Uma coisa puxa a outra. Semana passada, enquanto eu escrevia o post dos Thundercats, me lembrei de outro desenho da época, os Silverhawks. Eu me amarrava em Silverhawks, talvez não tanto quanto em Thundercats, He-Man e Transformers, mas ainda assim era um dos meus desenhos preferidos. Porém, diferentemente desses três, que passavam na Globo, Silverhawks passava no SBT (que ainda devia se chamar TVS), numa época em que das 7 da manhã às 7 da noite o canal era totalmente dedicado à programação infantil. Embora eu adorasse muitos dos desenhos que passavam durante este longo tempo (especialmente Jayce, Pole Position, M.A.S.K. e Silverhawks), por algum motivo do qual eu não me lembro eu peguei uma birra com eles, e hoje em dia, quando listo meus desenhos preferidos, nunca me lembro de nenhum destes. Mas não faz mal. Existem diversos graus de preferência, e Silverhawks está apenas em um grau mais baixo que os que deram entrada no meu perfil á esquerda. Ah, sim, e hoje o post é sobre eles.
Se você, como eu, por algum motivo inexplicável achava o desenho dos Silverhawks parecido com o dos Thundercats, não se preocupe, você não está maluco e o motivo não é tão inexplicável assim. Como os Thundercats, os Silverhawks também foram criados pelos estúdios Rankin/Bass e Topcraft. Na verdade, o desenho foi criado especificamente para agradar aos fãs dos Thundercats, que então poderiam assistir a dois desenhos da Rankin/Bass ao invés de um. Infelizmente, assim como a segunda temporada dos Thundercats, a primeira dos Silverhawks não teve boa audiência, e o desenho acabou cancelado após uma única temporada de 65 episódios, que foram ao ar em 1986. Por um lado, eu acho isso ruim, pois comparando a segunda temporada dos Thundercats e a primeira dos Silverhawks, a dos "falcões prateados" era muito melhor. Por outro lado, se fosse para fazer uma segunda temporada dos Silverhawks igual à segunda dos Thundercats, foi bom ter parado por aí mesmo.
De parecidos, na verdade, os desenhos só tinham duas coisas: o traço e o fato de uma equipe de heróis temáticos (em Thundercats, felinos, em Silverhawks, pássaros) combater um bando de vilões bem menos temáticos, embora ainda assim animalescos, liderados por um chefe de pouca serventia em seu estado normal, mas que se torna extremamente poderoso quando submetido a um ritual. De resto, se o intuito era agradar aos fãs de Thundercats, eles podiam ter se esforçado mais.
Silverhawks se passa no século XXV, na longínqüa galáxia de Limbo, onde, aparentemente, o vácuo não existe, pois todos se locomovem no espaço em naves conversíveis. Após um período de paz e tranqüilidade, a galáxia está novamente sob a ameaça do Monstro Estelar e seus asseclas. Para combater esta ameaça, são escolhidos cinco soldados - quatro da Terra e um do Planeta Mime. Estes cinco bravos guerreiros são submetidos a uma rigorosa operação, que reveste seus corpos com aço, e lhes confere a capacidade de suportar o vácuo (muito necessária, já que, no caso de Limbo ter vácuo, todos os vilões a possuem) e poderosas asas retráteis, com as quais podem planar no espaço (embora lá não tenha vento). Após a operação, os guerreiros passam a ser denominados Silverhawks, e passam a combater o crime em toda Limbo.
