sábado, 20 de junho de 2026

Escrito por em 20.6.26 com 0 comentários

Universo Cinematográfico Marvel (XX)

E hoje teremos o quê? Mais MCU!

Capitão América: Admirável Mundo Novo
Captain America: Brave New World
2025

Em outubro de 2015, Kevin Feige confirmaria que Capitão América: Guerra Civil encerraria a trilogia de Steve Rogers como Capitão América no MCU, e que Chris Evans estaria negociando interpretar o personagem apenas nos filmes dos Vingadores, sem interesse em estrelar um quarto filme. Três anos depois, em outubro de 2018, a Marvel anunciaria estar desenvolvendo uma série estrelada por Anthony Mackie, que teria de lidar com o fato de ter sido escolhido por Rogers como seu sucessor após os eventos de Ultimato. Mais tarde revelada como sendo Falcão e o Soldado Invernal, essa série seria pensada para ter apenas uma temporada, embora sua diretora, Kari Skogland, tenha declarado que havia deixado pontas soltas suficientes para a Marvel fazer uma segunda temporada caso quisesse. Enquanto a série estava no ar, Feige diria que a série poderia até ter outra temporada, mas que o plano inicial era que ela fosse sucedida por um filme, como havia ocorrido com WandaVision.

Em abril de 2021, pouco após a estreia do último episódio de Falcão e o Soldado Invernal ir ao ar, o chefe de roteiristas da série, Malcolm Spellman, revelaria que ele e Dalan Musson já estavam escrevendo um roteiro para um novo filme, que seria estrelado por Mackie no papel do Capitão América, e que originalmente seria escrito por Rob Edwards, que havia abandonado o projeto por diferenças criativas. Mackie declararia ter sido pego de surpresa, pois não estava sabendo do projeto, mas que estava extremamente empolgado, e que seria "monumental" para ele, principalmente por ser um ator negro, protagonizar um filme do Capitão América. Ele só diria estar um pouco desapontado porque, durante as gravações da série, conversava frequentemente com seus colegas Sebastian Stan e Daniel Brühl sobre a possibilidade de uma segunda temporada, que o filme provavelmente mataria de vez.

A pré-produção começaria pra valer em julho de 2022, com a contratação de Julius Onah para a direção, recomendado a Feige pela atriz Octavia Spencer, estrela de seu filme Luce, de 2019. Onah faria uma longa reunião com Feige e Mackie na qual definiria pontos-chave do filme, fazendo questão de que ele fosse "um filme de Sam Wilson, não do Capitão América", mas que Wilson não mostraria nenhuma insegurança ou dúvida em assumir o papel do herói, estando "à vontade". A ideia da inclusão de Samuel Sterns - que não dava as caras no MCU desde O Incrível Hulk, de 2008 - e Thaddeus Ross viria de Feige, mas seria muito bem recebida por Onah, que diria ter sido esse um dos motivos que o levariam a aceitar o cargo, achando que um vilão que tem como maior trunfo o intelecto seria um oponente mais adequado para Wilson do que um puramente físico.

Onah também se diria interessado em explorar os relacionamentos entre Wilson e Ross e entre Wilson e Joaquin Torres, que havia estreado no MCU em Falcão e o Soldado Invernal, e, nos quadrinhos, é o segundo Falcão. Em reuniões com Spellman e Musson, eles decidiriam explorar também o relacionamento de Wilson com outro personagem introduzido na série, Isaiah Bradley, o "primeiro supersoldado negro"; o neto de Bradley, Eli, estava presente nas primeiras versões do roteiro, mas seria cortado por Onah achar que o filme tinha personagens demais. Onah declararia que a dinâmica entre Wilson, Ross e Sterns faria com que o filme se tornasse um thriller de espionagem, semelhante em tônica a Capitão América: O Soldado Invernal, e que seria um desafio alcançar essa tônica com a inclusão dos elementos fantásticos de O Incrível Hulk. O diretor também gostaria que o filme funcionasse por si só, e que os espectadores pudessem aproveitá-lo mesmo que não tivessem visto nenhum dos anteriores, com a melhor forma de fazer isso sendo revelando os eventos de O Incrível Hulk através de Wilson, que os estava descobrindo naquele momento.

Spellman e Musson diriam sempre ter pretendido incluir Stan no filme, e que era "impossível conseguir divorciar completamente o Falcão e o Soldado Invernal", mas que tentaram manter em segredo sua participação até o último instante possível. Eles também diriam que sempre pretenderam que o Soldado Invernal fizesse apenas uma participação curta, e que tiveram muita dificuldade para decidir em qual cena essa participação ficaria melhor, optando por uma na qual Barnes pudesse dar apoio emocional a Wilson. Outro elemento que os roteiristas haviam definido antes da contratação de Onah seria a participação da Sociedade da Serpente, vilões de longa data do Capitão América nos quadrinhos - e parte de uma piada feita por Feige, que "revelaria" que o terceiro filme do Capitão América se chamaria The Serpent Society, antes de admitir que isso só foi feito para não revelar cedo demais que se tratava de Guerra Civil. Os roteiristas admitiriam que, nos quadrinhos, os vilões eram meio cômicos, fantasiados de serpentes e com poderes bizarros, mas que decidiriam, no filme, transformá-los em um grupo terrorista que representasse uma ameaça real, chamado simplesmente Serpente.

Inicialmente, o título do filme seria revelado como Capitain America: New World Order ("Nova Ordem Mundial"), o que causaria muita controvérsia por seu uso na política, em teorias de conspiração e até mesmo em retórica antissemita; Spellman assumiria ser o criador do título, mas diria que o escolheria simplesmente por também ser o título do primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal, e que ele teria sido aprovado por Feige e Onah. O título só seria alterado em junho de 2023, já durante as filmagens, pegando emprestado o do livro de Aldous Huxley; a mudança seria elogiada, principalmente por trazer otimismo ao futuro dos heróis Marvel após a mudança de Capitão América, enquanto o título anterior era visto como uma indicação de pessimismo.

Outro ponto de grande controvérsia seria a inclusão da personagem Sabra, que nos quadrinhos é agente do Mossad, o serviço secreto israelense, o que levaria a temores de representação estereotipada de árabes e palestinos, e a personalidades de origem palestina, como o escritor Yousef Munayyer, declararem que sua inclusão representava uma "valoirização do Mossad" e que era "insensível e degradante" mostrar um agente secreto israelense como herói. Em resposta, os Marvel Studios diriam que a personagem havia sido "reimaginada para o MCU", o que levaria a protestos de israelenses, com o Comitê para o Judaísmo na América declarando que "apagar o passado israelense de Sabra é como dizer que o Capitão América é canadense". No fim, a personagem seria uma ex-Viúva Negra israelense que ocupa um ponto-chave no governo dos Estados Unidos e atende pelo nome de Ruth Bat-Seraph, sem que o nome Sabra seja sequer mencionado - e sem que ela seja mutante ou agente do Mossad como nos quadrinhos, nem tenha nenhuma ligação com o governo de Israel. Ainda assim houve polêmica, com grupos pró-palestina pedindo para que houvesse boicote ao filme devido aos ataques na Faixa de Gaza, e grupos pró-Israel manifestando repúdio por uma israelense jurar lealdade a um governo estrangeiro.

William Hurt havia assinado contrato para estar no filme, e sido informado por Feige de que, assim como nos quadrinhos, nesse filme Ross se transformaria no Hulk Vermelho, se mostrando empolgado com a possibilidade, principalmente devido a uma fala do produtor Nate Moore: "transformar um personagem que tem sua vida devotada a caçar o Hulk em um Hulk é mais do que fazer dele o antagonista, é fazer dele um personagem trágico". Após o falecimento de Hurt, em março de 2022, Feige e Spellman considerariam remover Ross do filme, acreditando que nenhum ator concordaria em assumir o papel; Harrison Ford, entretanto, que já havia conversado com Feige sobre a possibilidade de interpretar algum personagem no MCU, procuraria Feige durante a pré-produção e diria ter interesse em assumir o papel de Ross, para honrar o trabalho de Hurt e permitir que o arco do personagem se concluísse. No filme, Ross é eleito Presidente dos Estados Unidos, o que geraria comparações com a saga dos quadrinhos Secret Empire, de 1974, na qual o Capitão América descobre que o Presidente é um agente da HYDRA, e com outro filme de Ford, Perigo Real e Imediato, de 1994, que mostra uma conspiração semelhante. Para que o aparecimento do Hulk Vermelho causasse impacto, Onah controlaria o uso da cor vemelha no filme, pedindo para que ela fosse usada sempre o mínimo possível, e sempre para "representar o caos".

O uniforme de Capitão América usado por Wilson, criado em Wakanda, seria redesenhado a pedido de Mackie: a primeira versão do uniforme, usada em Falcão e o Soldado Invernal, era baseada no uniforme branco que Wilson usou durante seu período como Capitão América nos quadrinhos, e tinha um capuz que o ator definiu como "seu pior pesadelo", já que era extremamente quente, fazendo-o suar e embaçando seus óculos. A nova versão, criada por Ryan Meinerding, era mais leve, e era predominantemente azul escuro, com toques de vermelho e branco, mais parecido com os uniformes usados por Chris Evans quando ele interpretou o personagem.

Capitão América: Admirável Mundo Novo também traz finalmente um uso para Tiamut, o Celestial que emerge do centro da Terra parcialmente no final de Eternos: introduzir o adamantium no MCU, com o mineral, até então desconhecido, sendo encontrado na carcaça de Tiamut. Isso leva a uma disputa para ver qual país controlará a extração, com Ross liderando as negociações. Originalmente, o roteiro previa vários países lutando pelos direitos, com uma cena final envolvendo porta-aviões e jatos de mais de dez nações diferentes, mas Onah, achando que tudo estava muito confuso, pediria para que a batalha fosse apenas entre Estados Unidos e Japão, com, na versão final, apenas essas duas nações reivindicando os direitos de exploração. A batalha em torno do Celestial seria o "momento Marvel" do filme, com muita computação gráfica e ação frenética, o que foi autorizado por Onah após ele concluir que fazê-la no mesmo estilo do resto do filme não estava dando certo.

Falando nisso, o diretor de fotografia, Kramer Morgenthau, diria querer homenagear filmes de espionagem dos anos 1970, como O Dia do Chacal e Todos os Homens do Presidente, e, para tentar conseguir uma aparência de filme fotográfico usando câmeras digitais, usaria lentes anamórficas antigas adaptadas, e estabeleceria regras quanto ao movimento das câmeras, composição de cores e textura de ambientes. Onah queria que as cenas de ação fossem "pé no chão" e que Wilson fizesse coisas que ainda não haviam sido mostradas em suas aparições anteriores; embora as cenas nas quais o Capitão América luta tenham sido retocadas digitalmente, o diretor faria questão de que elas mostrassem que, ao contrário de Rogers, Wilson não tem nenhum superpoder, contando apenas com sua perícia atlética e com os elementos de seu traje. Durante as filmagens, Onah revelaria ter co-escrito o roteiro com Spellman e Musson.

As filmagens começariam em Atlanta, Geórgia, em março de 2023; pouco após o início das filmagens, começariam as greves dos roteiristas e atores de Hollywood. Os Marvel Studios declarariam que a produção não seria afetada, pois as filmagens já estavam adiantadas, e o tempo parado seria usado em pós-produção e para definir refilmagens. A cidade de Washington D.C. é um dos principais locais explorados no filme, segundo Onah, não somente porque Ross é presidente, mas porque foi lá que Wilson estreou no MCU, em O Soldado Invernal, e por ser próxima à residência de Bradley, em Baltimore; apesar disso, apenas uma semana de filmagens de cenários foi conduzida na cidade, com locais como a Casa Branca e Hains Point sendo recriados em Atlanta, usando uma combinação de elementos de estúdio, réplicas - a da Casa Branca fica dentro dos Tyler Studios, e é local frequente de filmagens - e retoques digitais. As cerejeiras onde ocorre a batalha do Capitão América contra o Hulk Vermelho existem de verdade e foram um presente do governo japonês ao norte-americano, sendo plantadas ao redor da cidade de Washington; a ideia de fazer lá a batalha seria de Onah, que diria ter vívidas lembranças das cerejeiras por ter crescido em Arlington, Virgínia, próximo à capital norte-americana. Para não usar as cerejeiras originais, a equipe de produção recriaria o local em Atlanta, misturando cerejeiras de verdade e árvores digitais.

