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sábado, 18 de outubro de 2025

Escrito por em 18.10.25 com 0 comentários

Rihanna

Uma vez um amigo me disse que eu sou um roqueiro poser, porque eu digo que gosto de rock, mas, na verdade mesmo, eu gosto de cantoras pop tipo Christina Aguilera e Rihanna. O pior é que eu realmente gosto de rock, mas, quando decido escutar música enquanto estou fazendo alguma atividade, tipo escrever esse post, normalmente opto por alguma cantora pop, não sei precisar a razão. De qualquer forma, o comentário dele me fez perceber que existe pelo menos uma cantora pop da qual eu gosto para a qual eu ainda não havia escrito um post. Para corrigir isso, hoje é dia de Rihanna no átomo!


Robyn Rihanna Fenty nasceu em 20 de fevereiro de 1988 em Saint Michael, Barbados. A família de sua mãe é originária da Guiana, e seu pai era descendente de irlandeses, ingleses, escoceses e africanos do oeste da África. Ela foi a primeira de três filhos do casal, tendo dois irmãos mais novos, mas também tem duas meio-irmãs e um meio-irmão, frutos de relacionamentos prévios de seu pai. Quando criança, sua família era pobre, com seu pai trabalhando como administrador de um aramazém quando Rihanna nasceu, mas sendo demitido quando ela ainda era bem pequena; por causa disso, Rihanna cresceria em Bridgetown, a capital de Barbados, morando em um bangalô de três quartos que os Fenty dividiam com duas outras famílias, e ajudando seu pai a vender roupas em uma barraquinha de rua. Para piorar a situção, seu pai era alcóolatra e viciado em cocaína, e batia em sua mãe, nela e nos irmãos quando estava alterado. Talvez por causa disso, durante toda infância e adolescência, ela sofreria com fortes dores de cabeça cuja causa nenhum médico conseguia diagnosticar, desconfiando até de um tumor cerebral, que só começariam a melhorar após o divórcio de seus pais, quando ela tinha 14 anos.

Na escola, Rihanna era considerada uma boa aluna, e se interessava por dança, canto e poesia; ela era apaixonada por reggae, ouvindo especialmente Sizzla e Damien Marley, mas também gostava muito de Whitney Houston e Mariah Carey. Aos 11 anos, ela se alistaria no Programa de Jovens Cadetes do exército de Barbados, que lhe garantiria educação pública e a oportunidade de uma carreira militar, e onde teria como sargento outra futura cantora, Shontelle. Embora não pensasse em seguir carreira militar, Rihanna planejava fazer parte do programa até completar o Ensino Médio, mas acabaria abandonando tanto o projeto quanto a escola aos 16 anos, para viajar aos Estados Unidos e começar sua carreira de cantora de sucesso.

Sua primeira experiência no mundo da música ocorreria um ano antes, em 2003, quando Rihanna, aos 15 anos e ao lado de duas colegas de sala, formaria um grupo musical sem nome e sem material original, que arriscaria a sorte em uma audição promovida pelo produtor norte-americano Evan Rogers, cantando Emotion, do Destiny's Child. Segundo Rogers, o talento de Rihanna era tamanho que, assim que ela entrou na sala, era como se estivesse sozinha, com as outras duas garotas sendo totalmente ofuscadas por sua performance. Impressionado, ele entraria em contato com a mãe de Rihanna e convidaria a menina para se apresentar novamente, dessa vez sozinha. Arrasando também no segundo teste, Rihanna e a mãe seriam convidadas para viajar com Rogers até Connecticut, nos Estados Unidos, para gravar fitas demo que seriam oferecidas a gravadoras norte-americanas. As duas aceitariam, e, em 2004, Rihanna viajaria e gravaria Pon de Replay e The Last Time.

Uma das fitas demo seria enviada para o rapper Jay-Z, que havia acabado de se tornar CEO da gravadora Def Jam Records. Ele acharia que Pon de Replay era "grande demais" para uma artista estreante, mas gostaria da voz de Rihanna, e a convidaria para uma audição, à qual estariam presentes Jay-Z e o executivo Antonio Reid, recém-saído da gravadora Arista. Rihanna cantaria suas duas músicas demo e For the Love of You, de Whitney Houston, e deixaria Reid tão impressionado que ele diria que Jay-Z não poderia deixar que ela saísse do prédio sem um contrato. Ela acabaria assinando para sete álbuns com a Def Jam, cancelando reuniões que ainda tinha marcadas com outras gravadoras, e, às vésperas de completar 17 anos, se mudaria definitivamente com a mãe e os irmãos para os Estados Unidos.

A produção do primeiro álbum de Rihanna levaria três meses, durante os quais Rogers e o também produtor Carl Sturken criariam a Syndicated Rhythm Productions, especialmente para cuidar de sua carreira. Seria Rogers que convenceria Jay-Z a deixar Rihanna gravar e lançar como seu primeiro single, em maio de 2005, Pon de Replay, que se tornaria um gigantesco sucesso, alcançando o segundo lugar tanto no Top 100 da Billboard quanto na lista da OCC, do Reino Unido. Seu primeiro álbum, Music of the Sun, seria lançado em agosto, vendendo 69 mil cópias apenas na primeira semana, rendendo um Disco de Platina e chegando à décima posição na lista de mais vendidos; sua segunda música de trabalho, If It's Lovin' that You Want, chegaria a posição 36 no Top 100. O sucesso do álbum também renderia a Rihanna um convite para uma participação no filme lançado diretamente em DVD As Apimentadas: Tudo ou Nada, interpretando ela mesma, em busca de uma equipe de cheerleaders para participar de seu novo clipe.

Pon de Replay, escrita por Rogers, Sturken, Alisha Brooks e Vada Nobles, é considerada uma das músicas de estreia mais bombásticas da década de 2000 - o que talvez mostre que Jay-Z tinha certa razão - e, por si só, tinha potencial para transformar Rihanna em um fenômeno mundial; ainda assim, talvez não querendo arriscar, o produtor Jonathan Hay espalharia anonimamente que Rihanna e Jay-Z eram um casal, o que faria com que a menina ganhasse matérias em vários jornais e revistas, e com que a música recebesse atenção especial das rádios. O romance seria desmentido ainda em 2005, mas a carreira de Rihanna já havia sido catapultada pela fofoca; anos mais tarde, o publicitário oficial de Rihanna, Lucian Knight, revelaria publicamente que a fofoca havia de fato sido plantada por Hay, o que levaria à produção de vários documentários sobre o caso, e à publicação de diversos estudos sobre as ramificações e limites das relações públicas de artistas pop. Jamais ficou claro se Rihanna sabia que Hay pretendia divulgar a fofoca ou se foi uma vítima inocente.

Assim que lançou seu primeiro álbum, Rihanna já começou a trabalhar no segundo, A Girl Like Me, lançado em abril de 2006. O segundo álbum seria um sucesso ainda maior que o primeiro, vendendo 115 mil cópias somente na primeira semana, chegando ao quinto lugar na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos e no Reino Unido, e rendendo um Disco de Platina Duplo. Sua primeira música de trabalho, SOS, alcançaria o primeiro lugar no Top 100 da Billboard, e a segunda, Unfaithful, chegaria à sexta posição; as outras duas músicas de trabalho seriam We Ride e Break It Off, um dueto com Sean Paul, que chegaria à nona posição. Em julho de 2006, Rihanna sairia em sua primeira turnê, para promover seus dois primeiros álbuns, com shows apenas nos Estados Unidos, apesar de, aos 18 anos, ela já ser considerada um fenômeno mundial.

No início de 2007, Rihanna aceitaria um convite para, junto com Shontelle, participar da música Roll It, do álbum de estreia da banda jamaicana J-Status. Logo após gravar sua participação, ela começaria a trabalhar em seu terceiro álbum; incomodada com a imagem de boa moça que a imprensa norte-americana queria colar nela de qualquer jeito, ela coversaria com Ne-Yo, Timbaland, Justin Timberlake e Tricky Stewart sobre criar um álbum que mostrasse que ela estava, ao mesmo tempo, mais madura e mais rebelde. Assim surgiria Good Girl Gone Bad (algo como "boa moça agindo mal"), lançado em maio de 2007, produzido por Rogers, Sturken, Stewart, Timbaland, The-Dream, Neo da Matrix e Stargate. Abandonando os ritmos caribenhos que permeavam seus dois primeiros álbuns, Rihanna apostaria no dance-pop e no R&B com fortes influências dos anos 1980, no que seria considerado um ponto de virada em sua carreira.

Good Girl Gone Bad venderia 162 mil cópias apenas na primeira semana, chegaria à segunda posição da Billboard, e renderia a Rihanna nada menos que sete Discos de Platina, além de sete indicações ao Grammy, incluindo Álbum do Ano. É nele que está o mega sucesso Umbrella, com participação de Jay-Z, eleita uma das 500 melhores músicas de todos os tempos pela revista Rolling Stone, ganhadora do Grammy de Melhor Performance Cantada em Rap, indicada ao de Gravação do Ano, e que estourou nas rádios do mundo inteiro, chegando ao primeiro lugar das paradas de sucesso em nada menos que 18 países: Estados Unidos (onde ficou em primeiro por sete semanas consecutivas), Reino Unido (dez semanas), Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Hungria, Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Rússia, Suíça e Venezuela; esse sucesso todo levaria Rihanna à sua primeira turnê internacional, com shows em 30 países ao longo de um ano e meio.

Além de Umbrella, Good Girl Gone Bad também teria como músicas de trabalho Don't Stop the Music (terceiro lugar na Billboard e também um grande sucesso internacional), Hate That I Love You (nono lugar), Shut Up and Drive e Rehab. Em abril de 2008, o álbum ganharia uma segunda versão, Good Girl Gone Bad: Reloaded, com três novas faixas e um DVD mostrando cenas de bastidores da turnê. Todas as três novas faixas seriam lançadas como músicas de trabalho, com Take a Bow e Disturbia sendo grandes sucessos internacionais, ambas chegando ao primeiro lugar do Top 100 da Billboard; a terceira, If I Never See Your Face Again era uma canção do Maroon 5 com a participação de Rihanna, também presente no álbum It Won't Be Soon Before Long. Ainda em 2008, Rihanna lançaria Girl Gone Bad Live, DVD contendo um dos shows de sua turnê, em Manchester, Inglaterra; anunciaria publicamente seu romance com o rapper Chris Brown; e colocaria mais uma música no topo da parada da Billboard, Live Your Life, dueto com o rapper barbadiano T.I., lançada em seu álbum Paper Trail.

Rihanna seria convidada para participar da cerimônia do Grammy em fevereiro de 2009, mas cancelaria sem apresentar motivos; dias antes, boatos correriam na internet de que ela havia sido espancada por Brown, que se entregou às autoridades, mas foi fichado por ameaça. Um mês depois, ele seria conduzido novamente à delegacia e fichado por agressão; o TMZ teria acesso às fotos que Rihanna faria no exame de corpo de delito, divulgando-as na internet e causando um debate sobre ética na imprensa e os limites dos sites e programas de fofocas em relação à privacidade de celebridades que fossem vítimas de crimes, o que levaria um grupo de advogados a propor a "Lei Rihanna", que proibiria a divulgação de fotos feitas por serviços médicos e agentes públicos. Rihanna testemunharia sobre o caso em junho de 2009, em meio às gravações de seu quarto álbum.

Afetada pelo episódio, a cantora se distanciaria do som alegre de seus lançamentos anteriores, preferindo canções com um tom mais introspectivo, estilo futurista e influências de rock. Com o nome de Rated R, o quarto álbum de Rihanna seria lançado em novembro de 2009 e venderia 181 mil cópias na primeira semana, renderia um Disco de Platina Duplo, e chegaria ao quarto lugar na lista dos mais vendidos. O álbum teria nada menos que seis músicas de trabalho: Russian Roulette (nono lugar na Billboard, Top Ten em mais de 20 países), Hard (dueto com Jeezy, oitavo lugar na Billboad), Wait Your Turn, Rude Boy (primeiro lugar na Billboard durante seis semanas seguidas), Rockstar 101 (com a participação do guitarrista Slash) e Te Amo (que, apesar do título, é cantada em inglês, e cujo clipe traz a modelo francesa Laetitia Casta seduzindo Rihanna). Exceto por Rockstar 101, nas capas de todos os singles Rihanna estava seminua e em poses sexy, ideia da própria cantora para passar uma imagem mais adulta. A turnê de lançamento de Rated R, chamada Last Girl on Earth, teria 67 shows, passando por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

Antes do lançamento de Rated R, Rihanna gravaria, com Jay-Z e Kanye West, Run This Town, que chegaria ao segundo lugar da Billboard e ganharia dois Grammys, de Melhor Canção Rap e Melhor Performance Cantada em Rap. No início de 2010, ela aceitaria um convite de Eminem para gravar com ele Love the Way You Lie, de seu álbum Recovery, que chegaria ao primeiro lugar da Billboard, onde se manteria por sete semanas seguidas. Ainda em 2010, ela gravaria os vocais de Who's That Chick?, de David Guetta, de seu álbum One More Love; participaria, junto com Kid Cudi e Fergie, de All of the Lights, de Kanye West (que ganharia mais um Grammy de Melhor Performance Cantada em Rap), lançada em seu álbum My Beautiful Dark Twisted Fantasy; e faria um dueto com Nicky Minaj (que é nascida em Trinidad e Tobago e amadrinhada por Rihanna) em Fly, lançada em seu álbum de estreia, Pink Friday.

