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sábado, 1 de agosto de 2026

Escrito por em 1.8.26 com 0 comentários

Universo Cinematográfico Marvel (XXII)

Surpresa! Eu juro que não vou começar a Fase 6 hoje, mas eu queria muito falar sobre Marvel Zumbis (que deveria se chamar Zumbis Marvel, mas tudo bem) mas não queria ter de esperar até 2028, então decidi que hoje vou adiantar esse primeiro post da Fase 6, aproveitando também para fechar o ano de 2025, e retorno com os demais no tempo certo.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
The Fantastic Four: First Steps
2025

Eu já contei aqui em um post em separado sobre os três filmes do Quarteto Fantástico produzidos pela Fox, que não fizeram parte do MCU. Após o fracasso do terceiro, a Fox decidiria levar a franquia em outra direção, e, em 2017, contrataria Seth Grahame-Smith, de Orgulho e Preconceito e Zumbis, para escrever um filme protagonizado por Franklin e Valeria Richards, com participação especial de Ben Grimm e Johnny Storm, com tom parecido com o do desenho Os Incríveis, e parcialmente inspirado no livro Kindergarten Heroes, de Mark Millar. Paralelamente a isso, os executivos da Fox conversariam com Noah Hawley, de Legião, sobre um filme protagonizado pelo Dr. Destino. Tudo isso seria suspenso quando a Disney comprasse a Fox, em março de 2019, e os direitos do Quarteto Fantástico passassem para os Marvel Studios.

Em julho de 2019, Kevin Feige se diria extremamente empolgado por poder introduzir o Quarteto no MCU, para "levar a Primeira Família da Marvel até o nível que ela merece", e prometendo usá-los em histórias tão empolgantes quanto Guerra Infinita e Guerra Civil - cujas sagas dos quadrinhos que inspiraram os filmes contaram com o Quarteto, que não pôde estar presente em suas versões cinematográficas por seus direitos ainda pertencerem à Fox. Em dezembro de 2020, Feige anunciaria que o diretor do primeiro filme do Quarteto no MCU seria Jon Watts, dos três filmes do Homem-Aranha com Tom Holland, mas, em abril de 2022, antes mesmo que um roteirista fosse escolhido, Watts pediria para se desligar do projeto, alegando estar física e mentalmente esgotado após ter de gravar Homem-Aranha: Sem Volta para Casa obedecendo os protocolos estabelecidos devido à pandemia, e preferindo dirigir o filme autoral Lobos, que estrearia na Apple TV+ em setembro de 2024.

Enquanto procurava por um novo diretor e um roteirista, Feige decidiria que Reed Richards seria um dos personagens a aparecer em uma das realidades alternativas de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, com o diretor Sam Raimi concordando e decidindo chamar o ator John Krasinski para o papel. Já havia muito tempo que Krasinski era sugerido pelos fãs para interpretar Reed, e seu nome começaria a circular em boatos e rumores assim que foi anunciado que um filme lidando com realidades alternativas estava sendo produzido; Raimi acharia que a inclusão de um Reed interpretado por Krasinski seria uma excelente oportunidade de fan service, mas tanto o diretor quanto o ator achariam improvável que ele fosse escolhido para interpretar Reed também no novo filme, com Krasinski logo declarando que sequer participou de conversas com os executivos dos Marvel Studios sobre reprisar o papel.

Em julho de 2022, o diretor ainda não havia sido escolhido, e Feige diria estar incerto quanto à lista de possíveis candidatos; ainda assim, durante a San Diego Comic Con, o próprio Feige anunciaria a data de estreia do filme, prevista para novembro de 2024, que ele seria o primeiro filme da Fase 6 do MCU, e que as filmagens começariam em 2023. No final de agosto, a Marvel divulgaria uma lista com "três finalistas" na escolha para diretor, que contava com Reid Carolin, roteirista de Magic Mike, mas que só tinha um filme como diretor no currículo, Dog; Michael Matthews, de Amor e Monstros; e Matt Shakman, que levava vantagem por ter dirigido WandaVision e já ter trabalhado com Feige. Shakman prepararia uma sinopse na qual o Quarteto Fantástico já começava o filme como super-heróis estabelecidos e famosos, com Reed e Sue se tornando pais logo no início, e convenceria os executivos dos Marvel Studios após mostrar uma foto sua com sua filha recém-nascida no colo; mais tarde, ele revelaria que havia sido chamado para dirigir um novo filme de Star Trek, do qual abriu mão para não deixar passar a oportunidade de trabalhar com o Quarteto Fantástico. Shakman seria confirmado como diretor já em setembro de 2022, na mesma ocasião em que Feige revelaria que Jeff Kaplan e Ian Springer estavam escrevendo o roteiro "há alguns meses"; no mês seguinte, a data de estreia do filme seria adiada para fevereiro de 2025.

A escolha do elenco começaria em fevereiro de 2023, com Feige anunciando que havia estabelecido um "sarrafo alto", querendo que o Quarteto se tornasse um dos principais elementos do MCU após sua estreia. Shakman revelaria que o filme não traria nem uma história de origem, nem o Doutor Destino, elementos que poderiam desviar a atenção do público da dinâmica familiar do Quarteto, que ele desejava que fosse o foco principal do filme; Feige diria que a decisão de não contar novamente a história da origem do grupo seria semelhante à tomada quando o Homem-Aranha foi introduzido no MCU, já que sua história de origem já era bastante conhecida. No final de março de 2023, Josh Friedman seria contratado para reescrever o roteiro, o que foi visto por muitos jornalistas como uma indicação de mudança de tom, já que Friedman era conhecido por seus roteiros de ficção científica, enquanto Kaplan e Springer eram mais conhecidos por escrever comédias; Shakman, porém, diria que Friedman se uniria à equipe porque ele e Feige haviam decidido incluir no filme "elementos cósmicos dos anos 1960", como o Surfista Prateado e Galactus, que seria o vilão do filme no lugar do Doutor Destino, "trazendo uma nova perspectiva para o grupo". Feige não descartaria a presença do Doutor Destino no filme, mas em uma participação breve, como uma cena pós-créditos, e diria que os Marvel Studios faziam questão de "uma estrela de primeira grandeza" para interpretá-lo.

Em maio de 2023, começaria a greve dos roteiristas, e a data de estreia seria adiada novamente, para maio de 2025. Na ocasião, os preferidos da Marvel para interpretar Reed e Sue eram Adam Driver e Emma Stone, que pediram salários que o estúdio não estava disposto a pagar, tendo sido decidido, durante a reunião de emergência envolvendo executivos da Disney e dos Marvel Studios que ocorreu em fevereiro para tratar dos rumos do MCU, que os gastos com elencos deveriam ser reduzidos. Testes seriam feitos para o papel de Reed com Christopher Abbott e Jamie Dornan, que não agradaram, e com Jake Gyllenhaal, que já havia interpretado Mystério em Homem Aranha: Longe de Casa, mas que também pediu um salário que a Marvel não quis pagar. Quando a Marvel anunciou que não estava testando apenas atores brancos para o papel, Pedro Pascal (que, nos Estados Unidos, não é considerado branco, e sim latino) se interessou, mas, em julho, começaria a greve dos atores, e Pascal, apesar de despertar a atenção da equipe, decidiria não conversar com ninguém até que a greve terminasse. Mais tarde, Pascal diria jamais ter planejado ser protagonista de um filme de super-heróis, e que o papel mudaria seus planos para o futuro "de forma sutil"; atrasos nas gravações do filme do Quarteto fariam com que ele tivesse de abrir mão de protagonizar A Hora do Mal, sendo substituido por Josh Brolin.

Em agosto, a Marvel chamaria Matt Smith e Tom Ellis para conversar sobre o papel de Reed, mas os nomes não agradariam a Feige, que procurava alguém mais famoso por sua carreira no cinema do que na televisão. No mesmo mês, Shakman diria que a Marvel estava procurando um ator judeu para interpretar Ben Grimm, que é descrito como judeu nos quadrinhos, mas não foi interpretado por atores judeus nos filmes anteriores, nem teve essa característica explorada em suas histórias; o preferido era David Krumholtz, que não agradou nos testes, e começou uma campanha para ser escolhido para o papel do vilão Homem-Toupeira - que acabaria ficando com Paul Walter Hauser, convidado por Shakman por ter trabalhado com ele na série It's Always Sunny in Philadelphia, e que inicialmente ficaria relutante devido ao fracasso dos filmes anteriores do Quarteto, aceitando após ler o roteiro na íntegra. O escolhido para interpretar o Coisa seria Ebon Moss-Bachrach, que já havia interpretado Micro na primeira temporada da série do Justiceiro da Netflix. Nicholas Galitzine seria chamado para interpretar Johnny, mas também não agradaria, com o papel ficando com Joseph Quinn, de Stranger Things, que havia feito Gladiador 2 com Pascal e pedido a ele dicas sobre como interpretar Johnny, sem saber que ele estava negociando para interpretar Reed. Curiosamente, o papel de Sue seria o primeiro a iniciar os testes e o último a ser escolhido, com Vanessa Kirby sendo convidada diretamente por Shakman após nenhuma das candidatas do teste ter agradado.

Curiosamente, a Marvel divulgaria que estava procurando por um ator latino para interpretar Galactus, com os favoritos sendo Antonio Banderas, que disse jamais ter sido procurado, e Javier Bardem, que teve de recusar por conflitos com as gravações de F1; o escolhido acabaria sendo o inglês e bem pouco latino Ralph Ineson, segundo Shakman escolhido por sua proficiência como dublador, que ele considerava mais importante para esse tipo de papel. Apesar de aumentado por computação gráfica, Ineson interpretaria Galactus da forma tradicional, com a produção inclusive criando uma armadura que ele vestia. Além de Galactus e do Homem-Toupeira, o filme contaria com o Fantasma Vermelho, interpretado por John Malkovich, que sempre havia recusado papéis em filmes de super-heróis alegando que pagavam pouco, mas decidiu aceitar esse pela oportunidade de trabalhar novamente com Shakman, com quem havia feito Cut Bank, de 2014; infelizmente, o Fantasma Vermelho acabaria cortado do filme na última revisão do roteiro, feita por Eric Pearson, por problemas de continuidade, no que Shakman chamou de "uma decisão de cortar o coração".

Em janeiro de 2024, vazaria para a imprensa que a Marvel estava procurando uma atriz para interpretar o Surfista Prateado, o que causaria muitas discussões na internet; nos quadrinhos (e no filme da Fox), o Surfista é Norrin Radd, cientista do planeta Zenn-La, mas nesse filme a Surfista seria Shalla Bal, que nos quadrinhos é namorada de Radd, o substituindo no cinema como cientista, exploradora e arauto de Galactus - nos quadrinhos, Bal havia passado pela mesma provação na minissérie Terra X, de 1999. A escolhida para o papel seria Julia Garner (também em A Hora do Mal), mas a versão final da Surfista seria totalmente criada por computação gráfica, com Garner fazendo a dublagem e a captura de movimentos - mesma coisa ocorrendo em relação a Moss-Bachrach e o Coisa, que é um personagem 100% digital. Garner filmaria horas de poses nas quais ela fingia estar surfando ou posando como uma modelo, que seriam combinadas para que a Surfista "se movesse como se estivesse dançando".

Durante as greves, a equipe trabalharia em testes para os efeitos especiais do filme, principalmente aqueles ligados aos poderes dos membros do Quarteto. Kasra Farahani, de Loki, seria escolhido como designer de produção, e Alexandra Byrne como figurinista, optando por fazer uniformes simples para o Quarteto, em azul claro com detalhes brancos, semelhantes aos usados pela equipe nos anos 1980. Muitos detalhes do filme, especialmente a aparência de Galactus, seriam inspirados na arte de Jack Kirby para os quadrinhos do Quarteto. Um personagem das histórias clássicas do Quarteto que apareceria no filme seria o robô H.E.R.B.I.E., que combinava um animatronic cuja cabeça se movia por controle remoto, um marionete feito de madeira, e computação gráfica, dublado por Matthew Wood; além disso, uma nova personagem, Rachel Rozman, interpretada por Natasha Lyonne, que havia dublado Byrdie em What If...?, seria batizada em homenagem a Roz Goldstein, esposa de Jack Kirby.

