segunda-feira, 30 de abril de 2012

Clássicos Disney (IX)

E hoje é dia de mais três Clássicos Disney!

Bernardo e Bianca
The Rescuers
1977


Após a morte de Disney, vários profissionais novos foram contratados pelo estúdio, para que ajudassem a arejar um pouco o ambiente. Felizmente, ninguém achou que dar-lhes a responsabilidade de produzir um Clássico seria uma boa ideia. Tacitamente, ficou acertado que a equipe antiga teria a maior parte da produção, com a equipe nova trabalhando junto a ela e ganhando mais responsabilidades ao longo dos anos - afinal, os antigos já estavam chegando mesmo à idade de se aposentar.

A equipe antiga, inclusive, já tinha um plano em mente: em sua opinião, os Clássicos da década de 1960 e 1970 eram muito centrados no humor, e nesse fato poderia estar a razão para a aparente perda de interesse do público. Na opinião dos mais antigos, era preciso fazer um desenho mais dramático, como haviam sido Dumbo e Bambi. Os mais novos, porém, não concordaram, e acreditavam que as plateias do final dos anos 1970 não estariam interessadas em desenhos tão tristes. Após muita discussão, chegou-se a um consenso, e a Disney começou a procurar uma história que tivesse iguais partes de drama e humor.

A escolha acabou caindo não sobre uma única história, mas sobre uma série de sete livros escrita por Margery Sharp entre 1959 e 1972 - e que teria mais dois títulos lançados em 1977 e 1978 - conhecida coletivamente como The Rescuers (algo como "os resgatadores", se essa palavra existisse), que também era o nome do primeiro livro da série. Seus protagonistas eram dois ratinhos membros da Sociedade Internacional de Resgate, fundada por animais para resgatar crianças humanas em perigo, em casos nos quais os humanos não foram bem-sucedidos.

Em português, o desenho tira seu nome dos dois ratinhos protagonistas: Bianca (Eva Gabor) é a dignatária da Hungria, com vasta experiência como detetive, e se voluntaria para encontrar uma menina que teria escrito uma mensagem encontrada pela Sociedade dentro de uma garrafa. Já Bernardo (Bob Newhart) é o zelador do prédio da Sociedade, e se envolve no caso após ser escolhido pessoalmente por Bianca como seu parceiro de investigação. Os dois contarão com a ajuda de Orville (Jim Jordan), um desastrado albatroz que serve como transporte aéreo, e de Evinrude (James MacDonald), uma libélula.

A menina que enviou a mensagem na garrafa é Penny (Michelle Stacy), órfã que vivia no Orfanato Morningside, em Nova Iorque, tendo como único amigo o gatinho Rufus (John McIntire). Durante a investigação do caso, Rufus conta a Bernardo e Bianca que Penny foi sequestrada pela Madame Medusa (Geraldine Paige), a ambiciosa dona de uma loja de penhores, que a levou para o Pântano do Diabo com um propósito desconhecido - na verdade, Medusa encontrou lá o lendário diamante Olho do Diabo, mas precisa de alguém bem pequeno, do tamanho de Penny, para acessar a caverna na qual ele está escondido. Bernardo e Bianca partem para o resgate, mas, para salvar Penny, além de Medusa, terão de enganar seu assistente, Asdrúbal (Mr. Snoops no original, voz de Joe Flynn), e os dois crocodilos de estimação da vilã, Brutus e Nero.

Bernardo e Bianca possui elementos dos dois primeiros livros de Sharp, The Rescuers, de 1959, e Miss Bianca, de 1962. Cuiriosamente, Bernardo é o protagonista de The Rescuers, mas em Miss Bianca possui uma participação ínfima, enquanto Bianca nem aparece no primeiro livro, sendo protagonista do segundo. Penny é inspirada em uma menina órfã de The Rescuers, chamada Patience, e Asdrúbal no vilão desse livro, que se chama Mandrake; já a trama do diamante na caverna e a vilã feminina vêm do segundo livro, no qual a antagonista é a Duquesa Diamante. O pântano e os crocodilos foram invenções da Disney, mas no primeiro livro Mandrake possui dois cães de guarda, Tirano e Tormenta.

