terça-feira, 18 de novembro de 2008

Hulk

Alguns super-heróis são mais conhecidos que outros. Super-Homem e Batman, por exemplo, chegam a ser hours concours: eu duvido que exista uma única pessoa neste planeta que saiba o que é um super-herói e não consiga reconhecer o Super-Homem e o Batman. Demolidor e Motoqueiro Fantasma, por outro lado, estão na outra ponta do espectro, e parecem ser desconhecidos do público em geral - outro dia o filme do Demolidor passava na Globo quando meu primo me perguntou se "esse cara existe mesmo" ou se havia sido inventado especialmente para o filme. Antes que alguém veja nessa minha declaração alguma mensagem subliminar de que os heróis da DC são mais populares que os da Marvel, cabe dizer que esta também tem alguns heróis muito famosos e facilmente reconhecíveis, como o Homem-Aranha ou o Capitão América. Mas, na minha opinião, nenhum herói Marvel é tão conhecido quanto o Hulk. Ele é grande, ele é verde, e, mesmo que você não saiba o nome do homenzinho, sabe que ele "vira Hulk" quando fica com raiva. Tem gente que nem sabe que existe uma editora chamada Marvel, mas sabe que existe um personagem chamado Hulk.

Hulk esmaga!O Hulk foi mais um dos personagens criados por Stan Lee e pelo desenhista e co-roteirista Jack Kirby. A idéia, como de costume, foi de Lee, que queria criar um super-herói parecido com o Monstro de Frankenstein. Segundo Lee, Frankenstein, com Boris Karloff, sempre foi um de seus filmes preferidos, mas ele não conseguia ver o Monstro como um vilão; em sua opinião, ele era apenas um sujeito bom, que só queria viver sua vida mas era odiado pelo que representava, e os verdadeiros vilões eram os aldeões, que o perseguiam com ancinhos e tochas. Decidido a criar um Frankenstein para a Marvel, Lee decidiu incluir na mistura dois outros elementos: o livro O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, outro de seus favoritos; e o horror atômico, assunto bastante em voga nos anos 60, principalmente por causa da Guerra Fria. Combinando estas três coisas, Lee obteve um homem comum, que devido a um acidente com radiação se transformava em um monstro, que era bom mas odiado pelo que representava. Assim nascia o Hulk.

Parêntese. Diferentemente do que a versão em português dá a entender, "Hulk" não é um nome próprio, mas um substantivo usado normalmente para se referir a navios que estão na água mas são incapazes de navegar, e que pode servir para qualquer coisa grande, pesada e de pouca utilidade - mais ou menos como o nosso "elefante branco". Curiosamente, o meu dicionário traduz a palavra hulk para batelão, palavra que, segundo minha mãe, era usada para se referir a bebês quando estes nasciam com tamanho e peso maior que o normal. Fecha parêntese.

O Hulk foi um dos raros heróis Marvel que fez sua estréia em sua própria revista, The Incredible Hulk número 1, em maio de 1962. Em sua primeira história, ficamos conhecendo o cientista Bruce Banner, um gênio da física capaz de proezas fantásticas no campo da ciência, mas emocionalmente instável, tímido e pouco social. Banner desenvolve uma nova bomba para o exército dos Estados Unidos, que usa os poderosíssimos raios gama para causar uma destruição jamais vista. No dia marcado para o teste da bomba, Banner acompanha uma equipe até o deserto, onde esta será detonada sem colocar a vida de civis em risco. Mas Rick Jones, um adolescente civil que provavelmente não tinha nada de melhor para fazer, decide passar justamente pelo local onde a bomba será detonada, faltando poucos segundos para a detonação. Desesperado e sem poder cancelar o processo, Banner corre e empurra Jones para dentro de uma trincheira, evitando que o adolescente seja atingido pela radiação liberada no momento da explosão; o cientista, porém, não tem tanta sorte, e acaba absorvendo uma quantidade maciça de raios gama.

Curiosamente, Banner não morre nem fica com câncer. Na verdade, ele aparentemente não sofre efeito nenhum, e é levado para a enfermaria apenas para observação. Durante a noite, quando todos estão achando que a bomba foi um fracasso, algo estranho acontece: Banner se transforma em um monstro, de três metros de altura e incrivelmente musculoso, que foge destruindo tudo pelo caminho. Incapaz de identificar a criatura, um soldado que a viu passar diz que ele era "um hulk" - algo que em português soa meio ridículo, mas que, como vimos, no original em inglês tem uma explicação.