Em fevereiro de 2014, seria divulgado que o filme seria ambientado na década de 1960, mas em uma realidade alternativa, oficialmente chamada de Terra-828 - a "realidade principal" do MCU, também chamada de Linha do Tempo Sagrada, é a Terra-616, curiosamente o mesmo número usado nos quadrinhos para a realidade principal deles. A decisão de não ambientar o filme na Linha do Tempo Sagrada viria de Shakman, que desejava colocar a história do Quarteto "mais próxima de seu ponto de origem", ou seja, os quadrinhos dos anos 1960 produzidos por Stan Lee e Jack Kirby; Feige abraçaria a ideia, dizendo que a ambientação em uma realidade alternativa daria maior liberdade para os roteiristas, ajudaria a cimentar o Multiverso no MCU e evitaria furos de roteiro em relação aos demais filmes e perguntas como "onde estava o Quarteto Fantástico enquanto os Vingadores lutavam contra Thanos?". Shakman chamaria o estilo do filme de "retrofuturista", dizendo que "parte é o que conhecemos sobre os anos 1960, parte é algo que nunca vimos". Apesar de fortemente baseado nos quadrinhos dos anos 1960, o filme conta com a Fundação Futuro, criada por Jonathan Hickman em 2009.

Em outubro de 2023, Shakman anunciaria que as filmagens começariam nos estúdios Pinewood, na Inglaterra, no início de 2024, e que o elenco seria anunciado assim que a greve terminasse; atrasos na pré-produção fariam com que elas começassem apenas em julho de 2024, com todos os cenários "novaiorquinos" do filme sendo criados em estúdio, incluindo a Rua Yancy e a Times Square. Shakman diria querer fazer o filme "como se Stanley Kubrick o tivesse filmado em 1965", e se inspiraria em 2001: Uma Odisseia no Espaço para criar o laboratório de Reed. O apartamento do Quarteto seria inspirado em casas californianas do estilo arquitetônico conhecido como MCM, muito popular nos anos 1960, e o Fantasticarro teria como referência carros norte-americanos dos anos 1960, com elementos como turbinas e paineis de controle tendo uma aparência de filmes de ficção científica dos anos 1950. As únicas cenas filmadas fora da Inglaterra - exceto por tomadas aéreas de Nova York utilizadas para reconstruí-la em estilo retrofuturista por computação gráfica - seriam as da ONU, que ocorreram no Palácio do Congresso em Oviedo, Espanha. Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Industrial Light & Magic, Framestore, Sony Pictures Imageworks, Digital Domain, Rise FX e Weta FX.

O filme começa quatro anos após o Quarteto ter ganhado seus poderes; nesse meio tempo, eles se tornaram heróis famosos, conhecidos, respeitados e amados pela população, equilibrando enfrentar supervilões com aparecer em programas de televisão, trabalhar junto aos governos para resolver vários problemas do planeta e gerenciar uma fundação dedicada a usar a ciência para criar um futuro melhor. Mas tudo isso pode ser posto em cheque com a chegada da Surfista Prateada, um ser cósmico que anuncia a vinda de Galactus, entidade que está disposta a destruir a Terra para convertê-la em energia que o irá alimentar. Incapazes de enfrentar Galactus, o Quarteto decide negociar com ele - mas ele exige em troca de poupar a Terra nada menos que o filho que Sue Storm está esperando. O elenco conta com Pedro Pascal como Reed Richards / Senhor Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm / Mulher Invisível, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm / Coisa, Joseph Quinn como Johnny Storm / Tocha Humana, Julia Garner como Shalla Bal / Surfista Prateada, Ralph Ineson como Galactus, Natasha Lyonne como Rachel Rozman, Paul Walter Hauser como Harvey Elder / Homem-Toupeira, Sarah Nyles como Lynne Nichols, chefe de pessoal da Fundação Futuro, Mark Gatiss como Ted Gilbert, apresentador do programa de televisão The Ted Gilbert Show, e Matthew Wood como H.E.R.B.I.E.; Alex Hyde-White, Rebecca Staab, Jay Underwood e Michael Bailey Smith, que interpretaram, respectivamente, Reed, Sue, Johnny e Ben no filme de Roger Corman, fazem participações especiais, os dois primeiros como jornalistas, os dois últimos como trabalhadores de uma fábrica. Robert Downey, Jr. faz uma breve participação especial sem créditos como Victor Von Doom / Doutor Destino.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é mais um filme que não começa com o logotipo e a fanfarra tradicional dos Marvel Studios; ao invés dele, foi usado um logotipo mais simples, que imita os usados em televisão na década de 1960. O filme estrearia em 25 de julho de 2025, após uma pré-estreia em Los Angeles dia 21, precedida de uma cerimônia de tapete vermelho que contou com entrevistas com o elenco e equipe e uma orquestra que interpretou ao vivo várias das músicas do filme, incluindo o tema dos Marvel Studios; essa cerimônia seria transmitida ao vivo pelo Disney+, intercalada com trailers e previews do filme. Com orçamento de cerca de 230 milhões de dólares, renderia 274 milhões nos Estados Unidos e 522 milhões no mundo inteiro, sendo considerado um sucesso pela Disney, mesmo que a bilheteria tenha sido abaixo do esperado; esse desempenho seria atribuído à concorrência pesada, já que, no primeiro dia, Quarteto Fantástico ficaria em segundo na bilheteria atrás de Um Filme Minecraft, e fecharia a primeira semana também na segunda posição, mas atrás de Superman. A crítica seria bastante positiva, elogiando o elenco e a caracterização futurista dos anos 1960, mas com alguns considerando a história fraca e datada se comparada com outros filmes mais recentes de super-heróis.

Na San Diego Comic Con de julho de 2024, seria revelado que Pascal, Kirby, Quinn e Moss-Bachrach haviam todos assinado contrato para três filmes, e que Reed, Sue, Johnny e Ben estavam confirmados nos próximos dois filmes dos Vingadores, Vingadores: Doutor Destino, de 2026, e Vingadores: Guerras Secretas, de 2027; na mesma ocasião, seria revelado que Robert Downey, Jr., até 2019 intérprete de Tony Stark, havia sido oficialmente contratado para interpretar Victor Von Doom, com as negociações tendo se iniciado quase um ano antes. Feige se diria extremamente empolgado por poder voltar a trabalhar com Downey, e que conversava com o ator sobre a possibilidade de seu retorno ao MCU em um papel diferente do Homem de Ferro desde que se encerraram as gravações de Vingadores: Ultimato. Shakman confirmaria a presença de Doom nos dois filmes dos Vingadores, mas diria que "ele não é parte do filme do Quarteto Fantástico"; de fato, Doom só aparece brevemente na cena intercréditos, que conta apenas com Downey e Kirby, gravada durante a pré-produção de Vingadores: Doutor Destino e dirigida por Anthony e Joe Russo.

Olhos de Wakanda
Eyes of Wakanda
2025

Em fevereiro de 2021, Ryan Coogler, diretor e roteirista de Pantera Negra, anunciaria ter fechado um acordo entre sua produtora, a Proximity Media, e a Disney para a produção de séries de TV para o Disney+ ambientadas em Wakanda, o fictício país da África Central do qual T'Challa, a identidade não tão secreta do Pantera Negra, é rei e onde se passa a maior parte da ação do filme de 2018. A imprensa se mostraria empolgada, logo surgindo rumores de que uma das séries prestaria tributo a Chadwick Boseman, falecido em 2020, e outras explorariam o passado de personagens como M'Baku, Killmonger e T'Chaka, pai de T'Challa e Pantera Negra anterior, ou da organização Dora Milaje, com a expectativa de que personagens dos quadrinhos, como Bashenga, o primeiro Pantera Negra, a ativista Queen Divine Justice, e Kasper Cole, o terceiro Tigre Branco, pudessem fazer sua estreia no MCU.

Em novembro de 2022, a Proximity Media anunciaria estar trabalhando em "várias séries" ambientadas em Wakanda, mas sem dar maiores detalhes. Somente em março de 2023 seria publicado na imprensa que Coogler estaria desenvolvendo uma série de animação, com o título provisório de The Golden City, ambientada na capital de Wakanda, Birmin Zana. No mês seguinte, o executivo dos Marvel Studios Nate Moore confirmaria que diversas séries estavam em discussão, animadas e com atores, mas que a preocupação da Marvel era prejudicar a "experiência cinematográfica" proporcionada por exibir Wakanda numa tela de cinema. Apenas em dezembro de 2023 o produtor Brad Winderbaum anunciaria oficialmente que a primeira série ambientada em Wakanda seria animada, e que traria episódios protagonizados por diversos guerreiros wakandanos ao longo da história. Jornalistas comparariam a série a Histórias dos Jedi, série de Star Wars de 2022 na qual cada episódio acompanha um personagem diferente em um dos diversos momentos da saga.

Também em dezembro de 2023 seriam anunciados os roteiristas: Geoffrey Thorne, que já tinha experiência na Marvel, tendo sido roteirista das séries animadas Ultimate Homem-Aranha, de 2012, e Os Vingadores Unidos, de 2013, e Marc Bernadin, que revelaria ter sabido do projeto e começado a trabalhar em dois roteiros durante a pandemia, em 2020. Thorne escreveria o primeiro e o último episódios, e Bernadin o segundo e o terceiro. Matthew Chauncey, de What If...?, também escreveria um roteiro, que acabaria não sendo aproveitado.

Em janeiro de 2024, a Proximity Media confirmaria seu envolvimento, mas diria que o showrunner seria escolhido pela Marvel. No mesmo mês, o artista de storyboards Todd Harris revelaria ter sido dele a ideia para a série, tendo rascunhado alguns esboços durante a produção de Vingadores: Guerra Infinita e mostrado a Coogler, que estava filmando Pantera Negra. Segundo Harris, ele quis combinar "a interconectividade do MCU com a interconectividade da história da humanidade", e concebeu a série como um especial para quando Pantera Negra fosse lançado em home video ou algo assim, já que, na época, os Marvel Studios não pensavam ainda em fazer séries animadas. Winderbaum confirmaria a história, e diria que, durante a discussão sobre qual seria a primeira série, se lembraria da ideia de Harris, convidando-o para ser o showrunner. Harris seria confirmado como showrunner e diretor em janeiro de 2025; ele dirigiria sozinho o primeiro e o último episódios, e co-dirigiria o terceiro com John Fang, que seria o único diretor do segundo.

Olhos de Wakanda acompanha os Hatut Zaraze, uma força de elite secreta de Wakanda cuja missão é recuperar artefatos feitos de vibrânio que tenham sido roubados ou saído do país por outros meios. Cada episódio acompanha a missão de um agente em uma época diferente da história. O primeiro é ambientado em 1260 a.C., e acompanha a ex-Dora Milaje Noni, enviada para deter um ex-Hatut Zaraze chamado Nikat, que fugiu de Wakanda levando vários artefatos que usa sob o pseudônimo de Leão para liderar uma frota que saqueia a ilha de Creta, no Mediterrâneo. O segundo é ambientado durante a Guerra de Troia, e acompanha B'Kai, que, usando o codinome Memnon, se tornou o melhor amigo de Aquiles, e está ajudando os gregos a invadir a cidade para recuperar um artefato wakandano que está com ninguém menos que Helena. O terceiro é ambientado em 1400 d.C., e mostra o agente Basha recuperando um artefato que estava dentro de uma estátua sagrada em K'un-Lun; ao retornar a Wakanda, porém, sem saber, ele leva consigo o Punho de Ferro da época, que está disposto a pegar a estátua de volta, mas não pode sair de Wakanda após ver seus segredos. O quarto e último episódio é ambientado em 1896, durante a invasão da Etiópia pela Itália; o Príncipe Tafari e seu mentor, Kuda, recuperam um artefato wakandano, mas são abordados por uma misteriosa figura que diz vir de 500 anos no futuro, advertindo-os de que, se o artefato não ficar no local onde está, uma raça alienígena conseguirá conquistar a terra quando invadi-la.