Os Silverhawks ficam sediados no Ninho dos Falcões, uma espécie de asteróide com uma imensa construção em formato de falcão. Esta base possui todo o material necessário para que eles combatam o Monstro Estelar e outros criminosos, e ainda serve de escritório para o Comandante Stargazer, o verdadeiro líder da equipe. Stargazer, no passado, foi um soldado valoroso, e o responsável por mandar o Monstro Estelar para a cadeia. Anos de serviço tiveram seu preço, porém, e hoje, além de velho e cansado, ele ainda possui várias partes biônicas, como um braço e um olho. Fora do Ninho dos Falcões, quem comanda a equipe é Quicksilver, antigo comandante da Força Interplanetária H, conhecido por seus reflexos ágeis e rapidez de raciocínio. O segundo em comando é o Tenente Bluegrass, um cowboy que jamais se separa de seu chapéu, e tem por hobby tocar guitarra - no caso, uma guitarra especialmente adaptada para disparar raios laser em caso de emergência. Bluegrass é o único Silverhawk incapaz de voar - suas asas foram rejeitadas durante a operação - mas ele compensa este fato sendo o piloto da Mirage, uma grande nave com cápsulas para levar todos os Silverhawks, e cuja cabine, onde viaja Bluegrass, pode se desacoplar, se transformando em uma nave menor e mais ágil. Os outros dois humanos da equipe são os gêmeos Steelheart, a única Silverhawk mulher, e Steelwill. Ambos, além da operação normal, ainda tiveram seus corações substituídos por bombas de aço inoxidável, o que lhes conferiu uma enorme força. Além desta força, ambos possuem muito jeito com tecnologia, sendo os "consertadores" oficiais da equipe. Um dos Silverhawks mais populares (pelo menos um dos que mais apareciam) era o garoto Copperkid, do Planeta Mime, cujo rosto parece uma maquiagem de mímico ("mime", inclusive, significa "mímico" em inglês) incapaz de falar, se comunicando através de assovios e sons eletrônicos, mas que possui grande agilidade. Copperkid era, além de Bluegrass, o único Silverhawk com armas próprias - dois discos de arremesso retornáveis - e o único a ter seu próprio veículo, uma espécie de moto chamada Copper Racer. Completava a equipe o Falcão Biônico, uma ave ciborgue altamente inteligente, que servia como batedor, além de elemento-surpresa em batalha.
Ao longo do desenho, novos Silverhawks foram se unindo à equipe, começando por Hotwing, o único Silverhawk negro, que era mágico nas horas vagas, e freqüentemente enganava os vilões com truques de prestidigitação. Mais tarde veio Flashback, um Silverhawk do futuro com o poder de viajar no tempo, que tinha uma importante mensagem para os Silverhawks do "presente", e acabou se unindo à equipe após cumprir sua missão. Finalmente, se uniram à equipe no mesmo episódio dois Silverhawks menos convencionais, Moonstryker, que não possuía asas, voando com a ajuda de um dispositivo em sua cintura que criava um pequeno tornado; e Condor, um antigo colega do Comandante Stargazer, cujas asas eram nas costas, e não sob os braços como nos demais, e que, mesmo quando em missão, usava uma roupa por cima da armadura. Mais para o final da série, em um ato meio exagerado, cada Silverhawk - e até alguns vilões - ganhou seu próprio falcão biônico, cada um com um nome e poder próprio, provavelmente com o intuito de vender mais bonequinhos. Dentre os personagens "do bem", havia ainda um personagem cômico, Seymour, que dirigia um táxi espacial, às vezes com a ajuda de seu amigo Zico, que parecia um pingüim gigante e verde.
A principal missão dos Silverhawks era frustrar os planos do Monstro Estelar, uma espécie de mafioso intergaláctico, que tinha como base um inóspito planeta chamado Brilho Estelar. Na maior parte do tempo, o Monstro Estelar se parecia com um leão magricela e caolho, mas, através de um ritual no qual recebia o poder do Raio Estelar através de uma máquina, ele se transformava em um ciborgue blindado de três metros de altura, superforte, invulnerável, capaz de lançar um raio devastador pelos olhos, e com jatos nos cotovelos. Evidentemente, o Monstro Estelar sempre adotava esta forma quando precisava sair de Brilho Estelar, o que fazia voando em uma lula gigante ciborgue chamada Skyrunner - algo bem mais legal do que parece, aliás.