O filme começa cinco meses após Ross ser eleito Presidente dos Estados Unidos, com Wilson já plenamente estabelecido como Capitão América, e Torres como seu parceiro. Um tratado para a exploração do adamantium é fundamental para o mandato de Ross, e ele pede ajuda a Wilson para reformular os Vingadores, que atuariam como uma força de segurança global. Antes que Wilson possa responder, entretanto, estranhos eventos causam caos em Washington, orquestrados por Sterns, que, desde os eventos de O Incrível Hulk, era prisioneiro de Ross, aparentemente ajudando-o, mas secretamente trabalhando em um plano para transformar Ross no Hulk Vermelho e sabotar o tratado de exploração do adamantium, provocando a Terceira Guerra Mundial. O elenco conta com Anthony Mackie como Sam Wilson / Capitão América; Harrison Ford como Thaddeus Ross / Hulk Vermelho; Danny Ramirez como Joaquin Torres / Falcão; Shira Haas como Ruth Bat-Seraph; Carl Lumbly como Isaiah Bradley; Xosha Roquemore como Leila Taylor, agente do Serviço Secreto com um passado em comum com Wilson; Giancarlo Esposito como Seth Voelker / Coral, líder da Serpente; Liv Tyler como Betty Ross; Tim Blake Nelson como Samuel Sterns; Sebastian Stan como Bucky Barnes; Jóhannes Haukur Jóhannesson como Mocassino; William Mark McCullough como Dennis Dunphy; e Takehiro Hira como o Primeiro-Ministro do Japão.

Em outubro de 2023, seria noticiado na imprensa que o filme teria sido muito mal recebido pelas plateias de teste, e que três de suas principais sequências seriam cortadas, com extensas refilmagens sendo programadas para ocorrer entre janeiro e maio ou junho de 2024. Em dezembro, Rob Edwards e Peter Glanz seriam contratados para escrever as cenas das refilmagens. Nelson diria que as refilmagens mudariam praticamente todas as suas cenas, mas Mackie diria que nenhum dos principais elementos do filme seria alterado, e que as refilmagens cuidariam apenas de questões como ritmo e tônica para alcançar "o filme de espionagem perfeito"; imagens e declarações posteriores da equipe mostrariam que a aparência de Sterns seria drasticamente modificada, sendo usada uma nova prótese e mais retoques digitais, sendo esse o motivo pelo qual Nelson teve de refazer suas cenas. Outro boato que se espalhou foi que, originalmente, Ross morria no final do filme; isso seria negado por Onah, que diria "não ser tão fácil matar um Hulk". A cena pós-créditos do filme também seria filmada durante as refilmagens, com Onah usando o fato de querer ver quais futuros projetos dos Marvel Studios ainda estavam confirmados após as greves para decidir se a cena teria ligação com algum deles.

Em maio de 2024, Esposito confirmaria ter participado das refilmagens, interpretando "um personagem que anteriormente não estava presente no filme, mas que estrearia nele para posteriormente ter destaque em uma série do Disney+". Originalmente, esse personagem seria o Rei Cobra, e Moore diria que Esposito estava muito empolgado por um ator negro interpretar um personagem com "Rei" no nome, mas mais tarde Onah revelaria se tratar do Coral, que foi o fundador da Sociedade da Serpente nos quadrinhos, então faria sentido que ele introduzisse a equipe no MCU. Esposito substituiria dois outros atores, Seth Rollins e Rosa Salazar, que haviam interpretado Mocassino e Cascavel e acabaram cortados do filme após as refilmagens; a trama no filme de ambos seria condensada na trama dada a Coral, com Mocassino sendo reimaginado para o guarda-costas interpretado por Jóhannesson - que, na verdade, se parece mais com o Urutu dos quadrinhos. Ainda segundo Onah, os Mocassino e Cascavel originais estavam muito parecidos com os dos quadrinhos e destoando do clima de espionagem do filme, com a oportunidade de contar com Esposito também sendo usada para corrigir esse detalhe.

Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Weta FX, Digital Domain, Luma Pictures, Barnstorm VFX, UPP, OPSIS, e Outpost VFX. Os retoques digitais na aparência de Stern ficariam a cargo da Luma, enquanto a Weta criaria o Hulk Vermelho, trabalhando sob supervisão de Meinerding; a intenção era fazer dele não "o Hulk, só que vermelho", mas uma versão mais ameaçadora do Hulk, com postura mais ereta e aparência mais atlética, mantendo ao máximo as feições de Ford. O próprio Ford forneceria a captura de movimentos, exceto na cena da luta contra o Capitão América, na qual Mackie lutaria contra um dublê cujo nome não foi registrado. Originalmente, a primeira transformação de Ross no Hulk Vermelho seria mais atemorizante, com ossos partindo e pele se rasgando, mas a versão preliminar não ficaria boa e a equipe optaria por uma transição mais suave; a Weta também criaria um processo no qual o Hulk Vermelho voltava a ser Ross, mas Onah acharia que isso quebraria "a tranquilidade da cena" e não o usaria. Tiamut e a batalha pelo adamantium ficariam a cargo da Digital Domain, que usaria o mesmo modelo digital de Eternos, mas em escala menor.

Capitão América: Admirável Mundo Novo seria o primeiro filme dos Marvel Studios sem o logotipo tradicional no início; a pedido de Onah, seria usada uma versão estática, em preto e branco e sem fanfarra, mais de acordo com o clima do filme. Sua estreia mundial seria em 14 de fevereiro de 2025, após uma pré-estreia no TCL Chinese Theatre, em Hollywood, dia 11. Seu orçamento seria de 180 milhões de dólares, considerado muito barato para um filme dessa magnitude, mas seu desempenho nas bilheterias seria considerado decepcionante: 200 milhões nos Estados Unidos e Canadá, 415 milhões considerando o mundo inteiro. Feige atribuiria o mau desempenho à ausência de Evans, mas alguns analistas o colocariam na conta de ser um filme com um protagonista negro com um parceiro latino. A crítica ficaria dividida, elogiando as performances de Mackie e Ford, mas criticando as cenas de ação e considerando o roteiro sem originalidade nem profundidade emocional. Muitos críticos acreditariam que Ross era uma alegoria para o presidente Donald Trump, o que foi negado por Onah, outros diriam que, para um filme político, estava faltando política.

Em janeiro de 2025, Mackie diria estar pronto para interpretar o Capitão América "por mais dez anos"; até o momento, porém, não há planos para um novo filme solo do herói, embora sua participação já esteja confirmada nos dois vindouros filmes dos Vingadores.

Demolidor: Renascido
Daredevil: Born Again
1ª temporada
2025

Uma das maiores discussões dos fãs do MCU é sobre se as Séries Marvel da Netflix pertencem ou não ao cânone - em outras palavras, se Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro são ambientados na Linha do Tempo sagrada ou em alguma realidade alternativa. No início, não havia nenhuma dúvida, com os personagens dessas séries até mesmo estando cotados para aparecer em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores:Ultimato, mas, após o final da Fase 3 e da Saga do Infinito, o posicionamento oficial dos Marvel Studios era que não, as séries não eram ambientadas no mesmo universo dos filmes lançados até então. Como os personagens eram populares demais e os atores bons demais para serem descartados assim sem mais nem menos, porém, os próprios Marvel Studios deram um jeito de introduzi-los no MCU aos poucos, primeiro com uma participação do Rei do Crime em Gavião Arqueiro, então uma de Matt Murdock em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, e em seguida uma dele como Demolidor em Mulher-Hulk: Defensora de Heróis. Apesar de serem interpretados pelos mesmos atores, as "versões MCU" desses personagens pareciam ligeiramente diferentes de suas "versões Netflix", o que aparentemente confirmava o posicionamento oficial. Mas aí uma nova série entrou em desenvolvimento, e colocou mais lenha na fogueira.

Quando Demolidor foi cancelada pela Netflix, em 2018, logo começaram a surgir boatos de que a série poderia ganhar uma nova temporada no serviço de streaming da Disney, o Disney+, que sequer havia sido lançado; o contrato entre Disney e Netflix, porém, estipulava que a Disney não poderia usar nenhum dos personagens das séries financiadas pela Netflix durante um período de dois anos após o cancelamento, o que significava que, se fosse mesmo ser produzida, uma nova série ou temporada do Demolidor só poderia entrar em produção a partir de 2020. Devido à grande popularidade da série, tanto o presidente do setor de venda direta ao consumidor da Disney quanto o vice-presidente do serviço de streaming Hulu, que também pertence à Disney, tinham interesse em que fosse produzida uma quarta temporada, mas os executivos dos Marvel Studios pareciam não ter quaisquer planos para que isso fosse concretizado.

Quando as negociações finalmente começassem, em junho de 2020, a ideia original de Kevin Feige era fazer uma nova série sem qualquer ligação com as da Netflix, mas ainda trazendo Charlie Cox como Demolidor e Vincent D'Onofrio como Rei do Crime, segundo ele, porque esses atores já estavam intrinsecamente ligados aos personagens, "assim como Robert Downey, Jr. a Tony Stark e Chris Evans a Steve Rogers". Cox, que havia ficado bastante triste com o cancelamento de Demolidor, aceitou o convite na hora, com apenas alguns trâmites legais impedindo o anúncio de seu retorno ao personagem, feito simultaneamente ao de D'Onofrio, em dezembro de 2021, pouco antes das estreias de Gavião Arqueiro e Homem-Aranha: Sem Volta para Casa - no qual a participação de Cox foi mantida em segredo. Os planos para uma nova série do Demolidor, que estrearia no Disney+, começariam a ser traçados no mês seguinte, em janeiro de 2022, dois meses antes de os direitos da Netflix sobre as séries expirarem e elas também entrarem para o catálogo do Disney+, em março.

Ao contrário de Feige, Cox desejava que a nova série fosse uma continuação direta da original, ambientada alguns anos após o final da terceira temporada, e com classificação TV-MA - inadequada para menores de 18 anos - acreditando ser impossível retratar o universo do Demolidor de forma fidedigna em uma série de classificação Livre. O ator também tinha interesse em fazer da nova série uma adaptação mais fiel da história A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli, que serviu de inspiração para a terceira temporada da série da Netflix. Tudo isso foi levado em conta nas reuniões que o ator fez com os executivos dos Marvel Studios enquanto aguardava o anúncio de sua contratação.

Em maio, a nova série do Demolidor seria oficialmente anunciada pela Disney, com Matt Corman e Chris Ord sendo anunciados como chefes da equipe de roteiristas. Em julho, seria anunciado o título da série, Daredevil: Born Again - o título original de A Queda de Murdock em inglês, que também significa "renascido" - e que não se tratava de uma quarta temporada, mas de "uma coisa totalmente nova", com a equipe desconversando sempre que era perguntado se a série seria um reboot. Inicialmente, seriam anunciados 18 episódios, com Cox comentando que isso seria "um grande esforço", mas necessário, já que a série lidaria "com muitos aspectos da vida de Murdock como advogado". O título seria entendido não como uma adaptação de A Queda de Murdock, mas como o Demolidor "renascendo" para ser adaptado ao MCU, em uma referência semelhante à feita quando a Marvel decidiu chamar o primeiro filme do Homem-Aranha no MCU de Homecoming. Mais tarde, D'Onofrio confirmaria essa versão, dizendo que não havia planos para conectar a nova série à original.

A pré-produção começaria em março de 2023, com o anúncio de que diretores haviam sido contratados para dirigir episódios em blocos: Michael Cuesta seria responsável pelos dois primeiros, Jeffrey Nachmanoff pelos dois seguintes, David Boyd pelo quinto e sexto, e Clark Johnson, que havia dirigido episódios de Luke Cage, por dois não especificados. Quando as greves dos roteiristas e atores de Hollywood começasse, em maio, seis dos episódios já estavam praticamente finalizados, e o restante já tinha roteiros, aguardando a conclusão das negociações para que sua produção começasse. Em setembro de 2023, entretanto, em meio às greves, a cúpula dos Marvel Studios decidiria descartar tudo e recomeçar tudo do zero, com o argumento de que tinha assistido aos episódios já filmados e concluído que a série "não estava funcionando". Corman, Ord e todos os diretores foram demitidos, e todo o processo de escolha de roteiristas e diretores recomeçaria.

