segunda-feira, 21 de março de 2011

Toei Heroes (II)

Hoje teremos mais um post dedicado aos seriados de tokusatsu produzidos pela Toei, a principal produtora do gênero. Nele, veremos mais três heróis clássicos - curiosamente, todos do mesmo ano.

Kamen no Ninja Akakage
1967


Mesmo depois dos dois fracassos seguidos de Nanairo Kamen e National Kid, a Toei não desistiu de apostar no tokusatsu. Seu foco, porém, mudaria de volta da televisão, ainda considerada um mercado caro e de pouco retorno, para o cinema, para o qual, em 1961, ela produziria o filme Uchuu Kaisokusen, que acompanhava o herói espacial Iron Sharp, cuja identidade secreta é a do astrônomo Shinichi Tachibana, em sua luta para proteger a Terra dos invasores do planeta Netuno. Infelizmente, o filme também não teve bom retorno, e aí sim a Toei desistiu de produzir novos tokusatsu, passando a produzir apenas anime, mais baratos e menos trabalhosos, através de sua subsidiária Toei Animation.

No final da década de 1960, entretanto, ocorreria um fato novo, que motivaria o estúdio a arriscar mais uma vez: a popularização, no Japão, da TV a cores. Com a chegada dos novos aparelhos coloridos, era cada vez maior o número de lares com televisão, o que significava que o retorno dos anunciantes poderia ser bem maior. Após uma reunião estratégica, a Toei decidiu voltar ao mercado, produzindo seu primeiro tokusatsu totalmente colorido, Sombra Vermelha, o Ninja Mascarado - que também foi o primeiro seriado de ninja totalmente colorido da história da televisão japonesa.

Ambientado na época do Japão feudal, por volta de 1500, o seriado acompanhava três ninjas: Akakage ("Sombra Vermelha"), o protagonista da série e líder do trio, vestia uma roupa vermelha e preta, era um excelente espadachim, mestre do disfarce, e contava, em sua máscara, com um cristal mágico capaz de lançar um raio mágico por episódio; Aokage ("Sombra Azul"), seu protegido, era um garotinho de roupa azul e preta, especialista em explosivos (?), que usava como arma uma corrente e frequentemente se metia em confusões, como qualquer criança de seriados de ação; e Shirokage ("Sombra Branca"), o mais velho dos três, vestia uma roupa branca e preta, usava como arma um bastão, podia voar com a ajuda de uma pipa gigante e estava sempre disposto a compartilhar palavras de sabedoria. Juntos, os três lutavam pela paz e pela justiça, viajando pelo Japão para proteger os fracos e oprimidos.

Exibido entre abril de 1967 e março de 1968, Kamen no Ninja Akakage teve 52 episódios, divididos em quatro sagas de 13 episódios cada. Na primeira, os três ninjas têm de lidar com dois sacerdotes malignos, que planejam impor sua religião ao povo. Na segunda, três europeus chegam ao Japão em busca de um segredo que poderá possibilitar-lhes dominar o mundo. Na terceira, o clã ninja Negoro consegue conjurar vários demônios para a nossa dimensão, que devem ser detidos. E, na quarta, é a vez do clã Fuuma, que planeja se apossar de uma máscara dourada de grande poder. Já no estilo dos tokusatsu modernos, cada capítulo de Akakage trazia um "monstro da semana", que podia ser um ninja maligno ou um monstro gigante. O vilão principal de cada saga era também o "monstro da semana" do décimo terceiro episódio, sendo derrotado e destruído como qualquer outro inimigo. Curiosamente, alguns episódios mostravam Akakage e seus aliados usando equipamentos que não deveriam estar disponíveis no Japão feudal, como armas de fogo, equipamentos de mergulho e até mesmo um robô gigante, mas parece que ninguém se importou deles terem sido colocados lá.

Além da série, em 1969 Akakage e seus amigos estrelaram um filme em 3D, também chamado Kamen no Ninja Akakage, no qual os ninjas enfrentavam um monstro gigante feito de argila. Esse filme ganharia uma nova versão em 2001, curiosamente chamado Red Shadow Akakage. O filme de 2001 é praticamente idêntico ao de 1969, com a diferença de que não é em 3D, Shirokage foi substituído por uma mulher, chamada Asuka, e Akakage não usa máscara - talvez por isso tenham tirado o "Kamen no Ninja" do título.