Coogler daria a Thorne a ideia para o primeiro episódio, alegando ser fascinado pela história do "Povo do Mar", um povo de origem desconhecida que viveu durante o auge da civilização minoica em Creta, saqueando e escravizando todos os demais povos da região; segundo ele, o Povo do Mar ter acesso a tecnologia wakandana explicaria por que eles eram tão superiores ao ponto de ninguém conseguir detê-los, mas ainda assim tão misteriosos que hoje não sabemos nada sobre suas origens ou legado. Coogler também pediria para que os episódios fossem centrados "nos princípios de Wakanda", ao invés de mostrar antepassados famosos de personagens que existem no presente. Também por sugestão de Coogler, diferentemente de outras séries da Marvel Studios Animation, Olhos de Wakanda é ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU, sendo completamente integrada a Pantera Negra e Wakanda para Sempre; por causa disso, a série é considerada a estreia oficial do Punho de Ferro no MCU.

Para que Wakanda fosse a real protagonista da série, e não seus personagens, a Disney optaria não chamar para a dublagem nenhum grande nome de Hollywood, preferindo dubladores profissionais, atores que já tivessem participado de outras produções Disney, e artistas negros de expressão - como a modelo canadense Winnie Harlow, que luta pelo fim do preconceito contra portadores de vitiligo, condição da qual é portadora. O elenco conta com Harlow (no primeiro episódio) e Lynn Whitfield (no segundo) como Noni, Cress Williams como Nkati, Patricia Belcher como Akeya, Larry Heron como B'Kai, Adam Gold como Aquiles, Jason Konopisos como Ferro, Kiff VandenHeuvel como Odisseu, Yerman Gur como Paris, Joanna Kalafatis como Helena de Troia, Jacques Colimon como Basha, Jona Xiao como Jorani / Punho de Ferro, Isaac Robinson-Smith como Ebo, Gary Anthony Williams como Rakim, Zeke Alton como o Príncipe Tafari, Steve Toussaint como Kuda, Debra Wilson como uma general Dora Milaje, e Anika Noni Rose (que havia dublado Tiana em A Princesa e o Sapo) como a Última Pantera Negra.

A animação ficaria a cargo da Axis Animation, que utilizaria um estilo semelhante ao de artistas afro-americanos contemporâneos como Ernie Barnes e Dean Cornwell; a animação seria feita por computação gráfica usando cel-shading, mas, sem a presença de atores do MCU no elenco, os artistas tiveram uma maior liberdade para criar as feições e aparência geral dos personagens. Animadores da África do Sul, Nigéria e Egito seriam contratados pelo supervisor de animação Craig Elliot para contribuir com o estilo autêntico da série. Em dezembro de 2023, Harris seria perguntado se a Disney havia pensado em fazer a série com atores de carne e osso, ao que ele respondeu que um projeto dessa magnitude só poderia ganhar vida em animação, onde "filmar no Egito custa o mesmo que em Nova Iorque, e na Lua custa o mesmo que em Ohio". A abertura seria criada pelo Studio AKA e feita a mão, sem recursos de computação gráfica.

Olhos de Wakanda teria apenas quatro episódios, todos estreando no Disney+ simultaneamente, em 1 de agosto de 2025. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, em 9 de junho. A série seria a mais assistida do Disney+ em sua semana de estreia, mas não conseguiria terminar o ano dentre o Top 10 do serviço. A crítica ficaria encantada, elogiando a concisão dos roteiros, a beleza dos episódios e chamando a atenção para os temas de lealdade, amizade, ética e moralidade presentes nas histórias. Infelizmente, ainda não há notícias sobre se a série foi um projeto isolado ou se terá uma segunda temporada - nem sobre as demais séries que seriam produzidas pela Proximity Media, com a validade de cinco anos do contrato original já tendo se esgotado.

Marvel Zumbis
Marvel Zombies
2025

Apesar de seu aspecto, digamos, incomum, Zumbis Marvel é uma das séries de maior sucesso da Marvel nos quadrinhos. Ela começou despretensiosamente, como parte de uma saga do Quarteto Fantástico do Universo Ultimate, chamada O Outro Lado do Espelho, publicada nas edições de 21 a 23 de Ultimate Fantastic Four, entre setembro e novembro de 2005, na qual Reed Richards é contactado por uma versão mais velha de si mesmo, pedindo ajuda para salvar o futuro; ao passar pelo portal que levaria ao futuro, Reed descobre que foi enganado, e que o chamado partiu de uma versão alternativa sua de uma realidade paralela na qual o Apocalipse Zumbi aconteceu, transformando quase todos os heróis e vilões Marvel em zumbis.

Anunciada como sendo um crossover entre o Universo Ultimate e o Universo Marvel "principal", no que depois se revelou uma jogada de marketing, O Outro Lado do Espelho (que, em inglês, se chamava, simplesmente, Crossover) serviria como introdução ao lançamento da série limitada Marvel Zombies, com cinco edições lançadas entre dezembro de 2005 e abril de 2006, na qual Magneto tenta reunir um grupo de super-heróis sobreviventes para enfrentar os zumbis e tentar encontrar um refúgio. Para a surpresa de absolutamente todo mundo na Marvel, que previa vendas medianas, a série seria um gigantesco sucesso, com a primeira edição se esgotando em poucos dias e se tornando extremamente rara.

Esse sucesso faria com que o "Universo Zumbi" fosse revisitado várias vezes a partir de então, seja como parte de histórias nas revistas regulares dos heróis Marvel, seja na forma de outras minisséries e one shots, como Marvel Zombies 2, com quatro edições lançadas entre dezembro de 2007 e abril de 2008, Marvel Zombies: Resurrection, com quatro edições lançadas entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, e Marvel Zombies: Dead Days, de maio de 2008, que explica como ocorreu o Apocalipse Zumbi. Ao todo, já foram lançadas mais de 100 edições com a presença dos Zumbis Marvel, incluindo um crossover com o filme Uma Noite Alucinante, Marvel Zombies vs. The Army of Darkness, com cinco edições puiblicadas entre maio e setembro de 2007, no qual Ash Williams vai parar no Universo Zumbi.

Sendo uma série de tanto sucesso, é claro que os Marvel Studios gostariam de ganhar um pouco de dinheiro com ela, com Kevin Feige discutindo a possibilidade de um filme dos Zumbis Marvel já em 2013, mas desistindo após os executivos acharem que a história não poderia ser fielmente adaptada por não ser apropriada ao público-alvo das produções Marvel de então. Quando começou a produção da série animada de What If...?, porém, uma das ideias apresentadas pelo roteirista Matthew Chauncey foi justamente a de visitar o Universo Zumbi, mas usando personagens e características dos filmes lançados nas três primeiras Fases do MCU. Essa ideia acabaria se transformando em um roteiro do próprio Chauncey, que, por sua vez, daria origem ao quinto episódio, E se... zumbis?!.

Em junho de 2021, antes mesmo da estreia de What If...?, em agosto, os Marvel Studios anunciariam que mais três séries animadas estavam em pré-produção, todas elas sendo spin-offs de What If...?, ou seja, ambientadas em universos alternativos, e não na agora chamada Linha do Tempo Sagrada do MCU. No mês seguinte, seria anunciado que essas séries ainda estavam em estágio muito preliminar, e que nenhuma delas estrearia antes de 2023. Em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, seria oficialmente anunciado que uma dessas séries seria Marvel Zombies (que, em português, por alguma razão, viraria Marvel Zumbis, e não Zumbis Marvel); das outras duas não se falaria mais nada, e o mais provável é que tenham sido canceladas.

Na mesma ocasião, seria anunciado que Bryan Andrews, diretor da primeira temporada e de quase todos os da segunda e terceira de What If...?, também seria o diretor de todos os episódios de Marvel Zumbis, além de seu showrunner. Andrews diria que, após assistirem ao episódio, Feige e o produtor Brad Winderbaum gostaram tanto que convocaram uma reunião para transformar sua história em um longa-metragem animado, durante a qual se chegaria à conclusão de que o melhor seria uma minissérie, pois assim eles conseguiriam contar com o Homem-Aranha - que, segundo os termos do contrato entre Marvel e Sony, não pode aparecer em longa-metragens de animação produzidos pelos Marvel Studios. Marvel Zumbis seria uma das sensações da Comic-Con de 2022, na qual Feige confirmaria que a série faria parte do "Multiverso Animado Marvel", e que teria classificação TV-MA (inadequada para menores de 18 anos), para que pudesse contar "com toda a carnificina que se espera de uma série sobre zumbis".

A produção da série acabaria sofrendo muitos atrasos, o maior deles em 2023, quando ocorreram a greve dos roteiristas e uma reunião de emergência entre os executivos da Disney e da Marvel para tratar do baixo desempenho das produções da Fase 4, que levou a uma reestruturação de vários projetos em andamento. Após essa reunião, Zeb Wells, que havia sido roteirista de um dos episódios de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, e, futuramente, seria um dos co-roteiristas de Deadpool & Wolverine, seria escolhido para ser o chefe da equipe de roteiristas de Marvel Zumbis. Wells discutiria detalhes da história com Andrews, e acabaria sendo o único roteirista - com todos os episódios sendo creditados a "Zeb Wells, a partir de uma história de Bryan Andrews e Zeb Wells". Antes do lançamento da série, a Disney decidiria creditar Andrews e Wells como co-showrunners e co-criadores da série, já que ambos haviam mesmo feito tudo juntos - exceto dirigir, função apenas de Andrews.

Andrews ficaria satisfeito com a classificação TV-MA, dizendo que, assim, eles não precisariam se conter, e Winderbaum definiria a série como "intensa", com nível de violência comparável à dos quadrinhos dos Zumbis Marvel, diferente de tudo o que já se havia visto em uma animação do MCU. Andrews declararia não estar criando uma história de zumbis, mas uma grande aventura, com momentos de humor, ação, violência, drama e emoção, usando temas de esperança e desespero. Em alguns diálogos os personagens xingam, algo extremamente incomum para uma produção Disney, o que levaria Andrews e Wells a ter que dar uma declaração de que isso só ocorre nos momentos apropriados, com eles sempre tentando não fazer dos personagens bocas-sujas de forma gratuita.

A série é ambientada cinco anos após os eventos de E se... zumbis?!, e mostra um grupo de heróis andarilhos sobrevivendo às investidas de uma horda de zumbis controlados por Wanda Maximoff, a Rainha dos Mortos; acidentalmente, eles descobrem uma forma de evitar que a infecção zumbi se alastre ainda mais, mas Wanda tem planos de usar um poder inimaginável, protegido pelo Hulk, para transformar todos os habitantes do planeta em zumbis sob o seu comando, o que faz com que ela precise ser detida, ou de nada os esforços dos heróis adiantarão.

Assim como What If...?, Marvel Zumbis conta em seu elenco com atores que participaram dos filmes e séries do MCU repetindo seus papéis, e com dubladores profissionais substituindo aqueles que não puderam ou não quiseram participar. Dentre os atores que repetem seus papéis do MCU estão Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro; Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira; Kerry Condon como a inteligência artificial Sexta-Feira; Florence Pugh como Yelena Belova; David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho; Simu Liu como Shang-Chi; Awkwafina como Katy Chen; Randall Park como Jimmy Woo; Wyatt Russell como John Walker; Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga; Adam Hugill como Rintrah; Sheila Atim como Sara; Tessa Thompson como Valquíria; F. Murray Abraham como Khonshu (no terceiro episódio); Zenobia Shroff como Muneeba Khan; e Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff / Rainha dos Mortos. Os dubladores que repetem seus papéis de What If...? são Hudson Thames como Peter Parker / Homem-Aranha; Kenna Ramsey como Okoye; Kari Whalgren como Melina Vostokoff; Feodor Chin como Xu Wenwu; Rama Vallury como Helmut Zemo; e Piotr Michael como Khonshu (no quarto episódio). Dubladores novos incluem Todd Williams como Eric Brooks / Blade, e Greg Furman como Thor. Também participam Daniel Swain, Isaac Robinson-Smith, Debra Wilson, Alison Haislip, Dave Boat, Terri Douglas, Robin Atkin Downes, Matthew Yang King, Andrew Morgado, Ashley Peldon, Michael Ralph, Fred Tatasciore, Mike Vaughn e Matthew Wood como vozes adicionais. Personagens do MCU que fazem participações especiais, sem falas, alguns deles como zumbis, incluem T'Challa / Pantera Negra, Mercador da Morte, Ikaris, Rocky, Groot, Bruce Banner/ Hulk, Clint Barton / Gavião Arqueiro, Steve Rogers / Capitão América, Emil Blonsky / Abominável, Ava Starr / Fantasma, Carol Danvers / Capitã Marvel, Namor, Hank Pym, Janet van Dyne, Hope van Dyne / Vespa, Thanos e o Vigia.