Pessoas que tiveram acesso aos episódios já filmados diriam que a mudança ocorreria porque Cordman e Ord estavam de fato fazendo uma série diferente daquela da Netflix, mas diferente demais: os roteiristas haviam criado uma série de tribunal com natureza episódica, na qual cada episódio tinha uma história fechada, com início, meio e fim, sem afetar aos demais, e na qual o foco estava muito mais na profissão de Matt como advogado do que em sua vida dupla como Demolidor - ele só apareceria de uniforme no quarto episódio, e não combateria diretamente o crime em nenhum dos já filmados. Isso desagradaria à cúpula dos Marvel Studios, que, apesar de não querer ligações com a série da Netflix, desejava que o tom fosse, ao menos, parecido.

Outro elemento bastante criticado, esse inclusive pelo público, seria que, exceto por Cox, D'Onofrio e Jon Bernthal, que interpreta o Justiceiro, todo o elenco da série seria completamente novo, com o único outro personagem presente na série da Netflix retornando para a da Disney sendo Vanessa Fisk, que seria interpretada por Sandrine Holt - boatos jamais confirmados diziam que Jessica Jones e o policial Brett Mahoney também estariam na série, sem especificar se interpretados por seus atores originais ou não, e que Luke Cage estaria, mas interpretado por outro ator. Após a mudança, a equipe criativa decidiria convidar Ayelet Zurer, intérprete de Vanessa na série da Netflix, para repetir o papel em Demolidor: Renascido, e incluir na história Foggy Nelson, Karen Page e o Mercenário, todos interpretados por seus atores da Netflix. Bernthal diria ter pensado em abandonar a série, e voltado atrás quando permitiram que ele escrevesse a cena na qual o Justiceiro é introduzido na série, que seria a última gravada antes da paralisação pela greve dos roteiristas; Cox diria que Bernthal seria um dos principais responsáveis pela mudança na equipe criativa, com os executivos dos Marvel Studios concluindo que seria melhor aproximar a série do estilo adotado pela Netflix após assistir sua cena.

Brad Winderbaum, chefe do departamento de streaming da Disney, defenderia Cordman e Ord, que ainda seriam creditados como produtores executivos, dizendo que eles haviam recebido instruções para que, apesar de contarem com Cox e D'Onofrio, fizessem da série um "reset", já que os Marvel Studios acreditavam que, se houvesse desconfiança de que era necessário assistir às três temporadas da série da Netflix para compreender a nova série, espectadores novos poderiam não se interessar, diminuindo a audiência. Além disso, Feige confirmaria que a ideia inicial era fazer uma série episódica, diferentemente das séries da Fase 4, que pareciam um filme dividido em vários episódios, e que o intuito era fazer a série parecida com a da Netflix, mas "apropriada para espectadores mais jovens".

Tanto Cox quanto D'Onofrio, porém, elogiariam a mudança, dizendo estar convencidos de que a abordagem de Cordman e Ord não era a mais correta, com Cox declarando que as versões do Demolidor e do Rei do Crime "estavam sendo tratados como variantes", em uma referência ao termo usado em Loki, querendo dizer que eram diferentes demais de suas versões na série da Netflix, e D'Onofrio declarando que Feige ouviu as preocupações da dupla, concluindo que um "reboot parcial" seria impossível, com os únicos caminhos sendo ou "abraçar a série da Netflix", ou recomeçar a história do Demolidor do zero.

Em outubro de 2023, Dario Scardapane, que havia sido roteirista da série do Justiceiro da Netflix, seria anunciado como o novo showrunner de Demolidor: Renascido, com os diretores Justin Benson e Aaron Moorehead, que haviam trabalhado em Cavaleiro da Lua e Loki sendo anunciados no mês seguinte. Exceto por Cordman e Ord, a equipe de roteiristas seguiria a mesma, e, após a chegada de Scardapane, se diria convencida de que o único caminho possível era fazer da nova série uma continuação da série da Netflix, usando os mesmos personagens e seguindo com suas histórias. Cox diria que, ainda assim, não seria uma "quarta temporada", e que os roteiristas estavam tentando encontrar um "equilíbrio delicado" para introduzir o Demolidor no MCU sem que fosse necessário trazer toda a bagagem da Netflix junto. Benson e Moorehead se diriam extremamente empolgados com o projeto, principalmente por ele ser mais "pé no chão", sem os elementos de fantasia e ficção científica de seus trabalhos anteriores para os Marvel Studios; D'Onofrio declararia que os diretores estavam dentre os principais talentos da Marvel, e diria estar ansioso para trabalhar com eles.

Ao invés de escrever todos os roteiros do zero, a equipe de roteiristas optaria por reescrever os que já tinham antes da mudança, com apenas três episódios tendo roteiros totalmente novos, dentre eles o piloto - e o segundo tendo tido tão pouca coisa alterada que continuou creditado a Cordman e Ord. Da mesma forma, algumas cenas dirigidas por Cuesta, Nachmanoff e Boyd seriam aproveitadas - como a da introdução do Justiceiro - com os três sendo "recontratados" em agosto de 2024, e Nachmanoff e Boyd retornando para filmar novas cenas e ajudar Benson e Moorehead a fazer um trabalho final coeso. Em maio de 2024, Cox diria que apenas nove episódios haviam sido filmados, com Feige confirmando que se tratava "da primeira temporada de Demolidor: Renascido", com os demais nove tendo sido adiados para uma segunda temporada. No fim, os roteiros seriam creditados a Scardapane, Cordman & Ord, Jill Blankenship, David Feige e Jesse Wigutow, Grainne Godfree, Thomas Wong, Blankenship, Wigutow & Scardapane, e Heather Benson & Scardapane. A direção do primeiro e a dos dois últimos seria creditada a Benson & Moorehead, com, no meio, dois de Cuesta, dois de Nachmanoff e dois de Boyd.

Scardapane diria ter sido um grande desafio fazer a série com referências aos elementos da Netflix, mas com uma história totalmente nova, que os espectadores pudessem assistir sem ter tido de ver as três temporadas anteriores. Ele confirmaria que, oiginalmente, a série seria ambientada em uma realidade diferente - ou melhor, Demolidor: Renascido seria ambientada na Linha do Tempo Sagrada, enquanto a série da Netflix seria ambientada em uma realidade alternativa - e que, originalmente, Foggy e Karen sequer apareceriam na série, com a equipe de roteiristas tendo grande dificuldade para encaixá-los na história. Scardapane também diria que muitas de suas ideias seriam vetadas pelos Marvel Studios por entrar em conflito com o que estava sendo planejado para o MCU como um todo, mas que, fora isso, teve carta branca para usar os personagens da forma como achasse melhor. Ele preferiria ignorar as aparições de Murdock em Homem-Aranha: Sem Volta pra Casa e Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, considerando que elas fizeram parte da vida do personagem, mas não tinham impacto sobre a história que ele estava vivendo agora.

Um dos pontos-chave da série é a morte de Foggy nas mãos do Mercenário, após a qual Matt passa um ano sem usar o uniforme de Demolidor, querendo deixar a vida de vigilante para trás. Esse evento já estava presente no roteiro original de Cordman e Ord, mas ocorreria fora da tela, com a primeira cena do primeiro episódio sendo o Demolidor chorando por sob a máscara. Scardapane decidiria começar o piloto com Matt, Foggy e Karen confraternizando antes da intervenção do Mercenário que levaria à morte de Foggy, para deixar claro que o mundo do Demolidor havia sido alterado irreversivelmente, e então fazer uma passagem de tempo de um ano para começar de fato a série. O morte de Foggy seria um dos pontos mais criticados do roteiro original, e vários dos roteiristas quiseram aproveitar a mudança na equipe criativa para removê-la da história, mas Scardapane a defenderia, alegando que fazia sentido para a história que ele estava imaginando que Matt "perdesse seu compasso moral", e que esse evento seria "mais que um ponto de virada, seria um terremoto", inclusive comparando-a com um evento dos quadrinhos, no qual o Mercenário mata Karen. Cox concordaria que a morte de Foggy seria a única coisa capaz de fazer Matt abandonar por um ano sua carreira como Demolidor, e sugeriria que o Demolidor pudesse ouvir o coração de Foggy batendo durante sua luta contra o Mercenário, o que Scardapane adorou e acrescentou ao roteiro imediatamente.

Outro ponto central da série, criado por Cordman e Ord e mantido por Scardapane, é a eleição de Fisk como prefeito de Nova Iorque, algo que começaria a ser construído na série Eco. Segundo Scardapane, isso daria a oportunidade de o Demolidor e o Rei do Crime se enfrentrarem no campo político, ao invés de trocarem socos. Scardapane diria se inspirar em filmes e séries dos anos 1990, principalmente Familia Soprano (curiosamente, Michael Gandolfini, que interpreta um dos assessores de Fisk, é filho de James Gandolfini, que interpretava Tony Soprano) e Rei de Nova York, para criar o clima da série, e desejar que ela fosse uma espécie de Game of Thrones, com vários grupos diferentes lutando pelo controle da cidade. Quando surgiu a informação de que Fisk seria eleito prefeito, houve especulação de que a série adaptaria a saga dos quadrinhos Reinado do Demônio; Scardapane diria essa nunca foi uma das intenções da equipe criativa, já que a saga dos quadrinhos conta com a participação de diversos heróis Marvel e termina com a destruição de Nova Iorque - ainda assim, como nos quadrinhos, na série Fisk visa proibir a atuação de super-heróis na cidade.

A série começa um período de tempo não especificado após a terceira temporada da Netflix, mas com Matt, Foogy e Karen sendo bem-sucedidos na firma Murdock, Nelson & Page. Após a morte de Foggy, há uma passagem de um ano, durante o qual Matt não vestiu o uniforme de Demolidor nem teve contato com Karen. Fundando uma nova firma, a Murdock & McDuffie, Matt tem a oportunidade de defender outro super-herói, o Tigre Branco, acusado de matar um policial, e descobre um esquema de corrupção na polícia de Nova Iorque. Paralelamente a isso, Fisk é eleito prefeito, bane o vigilantismo, e cria uma divisão especial da polícia - formada justamente pelos corruptos - para assumir o combate ao crime feito pelos heróis fantasiados. Matt decide voltar a usar o uniforme de Demolidor quando o assassino serial Muse ameaça seus entes queridos, disposto a provar que Fisk não se redimiu e está do lado da lei, mas sim contribuindo para que a cidade fique ainda mais perigosa.

O elenco conta com Charlie Cox como Matt Murdock / Demolidor; Vincent D'Onofrio como Wilson Fisk / Rei do Crime; Margarita Levieva como Heather Glenn, psicóloga que atua como terapeuta de casal para Fisk e Vanessa, com quem Matt, sem saber disso, tem um romance; Deborah Ann Woll como Karen Page; Elden Hanson como Franklin "Foggy" Nelson; Wilson Bethel como Benjamin "Dex" Poindexter / Mercenário; Ayelet Zurer como Vanessa Fisk; Zabryna Guevara como Sheila Rivera, coordenadora de campanha de Fisk; Nikki M. James como Kirsten McDuffie, ex-promotora e sócia de Matt na nova firma; Genneya Walton como BB Urich, sobrinha de Ben Urich e também jornalista, responsável pelo canal The BB Report; Arty Froushan como Buck Cashman, braço-direito de Fisk; Clark Johnson como Cherry, ex-policial, amigo de longa data de Matt e investigador na Murdock & McDuffie; Michael Gandolfini como Daniel Blake, assessor de Fisk; Kamar de los Reyes como Hector Ayala / Tigre Branco; Camila Rodriguez como Angela del Toro, sobrinha de Hector; Hunter Doohan como Bastian Cooper / Muse; Tony Dalton como Jack Duquesne / Espadachim; Mohan Kapur como Yusuf Khan; e Jon Bernthal como Frank Castle / Justiceiro. Participações especiais incluem Ruibo Qian como a policial Angie Kim; Patrick Murney, Cillian O'Sullivan e Gino Anthony Pesi como Luca, Devlin e Viktor, criminosos de diferentes famílias que querem destronar Fisk e mandar na cidade; Hamish Alln-Headley como o policial corrupto Connor Powell, da confiança de Fisk; Michael Gaston como o Comissário de Polícia Gallo; John Benjamin Hickey como Benjamin Hochberg, promotor de Nova Iorque; Lou Taylor Pucci como Adam, artista que tem um caso com Vanessa; e Susan Varon como Josie, dona do bar frequentado por Mat, Foggy e Karen.