Para dominar a galáxia, destruir os Silverhawks e se vingar de Stargazer, que o prendeu, o Monstro Estelar contava com a ajuda de vários capangas. Um dos mais presentes e mais inúteis era Lagartão, um homem-cobra que vivia para bajulá-lo e operar a máquina que o transformava. Dentre os perigosos estavam Da Pesada, que carregava uma mochila enorme com todo o tipo de armas e invenções, e era capaz de inventar qualquer coisa em pouco tempo com os materiais que tivesse à mão; Serrilho, um robô enorme com serras circulares que podiam ser disparadas no lugar das mãos; Melodia, uma mulher meio doida que usava como arma um sintetizador eletrônico capaz de disparar vários tipos de raios; Tornado, um alienígena armado com um diapasão enorme capaz de controlar o clima; Molecular, um robô com a capacidade de se transformar em qualquer pessoa ou objeto; e Minotauro, que, sim, era um minotauro. De vez em quando os Silverhawks também enfrentavam alguns vilões "independentes", como Parador do Tempo, um delinqüente juvenil que roubou um dispositivo capaz de congelar o tempo por alguns segundos, e o usava para cometer crimes; Zero, que tinha uma estranha máquina de roubar memórias e armazená-las em fitas de gravador; o Trapaceiro, um robô vigarista dono de um cassino; os Mercenários, três alienígenas propensos a causar confusão; e o Caçador de Recompensas, outro vilão capturado pelo Comandante Stargazer, libertado de sua prisão pelo Monstro Estelar, e que agora busca vingança, capaz de absorver energia e transformá-la em força física.
Cada episódio dos Silverhawks tinha 22 minutos, e terminava com um teste onde Copperkid era treinado em ciências e astronomia, sempre tendo a Terra e o Sistema Solar como tema, onde as criancinhas que estavam assistindo podiam testar seus conhecimentos. Isso era bom para quem estava em casa, mas para o pobre Copperkid era meio inútil, já que ele não iria ter muito como utilizar estes conhecimentos em Limbo. De qualquer forma, era mais divertido do que as lições de moral dos desenhos do He-Man.
Assim como os Thundercats, os Silverhawks também tiveram uma série em quadrinhos, publicada pela Marvel de 1986 a 1988, e duas séries de action figures, lançadas pela Kenner em 1987 e 1988, sendo que a de 1988 é quase impossível de se encontrar hoje em dia. E pelo menos três brinquedos anunciados jamais foram produzidos, além do Ninho dos Falcões, do qual a Kenner desistiu após chegar à conclusão de que sairia caríssimo para a época.
Os Silverhawks nunca chegaram a fazer tanto sucesso quanto os Thundercats, tanto que a Warner não se interessou em comprá-los. Isso reduz drasticamente as chances de que vejamos algo novo com os personagens. Pelo menos existe, no exterior, uma caixa com a série completa em DVD. Resta saber se alguém se interessaria em lançá-la por aqui.
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Se você, como eu, por algum motivo inexplicável achava o desenho dos Silverhawks parecido com o dos Thundercats, não se preocupe, você não está maluco e o motivo não é tão inexplicável assim. Como os Thundercats, os Silverhawks também foram criados pelos estúdios Rankin/Bass e Topcraft. Na verdade, o desenho foi criado especificamente para agradar aos fãs dos Thundercats, que então poderiam assistir a dois desenhos da Rankin/Bass ao invés de um. Infelizmente, assim como a segunda temporada dos Thundercats, a primeira dos Silverhawks não teve boa audiência, e o desenho acabou cancelado após uma única temporada de 65 episódios, que foram ao ar em 1986. Por um lado, eu acho isso ruim, pois comparando a segunda temporada dos Thundercats e a primeira dos Silverhawks, a dos "falcões prateados" era muito melhor. Por outro lado, se fosse para fazer uma segunda temporada dos Silverhawks igual à segunda dos Thundercats, foi bom ter parado por aí mesmo.