Evidentemente, receber uma carga maciça de raios gama não vai transformar ninguém em Hulk, mas em 1962 isso não importava muito. O próprio Stan Lee já disse em entrevistas que ele mesmo nem sabia do que se tratavam raios gama, se existiam raios cósmicos, ou se uma aranha conseguiria transmitir radioatividade através de uma picada, mas, na época, essas eram explicações tão boas quanto quaisquer outras para que um herói ganhasse seus poderes. Por causa do Hulk, criou-se uma crença de que raios gama seriam verdes; na verdade, eles existem além do espectro visível da luz, o que faz com eles não tenham cor nemnhuma. Curiosamente, porém, os raios gama realmente são tão poderosos que poderiam transformar energia em matéria, o que explicaria cientificamente o fato do Hulk ser maior do que Banner.

No início, Banner se transformava em Hulk a cada pôr-do-Sol, voltando a ser Banner no nascer-do-Sol seguinte. Na edição 4, ele desenvolveu um aparelho emissor de raios gama que permitia que ele se transformasse sempre que quisesse. Mais tarde, ficou convencionado que Banner se transformava em Hulk sempre que ficasse com raiva. Embora até hoje isto seja parte do "folclore do Hulk", a convenção atual diz que qualquer emoção forte, que despeje adrenalina no sangue de Banner, é capaz de acionar a transformação. Os poderes do Hulk incluem uma força descomunal - tanto que ele é oficialmente o mais forte de todos os heróis Marvel - e uma espécie de regeneração limitada, ou seja, ele não é indestrutível, mas consegue agüentar enormes quantidades de dano, como tiros, explosões e esmagamento, sem sentir dor ou sofrer qualquer efeito adverso. Ele também é imune a doenças, venenos, frio e calor extremos, nunca se cansa, é extremamente resistente a ataques psíquicos, e pode sobreviver no vácuo do espaço - embora ainda precise respirar para não morrer de asfixia. Graças à sua força descomunal, Hulk pode pular distâncias incríveis, chegando a saltar de um Estado para outro dos Estados Unidos em algumas histórias. Como não se cansa, ele também pode correr indefinidamente, cobrindo a pé em poucos dias distâncias que humanos levariam semanas para vencer mesmo de carro. Sua única fraqueza é seu intelecto, que não é lá muito brilhante; apesar disso, ele não é burro, e não comete atos que ponham sua própria vida em risco. Hulk também é capaz de reconhecer pessoas de seu interesse, e até de agir com ternura em relação a elas - ou com raiva redobrada, caso se trate de um inimigo.

Sendo um monstro de mente limitada, enorme força física, que espalha destruição por onde passa, e ainda por cima foi criado pelo exército norte-americano, era evidente que o Hulk não podia ficar solto por aí. Assim, o chefe do projeto da bomba gama, o General Thaddeus "Thunderbolt" Ross, se voluntariou para capturá-lo vivo ou morto, custe o que custar. Dessa forma, Thunderbolt Ross era o principal antagonista de Hulk, e as histórias do herói mostravam Banner fugindo enquanto procurava uma cura, eventualmente se transformando em Hulk por qualquer motivo, e então sendo caçado pelo exército, se envolvendo em uma luta contra os militares, e fugindo de novo para outro lugar. Inicialmente, Ross não sabia que Banner e Hulk eram a mesma pessoa, mas, depois que descobriu, passou a caçar também o cientista, e não só o monstro. Para desespero do General, sua própria filha, Betty, é apaixonada por Banner, não tem medo do Hulk, e normalmente escolhe ficar ao lado do monstro, acreditando que Banner possa encontrar uma cura.

Infelizmente, as vendas de The Incredible Hulk não foram boas, e a revista foi cancelada após seis edições. Stan Lee não queria se desfazer do personagem, porém, e começou a colocá-lo como "participação especial" em outras revistas Marvel, como a do Quarteto Fantástico e a do Homem-Aranha, e decidiu que ele seria um dos membros fundadores dos Vingadores. Um ano e meio após o cancelamento de sua prórpia revista, Hulk passou a ter novas histórias publicadas na revista Tales to Astonish, que já trazia histórias do Gigante, a partir do número 60. Rapidamente, por qualquer motivo, Hulk se tornou um dos mais populares heróis dentre os universitários, que pediam cada vez mais histórias do Golias Esmeralda. Assim, na edição 102, de abril de 1968, a revista mudou de nome para The Incredible Hulk, e passou a trazer apenas histórias do Hulk.

