Captain America: Brave New World
2025
Em outubro de 2015, Kevin Feige confirmaria que Capitão América: Guerra Civil encerraria a trilogia de Steve Rogers como Capitão América no MCU, e que Chris Evans estaria negociando interpretar o personagem apenas nos filmes dos Vingadores, sem interesse em estrelar um quarto filme. Três anos depois, em outubro de 2018, a Marvel anunciaria estar desenvolvendo uma série estrelada por Anthony Mackie, que teria de lidar com o fato de ter sido escolhido por Rogers como seu sucessor após os eventos de Ultimato. Mais tarde revelada como sendo Falcão e o Soldado Invernal, essa série seria pensada para ter apenas uma temporada, embora sua diretora, Kari Skogland, tenha declarado que havia deixado pontas soltas suficientes para a Marvel fazer uma segunda temporada caso quisesse. Enquanto a série estava no ar, Feige diria que a série poderia até ter outra temporada, mas que o plano inicial era que ela fosse sucedida por um filme, como havia ocorrido com WandaVision.
Em abril de 2021, pouco após a estreia do último episódio de Falcão e o Soldado Invernal ir ao ar, o chefe de roteiristas da série, Malcolm Spellman, revelaria que ele e Dalan Musson já estavam escrevendo um roteiro para um novo filme, que seria estrelado por Mackie no papel do Capitão América, e que originalmente seria escrito por Rob Edwards, que havia abandonado o projeto por diferenças criativas. Mackie declararia ter sido pego de surpresa, pois não estava sabendo do projeto, mas que estava extremamente empolgado, e que seria "monumental" para ele, principalmente por ser um ator negro, protagonizar um filme do Capitão América. Ele só diria estar um pouco desapontado porque, durante as gravações da série, conversava frequentemente com seus colegas Sebastian Stan e Daniel Brühl sobre a possibilidade de uma segunda temporada, que o filme provavelmente mataria de vez.
A pré-produção começaria pra valer em julho de 2022, com a contratação de Julius Onah para a direção, recomendado a Feige pela atriz Octavia Spencer, estrela de seu filme Luce, de 2019. Onah faria uma longa reunião com Feige e Mackie na qual definiria pontos-chave do filme, fazendo questão de que ele fosse "um filme de Sam Wilson, não do Capitão América", mas que Wilson não mostraria nenhuma insegurança ou dúvida em assumir o papel do herói, estando "à vontade". A ideia da inclusão de Samuel Sterns - que não dava as caras no MCU desde O Incrível Hulk, de 2008 - e Thaddeus Ross viria de Feige, mas seria muito bem recebida por Onah, que diria ter sido esse um dos motivos que o levariam a aceitar o cargo, achando que um vilão que tem como maior trunfo o intelecto seria um oponente mais adequado para Wilson do que um puramente físico.
Onah também se diria interessado em explorar os relacionamentos entre Wilson e Ross e entre Wilson e Joaquin Torres, que havia estreado no MCU em Falcão e o Soldado Invernal, e, nos quadrinhos, é o segundo Falcão. Em reuniões com Spellman e Musson, eles decidiriam explorar também o relacionamento de Wilson com outro personagem introduzido na série, Isaiah Bradley, o "primeiro supersoldado negro"; o neto de Bradley, Eli, estava presente nas primeiras versões do roteiro, mas seria cortado por Onah achar que o filme tinha personagens demais. Onah declararia que a dinâmica entre Wilson, Ross e Sterns faria com que o filme se tornasse um thriller de espionagem, semelhante em tônica a Capitão América: O Soldado Invernal, e que seria um desafio alcançar essa tônica com a inclusão dos elementos fantásticos de O Incrível Hulk. O diretor também gostaria que o filme funcionasse por si só, e que os espectadores pudessem aproveitá-lo mesmo que não tivessem visto nenhum dos anteriores, com a melhor forma de fazer isso sendo revelando os eventos de O Incrível Hulk através de Wilson, que os estava descobrindo naquele momento.
Spellman e Musson diriam sempre ter pretendido incluir Stan no filme, e que era "impossível conseguir divorciar completamente o Falcão e o Soldado Invernal", mas que tentaram manter em segredo sua participação até o último instante possível. Eles também diriam que sempre pretenderam que o Soldado Invernal fizesse apenas uma participação curta, e que tiveram muita dificuldade para decidir em qual cena essa participação ficaria melhor, optando por uma na qual Barnes pudesse dar apoio emocional a Wilson. Outro elemento que os roteiristas haviam definido antes da contratação de Onah seria a participação da Sociedade da Serpente, vilões de longa data do Capitão América nos quadrinhos - e parte de uma piada feita por Feige, que "revelaria" que o terceiro filme do Capitão América se chamaria The Serpent Society, antes de admitir que isso só foi feito para não revelar cedo demais que se tratava de Guerra Civil. Os roteiristas admitiriam que, nos quadrinhos, os vilões eram meio cômicos, fantasiados de serpentes e com poderes bizarros, mas que decidiriam, no filme, transformá-los em um grupo terrorista que representasse uma ameaça real, chamado simplesmente Serpente.