De parecidos, na verdade, os desenhos só tinham duas coisas: o traço e o fato de uma equipe de heróis temáticos (em Thundercats, felinos, em Silverhawks, pássaros) combater um bando de vilões bem menos temáticos, embora ainda assim animalescos, liderados por um chefe de pouca serventia em seu estado normal, mas que se torna extremamente poderoso quando submetido a um ritual. De resto, se o intuito era agradar aos fãs de Thundercats, eles podiam ter se esforçado mais.
Silverhawks se passa no século XXV, na longínqüa galáxia de Limbo, onde, aparentemente, o vácuo não existe, pois todos se locomovem no espaço em naves conversíveis. Após um período de paz e tranqüilidade, a galáxia está novamente sob a ameaça do Monstro Estelar e seus asseclas. Para combater esta ameaça, são escolhidos cinco soldados - quatro da Terra e um do Planeta Mime. Estes cinco bravos guerreiros são submetidos a uma rigorosa operação, que reveste seus corpos com aço, e lhes confere a capacidade de suportar o vácuo (muito necessária, já que, no caso de Limbo ter vácuo, todos os vilões a possuem) e poderosas asas retráteis, com as quais podem planar no espaço (embora lá não tenha vento). Após a operação, os guerreiros passam a ser denominados Silverhawks, e passam a combater o crime em toda Limbo.
Ao longo do desenho, novos Silverhawks foram se unindo à equipe, começando por Hotwing, o único Silverhawk negro, que era mágico nas horas vagas, e freqüentemente enganava os vilões com truques de prestidigitação. Mais tarde veio Flashback, um Silverhawk do futuro com o poder de viajar no tempo, que tinha uma importante mensagem para os Silverhawks do "presente", e acabou se unindo à equipe após cumprir sua missão. Finalmente, se uniram à equipe no mesmo episódio dois Silverhawks menos convencionais, Moonstryker, que não possuía asas, voando com a ajuda de um dispositivo em sua cintura que criava um pequeno tornado; e Condor, um antigo colega do Comandante Stargazer, cujas asas eram nas costas, e não sob os braços como nos demais, e que, mesmo quando em missão, usava uma roupa por cima da armadura. Mais para o final da série, em um ato meio exagerado, cada Silverhawk - e até alguns vilões - ganhou seu próprio falcão biônico, cada um com um nome e poder próprio, provavelmente com o intuito de vender mais bonequinhos. Dentre os personagens "do bem", havia ainda um personagem cômico, Seymour, que dirigia um táxi espacial, às vezes com a ajuda de seu amigo Zico, que parecia um pingüim gigante e verde.
A principal missão dos Silverhawks era frustrar os planos do Monstro Estelar, uma espécie de mafioso intergaláctico, que tinha como base um inóspito planeta chamado Brilho Estelar. Na maior parte do tempo, o Monstro Estelar se parecia com um leão magricela e caolho, mas, através de um ritual no qual recebia o poder do Raio Estelar através de uma máquina, ele se transformava em um ciborgue blindado de três metros de altura, superforte, invulnerável, capaz de lançar um raio devastador pelos olhos, e com jatos nos cotovelos. Evidentemente, o Monstro Estelar sempre adotava esta forma quando precisava sair de Brilho Estelar, o que fazia voando em uma lula gigante ciborgue chamada Skyrunner - algo bem mais legal do que parece, aliás.
