana. Criada por Alessandro Fabbri, que também seria seu showrunner, e produzida pela Cattleya, sediada em Roma e fundada em 1997 por um italiano, mas desde 2017 parte da britânica ITV, Diana é ambientada em um futuro ainda mais distante, no qual a Citadel já foi totalmente erradicada - ou assim se acredita - e a Mantícora ficou livre para dominar a Europa e comandar os rumos do planeta.
A protagonista é uma agente da Mantícora, Diana Cavalieri (Matilda de Angelis), que trabalha para o ramo italiano da organização, comandado pelo industrial Ettore Zani (Maurizio Lombardi). Devido a suas ideias visionárias, Zani está em conflito com com a Mantícora da França, comandada por Cécile Martin (Julia Piaton), e com a da Alemanha, comandada por Wolfgang Klein (Bernhard Schütz), que, secretamente, querem destituí-lo. Mas Ettore tem um trunfo, uma poderosa arma que está desenvolvendo com a ajuda de seu filho, Edoardo (Lorenzo Cervasio), com a qual planeja tornar a Mantícora da Itália a mais poderosa do planeta. Ao descobrir sobre essa arma, Diana decide roubá-la e se torna uma agente renegada, conseguindo em Edoardo um aliado improvável. Outros personagens de destaque são a esposa norte-americana de Ettore e mãe de Edoardo, Julia Ward (Thekla Reuten); a irmã de Diana, Sara (Giordana Faggiano); o braço-direito de Ettore, Matteo Spadaro (Daniele Paoloni); o agente da Mantícora parceiro de Diana, Luca Pavan (Marouane Zotti); e o misterioso Gabriele (Filippo Nigro), que tem um passado em comum com Diana.
Filmada na Itália, em Roma e Milão, e na Suíça, em Lugano, Mendrisio e no Massiccio del San Gottardo, com efeitos especiais produzidos pela DNEG e pela Raynault VFX, Diana teria seis episódios, que estreariam no Amazon Prime Video todos no mesmo dia, 10 de outubro de 2004. Fabbri escreveria os dois primeiros e o último, com os outros três tendo roteiro, respectivamente, de Gianluca Bernardini e Giordana Mari, Ilaria Bernardini e Laura Colella, e Ilaria Bernardini. Todos os seis episódios seriam dirigidos por Arnaldo Catinari. A crítica mais uma vez ficaria dividida, elogiando os roteiros mas achando sua tecnologia futurista exagerada. A audiência não seria divulgada.
O segundo spin-off seria Citadel: Honey Bunny, e seria produzido na Índia. Criada por Raj Nidimoru e Krishna Dasarakothapalli, conhecidos no cinema indiano como Raj & DK, responsáveis pela famosa série de espionagem The Family Man, Honey Bunny teria como showrunner e chefe da equipe de roteiristas Sita Menon, um dos nomes mais requisitados da televisão indiana atual, e seria produzida pela d2r Films, em parceria com PKM, Picrow, Midnight Radio e AGBO.
Honey Bunny é ambientada em duas linhas do tempo diferentes que se alternam, uma no início dos anos 1990, outra no início dos anos 2000, e versa sobre o passado da agente Nadia Sinh, com os protagonistas sendo seus pais, Rahi Gambhir, apelido Bunny (Varun Dhawan), e Hanimandakini Raj, apelido Honey (Samantha Ruth Prabhu, que, em produções indianas, é creditada apenas como Samantha). No início dos anos 1990, Bunny trabalha como dublê em Bollywood enquanto realiza missões de espionagem, e Honey é uma atriz iniciante fazendo vários testes; os dois se conhecem durante um desses testes, e, acreditando que ela tem o perfil ideal, Bunny decide contratar Honey para uma missão - não como espiã, mas como atriz. Como era de se esperar, tudo dá errado, e, para preservar sua própria vida, ela pede para que ele a treine para que ela se torne também uma espiã - além disso, os dois se apaixonam e se tornam um casal.