Apesar disso ter sido escolha dela mesma, e de não ter sido nenhum fracasso, Rihanna não ficaria satisfeita com o tom mais sombrio - palavras dela mesma - de Rated R, e, para seu quinto álbum, decidiria voltar às canções alegres de dance-pop. Assim seria Loud, lançado em novembro de 2010, que venderia 207 mil cópias somente na primeira semana, rendendo cinco Discos de Platina e alcançando o terceiro lugar na lista dos mais vendidos. Três de suas músicas de trabalho alcançariam o primeiro lugar da Billboard, Only Girl (In the World) (ganhadora do Grammy de Melhor Gravação Dance), What's My Name? (dueto com Drake, com quem Rihanna havia iniciado um relacionamento no final de 2009) e S&M (que, em 2011, ganharia um remix no qual Rihanna faz dueto com Britney Spears), fazendo com que Rihanna se tornasse não só a artista solo mais jovem a conseguir dez músicas na primeira posição, mas também a que o fez em menos tempo de carreira. As outras três músicas de trabalho seriam Raining Men (dueto com Nicki Minaj; e que não é regravação de It's Raining Men), Man Down, California King Bed e Cheers (Drink to That). A turnê de lançamento do álbum teria 98 shows, incluindo um num estádio de críquete em Barbados, e os quatro primeiros shows de Rihanna no Brasil, em setembro de 2011, em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, esse último parte do festival Rock in Rio.

O sexto álbum, Talk That Talk, seria lançado um ano depois, em novembro de 2011, e manteria a escalada das vendas, com 198 mil cópias vendidas na primeira semana, rendendo um Disco de Platina Triplo e chegando à terceira posição na lista dos mais vendidos. Sua principal música de trabalho seria We Found Love, com a participação de Calvin Harris, que ficaria dez semanas não-consecutivas na primeira posição da Billboard, além de alcançar a primeira posição nas paradas de sucessos de 30 países, e o Top 3 de mais 12. As demais músicas de trabalho seriam You da One, Talk That Talk (com a participação de Jay-Z) e Where Have You Been (quinto lugar na Billboard). O clipe de We Found Love ganharia o Grammy de Melhor Vídeo Musical Curto e o prêmio de Vídeo do Ano no MTV Music Video Awards, o que faria com que Rihanna se tornasse a única mulher a ganhar esse prêmio da MTV mais de uma vez.

Após o lançamento de Talk That Talk, Rihanna faria mais colaborações, começando por Take Care, dueto com Drake lançado no álbum de mesmo nome do rapper canadense, e Princess of China, do Coldplay, lançada no álbum Mylo Xyloto. Em 2012, ela lançaria um remix de uma das faixas de Talk That Talk que não havia sido selecionada para música de trabalho, Birthday Cake, em dueto com Chris Brown, que lançaria um remix de Turn Up the Music, de seu álbum Fortune, em dueto com Rihanna; os lançamentos seriam assunto na imprensa especializada durante semanas, devido às agressoes que Brown havia cometido contra Rihanna no passado, com a cantora sendo muito criticada por aparentemente tê-lo perdoado - e mais criticada ainda quando os dois reataram, em janeiro de 2013, se separando novamente quatro meses depois. Outro remix de uma música não selecionada para música de trabalho de Talk That Talk, Cockiness (Love It), seria lançado com a participação do rapper ASAP Rocky.

Em agosto de 2012, Rihanna seria uma das apresentadoras do reality show Styled to Rock, no qual jovens estilistas apresentavam suas criações. Também em 2012, ela faria sua estreia no cinema no filme Battleship: A Batalha dos Mares, vagamente inspirada no jogo de tabuleiro Batalha Naval, da Hasbro (que, em inglês, se chama Battleship), no papel da Artilheira Cora Raikes, da Marinha dos Estados Unidos. Pouco antes do lançamento de seu sétimo álbum, Rihanna embarcaria em uma turnê chamada 777 Tour, com 7 shows em 7 dias (de 14 a 20 de novembro de 2012) em 7 países diferentes (México, Canadá, Suécia, França, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos), durante a qual ela, uma equipe de 150 pessoas jornalistas de 82 países e um grupo seleto de fãs viajaram de um lugar para o outro a bordo de um Boeing 777 especificamente modificado para a função. A empreitada seria registrada e lançada em DVD em maio de 2013, com o nome de Rihanna 777 Documentary... 7Countries7Days7Shows.

O sétimo álbum de Rihanna, Unapologethic, seria lançado em novembro de 2012 (o quarto seguido lançado em novembro) e traria mais uma mudança significativa no estilo da cantora, com elementos de synth-pop, hip hop e música eletrônica. Aparentemente a nova fórmula daria certo, já que Unapologethic se tornaria o primeiro álbum de Rihanna a alcançar o primeiro lugar na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, vendendo 238 mil cópias apenas na primeira semana, rendendo um novo Disco de Platina Triplo e ganhando o Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo Urbano. Sua principal música de trabalho, Diamonds, escrita pela cantora australiana Sia, seria mais uma a chegar ao primeiro lugar da parada da Billboard; as demais músicas de trabalho seriam Stay (dueto com Mikky Ekko, terceiro lugar na Billboard), Pour It Up, Right Now (com a participação de David Guetta), What Now e Jump

Em 2013, Rihanna faria uma participação especial no filme É o Fim, e estaria em um remix de Bad, faixa do álbum The Gifted, do cantor Wale (cuja versão original também era um dueto, mas com Tiara Thomas), e faria uma participação especial na faixa The Monster, do álbum The Marshall Mathers LP 2, de Eminem, mais uma alcançar o primeiro lugar na Billboard e ganhar um Grammy de Melhor Performance Cantada em Rap. No ano seguinte, seria a vez de Rihanna fazer um dueto com Shakira, em Can't Remember to Forget You, do álbum Shakira. Em 2015, ela estaria em FourFiveSeconds, junto com Kanye West e Paul McCartney, lançada exclusivamente no formato single, que chegaria à quarta posição da Billboard. Também em 2015, ela gravaria Towards the Sun, para a trilha sonora do filme de animação Cada um na sua Casa, no qual ela estrearia como dubladora, dando voz à protagonista Tip.

A turnê de lançamento de Unapologethic se chamaria Diamonds World Tour, e teria 96 shows nos cinco continentes - um novo show em Barbados estava previsto, mas teria de ser cancelado por "problemas técnicos". Ao retornar da turnê, ela decidiria dar um tempo de gravações para "fazer o que quisesse, criativamente". Aproveitando que já tinha cumprido seu contrato com a Def Jam Records, ela optaria por não estendê-lo, assinando com a Roc Nation, fundada por Jay-Z em 2008. Em 2015, ela lançaria dois singles, Bitch Better Have My Money e American Oxygen, e faria mais um show no Rock in Rio, em setembro.

O oitavo e por enquanto último álbum de Rihanna, Anti, seria lançado em janeiro de 2016. Sua primeira música de trabalho, Work, mais um dueto com Drake, seria a 14a da cantora a chegar ao topo da parada da Billboard, o que garantiria a Rihanna o terceiro lugar dentre os artistas com mais primeiros lugares na história, atrás apenas dos Beatles, que têm 20, e de Mariah Carey, que tem 19. As demais músicas de trabalho seriam Kiss It Better, Needed Me (sétimo lugar na Billboard) e Love on the Brain (quinto lugar). Anti venderia 1,4 milhão de cópias em sua primeira semana, mas todas seriam cópias exclusivamente digitais, e um milhão delas seriam compradas pela Samsung, que a distribuiria de graça em seus celulares e notebooks, como parte de um acordo para que a cantora fosse a nova garota propaganda da marca. Mesmo sem essas cópias, consideradas promocionais e que por isso não contam para a Billboard e a RIAA, o álbum seria o segundo de Rihanna a alcançar o topo da lista dos mais vendidos, rendendo seis Discos de Platina. A turnê de lançamento teria 75 shows, nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Abu Dhabi.

Após o lançamento de Anti, Rihanna gravaria Sledgehammer, para a trilha sonora de Star Trek: Sem Fronteiras. Ela também voltaria a fazer colaborações, estando em This Is What You Came For, de Calvin Harris; Nothing is Promised, do álbum Ransom 2, de Mike Will Made It; Too Good, do álbum Views, de Drake; Selfish, do álbum Hndrxx, de Future; Wild Thoughts, do álbum Grateful, do DJ Khaled, que também conta com a participação de Bryson Tiller; Loyalty, do álbum Damn, de Kendrick Lamar (vencedora de mais um Grammy de Melhor Performance Cantada em Rap, nono e por enquanto último de Rihanna); e Lemon, do álbum No One Ever Really Dies, da banda N.E.R.D.; todas lançadas em 2016 e 2017.

Depois desses lançamentos, ela aparentemente daria um tempo em sua carreira de cantora para investir na de atriz: em 2017, Rihanna interpretaria Marion Crane na quinta e última temporada da série Bates Motel, um papel recorrente que receberia excelentes comentários da crítica especializada; no mesmo ano, ela estaria em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, do diretor Luc Besson, no papel de uma dançarina que pode mudar de forma. Em 2018, ela estaria no filme Oito Mulheres e um Segredo, no papel de uma hacker, e, em 2019, seria, ao lado de Donald Glover, a protagonista de Guava Island.

Na vida pessoal, em 2017, ela anunciaria estar namorando o empresário saudita Hassan Jameel; o relacionamento duraria até 2020, mesmo ano no qual ela voltaria a gravar uma canção, participando de Believe It, do cantor canadense PartyNextDoor. Um ano depois, em 2021, o rapper ASAP Rocky confirmaria que não somente ele e Rihanna estavam juntos como também que ela esperava seu primeiro filho, que nasceu em 2022. Também em 2022, ela gravaria Lift Me Up, trilha sonora de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar de Melhor Canção Original. Em 2023, ela seria a atração do show do intervalo do Super Bowl LVII, durante o qual o mundo descobriria que ela estava grávida de seu segundo filho - o que faria com que Rihanna se tornasse a primeira mulher a se apresentar grávida no show do intervalo do Super Bowl. O show seria o mais assistido da história do Super Bowl, superando o de Katy Perry no Super Bowl XLIX, e seria indicado ao Emmy de Melhor Especial Ao Vivo de Variedades. Após dois anos afastada dos holofotes, ela retornaria em 2025 para dublar a Smurfette no longa animado Smurfs, para a trilha sonora do qual gravaria a música Friend of Mine, por enquanto seu último lançamento.

Atualmente, Rihanna está aposentada da música, se dedicando à família, que não para de crescer - seu terceiro filho, uma menina, nasceria em setembro de 2025 - gerenciando sua empresa Fenty, que tem um ramo de cosméticos (Fenty Beauty), um de produtos para a pele (Fenty Skin), um de produtos para o cabelo (Fenty Hair), um de roupas de luxo (Fenty Fashion House) e um de lingeries (Savage X Fenty), e estando à frente da Clara Lionel Foundation, que criou em 2012 (e tem o nome de seus avós maternos, Clara e Lionel Braithwaite) para arrecadar fundos para o tratamento de crianças com o vírus da AIDS, já tendo custeado a construção de um centro de oncologia no Queen Elizabeth Hospital, em Barbados. Por enquanto ela não tem planos para novos shows ou álbuns, embora não descarte gravar novas canções.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Escrito por em 16.10.23 com 0 comentários

Madonna

Quando eu comecei a escutar "música de adulto", uma das primeiras cantoras pelas quais eu me interessei foi Madonna. Na época, vendia no jornaleiro uma revista que trazia letras de músicas traduzidas, e havia acabado de ser lançado um número especial só com músicas dela; pouco depois, seria lançado The Immaculate Collection, e estrearia no Brasil a Mtv. Graças a isso, eu sei até hoje cantar um monte de músicas da Madonna de cór, e, embora eu não tenha mantido o interesse nos anos seguintes, porque descobri na Mtv e, depois, dentre meus amigos quando adolescente, outras cantoras e bandas das quais eu gostaria mais, ainda admiro e respeito Madonna - e me pego ouvindo ou cantando suas músicas de vez em quando. Já faz algum tempo que eu penso em fazer um post sobre Madonna para o átomo, mas acabo sempre adiando por um motivo ou outro; hoje, aproveitando que esse ano eu estou empolgado com os posts sobre música, decidi colocar esse plano em prática. Hoje é dia de Madonna no átomo!

Os mais jovens podem não fazer ideia da importância de Madonna não só para a música, mas para o mundo artístico em geral. Antes dela, os principais nomes da música eram bandas ou cantores homens; se hoje temos Beyoncé, Rihanna, Katy Perry, Dua Lipa, foi ela quem abriu as portas e mostrou que uma cantora pop poderia ser sucesso com seu próprio nome e se apresentando junto a números de dança. Cantora, atriz, diretora, escritora, empresária, parece que não há nada que Madonna não consiga fazer; os contratos que ela conseguiria fechar seriam sem precedentes, e as vendas elevadas de seus álbuns, combinadas à audiência maciça de seus shows, a colocavam em posição de vantagem em qualquer negociação. Madonna é a imagem da mulher forte, decidida, dona do próprio nariz, aquela que hoje costumam chamar de empoderada; um ícone do feminismo e da defesa das minorias, já que sempre procurou dar visibilidade a grupos como negros e latinos em seus trabalhos, e sempre lutou pelos direitos da comunidade LGBT+ - em 1989, quando grande parte da população acreditava que a AIDS era uma doença de gays e a maioria das celebridades não se posicionava, Madonna exigiu que cada cópia de seu álbum Like a Prayer viesse com um folheto explicativo sobre a doença, que deixava bem claro que heterossexuais também podiam se infectar. Nos Estados Unidos, sua importância para a cultura é considerado tão grande que já existe um campo da sociologia chamado Madonna Studies, só para tentar entender o tamanho de seu impacto. Diante de tudo isso, até seu mais famoso apelido, Rainha do Pop, parece pequeno.