Marvel Zumbis seria a primeira produção Marvel a contar com a presença do Pantera Negra após o falecimento do ator Chadwick Boseman. Em respeito ao fato de a Marvel ter decidido aposentar o personagem nos cinemas ao invés de substituir Boseman, na série o Pantera Negra não fala, para que não precisasse ser escalado um dublador; Andrews declararia que, caso Boseman não tivesse falecido, ele e Wells teriam usado o personagem em mais cenas e dado a ele maior importância. A série também conta com uma versão de Blade apelidada "Blade Knight", já que é um amálgama do personagem com o Cavaleiro da Lua. A inclusão de Blade seria sugerida por Feige, já que Marvel Zumbis estava sendo produzida ao mesmo tempo em que o novo filme do herói; após o adiamento do filme por tempo indeterminado, Andrews e Wells decidiram mudar o personagem, fazendo com que, nesse universo, ele tenha sido escolhido para ser o Punho de Khonshu ao invés de Marc Spector.

O estilo de animação seria o mesmo de What If...?, utilizando cel-shading e com os personagens lembrando os atores que os interpretaram no MCU; no caso de Blade, seria usado como modelo Mahershala Ali, que ainda tem contrato para interpretá-lo em um filme. Todos os episódios ficariam a cargo do Stellar Creative Lab, um dos estúdios que trabalharam em What If...?, supervisionados pela Marvel Studios Animation, com Paul Lasaine servindo como supervisor de animação. Como uma piada interna, todos os animadores da série emprestariam suas feições a zumbis.

Marvel Zumbis teria apenas quatro episódios, todos eles estreando no Disney+ em 24 de setembro de 2025, com essa data sendo anunciada de surpresa pela Disney pouco mais de um mês antes; originalmente, a ideia era que a série estreasse em outubro de 2024 como um especial de Halloween, mas, como a produção estava ligeiramente atrasada, a Marvel Studios Animation decidiria não colocá-la para competir com Agatha Desde Sempre, que ainda estaria no ar, e, em outubro de 2024, anunciaria que Marvel Zumbis estrearia em outubro de 2025, aproveitando para dar um polimento aqui e ali em alguns episódios - o que expandiria a participação de Khonshu e faria com que Michael tivesse de gravar suas novas falas, já que Abraham não estava disponível na época. A audiência superaria todas as expectativas da Disney, com Marvel Zumbis sendo a série mais assistida do Disney+ em mais de 30 países em sua semana de lançamento, e a terceira mais assistida dos Estados Unidos considerando todos os streamings. A crítica ficaria dividida, considerando a série divertida, mas sem originalidade.

Pouco antes da estreia da série, Winderbaum comentaria que, originalmente, existia a possibilidade de que fosse lançada uma segunda temporada, dependendo da reação do público à primeira, mas que, como Marvel Zumbis "foi pega no meio da reestruturação do MCU", que ocorreu no final de 2023, esses planos foram cancelados, com Wells sendo orientado a escrever um final, para que a série fosse fechada, com apenas uma temporada. Ainda assim, como Wells escreveu um final "mais ou menos aberto", e a audiência foi maior que a esperada pela Marvel, Andrews mantém a esperança de que uma segunda temporada seja autorizada, e diz já estar conversando com Wells sobre quais personagens poderiam usar, sendo seu preferido o Soldado Invernal.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
•Olhos de Wakanda
•Marvel Zumbis

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sábado, 30 de maio de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XIX)

Após um intervalo um pouco mais longo que o normal, seguiremos com a Fase 5 do MCU, com duas séries animadas!

What If...?
3ª temporada
2024

No planejamento interno dos Marvel Studios, as Fases 1, 2 e 3 do MCU são coletivamente chamadas de Saga do Infinito, enquanto as Fases 4, 5 e 6 são a Saga do Multiverso; assim, era natural que What If...?, série intrinsecamente ligada ao Multiverso, em seu planejamento inicial tivesse três temporadas, uma estreando em cada Fase da segunda Saga.

Em fevereiro de 2023, entretanto, uma reunião de emergência seria realizada envolvendo executivos da Disney e da Marvel. O motivo: produções recentes, como Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, Invasão Secreta e As Marvels não tiveram o desempenho esperado, e, para grande parte da crítica e dos fãs, o motivo seria que os Marvel Studios estavam priorizando quantidade ao invés de qualidade, preocupados apenas em lançar o maior número de produções possível, sem o esmero que elas mereciam - para corroborar esse fato, era frequentemente citado que as Fases 1, 2 e 3, juntas, tinham 23 filmes, enquanto somente a Fase 4, somando filmes, séries e especiais para a TV, tinha 18 produções. O CEO da Disney, Bob Iger, declararia que esse excesso de produções estava "diluindo o foco e a atenção do público", atribuindo a essa causa o insucesso das produções recentes, e não à qualidade das mesmas, e determinaria um "pé no freio" nas produções seguintes, recomendando um máximo de cinco lançamentos por ano, sendo três filmes e duas séries.

É importante notar que, quando essa reunião foi feita, ainda não havia ocorrido a greve dos roteiristas de 2023, que acabaria atrasando ainda mais o cronograma, fazendo com que, por exemplo, Deadpool & Wolverine fosse o único filme dos Marvel Studios lançado em 2024, e Demolidor: Renascido tivesse seus episódios cortados pela metade e sua data de estreia adiada para 2025; o novo filme do Blade ainda fazia parte dos planos, e Jonathan Majors ainda não havia sido demitido, o que significava que Kang ainda seria o vilão principal da segunda Saga. Todos esses acontecimentos levariam a mudanças profundas na grade de lançamentos do MCU, colocando em risco a produção de uma terceira temporada de What If...?.

A terceira temporada havia sido confirmada por Kevin Feige antes mesmo da estreia da segunda, em julho de 2022; na mesma ocasião, A.C. Bradley, showrunner e principal roteirista das duas temporadas, sem citar uma razão em específico, declararia que a segunda havia sido seu último projeto com os Marvel Studios, com ambos seus cargos passando na terceira temporada para Matthew Chauncey, que havia sido, junto com ela, roteirista das duas temporadas. Nos meses seguintes, seriam confirmados na terceira temporada os diretores Bryan Andrews, diretor de todos os episódios até então exceto o primeiro da segunda temporada, e Stephan Franck, diretor desse episódio e supervisor de animação da primeira temporada, e o supervisor de animação Scott Wright, que já havia ocupado esse cargo na segunda temporada. Assim como as duas primeiras temporadas, originalmente a terceira teria nove episódios, mas, para conseguir cumprir o prazo estabelecido pela Disney para a estreia, a equipe optaria por apenas oito, um deles sendo um roteiro escrito por Bradley para a segunda temporada, mas não utilizado.

Na fatídica reunião de 2023, o cancelamento da terceira temporada chegaria a ser cogitado, mas o produtor Brad Winderbaum conseguiria reverter a situação alegando que a produção já estava adiantada e seria perda de dinheiro interrompê-la. Exatamente por causa disso, porém, não fazia sentido esperar até a Fase 6 para lançá-la, sendo determinado que a segunda temporada estrearia em dezembro de 2023 e a terceira um ano depois, em dezembro de 2024, ambas como parte da Fase 5. Em agosto de 2024, quando todos os episódios já estavam prontos, a Marvel anunciaria que a terceira temporada seria a última, fato que já havia sido determinado quando Chauncey assumiu como showrunner, mas estava sendo mantido em segredo desde então; em novembro, Winderbaum declararia que o encerramento da série de daria por "razões maiores do MCU", e que era "a hora certa de concluir a série em termos de narrativa", mas não descartaria a produção de novas temporadas ou episódios especiais no futuro.

A terceira temporada é permeada por um arco de história no qual os demais Vigias se irritam com o comportamento do Vigia (que finalmente é chamado na série por seu nome nos quadrinhos, Uatu), que deveria apenas observar, mas não para de interferir, decidindo removê-lo de seu posto e julgá-lo por traição. Sua única esperança é uma equipe formada por Capitã Carter, Kahhori, Tempestade (dos X-Men) e Byrdie, filha de Darcy Lewis com Howard, o Pato. Essa equipe foi criada secretamente pelo próprio Vigia, e tem uma nave capaz de viajar pelo Multiverso, lutando contra a injustiça - algo que foi considerado hediondo pela Eminência, líder dos Vigias. Os episódios seriam ainda mais, digamos, ousados que os das temporadas anteriores, contando com um no qual os Vingadores pilotam robôs gigantes como em um anime, um musical estrelado por Agatha e Kingo, um ambientado num futuro distópico e um no Velho Oeste, além do episódio no qual Howard e Darcy se casam, continuação direta de um dos episódios da primeira temporada.

Ideias descartadas incluíam um episódio estrelado por samurais e inspirado em Romeu e Julieta; um de fantasia medieval que ao final seria revelado como a narração de uma partida de Dungeons & Dragons; um ao estilo wuxia estrelado pelo Punho de Ferro e Shang-Chi; e nada menos que seis episódios que contavam com a participação da banda Kiss - um deles, uma batalha intergaláctica de bandas na qual os integrantes do Kiss eram os jurados, chegaria a ter um roteiro pronto. Andrews daria ideias para episódios envolvendo o Motoqueiro Fantasma e Bill Raio Beta, mas receberia orientação da cúpula dos Marvel Studios para descartá-las, pois os personagens poderiam aparecer em projetos futuros e não era do interesse dos executivos que eles estreassem em What If...?. Curiosamente, a equipe não sabia que poderia usar personagens dos X-Men livremente; a inclusão de Tempestade na equipe do Vigia foi sugestão de Winderbaum, e Andrews achou que somente ela havia sido autorizada. Ao ser informado, já durante a pós-produção, de que poderia ter usado outros X-Men se quisesse, ele demonstrou arrependimento por não ter tido a ideia para um episódio estrelado por Wolverine.

Em termos de roteiro, aliás, a terceira temporada - exceto pelo episódio escrito por Bradley para a segunda temporada - seria uma espécie de esforço conjunto, com o primeiro episódio tendo ideia de Bradley e Andrews e roteiros de Ryan Little, e os outros seis tendo ideia de Andrews, Chauncey e Little e roteiro de Chauncey e Little. Andrews dirigiria três dos episódios, Franck quatro, e os dois juntos dirigiriam o restante; Andrews também seria supervisor de produção ao lado de Wright no episódio do Velho Oeste. Seis dos episódios ficariam a cargo da Flying Bark Productions, e os outros dois da Stellar Creative Lab, incluindo o episódio dos robôs gigantes, que começa com animação imitando a de um anime, antes de mudar para o cel-shading característico da série.

A terceira temporada de What If...? seria a primeira produção do MCU a trazer em seu início o logotipo da Marvel Animation, ao invés do dos Marvel Studios; em português, os títulos dos episódios seriam E Se... o Hulk Lutasse contra os Vingadores Mech?, E Se... Agatha Fosse para Hollywood?, E Se... O Guardião Vermelho Tivesse Impedido o Soldado Invernal?, E Se... Howard, o Pato, Se Casasse?, E Se... A Emergência Destruísse a Terra?, E Se... 1872?, E Se... O Vigia Desaparecesse?, e E Se... E Se?.