O grupo para o qual Bunny trabalha não é a Citadel nem a Mantícora, e sim uma célula independente comandada por Guru (Kay Kay Menon), que usa os codinomes Baba ("papai"), e Vishwa; também fazem parte do grupo Chacko (Shivankit Singh Parihar) e Ludo (Soham Majumdar), que Bunny considera seus irmãos. A missão envolvendo Honey dá errado por causa do envolvimento de outro grupo, comandado por Zooni Shatsang (Simran), codinome Eagle, que, no passado, foi aliada de Guru, mas agora o vê como um rival. Após a missão falhar, Guru descobre que o grupo de Zooni tentará roubar uma tecnologia chamada Armada, que o Dr. Raghu Rao (Thalaivasal Vijay) apresentará em uma conferência em Belgrado, e cuja posse poderá influenciar os rumos da humanidade. Ele envia Bunny e Honey para impedi-los, mas tudo dá errado de novo, e Honey, grávida, decide forjar sua própria morte e deixar a vida de espiã para sempre.
Mas, se tem alguma coisa que os filmes de espionagem nos ensinam, é que isso é impossível; assim, nos anos 2000, Honey se encontra criando sozinha sua filha Nadia (Kashvi Majmundar), constantemente olhando por cima do ombro para ver se seu passado a alcançará. O que acaba acontecendo quando Guru, descobrindo que Honey está viva e acreditando que ela está de posse da Armada, envia o agente KD Kedar (Saqib Saleem) para matá-la e recuperar a tecnologia. Bunny, evidentemente, não pode deixar isso acontecer, e corre para entrar novamente na vida de Honey e evitar que o pior aconteça.
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Citadel é uma série moderna de espiionagem, ambientada em um futuro próximo jamais especificado. A tal Citadel do título é uma organização internacional fundada anos antes por espiões oriundos de agências como a CIA, o MI-5 e a KGB, que acreditavam que nenhum país deveria ser responsável sozinho pela segurança do planeta. Como toda agência de espionagem que se preze, logo ela encontraria uma arqui-inimiga, a Mantícora, organização fundada por bilionários de vários países, que manipulam governos e informações para se tornarem cada vez mais ricos. A principal função da Citadel, então, seria frustrar os planos da Mantícora, que, graças à influência de seus membros, passavam despercebidos da maioria da população do planeta.
Quando a série começa, dois agentes de campo da Citadel, Mason Kane (Richard Madden) e Nadia Sinh (Priyanka Chopra Jonas), estão em uma missão supostamente para deter um plano da Mantícora, quando a própria Citadel é atacada e destruída, com praticamente todos os seus agentes sendo mortos. Antes que Mason e Nadia tenham o mesmo fim, o analista Bernard Orlick (Stanley Tucci), o famoso personagem que fica o tempo todo em um computador e sabe de tudo o que está acontecendo, inicia um protocolo que apaga totalmente as memórias de todos os agentes sobreviventes, dando a eles novas identidades. Assim, o inglês Mason se torna Kyle Conroy, empreiteiro que mora no interior dos Estados Unidos, enquanto a indiana Nadia passa a ser Charlote Vernon, chef de cozinha na Espanha.
Oito anos se passam, durante os quais Kyle se casa com Abby (Ashleigh Cummings), a quem conhece em um grupo de ajuda para portadores de amnésia, tendo com ela uma filhinha, Hendrix (Caoilinn Springall). Quando Bernard descobre novas informações sobre o ataque à Citadel, incluindo que ele só foi possível graças a um agente inimigo infiltrado, e que provavelmente quem estava por trás de tudo era a embaixadora do Reino Unido na ONU, Dahlia Archer (Lesley Manville), que pertence à Mantícora e está a ponto de pôr as mãos na lista de todos os agentes sobreviventes da Citadel, ele decide ir atrás de Kyle, levar sua família para um local secreto e aplicar nele um soro que restaurará sua memória. Mas o plano infelizmente dá errado, e caberá a Kyle, sem memórias de quando era um espião, encontrar Charlote, restaurar as memórias dela e deter a Mantícora antes que seja tarde demais.