E Madonna não é um nome artístico, mas o nome verdadeiro dela: Madonna Louise Ciccone, nascida em 16 de agosto de 1958 em Bay City, Michigan, Estados Unidos. Não podemos dizer, porém, que esse era seu "nome de batismo", pois a família de Madonna era católica tanto por parte de pai quanto por parte de mãe - Madonna, aliás, é como se diz "Nossa Senhora" em italiano - e, na época, a Igreja Católica não permitia batizar crianças com nomes que não fossem convencionais - minha mãe, que nasceu em 1953 e se chama Shirley, teve de ser batizada com o nome de Helena. Por causa dessa regra, Madonna foi batizada com o nome de Veronica, o que faz com que algumas fontes, erroneamente, incluam esse nome em seu nome completo, sendo que, na verdade, ele não consta de nenhum de seus documentos, somente de sua certidão de batismo.

Outra curiosidade é que ela tinha o exato mesmo nome da mãe, que era de família franco-canadense e, antes de se casar, se chamava Madonna Louise Fortin - o que fez com que, em sua família, o apelido de Madonna fosse "Little Nonnie". Seu pai, Silvio Anthony Ciccone, apelido Tony, era filho de imigrantes italianos, engenheiro de formação, e trabalhava para a Chrysler e em projetos militares para o governo dos Estados Unidos na General Dynamics. Madonna era a terceira de um total de seis filhos do casal, três meninos e três meninas; sua mãe faleceria de câncer de mama quando ela tinha apenas 5 anos, e seu pai decidiria se mudar para a cidade de Avon (hoje chamada Rochester Hills), na periferia de Detroit, se casando, em 1966, com a governanta das crianças, e tendo com ela mais um casal de filhos. Madonna jamais aceitaria o segundo casamento do pai, e, durante a maior parte dos anos seguintes, não teria uma boa relação com ele.

Madonna começaria sua vida escolar em colégios católicos, passando para a West Middle School quando seu pai, com problemas financeiros (talvez por ter um monte de filhos) não pudesse mais pagá-los, e faria o Ensino Médio na Rochester Adams High School. Seria uma aluna brilhante, com excelentes notas em todas as matérias, mas, ao mesmo tempo, vista como rebelde - ela costumava dar estrelas ao se locomover pelos corredores, se pendurava pelos joelhos nas barras da aula de educação física, não depilava as axilas e jamais usava maquiagem. Para tentar domar essa fera, seu pai a colocaria em aulas de piano, mas ela o convenceria a trocá-las por balé. Ela se sairia extremamente bem na dança, e acabaria conseguindo entrar para a equipe de líderes de torcida da Rochester, o que lhe garantiria uma bolsa de estudos na Universidade de Michigan, para estudar dança. Pouco antes de completar 20 anos, entretanto, de saco cheio da universidade, ela decidiria largar tudo e usar suas economias para viajar até Nova Iorque. Após pagar o avião, o táxi e uma semana de aluguel num apartamento no East Village, ela ficaria com 35 dólares no bolso, e arrumaria um emprego na Dunkin' Donuts para poder continuar se mantendo na cidade.

Com seu talento para a dança, ela logo conseguiu se incluir em companhias de dança moderna, e, com o dinheiro que ganhou, se matriculou na escola de dança do Alvin Alley American Dance Theater, onde se destacaria tanto que se tornaria aluna particular de Martha Graham, uma das mais famosas coreógrafas da época. Graham conseguiria para ela uma apresentação no Pearl Lang Dance Theater, após a qual ela começaria a receber convites para atuar como backing dancer em shows de cantoras e bandas da cena noturna de Nova Iorque. Um dia, enquanto voltava para casa após um show, ela seria ameaçada com uma faca por dois homens que a obrigaram a fazer sexo oral; ela diria que esse episódio marcaria sua vida para sempre, pois a mostraria que, mesmo com toda a sua pose de forte e rebelde, ela ainda estava sujeita às adversidades enfrentadas por uma mulher sozinha em uma cidade grande.

Em 1979, Madonna começaria a namorar o músico Dan Gilroy, e passaria em um teste para acompanhar o cantor francês Patrick Hernandez em uma turnê em Paris como backing vocal e dançarina. Ela passaria três meses se apresentando na França e Tunísia, e, ao retornar a Nova Iorque, decidiria ir morar com Gilroy no Queens - em uma sinagoga abandonada, onde ele já morava - e participar de uma banda que ele estava montando, chamada The Breakfast Club; para complementar a renda, ela trabalharia como recepcionista no restaurante Russia Tea Room, onde conheceria o diretor iniciante Stephen Jon Lewicki, que a convidaria para estrelar seu primeiro filme, Um Certo Sacrifício, no qual ela interpretaria uma jovem que mora com três garotos de programa (uma mulher, um homem e uma mulher trans), conhece um rapaz, se apaixona por ele, e, depois de ser estuprada, arma um plano de vingança envolvendo seus colegas de apartamento e o namorado. Madonna teria muitas reservas em aceitar participar do filme, principalmente por causa da cena de estupro, mas acabaria extremamente elogiada por seu talento e profissionalismo; ela receberia apenas 100 dólares pelo papel, que usaria para pagar o aluguel atrasado de seu apartamento. Lewicki não conseguiria encontrar uma distribuidora, e o filme só seria lançado em 1985, quando a cantora já era famosa.

Em 1980, Madonna decidiria deixar o Breakfast Club, junto com o baterista Stephen Bray, que, coincidentemente, havia sido seu namorado quando ela estudava na Rochester. Eles montariam uma nova banda, chamada Emmy and the Emmys, e chegariam a gravar uma fita demo com quatro faixas. Em novembro de 1980, entretanto, após terminar com Bray, ela decidiria que não queria ser parte de banda nenhuma, e decidiria tentar investir em uma carreira solo. Isso se mostrou mais difícil do que ela pensava, e somente em março de 1981 ela conseguiria uma chance, quando a empresária Camille Barbone conseguiria para ela um contrato com a Gotham Records. Madonna gravaria uma nova fita demo, mas ela mesma tinha de ir às casas noturnas pedir para que os DJs tocassem suas músicas. Seria assim que ela conheceria o DJ Mark Kamins, da casa noturna Danceteria, que também se tornaria seu namorado. Em março de 1982, após Barbone desistir de Madonna e liberá-la do contrato com a Gotham, Kamins arrumaria um encontro entre ela e Seymour Stein, presidente da Sire Records, subsidiária da Warner Bros.

Stein decidiria apostar na cantora, e fecharia com ela um contrato para o lançamento de três singles, com opção para gravação de um álbum caso eles vendessem bem. O primeiro desses singles, Everybody, seria produzido por Kamins, e lançado em outubro de 1982. Ele também conseguiria para que ela cantasse a música ao vivo, na Danceteria, em dezembro de 1982, no programa de TV Dancin' on Air, em janeiro de 1983, e em uma mini-turnê por casas noturnas do Reino Unido, em fevereiro. Burning Up, o segundo single, seria lançado assim que ela voltasse, em março. Ambos chegariam à posição 3 da parada de música dance da Billboard, o que motivaria Stein a começar a produção do álbum antes mesmo do lançamento do terceiro. A Warner escolheria o produtor Reggie Lucas para o projeto, mas Madonna não gostaria dos arranjos, e convidaria o DJ John Benitez, apelido Jellybean, que ela conheceu durante uma apresentação na casa noturna Fun House, para ajudá-la com novos arranjos - além de se tornar seu novo namorado, já que ela já havia terminado com Kamins, e, aparentemente, não tinha problemas para fazer a fila andar. Jellybean remixaria quase todas as faixas e ainda produziria uma nova, Holiday.

O álbum, chamado simplesmente Madonna, seria lançado em julho de 1983, e seria um gigantesco sucesso, vendendo o suficiente para cinco Discos de Platina e entrando para o Top Ten da Billboard, na posição 8, além de também chegar aos Top Tens do Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, França e Holanda. Além de Everybody, Burning Up e Holiday - primeiro sucesso internacional da cantora, entrando para o Top Ten de dez países (embora, nos EUA, só tenha chegado à posição 16) - o álbum tinha como músicas de trabalho Lucky Star, que chegaria à posição 4 no Top 100 da Billboard, e Borderline, que chegaria à posição 10. O estilo de Madonna no clipe de Lucky Star, especificamente as faixas no cabelo, as blusas de renda e as luvas sem dedos, se tornaria moda instantaneamente, sendo copiado por meninas de todas as idades.

Duas músicas originalmente gravadas para o primeiro álbum de Madonna, Gambler e Crazy for You, acabariam ficando de fora; o empresário Freddy DeMann conseguiria que o produtor de cinema Jon Peters as incluísse na trilha sonora do filme Em Busca da Vitória, que também seria lançado em 1985, ainda conseguindo um contrato para que Madonna as cantasse na tela, em uma pequena participação interpretando uma cantora de bar. Crazy for You faria um gigantesco sucesso, sendo indicada ao Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina e se tornando sua segunda música a alcançar o topo da parada da Billboard. A música começaria a tocar nas rádios da Europa e Oceania antes do lançamento do filme, chegando ao primeiro lugar das paradas de sucessos também no Reino Unido e Austrália, e ao segundo na Nova Zelândia; para aproveitar esse sucesso, a Warner, distribuidora do filme, decidiria lançá-lo nesses países com o nome de Crazy for You, ao invés de seu nome original em inglês, Vision Quest.

Antes do filme, em novembro de 1984, ela lançaria seu segundo álbum, Like a Virgin, que a transformaria em uma estrela global. Like a Virgin seria o primeiro álbum gravado por uma mulher a vender mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos, ao longo dos anos vendendo mais de 21 milhões, o suficiente para um Disco de Diamante, e sua faixa-título seria a primeira da Madonna a alcançar o topo da parada da Billboard, onde ficaria por seis semanas consecutivas; a letra da música e seu clipe, porém, seriam extremamente controversos, com entidades conservadoras declarando que a música estimulava o sexo entre adolescentes e pedindo para que a música e o clipe fossem banidos. Isso acabaria aumentando o interesse pela canção, o que levaria a Mtv a convidar Madonna para cantá-la durante o Video Music Awards de 1984; em uma das performances hoje considerada dentre as mais icônicas de todos os tempos, ela cantaria vestida de noiva, saindo de dentro de um bolo de casamento e rolando pelo chão.

A segunda música de trabalho, Material Girl, chegaria ao segundo lugar na parada da Billboard, e seu clipe traria Madonna imitando uma das cenas mais famosas de Marilyn Monroe, a da canção Diamonds are a Girl's Best Friend, do filme Os Homens Preferem as Louras. Durante a gravação do clipe, Madonna conheceria o ator Sean Penn, começaria a namorar com ele, e os dois se casariam no dia do aniversário dela, em 1985. Outras músicas de trabalho de Like a Virgin foram Angel, Dress You Up (ambas entrando para o Top 5 da Billboard) e Into the Groove, incluída na trilha sonora do filme Procura-se Susan Desesperadamente, também de 1985, no qual Madonna faz uma participação especial; apesar de ela não ser a atriz principal (cabendo esse posto a Rosanna Arquete) e de pouco aparecer, na época ela já estava tão famosa que toda a campanha de marketing do filme era em torno de sua imagem e sua participação, com o filme se tornando "o novo filme da Madonna".

Em abril de 1985, Madonna sairia em sua primeira turnê, a Virgin Tour, na qual promoveria seus dois primeiros álbuns. Inicialmente prevista para ser uma turnê mundial, ela acabaria tendo shows apenas nos Estados Unidos e Canadá, por problemas de logística. Em julho, as revistas Playboy e Penthouse publicariam fotos de Madonna nua, tiradas em 1978, quando ela estava precisando de dinheiro e aceitou posar para um professor de arte em troca de 25 dólares por foto; ele venderia as fotos para as revistas por 100 mil dólares. A publicação das fotos causaria furor na imprensa, e todos esperavam um pedido de desculpas ou uma declaração de repúdio da cantora, mas ela jamais falou nada - exceto durante seu show no famoso concerto Live Aid, no qual brincou que, mesmo com calor, não iria tirar a jaqueta, pois isso poderia ser usado contra ela dali a dez anos.

Em junho de 1986, Madonna lançaria seu terceiro álbum, True Blue, segundo ela, "dedicado e inspirado" em Penn. Além da faixa-título, as músicas de trabalho seriam Live to Tell, Papa Don't Preach, Open Your Heart e La Isla Bonita; todas elas entrariam para o Top 10 da Billboard, com Live to Tell, Papa Don't Preach e Open Your Heart alcançando a primeira posição, e Papa Don't Preach recebendo uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina. O álbum seria sua primeira colaboração com o músico Patrick Leonard, que seria seu principal co-compositor e co-produtor durante mais de uma década, chegaria ao topo da lista de mais vendidos em 28 países, incluindo o Brasil, um recorde até hoje, e seria o de maior vendagem da carreira de Madonna, com 25 milhões de cópias, rendendo mais um Disco de Diamante e entrando para o Guinness como álbum gravado por uma mulher com maior número de cópias vendidas. Ainda em 1986, ela estrelaria, ao lado de Penn, a comédia Surpresa de Xangai, um tremendo fracasso de crítica e público, e faria sua estreia no teatro, também ao lado de Penn, na peça Goose and Tom-Tom.