Os atores que repetiram suas atuações dos demais filmes e séries do MCU foram Alison Sealy-Smith como Ororo Munroe / Tempestade, Anthony Mackie como Sam Wilson / Capitão América, Chris Hemsworth como Thor, Clark Gregg como Phil Coulson, David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho, David Kaye como Arishem, Devery Jacobs como Kahhori, Dominic Cooper como Howard Stark, Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro, Emily VanCamp como Sharon Carter, Gene Farber como Vasily Karpov, Hailee Steinfeld como Kate Bishop, Hayley Atwell como Peggy Carter / Capitã Carter, James D'Arcy como Edwin Jarvis, Jeffrey Wright como Uatu / Vigia, Josh Brolin como Thanos, Karen Gillan como Nebulosa, Kat Dennings como Darcy Lewis, Kathryn Hahn como Agatha Harkness, Kumail Nanjiani como Kingo, Laurence Fishburne como Bill Foster / Golias, Mark Ruffalo como Bruce Banner / Hulk, Meng'er Zhang como Xu Xialing, Michael Rooker como Yondu Udonta, Oscar Isaac como Marc Spector / Cavaleiro da Lua, Rachel House como Topaz, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Sebastian Stan como Bucky Barnes / Soldado Invernal, Seth Green como Howard, Teyonah Parris como Monica Rambeau, Simu Liu como Shang-Chi, Taika Waititi como Korg, Tessa Thompson como Valquíria, Tom Hiddleston como Loki, Tom Vaughan-Lawlor como Fauce, Walton Goggins como Sonny Burch, e Wyatt Russell como John Walker / Agente Americano. Dentre os dubladores profissionais que substituíram os que não quiseram ou puderam participar estão Alejandro Saab como Quentin Beck / Mystério, Alexandra Daniels como Carol Danvers / Capitã Marvel, Andrew Morgado como Laufey, Brittany Adebumola como Nakia, Darin De Paul como Zeus, David Chen como Wong, Fred Tatasciore como Groot, Jared Butler como Kaecilius, Kari Wahlgren como Melina Vostokoff e Carina Tivan, Kenna Ramsey como Okoye, Kiff VandenHeuvel como Obadiah Stane, Matt Friend como o Grão-Mestre, Michelle Wong como Ying Nan, Piotr Michael como Dreykov, Ross Marquand como Ultron, e Steven French como Malekith. Novos personagens incluem Natasha Lyonne como Byrdie, America Ferrera como a patrulheira Morales, Allen Deng como Kwai Jun-Fan, Jason Isaacs como a Eminência, e D.C. Douglas e Darin De Paul como Vigias.

A terceira temporada de What If...? estrearia no Disney+ em 22 de dezembro de 2024, com um episódio sendo lançado por dia até 29 de dezembro. Andrew acharia a data de lançamento muito apertada em relação ao prazo de produção, mas a Disney não aceitaria adiá-la para 2025; seria isso que faria com que a temporada fosse reduzida de nove para oito episódios, permitindo que toda a produção estivesse concluída em outubro de 2024. A Disney mais uma vez não divulgou a audiência, e a crítica ficaria dividida, elogiando as atuações, mas criticando alguns dos roteiros. Wright seria indicado ao Emmy de Melhor Performance de Dublagem de um Personagem, e o episódio do Velho Oeste seria indicado ao de Melhor Edição de Som para um Programa de Animação.

Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha
Your Friendly Neighborhood Spider-Man
1ª temporada
2025

Em 2016, quando foi firmado o acordo entre Disney e Sony para que o Homem-Aranha pudesse fazer parte do MCU, Kevin Feige determinaria que o primeiro filme do herói produzido pelos Marvel Studios não seria um "filme de origem". Segundo ele, os espectadores já haviam visto como Peter Parker se tornou o Homem-Aranha duas vezes, e ambos os filmes ainda eram recentes, de forma que o tempo gasto explicando a origem do herói poderia ser melhor aproveitado para contar uma de suas aventuras. Assim, o Homem-Aranha estrearia em Capitão América: Guerra Civil já como um herói estabelecido, e seu primeiro filme no MCU, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, seria continuação deste, sem contar a origem do herói nem mesmo em flashbacks.

Em 2019, entretanto, durante uma reunião da equipe criativa de What If...? na qual se discutiria qual seria a próxima série animada dos Marvel Studios, uma das propostas foi a de uma que contasse a origem do Homem-Aranha no MCU, começando com Parker sem poderes, passando por seu encontro com a aranha radioativa, a morte do Tio Ben, algumas aventuras heroicas, e terminando com seu encontro com Tony Stark que levaria aos eventos de Guerra Civil. Feige e Winderbaum aprovariam a proposta, mas a série só começaria a sair do papel em novembro de 2020, quando Jeff Trammell apresentaria suas ideias para X-Men '97, criando uma série totalmente nova, sem nenhuma ligação com qualquer anterior. Isso iria de encontro ao que Winderbaum tinha em mente - fazer de X-Men '97 uma continuação direta da série animada dos X-Men dos anos 1990 - mas as ideias de Trammell seriam tão boas que o produtor, após rejeitar seu projeto, o convidaria para criar um para a nova série animada do Homem-Aranha.

Trammell criaria a estrutura de uma série que duraria quatro temporadas, com aventuras soltas a cada episódio, mas um arco que ligasse todos eles, que levaria o Homem-Aranha from zero to hero, "do nada a um herói". Feige gostaria dessa estrutura principalmente porque o High School, o Ensino Médio dos Estados Unidos, dura quatro anos, o que permitiria que a série cobrisse um ano por temporada, dando à primeira o título provisório de Spider-Man: Freshman Year - com freshman significando "calouro".

A série seria oficialmente anunciada em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, com Trammell sendo o showrunner e chefe da equipe de roteiristas, e estreia prevista para 2023. Em julho de 2022, seria anunciada uma segunda temporada, com o título provisório de Spider-Man: Sophomore Year - com sophomore sendo o apelido dado a quem está no segundo ano do High School ou da universidade, com o do terceiro sendo junior e o do quarto, senior. Trammell, contudo, não gostava desses títulos, porque achava que cada temporada estar presa a um ano escolar de Parker limitaria a equipe criativa, e, além do mais, se a ideia era fazer da série uma "prequência" de Guerra Civil, isso sequer seria possível, já que, nos três filmes do Homem-Aranha no MCU, Parker claramente ainda estava na escola. Feige, então, sugeriria o título Your Friendly Neighborhood Spider-Man, que faz referência a um dos apelidos do herói nos quadrinhos. Trammell adoraria, e decidiria dar a cada episódio da série um título também inspirado nos quadrinhos.

Faltava, ainda, uma alteração para que a série efetivamente entrasse em produção: de início, Trammell até tentaria fazer a série ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU e levando aos eventos de Guerra Civil, mas tanto ele quanto os demais roteiristas achariam isso extremamente difícil, principalmente em relação aos personagens que poderiam usar - se quisessem usar um do MCU, teriam de respeitar tudo o que aconteceu antes e depois com ele; se quisessem usar um que ainda não tinha estreado no MCU, precisariam consultar a cúpula dos Marvel Studios e arriscar interferir na forma como esse personagem apareceria futuramente. Assim, em dezembro de 2023, Trammell receberia autorização para ambientar a série em uma linha do tempo alternativa dentro do Multiverso, recebendo autorização para usar quaisquer personagens e contar a história da forma como quisesse.

Em cada um de seus três filmes no MCU, Parker ter um "mentor" - Tony Stark no primeiro, Nick Fury no segundo, Dr. Estranho no terceiro - um personagem adulto com o qual contracena e o ajuda a se tornar um herói melhor - bom, talvez não o Dr. Estranho, mas vocês entenderam o conceito. Tendo carta branca para usar quaisquer personagens que quisesse, Trammell decidiria que o mentor de Parker na série seria Norman Osborn, que descobriria sua vida dupla e, matriculando-o no programa de jovens cientistas da Oscorp, o ajudaria a desenvolver seu traje e sua carreira de Homem-Aranha. A inclusão de Osborn também daria a oportunidade de o Homem-Aranha enfrentar alguns de seus vilões clássicos dos quadrinhos, como o Dr. Octopus, o Escorpião e o Camaleão, e reintroduzir no círculo de amigos de Parker o filho do empresário, Harry Osborn, que havia sido vetado no MCU quando o primeiro filme entrou em produção. Sem querer usar Mary Jane nem Gwen Stacy, a equipe de roteiristas optaria por colocar Pearl Pangan, personagem que existe nos quadrinhos mas não tem ligação como o Homem-Aranha, como interesse romântico para Parker,  mas a principal personagem feminina da série seria Nico Minoru (que, nos quadrinhos também não tem ligação com o Homem-Aranha, fazendo parte dos Fugitivos), melhor amiga de Parker, que é apaixonada por ele sem ele perceber.

A série começa com Parker conseguindo uma vaga na prestigiada Midtown High School, que tem um dos melhores programas de ciências do país, mas, em seu primeiro dia, uma criatura alienígena ataca a escola, sendo detida pelo Dr. Estranho. Durante a batalha, Parker salva Nico, com os dois se tornando amigos, e é mordido por uma aranha que surge de um portal junto com a criatura, ganhando seus poderes de Homem-Aranha. Infelizmente, a escola também é destruída, o que faz com que Parker e Nico tenham de ir à segunda opção, a Rockford T. Bales High School, onde também estudam Pearl e seu namorado, Lonnie Lincoln, amigo de Parker e capitão do time de futebol americano.

Alguns meses se passam e Parker, vestindo um uniforme caseiro, decide usar seus poderes para combater o crime sob o nome de Homem-Aranha. Um dia, ele salva Harry Osborn de um grupo de assaltantes, com Harry transmitindo a luta ao vivo em uma de suas redes sociais. Isso transforma o Homem-Aranha em uma celebridade, e faz com que Norman Osborn, que deduziu sua identidade, convide Parker para o programa de jovens cientistas de sua empresa, a Oscorp, onde ele será tutorado pelos cientistas Bentley Wittman e Carla Connors (que tem um braço só), e será colega do gênio Amadeus Cho, da wakandana Asha, e da misteriosa Jeanne Foulcault. Enquanto isso, Osborn o ajudará a melhorar seu traje e suas habilidades de Homem-Aranha, as quais ele usará para deter vários vilões para os quais Otto Octavius está vendendo tecnologia roubada da Oscorp.

O elenco principal conta com Hudson Thames (repetindo seu papel de What If...?) como Peter Parker / Homem-Aranha, Kari Wahlgren como a Tia May, Grace Song como Nico Minoru, Eugene Byrd como Lonnie Lincoln, Zeno Robinson como Harry Osborn, Hugh Dancy como Otto Octavius / Dr. Octopus, Charlie Cox como Demolidor, e Colman Domingo como Norman Osborn. O elenco recorrente conta com Cathy Ang como Pearl Pangam; Erica Luttrell como Asha, a Sra. Lincoln, mãe de Logan, e Emma, amiga de Pearl; Phil Lamarr como o Sr. Lincoln e o professor Sr. Taylor; Roger Craig Smith como o técnico da escola, Phil Grayfield, o chefe de segurança da Oscorp, John Gallo, e os vilões James Sanders / Corisco e Dmitri Smerdyakov / Camaleão; Anjali Kunapaneni como Jeanne Foucalt / Finesse; Aleks Le como Amadeus Cho; Paul F. Tompkins como Bentley Wittman; Zehra Fazal como Carla Connors e Susan O'Hara, mãe adotiva de Nico; Leilani Barrett como Big Donovan, líder da Gangue da 110; Ettore Ewen como Bulldozer, da mesma gangue; Anairis Quiñones como Carmilla Black, segunda em comando na Gangue dos Escorpiões, e Maria Vasquez, namorada e parceira no crime de Corisco; e Jonathan Medina como Mac Gargan / Escorpião. Participações especiais incluem Robin Atkins Downes como o Dr. Estranho; Jake Green como o vilão Butano; Matte Martinez como Andre, irmão mais novo de Lonnie; Travis Willingham como Mikhail Systevich e Thaddeus Ross; Sarah Natochenny como Mila Masaryk / Unicórnio; Mick Wingert como Tony Stark / Homem de Ferro; e Josh Keaton como Richard Parker. Em alguns episódios, Wahlgren também dubla Roxanna Volkov.

A equipe da Marvel Studios Animation optaria por fazer o desenho num estilo que lembrasse as histórias clássicas do Homem-Aranha, principalmente as desenhadas por John Romita, no que Trammell descreveu como "uma história em quadrinhos em movimento". Assim como What If...? e X-Men '97, o efeito foi conseguido através de cel shading, com as empresas Polygon Pictures e CGCG Inc. trabalhando na animação. A abertura lembraria um desenho animado da década de 1970, e, em cada episódio, terminaria com uma tela diferente, que lembrava a capa de uma revista do Homem-Aranha, com o título do episódio como se fosse o título da história. A música da abertura, Neighbor Like Me, seria composta por Leo Birenberg e Zach Robinson, tocada por The Math Club e cantada pelos rappers Relaye e Melo Makes Music, usando um sample da música de abertura da série do Homem-Aranha exibida entre 1967 e 1970, de Paul Francis Webster e Bob Harris.