Embora fosse pouco conhecido no ocidente, Akakage foi durante muito tempo um dos heróis mais famosos do Japão, tanto que, no final da década de 1980, teve uma espécie de revival, que começou com um episódio para a famosa série Monday Drama Land da TV Fuji. Exibida de abril de 1983 a novembro de 1987, essa série era dedicada a histórias de um único episódio, muitas delas versões de clássicos japoneses. O episódio dedicado a Kamen no Ninja Akakage foi ao ar em 26 de agosto de 1985, e trazia Akakage e Aokage, acompanhados pela ninja Maikage ("Dança das Sombras") enfrentando o vilão Hakuryuu Toki e seus ninjas e monstros malignos.

Em 1987, Akakage voltaria à televisão com uma série em anime, também produzida pela Toei, e também chamada Kamen no Ninja Akakage. Junto com o anime, foi lançada uma série em mangá, publicada na Weekly Shonen Champion. O mangá tentava ser fiel à história do tokusatsu, enquanto o anime, por sua vez, era uma versão do mangá. A ideia original da Toei era transpor todas as quatro sagas para os dois formatos, mas, como o anime não fez sucesso, acabou tendo 23 episódios, dos quais apenas 22 foram televisionados; com isso, a história do anime e do mangá acabaram sendo correspondentes apenas às duas primeiras sagas do tokusatsu.

Captain Ultra
1967


Enquanto produzia Akakage e se preparava para retornar às televisões japonesas com um seriado inédito após um longo hiato, a Toei recebeu uma proposta inusitada, que faria com que ela, após cinco anos sem nem querer saber de produzir um tokusatsu, acabasse tendo dois deles no ar ao mesmo tempo - e em duas emissoras diferentes.

A Toei deve essa excentricidade àquele que talvez seja o mais famoso herói japonês do mundo, Ultraman. A série original do Ultraman, a primeiríssima de todas, exibida entre julho de 1966 e abril de 1967, ia ao ar por um canal chamado Tokyo Broadcasting System, ou TBS. Como a série era um gigantesco sucesso, a TBS logo tratou de encomendar à Tsuburaya Productions, que produzia o Ultraman, uma segunda série, para estrear na semana seguinte àquela em que a série original terminasse. A Tsuburaya, então, começou a produzir Ultra Seven, mas problemas durante a produção resultariam em atrasos que fariam com que a nova série não pudesse estrear até, pelo menos, outubro.

Ao ser informada disso pela Tsuburaya, a TBS se viu em uma situação delicada: não tinha nenhum programa para levar ao ar após o término de Ultraman, e o espaço entre abril e outubro, quando estrearia Ultra Seven, não era suficiente para reprisar toda a série, de 50 episódios - além disso, reprises não são bem vistas no Japão, e havia o temor de que ninguém voltasse para ver Ultra Seven se Ultraman fosse reprisado do início até o fim. Foi aí que alguém se lembrou da Toei, que havia produzido National Kid sob encomenda da Panasonic. Oras, se eles produziram um seriado a pedido da Panasonic, podiam muito bem produzir um a pedido da TBS.

Evidentemente, a TBS não sabia que a Toei já planejava voltar ao mercado com Akakage - que seria exibido na TV Fuji - mas a própria Toei, ao ser procurada, não somente não se importou de produzir mais um tokusatsu como também ficou feliz e satisfeita - afinal, era dinheiro entrando. O problema é que Akakage já estava vendido para a TV Fuji, então eles tinham de criar um novo herói.

A saída encontrada pelo produtor Akira Hirayama foi bem simples: adaptar para o tokusatsu um de seus personagens preferidos da literatura, Captain Future, criado por Mort Weisinger em 1940, e astro de várias histórias publicadas em revistas de ficção científica dos Estados Unidos, escritas por Edmond Hamilton, que costuma ser erroneamente creditado como seu criador, entre 1940 e 1944. A mudança do nome de Captain Future para Captain Ultra, evidentemente, foi uma jogada de marketing, para associar a série a Ultra Q, Ultraman e à futura Ultra Seven, as estrelas da TBS.