Para dominar a galáxia, destruir os Silverhawks e se vingar de Stargazer, que o prendeu, o Monstro Estelar contava com a ajuda de vários capangas. Um dos mais presentes e mais inúteis era Lagartão, um homem-cobra que vivia para bajulá-lo e operar a máquina que o transformava. Dentre os perigosos estavam Da Pesada, que carregava uma mochila enorme com todo o tipo de armas e invenções, e era capaz de inventar qualquer coisa em pouco tempo com os materiais que tivesse à mão; Serrilho, um robô enorme com serras circulares que podiam ser disparadas no lugar das mãos; Melodia, uma mulher meio doida que usava como arma um sintetizador eletrônico capaz de disparar vários tipos de raios; Tornado, um alienígena armado com um diapasão enorme capaz de controlar o clima; Molecular, um robô com a capacidade de se transformar em qualquer pessoa ou objeto; e Minotauro, que, sim, era um minotauro. De vez em quando os Silverhawks também enfrentavam alguns vilões "independentes", como Parador do Tempo, um delinqüente juvenil que roubou um dispositivo capaz de congelar o tempo por alguns segundos, e o usava para cometer crimes; Zero, que tinha uma estranha máquina de roubar memórias e armazená-las em fitas de gravador; o Trapaceiro, um robô vigarista dono de um cassino; os Mercenários, três alienígenas propensos a causar confusão; e o Caçador de Recompensas, outro vilão capturado pelo Comandante Stargazer, libertado de sua prisão pelo Monstro Estelar, e que agora busca vingança, capaz de absorver energia e transformá-la em força física.
Cada episódio dos Silverhawks tinha 22 minutos, e terminava com um teste onde Copperkid era treinado em ciências e astronomia, sempre tendo a Terra e o Sistema Solar como tema, onde as criancinhas que estavam assistindo podiam testar seus conhecimentos. Isso era bom para quem estava em casa, mas para o pobre Copperkid era meio inútil, já que ele não iria ter muito como utilizar estes conhecimentos em Limbo. De qualquer forma, era mais divertido do que as lições de moral dos desenhos do He-Man.
Assim como os Thundercats, os Silverhawks também tiveram uma série em quadrinhos, publicada pela Marvel de 1986 a 1988, e duas séries de action figures, lançadas pela Kenner em 1987 e 1988, sendo que a de 1988 é quase impossível de se encontrar hoje em dia. E pelo menos três brinquedos anunciados jamais foram produzidos, além do Ninho dos Falcões, do qual a Kenner desistiu após chegar à conclusão de que sairia caríssimo para a época.
Os Silverhawks nunca chegaram a fazer tanto sucesso quanto os Thundercats, tanto que a Warner não se interessou em comprá-los. Isso reduz drasticamente as chances de que vejamos algo novo com os personagens. Pelo menos existe, no exterior, uma caixa com a série completa em DVD. Resta saber se alguém se interessaria em lançá-la por aqui.
Mas isso não tem nada a ver com o assunto. Ou quase nada. Os Thundercats, seja lá o que for que seu nome signifique, eram humanóides com feições de felinos, membros da nobreza do planeta Thundera, um mundo tecnologicamente avançado, destruído em uma guerra contra os mutantes do planeta Plun-Darr. Pouco antes da destruição total, a população sobrevivente foi colocada em várias espaçonaves, que partiram para encontrar um novo planeta onde pudessem viver. Na nave principal foram os nobres, acompanhando e protegendo a Espada Justiceira, onde está encravado o Olho de Thundera, uma jóia de grande poder. Os mutantes desejavam esta jóia para si, e se puseram a perseguir as naves thunderianas, destruindo várias delas no processo. A nave principal, felizmente, conseguiu escapar, e encontrou um novo mundo habitável. Os Thundercats então entraram em cápsulas de animação suspensa, menos seu líder, Jaga, que teve de ficar pilotando devido a um defeito no piloto automático causado pela luta com os mutantes.