A primeira temporada teria dez episódios, quatro, incluindo o primeiro, com roteiro de Trammell, quatro de Charlie Neuner, um de Raven Koné, e o último sendo escrito por Trammell e Neuner; a direção ficaria a cargo de Liza Singer (5 episódios), Stu Livingston (4 episódios, incluindo o último) e Mel Zwyer (só o primeiro). Os dois primeiros episódios estreariam no Disney+ em 29 de janeiro de 2025, com mais três estreando em 5 de fevereiro, três em 12 de fevereiro, e os dois últimos em 19 de fevereiro. A audiência não seria divulgada pela Disney, mas Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha seria um enorme sucesso de crítica, que elogiaria principalmente o fator nostalgia, o estilo da animação e a combinação de ação e comédia.

Em janeiro de 2025, antes mesmo da estreia da primeira temporada, Winderbaum confirmaria que a série seria renovada para uma terceira, e diria que a segunda já estava bem adiantada, com algumas cenas já estando sendo animadas. No mês seguinte, porém, ele lamentaria que tanto a segunda temporada de X-Men '97 quanto a de Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha estavam atrasadas, e prometeria ambas para o final de 2026, como parte da Fase 6; segundo ele, essas duas séries animadas eram "as prioridades máximas" dos Marvel Studios, com o planejamento sendo de uma nova temporada de cada sendo lançada a cada ano, sem atrasos.

Para terminar, vale citar que, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, a Marvel Comics publicaria uma minissérie em quadrinhos também chamada Your Friendly Neighborhood Spider-Man. Ambientada no mesmo universo da série e trazendo os mesmos personagens, com roteiro de Christos Gage e arte de Eric Gapstur, a minissérie cobre o intervalo de "alguns meses" entre Parker ganhar seus poderes e começar a usá-los como Homem-Aranha, não mostrado no primeiro episódio da série. Segundo Trammell, é possível que novas edições sejam lançadas, caso outras passagens de tempo aconteçam na série, como, por exemplo, entre a primeira e a segunda temporadas.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•What If...?
(3ª temporada)
•Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha
(1ª temporada)

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sábado, 11 de abril de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XVIII)

E hoje voltamos ao MCU... ou quase.

X-Men '97
1ª temporada
2024

Ok, oficialmente, X-Men '97 não faz parte da Fase 5 do MCU, mas eu vou incluí-lo nessa série assim mesmo, e meu argumento se chama Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha: toda vez que eu questiono o porquê de X-Men '97 não ser Fase 5, alguém responde "não é ambientado na Linha do Tempo Sagrada", sendo que Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha também não é, e, toda vez que eu questiono por que Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha é considerado Fase 5, alguém responde "porque é feito pela Marvel Studios Animation", sendo que X-Men '97 também é. Assim, já que Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha é oficialmente Fase 5, X-Men '97, pra mim, também é.

X-Men '97 é uma continuação direta do desenho dos X-Men exibido pela Fox entre 1992 e 1997, sendo por isso, inclusive, que ele tem esse '97 no título. A ideia de revitalizar a série surgiria em 2019, durante uma reunião da equipe criativa de What If...?, na qual se discutia qual seria a próxima série animada dos Marvel Studios. A sugestão viria de Brad Winderbaum, fã do desenho dos X-Men, que diria que vários animadores contratados pelos Marvel Studios declarariam ter sido um marco na história da animação para a TV. A ideia foi aceita, e a recém-criada Marvel Studios Animation começaria a procurar um showrunner; em novembro de 2020, Beau DeMayo, que havia sido um dos roteiristas de Cavaleiro da Lua, e Jeff Trammell apresentariam suas ideias para a série, com DeMayo sendo escolhido porque Trammell preferia fazer uma série totalmente nova, sem qualquer ligação com a antiga, e Winderbaum já estava convencido de que a melhor opção era seguir com a série antiga de onde ela havia parado.

Em junho de 2021, a Marvel Studios Animation anunciaria que, além de em What If...?, estava trabalhando em três outras séries de animação, mas que nenhuma delas tinha condições de estrear antes de 2023; em novembro, seria confirmado que uma dessas séries seria X-Men '97, com DeMayo sendo anunciado como chefe da equipe de roteiristas, e Jake Castorena, Chase Conley e Emi-Emmett Yonemura como diretores - Castorena acabaria dirigindo apenas o primeiro episódio, com Conley dirigindo cinco e Yonemura quatro. Dana Vasquez-Eberhardt, vice-presidente da Marvel Studios Animation, declararia que toda a equipe era fã do desenho original, e "sabia exatamente" como a continuação deveria ser; mesmo assim, Larry Houston, produtor e diretor da série original, e os roteiristas Eric e Julia Jane Lewald seriam contratados como consultores, lendo previamente todos os roteiros, apontando as inconsistências e sugerindo fatos e eventos que eles gostariam de ver na nova série.

No total, a temporada teria 10 episódios; DeMayo escreveria sete deles, três sozinho, dois com Feldman e dois com Anthony Seletti, que escreveriam um episódio cada sozinhos, com o outro sendo escrito por Feldman e JB Ballard. Em abril de 2022, os Lewalds já haviam revisado todos os episódios e confirmado em entrevistas que, assim como na série original e nos quadrinhos, X-Men '97 usava os X-Men como alegoria para pessoas que sofriam preconceito e discriminação. Eric Lewald diria que a série era "uma extensão da original feita ao jeito dos Marvel Studios", e Vasquez-Eberhardt diria que, assim como a original, a nova série teria momentos de ação, de novela e abordando assuntos sérios. DeMayo diria que duas características que diferenciavam a série original dos demais desenhos de super-heróis eram sua tendência ao melodrama e a exploração das relações pessoais entre os personagens, e que uma nova série só seria bem-sucedida se mantivesse essas características, o que foi aprovado pelos executivos da Marvel - que pediriam para que também fosse usado um tom camp, de comédia sutil, para atrair o público que não fosse necessariamente fã da série original.

DeMayo também declararia estar tentando honrar a série original enquanto a trazia para o mundo moderno, esperando manter sua honestidade, sinceridade emocional e foco no sentimento de família enquanto atualizava o comentário social para refletir demandas da sociedade atual. Ele argumentaria que questões de aceitação social ficariam mais complexas desde os anos 1990, e que o maior desafio era definir se o sonho de Xavier ainda era relevante para os espectadores atuais. Segundo ele, a série original foi feita "numa época mais simples, na qual questões de identidade e justiça social pareciam ter respostas claras", com o mundo tendo passado depois pelo 11 de Setembro, pela Pandemia, e por diversos ataques motivados por intolerância sexual, racial ou religiosa, de forma que não seria possível fazer a nova série com a mesma atomosfera. Ele defenderia que pelo menos um episódio contasse com um "evento traumático" motivado pela intolerância, para que ficasse claro que o mundo dos X-Men, assim como o mundo real, não era seguro.

A série seria o primeiro projeto dos Marvel Studios envolvendo os X-Men desde que a Disney comprou a Fox e recuperou os direitos sobre os personagens, o que, segundo DeMayo, aumentava a pressão para que a série tanto respeitasse a original quanto fosse por si só um produto de qualidade. Por razões óbvias, X-Men '97 não é ambientado na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU; em determinado momento da produção, Kevin Feige chegou a estudar se seria possível uma integração com o restante do MCU, mas desistiria ao concluir que isso limitaria as opções criativas dos roteiristas. Além de ser uma continuação direta do desenho original dos X-Men e, portanto, ambientado no mesmo universo e linha do tempo deste, X-Men '97 oficialmente compartilhava a linha do tempo dos outros cinco desenhos lançados nos anos 1990: Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, O Incrível Hulk e Surfista Prateado. Segundo Winderbaum, isso permitiria que X-Men '97 "mantivesse a tradição" desses desenhos, contando com participações especiais de personagens como o Capitão América e o Doutor Destino. Durante a San Diego Comic Con de 2022, Winderbaum não descartaria a possibilidade de uma integração do universo desses desenhos com o do MCU usando o Multiverso, mas diria que essa não era uma prioridade para a Marvel Studios Animation.

X-Men '97 começa exatamente um ano após Xavier deixar a Terra no final da quinta temporada da série original. A equipe dos X-Men é basicamente a mesma do outro desenho, contando com Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Wolverine, Vampira, Gambit, Fera e Jubileu, mas acrescida de Bispo, Morfo e Noturno - segundo Winderbaum, os fãs com quem ele conversou tinham uma ideia de que, na série original, esses personagens eram mais importantes do que realmente foram, então ele pediria à equipe criativa que eles tivessem mais relevância na nova série. O mundo está passando por uma aparente onda se simpatia com os mutantes, o que leva os X-Men a reavaliar seu papel como heróis: alguns, como Ciclope e Tempestade, querem manter a equipe unida para garantir que o sonho de Xavier se realize, mas outros, como Jean e Gambit, querem deixar seu passado heroico para trás e construir novas vidas. Impressionado com a aceitação dos humanos, até mesmo Magneto decide deixar seu passado de vilão para trás, se tornando o novo líder dos X-Men. As coisas começam a degringolar através da ação de dois vilões, um antigo (Sr. Sinistro) e um novo (Bastion), que levam os X-Men a rever seus posicionamentos e concluir que o mundo ainda precisa de heróis.

Muitos dos dubladores da série original retornariam aos mesmos papéis: Cal Dodd como Wolverine, Alison Sealy-Smith como Tempestade, Lenora Zahn como Vampira, George Buza como Fera, Adian Hough como Noturno, e Christopher Britton como o Sr. Sinistro. Quatro novos substituiriam dubladores da série original que já haviam falecido: Ray Chase como Ciclope (substituindo Norm Spencer), Matthew Waterson como Magneto (substituindo David Hemblen), Gil Birmingham como Forge (substituindo Marc Strange), e Eric Bauza como os Sentinelas e o Molde-Mestre (substituindo David Fox). Três dubladores novos seriam chamados porque os do elenco original não aceitariam retornar: Isaac Robinson Smith, como Bispo, substituiria Philip Akin; Gavin Hammon, como Bolivar Trask, substituiria Brett Halsey; e Ross Marquand, como o Professor Xavier, substituiria Cedric Smith. Os demais dubladores novos seriam Jennifer Hale como Jean Grey, Holly Chou como Jubileu, A.J. LoCascio como Gambit, e J.P. Karliak como Morfo. Participações especiais incluiriam Theo James como Bastion, Kari Wahlgren como sua mãe, e Gates McFadden como a Mãe Askani.

Alguns dubladores da série original retornariam em novos papéis: Catherine Disher (que, originalmente, dublou Jean Grey) faria Valerie Cooper; Chris Potter (intérprete original de Gambit) seria a voz de Cable, substituindo Lawrence Bane, que dublaria o Executor; Ron Rubin (originalmente a voz de Morfo) seria o Presidente Kelly (substituindo Len Carlson, também já falecido); e Alyson Court (originalmente Jubileu) dublaria Abscissa. A mudança ocorreria porque, por já terem se passado quase 30 anos, as vozes dos dubladores originais haviam mudado, e a diretora de dublagem, Meredith Layne, achou que essas vozes em específico já não combinavam com os personagens - exceto no caso de Court, que especificamente pediu para que uma dubladora de origem asiática assumisse Jubileu. Layne faria questão de dar novos papéis, mesmo que pequenos, a Court, por sua atitude, e a Disher, segundo ela, a maior responsável pelo sucesso de Jean Grey na série original.