Em 1987, Madonna estrelaria outra comédia, Quem É Essa Garota?, dessa vez um sucesso moderado de crítica e público. A trilha sonora contaria com três músicas inéditas dela, Who's That Girl?, mais uma a alcançar o topo da parada da Billboard, e que renderia a primeira indicação de Madonna ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original, Causing a Commotion, que chegaria ao segundo lugar, e The Look of Love. Devido ao sucesso da canção, Madonna decidiria chamar sua segunda turnê, a primeira "mundial", com shows nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão, de Who's That Girl World Tour. A turnê quebraria vários recordes de público, contando, inclusive, com um show em Paris que vendeu 130 mil ingressos, recorde até hoje para um show de uma mulher. Ao retornar da turnê, ela lançaria um álbum de remixes, chamado You Can Dance, que lhe renderia mais um Disco de Platina, e entraria com um pedido para se divorciar de Penn, se arrependendo e o retirando duas semanas depois. Ela acabaria se divorciando de fato apenas em janeiro de 1989, após apresentar uma queixa criminal por agressão durante o fim de semana de ano novo, que retiraria depois de dar entrada no divórcio.

Em janeiro de 1989, Madonna assinaria um contrato milionário com a Pepsi, que previa que sua próxima canção, Like a Prayer, seria lançada em um comercial do refrigerante. Um álbum de mesmo nome, o quarto da cantora, seria lançado em março; o clipe da faixa-título traria elementos da fé católica, como estigmas e crucificação, e uma cena na qual Madonna sonha estar fazendo amor com um santo, o que levaria o Vaticano a condenar o clipe, grupos conservadores a voltar a atacar a cantora, e a Pepsi a revogar o contrato, tirando o comercial do ar. De forma alheia a tudo isso, o álbum, co-produzido por Prince, venderia o suficiente para mais quatro Discos de Platina, e chegaria ao topo da lista dos mais vendidos em 21 países. A faixa-título seria a sétima canção de Madonna a alcançar o topo da parada da Billboard, com outras duas músicas de trabalho, Express Yourself e Cherish, chegando à segunda posição, e Keep it Together entrando para o Top Ten. O álbum teria um total de seis músicas de trabalho, as outras duas sendo Oh Father (indicada ao Grammy de Melhor Vídeo Musical Curto) e Dear Jessie. No fim de 1989, Madonna seria eleita a "Artista da Década" pela Mtv, pela Billboard e pela revista Musician.

Em 1990, Madonna atuaria em Dick Tracy, dirigido e estrelado por Warren Beatty, no papel da cantora Breathless Mahoney; ela aproveitaria e lançaria um álbum, chamado I'm Breathless, que continha seis músicas da trilha sonora do filme e outras seis que Madonna comporia "inspirada" por ele - por causa disso, esse não conta como o quinto álbum de Madonna, sendo considerado o álbum da trilha sonora do filme. I'm Breathless chegaria ao segundo lugar na parada dos mais vendidos nos EUA, e renderia mais dois Discos de Platina à cantora; suas músicas de trabalho seriam Vogue, mais uma a alcançar o topo da parada da Billboard, e Hanky Panky. Uma das músicas da trilha do filme, Sooner or Later, composta por Stephen Sondheim, ganharia o Oscar de Melhor Canção Original, o que também lhe garantiria exposição nas rádios. Durante as gravações, Madonna viveria um romance com Beatty, que terminaria pouco antes da estreia do filme.

Também em 1990, Madonna sairia em mais uma turnê por América do Norte, Japão e Europa, a Blond Ambition World Tour. A turnê seria eleita a melhor do ano pela revista Rolling Stone, mas mais uma vez causaria revolta dentre grupos conservadores e religiosos, principalmente pela performance de Like a Virgin, na qual ela simulava estar se masturbando. Um dos shows da turnê, em Nice, na França, seria gravado e lançado em Laser Disc pela Pioneer, rendendo a Madonna seu primeiro Grammy, de Melhor Vídeo Musical Longo.

Ainda em 1990, Madonna lançaria sua primeira coletânea, o álbum duplo The Immaculate Collection, que venderia nada menos que 30 milhões de cópias, rendendo à cantora mais um Disco de Diamante e se tornando a coletânea de um artista solo mais vendida de todos os tempos - não sendo superada até hoje. O álbum traria duas músicas inéditas, Rescue Me e Justify My Love, que chegaria ao topo da parada da Billboard e teria um clipe extremamente controverso, com cenas de sadomasoquismo, bondage, amor homossexual e nudez, além da participação do então namorado de Madonna, o modelo Tony Ward; o clipe seria considerado sexualmente explícito, e não seria exibido pela Mtv. Em maio de 1991, Madonna lançaria outro produto controverso, o filme Na Cama com Madonna, um documentário sobre a realização da turnê Blond Ambition; exibido nos cinemas, ele se tornaria o documentário de maior bilheteria de todos os tempos, somente sendo superado dez anos depois, por Tiros em Columbine, de Michael Moore.

Em 1992, Madonna fundaria sua própria empresa de entretenimento, a Maverick, que consistia de uma gravadora, um estúdio de cinema e uma editora de livros, dentre outros departamentos. A empresa era uma subsidiária da Time Warner, e renderia à cantora 20% dos direitos autorais de todas as suas músicas, cifra recorde para a época, empatada com o que Michael Jackson recebia da Sony. A Maverick Records se tornaria uma das mais bem sucedidas gravadoras independentes de todos os tempos, lançando artistas como Alanis Morrisette e Michelle Branch. Ainda em 1992, Madonna participaria do filme Uma Equipe Muito Especial, contribuindo com uma música para a trilha sonora, This Used to Be My Playground, que se tornaria a sua décima a alcançar o topo da parada da Billboard, além de render uma segunda indicação ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

1992 também seria o ano do lançamento, em outubro, do quinto álbum de Madonna, Erotica; simultaneamente, ela lançaria um livro de fotografias, chamado Sex. Com fotos provocantes e sexualmente explícitas, tiradas pelo fotógrafo Steven Meisel, o livro venderia mais de 1,5 milhão de cópias nos três primeiros dias de lançamento, mas sofreria duras críticas da imprensa e de parte do público. O lançamento do livro acabaria eclipsando o do álbum, que venderia menos de dois milhões de cópias e não veria nenhuma de suas músicas de trabalho - Erotica, Deeper and Deeper (as duas únicas a entrar para o Top Ten, nas posições 3 e 7), Bad Girl, Fever (cover de Little Willie John), Rain e Bye Bye Baby - chegar à primeira posição da Billboard - o próprio álbum só chegaria à segunda posição, e, até hoje, só venderia o suficiente para dois Discos de Platina. A crítica, por outro lado, receberia bem o álbum, destacando como o som de Madonna havia amadurecido, e que ela estava deixando para trás a imagem de menina rebelde e assumindo a de mulher poderosa.

Em 1993, Madonna estaria em dois filmes, Corpo em Evidência e Olhos de Serpente, ambos tremendos fracassos de crítica, principalmente por seu elevado conteúdo sexual. Em setembro, ela embarcaria em sua nova turnê, chamada The Girlie Show, primeira a ter shows em Israel, na Austrália e na América Latina, incluindo o Brasil - em São Paulo, no estádio do Morumbi, e no Rio de Janeiro, no Maracanã. Um dos shows na Austrália seria gravado e lançado em VHS e Laser Disc com o nome de The Girlie Show: Live Down Under, indicado ao Grammy de Melhor Vídeo Musical Longo. Além de ter rápidos romances com o jogador de basquete Dennis Rodman e com o rapper Tupac Shakur, ela seguiria se associando cada vez mais a conteúdo sexual, apresentando Like a Virgin simulando sexo sobre uma cama montada no palco, e, durante um show em Porto Rico, esfregaria uma bandeira do país entre as pernas, o que causaria revolta dentre alguns membros da plateia. Em uma entrevista no programa Late Show with David Letterman para promover seu álbum, livro e filmes, ela falaria tantos palavrões e sacanagens que a emissora decidiria censurar algumas passagens, e entregaria ao apresentador uma calcinha, que diria ser sua, pedindo para que ele a cheirasse. Esse comportamento faria com que muitos críticos e fãs dissessem que ela havia ido longe demais, e alguns jornalistas a declararem que ela havia "acabado com sua carreira".

Madonna começaria 1994 gravando a balada I'll Remember, para a trilha sonora do filme Com Mérito, no que a imprensa viu como uma tentativa de atenuar sua imagem sexualizada; a música chegaria ao segundo lugar na parada da Billboard, e renderia uma terceira indicação ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original, além de uma ao Grammy de Melhor Canção Escrita Especificamente para um Filme ou TV. Ela então daria uma entrevista bem comportada no programa The Tonight Show with Jay Leno, e, em outubro, lançaria seu sexto álbum, Bedtime Stories, bem mais comportado que os anteriores. O álbum chegaria apenas à terceira posição da lista dos mais vendidos, mas renderia mais três Discos de Platina e uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Pop. As músicas de trabalho seriam Secret, Take a Bow, Bedtime Story e Human Nature; Secret alcançaria a terceira posição na parada da Billboard, e Take a Bow, que tinha um clipe primoroso, mas também de certa forma polêmico, já que mostrava uma tourada e contava com a participação especial do toureiro profissional Emilio Muñoz, ocuparia a primeira posição durante sete semanas, recorde de sua carreira.

Em novembro de 1995, Madonna lançaria sua segunda coletânea, Something to Remember, somente com baladas, incluindo a faixa-título, que muitos pensaram ser inédita, mas havia sido parte de I'm Breathless. O álbum teria três músicas de trabalho, sendo duas inéditas, You'll See (cujo clipe era uma "continuação" de Take a Bow) e One More Chance; a terceira, Love Don't Live Here Anymore, um cover de Rose Royce, foi parte, originalmente, de Like a Virgin. Uma terceira faixa inédita, I Want You, cover de Marvin Gaye, que contava com a participação especial da banda Massive Attack, estaria no álbum em duas versões, uma cantada e uma instrumental. Someting to Remember chegaria à sexta posição na lista dos mais vendidos, e renderia mais três Discos de Platina a Madonna.

Madonna surpreenderia ao revelar, em 1996, que seu próximo projeto seria Evita, um filme sobre a vida da famosa primeira-dama argentina Eva Perón, estrelado pela própria Madonna e gravado como um musical. Evita era um dos ídolos de Madonna, e, ao saber que o diretor Alan Parker tinha interesse em fazer o filme, escreveria para ele para explicar por que ela seria a melhor atriz para o papel, convencendo-o. Madonna teria graves problemas de saúde durante as gravações, decorrentes de estresse físico e emocional, e, durante um exame, descobriria estar grávida do personal trainer Carlos Leon; sua filha, Lourdes Maria Ciccone Leon, apelido Lola, nasceria em outubro. O filme seria lançado em dezembro de 1996 e aclamado pela crítica, rendendo a Madonna um Globo de Ouro de Melhor Atriz em um Filme Musical ou Comédia. A trilha sonora do filme seria um álbum duplo, e a maioria de suas músicas seriam de Madonna, incluindo as músicas de trabalho You Must Love Me, Don't Cry for Me Argentina e Another Suitcase in Another Hall.

Após o nascimento de Lola, por indicação de uma amiga, a atriz Sandra Bernhard, Madonna passaria a estudar misticismo oriental e cabala; seu sétimo álbum, Ray of Light, lançado em fevereiro de 1998, refletiria essa nova fase, trazendo um som mais experimental e letras mais introspectivas. O álbum seria aclamado pela crítica, sendo considerado um dos melhores da década de 1990, indicado a cinco Grammys e ganhando três: o álbum ganharia o de Melhor Álbum Pop e seria indicado ao de Álbum do Ano, enquanto sua faixa-título ganharia os de Melhor Gravação Dance e Melhor Vídeo Musical Curto, sendo indicado ainda ao de Gravação do Ano. Em termos de vendas, ele renderia mais quatro Discos de Platina, mas chegaria apenas à segunda posição da Billboard. Além da faixa-título, seriam músicas de trabalho Frozen, Drowned World, The Power of Good-Bye e Nothing Really Matters. Simultaneamente ao lançamento do álbum, ela fundaria a Ray of Light Foundation, dedicada a promover a igualdade de direitos e a educação entre jovens mulheres de todo o planeta.

Em 1999, ela lançaria Beautiful Stranger, parte da trilha sonora de Austin Powers: O Agente Bond Cama, que lhe renderia um Grammy de Melhor Canção Escrita para um Filme, Televisão ou Outra Mídia Visual, além de ser indicado ao de Melhor Performance Pop Vocal Feminina e ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original. No ano seguinte, 2000, ela protagonizaria o filme Sobrou pra Você, que teria duas músicas suas na trilha sonora, American Pie, cover de Don McLean, e Time Stood Still. Em agosto de 2000, nasceria o segundo filho de Madonna, Rocco John Ritchie, com o diretor de cinema Guy Ritchie, que ela conheceria no verão de 1998, e com quem se casaria um dia após o nascimento do menino.