Falando em Mandrake, o personagem Asdrúbal teve uma inspiração real, o animador John Culhane. Culhane conta que os desenhistas o enganavam, pedindo que ele fizesse várias caras e bocas, que mais tarde usaram nos desenhos de Asdrúbal, que fizeram à sua imagem e semelhança, o que acabou não lhe irritando, mas lhe trazendo grande satisfação por sua aparência fazer parte de um Clássico Disney. Também vale citar como curiosidade que o dublador de Asdrúbal, Joe Flynn, faleceria em 1974, ainda durante a pré-produção, mas após gravar todas as suas falas, o que faria com que esse fosse seu último trabalho.

O personagem do albatroz também não existe no livro; no rascunho original, quem levaria Bernardo e Bianca ao pântano seria um pombo, mas, após ver um documentário sobre as aterrisagens atrapalhadas dos albatrozes, o animador Ollie Johnston achou que seria mais divertido se um desses pássaros fosse o meio de transporte. Finalmente, o roteiro original previa que a vilã seria Cruela Cruel, de 101 Dálmatas, mas essa ideia foi abandonada para que não ficasse parecendo que um desenho era continuação do outro. Curiosamente, na versão final, Madame Medusa e Cruela acabaram ficando com somente uma característica em comum: o fato de ambas dirigirem mal.

Bernardo e Bianca seria o primeiro Clássico Disney com um intrólito, ou seja, com parte da história acontecendo antes dos créditos iniciais - que, pela primera vez, seriam incorporados à história, e não apenas uma sucessão de nomes sobre um fundo genérico, como ocorria até então. Graças a melhorias na tecnologia, o desenho também seria o primeiro a usar fotocópias e não ficar com a aparência rabiscada de 101 Dálmatas ou Os Aristogatas. A equipe de produção também optaria por não utilizar animação reciclada - cenas desenhadas por cima de cenas prontas de outros desenhos - mesmo que isso representasse aumento de custos. Mesmo assim, o filme acabaria custando 1,2 milhões de dólares, valor considerado excelente pelo estúdio.

O desenho estrearia em 22 de junho de 1977 com grande sucesso, rendendo 48 milhões de dólares, 3 milhões apenas no primeiro fim de semana, recorde para um longa metragem de animação que duraria até 1986, quando seria superado por Fievel: Um Conto Americano. A crítica elogiaria bastante o filme, e alguns chegariam a declarar que ele anunciava uma nova Era de Ouro para a Disney. Entretanto, Bernardo e Bianca acabaria sendo é uma espécie de canto do cisne, o último Clássico de grande sucesso antes de A Pequena Sereia, de 1989.

Bernardo e Bianca seria indicado ao Oscar de Melhor Canção com Someone's Waiting for You, mas o perderia para You Light Up My Life, do filme Luz da Minha Vida. Seria relançado duas vezes no cinema, em 1983 e 1989, ambas com excelente bilheteria, e se tornaria o primeiro Clássico Disney a ganhar uma continuação. Mas isso é história para um post mais à frente.

O Cão e a Raposa
The Fox and the Hound
1981


Como eu acabei de dizer, na época da pré-produção de Bernardo e Bianca, os profissionais mais antigos do estúdio prefeririam fazer um desenho mais dramático, semelhante aos primeiros Clássicos Disney, ideia à qual os mais recentes se opuseram. Quando começou a pré-produção do Clássico seguinte, entretanto, eles conseguiram fazer prevalecer sua opinião, e escolheram uma história bem triste para adaptar: o livro O Cão e a Raposa, de Daniel P. Mannix.