Inicialmente, o título do filme seria revelado como Capitain America: New World Order ("Nova Ordem Mundial"), o que causaria muita controvérsia por seu uso na política, em teorias de conspiração e até mesmo em retórica antissemita; Spellman assumiria ser o criador do título, mas diria que o escolheria simplesmente por também ser o título do primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal, e que ele teria sido aprovado por Feige e Onah. O título só seria alterado em junho de 2023, já durante as filmagens, pegando emprestado o do livro de Aldous Huxley; a mudança seria elogiada, principalmente por trazer otimismo ao futuro dos heróis Marvel após a mudança de Capitão América, enquanto o título anterior era visto como uma indicação de pessimismo.
Outro ponto de grande controvérsia seria a inclusão da personagem Sabra, que nos quadrinhos é agente do Mossad, o serviço secreto israelense, o que levaria a temores de representação estereotipada de árabes e palestinos, e a personalidades de origem palestina, como o escritor Yousef Munayyer, declararem que sua inclusão representava uma "valoirização do Mossad" e que era "insensível e degradante" mostrar um agente secreto israelense como herói. Em resposta, os Marvel Studios diriam que a personagem havia sido "reimaginada para o MCU", o que levaria a protestos de israelenses, com o Comitê para o Judaísmo na América declarando que "apagar o passado israelense de Sabra é como dizer que o Capitão América é canadense". No fim, a personagem seria uma ex-Viúva Negra israelense que ocupa um ponto-chave no governo dos Estados Unidos e atende pelo nome de Ruth Bat-Seraph, sem que o nome Sabra seja sequer mencionado - e sem que ela seja mutante ou agente do Mossad como nos quadrinhos, nem tenha nenhuma ligação com o governo de Israel. Ainda assim houve polêmica, com grupos pró-palestina pedindo para que houvesse boicote ao filme devido aos ataques na Faixa de Gaza, e grupos pró-Israel manifestando repúdio por uma israelense jurar lealdade a um governo estrangeiro.
William Hurt havia assinado contrato para estar no filme, e sido informado por Feige de que, assim como nos quadrinhos, nesse filme Ross se transformaria no Hulk Vermelho, se mostrando empolgado com a possibilidade, principalmente devido a uma fala do produtor Nate Moore: "transformar um personagem que tem sua vida devotada a caçar o Hulk em um Hulk é mais do que fazer dele o antagonista, é fazer dele um personagem trágico". Após o falecimento de Hurt, em março de 2022, Feige e Spellman considerariam remover Ross do filme, acreditando que nenhum ator concordaria em assumir o papel; Harrison Ford, entretanto, que já havia conversado com Feige sobre a possibilidade de interpretar algum personagem no MCU, procuraria Feige durante a pré-produção e diria ter interesse em assumir o papel de Ross, para honrar o trabalho de Hurt e permitir que o arco do personagem se concluísse. No filme, Ross é eleito Presidente dos Estados Unidos, o que geraria comparações com a saga dos quadrinhos Secret Empire, de 1974, na qual o Capitão América descobre que o Presidente é um agente da HYDRA, e com outro filme de Ford, Perigo Real e Imediato, de 1994, que mostra uma conspiração semelhante. Para que o aparecimento do Hulk Vermelho causasse impacto, Onah controlaria o uso da cor vemelha no filme, pedindo para que ela fosse usada sempre o mínimo possível, e sempre para "representar o caos".
O uniforme de Capitão América usado por Wilson, criado em Wakanda, seria redesenhado a pedido de Mackie: a primeira versão do uniforme, usada em Falcão e o Soldado Invernal, era baseada no uniforme branco que Wilson usou durante seu período como Capitão América nos quadrinhos, e tinha um capuz que o ator definiu como "seu pior pesadelo", já que era extremamente quente, fazendo-o suar e embaçando seus óculos. A nova versão, criada por Ryan Meinerding, era mais leve, e era predominantemente azul escuro, com toques de vermelho e branco, mais parecido com os uniformes usados por Chris Evans quando ele interpretou o personagem.
Capitão América: Admirável Mundo Novo também traz finalmente um uso para Tiamut, o Celestial que emerge do centro da Terra parcialmente no final de Eternos: introduzir o adamantium no MCU, com o mineral, até então desconhecido, sendo encontrado na carcaça de Tiamut. Isso leva a uma disputa para ver qual país controlará a extração, com Ross liderando as negociações. Originalmente, o roteiro previa vários países lutando pelos direitos, com uma cena final envolvendo porta-aviões e jatos de mais de dez nações diferentes, mas Onah, achando que tudo estava muito confuso, pediria para que a batalha fosse apenas entre Estados Unidos e Japão, com, na versão final, apenas essas duas nações reivindicando os direitos de exploração. A batalha em torno do Celestial seria o "momento Marvel" do filme, com muita computação gráfica e ação frenética, o que foi autorizado por Onah após ele concluir que fazê-la no mesmo estilo do resto do filme não estava dando certo.