O oitavo álbum de Madonna, chamado simplesmente Music, seria lançado em setembro de 2000. Mantendo o mesmo estilo de Ray of Light, ele seria igualmente aclamado, rendendo uma nova indicação ao Grammy de Melhor Álbum Pop, e ainda mais bem sucedido, vendendo quatro milhões de cópias em dez dias e devolvendo a cantora ao topo da lista dos mais vendidos, que ela não frequentava desde Like a Prayer, apesar de só render mais três Discos de Platina. Sua faixa-título também devolveria Madonna ao primeiro lugar da Billboard, além de ser indicada a dois Grammys, Melhor Performance Vocal Pop Feminina e Gravação do Ano; as demais músicas de trabalho seriam Don't Tell Me (indicada ao Grammy de Melhor Vídeo Musical Curto) e What It Feels Like for a Girl, cujo clipe, que mostrava Madonna cometendo atos de vandalismo, seria banido da Mtv. A turnê de lançamento do álbum, Drowned World Tour, a primeira de Madonna em oito anos, seria intimista se comparada com as anteriores, com 47 shows na Europa e Estados Unidos.

Em novembro de 2001, Madonna lançaria mais uma coletânea, GHV2 (de "Greatest Hits Volume 2"), somente com músicas que ela lançou depois de The Immaculate Collection (que seria o "volume 1"). Em 2002, ela estaria no filme Destino Insólito, dirigido por Ritchie, e, com o nome de Madonna Ritchie, estrearia no teatro britânico do West End, com a peça Up for Grabs. Em outubro, ela lançaria Die Another Day, música-tema de 007: Um Novo Dia para Morrer, filme no qual ela faria uma pequena participação especial. Parte da crítica torceria o nariz para a canção, mas ela entraria para o Top Ten da Billboard, e seria indicada ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original e a dois Grammys, de Melhor Gravação Dance e Melhor Vídeo Musical Curto.

O nono álbum de Madonna, American Life, seria lançado em abril de 2003; segundo a cantora, ele teria músicas inspiradas por tudo o que ela conquistou, valorizou e considerou importante. A crítica ficaria dividida, considerando as letras das músicas do álbum as mais inteligentes de sua carreira, mas o álbum em si como uma tentativa forçada de se reinventar. O clipe da música-título, com imagens de violência e contra a guerra, seria voluntariamente retirado do ar por Madonna após a invasão do Iraque naquele ano, sob a alegação de que o país vivia uma "atmosfera de linchamento" com a qual ela não queria contribuir. Em termos de público, o álbum renderia mais um Disco de Platina, e chegaria ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos - na verdade estrearia lá, mas deixaria o posto já na segunda semana. Exceto pela faixa-título, que estacionaria na posição 37, nenhuma de suas músicas de trabalho - Hollywood, Nothing Fails e Love Profusion - entraria sequer para o Top 100 da Billboard.

Ainda em 2003, Madonna voltaria a chocar a sociedade ao, durante o Mtv Video Music Awards, beijar na boca as cantoras Britney Spears e Christina Aguilera. Pouco depois, ela participaria de uma música de Britney, Me Against the Music, e, no final do ano, lançaria um segundo álbum de remixes, chamado Remixed & Revisited. Também em 2003, Madonna assinaria um contrato com a editora Callaway para escrever e publicar cinco livros infantis; o primeiro deles, As Rosas Inglesas (único dos cinco publicado no Brasil), se tornaria o livro infantil a esgotar mais rápido sua primeira tiragem em toda a história, e chegaria ao topo da lista de Best-Sellers do The New York Times. Toda a venda do livro seria revertida para organizações de caridade.

Em 2004, Madonna sairia em mais uma turnê, a Re-Invention World Tour, que seria acompanhada por uma equipe de cinema e daria origem ao documentário I'm Going to Tell You a Secret, indicado ao Grammy de Melhor Vídeo Musical Longo; um dos shows, em Paris, seria gravado e lançado como o primeiro álbum ao vivo de Madonna, com o mesmo nome do documentário. No ano seguinte, ela participaria de dois concertos beneficentes, o Tsunami Aid, em benefício das vítimas do tsunami de 2004, no qual cantaria Imagine, de John Lennon, e o Live 8, pela erradicação da pobreza extrema na África. Ela ainda fundaria uma segunda organização humanitária com essa finalidade, a Raising Malawi, e decidiria adotar um menino malauiano, David Banda, o que gerou polêmica dentre ativistas humanitários porque a criança tinha pai vivo, e, segundo eles, as leis do Maláui requeriam que os pais adotivos morassem pelo menos um ano no país antes de poder dar entrada na adoção - o que Madonna provou ser mentira.

Madonna lançaria seu décimo álbum, Confessions on a Dance Floor, em novembro de 2005. Estruturado como se fosse a playlist de um DJ em uma festa, o álbum seria aclamado pela crítica, e ganharia um Grammy de Melhor Álbum de Música Dance ou Eletrônica, além de render mais um Disco de Platina e chegar à primeira posição da lista dos mais vendidos em 40 países, mais um recorde para Madonna no Guinness. Sua primeira música de trabalho, Hung Up, chegaria ao topo das paradas de sucesso de 41 países, mais um recorde, mas, curiosamente, na parada da Billboard, chegaria apenas à posição 7; a música continha um sample de Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight), do ABBA, usado com autorização da banda sueca, apenas a segunda vez na qual eles dariam essa autorização para uso de trechos de suas músicas em outras obras. As demais músicas de trabalho seriam Sorry, Get Together (indicada ao Grammy de Melhor Gravação Dance) e Jump. A turnê de lançamento do álbum, Confessions Tour, seria a turnê de uma artista feminina mais rentável de todos os tempos; um de seus shows, em Londres, seria gravado e lançado como um álbum ao vivo e em home video, rendendo a Madonna mais um Grammy de Melhor Vídeo Musical Longo.

Em 2007, Madonna participaria do London Live Earth Concert, e lançaria um single com venda revertida para a campanha Live Earth, de viés ecológico. No ano seguinte, ela produziria o documentário I Am Because We Are, sobre a AIDS no Maláui, e dirigiria seu primeiro filme, a comédia Sujos e Sábios. Em março de 2008, ela seria eleita para o Hall da Fama do Rock; não se apresentaria na cerimônia, mas pediria para que a banda The Stooges, também eleita naquele ano, tocasse, em seu show, Burning Up e Ray of Light. No fim do ano, ela decidiria se divorciar de Ritchie, alegando "diferenças irreconciliáveis". Ela também decidiria adotar outro menino do Maláui, Chifundo James, apelido Mercy; a princípio, a adoção seria negada sob o argumento de que Madonna nunca morou no Maláui, mas, em junho de 2009, a Suprema Corte do país a autorizaria.

O décimo-primeiro álbum de Madonna, Hard Candy, seria lançado em abril de 2008, e traria participações especiais de Justin Timberlake, Timbaland e Kanye West, além de Pharrell Williams como um de seus co-compositores. O álbum estrearia mais uma vez na primeira posição da lista dos mais vendidos, mas, assim como American Life, suas vendas cairiam semana após semana, fechando em pouco mais de 750 mil cópias, o suficiente para um Disco de Ouro. Sua primeira música de trabalho, 4 Minutes, com a participação de Timberlake e Timbaland, indicada ao Grammy de Melhor Colaboração Pop com Vocais, chegaria à terceira posição da Billboard, e faria com que Madonna ultrapassasse Elvis Presley como o artista com mais músicas na história do Top Ten. Suas outras músicas de trabalho seriam Give It 2 Me (indicada ao Grammy de Melhor Gravação Dance) e Miles Away.

Pouco após o lançamento do álbum, ela decidiria encerrar seu contrato com a Warner, vigente desde o início de sua carreira, e assinar com a Live Nation; por contrato, a Warner ainda teria direito a lançar mais uma coletânea, chamada Celebration, de junho de 2009, que continha duas músicas inéditas, Revolver, que contava com a participação de Lil Wayne, e a faixa-título (também indicada ao Grammy de Melhor Gravação Dance, última indicação de Madonna por enquanto), ambas lançadas como músicas de trabalho. A primeira empreitada de Madonna com a Live Nation seria a turnê Sticky & Sweet Tour, que se tornaria a segunda turnê mais rentável de todos os tempos, atrás apenas da A Bigger Bang Tour, dos Rolling Stones, de 2005, e a mais rentável de um artista solo, até ser ultrapassada por The Wall Live, de Roger Waters, em 2013. Um de seus shows, no estádio do River Plate, em Buenos Aires, Argentina, seria gravado e lançado como um álbum ao vivo, também chamado Sticky & Sweet Tour.

Em 2009, Madonna faria um discurso no Mtv Video Music Awards em homenagem a Michael Jackson, que havia acabado de falecer. Em 2010, ela participaria de um show beneficente no Haiti, em benefício das vítimas de um terremoto que assolou o país. E, em 2011, ela voltaria à direção de cinema com W./E. - O Romance do Século, sobre o romance entre o Rei Eduardo VIII, do Reino Unido, com a socialite norte-americana Wallis Simpson, que levaria à sua abdicação do trono, sob o ponto de vista de uma dona de casa novaiorquina obcecada pela história. O filme seria um fracasso de crítica e público, mas a música que Madonna gravaria para a trilha sonora, Masterpiece, finalmente lhe renderia um Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

Em fevereiro de 2012, Madonna se apresentaria no intervalo do Super Bowl, ao lado do Cirque du Soleil, LMFAO, Nicki Minaj, M.I.A. e CeeLo Green; seria o show do intervalo de maior audiência até então, ultrapassando a audiência do próprio jogo, e, nele, Madonna cantaria Give Me All Your Luvin, primeira música de trabalho de seu novo álbum, MDNA, lançado em março de 2012 pela Interscope Records, com a qual ela faria um contrato para três álbuns, parte de seu acordo com a Live Nation, que não tinha a estrutura para distribuir álbuns. MDNA seria o quinto álbum seguido de Madonna a estrear na primeira posição da lista dos mais vendidos, mas, mais uma vez, as vendas cairiam ao longo do ano, rendendo o suficiente para mais um Disco de Ouro. Além de Give Me All Your Luvin e da já citada Masterpiece, suas músicas de trabalho seriam Girl Gone Wild e Turn Up the Radio, nenhuma das quatro alcançando o topo da parada da Billboard. Ao lançamento do álbum se seguiria a MDNA World Tour, que teve um show em Miami gravado para se tornar mais um álbum ao vivo. Simultaneamente ao lançamento de MDNA, a Warner lançaria The Complete Studio Albums (1983–2008), caixa contendo os 11 álbuns de Madonna lançados pela Sire e pela Maverick.

O álbum seguinte, Rebel Heart, seria lançado em março de 2015, três meses após versões demo de suas faixas vazarem na internet. Contando mais uma vez com a participação de Nicki Minaj, e, em uma das faixas, com a de Chance the Rapper, e, acreditem ou não, Mike Tyson, o álbum seria bastante elogiado pela crítica devido à sua introspecção e qualidade de suas letras, mas chegaria somente ao segundo lugar da lista dos mais vendidos, e seria o primeiro de Madonna a não receber certificação. Suas músicas de trabalho seriam Living for Love, Ghosttown, Bitch I'm Madonna e Hold Tight, e sua turnê, a Rebel Heart Tour, daria origem a mais um álbum ao vivo, a partir de um show em Sydney, Austrália.

Em julho de 2017, Madonna financiaria a construção de um hospital infantil no Maláui; em setembro, ela adotaria mais duas crianças daquele país, duas meninas gêmeas chamadas Estere e Stella, aumentando sua prole para seis. No mesmo ano, ela lançaria sua linha de cosméticos, chamada MDNA Skin. Ela decidiria se mudar com a família para Lisboa, onde conheceria o produtor Dino D'Santiago, que a apresentaria a vários estilos dos países de língua portuguesa, como o fado, a morna e o samba; seria nesses estilos que ela buscaria inspiração para seu décimo-quarto e por enquanto último álbum, Madame X, lançado em junho de 2019.

Considerado "diferente de tudo o que Madonna já havia feito", Madame X estrearia mais uma vez no topo da lista dos mais vendidos, mas falharia em receber certificação. Suas faixas contariam com a participação dos rappers Quavo e Swae Lee, do cantor colombiano Maluma, do músico guineense Kimi Djabaté e da brasileira Anitta (em uma música chamada Faz Gostoso). Suas músicas de trabalho seriam Medellín, Crave, I Rise e I Don't Search I Find, nenhuma delas entrando sequer para o Top 100 da Billboard. Sua turnê, a Madame X Tour, teria apenas shows intimistas realizados em teatros e com a proibição do uso de telefones celulares; um deles, realizado em Lisboa, seria gravado e daria origem ao álbum ao vivo Madame X: Music from the Theater Xperience. A turnê teria vários shows cancelados devido a uma lesão de joelho da cantora, e seria encerrada abruptamente por causa da pandemia - falando nisso, Madonna doaria um milhão de dólares para a pesquisa de uma vacina.

Pouco antes do início da turnê de Madame X, Madonna se apresentaria no Eurovision 2019, cantando Like a Prayer e Future, faixa de Madame X, ao lado de Quavo. Em 2020, ela e Missy Elliot participariam de Levitating, parte do álbum Club Future Nostalgia, de Dua Lipa. Durante a pandemia, ela começaria a trabalhar em um filme autobiográfico, que ela mesma dirigiria; Erin Cressida Wilson e Diablo Cody chegariam a escrever um roteiro, e Julia Garner seria contratada para interpretar Madonna, antes de o projeto ser abandonado. Em outubro de 2021, ela lançaria o documentário Madame X, sobre a turnê, no serviço de streaming Paramount+, e anunciaria um novo contrato com a Warner, através do qual, para comemorar seus 40 anos de carreira, seriam relançados todos os seus álbuns, inclusive os da Interscope, remasterizados e em formato digital. O auge desse projeto seria Finally Enough Love: 50 Number Ones, álbum digital com os 50 maiores sucessos de Madonna, lançado exclusivamente para streaming em agosto de 2022.