Assim como a série da Netflix, Demolidor: Renascido seria integralmente filmada em Nova Iorque, com as internas sendo gravadas nos Silvercup Studios, no Queens, e externas sendo filmadas em Yonkers, em Williamsburg, no Bronx, no Harlem, no Manhattan Municipal Building e na Suprema Corte de Nova Iorque. O primeiro episódio conta com uma cena em plano-sequência, algo pelo qual a série da Netflix se tornaria famosa. As cenas do BB Report seriam gravadas pelos documentaristas independentes Sean Dunne e Cass Marie Greener, da Very Ape Productions, sob supervisão de Nachmanoff, que os orientou a fazê-los "como se fossem estudantes de cinema"; esses segmentos tinham cada um uma ideia central, mas não tinham roteiros, com todos os atores falando de improviso.

O uniforme do Demolidor seria desenhado por Ryan Meinerding, que também havia criado o uniforme usado na série da Netflix, mas, a pedido de Feige, o faria com um tom de vermelho mais escuro e com detalhes em preto, para que ele ficasse "menos brilhante" que o da Netflix; boatos diriam que, antes da mudança, o Demolidor usaria em Renascido o uniforme vermelho e amarelo de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, mas Meinerding os desmentiria, confirmando que o herói usava seu uniforme vermelho e preto nos episódios gravados antes das greves dos atores e roteiristas.

Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Rise FX, FOLKS, Phosphene, Powerhouse VFX, Ghost VFX, Soho VFX, Cantina Creative, Anibrain, Base FX, SDFX e The Third Floor, Inc. A abertura também seria totalmente nova, ficando a cargo da Perception e trazendo música dos Newton Brothers, responsáveis por toda a trilha da série, que fariam um remix do tema de abertura original, criado por John Paesano e Braden Kimball. Ao invés de efeitos que simulavam sangue, como a da série da Netflix, ela trazia efeitos que simulavam pedras e poeira, mas vários dos temas presentes na abertura, como a estátua da justiça e a máscara do Demolidor, seriam semelhantes.

Demolidor: Renascido traria em seu início o logotipo da Marvel Television, e estrearia no Disney+ em 4 de março de 2026, com dois episódios; um novo episódio seria lançado por semana, exceto em 25 de março, quando também foram lançados dois, com o último sendo lançado em 15 de abril. A crítica seria extremamente positiva, considerando que a série "superou expectativas" e elogiando as atuações e a química entre Cox e D'Onofrio. Os dois episódios de estreia de Demolidor: Renascido foram a audiência mais alta do Disney+ em 2025 e a segunda mais alta de toda a Fase 5, atrás apenas dos de Agatha Desde Sempre; a série seria a mais assistida do streaming em suas duas últimas semanas, e fecharia o ano dentre as dez mais assistidas nos Estados Unidos, entre as três primeiras se forem consideradas somente produções originais.

Em agosto de 2024, Scardapane confirmaria que a série havia sido dividida em duas temporadas, com ele, Benson e Moorehead sendo confirmados na segunda temporada em fevereiro de 2025, quando o showrunner declararia que "a máquina estava melhor azeitada" após a produção confusa da primeira temporada, e que a segunda teria apenas oito episódios. Scardapane também diria estar planejando a aparição, na segunda temporada, de mais personagens das séries da Netflix, como Elektra, o Tentáculo, e os demais Defensores, com a presença de Jessica Jones, novamente interpretada por Krysten Ritter, sendo confirmada em maio de 2025. No mês seguinte, Cox e D'Onofrio diriam que havia a chance até mesmo de uma terceira temporada, caso a audiência da segunda fosse boa. Em setembro de 2025, Winderbaum confirmaria a terceira temporada, declarando, também, que, devido ao grande sucesso e boa recepção da primeira, a série ganharia uma nova temporada por ano até quando fosse possível.

Mas e aí, após a estreia de Demolidor: Renascido, as séries da Netflix passaram a ser cânone? Por incrível que pareça, a posição oficial dos Marvel Studios segue sendo que não - restando a única explicação de que as séries da Netflix são de fato ambientadas em uma realidade alternativa, mas em uma na qual os eventos retratados nelas ocorreram de forma muitíssimo parecida com os da Linha do Tempo Sagrada.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•Capitão América: Admirável Mundo Novo
•Demolidor: Renascido
(1ª temporada)

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sábado, 13 de junho de 2026

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Sentai (XXIV)

Esse pode ser meu último post sobre Sentai; isso porque, esse ano, a Toei decidiu encerrar a franquia, substituindo-a por uma nova chamada Project RED. O anúncio pegou todo mundo de surpresa, incluindo os fãs japoneses, já que foi feito enquanto a série dos Sentai de 2025 estava no ar. Segundo a Toei, existe a possibilidade de novas séries de Sentai serem produzidas no futuro (talvez se Project RED for um fracasso de público), mas, por enquanto, a fórmula foi considerada esgotada, o que levou à mudança.

De minha parte, eu preferiria que eles tivessem ou feito o anúncio com mais antecedência, ou produzido pelo menos mais uma série, porque eu já tinha feito um post com as séries de 2023 e 2024, e, assim, esse aqui vai ficar com uma série só, quando eu poderia ter feito um último post com duas ou três. De qualquer forma, se realmente eles voltarem atrás e decidirem fazer novas séries, eu escreverei mais, mas, por enquanto, hoje é dia de Sentai no átomo pela última vez.

No.1 Sentai Gozyuger
2025


Anos antes do início da série, ocorreu a Guerra Universal, um conflito de proporções galácticas que uniu heróis de todo o universo contra um inimigo conhecido apenas como A Calamidade. Os heróis estavam a ponto de perder, mas, graças à intervenção de uma entidade chamada TegaSword, eles transferiram seus poderes para artefatos que ficariam conhecidos como Sentai Discs, que, para destruir A Calamidade, destruiu e recriou o próprio universo, espalhando os Sentai Discs pelo cosmos. Eras se passaram até que uma nova ameaça se aproxima, o que leva TegaSword a escolher cinco párias da sociedade e dar a eles poderes suficientes para que reúnam novamente os Sentai Discs. Esses cinco jovens ficariam conhecidos como o Esquadrão Número Um dos Patrulheiros das Cinco Feras.

Os cinco heróis atendem pelos nomes de GozyuWolf (lobo, vermelho), GozyuLeon (leão, azul), GozyuTyranno (tiranossauro, amarelo), GozyuEagle (águia, verde) e GozyuUnicorn (unicórnio, rosa, a única mulher da equipe). Cada um está equipado com uma Gold TegaSword, uma pequena espada que contém parte do poder de TegaSword, que é transferido para eles gerando suas armaduras quando se transformam. Cada um tamabém possui uma arma personalizada, respectivamente a espada WolfDecalibur, a pistola LeonBuster, o martelo TyrannoHammer, o arco e flechas EagleShooter e a broca UnicornDrill. Mais adiante na série, GozyuWolf também ganha acesso à bazuca OrcaBooster. A base de operações dos Gozyugers é o Café Half Century, de propriedade de Saori Iijima, que cuida do lugar com seu filho, Aoi, e dos Gozyugers como se também fossem seus filhos.

A principal característica de Gozyuger é a presença de elementos das demais séries de Sentai. Cada Sentai Ring é baseado em um dos Sentai anteriores, conferindo poderes semelhantes aos deles à equipe; além disso, muitos episódios contam com a participação especial não somente de integrantes dos Sentai do passado, mas de seus veículos, robôs, e até mesmo de seus oponentes e dos monstros que eles enfrentaram. O grupo que originalmente derrotou A Calamidade, conhecido como Universe Warriors, é formado por Kuwagata Ohger, Bun Red, OhRed, Don Momotaro, RyusoulRed, Tyranno Ranger, Aka Ninger, Gosei Red, Spade Ace, VulEagle, Zyuoh Eagle, GaoRed, Red Racer, Shinken Red, Red Buster, Lupin Red, Patren 1gou, Battle Japan, MagiRed, Shishi Red, RyuRanger, DekaRed, Ninja Red e Akarenger, líderes de vários Sentai do passado.

Nenhum dos personagens dos Sentai antigos, porém, é um equivalente direto - ou seja, o Bun Red de Gozyuger não é o mesmo Bun Red de Boonboomger. Segundo a Toei, para não precisar trazer de volta atores antigos, que poderiam inclusive estar com idade avançada, e para dar mais liberdade aos roteiristas, que não precisariam respeitar as histórias dos Sentai anteriores ao escrever os roteiros de Gozyuger, todos os personagens de Sentai antigos que aparecem em Gozyuger são versões alternativas ("variantes", no jargão da Marvel) excluisivas da realidade onde a história de Gozyuger é ambientada. A principal maneira utilizada pelos roteiristas para fazer um integrante de um Sentai passado aparecer em algum episódio de Gozyuger é fazer com que o poder dos Sentai Discs permita que alguém se transforme em um integrante do Sentai ao qual aquele Disc está relacionado, o que ocorre com vários personagens - com o poder do Sentai Disc de Time Ranger, por exemplo, Saori passa a poder se transformar em TimeRed.

De forma bizarra, os mecha dos Gozyugers são combinações de TegaSword com suas armas. Assim, combinando TegaSword com a WolfDecalibur, surge TegaSword Red; com a LeonBuster, TegaSword Blue; com a TyrannoHammer, TegaSword Yellow; com a EagleShooter, TegaSword Green; e, com a UnicornDrill, TegaSword Pink. Cada um deles pode ser pilotado pelo Gozyuger correspondente, usando um artefato chamado RyoTegaSword. Como todos os cinco são TegaSword com novos poderes, é impossível os cinco se combinarem para formar um robô gigante, mas TegaSword consegue se combinar com as cinco armas ao mesmo tempo para se transformar em Giant God TegaSword, que pode empunhar uma RyoTegaSword gigante e se transformar em Giant God RyoTegaSword.

Mais adiante na série, TegaSword Red ganha uma segunda forma, mais poderosa, chamada TegaSword DekaClaw, e TegaSword passa a poder se combinar com a OrcaBooster, se transformando em TegaSword Akatuski. TegaSword Dekaclaw pode se combinar com LeonBuster para se tornar TegaSword Blue Dekaclaw, e RyoTegaSword pode alternar a forma como as armas são combinadas para se tornar ou RyoTegaSword Five Colors, ou RyoTegaSword LeonBuster and TyrannoHammer Hands. Mas as formas mais curiosas são aquelas nas quais TegaSword Red se combina a Yellow Ressha e Pink Ressha (de ToQger) para se transformar em TegaSword Red ToQ-Oh, e TegaSword Yellow se combina a Zyu Mammoth (de Zyu Ranger) para se transformar em TegaSword Yellow Daizyuzin. Também há um episódio no qual Daizyuzin se combina a GaoKing (de Gao Ranger), Engine-O (de Go-Onger) e ShinkenOh (de Shinkenger) para se tornar o Universe Daizyuzin.

Também Mais adiante na série, os Gozyugers ganham um sexto membro, GozyuPolar (urso polar, branco), um guerreiro que, dez mil anos atrás, também recebeu a missão de reunir os Sentai Discs, mas morreu no processo, sendo ressuscitado durante um incidente envolvendo TegaNagire, o filho de TegaSword, e decidindo retomar sua missão. GozyuPolar se transforma usando uma manopla chamada GoodeBurn, que, por sua vez, pode se transformar em um robô gigante de mesmo nome; e tem como arma pessoal uma garra chamada BearKuma (curiosamente, "urso-urso", já que bear é urso em inglês e kuma é urso em japonês), que tem inteligência própria, fala, se movimenta sozinha, pode disparar raios pela boca e aumentar de tamanho até ficar gigante, servindo como meio de transporte para GoodeBurn - com os dois podendo se combinar e se transformar em Giant God GoodeBurn, que pode ser pilotado por GozyuPolar usando uma RyoTegaSword. Giant God GoodeBurn e Giant God RyoTegaSword podem se combinar para formar o robô Godness Gattau TegaSword WhiteBurn.