Falando nisso, o diretor de fotografia, Kramer Morgenthau, diria querer homenagear filmes de espionagem dos anos 1970, como O Dia do Chacal e Todos os Homens do Presidente, e, para tentar conseguir uma aparência de filme fotográfico usando câmeras digitais, usaria lentes anamórficas antigas adaptadas, e estabeleceria regras quanto ao movimento das câmeras, composição de cores e textura de ambientes. Onah queria que as cenas de ação fossem "pé no chão" e que Wilson fizesse coisas que ainda não haviam sido mostradas em suas aparições anteriores; embora as cenas nas quais o Capitão América luta tenham sido retocadas digitalmente, o diretor faria questão de que elas mostrassem que, ao contrário de Rogers, Wilson não tem nenhum superpoder, contando apenas com sua perícia atlética e com os elementos de seu traje. Durante as filmagens, Onah revelaria ter co-escrito o roteiro com Spellman e Musson.
As filmagens começariam em Atlanta, Geórgia, em março de 2023; pouco após o início das filmagens, começariam as greves dos roteiristas e atores de Hollywood. Os Marvel Studios declarariam que a produção não seria afetada, pois as filmagens já estavam adiantadas, e o tempo parado seria usado em pós-produção e para definir refilmagens. A cidade de Washington D.C. é um dos principais locais explorados no filme, segundo Onah, não somente porque Ross é presidente, mas porque foi lá que Wilson estreou no MCU, em O Soldado Invernal, e por ser próxima à residência de Bradley, em Baltimore; apesar disso, apenas uma semana de filmagens de cenários foi conduzida na cidade, com locais como a Casa Branca e Hains Point sendo recriados em Atlanta, usando uma combinação de elementos de estúdio, réplicas - a da Casa Branca fica dentro dos Tyler Studios, e é local frequente de filmagens - e retoques digitais. As cerejeiras onde ocorre a batalha do Capitão América contra o Hulk Vermelho existem de verdade e foram um presente do governo japonês ao norte-americano, sendo plantadas ao redor da cidade de Washington; a ideia de fazer lá a batalha seria de Onah, que diria ter vívidas lembranças das cerejeiras por ter crescido em Arlington, Virgínia, próximo à capital norte-americana. Para não usar as cerejeiras originais, a equipe de produção recriaria o local em Atlanta, misturando cerejeiras de verdade e árvores digitais.
O filme começa cinco meses após Ross ser eleito Presidente dos Estados Unidos, com Wilson já plenamente estabelecido como Capitão América, e Torres como seu parceiro. Um tratado para a exploração do adamantium é fundamental para o mandato de Ross, e ele pede ajuda a Wilson para reformular os Vingadores, que atuariam como uma força de segurança global. Antes que Wilson possa responder, entretanto, estranhos eventos causam caos em Washington, orquestrados por Sterns, que, desde os eventos de O Incrível Hulk, era prisioneiro de Ross, aparentemente ajudando-o, mas secretamente trabalhando em um plano para transformar Ross no Hulk Vermelho e sabotar o tratado de exploração do adamantium, provocando a Terceira Guerra Mundial. O elenco conta com Anthony Mackie como Sam Wilson / Capitão América; Harrison Ford como Thaddeus Ross / Hulk Vermelho; Danny Ramirez como Joaquin Torres / Falcão; Shira Haas como Ruth Bat-Seraph; Carl Lumbly como Isaiah Bradley; Xosha Roquemore como Leila Taylor, agente do Serviço Secreto com um passado em comum com Wilson; Giancarlo Esposito como Seth Voelker / Coral, líder da Serpente; Liv Tyler como Betty Ross; Tim Blake Nelson como Samuel Sterns; Sebastian Stan como Bucky Barnes; Jóhannes Haukur Jóhannesson como Mocassino; William Mark McCullough como Dennis Dunphy; e Takehiro Hira como o Primeiro-Ministro do Japão.
Em outubro de 2023, seria noticiado na imprensa que o filme teria sido muito mal recebido pelas plateias de teste, e que três de suas principais sequências seriam cortadas, com extensas refilmagens sendo programadas para ocorrer entre janeiro e maio ou junho de 2024. Em dezembro, Rob Edwards e Peter Glanz seriam contratados para escrever as cenas das refilmagens. Nelson diria que as refilmagens mudariam praticamente todas as suas cenas, mas Mackie diria que nenhum dos principais elementos do filme seria alterado, e que as refilmagens cuidariam apenas de questões como ritmo e tônica para alcançar "o filme de espionagem perfeito"; imagens e declarações posteriores da equipe mostrariam que a aparência de Sterns seria drasticamente modificada, sendo usada uma nova prótese e mais retoques digitais, sendo esse o motivo pelo qual Nelson teve de refazer suas cenas. Outro boato que se espalhou foi que, originalmente, Ross morria no final do filme; isso seria negado por Onah, que diria "não ser tão fácil matar um Hulk". A cena pós-créditos do filme também seria filmada durante as refilmagens, com Onah usando o fato de querer ver quais futuros projetos dos Marvel Studios ainda estavam confirmados após as greves para decidir se a cena teria ligação com algum deles.