Captain Ultra é ambientado no século XXI, quando a exploração espacial está a todo vapor. Para conter a costumeira onda de crimes que acompanha o progresso, uma espécie de polícia espacial é criada, contando com a presença de humanos, alienígenas e robôs, baseada na Estação Espacial Silver. O mais experiente de todos os policiais espaciais é o Capitão Ultra, que comanda uma equipe formada pelo robô Hack, o alienígena Joe Cicero, a bela cadete Akane, o menino Kenji e o cientista Professor Munamoto. Juntos, eles protegem a Terra e o espaço sideral de perigosos monstros espaciais - afinal, sem monstros, não seria tokusatsu.

A TBS encomendou à Toei apenas 24 episódios de Captain Ultra, justamente o necessário para preencher o buraco entre o final de Ultraman e o começo de Ultra Seven. Nos 12 primeiros, os principais oponentes do Capitão Ultra e seus aliados são os alienígenas do planeta Banderu, que planejam imigrar ilegalmente para o nosso Sistema Solar, estabelecendo aqui uma base de operações criminosas. Nos 12 últimos episódios a ameaça é ainda maior: um exército de monstros da dimensão espelho, que planeja sugar todo o universo para lá usando um gigantesco buraco negro.

Graças a uma curiosa coincidência, o último episódio de Ultraman foi ao ar quatro dias após o primeiro de Akakage, o que fez com que Captain Ultra estreasse apenas onze dias depois da série que marcou o retorno da Toei ao tokusatsu. Captain Ultra foi exibido até a última semana de setembro de 1967, sendo substituído, na semana seguinte, por Ultra Seven. A empreitada de colocar duas séries no ar ao mesmo tempo em canais diferentes foi audaciosa, mas valeu a pena: graças ao sucesso de Captain Ultra e de Akakage, a Toei entrou de vez para o mundo do tokusatsu, crescendo até se tornar o que é hoje: praticamente um sinônimo para o gênero.

Além disso, e apesar de ter tido apenas 24 episódios, Captain Ultra fez tanto sucesso que acabou transformando também o Captain Future, praticamente esquecido desde a década de 1940 nos Estados Unidos, em um fenômeno no Japão: suas histórias foram republicadas em japonês durante toda a década de 1970 e, em 1978, para homenagear Hamilton, morto um ano antes, a própria Toei produziria um anime do herói, fielmente baseado em 13 de suas 17 histórias publicadas. Seus 53 episódios foram ao ar pela NHK, talvez a emissora de TV mais famosa do Japão, e acabaram sendo vendidos para diversos países, se tornando um dos mais famosos desenhos da década de 1980 na França, Itália e países árabes.

Além de uma homenagem, o anime, exibido entre novembro de 1978 e dezembro de 1979, foi uma espécie de resposta à Tsuburaya que, vendo a popularidade que as histórias de Hamilton alcançaram na época, mas incapazes de usar um personagem cujos direitos já pertenciam à sua concorrente, decidiu produzir um tokusatsu baseado em outra série escrita pelo autor, Star Wolf, cujo protagonista é um terráqueo criado em um planeta de gravidade maior que a da Terra, o que lhe conferiu grande força e rápidos reflexos, os quais decidiu usar para proteger nosso planeta de ameaças espaciais. Chamado Uchuu no Yuusha Star Wolf ("herói espacial Star Wolf"), o tokustasu teve 24 episódios, exibidos pela TV Yomiuri entre abril e setembro de 1978.

Já o Capitão Ultra japonês, apesar de sua fama, jamais ganhou um revival, chegando o mais perto disso em 2005, com o lançamento de uma versão em mangá, em volume único, que conta fielmente todos os 24 episódios da série. A série original, entretanto, foi relançada no Japão em todos os formatos de mídia que vocês conseguirem imaginar desde 1980, podendo ser encontrada em VHS, Laserdisc, DVD e Blu-Ray.

Giant Robo
1967


Captain Ultra foi exibido pela TBS. Akakage pela TV Fuji. Mas a emissora com a qual a Toei mais se identificaria não seria nenhuma das duas, e sim a TV Asahi, que hoje exibe os sentai e kamen riders, que exibiu os Metal Heroes, Kikaider e Robocon, e que, quando a Toei estava começando, exibiu Nanairo Kamen e National Kid.