A Espada Justiceira, arma de Lion, símbolo dos Thundercats e alvo da cobiça dos vilões, era um artefato de grande poder. Graças ao Olho de Thundera, incrustado em sua empunhadura, Lion podia enxergar a incríveis distâncias (a "visão além do alcance") e de vez em quando até vislumbrar o passado ou o futuro (Cheetara também podia vislumbrar o futuro, mas este dom a deixava esgotada, e ela evitava usá-lo conscientemente). A Espada também alertava Lion sobre perigos próximos, lançava raios de energia, e tinha um certo nível de consciência, se recusando a ser utlizada contra criaturas bondosas e guerreiros honrados. A Espada não era, porém, indestrutível, tendo sido quebrada e mais tarde reforjada em pelo menos duas ocasiões. Sua bainha era no formato de uma grande garra, que Lion podia usar como escudo ou para escalar paredes, com as unhas da garra ou com três jóias incrustadas nela que serviam como corda de escalada. Estas jóias também escondiam gases soníferos ou fumaça para camuflagem. Mas o poder mais famoso da Espada Justiceira era o de reunir todos os Thundercats: através de um comando verbal de Lion, a espada triplicava seu tamanho, e lançava no ar um sinal na forma do Olho de Thundera. Ao ver este sinal, qualquer Thundercat sabe onde está a espada, e se dirige para lá o mais depressa possível, além de ter momentaneamente sua força, vigor e agilidade aumentados. O sinal também tem a capacidade de anular petrificação ou controle mental, caso um dos Thundercats esteja sob estes efeitos.
Uma das coisas que mais me irritavam na segunda temporada era que os mutantes e Mumm-Ra não eram mais os vilões principais; este papel ficou com os Lunataks, antigos criminosos vindos de diversos planetas, aprisionados por Mumm-Ra após tentar dominar o Terceiro Mundo, e libertados agora sob o juramento de que o ajudariam a derrotar os Thundercats. Os Lunataks eram absurdamente poderosos (um deles chegou a quebrar a Espada Justiceira com as próprias mãos), e era meio chato ver os Thundercats apanhando igual um boi ladrão até algum evento reverter o quadro e permitir a vitória dos heróis. Os Lunataks eram liderados pela Rainha Luna, uma anãzinha de grande inteligência, que se locomovia montada em Amok, um brutamontes que raramente falava. Os demais membros eram Chilla, uma mulher que tinha bafo congelante e mãos que ateavam fogo a objetos; Tugmug, que não tinha pernas mas podia dar saltos enormes; Alluro, que tinha o poder de controlar mentalmente outros seres; e Redeye, que tinha uma visão excepcional, que o permitia arremessar discos com uma precisão extrema, e até mesmo ver Tygra quando ele estava invisível.
Dirigido por Ivan Reitman e lançado em 1984 com o nome original de Ghostbusters, o filme conta a história de três cientistas, Ray Stantz (Dan Aykroyd), Egon Spengler (Harold Ramis) e Peter Venkman (Bill Murray), que dirigem experimentos sobre paranormalidade na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Como suas pesquisas não apresentam resultados satisfatórios, eles acabam tendo sua verba cortada, e são expulsos da Universidade. Os três então decidem se dedicar a explorar um fenômeno que está se tornando cada vez mais comum na cidade: o aparecimento de fantasmas, seres sobrenaturais formados por uma energia chamada ectoplasma. Os cientistas desenvolvem armas capazes de lidar com os fantasmas - o raio de prótons, que os imobiliza no lugar, e a armadilha, um dispositivo que os captura e permite que eles o "armazenem" em uma espécie de cofre - e abrem um novo negócio, chamado Caça-Fantasmas, auxiliados pela recepcionista Janine (Annie Potts).
Os Caça-Fantasmas são chamados de volta à ação por Dana, quando um incidente paranormal envolve Oscar. Egon, Ray e Pete acabam descobrindo que um enorme rio de ectoplasma está correndo abaixo da cidade de Nova Iorque, e decidem estudar a substância, sendo, porém, flagrados pela polícia. Levados a julgamento por exercerem a profissão que estavam proibidos (e defendidos por Louis, agora advogado), eles descobrem que os fantasmas estão voltando a aterrorizar a cidade, e conseguem uma autorização para reabrir o negócio.