Em maio de 2024, Esposito confirmaria ter participado das refilmagens, interpretando "um personagem que anteriormente não estava presente no filme, mas que estrearia nele para posteriormente ter destaque em uma série do Disney+". Originalmente, esse personagem seria o Rei Cobra, e Moore diria que Esposito estava muito empolgado por um ator negro interpretar um personagem com "Rei" no nome, mas mais tarde Onah revelaria se tratar do Coral, que foi o fundador da Sociedade da Serpente nos quadrinhos, então faria sentido que ele introduzisse a equipe no MCU. Esposito substituiria dois outros atores, Seth Rollins e Rosa Salazar, que haviam interpretado Mocassino e Cascavel e acabaram cortados do filme após as refilmagens; a trama no filme de ambos seria condensada na trama dada a Coral, com Mocassino sendo reimaginado para o guarda-costas interpretado por Jóhannesson - que, na verdade, se parece mais com o Urutu dos quadrinhos. Ainda segundo Onah, os Mocassino e Cascavel originais estavam muito parecidos com os dos quadrinhos e destoando do clima de espionagem do filme, com a oportunidade de contar com Esposito também sendo usada para corrigir esse detalhe.
Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Weta FX, Digital Domain, Luma Pictures, Barnstorm VFX, UPP, OPSIS, e Outpost VFX. Os retoques digitais na aparência de Stern ficariam a cargo da Luma, enquanto a Weta criaria o Hulk Vermelho, trabalhando sob supervisão de Meinerding; a intenção era fazer dele não "o Hulk, só que vermelho", mas uma versão mais ameaçadora do Hulk, com postura mais ereta e aparência mais atlética, mantendo ao máximo as feições de Ford. O próprio Ford forneceria a captura de movimentos, exceto na cena da luta contra o Capitão América, na qual Mackie lutaria contra um dublê cujo nome não foi registrado. Originalmente, a primeira transformação de Ross no Hulk Vermelho seria mais atemorizante, com ossos partindo e pele se rasgando, mas a versão preliminar não ficaria boa e a equipe optaria por uma transição mais suave; a Weta também criaria um processo no qual o Hulk Vermelho voltava a ser Ross, mas Onah acharia que isso quebraria "a tranquilidade da cena" e não o usaria. Tiamut e a batalha pelo adamantium ficariam a cargo da Digital Domain, que usaria o mesmo modelo digital de Eternos, mas em escala menor.
Capitão América: Admirável Mundo Novo seria o primeiro filme dos Marvel Studios sem o logotipo tradicional no início; a pedido de Onah, seria usada uma versão estática, em preto e branco e sem fanfarra, mais de acordo com o clima do filme. Sua estreia mundial seria em 14 de fevereiro de 2025, após uma pré-estreia no TCL Chinese Theatre, em Hollywood, dia 11. Seu orçamento seria de 180 milhões de dólares, considerado muito barato para um filme dessa magnitude, mas seu desempenho nas bilheterias seria considerado decepcionante: 200 milhões nos Estados Unidos e Canadá, 415 milhões considerando o mundo inteiro. Feige atribuiria o mau desempenho à ausência de Evans, mas alguns analistas o colocariam na conta de ser um filme com um protagonista negro com um parceiro latino. A crítica ficaria dividida, elogiando as performances de Mackie e Ford, mas criticando as cenas de ação e considerando o roteiro sem originalidade nem profundidade emocional. Muitos críticos acreditariam que Ross era uma alegoria para o presidente Donald Trump, o que foi negado por Onah, outros diriam que, para um filme político, estava faltando política.
Em janeiro de 2025, Mackie diria estar pronto para interpretar o Capitão América "por mais dez anos"; até o momento, porém, não há planos para um novo filme solo do herói, embora sua participação já esteja confirmada nos dois vindouros filmes dos Vingadores.
Daredevil: Born Again
1ª temporada
2025
Uma das maiores discussões dos fãs do MCU é sobre se as Séries Marvel da Netflix pertencem ou não ao cânone - em outras palavras, se Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro são ambientados na Linha do Tempo sagrada ou em alguma realidade alternativa. No início, não havia nenhuma dúvida, com os personagens dessas séries até mesmo estando cotados para aparecer em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores:Ultimato, mas, após o final da Fase 3 e da Saga do Infinito, o posicionamento oficial dos Marvel Studios era que não, as séries não eram ambientadas no mesmo universo dos filmes lançados até então. Como os personagens eram populares demais e os atores bons demais para serem descartados assim sem mais nem menos, porém, os próprios Marvel Studios deram um jeito de introduzi-los no MCU aos poucos, primeiro com uma participação do Rei do Crime em Gavião Arqueiro, então uma de Matt Murdock em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, e em seguida uma dele como Demolidor em Mulher-Hulk: Defensora de Heróis. Apesar de serem interpretados pelos mesmos atores, as "versões MCU" desses personagens pareciam ligeiramente diferentes de suas "versões Netflix", o que aparentemente confirmava o posicionamento oficial. Mas aí uma nova série entrou em desenvolvimento, e colocou mais lenha na fogueira.
Quando Demolidor foi cancelada pela Netflix, em 2018, logo começaram a surgir boatos de que a série poderia ganhar uma nova temporada no serviço de streaming da Disney, o Disney+, que sequer havia sido lançado; o contrato entre Disney e Netflix, porém, estipulava que a Disney não poderia usar nenhum dos personagens das séries financiadas pela Netflix durante um período de dois anos após o cancelamento, o que significava que, se fosse mesmo ser produzida, uma nova série ou temporada do Demolidor só poderia entrar em produção a partir de 2020. Devido à grande popularidade da série, tanto o presidente do setor de venda direta ao consumidor da Disney quanto o vice-presidente do serviço de streaming Hulu, que também pertence à Disney, tinham interesse em que fosse produzida uma quarta temporada, mas os executivos dos Marvel Studios pareciam não ter quaisquer planos para que isso fosse concretizado.