Outros personagens de importância da primeira temporada são os agentes da Citadel Carter Spence (Osy Ikhile) e Grace (Nikki Amuka-Bird), os irmãos gêmeos e agentes da Mantícora Anders e Davik Silje (ambos interpretados por Roland Møller), a ex-mulher de Bernard, Joe (Moira Kelly), e o pai de Nadia, Rahi Gambhir (Paul Bazely).
Quem teve a ideia da série, em 2018, foi Jennifer Salke, presidente dos Amazon Studios (atualmente Amazon MGM Studios), que concebeu uma "série de espionagem global", com temporadas ambientadas em diversos países diferentes. Ela procuraria os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores de Capitão América: O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil, e conseguiria um contrato entre a Amazon e a produtora dos irmãos, a AGBO. Primeiro por estarem envolvidos com a direção de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, depois por causa da pandemia, os Irmãos Russo foram adiando o projeto, até que, no início de 2021, contrataram o grupo de roteiristas Midnight Radio, formado por Josh Appelbaum, André Nemec e Bryan Oh, para escrever os roteiros da série.
O Midnight Radio escreveria sete episódios, e as filmagens começariam já em 2021. Durante as filmagens, Appelbaum e Nemec deixariam o projeto, alegando "diferenças criativas com os Irmãos Russo" - segundo boatos, porque a ideia de começar a série com a Citadel sendo destruída foi ideia dos Russo, enquanto eles queriam fazer uma série mais ao estilo tradicional, com a Citadel operando a todo vapor e tendo de impedir um plano da Mantícora. Quando as primeiras filmagens foram mostradas a Salke, ela não ficaria satisfeita, alegando que a série estava muito diferente do que ela havia imaginado; envolvidos com as filmagens de Agente Oculto, os Irmãos Russo não poderiam intervir diretamente, mas contratariam uma nova equipe de roteiristas, liderada por David Weil, para reescrever os roteiros do Midnight Radio. Isso enfureceria o diretor Brian Kirk, que havia dirigido cinco dos sete episódios e pediria demissão, sendo substituído por Newton Thomas Sigel.
Weil e Sigel reduziriam o número de episódios para seis, e refilmariam praticamente a série inteira ao longo de 2022, para que tudo ficasse de acordo com as ideias dos Irmãos Russo e ao agrado de Salke - que, por uma questão de justiça, reuniu diversas plateias de teste e mostrou a elas ambas as versões, a de Appelbaum e Kirk e a de Weil e Sigel, com a segunda tendo mais aceitação. No fim, os créditos de direção foram fáceis - Sigel dirigiria os dois primeiros e os dois últimos episódios, com os dois do meio sendo co-dirigidos por ele e Jessica Yu - mas os dos roteiros seriam extremamente complicados: o primeiro episódio tem roteiro de Weil a partir de uma história de Appelbaum & Oh e Weil; o segundo tem roteiro de Weil e Oh; o terceiro, de Weil e Melissa Glenn; o quarto tem roteiro de Appelbaum & Oh e Weil a partir de uma história de Appelbaum & Oh; o quinto tem roteiro de Weil e Oh a partir de uma história de Weil e Oh & Angela Russo-Otstot; e o último tem roteiro de Appelbaum & Oh - vale explicar que, nos créditos de roteiro, um "&" significa que os dois escreveram juntos, enquanto um "e" significa que um escreveu e outro acrescentou, o que leva a créditos do tipo "Appelbaum & Oh e Weil".
Com filmagens realizadas em Londres; em Valência, na Espanha; no Oregon, Estados Unidos; no México; nos Alpes Italianos e até na Índia, e muitos efeitos especiais, fornecidos pelas empresas DNEG, Digital Domain, Territory Studios, Milk Visual Studios, Distillery VFX, Host VFX, Luma Pictures, Outpost VFX, RISE e Zoic Studios, Citadel consumiria nada menos que 50 milhões de dólares por episódio, e entraria para a história como a segunda série de televisão mais cara de todos os tempos, superando Stranger Things e ficando atrás apenas de O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder, também da Amazon - curiosamente, 19 das 20 séries mais caras de todos os tempos tiveram temporadas produzidas após a pandemia, com apenas The Pacific, a penúltima da lista, sendo anterior, de 2010. Segundo consta, grande parte de seu orçamento seria torrado pelas refilmagens feitas por Weil e Sigel, com a série podendo custar muito menos caso a versão original fosse finalizada.