Talvez, portanto, a TV Asahi (que, antes de 1977, se chamava NET) tenha ficado com ciúmes ao ver que a Toei escolhera a TV Fuji para seu retorno, ou talvez, baseada no fracasso das duas primeiras séries, tenha decidido não apostar na série do ninja e depois, ao ver o sucesso das duas seguintes, se arrependeu, mas o fato é que, enquanto Akakage e Captain Ultra estavam no ar, a TV Asahi procurou a Toei com uma proposta. Eu adoraria noticiar aqui o fato bizarro de que a Toei, então, no ano de sua volta, teve três tokusatsu no ar em três canais diferentes ao mesmo tempo, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Mas foi por pouco.

A proposta da Asahi era um contrato de exclusividade. A Toei, entretanto, se sentindo capaz de produzir mais de uma série ao mesmo tempo, recusou educadamente, mas se comprometeu a produzir uma série para estrear na Asahi ainda em 1967. Essa série seria Giant Robo, ou, em bom português, o Robô Gigante.

A Toei deixou a tarefa de criar a série que produziria para a Asahi a cargo de Mitsuteru Yokoyama, que também era escritor de mangá, e já havia criado o famoso Tetsujin 28-go (o "homem de ferro número 28", conhecido como Gigantor nos Estados Unidos), considerado o primeiro mangá/anime de robô gigante do Japão, que influenciaria todos os robôs gigantes subsequentes - o que, na cultura pop japonesa, não é pouca coisa. Talvez não querendo se desviar muito do sucesso, Yokoyama decidiu investir em um novo robô gigante; para saber se isso ainda funcionava, antes de entregar os roteiros à Toei, ele lançou Giant Robo em mangá, na revista Weekly Shonen Sunday.

Assim, bizarramente, Giant Robo era baseado em um mangá que não existia antes de ele ser inventado. Ainda por cima, em determinado momento, o tokusatsu ficou completamente diferente do mangá, com a história de cada um seguindo em uma direção.

Os vilões de Giant Robo são uma organização terrorista conhecida como Big Fire, liderada pelo Imperador Guillotine, um alienígena azulado com uma barba de tentáculos, que comanda a organização de sua nave espacial, escondida no fundo do Oceano Pacífico (qualquer semelhança com Cthulhu é, aparentemente, coincidência). Guillotine possui um exército de guerrilheiros que parecem saídos de todas as organizações do mundo, e é auxiliado diretamente pelo humano Spider; o cientista alienígena de pele prateada Dr. Over; o monstro Red Cobra, de cabeça enorme e presas protuberantes; a ladra Black Dia, obcecada por cartas de baralho; e Mr. Gold, um cavaleiro medieval vestido em uma armadura de ouro. O objetivo desse tão estranho grupo, evidentemente, é dominar o mundo, e, para isso, eles sequestram os mais brilhantes cientistas da Terra e os obrigam a criar monstros e robôs gigantescos, que espalharão a destruição pelas principais cidades do planeta.

Para tentar deter a Big Fire, os governos da Terra criam uma organização ultrassecreta de defesa da paz conhecida como Unicorn. No primeiro episódio, o agente da Unicorn Juro Minami e o menino Daisaku Kusama, de onze anos, naufragam em uma ilha suspeita após um ataque da Big Fire ao navio em que viajavam. Lá, eles são capturados pelos terroristas e levados a uma instalação secreta, onde cientistas constroem um robô gigante para a organização. Um dos cientistas, Dr. Lucius Guardian, decide ajudar a dupla a escapar, e dá a Daisaku o controle do robô - que só obedecerá àquele cuja voz for gravada em primeiro lugar em seu cérebro eletrônico. Promovido a agente da Unicorn, Daisaku passa a utilizar o robô para combater os monstros gigantes da Big Fire, além de participar de missões contra os terroristas na companhia de Minami e de sua amiguinha Mari Hanamura, que, apesar de ter apenas nove anos, fala 39 idiomas.