Quando as negociações finalmente começassem, em junho de 2020, a ideia original de Kevin Feige era fazer uma nova série sem qualquer ligação com as da Netflix, mas ainda trazendo Charlie Cox como Demolidor e Vincent D'Onofrio como Rei do Crime, segundo ele, porque esses atores já estavam intrinsecamente ligados aos personagens, "assim como Robert Downey, Jr. a Tony Stark e Chris Evans a Steve Rogers". Cox, que havia ficado bastante triste com o cancelamento de Demolidor, aceitou o convite na hora, com apenas alguns trâmites legais impedindo o anúncio de seu retorno ao personagem, feito simultaneamente ao de D'Onofrio, em dezembro de 2021, pouco antes das estreias de Gavião Arqueiro e Homem-Aranha: Sem Volta para Casa - no qual a participação de Cox foi mantida em segredo. Os planos para uma nova série do Demolidor, que estrearia no Disney+, começariam a ser traçados no mês seguinte, em janeiro de 2022, dois meses antes de os direitos da Netflix sobre as séries expirarem e elas também entrarem para o catálogo do Disney+, em março.
Ao contrário de Feige, Cox desejava que a nova série fosse uma continuação direta da original, ambientada alguns anos após o final da terceira temporada, e com classificação TV-MA - inadequada para menores de 18 anos - acreditando ser impossível retratar o universo do Demolidor de forma fidedigna em uma série de classificação Livre. O ator também tinha interesse em fazer da nova série uma adaptação mais fiel da história A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli, que serviu de inspiração para a terceira temporada da série da Netflix. Tudo isso foi levado em conta nas reuniões que o ator fez com os executivos dos Marvel Studios enquanto aguardava o anúncio de sua contratação.
Em maio, a nova série do Demolidor seria oficialmente anunciada pela Disney, com Matt Corman e Chris Ord sendo anunciados como chefes da equipe de roteiristas. Em julho, seria anunciado o título da série, Daredevil: Born Again - o título original de A Queda de Murdock em inglês, que também significa "renascido" - e que não se tratava de uma quarta temporada, mas de "uma coisa totalmente nova", com a equipe desconversando sempre que era perguntado se a série seria um reboot. Inicialmente, seriam anunciados 18 episódios, com Cox comentando que isso seria "um grande esforço", mas necessário, já que a série lidaria "com muitos aspectos da vida de Murdock como advogado". O título seria entendido não como uma adaptação de A Queda de Murdock, mas como o Demolidor "renascendo" para ser adaptado ao MCU, em uma referência semelhante à feita quando a Marvel decidiu chamar o primeiro filme do Homem-Aranha no MCU de Homecoming. Mais tarde, D'Onofrio confirmaria essa versão, dizendo que não havia planos para conectar a nova série à original.
A pré-produção começaria em março de 2023, com o anúncio de que diretores haviam sido contratados para dirigir episódios em blocos: Michael Cuesta seria responsável pelos dois primeiros, Jeffrey Nachmanoff pelos dois seguintes, David Boyd pelo quinto e sexto, e Clark Johnson, que havia dirigido episódios de Luke Cage, por dois não especificados. Quando as greves dos roteiristas e atores de Hollywood começasse, em maio, seis dos episódios já estavam praticamente finalizados, e o restante já tinha roteiros, aguardando a conclusão das negociações para que sua produção começasse. Em setembro de 2023, entretanto, em meio às greves, a cúpula dos Marvel Studios decidiria descartar tudo e recomeçar tudo do zero, com o argumento de que tinha assistido aos episódios já filmados e concluído que a série "não estava funcionando". Corman, Ord e todos os diretores foram demitidos, e todo o processo de escolha de roteiristas e diretores recomeçaria.
Pessoas que tiveram acesso aos episódios já filmados diriam que a mudança ocorreria porque Cordman e Ord estavam de fato fazendo uma série diferente daquela da Netflix, mas diferente demais: os roteiristas haviam criado uma série de tribunal com natureza episódica, na qual cada episódio tinha uma história fechada, com início, meio e fim, sem afetar aos demais, e na qual o foco estava muito mais na profissão de Matt como advogado do que em sua vida dupla como Demolidor - ele só apareceria de uniforme no quarto episódio, e não combateria diretamente o crime em nenhum dos já filmados. Isso desagradaria à cúpula dos Marvel Studios, que, apesar de não querer ligações com a série da Netflix, desejava que o tom fosse, ao menos, parecido.