No início da série, os antagonistas são a organização No One World Bridan, que quer derreter os Sentai Rings para fazer uma aliança de casamento para sua líder, a Rainha TegaJune, o que causaria a destruição definitiva do universo. Os Bridan são originários de outra dimensão, mas podem passar para a nossa usando qualquer objeto em formato de anel como portal. Outros membros de destaque dos Bridan são Bouquet, que coordena a busca pelos Sentai Rings; um guerreiro metade homem, metade mulher, que atende pelos nomes de Mr. Shining Knife e Mrs. Sweet Cake; e a alienígena Ribbon. Além de monstros da semana e soldados-clones aos milhares, os Bridan empregam clones malignos dos Sentai do passado, comandados pelo General Fire Candle, que é um clone de Shinken Red.

Em determinado momento, os Bridan desistem de sua busca, a Rainha TegaJune se casa com TegaSword, e os dois têm um filho, chamado TegaNagire - que, mais tarde, é revelado como sendo GoodeBurn. TegaJune, GoodeBurn, Bouquet e Mr. Shining Knife / Mrs. Sweet Cake passam a ser aliados dos Gozyugers, e os novos vilões passam a ser a organização Abyssal Calamity Cladis, liderada pelo demônio Lex, que quer trazer de volta A Calamidade e destruir o universo - e secretamente estava manipulando os Bridan para alcançar seus objetivos. Seus três generais, baseados nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, são Pestis (peste), Bellum (guerra) e Vidal (fome). Os Cladis usam monstros e soldados de Sentai do passado, liderados pelo samurai monstruoso Temuno.

Outros antagonistas da série são Rei Gushima, que tem um anel capaz de absorver os poderes dos Sentai Rings, e planeja usá-lo para se tornar imortal; e a Kuon AI Konzern, empresa de inteligência artificial liderada pelo misterioso Kuon, capaz de se transformar no guerreiro Garyudo, que também quer reunir todos os Sentai Rings. O braço-direito de Kuon é Arata Setsuna, humano que quer usar os Sentai Rings para elevar a inteligência artificial a um nível jamais visto.

Outro personagem de destaque, que não chega a ser um antagonista, é OrigaRed, o suposto líder de um Sentai chamado Original Sentai Origa Ranger, cujo tema seria o origami - e que tem como símbolo um tsuru, aquele famoso pássaro de origami que bate as asas, que pode ser visto estilizado em seu peito e em toda a sua glória no alto de seu capacete. OrigaRed vem de outra dimensão, na qual TegaSword tentou unir todos os Sentai para obter os Sentai Rings, mas falhou; após encontrar um Sentai Ring ligado aos Kaku Rangers, ele decidiu vir à nossa dimensão testar os Gozyugers para ver se eles são dignos de usar o poder dos Sentai Rings.

Gozyuger teve um total de 49 episódios, exibidos entre 16 de fevereiro de 2025 e 8 de fevereiro de 2026. Oficialmente, a história foi dividida em três blocos, chamados de Rounds, com o Round 1 encompassando os episódios de 1 a 9, o Round 2 os de 10 a 19, e o Round 3 os de 20 a 49. Cada episódio traz em seu título uma referência a uma das séries de Sentai anteriores, com o do episódio 1 sendo uma referência ao próprio Gozyuger. Gozyuger também contaria com dois filmes para o cinema, um deles sendo um crossover com Boonboomger, e quatro episódios especiais lançados diretamente em streaming.

Gozyuger também seria a primeira série de Sentai a ter um episódio "cancelado": o episódio 38, que não foi ao ar e permanece inédito até hoje. No dia anterior à estreia do episódio 37, a Toei anunciaria que Maya Imamori, a atriz que interpretava GozyuUnicorn, havia sido demitida da Seju, agência que a representava, por ter sido filmada consumindo bebidas alcoólicas, algo que seu contrato proibia expressamente, por ela ser menor de 21 anos, idade mínima para consumir álcool (em público) no Japão. Pelas leis japonesas, sem agência, ela não poderia estar em uma produção para a TV, e, com efeito imediato, seu rosto e seu nome seriam removidos de qualquer material promocional ligado à série. O episódio 37 seria editado para remover todas as cenas nas quais Imamori aparecia, e, nas cenas nas quais GozyuUnicon falava, ela seria dublada por outra atriz, Ayaka Maekawa.

O problema é que o episódio 38 tinha muitas cenas com Imamori, e, se fosse feito o mesmo, ele ficaria sem pé nem cabeça; a Toei, então, decidiria remover o preview do episódio 38 de seu site e não entregar as chamadas dele para a TV Asahi - com inclusive o episódio 37 terminando sem as famosas "cenas do próximo capítulo" - enquanto decidia o que fazer. A solução seria editar os episódios 38 e 39 para que ambos se tornassem um só, que foi ao ar na data prevista para o 38, com o da semana seguinte sendo o 40, com muitas refilmagens e redublagens sendo feitas para que, a partir do episódio 40, Imamori fosse substituída por Kohaku Shida, da agência A-Plus, que já havia interpretado Oni Sister em Donbrothers. O detalhe é que todos os episódios até o último já haviam sido filmados na ocasião; para que a Toei não tivesse de chamar de volta todos os atores e gastar dezenas de horas refilmando, eles optariam por só refilmar as cenas com Imamori que fossem consideradas essenciais para a compreensão da história, com as demais sendo simplesmente editadas ou removidas - o que faria com que alguns episódios ficassem com uma duração menor que os demais.

Mas isso só solucionaria a questão em parte, já que Imamori estava em muitas cenas do filme No.1 Sentai Gozyuger VS Boonboomger, que já estava pronto, editado e somente esperando sua data de estreia nos cinemas. Shida também teria que redublar GozyuUnicorn em todas as suas cenas, e substituir Imamori em muitas outras que seriam refilmadas, com outras tantas sendo editadas ou descartadas para que tudo ficasse pronto a tempo e a estreia do filme não precisasse ser adiada. A canção-tema de GozyuUnicorn, UniSisters, também era cantada por Imamori, mas, ao invés de ser regravada, foi simplesmente excluída da série e do filme, sendo substituída por outras nas cenas em que era tocada; a canção também seria excluída do álbum da trilha sonora de Gozyuger - que, pelo menos, foi lançado apenas de forma online, para streaming e download - mas a Toei não pôde fazer nada em relação a quem já tinha comprado o álbum ou apenas essa faixa - o que significa que essas pessoas agora têm uma raridade em mãos.

Para terminar, uma curiosidade: se nós contarmos todas as séries, de Go Ranger até Gozyuger, teremos um total de 49. Talvez querendo encerrar os Sentai em grande estilo, entretanto, a Toei fez toda a campanha de marketing da série anunciando os Gozyugers como a quinquagésima equipe de Super Sentai - com o número 50 também sendo onipresente em vários elementos da série, como os nomes das armas, que, oficialmente, são LeonBuster50, TyrannoHammer50 etc. Para poder chegar nesse número, ela recorreu a um expediente que já tinha usado antes, e se mostrou controverso dentre os fãs: apesar de estarem ambos em uma série só, Lupinranger e Patranger são considerados duas equipes, as de número 42 e 43 - com sua série, Kaitou Sentai Lupinranger VS Keisatsu Sentai Patranger, de 2018, sendo a número 42, e a seginte, Kishiryu Sentai Ryusoulger, de 2019, sendo a número 44 - o que faz com que No.1 Sentai Gozyuger seja a número 50.

Série Sentai

Gozyuger

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sábado, 6 de junho de 2026

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Colt Express

Nem todo jogo de tabuleiro moderno tem, bem, um tabuleiro. "Jogo de Tabuleiro" é um termo que hoje é usado para se referir a qualquer tipo de jogo jogado com os amigos ao redor de uma mesa, de preferência sem componentes eletrônicos, e que não seja jogado apenas com um baralho. O jogo que veremos hoje, por exemplo, não tem tabuleiro, mas um trem. Pois é, um trem. Hoje é dia de Colt Express no átomo!


O trem que serve como tabuleiro de jogo é feito de papelão, composto por uma locomotiva e seis vagões, que devem ser destacados e montados antes da primeira partida; felizmente, a caixa tem espaço para guardá-los montados, o que significa que, a menos que se desmontem acidentalmente, só será preciso montá-los uma vez - diferentemente, por exemplo, da árvore de Everdell, que precisa ser montada toda vez que se vai jogar. Também são de papelão, devem ser montados, e podem ser colocados sobre a mesa em volta do trem, peças de terreno, como cactos, pedras e caveiras de boi, mas essas não têm nenhuma função no jogo, apenas decoração; ao todo, o jogo conta com 10 peças de terreno.

Além do trem e das peças de terreno, os componentes do jogo são 18 sacos de dinheiro, 6 joias, 2 maletas (todos também feitos de papelão), 17 cartas de rodada (sendo 7 próprias para uma partida de 2 a 4 jogadores, 7 para uma partida de 5 ou 6 jogadores, e 3 cartas de estação ferroviária), 1 meeple de xerife (de cor amarela), e 13 cartas de bala neutras. Os jogadores podem escolher as cores branca, preta, azul, verde, vermelha ou roxa, e recebem, cada um, 1 meeple de bandido da cor escolhida, 1 tabuleiro de jogador, 1 carta de personagem, 10 cartas de ação e 6 cartas de bala. Cada cor e cada tabuleiro de jogador correspondem a um bandido que tem uma habilidade especial diferente, então a escolha da cor não atende apenas a critérios estéticos, influenciando também no decorrer da partida. Os bandidos atendem pelos criativos nomes de Ghost (branco), Django (preto), Doc (azul), Cheyenne (verde), Tuco (vermelho) e Belle (roxo).

Durante a preparação, são colocados no centro da mesa a locomotiva e um número de vagões igual ao número de jogadores - todos conectados uns aos outros, como um legítimo trem - além das peças de terreno. Os sacos de dinheiro no valor de $250 são separados dos demais, que são embaralhados e colocados com o valor para baixo dentro dos vagões, junto com as joias; cada vagão tem um ícone dizendo quantos sacos de dinheiro e quantas joias estarão ali no início do jogo, sendo que o que começa com 4 sacos de dinheiro e 1 joia deve ser sempre o primeiro após a locomotiva, e os demais podem vir em qualquer ordem. O xerife e 1 maleta são colocados dentro da locomotiva, e as cartas de bala neutras são colocadas em uma pilha, viradas para cima, próxima à locomotiva. 5 das 7 cartas de rodada apropriadas para o número de jogadores que está jogando são escolhidas aleatoriamente e embaralhadas para formar o baralho de rodadas, também colocado, mas com as cartas viradas para baixo, próximo à locomotiva.

Cada jogador coloca seu tabuleiro de jogador à sua frente, e recebe suas 10 cartas de ação, que devem ser embaralhadas e colocadas no espaço apropriado ao baralho de ação, viradas para baixo; suas 6 cartas de bala, que também devem ser colocadas no espaço apropriado ao baralho de munição, mas viradas para cima e em ordem numérica decrescente - com a correspondente a 6 balas no topo e a correspondente a 1 bala no final - e 1 saco de dinheiro no valor de $250, que deve ser colocado no espaço apropriado, com o valor virado para baixo. Toda vez que o jogador receber um saco de dinheiro, ele deve ser colocado ali com o valor virado para baixo, para que seu total em dinheiro seja segredo para os demais jogadores; a qualquer momento, porém, o jogador dono do dinheiro pode olhar os valores e somá-los. A carta de personagem serve apenas como um lembrete de qual é a habilidade especial do bandido escolhido, informação que também está no tabuleiro de jogador; ela deve ser usada para substituir o tabuleiro de jogador caso o espaço na mesa seja limitado.