A primeira temporada de Citadel estrearia no Amazon Prime Video em 2023, com dois episódios sendo disponibilizados em 28 de abril e então um por semana até 26 de maio - os dois primeiros episódios teriam uma exibição especial surpresa no Festival Internacional de Cinema de Sands, em St. Andrew, Escócia. A crítica ficaria dividida, elogiando os efeitos especiais e as atuações de Chopra e Tucci, mas achando que a série parecia mal desenvolvida, como se rodasse muito sem chegar a lugar nenhum. Ela estrearia em segundo lugar em audiência no Prime Video, atrás de Invincible, mas, ao longo da temporada, chegaria ao primeiro, se mantendo lá por duas semanas após a estreia do último episódio. A Amazon renovaria para uma segunda temporada antes mesmo da estreia da primeira, com o último episódio terminando com um cliffhanger - um final aberto, a ser concluído no primeiro episódio da segunda temporada.
Mas o fato que tornaria Citadel famosa não teria a ver com sua primeira ou sua segunda temporadas, e sim com a ideia original de Salke: como a Amazon tem contratos praticamente no mundo inteiro, Citadel seria licenciada para que estúdios de outros países criassem seus próprios spin-offs ambientados no mesmo universo, protagonizados por agentes de sua própria nacionalidade - um estúdio brasileiro poderia fazer um spin-off de Citadel ambientado no Brasil com atores brasileiros, por exemplo. Nos termos desse licenciamento, inclusive, os estúdios não precisariam nem mesmo ambientar seus spin-offs no mesmo período de tempo que a Citadel original, podendo fazê-lo em um momento anterior, antes da queda da organização, ou no futuro; as únicas exigências eram que todos os spin-offs tivessem Citadel no nome, que nenhum dos eventos mostrados neles contradissessem o que foi visto na primeira temporada, e que decisões que pudessem impactar a segunda temporada tivessem de ser debatidas com Weil, que foi o showrunner da primeira.
O primeiro spin-off produzido nesses moldes seria italiano, e levaria o nome de Citadel: Diana. Criada por Alessandro Fabbri, que também seria seu showrunner, e produzida pela Cattleya, sediada em Roma e fundada em 1997 por um italiano, mas desde 2017 parte da britânica ITV, Diana é ambientada em um futuro ainda mais distante, no qual a Citadel já foi totalmente erradicada - ou assim se acredita - e a Mantícora ficou livre para dominar a Europa e comandar os rumos do planeta.
A protagonista é uma agente da Mantícora, Diana Cavalieri (Matilda de Angelis), que trabalha para o ramo italiano da organização, comandado pelo industrial Ettore Zani (Maurizio Lombardi). Devido a suas ideias visionárias, Zani está em conflito com com a Mantícora da França, comandada por Cécile Martin (Julia Piaton), e com a da Alemanha, comandada por Wolfgang Klein (Bernhard Schütz), que, secretamente, querem destituí-lo. Mas Ettore tem um trunfo, uma poderosa arma que está desenvolvendo com a ajuda de seu filho, Edoardo (Lorenzo Cervasio), com a qual planeja tornar a Mantícora da Itália a mais poderosa do planeta. Ao descobrir sobre essa arma, Diana decide roubá-la e se torna uma agente renegada, conseguindo em Edoardo um aliado improvável. Outros personagens de destaque são a esposa norte-americana de Ettore e mãe de Edoardo, Julia Ward (Thekla Reuten); a irmã de Diana, Sara (Giordana Faggiano); o braço-direito de Ettore, Matteo Spadaro (Daniele Paoloni); o agente da Mantícora parceiro de Diana, Luca Pavan (Marouane Zotti); e o misterioso Gabriele (Filippo Nigro), que tem um passado em comum com Diana.