Durante o desenvolvimento, como era de se esperar, houve uma grande discussão. Wolfgang Reitherman, que atuaria como produtor, queria de qualquer forma que o roteiro fosse o mais fiel possível ao livro, enquanto os roteiristas mais recentes desejavam fazer modificações para torná-lo um "desenho para toda a família", coisa que acreditavam ser impossível com um roteiro fiel - no livro, os animais não falam, e, embora a raposinha tenha sido criada por humanos, não tem nenhuma relação de amizade com o cachorro. A trama central do livro envolve um caçador e seu cachorro caçando a raposa, que tenta se adaptar à vida na floresta após ter vivido tanto tempo entre os humanos; os roteiristas queriam transformá-la em uma fábula sobre a amizade, com a raposa e o cachorro esquecendo suas diferenças naturais em nome das boas memórias de infância.

A discussão foi tão ferrenha que levou a um racha na equipe: liderados por Don Bluth, quase um quinto dos animadores pediu demissão, e partiu para fundar um novo estúdio, responsável por desenhos como A Ratinha Valente, Fievel: Um Conto Americano e Em Busca do Vale Encantado. Sem um número tão expressivo de animadores, o lançamento do desenho teve de ser adiado em um ano enquanto novas contratações eram feitas às pressas, e Reitherman teve de ceder e aceitar um roteiro mais família.

Na versão final do desenho, a raposinha (que é macho, e no meu DVD inclusive é chamado de "raposo") Dodó (Tod no original, voz de Keith Coogan quando filhote e de Mickey Rooney na idade adulta) fica órfã durante uma caçada, e é salva pela Mamãe Coruja (Big Mama no original, voz de Pearl Bailey), que, com a ajuda de seus amigos, o pica-pau Bruno (Boomer no original, voz de Paul Winchell) e o pintassilgo Dico (Dinky no original, voz de Dick Bakalyan), arranja para que ela seja criada pela Viúva Tita (Widow Tweed no original, voz de Jeanette Nolan), como se fosse um bichinho de estimação. O único problema é que a Viúva Tita é vizinha do irascível Amos Slade (Jack Albertson), que tem como maior orgulho seus dois cães de caça, o velho Chefe (Pat Buttram) e o filhote Tóbi (Copper no original, voz de Corey Feldman quando filhote e Kurt Russell na idade adulta - se me permitem um comentário, eu acho muito estranho o Copper ter virado Tóbi e o Tod ter virado Dodó, seria mais lógico que Tóbi fosse o Tod).

Contrariando todas as expectativas, Tóbi e Dodó, filhotes inocentes que são, se tornam grandes amigos, para desgosto de Slade, que culpa a raposa por vários problemas e tenta matá-la várias vezes. Um dia, ele decide viajar com seus cães para caçar, e, quando retorna, Tóbi e Dodó já são adultos. A princípio, eles tentam manter sua amizade, mas seus destinos os levam para caminhos diferentes, principalmente depois que um incidente quase tira a vida de Chefe. A partir de então, Tóbi passa a odiar Dodó, e a Viúva Tita decide que o melhor para sua raposinha é levá-la para uma reserva florestal, onde ele conhece a raposa Miriam (Vixen no original, voz de Sandy Duncan). O ódio de Slade e Tóbi é tão grande, entretanto, que eles decidem invadir a reserva para caçá-la. Será que as memórias de infância serão suficientes para evitar que os ex-grandes amigos se tornem inimigos mortais?

O Cão e a Raposa foi o desenho mais caro de todos os tempos, custando absurdos 12 milhões de dólares. Boa parte desse orçamento deve ter sido usado para pagar os dubladores, já que, visando atrair público, a Disney contrataria dois grandes astros da época, Mickey Rooney e Kurt Russell, para fazer as vozes dos protagonistas - além de Corey Feldman, um astro-mirim em ascensão. Graças ao racha ocorrido durante a produção, seria o último com a participação da equipe tradicional de animadores e roteiristas Disney, com a equipe nova assumindo definitivamente a produção dos Clássicos a partir do seguinte.

Lançado em 10 de julho de 1981, o desenho rendeu 63 milhões de dólares, sendo considerado um sucesso, e relançado em 1988. A crítica, entretanto, não o poupou, considerando o filme apenas mediano, previsível e de roteiro fraco, apesar da qualidade da animação. Houve quem elogiasse a abordagem interessante do preconceito racial - um tema ainda mais espinhoso em 1981 do que hoje - e o fato de que é um Clássico Disney com uma verdadeira mensagem aos espectadores, não apenas uma sucessão de acontecimentos com um final feliz.