Na reunião do COI de 1970, a cidade norte-americana de Denver, no Colorado, foi escolhida para sede das Olimpíadas de Inverno de 1976, vencendo Whistler, no Canadá, Tampere, na Finlândia, e Sion, na Suíça. Porém, em 1972, uma crise do petróleo elevou os custos planejados para a realização das obras necessárias, e o Estado do Colorado teria de investir muito dinheiro público para que tudo ficasse pronto a tempo. Além disso, havia a preocupação de que algumas das instalações, como a pista de Bobsleding, poderiam trazer danos ecológicos à cidade. O povo de Denver, então, se pôs contra a realização dos Jogos, e um plebiscito foi realizado em novembro, onde a vontade da maioria decidiu que sinto muito, mas ali não teríamos Olimpíadas.
A patinação artística estreou um novo evento em 1976, a dança no gelo, mistura de patinação e dança de salão, disputada por casais. Os favoritos eram os norte-americanos Colleen O'Connor e James Millns, que acabaram ficando com o bronze, pois a prova foi dominada pelos soviéticos, que ganharam o ouro com Lyudmila Pakhomova e Aleksandr Gorshkov, e a prata com Irina Moisyeva e Andrey Minenkov. Outra surpresa foi o ouro do britânico John Curry na categoria simples. Curry não era muito querido dos jurados nas competições que disputava, pois eles alegavam que ele enfatizava movimentos bonitos mas fáceis em detrimento dos movimentos mais técnicos e mais difíceis; nos Jogos, porém, Curry aliou sua elegância habitual a saltos velozes e precisos, recebendo a maior nota final da história da patinação artística no gelo masculina. Também merece destaque o norte-americano Terry Kubicka, que não ganhou medalha, mas foi o primeiro patinador a executar um mortal de costas durante sua apresentação.
Localizada em uma ilha a 1.600 km do mar, na confluência dos rios São Lourenço e Ottawa, em uma planície dominada pelo Monte Real, de onde tira seu nome, a belíssima cidade canadense de Montreal, fundada em 1642, capital da província de Quebec e segunda maior cidade francófona do mundo, além de segunda maior cidade do Canadá, foi escolhida para sediar os Jogos de 1976 na reunião do COI de 1970, quando venceu duas oponentes de peso: Moscou, capital da poderosíssima União Soviética, e Los Angeles, candidata dos não menos poderosos Estados Unidos. A escolha da cidade em um pleito tão difícil imediatamente gerou um sentimento de que era preciso fazer além do melhor, organizar Jogos que entrassem para a História. De certa forma, eles entraram mesmo. Infelizmente para os canadenses, pelos motivos errados.
Ainda na ginástica, merece uma menção o japonês Shun Fujimoto. Desde 1960, o Japão ganhara o ouro nos exercícios combinados por equipes em todas as edições dos Jogos; em 1976, porém, os atletas soviéticos estavam tendo uma exibição primorosa, e o quinto ouro do Japão parecia pouco provável. Todos os ginastas japoneses sabiam que teriam de superar todos os seus limites para alcançar o lugar mais alto do pódio, e foi justamente o que Fujimoto fez: durante os exercícios de solo, após um pouso errado, o atleta fraturou a tíbia. Como a prova que restava para ele era a das argolas, onde as pernas só são necessárias na hora do pouso, ele não disse nada ao treinador, nem a seus colegas, nem pediu qualquer auxílio, simplesmente enfaixou o osso quebrado e seguiu na competição. Fujimoto teve uma performance excelente, saindo com uma cambalhota tripla, e mantendo a postura mesmo aterrissando sobre a perna quebrada. Sua nota foi essencial para que os japoneses suplantassem os soviéticos, mas seu osso praticamente se esfacelou com o esforço. Anos depois, durante uma entrevista, perguntado se competiria novamente com a perna fraturada para garantir o ouro para o Japão, Fujimoto respondeu, sem hesitar, que não.