Filmada na Itália, em Roma e Milão, e na Suíça, em Lugano, Mendrisio e no Massiccio del San Gottardo, com efeitos especiais produzidos pela DNEG e pela Raynault VFX, Diana teria seis episódios, que estreariam no Amazon Prime Video todos no mesmo dia, 10 de outubro de 2004. Fabbri escreveria os dois primeiros e o último, com os outros três tendo roteiro, respectivamente, de Gianluca Bernardini e Giordana Mari, Ilaria Bernardini e Laura Colella, e Ilaria Bernardini. Todos os seis episódios seriam dirigidos por Arnaldo Catinari. A crítica mais uma vez ficaria dividida, elogiando os roteiros mas achando sua tecnologia futurista exagerada. A audiência não seria divulgada.
O segundo spin-off seria Citadel: Honey Bunny, e seria produzido na Índia. Criada por Raj Nidimoru e Krishna Dasarakothapalli, conhecidos no cinema indiano como Raj & DK, responsáveis pela famosa série de espionagem The Family Man, Honey Bunny teria como showrunner e chefe da equipe de roteiristas Sita Menon, um dos nomes mais requisitados da televisão indiana atual, e seria produzida pela d2r Films, em parceria com PKM, Picrow, Midnight Radio e AGBO.
Honey Bunny é ambientada em duas linhas do tempo diferentes que se alternam, uma no início dos anos 1990, outra no início dos anos 2000, e versa sobre o passado da agente Nadia Sinh, com os protagonistas sendo seus pais, Rahi Gambhir, apelido Bunny (Varun Dhawan), e Hanimandakini Raj, apelido Honey (Samantha Ruth Prabhu, que, em produções indianas, é creditada apenas como Samantha). No início dos anos 1990, Bunny trabalha como dublê em Bollywood enquanto realiza missões de espionagem, e Honey é uma atriz iniciante fazendo vários testes; os dois se conhecem durante um desses testes, e, acreditando que ela tem o perfil ideal, Bunny decide contratar Honey para uma missão - não como espiã, mas como atriz. Como era de se esperar, tudo dá errado, e, para preservar sua própria vida, ela pede para que ele a treine para que ela se torne também uma espiã - além disso, os dois se apaixonam e se tornam um casal.
O grupo para o qual Bunny trabalha não é a Citadel nem a Mantícora, e sim uma célula independente comandada por Guru (Kay Kay Menon), que usa os codinomes Baba ("papai"), e Vishwa; também fazem parte do grupo Chacko (Shivankit Singh Parihar) e Ludo (Soham Majumdar), que Bunny considera seus irmãos. A missão envolvendo Honey dá errado por causa do envolvimento de outro grupo, comandado por Zooni Shatsang (Simran), codinome Eagle, que, no passado, foi aliada de Guru, mas agora o vê como um rival. Após a missão falhar, Guru descobre que o grupo de Zooni tentará roubar uma tecnologia chamada Armada, que o Dr. Raghu Rao (Thalaivasal Vijay) apresentará em uma conferência em Belgrado, e cuja posse poderá influenciar os rumos da humanidade. Ele envia Bunny e Honey para impedi-los, mas tudo dá errado de novo, e Honey, grávida, decide forjar sua própria morte e deixar a vida de espiã para sempre.
Mas, se tem alguma coisa que os filmes de espionagem nos ensinam, é que isso é impossível; assim, nos anos 2000, Honey se encontra criando sozinha sua filha Nadia (Kashvi Majmundar), constantemente olhando por cima do ombro para ver se seu passado a alcançará. O que acaba acontecendo quando Guru, descobrindo que Honey está viva e acreditando que ela está de posse da Armada, envia o agente KD Kedar (Saqib Saleem) para matá-la e recuperar a tecnologia. Bunny, evidentemente, não pode deixar isso acontecer, e corre para entrar novamente na vida de Honey e evitar que o pior aconteça.
Outros personagens de destaque incluem o agente Shaan (Sikandar Kher), que trabalha para Zooni; dois amigos de Honey, o ator Bhuvan (Bhuvan Arora) e Vivek (Shashank Vyas), que é dono de uma padaria; o irmão de Honey, Patrapa Rudra Raj (Yash Puri); o pai dos dois, Raja Narasimharaja Pratap (Mukhtar Khan); e o agente Vinod (Vikrant Koul), da Citadel.