Outro elemento bastante criticado, esse inclusive pelo público, seria que, exceto por Cox, D'Onofrio e Jon Bernthal, que interpreta o Justiceiro, todo o elenco da série seria completamente novo, com o único outro personagem presente na série da Netflix retornando para a da Disney sendo Vanessa Fisk, que seria interpretada por Sandrine Holt - boatos jamais confirmados diziam que Jessica Jones e o policial Brett Mahoney também estariam na série, sem especificar se interpretados por seus atores originais ou não, e que Luke Cage estaria, mas interpretado por outro ator. Após a mudança, a equipe criativa decidiria convidar Ayelet Zurer, intérprete de Vanessa na série da Netflix, para repetir o papel em Demolidor: Renascido, e incluir na história Foggy Nelson, Karen Page e o Mercenário, todos interpretados por seus atores da Netflix. Bernthal diria ter pensado em abandonar a série, e voltado atrás quando permitiram que ele escrevesse a cena na qual o Justiceiro é introduzido na série, que seria a última gravada antes da paralisação pela greve dos roteiristas; Cox diria que Bernthal seria um dos principais responsáveis pela mudança na equipe criativa, com os executivos dos Marvel Studios concluindo que seria melhor aproximar a série do estilo adotado pela Netflix após assistir sua cena.
Brad Winderbaum, chefe do departamento de streaming da Disney, defenderia Cordman e Ord, que ainda seriam creditados como produtores executivos, dizendo que eles haviam recebido instruções para que, apesar de contarem com Cox e D'Onofrio, fizessem da série um "reset", já que os Marvel Studios acreditavam que, se houvesse desconfiança de que era necessário assistir às três temporadas da série da Netflix para compreender a nova série, espectadores novos poderiam não se interessar, diminuindo a audiência. Além disso, Feige confirmaria que a ideia inicial era fazer uma série episódica, diferentemente das séries da Fase 4, que pareciam um filme dividido em vários episódios, e que o intuito era fazer a série parecida com a da Netflix, mas "apropriada para espectadores mais jovens".
Tanto Cox quanto D'Onofrio, porém, elogiariam a mudança, dizendo estar convencidos de que a abordagem de Cordman e Ord não era a mais correta, com Cox declarando que as versões do Demolidor e do Rei do Crime "estavam sendo tratados como variantes", em uma referência ao termo usado em Loki, querendo dizer que eram diferentes demais de suas versões na série da Netflix, e D'Onofrio declarando que Feige ouviu as preocupações da dupla, concluindo que um "reboot parcial" seria impossível, com os únicos caminhos sendo ou "abraçar a série da Netflix", ou recomeçar a história do Demolidor do zero.
Em outubro de 2023, Dario Scardapane, que havia sido roteirista da série do Justiceiro da Netflix, seria anunciado como o novo showrunner de Demolidor: Renascido, com os diretores Justin Benson e Aaron Moorehead, que haviam trabalhado em Cavaleiro da Lua e Loki sendo anunciados no mês seguinte. Exceto por Cordman e Ord, a equipe de roteiristas seguiria a mesma, e, após a chegada de Scardapane, se diria convencida de que o único caminho possível era fazer da nova série uma continuação da série da Netflix, usando os mesmos personagens e seguindo com suas histórias. Cox diria que, ainda assim, não seria uma "quarta temporada", e que os roteiristas estavam tentando encontrar um "equilíbrio delicado" para introduzir o Demolidor no MCU sem que fosse necessário trazer toda a bagagem da Netflix junto. Benson e Moorehead se diriam extremamente empolgados com o projeto, principalmente por ele ser mais "pé no chão", sem os elementos de fantasia e ficção científica de seus trabalhos anteriores para os Marvel Studios; D'Onofrio declararia que os diretores estavam dentre os principais talentos da Marvel, e diria estar ansioso para trabalhar com eles.
Ao invés de escrever todos os roteiros do zero, a equipe de roteiristas optaria por reescrever os que já tinham antes da mudança, com apenas três episódios tendo roteiros totalmente novos, dentre eles o piloto - e o segundo tendo tido tão pouca coisa alterada que continuou creditado a Cordman e Ord. Da mesma forma, algumas cenas dirigidas por Cuesta, Nachmanoff e Boyd seriam aproveitadas - como a da introdução do Justiceiro - com os três sendo "recontratados" em agosto de 2024, e Nachmanoff e Boyd retornando para filmar novas cenas e ajudar Benson e Moorehead a fazer um trabalho final coeso. Em maio de 2024, Cox diria que apenas nove episódios haviam sido filmados, com Feige confirmando que se tratava "da primeira temporada de Demolidor: Renascido", com os demais nove tendo sido adiados para uma segunda temporada. No fim, os roteiros seriam creditados a Scardapane, Cordman & Ord, Jill Blankenship, David Feige e Jesse Wigutow, Grainne Godfree, Thomas Wong, Blankenship, Wigutow & Scardapane, e Heather Benson & Scardapane. A direção do primeiro e a dos dois últimos seria creditada a Benson & Moorehead, com, no meio, dois de Cuesta, dois de Nachmanoff e dois de Boyd.
Scardapane diria ter sido um grande desafio fazer a série com referências aos elementos da Netflix, mas com uma história totalmente nova, que os espectadores pudessem assistir sem ter tido de ver as três temporadas anteriores. Ele confirmaria que, oiginalmente, a série seria ambientada em uma realidade diferente - ou melhor, Demolidor: Renascido seria ambientada na Linha do Tempo Sagrada, enquanto a série da Netflix seria ambientada em uma realidade alternativa - e que, originalmente, Foggy e Karen sequer apareceriam na série, com a equipe de roteiristas tendo grande dificuldade para encaixá-los na história. Scardapane também diria que muitas de suas ideias seriam vetadas pelos Marvel Studios por entrar em conflito com o que estava sendo planejado para o MCU como um todo, mas que, fora isso, teve carta branca para usar os personagens da forma como achasse melhor. Ele preferiria ignorar as aparições de Murdock em Homem-Aranha: Sem Volta pra Casa e Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, considerando que elas fizeram parte da vida do personagem, mas não tinham impacto sobre a história que ele estava vivendo agora.