No mês seguinte, ela lançaria Hung Up on Tokischa, versão de Hung Up com a participação da rapper Tokischa. Em Dezembro, ela lançaria uma nova música, Back That Up to the Beat, originalmente gravada em 2015, apenas em formato digital. Em março de 2023, ela participaria de três músicas do álbum Paranoïa, Angels, True Love, de Christine and the Queens, e, em junho, se uniria a The Weeknd e Playboi Carti para gravar Popular, trilha sonora do seriado The Idol. Sua última música lançada é Vulgar, um dueto com Sam Smith, parte do álbum Gloria.

Em janeiro de 2023, Madonna anunciaria sua nova turnê, Celebration Tour, na qual cantaria os maiores sucessos de sua carreira, com shows de abertura de Bob the Drag Queen. O início da turnê estava previsto para julho, mas teve de ser adiado quando ela foi internada com uma infecção bacteriana, e ocorreu apenas esse mês. Aos 65 anos, Madonna não tem pretensão de parar, e está disposta a mostrar que, mesmo que as vendas não sejam mais aquelas do início da carreira, o Pop ainda tem sua Rainha.
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domingo, 17 de janeiro de 2021

Escrito por em 17.1.21 com 3 comentários

Jolin Tsai

Por volta de 2005, eu li no jornal uma reportagem sobre as cantoras chinesas que estavam fazendo sucesso no exterior. Na época, eu ainda me interessava por descobrir cantores novos, e meu principal método era baixar músicas no Kazaa. Decidi procurar pelas músicas das cantoras que estavam na reportagem, mas só encontrei de uma, Jolin Tsai. Achei um total de 19 músicas, baixei, ouvi bastante, mas depois, visto que não tinha como encontrar mais, nem saber quantas ela já tinha lançado ao todo, acabei largando pra lá. De tanto que ouvi, entretanto, essas músicas acabaram entrando pro meu jukebox mental (como diz um amigo meu), e de vez em quando eu me vejo cantarolando uma delas.

Pois bem, no final do ano passado, fiz aqui um post sobre MakSim, cantora russa que eu descobri sem querer e da qual gosto muito. Depois de colocá-lo no ar, fiquei com uma música na cabeça - que depois percebi que não era dela, e sim da Jolin, o que me deu vontade de tentar descobrir o que ela estaria fazendo da vida. Graças ao advento da Wikipédia, eu descobri que Jolin ainda canta, já tendo lançado 14 álbuns, e, graças ao Amazon Music, pude não somente ouvir um monte de músicas novas dela sem recorrer à pirataria, como também descobrir que as que eu tinha faziam parte de seis álbuns diferentes. Após mais de uma semana ouvindo Jolin, é claro que eu iria ficar com vontade de escrever um post sobre ela - inclusive me surpreendi que encontrei as informações necessárias, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com Nina Persson, sobre a qual eu quero escrever há anos, mas não consigo descobrir quase nada sobre ela. Enfim, sem mais delongas, hoje é dia de Jolin Tsai no átomo!


Jolin nasceu Cai Yi-Ling, em Hsinchuang, Taiwan, em 15 de setembro de 1980. Seu pai, Cai Chu-Chen, é chinês da etnia Han, tendo imigrado para Taiwan pouco depois da Revolução Comunista, e sua mãe, Huang Chun-Mei, é descendente dos Papora, o povo indígena de Taiwan. Desde criança, Jolin foi considerada uma menina prodígio, com suas notas estando sempre dentre as três mais altas de sua turma, e ganhando várias medalhas em competições de atletismo, com sua prova preferida sendo a dos 200 m. Aos 15 anos, uma fratura no tornozelo fez com que ela tivesse de abandonar as competições, e Jolin, que sempre gostou de cantar, decidiu trocar os esportes pela música. No ano seguinte, ela faria sua estreia nos palcos, cantando Zombie, dos Cranberries, na cerimônia de boas-vindas aos novos alunos da escola; seus professores de música viram que ela tinha grande potencial, e a inscreveram em um festival escolar, no qual ela cantou The Rose, de Bette Midler, sendo ovacionada pela plateia.

Em 1998, buscando conseguir uma bolsa de estudos para a universidade através da música, Jolin se inscreveria em uma competição de jovens talentos promovida pela Mtv de Taiwan. Ela planejava apenas conseguir créditos extracurriculares, mas foi avançando cada vez mais, até que, na final, após cantar Greatest Love of All, de Whitney Houston, foi aclamada vencedora com notas máximas de todos os jurados. Dentre os prêmios que ganhou estava um contrato com a Universal Music Taiwan; mesmo com essa oportunidade, ela decidiria seguir com seus planos de fazer um curso universitário, cursando literatura inglesa na Universidade Católica de Fu Jen.

É importante fazer aqui uma pausa para explicar que "Jolin Tsai" não é exatamente um nome artístico. Quando palavras e nomes em chinês são escritas com o nosso alfabeto, é preciso realizar um processo chamado transliteração, que atribui a cada ideograma um "valor", uma forma de escrever aquele ideograma que se aproxime de sua pronúncia. Existem vários sistemas diferentes de transliteração do chinês, e, na maioria deles, a letra C tem som de TS; além disso, em chinês, a ordem dos nomes é invertida em relação ao que estamos acostumados, com o sobrenome vindo primeiro, e o nome escolhido pelos pais vindo depois. Jolin Tsai, em outras palavras, é apenas outra forma de se escrever Cai Yi-Ling, cuja pronúncia seria semelhante a "Tsai Djã-Linh".

O primeiro single de Jolin, He Shijie Zuo Linju ("vivendo nesse mundo"), seria lançado em julho de 1999, quando ela tinha apenas 18 anos. A música logo se tornaria uma das mais tocadas nas rádios de Taipé, capital de Taiwan, e, pouco após seu lançamento, ela já estaria no estúdio para gravar seu primeiro álbum, 1019, lançado em setembro de 1999. Impulsionado pelo sucesso do single, o álbum venderia 400 mil cópias somente em Taiwan, número absurdamente expressivo para uma artista nova; a imprensa local apelidaria Jolin de "a encantadora de adolescentes", devido à avidez com que cada vez mais jovens procuravam o álbum para comprar e ligavam para as rádios pedindo para que elas tocassem suas músicas. As músicas de trabalho de 1019 foram Wo Zhi Dao Ni Hen Nan Guo ("eu sei que você está triste"), que entraria para o Top 100 dos singles mais vendidos do ano, chegando à trigésima posição; e Guai Wo Tai Nian Qing ("culpe a minha idade"), que se tornaria uma espécie de hino adolescente na virada do ano 2000.

O enorme sucesso do álbum fez com que a Universal colocasse Jolin em turnê para promovê-lo o mais rápido possível, com uma agenda de seis shows por todo o país, a maioria deles contando com lotação máxima; um desses shows, realizado em 4 de dezembro de 1999 no clube Nankang 101, em Taipé, foi gravado e lançado como um álbum ao vivo, chamado 1019 Wo Keyi Yanchang Hui (algo como "eu sei cantar", lançado como 1019 I Can Concert no mercado internacional); para testar as águas, a Universal decidiria lançar esse álbum também na China, mas ele não foi muito bem sucedido em nenhum dos dois países.

A Universal continuava acreditando no potencial internacional da moça, porém, e, assim que ela terminou a turnê, já estava no estúdio para gravar seu segundo álbum, Don't Stop, que seria lançado em Taiwan, China, Hong Kong e Macau em 26 de abril de 2000. Além da faixa-título, o álbum teria outras três músicas de trabalho, Ni Kuaile Ma ("você está feliz?"), Shenme Yang de Ai ("que tipo de amor") e You Gotta Know, além de um cover de Sugar Sugar, da banda The Archies. Don't Stop, a música, entraria para o Top 100 dos singles mais vendidos do ano, chegando à 14a posição, e o álbum venderia 450 mil cópias, sendo até hoje seu álbum de maior vendagem em Taiwan. Mas o mais importante é que o álbum também venderia bem na China, com suas quatro músicas de trabalho dominando as paradas de sucessos chinesas ao longo do ano 2000, o que ajudaria a consolidar Jolin como uma artista de sucesso internacional.

Para não perder tempo, a Universal mandou Jolin de volta ao estúdio o mais rápido possível, para que seu terceiro álbum, Show Your Love, fosse lançado ainda em 2000 - em dezembro, para ser mais exato - mais uma vez em Taiwan, China, Hong Kong e Macau. Além da faixa-título, as músicas de trabalho foram Ni Hai Ai Wo Ma ("você ainda me ama?"), que chegaria à trigésima posição do Top 100, Gudan De Ren Zong Shuo Wusuowei ("me apaixonei por uma rua"), que ganharia um Mtv Video Music Award de Melhor Videoclipe Estrangeiro, e She Bu De ("relutante"). O álbum seria elogiado por trazer letras mais maduras e por Jolin ter aperfeiçoado suas técnicas vocais, mas muitos cantores taiwaneses criticariam o fato de ele ter sido gravado às pressas apenas para aproveitar o sucesso de Don't Stop; Sandee Chan, uma das mais famosas cantoras de Taiwan, em entrevista, elogiaria a voz de Jolin, mas completaria dizendo que "ter uma boa voz não é garantia de um bom álbum".

Show Your Love faria tanto sucesso na China que chamaria atenção para Jolin em outros países; isso renderia não somente a já citada premiação no Mtv Video Music Award de Melhor Videoclipe Estrangeiro (da Mtv dos EUA, vale frisar), mas também um convite para cantar sua faixa-título no festival Asia Super Live, realizado em Tóquio, Japão, em 10 de março de 2001, e televisionado ao vivo pela TV Fuji. A turnê de Show Your Love contaria com nove shows em Taiwan, com um deles, realizado no estádio de beisebol de Hsinchuang, cidade natal de Jolin, em 25 de fevereiro de 2001, sendo gravado e lançado em Taiwan e na China como um álbum duplo chamado Show Your Love Concert. Em junho de 2001, Jolin teria mais uma prova de sua popularidade internacional ao ser convidada pela Disney para gravar a versão em mandarim da canção Where the Dream Takes You, do filme Atlantis: O Reino Perdido.

Após retornar da turnê de Show Your Love, Jolin começaria a gravação de seu quarto álbum, Lucky Number, que seria lançado em julho de 2001. Mais uma vez ela chamaria atenção pela maturidade, com os críticos dizendo que nem parecia se tratar de uma cantora de apenas 20 anos, e o álbum seria elogiado também por Jolin tentar diversificar seu estilo, ao invés de investir mais uma vez na fórmula dos três anteriores. Apesar disso, ele não faria sucesso junto ao público, vendendo apenas 150 mil cópias em Taiwan; suas músicas de trabalho seriam a faixa-título, Ni Zenme Lian Hua Dou Shuo Bu Qingchu ("por que você não consegue falar claramente?") e Ruguo Buxiang Yao ("se você não quiser"), com essa última sendo considerada a mais bem sucedida, ao entrar para o Top 100 na posição 94. Lucky Number também traria a segunda cover gravada por Jolin, Bridge Over Troubled Water, de Simon & Garfunkel.

Jolin atribuiria o insucesso do álbum à Universal, que parecia estar muito afoita para lucrar com ela, lançando um álbum após o outro, e à firma que atuava como sua empresária, a D Sound, com a qual já estava insatisfeita desde o lançamento de Show Your Love. O pai de Jolin chegaria a processar a D Sound, alegando "termos inapropriados" em seu contrato; para rompê-lo e ficar livre da agência, Jolin aceitaria pagar 9 milhões de dólares novos taiwaneses. Aproveitando que havia se livrado dos empresários, ela decidiria negociar também o fim de seu contrato com a Universal, que ainda valeria até 2004; a gravadora permitiria que ela saísse com duas condições: que não lançasse um álbum novo em 2002, e que a Universal ainda pudesse lançar quatro outros álbuns dela com o material que já tinha. Dois desses álbuns seriam Together, coletânea lançada em novembro de 2001, com as principais faixas dos quatro álbuns lançados pela Universal, e Dian Yin Wu Dao Guan ("o ginásio da dança eletrônica", lançado internacionalmente como Dance Collection), que trazia remixes das faixas mais "dançantes" desses quatro álbuns; ambos foram lançados, além de em Taiwan e na China, em vários países asiáticos, incluindo Malásia, Cingapura, Filipinas e Vietnã, numa tentativa da Universal de ganhar uns trocados extras, mas nenhum dos dois foi especialmente bem sucedido.

Enquanto estava impedida de lançar um novo álbum, Jolin teria uma breve carreira de atriz, fazendo participações de um episódio cada nas séries da TV taiwanesas Qingchun 6 Renxing ("seis jovens amigas"), Lai Wojia Ba ("venha à minha casa") e Toutu Ai Shang Ni ("me apaixonando secretamente por você"). Em julho de 2002, ela assinaria contrato com a Sony Music Taiwan, e, pouco depois, apareceria com visual renovado, cabelos cortados e tingidos, como se quisesse deixar para trás a imagem de princesinha do pop que a Universal fazia questão de construir.