Para escolher o primeiro jogador, um dos jogadores coloca todos os meeples de bandidos que estejam sendo usados entre suas duas mãos fechadas, sacode bem e deixa cair um. Esse que caiu será o primeiro jogador, com os demais jogando em sentido horário. No início do jogo, o bandido do primeiro jogador, assim como todos os jogadores com um número ímpar na ordem (ou seja, o terceiro e o quinto), começam no último vagão, enquanto os dos jogadores pares (o segundo, o quarto e o sexto) começam no penúltimo; quanto antes o jogador for jogar, mais atrás seu bandido começa - em uma partida de 5 ou 6 jogadores, o bandido do primeiro jogador será o mais próximo do final do trem, o do terceiro será o do meio, e o do quinto será o mais próximo do penúltimo vagão.

O objetivo do jogo é se tornar o bandido mais rico do Velho Oeste, o que será alcançado roubando os sacos de dinheiro, joias e maletas do trem, de preferência sem tomar um tiro no processo, mas acertando os outros, porque o jogador que acertar mais alvos ganha o título de Pistoleiro do Oeste, que vale $1000 - os sacos de dinheiro podem valer $250, $300, $350, $400, $450 ou $500, todas as joias valem $500 cada, e as maletas valem $1000 cada. Uma partida completa é dividida em 5 rodadas, com cada rodada sendo composta por duas fases, chamadas Armação! (na qual os jogadores compram cartas de ação e/ou colocam suas cartas de ação em uma pilha no centro da mesa) e Execução! (na qual as ações das cartas acontecem). A cada rodada, o primeiro jogador revelará a carta do topo do baralho de rodadas, que mostrará quantos turnos aquela rodada terá, com cada turno correspondendo a uma jogada que cada jogador terá na fase de Armação!. Ao final da fase de Execução!, a carta de rodada é descartada, e uma nova carta de rodada é revelada. Quando a última carta de rodada for descartada, acaba a partida.

Nas carta de rodada, os turnos são representados por quadrados (4 quadrados equivalem a 4 turnos, por exemplo) sendo que os quadrados podem ter ícones que estabelecem regras especiais: se for um turno normal, são usadas as regras normais, sem alteração; se for um túnel, as cartas de ação são jogadas com a face virada para baixo; se for um turno acelerado, os jogadores realizam duas jogadas seguidas; e, se for um turno invertido, os jogadores jogam suas cartas em sentido anti-horário, mas ainda começando pelo primeiro jogador. Cada carta de rodada tem também o ícone de um evento; caso os jogadores estejam jogando com as regras avançadas, esse evento será resolvido após o último turno, afetando a todos os jogadores. Se os jogadores estiverem jogando com as regras avançadas, deverão pegar apenas 4 cartas de rodada para formar o baralho de rodada; na quinta e última rodada será usada uma carta de estação ferroviária, também escolhida aleatoriamente - cartas de estação ferroviária significam que o trem parou na estação; cada uma delas tem 4 turnos, sendo que o terceiro é um túnel, e um evento que é resolvido imediatamente antes do final da partida.

As 10 cartas de ação de cada jogador representam 6 ações diferentes, sendo, por jogador, duas cartas de Mover (se o bandido estiver dentro de um vagão, ele passa para um vagão adjacente; se estiver no topo de um vagão, pode se mover até 3 vagões para a frente ou para trás), duas de Mudar de Piso (se o bandido estiver dentro do vagão ele passa para o topo do mesmo vagão e vice-versa), uma de Bater (o jogador escolhe, sem olhar o valor, um dos sacos de dinheiro, joias ou maletas de um bandido que esteja no mesmo vagão que o seu, coloca esse item no lugar onde o bandido estava, e move o bandido para o mesmo piso de um vagão adjacente), uma de Roubar (o jogador pega um item que está no mesmo piso do mesmo vagão de seu bandido, sem olhar seu valor, e o coloca em seu tabuleiro de jogador), duas de Atirar (que seguem regras complexas explicadas no próximo parágrafo) e uma de Xerife (que veremos em breve).

Se estiver dentro de um vagão, um bandido só pode atirar em outro bandido que esteja em um vagão adjacente, nunca em um que esteja no mesmo vagão que ele, nem em um que esteja a dois ou mais vagões de distância. Já um bandido que esteja no topo de um vagão pode atirar em qualquer outro bandido que esteja dentro de sua linha de visão - ou seja, que não esteja no mesmo vagão que ele, nem tenha outro bandido na frente - exceto se houver mais de um bandido no topo de um mesmo vagão; nesse caso, o jogador pode escolher em qual deles vai atirar. Um bandido só pode atirar em outro bandido, nunca no xerife. Quando um bandido atira em outro, o jogador pega uma de suas cartas de bala e a coloca no topo do baralho de ação do jogador cujo bandido foi atingido; cartas de bala, sejam de outro jogador ou neutras, apenas ocupam espaço no baralho de ação de um jogador, já que não podem ser usadas por ele - ou seja, quanto mais cartas de bala um jogador tiver em seu baralho de ação, menos opções de ação terá a cada jogada. Um jogador que não tenha mais cartas de bala ainda pode jogar uma carta de Atirar, mas ela não produzirá nenhum efeito. Caso aconteça de um jogador ficar sem nenhum alvo válido para uma carta de Atirar previamente jogada, ela também não produz nenhum efeito, e nenhuma carta de bala é removida do baralho de munição do jogador. No fim da partida, o jogador que tiver menos cartas de bala em seu baralho de munição recebe o título de Pistoleiro do Oeste; é possível haver empate.

O último tipo de carta do baralho de ação de cada jogador é uma carta de Xerife: o jogador move o xerife para um vagão adjacente; se houver algum bandido nesse vagão, ele deve passar para o topo do vagão, e recebe uma carta de bala neutra, que deve ser colocada no topo de seu baralho de ação. Nenhum bandido pode ficar dentro do mesmo vagão que o xerife, todos eles têm de passar para o topo e recebem cartas de bala neutras quando ele chega; caso haja um número de bandidos maior que o número de cartas de bala neutras disponíveis, os bandidos apenas passam para o topo, sem receber as cartas de bala. O xerife nunca passa para o topo de um vagão; ele está protegendo os passageiros, então sempre fica dentro deles. Um bandido não pode usar uma carta de Mudar de Piso caso ela vá fazer com que ele fique no mesmo vagão que o xerife.

Pois bem, no início de cada rodada, cada jogador comprará as 6 cartas do topo de seu baralho de ação; essas cartas serão a mão do jogador, que ele usará durante todos os turnos daquela rodada. Em cada fase de Armação!, cada jogador, começando pelo primeiro e seguindo no sentido horário, poderá realizar uma de duas opções: ou escolher uma carta de sua mão e colocá-la em uma pilha próxima ao trem, ou comprar 3 cartas de seu baralho de ação e as adicionará à sua mão. Caso seja um turno acelerado, o jogador poderá colocar duas cartas na pilha, comprar 6 cartas, comprar 3 cartas e colocar uma na pilha, ou colocar uma na pilha e comprar 3. Depois que todos os jogadores tiverem realizado um número de jogadas igual ao número de turnos mostrado na carta de rodada, as cartas que o jogador ainda tiver na mão são devolvidas para o topo de seu baralho de ação, e a fase de Armação! termina.

No início da fase de Execução!, o primeiro jogador pega a pilha de cartas e a vira, sem mudar a ordem das cartas. Ele, então, revelará as cartas uma a uma, e os jogadores que as jogaram realizarão as ações que escolheram (se possível), na ordem em que as cartas forem sendo reveladas. Depois que a última carta for revelada e a última ação for realizada, cada jogador receberá de volta todas as cartas de seu bandido, as colocará no topo de seu baralho de ação e o reembaralhará, preparando-o para a rodada seguinte. Quando todos tiverem reembaralhado, o jogador à esquerda do primeiro jogador passa a ser o novo primeiro jogador, revelando a carta de rodada seguinte e sendo o primeiro a escolher uma opção na nova fase de Armação!. Caso seja a última rodada, ao invés disso os valores dos itens de cada jogador são revelados e somados, assim como o título de Pistoleiro do Oeste, e aquele com mais dinheiro é o vencedor; caso haja empate, ganha o que levou menos tiros dentre os empatados.

Caso apenas 2 jogadores estejam jogando, as regras preveem que cada um deve usar dois bandidos, escolhidos dentre três duplas fixas (Ghost/Cheyenne, Doc/Tuco ou Django/Belle), que compartilham um único baralho de ação de 11 cartas, composto por uma cópia de cada carta de cada bandido, mas apenas uma carta de Xerife. São usados 3 vagões, com cada jogador começando com um de seus bandidos no último vagão e um no penúltimo. No início de cada fase de Armação!, cada jogador pode escolher uma carta de seu baralho de ação, colocá-la em sua mão, reembaralhar e comprar 6 cartas, formando uma mão de 7 cartas, uma escolhida e 6 aleatórias; além disso, durante a fase de Armação!, quando um jogador jogar uma carta de Atirar, se quiser, ele pode imediatamente jogar uma carta de ação de seu outro bandido, que não pode ser a carta de Xerife - e, se for outra carta de Atirar, não dá direito a jogar uma terceira carta. Os itens roubados por cada bandido são mantidos separados, mas, ao fim da partida, todos são somados para determinar a dupla vencedora; o título de Pistoleiro do Oeste é dado à dupla que disparou mais tiros somando os dois bandidos, mas descontando tiros que um tenha dado no outro sem querer - já que, na fase de Execução!, ao resolver uma carta de atirar, o outro bandido de sua dupla é um alvo válido. Essas regras podem ser usadas também, opcionalmente, em uma partida de 3 jogadores, com cada jogador escolhendo uma das duplas; nesse caso, são usados 4 vagões.

Colt Express - que, aqui no Brasil, foi lançado pela MeepleBR - é uma criação do francês Christophe Raimbault - que tem o mesmo nome de outro Christophe Raimbault, que é autor de livros sobre a Bíblia, então não convém confundir os dois - com arte do espanhol Jordi Valbuena; foi o quarto jogo lançado por Raimbault, que, antes dele, só havia conseguido publicar card games, dois deles fazendo também uso de fichas de papelão, mas sendo essencialmente jogos de cartas. Colt Express seria lançado em 2014 pela editora francesa Ludonaute, sendo a estreia de Raimbault nessa editora, e faria um enorme sucesso, sendo vencedor no ano seguinte do Spiel des Jahres, o prêmio mais importante da indústria dos jogos de tabuleiro, bem como do francês As d'Or, do espanhol Juego del Año, do italiano Gioco dell'Anno, do belga Gouden Ludo e do canadense Lys Grand Public. Como costuma acontecer nesses casos, Colt Express se tornaria a principal fonte de renda de Raimbault, que, depois dele, até lançou alguns outros jogos, nenhum deles repetindo o mesmo sucesso de público ou crítica.

Sendo um jogo de tanto sucesso, Colt Express ganharia (até agora) cinco expansões - infelizmente, nenhuma lançada ainda no Brasil. A primeira delas, Colt Express: Horses & Stagecoach (Colt Express: Chevaux & Diligence, no original), seria lançada em 2015, e teria como principal novidade uma diligência, que deve ser montada como o trem do jogo original, e, na preparação, é colocada ao lado da locomotiva. Os demais componentes da expansão são 1 meeple de atirador, na cor laranja e diferente dos bandidos e do xerife (pois está segurando uma escopeta, e não duas pistolas), 6 meeples de cavalos (todos na cor marrom), 1 maleta no valor de $1000, 6 garrafas de whiskey (de papelão), 6 cartas de ação Cavalgar (uma para cada bandido), 3 cartas de bala neutras, 8 cartas de refém e 13 novas cartas de rodada (sendo 5 para de 2 a 4 jogadores, 5 para 5 ou 6 jogadores, e 3 de estação ferroviária).