Em 2006, O Cão e a Raposa ganharia uma continuação lançada direto em DVD, O Cão e a Raposa 2. Assim como Bambi 2, esse segundo filme não começa após o final do primeiro, mas mostra algo que aconteceu "no meio", quando Tóbi e Dodó visitaram uma feira agropecuária. Assim como seu antecessor, o desenho traz atores famosos na dublagem, como Reba McEntire e Patrick Swayze.

O Caldeirão Mágico
The Black Cauldron
1985


Com a partida da equipe antiga, todas as decisões sobre o próximo Clássico Disney caberiam à equipe nova - inclusive decidir qual seria a história adaptada. Fiel a suas crenças, a equipe decidiu escolher uma história de apelo entre os jovens, com humor, romance, aventura e suspense. Como estávamos no início dos anos 80, época na qual a fantasia medieval, impulsionada pela fama do RPG Dungeons and Dragons, começava a ganhar força na cultura pop, a Disney achou que seria uma boa ideia escolher uma história de fantasia para seu próximo Clássico. Com essa ideia em mente, escolheria As Crônicas de Prydain, série de cinco livros escritos entre 1964 e 1968 por Lloyd Alexander.

O desenho traria elementos dos dois primeiros livros da série, O Livro dos Três e O Caldeirão Negro, pegando emprestado o nome do segundo - por que, na tradução do desenho, O Caldeirão Negro viraria O Caldeirão Mágico, eu nem desconfio.

No reino de Prydain, o malévolo Rei de Chifres (John Hurt) planeja usar o místico Caldeirão Negro para criar uma horda de mortos-vivos que o ajudará a dominar tudo. Mas, para isso, ele precisa, primeiro, encontrar o caldeirão. Uma das formas de fazê-lo é usando os poderes do porco-oráculo Hen Wen, que se encontra sob a guarda do mago Dallben (Freddie Jones). Ao perceber que o Rei de Chifres está de olho em Hen Wen, Dallben ordena que seu assistente, Taran (Grant Bardsley), o leve para um local seguro, longe das garras do vilão.

O problema é que Taran não acredita que Hen Wen possua importância, e se ressente de o mago fazer com que ele seja apenas um criador de porcos, ao invés de educá-lo para que ele seja um grande aventureiro como desejava. Enquanto deveria levar o porco para um local seguro, Taran se descuida, e sua negligência faz com que as forças do Rei de Chifres capturem o animal. Com medo de que Dallben lhe tire o couro, e vendo uma excelente oportunidade para começar sua vida de aventuras, Taran decide seguir as tropas do vilão para resgatar o pobre porquinho. No caminho, ele fará amizade com uma estranha criatura chamada Gurgi (John Byrner), salvará a Princesa Eilonwyn (Susan Sheridan) e o atrapalhado bardo Fflewddur Fflam (Nigel Hawthorne). Juntos, e com a ajuda do povo das fadas, os quatro tentarão impedir que o Rei de Chifres consiga seu intento.

O Caldeirão Mágico seria o 25o Clássico Disney produzido, o que merecia uma comemoração: seria o primeiro Clássico produzido em widescreen desde A Bela Adormecida, e terceiro no total (o outro foi A Dama e o Vagabundo) - a partir dele, por outro lado, todos os Clássicos Disney seriam lançados originalmente nesse formato, sendo O Cão e a Raposa o último produzido em fullscreen. Também foi a primeira animação Disney a fazer uso de computação gráfica em algumas cenas, como por exemplo nas que envolvem o Caldeirão do título. Os técnicos da Disney chegaram a inventar uma nova ténica de transferência dos desenhos para as células, chamada APT, que substituiria as fotocópias, mas essa se mostrou pouco confiável, já que parte das linhas sumia das células após algum tempo; assim, enquanto algumas cenas realmente foram produzidas com o APT, a maior parte do filme usou a boa e velha xerox, assim como seus antecessores. Finalmente, O Caldeirão Mágico seria a última animação Disney produzida nos Walt Disney Studios, em Burbank, Califórnia: no final de 1984, todo o departamento de animação deixaria o estúdio e se mudaria para a cidade de Glendale, sendo rebatizado como Walt Disney Feature Animation, nome que usaria até 2007, quando passaria a se chamar Walt Disney Animation Studios.