Um dos pontos-chave da série é a morte de Foggy nas mãos do Mercenário, após a qual Matt passa um ano sem usar o uniforme de Demolidor, querendo deixar a vida de vigilante para trás. Esse evento já estava presente no roteiro original de Cordman e Ord, mas ocorreria fora da tela, com a primeira cena do primeiro episódio sendo o Demolidor chorando por sob a máscara. Scardapane decidiria começar o piloto com Matt, Foggy e Karen confraternizando antes da intervenção do Mercenário que levaria à morte de Foggy, para deixar claro que o mundo do Demolidor havia sido alterado irreversivelmente, e então fazer uma passagem de tempo de um ano para começar de fato a série. O morte de Foggy seria um dos pontos mais criticados do roteiro original, e vários dos roteiristas quiseram aproveitar a mudança na equipe criativa para removê-la da história, mas Scardapane a defenderia, alegando que fazia sentido para a história que ele estava imaginando que Matt "perdesse seu compasso moral", e que esse evento seria "mais que um ponto de virada, seria um terremoto", inclusive comparando-a com um evento dos quadrinhos, no qual o Mercenário mata Karen. Cox concordaria que a morte de Foggy seria a única coisa capaz de fazer Matt abandonar por um ano sua carreira como Demolidor, e sugeriria que o Demolidor pudesse ouvir o coração de Foggy batendo durante sua luta contra o Mercenário, o que Scardapane adorou e acrescentou ao roteiro imediatamente.
Outro ponto central da série, criado por Cordman e Ord e mantido por Scardapane, é a eleição de Fisk como prefeito de Nova Iorque, algo que começaria a ser construído na série Eco. Segundo Scardapane, isso daria a oportunidade de o Demolidor e o Rei do Crime se enfrentrarem no campo político, ao invés de trocarem socos. Scardapane diria se inspirar em filmes e séries dos anos 1990, principalmente Familia Soprano (curiosamente, Michael Gandolfini, que interpreta um dos assessores de Fisk, é filho de James Gandolfini, que interpretava Tony Soprano) e Rei de Nova York, para criar o clima da série, e desejar que ela fosse uma espécie de Game of Thrones, com vários grupos diferentes lutando pelo controle da cidade. Quando surgiu a informação de que Fisk seria eleito prefeito, houve especulação de que a série adaptaria a saga dos quadrinhos Reinado do Demônio; Scardapane diria essa nunca foi uma das intenções da equipe criativa, já que a saga dos quadrinhos conta com a participação de diversos heróis Marvel e termina com a destruição de Nova Iorque - ainda assim, como nos quadrinhos, na série Fisk visa proibir a atuação de super-heróis na cidade.
A série começa um período de tempo não especificado após a terceira temporada da Netflix, mas com Matt, Foogy e Karen sendo bem-sucedidos na firma Murdock, Nelson & Page. Após a morte de Foggy, há uma passagem de um ano, durante o qual Matt não vestiu o uniforme de Demolidor nem teve contato com Karen. Fundando uma nova firma, a Murdock & McDuffie, Matt tem a oportunidade de defender outro super-herói, o Tigre Branco, acusado de matar um policial, e descobre um esquema de corrupção na polícia de Nova Iorque. Paralelamente a isso, Fisk é eleito prefeito, bane o vigilantismo, e cria uma divisão especial da polícia - formada justamente pelos corruptos - para assumir o combate ao crime feito pelos heróis fantasiados. Matt decide voltar a usar o uniforme de Demolidor quando o assassino serial Muse ameaça seus entes queridos, disposto a provar que Fisk não se redimiu e está do lado da lei, mas sim contribuindo para que a cidade fique ainda mais perigosa.
O elenco conta com Charlie Cox como Matt Murdock / Demolidor; Vincent D'Onofrio como Wilson Fisk / Rei do Crime; Margarita Levieva como Heather Glenn, psicóloga que atua como terapeuta de casal para Fisk e Vanessa, com quem Matt, sem saber disso, tem um romance; Deborah Ann Woll como Karen Page; Elden Hanson como Franklin "Foggy" Nelson; Wilson Bethel como Benjamin "Dex" Poindexter / Mercenário; Ayelet Zurer como Vanessa Fisk; Zabryna Guevara como Sheila Rivera, coordenadora de campanha de Fisk; Nikki M. James como Kirsten McDuffie, ex-promotora e sócia de Matt na nova firma; Genneya Walton como BB Urich, sobrinha de Ben Urich e também jornalista, responsável pelo canal The BB Report; Arty Froushan como Buck Cashman, braço-direito de Fisk; Clark Johnson como Cherry, ex-policial, amigo de longa data de Matt e investigador na Murdock & McDuffie; Michael Gandolfini como Daniel Blake, assessor de Fisk; Kamar de los Reyes como Hector Ayala / Tigre Branco; Camila Rodriguez como Angela del Toro, sobrinha de Hector; Hunter Doohan como Bastian Cooper / Muse; Tony Dalton como Jack Duquesne / Espadachim; Mohan Kapur como Yusuf Khan; e Jon Bernthal como Frank Castle / Justiceiro. Participações especiais incluem Ruibo Qian como a policial Angie Kim; Patrick Murney, Cillian O'Sullivan e Gino Anthony Pesi como Luca, Devlin e Viktor, criminosos de diferentes famílias que querem destronar Fisk e mandar na cidade; Hamish Alln-Headley como o policial corrupto Connor Powell, da confiança de Fisk; Michael Gaston como o Comissário de Polícia Gallo; John Benjamin Hickey como Benjamin Hochberg, promotor de Nova Iorque; Lou Taylor Pucci como Adam, artista que tem um caso com Vanessa; e Susan Varon como Josie, dona do bar frequentado por Mat, Foggy e Karen.