A maleta e o atirador começam o jogo no topo da diligência, e as garrafas de whiskey são embaralhadas e colocadas, com o valor virado para baixo, uma em cada vagão do trem, exceto na locomotiva, com as que sobrarem voltando para a caixa. Cinco das garrafas de whiskey são "clássicas", e uma delas é de "old whiskey"; uma garrafa de whiskey pode ser roubada como se fosse um saco de dinheiro, uma joia ou uma maleta, mas, ao invés de valer pontos para o jogador, pode ser usada durante a fase de Armação!, com cada garrafa podendo ser usada duas vezes em cada partida - da primeira vez ela é virada de lado, da segunda é descartada, voltando para a caixa. Ao usar uma garrafa de whiskey clássico, um jogador pode realizar ambas as opções ao mesmo tempo, ou seja, pegar 3 cartas e então jogar uma, sempre nessa ordem; ao usar uma garrafa de old whiskey, ele pode jogar duas cartas de ação seguidas. Uma garrafa de whiskey que já tenha sido usada uma vez e seja derrubada por uma ação de Bater só pode ser usada mais uma vez por um bandido que a recupere com uma ação de Roubar.

Ainda durante a preparação, um número de cartas de refém igual ao número de jogadores menos uma é escolhido aleatoriamente, e elas são colocadas ao lado da locomotiva, uma ao lado da outra, todas com a face para cima. As novas cartas de rodada são embaralhadas às antigas, e então usadas para formar o baralho de rodada normalmente. As novas cartas de bala neutras são adicionadas às antigas, e as cartas de Cavalgar são embaralhadas ao baralho de ação de cada jogador. Finalmente, cada jogador pega um cavalo. Ao invés de seus bandidos começarem o jogo em posições pré-determinadas, os jogadores fazem uma espécie de sorteio, escondendo o meeple do bandido em uma das mãos e o do cavalo na outra, e revelando uma das duas, todos simultaneamente. Os jogadores que revelarem o bandido os colocam dentro do último vagão, com o cavalo ao lado do vagão, enquanto os que revelarem o cavalo seguem no sorteio; os que revelarem o bandido na segunda rodada os colocam dentro do penúltimo vagão, e assim sucessivamente, até que todos os bandidos estejam dentro de vagões - sendo que nenhum deles pode começar na locomotiva, já que o xerife está lá.

Após o início do jogo, todos os cavalos passam a ser neutros, com qualquer bandido podendo usar qualquer cavalo. Quando um jogador joga uma carta de Cavalgar, se houver um cavalo ao lado do vagão onde ele está, ele pode passar do vagão para o cavalo, estando dentro ou no topo do vagão - se, na hora de resolver a ação da carta, não houver nenhum cavalo ao lado do vagão, nada acontece e o bandido fica onde está. Um bandido que monte em um cavalo pode avanaçar ou retroceder de 0 a 3 vagões; ao final do movimento, remova o bandido do cavalo, o coloque dentro do vagão, e deixe o cavalo onde está. Uma carta de Cavalgar pode ser usada para que um bandido passe do trem para a diligência, mesmo que o bandido esteja na locomotiva - nesse caso, o cavalo se moverá 0 vagão.

As cartas de rodada da expansão possuem novos eventos, bem como dois novos ícones de efeitos para os turnos: se houver um ícone de balbúrdia (um raio), todos os jogadores escolhem e revelam suas cartas de ação ao mesmo tempo ao invés de cada um na sua vez, colocando-as na pilha na ordem normal; um jogador que deseje comprar cartas ao invés de jogar deve anunciar isso antes que as cartas sejam reveladas. Já se houver um ícone pequeno de uma mãozinha após o último turno, cada jogador poderá escolher, se quiser, uma carta que será mantida em sua mão para a rodada seguinte; essa carta não irá para o topo do baralho ao final da fase de Armação!, e, no início da rodada seguinte, o jogador pegará apenas 5 cartas de seu baralho de ação.

Mas a estrela da expansão é mesmo a diligência. Um bandido pode passar para a diligência usando uma ação de Cavalgar ou uma ação de Mover; nesse caso, a diligência é considerada adjacente ao vagão que está a seu lado (no início da partida, a locomotiva): um bandido no topo do vagão pode se Mover para o topo da diligência, e um bandido dentro do vagão pode se Mover para dentro da diligência. A diligência também é considerada adjacente ao vagão para efeitos das cartas Atirar e Bater; além disso, um bandido no topo da diligência pode atirar em bandidos que estejam no topo de qualquer vagão do trem, e bandidos no topo de qualquer vagão do trem podem atirar em um bandido que esteja no topo da diligência. Um bandido que esteja na diligência também pode passar para dentro ou para o topo usando uma ação de Mudar de Piso. O xerife nunca passa para a diligência, ficando sempre no trem.

Quando um bandido entra na diligência, se ele ainda não tiver um refém, e se ainda houver cartas de refém disponiveis, ele pode escolher uma delas e colocá-la ao lado de seu tabuleiro de jogador; reféns valem pontos para o jogador, mas cada um tem uma "habilidade irritante", que atrapalhará o jogador até o final da partida. Finalmente, no topo da diligência fica um atirador protegendo uma maleta: um bandido que também esteja no topo da diligência pode usar uma ação de Bater para fazer com que o atirador passe para o vagão adjacente do trem e pegar a maleta para si; a partir de então, o atirador ficará no trem até o final da partida. Assim como ocorre com o xerife, um bandido não pode ficar no mesmo vagão que o atirador; caso seu movimento fosse terminar no mesmo vagão do atirador, ele recebe uma carta de bala neutra e se move para um vagão de sua escolha, exceto a locomotiva. Um bandido pode usar uma ação de Mover para passar direto pelo atirador, mas receberá uma carta de bala neutra ao fazê-lo. Nenhum bandido pode atirar no atirador, e ele bloqueia a linha de visão dos bandidos para efeitos de uma ação de Atirar. Ao final de cada rodada, a diligência se move um vagão para trás (exceto se já estiver adjacente ao último vagão); se o atirador estiver no topo do trem, ele também se move um vagão para trás, ficando sempre no vagão adjacente à diligência.

A segunda expansão seria Colt Express: Marshal & Prisoners (Colt Express: Marshal & Prisonniers, no original), de 2016, que trazia regras para jogar com o xerife, que até ganhou um nome, Samuel Ford, e todos os componentes necessários para jogar com uma nova bandida, Mei - exceto um meeple: curiosamente, Mei usa o meeple amarelo, do jogo original, enquanto a expansão trazia um novo meeple para o xerife, de cor laranja e com a estrela de xerife no peito. Os componentes da expansão são 1 vagão-prisão, que deve ser montado como os do jogo original, 2 tabuleiros de jogador (para Samuel Ford e Mei), 1 carta de personagem para Mei, 1 meeple de xerife, 1 meeple de cavalo, 1 saco de dinheiro (no valor de $250), 2 sacos dos correios (nos valores de $200 e $1200), 7 cartas de prisioneiro, 7 cartas de ideia brilhante, 7 pôsteres de procurado, 22 cartas de ação (11 cada para Samuel e Mei), 18 cartas de bala (12 para Samuel, 6 para Mei), 7 cartas de mandado de prisão, 7 cartas de objetivo especial, 3 cartas de briga, e 13 novas cartas de rodada (5 para de 2 a 4 jogadores, 5 para de 5 a 7 jogadores, 3 de estação ferroviária)

A presença de Mei aumenta o número máximo de jogadores controlando bandidos para 7, por isso a expansão vem com um novo cavalo e um novo saco de dinheiro inicial. Se as cartas de rodada antigas forem usadas em uma partida de 7 jogadores, devem ser usadas as próprias para 5 ou 6. As regras para jogar com o xerife não influenciam no número de jogadores na partida, o que significa que, com a expansão, até 8 podem jogar - sete controlando bandidos e o oitavo controlando o xerife. Caso haja um jogador controlando o xerife, as cartas de ação de Xerife dos bandidos devem ser removidas do jogo; as cartas de Cavalgar só são usadas caso a expansão Horses & Stagecoach esteja sendo usada, mas as cartas de ideia genial contam como cartas de ação, e devem ser embaralhadas aos baralhos de ação dos respectivos jogadores. Marshal & Prisoners também traz um novo ícone de turno, que indica que o vagão está balançando, então nenhum jogador pode jogar cartas de Bater nem de Atirar.

Durante a preparação, se houver um jogador controlando o xerife, cada jogador controlando um bandido recebe seu pôster de procurado e o coloca ao lado de seu tabuleiro de jogador com o lado "procurado" para cima. O jogador controlando o xerife pega o tabuleiro de jogador de Samuel Ford, e coloca as três cartas de briga no local apropriado, primeiro a de bronze, em cima a de prata, e no topo a de ouro. As cartas de ação de Samuel Ford são embaralhadas e colocadas no local apropriado, com a face para baixo, e as cartas de bala são colocadas em duas pilhas, com a face para cima e na ordem, cada pilha começando com a de 6 balas e terminando com a de 1. Os mandados de prisão dos bandidos em jogo são embaralhados e 2 são escolhidos aleatoriamente, enquanto as cartas de objetivo especial são embaralhadas e 3 são escolhidas aleatoriamente; essas 5 cartas serão novamente embaralhadas e colocadas com a face para baixo acima do tabuleiro, na área de objetivos futuros, sem que ninguém veja quais elas são. O último vagão do trem deve ser o vagão-prisão, e, ao invés de a locomotiva começar com a maleta, ela começa com os dois sacos dos correios com seus valores virados para baixo. 3 cartas de prisioneiros são escolhidas aleatoriamente e colocadas com a face para cima ao lado do vagão-prisão. Na primeira rodada, Samuel Ford é sempre o primeiro a jogar, e conta como o jogador número 1 para definir em qual vagão os bandidos vão começar o jogo - mas ele sempre começa na locomotiva, como no jogo original. Samuel Ford não começa o jogo com um saco de dinheiro.

Durante a patida, se houver um jogador controlando o xerife, os bandidos poderão se mover para o mesmo vagão do xerife, ocupar um espaço no mesmo vagão do xerife, Bater no xerife, Atirar no xerife, as habilidades dos bandidos afetam o xerife, e eles não precisam fugir para o topo do vagão quando o xerife chega. Um bandido que Bate no xerife pega a carta de briga do topo da pilha, que valerá pontos no final da partida; o xerife deve se mover para um vagão adjacente normalmente. Para vencer o jogo, Samuel Ford deve completar 4 de seus objetivos; a cada rodada, ele move uma das cartas da área de objetivos futuros para a área de objetivos presentes - o jogador controlando o xerife pode olhar as cartas dos objetivos presentes a qualquer momento, mas nunca pode olhar os objetivos futuros. Cada carta de objetivo especial possui um objetivo que Samuel Ford deve cumprir, como, por exemplo, não ter mais de 2 cartas de bala de um mesmo bandido em seu baralho de ação no fim da partida; já para cumprir um mandado de prisão, ele precisa capturar o bandido correspondente.

O baralho de ação de Samuel Ford possui duas cartas de Mover, uma de Mudar de Piso, três de Atirar, uma de Cavalgar (todas seguem as regras normais), uma de Mover +, uma de Mudar de Piso +, e três de Capturar. Ao jogar uma carta de Mover + ou Mudar de Piso + durante um turno normal, o jogador pode jogar mais uma carta de ação em seguida - e, se for outra carta com +, ele pode jogar uma terceira. Já a ação de Capturar permite que Samuel Ford escolha um bandido que está no mesmo espaço que ele e o coloque na cela do vagão-prisão; ele então pega o pôster de procurado desse bandido, vira para o lado "capturado" e o coloca próximo a seu tabuleiro de jogador - mesmo que o bandido fuja, o xerife não perde o pôster nem deixa de cumprir o mandado de prisão, e um mesmo bandido pode ser capturado múltiplas vezes. Samuel Ford tem duas armas, então, se tiver balas em ambas, ao usar uma ação de Atirar, caso haja mais de um bandido em sua linha de visão, ele poderá Atirar em dois, dando uma carta de bala de cada uma das pilhas para cada um deles. As balas de Samuel Ford possuem efeitos especiais, que podem durar até o fim da rodada ou fazer efeito instantaneamente e depois não mais; esses efeitos só se aplicam ao bandido que recebeu a carta de bala em questão.