Honey Bunny também teria seis episódios, todos escritos por Raj & DK, Sita Menon e Sumit Arora, todos dirigidos por Raj & DK, e todos estreando no Amazon Prime Video no mesmo dia, 6 de novembro de 2024. As filmagens ocorreriam em Belgrado, Sérvia; em Budapeste, Hungria; e, claro, na Índia, nas cidades de Mumbai, Nainital, Visakhapatnam e Tirumala. Os efeitos especiais ficariam a cargo da DNEG. A crítica seria bastante positiva, elogiando o ritmo, as duas linhas temporais e as atuações de Samantha, Dhawan e Majmundar, mas considerando fracas as cenas de ação. A audiência, mais uma vez, não seria revelada.
Infelizmente, diferentemente do que Salke imaginava, apenas Fabbri e Raj & DK se interessariam por produzir spin-offs de Citadel - boatos diriam que já estavam em negociação spin-offs produzidos na Espanha, no México e no Japão, mas que o elevado custo final da primeira temporada de Citadel os teria feito desistir . Tanto Diana quanto Honey Bunny seriam produzidas simultaneamente a Citadel - Diana entre outubro de 2022 e maio de 2023, Honey Bunny entre janeiro e julho de 2023 - e ambas terminam com finais abertos, já que, inicialmente, estavam previstas segundas temporadas de todas elas.
Os executivos da Amazon, entretanto, não ficariam satisfeitos por ter de promover três séries interligadas ao invés de uma, e consideravam que os gastos não compensavam o retorno. Isso aliado a sucessivos atrasos na produção da segunda temporada da Citadel principal, prevista para estrear em 2025, mas que não estava ainda sequer em pré-produção, fariam com que a Amazon decidisse suspender o plano de Salke, cancelando todos os spin-offs de Citadel em abril de 2025. A Cattleya já havia começado a pré-produção da segunda temporada de Diana, e Fabbri consultaria se a ITV estaria disposta a assumi-la, mas descobriria que, por contrato, nenhum spin-off de Citadel poderia ser exibido fora do Amazon Prime Video.
Após concluir a produção de Agente Oculto, os Irmãos Russo decidiriam se dedicar integralmente à segunda temporada de Citadel, e, diante do cancelamento dos spin-offs, aproveitariam para fazer da segunda temporada também a última, com um final fechado - mas a história seguindo aberta o suficiente para não contradizer Diana e para permitir novos spin-offs caso a Amazon os deseje no futuro. Isso faria com que a segunda temporada tivesse sete episódios, um a mais do que o originalmente encomendado pela Amazon.
Weil seria mantido como showrunner, escrevendo sozinho o primeiro episódio e participando do roteiro de mais quatro - o segundo teria roteiro de David J. Rosen; o terceiro de Rosen e Gursimran Sandhu; o quarto de Weill, Rosen e Tori Sampson; o quinto de Weil e Kennedy Edmonds; e os dois últimos de Weil e Rosen. Weil também dirigiria o quinto episódio, com Greg Yaitanes dirigindo os dois últimos; a intenção era que os Irmãos Russo dirigissem todos os sete episódios, mas, após eles se comprometerem com The Electric State, da Netflix, ficaria acertado que somente Joe Russo dirigiria a segunda temporada de Citadel, e, mesmo assim, ele teve de deixar o cargo após dirigir os quatro primeiros episódios, para poder se dedicar à pré-produção de Vingadores: Doutor Destino.
O vilão da segunda temporada é o milionário brasileiro Paolo Braga (Gabriel Leone), que faz parte da Mantícora e está desenvolvendo um chip que, implantado no crânio de uma pessoa, a transforma em um fantoche sob o controle da organização, o qual ele deseja usar para realizar um atentado que colocaria a Mantícora de vez no controle do destino do planeta. Para detê-lo, Bernard monta uma equipe que conta com o agente da CIA James Hutch (Jack Reynor), a espiã francesa Celine Rohr (Lina El Arabi) e o trambiqueiro Frank Sharpe (Matt Berry), tentando recrutar também Kyle e Nadia, que estão envolvidos com seus próprios problemas: após se tornar um alvo perseguido pela Mantícora, Kyle decide se isolar com Abby no interior da Escandinávia, e, após descobrir que a queda da Citadel foi causada por um traidor, Nadia decidiu deixar a organização para criar sua filha, Asha (Serafina Tarafdar), que praticamente não conhece, já que passou os oito últimos anos sem memória.