O Robô Gigante é praticamente indestrutível, e conta com um arsenal invejável, que inclui mísseis que saem de seus dedos, um míssil gigante que sai de suas costas, raios de energia disparados pelos olhos, uma espécie de aríete embutido no peito, um gancho no cinto, um lança-chamas na boca e cabos que podem ser lançados para eletrocutar os monstros, além de ser capaz de utilizar a técnica secreta Burning Cross, que dispara uma cruz flamejante na direção do oponente. O Robô obedece apenas a Daisaku, que deve controlá-lo com comandos de voz durante toda a luta, e é equipado com um dispositivo de segurança, caso Daisaku seja capturado e forçado a lhe dar ordens contra sua vontade: falando uma frase secreta, que não faz o menor sentido e deve ser dita sob a alegação de que é um teste de comunicação, Daisaku ativa o Modo Resgate, que faz com que o Robô vá imediatamente até a localização do transmissor, ignorando qualquer ordem até que o menino esteja em segurança.

Giant Robo teve 26 episódios, exibidos entre outubro de 1967 e abril de 1968 - um mês depois da última edição do mangá ir às bancas. Curiosamente, ele estreou dez dias após Ultra Seven, o que fez com que a Toei, desde a estreia de Akakage até o final de Giant Robo, só não tivesse dois seriados no ar em dois canais diferentes ao mesmo tempo durante duas semanas.

A série seria exibida nos Estados Unidos, com o nome de Johnny Sokko and His Flying Robot, a partir de 1969, primeiro no canal American International Television e depois em sistema de syndication, permanecendo no ar até meados da década de 1980. Curiosamente, o seriado era muito mais violento do que qualquer outra coisa produzida para crianças na América - o uso de armas de fogo, até por parte de Daisaku e Mari, que, aliás, era uma especialista no assunto, era comum, assim como execuções à queima-roupa e o uso de homens-bomba pela Big Fire - mas, mesmo assim, não chegou a ser editado, sendo exibido na íntegra. O máximo que eles fizeram foi mudar os nomes dos personagens: Daisaku virou o Johnny Sokko do título, Minami virou Jerry Mano, Mari se tornou Mary Hanson, e a Big Fire passou a se chamar Gargoyle Gang, com seus membros Dr. Over, Red Cobra, Black Dia e Mr. Gold sendo rebatizados, respectivamente, para Dr. Botanus, Fangar, Harlequin e Golden Knight. Em 1970, alguns episódios da série foram editados e compilados para se tornar o filme Voyage into Space, que hoje conta nos Estados Unidos com status de cult.

Assim como outros heróis clássicos do tokusatsu, Giant Robo contou com um revival recentemente, que começou com a OVA (série de animação lançada diretamente em vídeo) Giant Robo: Chikyuu ga Seishi Suru Hi ("Robô Gigante: O Dia em que a Terra Parou"), ambientada em um futuro distópico no qual não há mais petróleo, no qual a IPO (International Police Organization), com a ajuda de Daisaku e de seu robô gigante, construído por seu pai, combate uma organização terrorista conhecida como BF Group (esse BF sendo, provavelmente, de Big Fire), que planeja destruir a humanidade para ficar com o planeta só para eles. A série teve sete episódios, lançados anualmente entre 1992 e 1998; foi produzida pelo estúdio Mu e escrita por Yasuhiro Imagawa, também responsável por Mobile Fighter G Gundam e pelo remake de Tetsujin 28-go

Imagawa retornaria ao Robô Gigante em setembro de 2006, ao escrever o mangá Giant Robo: Chikyuu no Moetsukiru Hi ("Robô Gigante: O Dia em que a Terra Queimou"), ambientado no mesmo universo da OVA, mas em uma continuidade diferente. Esse mangá é publicado até hoje, na revista Champion Red. Finalmente, em 2007, em comemoração aos 40 anos do lançamento do mangá original de Giant Robo, o estúdio ACGT lançaria o anime GR: Giant Robo, uma "re-imaginação" da série original. Ambientado no final do século XXI, quando a Terra está assolada por uma guerra entre robôs gigantes, a série acompanha Daisaku, que encontra um desses robôs por acaso, se torna misteriosamente capaz de controlá-lo, e passa a utilizá-lo para combater os robôs maus. O anime teve 13 episódios, e foi adaptado ainda em 2007 para um mangá de um único volume.

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