O vagão-prisão tem três áreas: dentro, no topo e na cela. Um bandido só pode estar voluntariamente dentro ou no topo, nunca na cela; apenas bandidos capturados pelo xerife podem estar na cela. Não é possível Bater nem Atirar em um bandido que esteja dentro da cela, e as cartas de ação de um bandido que esteja dentro da cela não produzem nenhum efeito, exceto a carta de ideia brilhante. Durante a fase de Armação!, ao invés de pegar 3 cartas do baralho de ação, um jogador controlando um bandido pode procurar em seu baralho de ação por uma carta de ideia brilhante, a colocar em sua mão e reembaralhar seu baralho de ação. A carta de ideia brilhante é uma carta de ação que tem uma regra especial: se o bandido que a jogou estiver dentro da cela durante a fase de Execução!, ele passa para dentro do vagão ou para o topo do vagão, à escolha do jogador; se ele estava dentro ou no topo do vagão-prisão, ele pode escolher pegar uma carta de prisioneiro (se ainda não tiver uma) ou libertar um bandido que esteja na cela (que deverá retribuir o favor dando a ele um de seus itens); e, se o bandido estiver em qualquer outro lugar do trem, a carta de ideia brilhante copia a última carta jogada que não tenha sido também uma ideia brilhante nem seja uma carta de Samuel Ford. Cada bandido só pode ter uma carta de prisioneiro, e cada carta corresponde ao parceiro de um dos bandidos; se o prisioneiro escolhido pelo bandido não for seu parceiro, ele ganha a habilidade especial do parceiro do prisioneiro até o fim do jogo, e, se for o seu parceiro, ele poderá pegar 2 itens ao invés de 1 quando roubar (desde que haja 2 itens para roubar no vagão). No fim da partida, cada prisioneiro vale $200.

A terceira expansão é na verdade uma série, Colt Express: Bandits, com seis caixas, uma para cada um dos bandidos do jogo original - infelizmente, não há uma caixa para Mei. Lançadas em 2018, cada uma dessas caixas trazia cartas de ação e itens para que o bandido em questão se tornasse um oponente que os jogadores têm de enfrentar: a preparação é feita normalmente, mas, antes de a partida começar, o baralho de ação do bandido em questão é substituído pelas cartas da caixa, previamente embaralhadas, que, a cada fase de Armação! são jogadas na ordem, sem que ninguém precise escolher qual será jogada. Cada bandido tem uma condição que, se cumprida, ele ganha o jogo e os jogadores perdem; caso os jogadores cheguem ao final da partida sem o bandido da caixa ganhar, o jogador com mais pontos ganha o jogo normalmente.

A quarta expansão seria Colt Express: Couriers & Armored Train (Colt Express: Convoyeurs & Train Blindé, no original), de 2022. Essa expansão traz um novo modo de jogo, no qual os bandidos se dividem em duas equipes, a azul e a vermelha, com a equipe que somar mais pontos sendo a vencedora; para isso, ela utiliza um segundo trem, blindado e carregando documentos secretos, protegido por três mensageiros. O objetivo dos jogadores é passar para o trem blindado, que viaja no sentido contrário ao do trem do jogo original, roubar os documentos da mesma cor de sua equipe e retornar ao trem original antes que os trens se afastem, somente sendo somados os pontos dos bandidos que estiverem no trem original ao final da partida. Caso haja um número ímpar de jogadores, a equipe menor é acrescida de um novo personagem, chamado Il Professore, que não tem meeple e não participa diretamente da ação, mas, escondido em uma ravina próxima, joga cartas de ação normalmente, que ajudam sua equipe a derrotar a adversária.

O trem blindado é composto pela locomotiva e seis vagões, sendo um que leva carvão (no qual os jogadores nunca podem entrar, apenas ficar no topo), um blindado, um do arsenal, outro blindado, um da enfermaria e mais um blindado. Durante a preparação, o trem blindado é colocado na mesa de frente com o trem original, com suas locomotivas lado a lado; ao final de cada rodada, cada trem vai andar uma casa para a frente, de forma que, ao final da quinta rodada, eles já não estejam mais um ao lado do outro. Cada vagão blindado começa o jogo com um mensageiro (o do vagão do meio dentro do trem, os outros dois no topo) e uma pasta de documentos secretos (uma da equipe vermelha, uma da azul e uma falsa), colocadas aleatoriamente. Os mensageiros jamais mudam de vagão, mas certos eventos fazem com que eles mudem de piso, e um bandido que fique cara a cara com um mensageiro deve seguir as mesmas regras do Xerife - mudar de piso e receber uma bala neutra. Todos os bandidos começam o jogo dentro do último vagão do trem original, e podem mudar de trem usando uma ação de Mover - mas não uma de Mudar de Piso. Os vagões de trens diferentes que estejam lado a lado são considerados adjacentes para todas as regras do jogo.

Os vagões blindados possuem bolsas de dinheiro e o vagão de carvão possui pepitas de ouro, que podem ser roubadas usando as regras normais. Um bandido que esteja no vagão-arsenal no início de uma fase de Armação! pega duas cartas a mais, e um que esteja no vagão-enfermaria no início de uma rodada pode remover duas cartas de bala de seu baralho de ação - com a prioridade sendo para balas neutras, que voltam para a reserva, e então as balas dos oponentes, removidas do jogo. O vagão-arsenal e o vagão-enfermaria também contam com uma maetralhadora em cada um; um jogador que tenha jogado uma carta de Atirar e esteja junto a uma metralhadora na fase de Execução! pode escolher entre Atirar normalmente ou atirar com a metralhadora, escolhendo qualquer bandido no topo de um dos trens, que receberá uma carta de bala neutra. Um bandido também pode Atirar, com uma de suas cartas ou com a metralhadora, em um dos mensageiros; ser atingido pela metralhadora só faz com que o mensageiro mude de piso, mas, se o bandido atirar com uma de suas balas em um mensageiro, a carta vai para o marcador de Bando Selvagem, rendendo pontos extras à equipe que tiver mais cartas lá no fim da partida.

Couriers & Armored Train não usa o Xerife, com seu meeple e as cartas de Xerife voltando para a caixa. Suas cartas de rodada trazem um novo tipo de turno, a distração, no qual um jogador, ao invés de comprar ou jogar cartas, pode escolher uma carta da mão de um oponente, que ele deverá devolver a seu baralho de ação. As cartas de estação ferroviária são substituídas pelas cartas de chegada da cavalaria, que seguem exatamente as mesmas regras, e a partida pode ser jogada no modo normal ou no modo traição, no qual somente um único bandido será o vencedor do jogo, ao invés de sua equipe - com as cartas de chagada da cavalaria determinando as regras para definir esse bandido. A expansão também traz um novo tipo de carta de ação, Cutucar, com a qual o jogador escolhe outro bandido de sua mesma equipe, que poderá escolher entre Mover, Mudar de Piso, Bater, Atirar ou Roubar, como se fosse sua vez.

Finalmente, Couriers & Armored Train traz dois novos bandidos, que podem ser usados em qualquer partida, e não somente com essa expansão: The Twinzz (marrom), que são as folclóricas "duas crianças usando um sobretudo fingindo ser um adulto", e Misty (azul escuro). A lista completa de componentes da expansão é: um trem blindado, com 1 locomotiva e 6 vagões; 2 metralhadoras, 21 cartas de rodada (7 para de 2 a 4 jogadores, 7 para mais de 5 jogadores, 3 de chegada da cavalaria para o modo normal, 4 de chegada da cavalaria para o modo traição), 9 cartas de Cutucar (uma para cada bandido, incluindo Mei, Misty e The Twinzz), 10 cartas de bala neutra, 5 bolsas de dinheiro (nos valores de $300 a $700), dois sacos de dinheiro (de valor $250), uma maleta (no valor de $1000, começa o jogo na locomotiva do trem blindado), 3 pepitas de ouro (duas no valor de $0 e uma no valor de $1500), três pastas de documentos secretos, 10 insígnias (5 da equipe azul e 5 da vermelha, para marcar qual bandido está em qual equipe), 1 marcador de Bando Selvagem, 2 tabuleiros de jogador, 2 cartas de personagem, 12 cartas de bala, 24 cartas de ação, 2 cartas de prisioneiro, 2 cartazes de procurado, 2 cartas de objetivo especial, 2 meeples de bandido, 2 meeples de cavalo, 1 tabuleiro de Il Professore, 1 marcador de Il Professore e 16 cartas de ação de Il Professore.

A quinta expansão seria comemorativa dos dez anos do jogo original; lançada em 2024, ela se chamaria Colt Express: Happy 10th Anniversary (Colt Express: Joyeux 10e Anniversaire) e teria como maior destaque meeples personalizados, de formatos e tamanhos diferentes e com decalques, para todos os bandidos (incluindo os das expansões), o xerife, o atirador e os mensageiros, e tokens de madeira para substituir as versões de papelão dos sacos de dinheiro, joias, maletas, garrafas de whiskey, sacos de correio, bolsas de dinheiro, pepitas de ouro e pastas de documentos secretos. Cada um dos bandidos também ganharia uma nova carta de ação, o Soco Especial, que funciona como uma carta de Bater, mas faz com que o oponente atingido tenha de trocar de piso ao invés de mudar de vagão. A expansão também traria dois novos bandidos, Al Patron (verde claro), que pode ser usado por qualquer jogador, e Mary Pumpkins (rosa), que é controlada pelo jogo, como os bandidos da expansão Bandits.

Happy 10th Anniversary traz 17 tokens de personagens, 60 tokens de itens, 11 cartas de Soco Especial, 2 tabuleiros de jogador, 1 carta de personagem, 1 carta de prisioneiro, 1 carta de objetivo especial, 1 cartaz de procurado, 6 cartas de bala, 13 cartas de ação de Al Patron, 9 cartas de ação de Mary Pumpkins, e 2 novos vagões: o vagão do circo, que pode substituir qualquer vagão do trem original, começa o jogo com dois baús, um valendo $1000 e um valendo $0, e tem um pescoço de girafa atravessando o teto, pelo qual um bandido que termine seu movimento nesse vagão pode Mudar de Piso como uma ação livre, sem usar cartas; e o handcar (aquele veículo que tem uma espécie de gangorra no meio, que duas pessoas podem manipular para que ele se mova nos trilhos), que começa o jogo na frente da locomotiva. Um jogador cujo bandido esteja no handcar no final da rodada pode escolher movê-lo para a outra ponta do trem (se ele estava à frente da locomotiva, passa a estar atrás do último vagão, e vice-versa) e esconder seu bandido embaixo de um dos vagões, sem que os oponentes vejam, revelando-o somente no início da próxima fase de Execução! - além disso, quando um bandido se move para o handcar, se já havia outro bandido lá, esse outro bandido é movido para o topo do vagão adjacente.

Além dessas cinco expansões, Colt Express também teve seis mini-expansões promocionais, oferecidas como brindes em feiras, convenções e publicações especializadas, a primeira sendo um DeLorean (do filme De Volta para o Futuro), que fica sempre à frente da locomotiva, e permite que um jogador esconda seu bandido caso ele termine a rodada no carro (como o handcar). As demais foram duas cartas de estação ferriovária com regras especiais; quatro sacos de dinheiro, duas joias e uma maleta "amaldiçoados" (os sacos com valores de $1 ou $2, as joias com valor $5 e a maleta com valor $10); uma especial de Natal, que traz um duende do Papai Noel que distribui presentes, só podendo ser vencedor do jogo o bandido que tiver um; e uma especial de Halloween, que trazia 7 cartas de objetivo, cada uma valendo $1000 para o bandido que o cumprisse. A última expansão promocional trouxe 1 meeple de cor cinza, 1 meeple de cavalo, 1 tabuleiro de jogador, 1 carta de personagem, 1 carta de objetivo especial, 1 cartaz de procurado, 6 cartas de bala e 13 cartas de ação para jogar com Silk, uma bandido não-binárie.

Para terminar, Colt Express também teve uma versão Big Box, lançada em 2022, que trazia o jogo original, as duas primeiras expansões e Silk; uma versão infantil, chamada Kids Express, lançada em 2024, com peças grandes e coloridas e regras simplificadas; e uma versão de bolso, Colt Super Express, de 2020, na qual o trem é representado por cartas e algumas ações são simplificadas para que a partida se torne mais rápida. O mais recente lançamento da linha é o Colt Express Card Game, de 2026, para até 8 jogadores, no qual tudo é resolvido por cartas, sem meeples, tokens ou vagões.
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