Outros persoagens de destaque da segunda temporada são a assassina Aparna (Rayna Vallandingham), contratada por Braga; a secretária e braço-direito de Braga, Joanna Malvern (Merle Dandridge); o filho de Braga, Edgar (Felipe Araújo); e os agentes da CIA Charles Bantam (Rahul Kohli) e Benjamin Cash (Michael Trucco). Nila Aalia faz uma participação especial como Honey.
Apesar de ser ambientada em vários locais do planeta, principalmente da Europa, a segunda temporada de Citadel seria filmada em apenas dois: em Londres e no Canadá, que dividiriam tanto as cenas de estúdio quanto as externas. As empresas de efeitos especiais seriam as mesmas da primeira temporada, mas Weil e Joe Russo concordariam em diminuir um pouco a quantidade de efeitos visuais, usando mais efeitos à moda antiga. Todos os sete episódios estreariam no Amazon Prime Video no mesmo dia, 6 de maio de 2026. A audiência seria bem mais baixa que a da primeira temporada, com a segunda entrando para o Top 5 do Prime em sua semana de estreia, mas não conseguindo se manter lá; a crítica também seria mais morna, elogiando as sequências de ação, as coreografias das lutas e Tucci, que roubava todas as cenas nas quais aparecia, mas considerando que, no geral, a segunda temporada seria facilmente esquecida.
Oficialmente, Citadel ainda não foi cancelada, mas já é certo que não há planos para uma terceira temporada que traga de volta Madden, Chopra e Tucci. Pela própria natureza do "Universo Citadel", contudo, não se pode descartar que a qualquer momento se anuncie uma nova temporada ou spin-off.
Honey Bunny também teria seis episódios, todos escritos por Raj & DK, Sita Menon e Sumit Arora, todos dirigidos por Raj & DK, e todos estreando no Amazon Prime Video no mesmo dia, 6 de novembro de 2024. As filmagens ocorreriam em Belgrado, Sérvia; em Budapeste, Hungria; e, claro, na Índia, nas cidades de Mumbai, Nainital, Visakhapatnam e Tirumala. Os efeitos especiais ficariam a cargo da DNEG. A crítica seria bastante positiva, elogiando o ritmo, as duas linhas temporais e as atuações de Samantha, Dhawan e Majmundar, mas considerando fracas as cenas de ação. A audiência, mais uma vez, não seria revelada.
Infelizmente, diferentemente do que Salke imaginava, apenas Fabbri e Raj & DK se interessariam por produzir spin-offs de Citadel - boatos diriam que já estavam em negociação spin-offs produzidos na Espanha, no México e no Japão, mas que o elevado custo final da primeira temporada de Citadel os teria feito desistir . Tanto Diana quanto Honey Bunny seriam produzidas simultaneamente a Citadel - Diana entre outubro de 2022 e maio de 2023, Honey Bunny entre janeiro e julho de 2023 - e ambas terminam com finais abertos, já que, inicialmente, estavam previstas segundas temporadas de todas elas.
Os executivos da Amazon, entretanto, não ficariam satisfeitos por ter de promover três séries interligadas ao invés de uma, e consideravam que os gastos não compensavam o retorno. Isso aliado a sucessivos atrasos na produção da segunda temporada da Citadel principal, prevista para estrear em 2025, mas que não estava ainda sequer em pré-produção, fariam com que a Amazon decidisse suspender o plano de Salke, cancelando todos os spin-offs de Citadel em abril de 2025. A Cattleya já havia começado a pré-produção da segunda temporada de Diana, e Fabbri consultaria se a ITV estaria disposta a assumi-la, mas descobriria que, por contrato, nenhum spin-off de Citadel poderia ser exibido fora do Amazon Prime Video.