O primeiro single de Jolin pela Sony seria Qi Shi Jing Shen ("o espírito do cavaleiro"), um dueto com o rapper Jay Chou, lançado em agosto de 2002, e que seria incluída em seu quinto álbum, Magic, lançado em março de 2003. Esperadíssimo e lançado em quase toda a Ásia (à exceção do Oriente Médio e de alguns países como Irã e Paquistão), o álbum fez um grande sucesso, vendendo mais de 1,5 milhão de cópias, sendo 360 mil em Taiwan, o que fez com que ela se tornasse a cantora mais vendida do país naquele ano. Além de Qi Shi Jing Shen, as músicas de trabalho seriam Kan Wo 72 Bian ("veja minhas 72 mudanças"), que alcançou a posição 24 no Top 100, Shuo Ai Ni ("diga que me ama"), Jia Mian De Gao Bai ("confissões falsas"), Prague Square e Zuo Yi Tian De Ni ("sendo você por um dia"). Magic renderia a Jolin suas duas primeiras indicações ao Golden Melody Awards, a principal premiação da música asiática, nas categorias Melhor Álbum Pop Vocal e Melhor Cantora em Mandarim, além de uma indicação ao prêmio de Melhor Artista do Ano da Mtv de Taiwan.

2003 seria um ano muito atarefado para Jolin: quase que simultaneamente ao lançamento de Magic, a Universal decidiria lançar mais uma coletânea das principais canções de seus quatro primeiros álbuns, chamada The Age of Innocence. Ela também voltaria à carreira de atriz, protagonizando a série Hai Shangban Nulang ("oi, garota trabalhadora"), de 23 episódios, que gerou críticas divididas e teve audiência considerada "satisfatória". Em agosto, Jolin gravaria Wo Hen Pa Hei ("tenho medo do escuro"), que estaria na trilha sonora da comédia romântica Shiyi Jie Nuwang ("rainha da amnésia", lançado internacionalmente como Why Me, Sweetie?!), produzida em Hong Kong, e, em outubro, ela gravaria outra música, Marage, dessa vez para a trilha do filme chinês de aventura Guerreiros do Céu e da Terra. Ainda em 2003, ela ajudaria Madonna a traduzir para o chinês seu livro infantil The English Roses; as duas cantoras se tornariam amigas, e Jolin traduziria outros cinco livros de Madonna nos anos seguintes - como curiosidade, alguns anos mais tarde, Jolin ganharia da imprensa o apelido de "Madonna asiática", devido a seu grande sucesso na Ásia e à grandiosidade de seus shows. Finalmente, 2003 seria o ano em que Jolin se formaria na universidade, sendo considerada a melhor aluna da turma, mesmo tendo que conciliar seus estudos com sua carreira.

O sexto álbum de Jolin, Castle, seria lançado em fevereiro de 2004, vendendo 2 milhões de cópias na Ásia, sendo 300 mil em Taiwan, tornando-a mais uma vez a cantora mais vendida do país. Sua primeira música de trabalho, Jiu Shi Ai ("é amor"), seria a mais bem sucedida de sua carreira até então, alcançando oitavo lugar no Top 100; a segunda, Ai Qing 36 Li ("36 estratégias do amor"), chegaria à posição 78, e se tornaria um grande hit na China. O álbum teria nada menos que cinco outras músicas de trabalho, para um total de sete: Love Love Love, Ning Meng Cao De Wei Dao ("o cheiro do capim-limão"), Di Yi You Xian ("prioridades"), Dao Dai ("regressando") e Pirates, cujo clipe seria indicado ao prêmio de melhor do ano no Video Music Awards da Mtv japonesa - falando nisso, Castle renderia a Jolin sua segunda indicação ao prêmio de Melhor Artista do Ano da Mtv de Taiwan.

Em agosto de 2004, Jolin sairia em sua primeira turnê desde Show Your Love, e sua primeira turnê internacional. Chamada J1 World Tour, contando com oito shows, sendo um em Taiwan (em Taipé), dois na China (Xangai e Pequim), um em Cingapura, dois na Malásia (ambos em Kuala Lumpur) e dois nos Estados Unidos (Atlantic City e Irvine, cidade próxima a Los Angeles que tem uma grande colônia taiwanesa). Também em 2004, a Universal lançaria a quarta e última coletânea a que tinha direito, Born to Be a Star, e, pela Sony, Jolin lançaria mais um álbum de remixes, J9, que trazia novas versões de músicas originalmente presentes em Magic e Castle, além de duas faixas inéditas, Zhao Pai Dong Zuo ("gestos característicos"), que chegaria à posição 61 do Top 100, e Dan Shen Gong Hai ("estando solteira").

Em fevereiro de 2005 ela faria uma apresentação especial, cantando Ai Qing 36 Li no Festival de Ano Novo da CCTV, o principal canal de TV da China. No mês seguinte, ela assinaria contrato com a editora YuanShen para lançar uma série de livros em inglês; o primeiro Jolin's English Diary Book, venderia mais de um milhão de cópias na Ásia, sendo um quarto disso em Taiwan. O segundo livro, Jolin's Party, seria lançado em dezembro de 2005, também vendendo um milhão de cópias na Ásia, sendo 180 mil em Taiwan. Também vale citar que, em setembro de 2005, ela gravaria uma versão em mandarim de Under the Sea, de A Pequena Sereia, para a inauguração da Disneylândia de Hong Kong; no mesmo mês seria lançado o álbum ao vivo J1 Live Concert, gravado durante o show de Taipé, realizado no estádio de futebol de Chungshan; e em outubro ela gravaria um dueto com o cantor Show Lo, Destiny Guy, para o álbum de Lo Hypnosis Show, que chegaria à posição 35 do Top 100.

Antes disso, em abril de 2005 chegaria às lojas seu sétimo álbum, J-Game, que seria aclamado pela crítica, vendendo 2 milhões de cópias na Ásia, 260 mil em Taiwan, fazendo dela pelo terceiro ano seguido a cantora mais vendida do país e rendendo sua terceira indicação seguida ao prêmio de Melhor Artista do Ano da Mtv de Taiwan. A faixa-título alcançaria a posição 26 no Top 100, Zheng Yi Zhiyan Bi Yi Zhiyan ("negligenciando propositalmente") alcançaria a posição 65, mas o maior sucesso do álbum seria a lindíssima Tiankong ("céu"), que chegaria ao segundo lugar do Top 100. J-Game seria o último disco do contrato de Jolin com a Sony; pouco antes de seu lançamento, ocorreria uma fusão da Sony Music Taiwan com a BMG, criando a Sony BMG Taiwan, e a cantora não ficaria satisfeita com os termos propostos pela nova gravadora para a renovação, preferindo assinar, em fevereiro de 2006, com a Capitol Music Taiwan.

Mesmo após o encerramento do contrato, a Sony BMG manteria o direito de lançar três coletâneas, todas apenas com músicas de Magic, Castle e J-Game. A primeira, J-Top, seria lançada em maio de 2006 e teria também duas faixas inéditas, Wo Yao De Xuanze ("minha escolha") e Yifu Zhan Xinshu ("as roupas demonstram a intenção"); a segunda, Favorites, de novembro de 2006, trazia remixes das principais faixas dos três álbuns; e a terceira, Meng Qi De ("lindos sonhos", lançado internacionalmente como Final Wonderland), de setembro de 2007, trazia, além dos maiores sucessos dos três álbuns, dois remixes, e seria a coletânea mais bem sucedida de Jolin, chegando ao quinto lugar na lista dos álbuns mais vendidos do ano em Taiwan.

Uma semana depois do lançamento de J-Top chegaria às lojas o oitavo álbum de Jolin, primeiro pela Capitol, Dancing Diva. A faixa-título e primeira música de trabalho seria cantada por Jolin no Mtv Asia Awards, em uma apresentação que incluiria movimentos de ginástica rítmica, ovacionada pela plateia; nessa mesma premiação, ela ganharia um prêmio de Melhor Estilo. O álbum ainda renderia a Jolin dois Golden Melody Awards, de Melhor Cantora em Mandarim e Melhor Cantora por Voto Popular, além de uma indicação ao de Melhor Álbum em Mandarim; o prêmio de Melhor Cantora em Mandarim seria bastante contestado, com os críticos reclamando que ela ganharia mais por seu carisma que por seu talento, o que levaria Jolin, em entrevistas, a agradecer aos haters, dizendo que cada ataque que ela sofre só faz com que ela queira trabalhar mais. Além da faixa-título, que alcançaria a posição 33 no Top 100, as músicas de trabalho seriam Jiazhuang ("falsa aparência"), que alcançaria o terceiro lugar, e A Wonder in Madrid, que chegaria à posição 14. Dancing Diva venderia 2,5 milhões de cópias na Ásia, sendo 260 mil em Taiwan, se tornando o álbum mais vendido do ano no país.

Em setembro de 2006, a Capitol lançaria Dancing Forever, álbum que contaria com seis remixes de canções de Dancing Diva, seis faixas inéditas que ficaram de fora desse álbum, e Jitian Nai Yao Jia Gei Wo ("case-se comigo hoje"), um dueto com o cantor taiwanês David Tao lançado no mês anterior, que alcançaria o primeiro lugar no Top 100, onde ficaria por oito semanas, e renderia à dupla um Golden Melody Award de Música do Ano; Jolin e Tao cantariam Jitian Nai Yao Jia Gei Wo em fevereiro de 2007, no Festival de Ano Novo da CCTV.

Também em setembro de 2006, Jolin embarcaria em sua primeira mega-turnê, a Dancing Forever World Tour, que, entre 15 de setembro de 2006 e 8 de fevereiro de 2009, contaria com 28 shows em seis países: Taiwan, China, Hong Kong, Malásia, Estados Unidos (incluindo um show em Las Vegas), e o primeiro show de Jolin na Austrália, em Sydney. As apresentações contariam com movimentos de yoga, ginástica rítmica, e até mesmo de ginástica artística, incluindo um cavalo com alças. Muitos críticos reclamaram que as apresentações continham mais "malabarismo" do que música, mas a imprensa especializada ficaria encantada, alçando Jolin ao posto de diva das multidões. O show realizado na Taipei Arena, em Taipé, seria gravado e lançado como um álbum ao vivo, em junho de 2007, chamado De Cai ("minha terra", lançado internacionalmente como If You Think You Can, You Can!).

Nos intervalos entre os shows da turnê, Jolin gravaria e lançaria seu nono álbum, Agent J, de setembro de 2007, lançado na China com o nome Aiqing Renwu ("missão do amor"). Mais uma vez, o álbum venderia 2,5 milhões de cópias na Ásia, sendo 200 mil em Taiwan, ainda assim o suficiente para que ele fosse o álbum mais vendido do ano no país. As músicas de trabalho seriam a faixa-título, que alcançou a posição 14 no Top 100, Bravo Lover, que alcançaria a posição 41, e Ru Bi Luo ("o sol nunca vai se por"), primeira canção solo de Jolin ao alcançar o topo da parada do Top 100, onde ficaria por cinco semanas. O álbum renderia a Jolin um prêmio da Mtv Ásia de Artista Favorita de Taiwan, e seria o responsável por sua estreia nos cinemas, em um filme também chamado Agent J, concebido especialmente para promover o álbum, no qual Jolin interpretava uma jovem que sofria lavagem cerebral para se tornar agente secreta. Dirigido por Jeff Chang, Kuang Sheng e Marlboro Lai, e contando no elenco, além de Jolin, com Kim Jaewon, Stephen Feng e Carl Ng, o filme, distribuído pela Capitol, estrearia em Taiwan em 14 de setembro de 2007, e faria um sucesso moderado, com a atuação de Jolin sendo considerada "surpreendente" pela crítica.

Em novembro de 2007, Jolin faria um dueto com a cantora australiana Kylie Minogue, na canção In My Arms, incluída em seu álbum X exclusivamente na versão lançada na Ásia, que alcançaria a posição 27 no Top 100. Em abril de 2008, ela seria uma das cantoras chinesas selecionadas para participar da canção Beijing Welcomes You, tema das Olimpíadas de 2008, realizadas em Pequim. Em julho, ela receberia o Butterfly Award, prêmio conferido pelo Ministério do Trabalho de Taiwan a pessoas que se destacam em suas áreas de atuação, por ser considerada "um modelo para os jovens e para a música". Em outubro, seria lançado seu terceiro livro, Love Exercise, bem como um álbum de mesmo nome, que continha apenas covers de canções em inglês, incluindo Kiss Me, do Sixpence None the Richer, Lovefool, dos Cardigans, e I Won't Last a Day Without You, dos Carpenters, sua única música de trabalho, que alcançou a sétima posição no Top 100. O álbum não foi bem recebido pela crítica, que o considerou mal produzido, mas, mesmo assim, e sem contar com nenhuma campanha de marketing, vendeu 30 mil cópias em Taiwan, se tornando o álbum em língua estrangeira mais vendido do ano no país.