Assim como a série da Netflix, Demolidor: Renascido seria integralmente filmada em Nova Iorque, com as internas sendo gravadas nos Silvercup Studios, no Queens, e externas sendo filmadas em Yonkers, em Williamsburg, no Bronx, no Harlem, no Manhattan Municipal Building e na Suprema Corte de Nova Iorque. O primeiro episódio conta com uma cena em plano-sequência, algo pelo qual a série da Netflix se tornaria famosa. As cenas do BB Report seriam gravadas pelos documentaristas independentes Sean Dunne e Cass Marie Greener, da Very Ape Productions, sob supervisão de Nachmanoff, que os orientou a fazê-los "como se fossem estudantes de cinema"; esses segmentos tinham cada um uma ideia central, mas não tinham roteiros, com todos os atores falando de improviso.
O uniforme do Demolidor seria desenhado por Ryan Meinerding, que também havia criado o uniforme usado na série da Netflix, mas, a pedido de Feige, o faria com um tom de vermelho mais escuro e com detalhes em preto, para que ele ficasse "menos brilhante" que o da Netflix; boatos diriam que, antes da mudança, o Demolidor usaria em Renascido o uniforme vermelho e amarelo de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, mas Meinerding os desmentiria, confirmando que o herói usava seu uniforme vermelho e preto nos episódios gravados antes das greves dos atores e roteiristas.
Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Rise FX, FOLKS, Phosphene, Powerhouse VFX, Ghost VFX, Soho VFX, Cantina Creative, Anibrain, Base FX, SDFX e The Third Floor, Inc. A abertura também seria totalmente nova, ficando a cargo da Perception e trazendo música dos Newton Brothers, responsáveis por toda a trilha da série, que fariam um remix do tema de abertura original, criado por John Paesano e Braden Kimball. Ao invés de efeitos que simulavam sangue, como a da série da Netflix, ela trazia efeitos que simulavam pedras e poeira, mas vários dos temas presentes na abertura, como a estátua da justiça e a máscara do Demolidor, seriam semelhantes.
Demolidor: Renascido traria em seu início o logotipo da Marvel Television, e estrearia no Disney+ em 4 de março de 2026, com dois episódios; um novo episódio seria lançado por semana, exceto em 25 de março, quando também foram lançados dois, com o último sendo lançado em 15 de abril. A crítica seria extremamente positiva, considerando que a série "superou expectativas" e elogiando as atuações e a química entre Cox e D'Onofrio. Os dois episódios de estreia de Demolidor: Renascido foram a audiência mais alta do Disney+ em 2025 e a segunda mais alta de toda a Fase 5, atrás apenas dos de Agatha Desde Sempre; a série seria a mais assistida do streaming em suas duas últimas semanas, e fecharia o ano dentre as dez mais assistidas nos Estados Unidos, entre as três primeiras se forem consideradas somente produções originais.
Em agosto de 2024, Scardapane confirmaria que a série havia sido dividida em duas temporadas, com ele, Benson e Moorehead sendo confirmados na segunda temporada em fevereiro de 2025, quando o showrunner declararia que "a máquina estava melhor azeitada" após a produção confusa da primeira temporada, e que a segunda teria apenas oito episódios. Scardapane também diria estar planejando a aparição, na segunda temporada, de mais personagens das séries da Netflix, como Elektra, o Tentáculo, e os demais Defensores, com a presença de Jessica Jones, novamente interpretada por Krysten Ritter, sendo confirmada em maio de 2025. No mês seguinte, Cox e D'Onofrio diriam que havia a chance até mesmo de uma terceira temporada, caso a audiência da segunda fosse boa. Em setembro de 2025, Winderbaum confirmaria a terceira temporada, declarando, também, que, devido ao grande sucesso e boa recepção da primeira, a série ganharia uma nova temporada por ano até quando fosse possível.
Mas e aí, após a estreia de Demolidor: Renascido, as séries da Netflix passaram a ser cânone? Por incrível que pareça, a posição oficial dos Marvel Studios segue sendo que não - restando a única explicação de que as séries da Netflix são de fato ambientadas em uma realidade alternativa, mas em uma na qual os eventos retratados nelas ocorreram de forma muitíssimo parecida com os da Linha do Tempo Sagrada.
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