Após concluir a produção de Agente Oculto, os Irmãos Russo decidiriam se dedicar integralmente à segunda temporada de Citadel, e, diante do cancelamento dos spin-offs, aproveitariam para fazer da segunda temporada também a última, com um final fechado - mas a história seguindo aberta o suficiente para não contradizer Diana e para permitir novos spin-offs caso a Amazon os deseje no futuro. Isso faria com que a segunda temporada tivesse sete episódios, um a mais do que o originalmente encomendado pela Amazon.
Weil seria mantido como showrunner, escrevendo sozinho o primeiro episódio e participando do roteiro de mais quatro - o segundo teria roteiro de David J. Rosen; o terceiro de Rosen e Gursimran Sandhu; o quarto de Weill, Rosen e Tori Sampson; o quinto de Weil e Kennedy Edmonds; e os dois últimos de Weil e Rosen. Weil também dirigiria o quinto episódio, com Greg Yaitanes dirigindo os dois últimos; a intenção era que os Irmãos Russo dirigissem todos os sete episódios, mas, após eles se comprometerem com The Electric State, da Netflix, ficaria acertado que somente Joe Russo dirigiria a segunda temporada de Citadel, e, mesmo assim, ele teve de deixar o cargo após dirigir os quatro primeiros episódios, para poder se dedicar à pré-produção de Vingadores: Doutor Destino.
O vilão da segunda temporada é o milionário brasileiro Paolo Braga (Gabriel Leone), que faz parte da Mantícora e está desenvolvendo um chip que, implantado no crânio de uma pessoa, a transforma em um fantoche sob o controle da organização, o qual ele deseja usar para realizar um atentado que colocaria a Mantícora de vez no controle do destino do planeta. Para detê-lo, Bernard monta uma equipe que conta com o agente da CIA James Hutch (Jack Reynor), a espiã francesa Celine Rohr (Lina El Arabi) e o trambiqueiro Frank Sharpe (Matt Berry), tentando recrutar também Kyle e Nadia, que estão envolvidos com seus próprios problemas: após se tornar um alvo perseguido pela Mantícora, Kyle decide se isolar com Abby no interior da Escandinávia, e, após descobrir que a queda da Citadel foi causada por um traidor, Nadia decidiu deixar a organização para criar sua filha, Asha (Serafina Tarafdar), que praticamente não conhece, já que passou os oito últimos anos sem memória.
Outros persoagens de destaque da segunda temporada são a assassina Aparna (Rayna Vallandingham), contratada por Braga; a secretária e braço-direito de Braga, Joanna Malvern (Merle Dandridge); o filho de Braga, Edgar (Felipe Araújo); e os agentes da CIA Charles Bantam (Rahul Kohli) e Benjamin Cash (Michael Trucco). Nila Aalia faz uma participação especial como Honey.
Apesar de ser ambientada em vários locais do planeta, principalmente da Europa, a segunda temporada de Citadel seria filmada em apenas dois: em Londres e no Canadá, que dividiriam tanto as cenas de estúdio quanto as externas. As empresas de efeitos especiais seriam as mesmas da primeira temporada, mas Weil e Joe Russo concordariam em diminuir um pouco a quantidade de efeitos visuais, usando mais efeitos à moda antiga. Todos os sete episódios estreariam no Amazon Prime Video no mesmo dia, 6 de maio de 2026. A audiência seria bem mais baixa que a da primeira temporada, com a segunda entrando para o Top 5 do Prime em sua semana de estreia, mas não conseguindo se manter lá; a crítica também seria mais morna, elogiando as sequências de ação, as coreografias das lutas e Tucci, que roubava todas as cenas nas quais aparecia, mas considerando que, no geral, a segunda temporada seria facilmente esquecida.
Oficialmente, Citadel ainda não foi cancelada, mas já é certo que não há planos para uma terceira temporada que traga de volta Madden, Chopra e Tucci. Pela própria natureza do "Universo Citadel", contudo, não se pode descartar que a qualquer momento se anuncie uma nova temporada ou spin-off.