Love Exercise deveria ter sido lançado no ano novo chinês (em fevereiro), mas acabou adiado para outubro e não tendo nenhuma campanha de marketing por causa de um problema sério que afetaria a carreira de Jolin: no início de 2008, ocorreria uma reestruturação da EMI asiática, que culminaria no encerramento de todas as atividades da EMI na China, Hong Kong, Macau e Taiwan. Como a EMI é a controladora da Capitol, isso significava que, desde março de 2008, Jolin estava sem gravadora. Somente em agosto o ex-presidente da EMI Ásia, Norman Cheng, anunciaria ter fundado uma nova gravadora, chamada Gold Typhoon, que adquiriu todo o catálogo da EMI chinesa. Love Exercise, portanto, seria lançado pela Gold Typhoon, assim como Jeneration, coletânea lançada em fevereiro de 2009 com os principais sucessos de Dancing Diva, Dancing Forever e Agent J, e mais três faixas inéditas. Aos artistas que faziam parte do catálogo da Capitol, foi dada a opção de continuar com a Gold Typhoon ou encerrá-lo; em dezembro de 2008, Jolin decidiria encerrar seu contrato e assinar com a Warner Music Taiwan.

O décimo álbum de Jolin, seu primeiro com a Warner, seria Butterfly, lançado em março de 2009. O álbum seria duramente criticado, acusado de ser uma "colcha de retalhos", com canções que não combinavam umas com as outras, mas mesmo assim venderia mais de um milhão de cópias na Ásia, sendo 190 mil em Taiwan - pouco se comparado com os anteriores, mas mais uma vez o suficiente para que ela fosse a cantora mais vendida do país. O álbum só teria duas músicas de trabalho, a faixa-título, que alcançaria a décima posição no Top 100, e Da Zhang Fu ("um homem de verdade"), um dueto com Nick Chou, que alcançaria a posição 25. Jolin emendaria uma turnê na outra ao começar, em março de 2009, a Butterfly Campus Tour, que previa dez apresentações, mas, após apenas quatro, todas em Taiwan, o restante da turnê teve de ser cancelada quando ela deslocou a escápula, torceu o tornozelo e distendeu o músculo do quadril, tudo ao mesmo tempo, durante um treino de uma acrobacia que faria durante um dos shows. Dois dos shows da turnê, em Taipé e Taichung, seriam parcialmente gravados e dariam origem a mais um álbum ao vivo, Love & Live, lançado em outubro de 2009.

Em agosto de 2010, ela lançaria seu décimo-primeiro álbum, Myself, que dividiu a crítica e vendeu pouco, apenas 65 mil cópias em Taiwan e sequer alcançando um milhão na Ásia, se tornando seu álbum de pior vendagem até então. Ainda assim, a primeira música de trabalho, Meiren Ji ("armadilha do mel"), alcançaria a primeira posição no Top 100, onde ficaria por uma semana, e seu clipe, que tinha passos de dança inspirados em Vogue, de Madonna, receberia uma indicação ao Golden Melody Award de Melhor Videoclipe. As duas outras músicas de trabalho seriam Wuyan Yi Dui ("nada mais a ser dito"), vigésimo lugar no Top 100, e Love Player, que alcançou a posição 55. A turnê de lançamento do álbum, Myself World Tour, contaria com 35 shows, incluindo a primeira apresentação de Jolin na Europa, em Londres; os outros países contemplados foram Taiwan, China, Hong Kong, Cingapura, Malásia e Austrália. Durante um ensaio para uma apresentação de pole dance que ocorreria em um show em Taipé, em dezembro de 2012, Jolin cairia e fraturaria uma vértebra, o que faria com que ela tivesse de abrir mão das acrobacias nos shows por um tempo; ela conseguiria se recuperar para realizar a apresentação de pole dance no último show da turnê, em abril de 2013, em Kaohsiung, também em Taiwan. O show em Taipé no ensaio do qual Jolin se contundiu seria gravado e lançado como um álbum ao vivo, também chamado Myself World Tour, em outubro de 2013.

Em julho de 2011, Jolin lançaria seu quarto livro, Living Slim, que ensinava como fazer dieta para ter a mesma silhueta que ela, e seria um grande sucesso de vendas. Em agosto de 2012, a Sony lançaria Ultimate, coletânea negociada durante anos com Jolin e com a Universal, que continha músicas de seus sete primeiros álbuns. 
Um mês depois, seria a vez do lançamento de Muse, décimo-segundo álbum de Jolin. Se Myself ficou abaixo das expectativas, Muse superou todas elas: aclamado pela crítica, que chegou a classificá-lo como "uma obra prima do pop", vendeu 2,5 milhões de cópias na Ásia e 100 mil em Taiwan, se tornando, mais uma vez, o álbum mais vendido do ano no país. Muse teria três músicas de trabalho: Da Yishujia ("a grande artista") chegaria à segunda posição no Top 100; Shiren Manbu ("o poeta andarilho") à décima; e Dr. Jolin à posição 25. Outra música do álbum, Mi Huan ("fantasia"), se tornaria um hino gay, e seria uma das mais tocadas nos clubes noturnos de Taiwan. O álbum receberia quatro indicações ao Golden Melody Awards, Melhor Álbum em Mandarim, Melhor Cantora em Mandarim, Melhor Videoclipe e Música do Ano (esses dois últimos para Da Yishujia), ganhando esse último; Jolin também receberia uma indicação de Melhor Performance de um Artista Asiático no Music Awards da Mtv europeia.

Jolin é uma das artistas de maior sucesso na Ásia dentre o público gay, e diversas vezes se posicionou a favor dos direitos dos homossexuais. Em 2012, ela assinou e entregou ao governo de Taiwan uma petição para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que lhe valeu um Icon Award, prêmio conferido a pessoas que se destacam na luta pelos direitos dos homossexuais na Ásia. Jolin por várias vezes também defendeu os direitos dos homossexuais na China (o que não é coisa pouca, diga-se de passagem), e em diversas entrevistas declarou que a definição de amor varia de pessoa para pessoa. Durante um show em 2015, ela fez um discurso em defesa dos transexuais, e contra o bullying sofrido por crianças e adolescentes em geral, mas em especial por adolescentes gays.

Em janeiro de 2013, Jolin se apresentaria pela primeira vez na França, como convidada do concerto Taiwan Music Night. Em outubro, ela gravaria um single promocional para os cristais Swarowski, chamado Journey, que chegaria à posição 15 do Top 100. Em junho de 2014, ela gravaria mais um single, Now is the Time, incluído em um álbum promocional com artistas de vários países diferentes chamado Pepsi Beats of the Beautiful Game, lançado por ocasião da Copa do Mundo de futebol. No mesmo mês, ela gravaria Kaleidoscope, trilha sonora do filme chinês Xiao Shidai: Ci Jin Shidai (lançado internacionalmente como Tiny Times 3). Também em outubro, ela se tornaria uma das juradas do reality show Rising Star, uma espécie de The Voice de Taiwan.

Em novembro de 2014, Jolin lançaria seu décimo-terceiro álbum, Play. Segundo ela, o nome seria uma alusão ao ato de interpretar papéis, fazendo referência à sua carreira de atriz, que, segundo ela, a ajudou muito a interpretar melhor sua música, principalmente nos shows. O videoclipe da faixa-título faria uma alusão a pessoas que interpretam papéis para se tornarem famosas na internet e a celebridades que fazem de tudo para se manterem famosas, sendo extremamente elogiado pela crítica especializada, se tornando um dos mais tocados na Mtv de Taiwan, e sendo considerado por muitos como o melhor videoclipe pop do ano. O álbum como um todo seria aclamado pela crítica, sendo considerado por muitos como o melhor de sua carreira, e venderia quase 3 milhões de cópias na Ásia, mas apenas 85 mil em Taiwan, ainda assim o suficiente para fazer de Jolin mais uma vez a cantora mais vendida do ano no país. As três músicas de trabalho seriam a faixa-título, mais uma de Jolin a alcançar o primeiro lugar do Top 100, onde ficaria por oito semanas; Di San Rencheng ("a terceira pessoa e eu"), que alcançaria a oitava posição; e Dianhua Huanghou ("rainha de mentirinha"), que mal entraria no Top 100, alcançando apenas a posição 99.

Play receberia nada menos que dez indicações ao Golden Melody Awards, recorde para um artista taiwanês (empatado com Fantasy, do cantor Jay Chou, de 2001, e com Amit, da cantora A-Mei, de 2009). Dos dez, ela ganharia dois, de Melhor Álbum em Madarim e Melhor Álbum com Vocais, além de um prêmio de Melhor Artista de Taiwan concedido pela Mtv europeia e de um Asian Music Awards de Melhor Artista da Ásia. A turnê de promoção do álbum, chamada Play World Tour, contaria com 34 shows, realizados em Taiwan, China, Hong Kong, Malásia, Cingapura e Estados Unidos; os quatro primeiros shows, em Taipé, seriam parcialmente gravados e lançados como um álbum ao vivo, também chamado Play World Tour, em janeiro de 2018. Seriam 35 shows, mas, infelizmente, um teve de ser cancelado devido a uma tragédia: em outubro de 2015, no Centro de Esportes Guangxi, em Nanning, China, uma estrutura que incluía iluminação, microfones e câmeras desabou e matou um profissional que trabalhava em sua montagem.

Em fevereiro de 2016, Jolin faria sua estreia como dubladora, sendo escolhida pela Disney para dublar a coelhinha Judy Hopps na versão em mandarim de Zootopia. Em setembro, ela e o DJ sueco Alesso gravariam juntos o single I Wanna Know, que alcançaria a posição 25 no Top 100. Jolin e Alesso se engajariam em uma série de palestras, incluindo uma no fechamento da Cúpula Internacional da Música da Ásia-Pacífico, que discutiam quais seriam as melhores formas de se criar pontes entre o ocidente e o oriente em termos de música, para permitir que mais artistas orientais fizessem sucesso no ocidente. A dupla interpretaria ao vivo I Wanna Know e um remix especial de Play feito por Alesso em um festival de música em Xangai, em outubro de 2016. No mesmo mês, ela lançaria um novo single colaborativo, Ego-Holic, dessa vez com o DJ taiwanês Starr Chen, que alcançaria a posição 52 no Top 100. Em maio de 2017, ela lançaria uma canção especial para o Dia das Mães, Give Love, que faria parte de uma campanha do canal de TV taiwanês Dai Ai. Em junho, mais um single colaborativo, We Are One, com o DJ holandês Hardwell, sua segunda canção a entrar no Top 100 na posição 99. Em novembro, ela gravaria On The Road, para a trilha sonora de um filme taiwanês de mesmo nome. Em dezembro, mais uma música de trilha sonora, Stand Up, para o filme chinês Monster Hunt 2. Em junho de 2018, ela gravaria uma música para a trilha sonora do game online Dragon & Fighter, chamada The Player.

Em meados de 2018, Jolin começaria a negociar a renovação de seu contrato com a Warner, mas seria procurada pela Sony, que havia voltado a ser apenas Sony Music Taiwan, sem a BMG, e lhe ofereceria um contrato muito mais vantajoso, o que fez com que ela decidisse retornar à sua antiga gravadora. Seu décimo-quarto e mais recente álbum, Ugly Beauty, seria lançado em dezembro de 2018, mais uma vez aclamado pela crítica e se tornando um fenômeno de vendas, com mais de 3 milhões de cópias vendidas na Ásia e mais de 200 mil em Taiwan. Ugly Beauty chegaria ao topo da lista dos álbuns mais vendidos de 2019 em Taiwan, China, Hong Kong, Macau, Malásia, Cingapura, Filipinas e Camboja, e ficaria dentre os dez mais vendidos no ano no Vietnã, na Turquia, e, surpreendentemente, no Chile. Na China, o álbum venderia mais de meio milhão de cópias, o que faria com que Jolin se tornasse a artista nascida fora da China Continental de maior vendagem em todos os tempos no país.

A faixa-título, cujo clipe, que faz referência à busca pelos padrões de beleza estabelecidos pela mídia, seria mais uma vez elogiadíssimo pela crítica e se tornaria um dos mais tocados na Mtv taiwanesa, entraria para o Top 10 em Hong Kong, Cingapura e Filipinas, e se tornaria a primeira canção de Jolin ao alcançar o topo da parada de sucessos na China e na Malásia, além de se tornar a quinta música solo de Jolin a alcançar o topo do Top 100 de Taiwan, recorde absoluto para uma cantora no país. Outra música de trabalho do álbum, Womxnly, alcançaria a sétima posição e ajudaria Jolin a cravar mais um recorde absoluto, ao se tornar a primeira artista com 39 músicas no Top 100. O álbum receberia oito indicações ao Golden Melody Awards, ganhando o de Álbum do Ano e o de Música do Ano para Womxnly.

Em janeiro de 2019, Jolin se tornaria uma das juradas do reality show chinês Idol Producer; no mesmo mês, ela seria um dos artistas a participar da música Happy New Year Do Re Mi, usada em uma campanha do serviço de streaming de filmes chinês Douyin. Em novembro, Jolin e o cantor chinês Karry Wang gravariam um dueto chamado Gravity, e, no mês seguinte, ela sairia em turnê com a a Ugly Beauty World Tour. Ao todo, 39 shows estavam previstos, com 20 confirmados, todos em Taiwan e na China, mas, após apenas seis shows, em dezembro de 2019 e janeiro de 2020, todos em Taipé, a turnê foi suspensa devido à pandemia global. Jolin se mostrou decepcionadíssima, pois planejava que a turnê comemorasse seus vinte anos de carreira. Em abril de 2020, ela lançaria um dueto com o cantor de Hong Kong Eason Chan, chamado Fight as One, cuja renda foi toda revertida para a pesquisa de uma vacina. Em novembro de 2020, graças ao relaxamento das normas de quarentena em Taiwan, Jolin pôde realizar mais seis shows da turnê, todos em Kaohsiung. No momento, ainda é incerto se mais shows serão realizados, mas a carreira de Jolin parece ser irrefreável.
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