Outros dubladores que merecem ser mencionados são Gui Agustini como Roberto da Costa (conhecido nos quadrinhos como Mancha Solar); Christine Uhebe como sua mãe, Nina da Costa; Donna Jay Fulks como a repórter Trish Tilby e os mutantes Amelia Voght e Tommy; Todd Haberkorn como Henry Peter Gyrich (substituindo Barry Flatman) e Ronan, o Acusador; David Errigo Jr. como Banshee (substituindo Jeremy Ratchford), Sanguessuga (substituindo John Stocker), Mojo (substituindo Peter Wildman) e Gladiador; Courtenay Taylor como Callisto (substituindo Susan Roman) e Illyana Rasputina (substituindo Tara Strong); Martha Marion como Emma Frost (substituindo Tracey Moore) e a Dra. Moira MacTaggert (substituindo Lally Cadeau); Kimberly Woods como Shard (substituindo Kay Tremblay); Abby Trott como Espiral (substituindo Cynthia Belliveau), Travis Willingham como Sebastian Shaw (substituindo David Bryant); Morla Gorrondonna como Lilandra (substituindo Camilla Scott); Cari Kabinoff como Rapina; Michael Patrick McGill como Thunderbolt Ross; Rama Vallury como o Barão Zemo; e Josh Keaton como o Capitão América, repetindo seu papel de What If...? e substituindo Bayne, que o dublou na série original.

Vale citar ainda que Marquand também dublaria o Doutor Destino numa participação especial do vilão, e Apocalipse, substituindo John Colicos e James Blendick, que o haviam dublado na série original; Karliak também dublaria William Stryker e o Hulk; Sealy-Smith também dublaria o Adversário; Hough também dublaria Fortão; Hammon também dublaria Lord Araki; e Hale, obviamente, também dublaria Madelyne Pryor - fazendo, propositalmente, uma voz semelhante, mas um tom acima da voz que fazia para Jean Grey. Finalmente, Robinson-Smith dublaria o Rei T'Chaka, o que causaria um erro de continuidade com o desenho dos anos 1990 do Quarteto Fantástico, no qual T'Chaka havia morrido e passado o manto do Pantera Negra para T'Challa; os Marvel Studios queriam uma participação do Pantera Negra em um dos episódios, mas DeMayo acharia que ainda era muito cedo para usar o personagem após a morte do ator Chadwick Boseman, e convenceria os executivos do estúdio a "colocar a humanidade antes da continuidade", usando T'Chaka ao invés.

Assim como a série original, X-Men '97 adaptaria várias histórias famosas dos quadrinhos, como O Julgamento de Magneto, Inferno, E de Extinção, Operação Tolerância Zero e Atrações Fatais, além de ter um episódio em homenagem ao famoso jogo de arcade dos X-Men da Konami. A animação ficaria a cargo do Studio Mir e da Tiger Animation, que manteriam a aparência da série original, "modernizando-a suavimente" para que o desenho não parecesse datado. Castorena também atuaria como supervisor de animação, e declararia que o desafio era fazer a série ao mesmo tempo "nova e familiar", "a série que todos se lembram, mas em 4K". Houston também atuaria como consultor da animação, descrevendo para a equipe como a série original foi feita e dando acesso aos storyboards originais. Winderbaum diria que a equipe concordaria em seguir um "Código de Ética", segundo o qual, mesmo a animação sendo totalmente digital, eles não fariam nada que não fosse possível na animação tradicional usada nos anos 1990, mas que de vez em quando esse Código seria quebrado "para efeito dramático", usando animação em 3D em cenas especialmente complicadas.

Os uniformes dos personagens seriam criados por Amelia Vidal, e seriam o mais semelhantes possível aos da série original, com mudanças sendo feitas apenas quando motivadas por questões técnicas da animação. Noturno seria o único personagem totalmente redesenhado, sendo baseado na versão dos quadrinhos de John Byrne, já que o da série original era considerado muito diferente do Noturno do imaginário popular. Curiosamente, o Sr. Sinistro, na série original, quase não se movimentava, pois seu uniforme era considerado muito trabalhoso de desenhar pela equipe de animação; com o uso da computação, esse problema desapareceu, mas a equipe de animação de X-Men '97 decidiria dar ao vilão a mesma "restrição de movimentos", por uma questão de continuidade. Nos três últimos episódios, os X-Men vestem uniformes diferentes, baseados nos quadrinhos dos anos 1970, o que, segundo DeMayo, foi feito para "explorar a nostalgia".

A abertura seria uma homenagem à da série original, mas apresentando os personagens de maior relevância em cada episódio ao invés de sempre a mesma equipe - uma referência às aberturas de séries atuais, que creditam apenas os atores que estarão naquele episódio, diferentemente do que ocorria nos anos 1990 (e antes), quando o elenco principal era sempre creditado na abertura, mesmo que algum ator não participasse de um episódio específico. Os animadores criariam a abertura do zero, mas utilizando os storyboards originais da abertura da série dos anos 1990, criados por Houston, e, segundo Castorena, "fazendo alterações mínimas". Conley e Yonemura co-dirigiriam a abertura, que teria dez versões, uma para cada episódio.

Um dos pontos mais controversos da série seria justamente a música de abertura - desde a estreia da série original, o compositor Ron Wasserman tem enfrentado acusações de plágio, com comparações sendo feitas entre o tema que ele criou e o da abertura da série húngara Linda, de 1984, composta por Gyorgy Vukan, I'm Your Baby Tonight, gravada em 1990 por Whitney Houston, e até mesmo com Papagaio Alegre, também de 1984, composição do brasileiro Hermeto Pascoal (e com Be My Lover, da banda La Bouche, mas essa, lançada em 1995, é posterior à estreia do desenho). A controvérsia, no caso de X-Men '97, porém, não tinha a ver com isso, mas com o fato de que Wasserman era empregado da Saban quando compôs a música, o que fazia com que os direitos sobre ela pertencessem à Saban. Após negociações infrutíferas quanto ao direito de uso, a Marvel recorreria à justiça, que determinaria que ela poderia sim fazer uso do tema não só em X-Men '97, mas em outras produções (um trechinho pode ser ouvido em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e no último episódio de Miss Marvel), desde que o regravasse, ao invés de usar o original, indenizasse a Saban com uma vultosa quantia e creditasse Haim Saban e Shuki Levy como detentores dos direitos originais.

Wasserman chegaria a negociar com a Marvel a regravação de seu próprio tema, mas esta acabaria ficando a cargo de John Andrew Grush e Taylor Newton Stewart, conhecidos profissionalmente como Newton Brothers, responsáveis por toda a trilha sonora de X-Men '97. Os Newton Brothers gravariam oito versões diferentes do tema, combinando orquestra, sintetizadores modernos e uma guitarra tocada por Neil Brosh, até chegar em uma que consideraram a mais parecida com a original, mas sem o som dos sintetizadores da época, que os espectadores de hoje poderiam achar datados - Stewart declararia que, ao rever a abertura da série original, estranharia o som do sintetizador, que era completamente diferente do que ele tinha em sua memória, optando por incluir a orquestra ao ver que apenas o sintetizador moderno e a guitarra não conseguiam obter um som tão próximo do original. Como o desenho é ambientado em 1997, os Newton Brothers também tiveram o cuidado de não fazer uma trilha sonora demasiadamente moderna, se inspirando em artistas como Michael Jackson, Prodigy, Radiohead e Depeche Mode; Happy Nation, do Ace of Base, lançada enquanto a série original estava no ar, seria usada como tema da nação de Genosha. O álbum da trilha sonora de X-Men '97, creditado aos Newton Brothers, seria lançado pela Hollywood Records em maio de 2024, após o tema de abertura ser lançado como single em março.

X-Men '97 teria uma pré-estreia no TCL Chinese Theatre, em Hollywood, em 13 de março de 2024, na qual foram exibidos os três primeiros episódios; uma semana depois, em 20 de março, a série estrearia no Disney+ com dois episódios, sendo lançado mais um por semana até 15 de maio. Seria a série animada com maior audiência em streaming em seu dia de estreia desde a primeira temporada de What If...?, e a série animada inédita com a maior audiência em streaming da história no dia do lançamento do último episódio. Ao longo da estreia de seus episódios, X-Men '97 só perderia em audiência para Invencível e Star Wars: The Bad Batch nas duas primeiras semanas, Fallout nas três seguintes, e Bridgerton na última, sendo a série mais assistida do streaming durante três semanas. Além disso, a audiência da série original dos anos 1990 no Disney+ aumentaria 522% entre fevereiro e maio de 2024. Entre 30 de junho e 4 de julho de 2025, X-Men '97 também seria exibida no canal a cabo FXX.

A crítica aclamaria a série, considerando-a "o melhor lançamento da Marvel nos últimos anos", elogiando a "animação nostálgica", as cenas de ação e a inteligência do roteiro. Para muitos críticos, o maior mérito de X-Men '97 foi ter conseguido manter os elementos que fizeram o sucesso da série original ao mesmo tempo em que se modernizava para se adequar aos novos tempos, sendo um "tributo apropriado ao legado" dos X-Men. Alguns também chamariam atenção para o fato de que a nova série mostrava que a antiga ainda era atual, e que o maior mérito tanto da antiga quanto da nova série era que elas não eram sobre super-heróis, mas sobre pessoas. X-Men '97 seria indicado ao Emmy de Melhor Programa de Animação, mas perderia para Samurai de Olhos Azuis.

A pré-produção de uma segunda temporada de X-Men '97 começaria antes mesmo da estreia da primeira, em julho de 2022, com Conley e Yonemura sendo mantidos como diretores e DeMayo como showrunner e principal roteirista. Em março de 2024, DeMayo declararia já ter todos os roteiros da segunda temporada prontos, e que a Marvel havia renovado a série para uma terceira; pouco depois, entretanto, ele seria demitido, sendo impedido de participar da promoção da primeira temporada e até mesmo de estar presente na pré-estreia, algo que foi considerado extremamente incomum pela imprensa especializada. Segundo a Marvel, DeMayo seria demitido após uma investigação que revelou provas "horripilantes", inclusive de conduta sexual imprópria. DeMayo gravaria um vídeo negando as acusações, e alegando ter sido difamado por executivos do estúdio que não aceitavam seu trabalho por ele ser negro e gay. Ele acusaria esses mesmos executivos de terem causado o cancelamento do novo filme do Blade, previsto para 2025, simplesmente porque DeMayo estava envolvido com a produção. Marvel e Disney não quiseram comentar.

Em fevereiro de 2024, Winderbaum agradeceria a DeMayo por seu trabalho na série, e declararia que sua demissão não afetaria a produção da segunda e terceira temporadas. Em junho de 2024, porém, após DeMayo postar uma arte dos X-Men em homenagem ao Mês do Orgulho Gay em seu Instagram, a Marvel o comunicaria de que removeria seu nome dos créditos da segunda temporada, já que a postagem era a mais recente de uma série de violações a termos que DeMayo teria aceitado quando foi demitido; o advogado de DeMayo declararia que os termos eram ilegais, mas que, mesmo assim, nenhuma das condutas de seu cliente representava violação. Após esse episódio, a Marvel Studios Animation chamaria Matthew Chauncey, de What If...?, para ser o showrunner e chefe dos roteiristas da terceira temporada; fontes internas da Marvel revelariam à imprensa que ele também estaria reescrevendo os roteiros da segunda.

Toda essa confusão acabaria atrasando a segunda temporada, que originalmente deveria estrear em 2025. Em fevereiro de 2025, Winderbaum confirmaria a estreia da segunda temporada para 2026, e declararia que o planejamento da Marvel era para que a terceira estreasse em 2027 e, a partir daí, uma nova temporada estreasse por ano. Segundo Winderbaum, X-Men '97 e Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha seriam as prioridades máximas dos Marvel Studios, com uma nova temporada de cada sendo lançada a cada ano, sem atrasos. Vamos conferir.

Deadpool & Wolverine
2024

Sobre esse eu já falei quando fiz o post "Deadpool (II)", sobre os filmes do Deadpool, então não vou falar outra vez aqui, deem um pulinho lá que tem todas as informações.

Agatha Desde Sempre
Agatha All Along
2024

Após os eventos de WandaVision, Agatha Harkness passaria três anos presa dentro de sua própria imaginação em Westview, até ser libertada por um misterioso jovem, que quer sua ajuda para percorrer a lendária Estrada das Bruxas, cuja lenda diz que realizará qualquer desejo de quem conseguir superar seus desafios e chegar ao fim do caminho. Privada de seus poderes mágicos, Agatha concorda, mas antes, segundo as regras da Estrada, a dupla precisa formar um coven, com uma bruxa de cada tipo - uma naturalista, uma especialista em poções, uma protetora e uma vidente. Ainda por cima, Agatha está sendo perseguida pelo coven conhecido como As Sete de Salem, então os perigos da Estrada das Bruxas podem não ser a pior coisa que ela precisa enfrentar.