Previsto para ser lançado no Natal de 1984, o desenho teve de ter sua estreia adiada para 24 de julho de 1985, graças a edições de última hora: ao assumir o cargo de presidente dos Estúdios Disney em 1984, Jeffrey Katzenberg reclamou que o desenho estava muito adulto, e que acabaria afastando parte do público em potencial. Katzenberg pediu que algumas cenas fossem removidas ou alteradas, mas o produtor Joe Hale discordou, e disse que o filme seria lançado do jeito que estava. Não se dando por vencido, Katzenberg, então, levou o desenho já pronto para uma ilha de edição, e começou a editá-lo ele mesmo.

Alertado por Hale, o CEO da Disney, Michael Eisner, foi até Katzenberg e pediu para que ele parasse. Após muita negociação, chegou-se a um consenso: Katzenberg parou sua edição amadora - e, segundo alguns, açougueira - e os animadores se comprometeram a mudar pontos que Katzenberg e Eisner considerassem inapropriados. A versão final do filme acabou ficando com 12 minutos a menos que a original, e teve de ter várias novas cenas animadas de última hora para preencher alguns buracos deixados pela edição - ainda assim, na versão final há uma cena na qual a música claramente "dá um pulo", atestando que ali havia algo cortado. No fim das contas, Katzenberg estaria certo: mesmo após todos os esforços de edição, o desenho se tornaria a primeira animação Disney a receber a classificação PG - que diz que algumas cenas podem não ser apropriada para crianças - ao invés de G - a nossa "Livre" - o que, em se tratando do estúdio que lançou Bambi, é uma verdadeira proeza.

Inspirada na mitologia celta, As Crônicas de Prydain, mesmo sendo praticamente desconhecidas no Brasil, estão entre as mais famosas obras de literatura de fantasia em língua inglesa - O Rei Supremo, último livro da série, é vencedor da Medalha Newbery, conferida às obras de maior destaque na literatura infanto-juvenil norte-americana, e O Caldeirão Negro foi indicado, perdendo para Eu, Juan de Pareja. O Clássico Disney, entretanto, não desfruta da mesma notoriedade ou do mesmo sucesso, sendo considerado um dos mais fracos do estúdio, e tendo sido chamado pelos críticos de "decepcionante" e "ambicioso, mas falho". O próprio Lloyd Alexander rejeitou o filme, declarando não haver qualquer semelhança entre este e seu livro, apesar de tê-lo achado divertido quando o assistiu.

Com custo absurdo de 25 milhões de dólares - batendo o recorde de desenho mais caro de todos os tempos e custando mais até do que muitos filmes da época - O Caldeirão Mágico rendeu apenas 21 milhões em sua bilheteria, sendo considerado um horrível fracasso - até mesmo o desenho para cinema dos Ursinhos Carinhosos teve bilheteria maior, o que foi considerado uma grande derrota para a Disney. Não há informações oficiais de que a Disney planejasse fazer versões em desenho dos outros livros da série, mas, se planejava, esses planos foram enterrados após esse desempenho.

Assim como foram enterrados, para tristeza dos fãs de Alexander e da fantasia medieval, quaisquer planos que a Disney - ainda hoje detentora dos direitos da obra para adaptações cinematográficas - pudesse vir a ter para fazer uma série de filmes com atores de carne e osso - quando chegou a hora de enfrentar O Senhor dos Anéis na bilheteria, por exemplo, ela escolheu filmar As Crônicas de Nárnia, série que, apesar de ter seus próprios méritos, é considerada inferior às Crônicas de Prydain por muitos críticos.

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