Apesar de ser completamente diferente de sua versão dos quadrinhos, Agatha Harkness rapidamente se tornaria uma das personagens mais populares do MCU, graças principalmente a sua intérprete, Kathryn Hahn. Após o sucesso de WandaVision, sua showrunner, Jac Schaeffer, receberia uma oferta de um contrato de três anos para desenvolver novas séries para o Disney+, e, ciente da popularidade da personagem, insistiria que Agatha estivesse presente em pelo menos uma delas. Isso levaria Kevin Feige a estudar a possibilidade de uma série não só com a presença, mas estrelada por Agatha, que receberia luz verde em outubro de 2021, com Schaeffer mais uma vez sendo confirmada como showrunner e chefe da equipe de roteiristas, além de produtora executiva. Hahn, cujo contrato previa que ela voltaria a interpretar Agatha caso a personagem voltasse a aparecer, ficaria bastante empolgada com a notícia.

A série seria oficialmente anunciada um mês depois, em novembro de 2021, quando Schaeffer também seria anunciada como diretora. Mais de um ano depois, em dezembro de 2022, Gandja Monteiro também seria anunciada como diretora, com Rachel Goldberg se juntando às duas em janeiro de 2023 - no total, a série teria nove episódios, com cada uma delas dirigindo três. Além de Schaeffer, a equipe de roteiristas contaria com Laura Donney, Cameron Squires, Peter Cameron, Laura Monti (todos de WandaVision), Giovanna Sarquis, Jason Rostovsky e Gia King; cada um deles escreveria um episódio sozinho (exceto King, que co-escreveria um com Squires), com o último sendo escrito por Schaeffer e Donney. Megan McDonnell, também de WandaVision, seria a on-set writer, fazendo pequenos ajustes nos roteiros conforme os episódios eram gravados, principalmente por questões de continuidade.

O título original da série, revelado em novembro de 2021, seria Agatha: House of Harkness, mudando para Agatha: Coven of Chaos em julho de 2022 e para Agatha: Darkhold Diaries em setembro de 2023; a série seria registrada no Escritório de Patentes como simplesmente Agatha, o que levaria a revista Variety a publicar que as frequentes mudanças de título não se deviam a indecisão da Marvel ou mudanças de roteiro, mas estariam ocorrendo devido à natureza de Agatha de gostar de enganar e criar confusão - o que pareceria ser confirmado em maio de 2024, quando os Marvel Studios revelariam no Twitter que o título da série havia mudado para Agatha: The Lying Witch with Great Wardrobe (uma referência às Crônicas de Nárnia), apagando o tweet pouco tempo depois. O título verdadeiro, Agatha All Along, uma referência ao episódio de WandaVision no qual é revelado que Agatha estava por trás de vários acontecimentos daquela série, seria revelado um dia depois dessa brincadeira, juntamente com a confirmação de que os títulos falsos haviam sido "orquestrados por Agatha para brincar com os fãs da Marvel". A ideia de criar os títulos falsos partiria de Schaeffer, com a equipe de roteiristas criando mais de dez, e autorizada pela produtora Mary Livanos, que considerou que essa seria uma jogada de marketing apropriada para uma personagem como Agatha.

Cada uma das provações da Estrada das Bruxas seria pensada para emular um estereótipo das bruxas na cultura popular, se baseando em filmes como As Bruxas de Eastwick, Da Magia à Sedução, Temporada das Bruxas e até mesmo O Mágico de Oz e Malévola; originalmente, a equipe de roteiristas tentou fazer cada uma das provações baseada em um dos quatro elementos clássicos - água, terra, ar e fogo - mas isso não estava funcionando. No início da série, Agatha está presa dentro de um seriado de TV, no mesmo estilo de WandaVision, no caso um seriado policial, criado por Schaeffer em homenagem a Mare of Easttown. Winderbaum definiria Agatha Desde Sempre como uma série de Halloween, na qual os personagens correriam riscos reais, mas ainda assim com episódios divertidos, e compararia a série a Loki, no sentido de que em ambas o protagonista é um anti-herói que evolui emocionalmente a cada episódio. A magia usada pelas bruxas da série seria bastante diferente da usada por magos como o Dr. Estranho em outras produções, e, segundo Winderbaum, "Schaeffer definiria a bruxaria no MCU".

Schaeffer tomaria cuidado extremo para que nenhuma das surpresas da série vazasse previamente para a imprensa; após uma abundância de especulações e teorias dos fãs sobre WandaVision, ela também tomaria cuidado em suas entrevistas para que suas declarações não pudessem ser interpretadas de forma dúbia, até mesmo respondendo diretamente perguntas cujas respostas ela achava que não estragariam nenhuma surpresa - quando vazaria a informação de que a Morte seria um dos personagens da série, por exemplo, ela prontamente negaria que Thanos pudesse fazer uma participação. Schaeffer queria incluir uma participação especial da personagem Madisynn King (interpretada por Patty Guggenheim em Mulher-Hulk: Defensora de Heróis) em uma cena cômica sobre estereótipos de bruxas, mas não acharia uma forma de encaixar a cena sem comprometer o restante do roteiro, e acabaria desistindo; o personagem Ralph Bohner, por outro lado, ela faria questão de manter, já que havia tido de remover várias de suas cenas em WandaVision devido a dificuldades nas filmagens causadas pelos protocolos da Pandemia.

O elenco contaria com Kathryn Hahn como Agatha Harkness; Joe Locke como o Jovem; Debra Jo Rupp como Sharon Davis / Sra. Hart (repetindo seu papel de WandaVision); Aubrey Plaza como Rio Vidal, bruxa naturalista e antiga namorada de Agatha; Sasheer Zamata como Jennifer Kale, bruxa especialista em poções; Ali Ahn como Alice Wu-Gulliver, bruxa protetora, ex-policial e filha de Lorna Wu, cantora de rock de muito sucesso nos anos 1970; Patti LuPone como Lilia Calderu, bruxa vidente de 450 anos que percebe o tempo de forma não-linear; Okwui Okpokwasili como Vertigo, líder das Sete de Salem; Evan Peters como Ralph Bohner; Maria Dizzia e Paul Adelstein como os pais do Jovem; e Miles Gutierrez-Riley como Eddie, namorado do Jovem. Emma Caulfield, David Payton, David Lengel, Asif Ali e Amos Glick fariam uma participação especial repetindo seus personagens de WandaVision, assim como Kate Forbes, que interpreta Evanora Harkness, mãe de Agatha. As demais membros das Sete de Salem seriam interpretadas por Marina Mazepa, Bethany Curry, Athena Perample, Britta Grant, Alicia Vela-Bailey e Chau Naumova. Outras participações especiais incluem Elizabeth Anweis como Lorna Wu, Laura Boccaletti como a bruxa tutora de Lilia, Chloe Camp como uma jovem Lilia, Jade Quon como um demônio que assombra a familia Wu, e Abel Lysenko como Nicholas Scratch.

As filmagens começariam em janeiro de 2023 nos Trilith Studios, em Atlanta, Geórgia, com algumas externas sendo filmadas em Los Angeles; Agatha Desde Sempre seria a última produção filmada na Blondie Street, no Warner Bros. Ranch, em Burbank - onde seria construída a casa de Agatha e parte de Westview - antes da demolição da rua. A maioria das filmagens já estaria concluída quando a greve dos roteiristas começou, de forma que a série não foi impactada, com cenas extras e refilmagens somente sendo consideradas necessárias no início de 2024, quando a greve já havia terminado faz tempo. Plaza gravaria suas cenas ao mesmo tempo em que filmava Megalopolis, de Francis Ford Coppola, também em Atlanta. Miriam Margolyes seria convidada para integrar o elenco, mas recusaria alegando não querer ter de viajar da Inglaterra, onde morava, até Atlanta para filmar - segundo fontes, entretanto, ela teria recusado porque a Marvel ofereceria metade do valor que ela pediu.

A maior parte dos efeitos especiais da série seriam feitos à moda antiga, com poucos efeitos de computação gráfica, o que faria com que Agatha Desde Sempre se tornasse a série mais barata do MCU - a Disney não divulgaria o orçamento da série, mas Winderbaum confirmaria em entrevistas que ela custaria menos que os 40 milhões de dólares por episódio de Eco, a série de orçamento mais baixo do MCU até então. A iniciativa de usar efeitos à moda antiga seria de Livano, que desejava que a série fosse uma homenagem à "Era de Ouro dos filmes de fantasia e horror", prontamente aceita por Schaeffer, que desejava que a série causasse um efeito nostálgico aos fãs desse tipo de filme, assim como Wandavision trouxe nostalgia aos fãs de sitcoms. Todos os efeitos de computação gráfica da série seriam fornecidos pela Digital Domain.

A trilha sonora da série ficaria a cargo de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, que comporiam The Ballad of the Witches' Road, na série uma canção ancestral que todas as bruxas conhecem, regravada como uma balada de rock por Lorna Wu. Hahn cantaria ela mesma a maioria das músicas da trilha sonora, com LuPone como backing vocal. The Ballad of the Witches' Road teria pelo menos dez versões gravadas, cada uma delas usada em uma ocasião; a maioria delas seria cantada pelo elenco da série, mas uma seria cantada por Matthew Mayfield, outra pela cantora sul-coreana Seomoon Tak, uma pela banda Japanese Breakfast, e haveria até uma instrumental, composta por Christophe Beck e Michael Paraskevas.

Agatha Desde Sempre seria a primeira série do MCU a trazer o logotipo da Marvel Television antes de seus episódios, ao invés do dos Marvel Studios. Ela estrearia no Disney+ em 18 de setembro de 2024, com dois episódios, e depois um sendo lançado por semana até 30 de outubro, véspera de Halloween, quando seriam lançados os dois últimos. A série seria a mais assitida do Disney+ no ano, a nona mais assistida em todo o streaming, e geraria muita discussão nas redes sociais, algo que seria visto como positivo por Winderbaum.

A crítica também a receberia muito bem, elogiando as performances de Hahn, Locke, LuPone e Plaza e o "sopro de novidade" que a série trouxe ao MCU. Schaeffer também seria extremamente elogiada, considerada por alguns como "a única roteirista de super-heróis que sabe que emoções são mais poderosas que computação gráfica". Agatha Desde Sempre seria considerada uma das melhores séries de 2024 por várias publicações especializadas, como a Forbes, a TVLine, a Entertainment Weekly e o Screen Rant, e seria indicada a três Emmys: Melhor Figurino para uma Produção de Fantasia ou Ficção Cientíca, Melhor Canção Original, e Melhor Edição de Som para uma Série de TV de Meia Hora. Hahn também seria indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em uma Série de TV Musical ou Comédia.

Durante a pré-produção, Rupp descreveria Agatha Desde Sempre como "uma segunda temporada de WandaVision, se WandaVision fosse uma série de antologia como American Horror Story", e Livanos confirmaria que ela seria a "segunda numa trilogia de minisséries", com a primeira sendo WandaVision e a terceira Vision Quest. Ao inscrever a série em prêmios como o Emmy e o Globo de Ouro, porém, a Disney optaria pelas categorias de séries, e não de minisséries ou séries limitadas, o que causaria especulação de que haveria planos para uma segunda temporada. Hahn diria ter interesse em repetir o papel de Agatha, em uma segunda temporada ou em outras produções, e certeza de que outros membros do elenco também gostariam de retornar. Hoje, porém, Vision Quest está em pré-produção, mas não há nenhuma notícia sobre uma segunda temporada de Agatha Desde Sempre; a última é de fevereiro de 2025, quando Winderbaum declarou que os Marvel Studios têm interesse em fazer uma segunda temporada, mas estariam "priorizando uma boa história ao invés de uma produção corrida".

Série Universo Cinematográfico Marvel

•X-Men '97
(1ª temporada)
•Deadpool & Wolverine
•Agatha Desde Sempre

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