Ao longo dos anos, as histórias de Hulk foram se distanciando do padrão "Hulk foge do exército", e o personagem começou a ser tratado mais como um verdadeiro super-herói. Para isso, ele precisava de supervilões, e os principais também tinham suas origens ligadas aos raios gama: o Abominável, um ex-agente da KGB que se expõe propositalmente aos raios para ficar tão poderoso quanto o Hulk e derrotá-lo, e que consegue manter seu intelecto após transformado, mas é incapaz de retornar à forma humana; e o Líder, em quem os raios gama agiram não aumentando sua força física, mas seu intelecto, deixando-o com uma inteligência superior à de qualquer mortal, e um cérebro proporcionalmente grande. O primeiríssimo supervilão do Hulk, o Gárgula, tinha uma origem parecida, sendo um cientista soviético que foi transformado em um anão grotesco mas incrivelmente inteligente pela exposição aos raios gama. Além destes, Hulk também enfrentou outros vilões que não tinham sua origem ligada aos raios gama, como o monstro elétrico Zzzax, o Homem-Absorvente, o Wendigo e o feiticeiro Tyrannus.

Hulk enfrenta a Mulher-HulkAlém de Betty Ross e de Rick Jones - que, depois de ser salvo, se tornou amigo de Banner e uma espécie de parceiro do Hulk - o Hulk também ganhou alguns aliados de respeito ao longo de sua história, como o Dr. Samson, um psiquiatra que também foi irradiado por raios gama, ficando com os cabelos verdes e tendo sua força ampliada; e a Mulher-Hulk, na verdade a advogada Jennifer Walters, prima de Banner, que, baleada, recebeu seu sangue durante uma transfusão, recebendo parte dos poderes do Hulk. A Mulher-Hulk tem todos os poderes do Hulk, mas em escala menor, e pode se transformar à vontade, preferindo, porém, a forma de Mulher-Hulk, já que consegue manter seu intelecto, além de ficar bonita e gostosona. A Mulher-Hulk tinha sua própria revista, se tornou imensamente popular durante a década de 80, chegou a fazer parte do Quarteto Fantástico e dos Vingadores, e é considerada a última grande criação de Stan Lee.

Muitos não sabem, mas, em sua primeiríssima história, o Hulk não era verde, mas cinza. Stan Lee não determinou a cor do personagem, mas disse que queria uma cor que não fosse identificada com seres humanos, para não passar a impressão de que as histórias do Hulk eram sobre racismo. O arte-finalista Paul Reinman sugeriu cinza, mas o colorista Stan Goldberg teve problemas para encontrar o tom de cinza correto, o que resultou no Hulk mudar de cor diversas vezes ao longo da edição. Por causa dessa dificuldade, a partir da segunda edição, Lee determinou que o personagem fosse verde, uma cor bem mais fácil de se manter o tom.

De início, o "Hulk cinza" foi ignorado; flashbacks de sua origem, e até reimpressões da história original, o mostravam verde, como se ele sempre tivesse sido dessa cor. Apenas em 1984 um flashback mostrou o Hulk original cinza, e a partir de 1986 as reimpressões da história original passaram a ter o herói também em sua cor original.

Esta inocente mudança de cor, porém, foi responsável por uma reviravolta na carreira do personagem. Em 1987, o roteirista Peter David decidiu que Banner tinha Transtorno Dissociativo de Identidade, e que sofria de múltiplas personalidades desde antes de se tornar o Hulk - antes dele, Bill Mantlo inventara que Banner fora abusado quando criança, algo que David aproveitou como causa para o transtorno. A manifestação de uma nova personalidade levou à transformação de Banner em um Hulk cinza, inteligente e moralmente ambíguo. Em 1991, David introduziu uma nova transformação, na qual hipnose fez com que surgisse um Hulk com a força do original, a astúcia do cinza, e o intelecto de Banner. Paul Jenkins, que assumiu a revista em 2000, decidiu que estes três Hulks convivem dentro de Banner, e emergem em situações diferentes, introduzindo, ainda, um quarto Hulk, que é sádico e deseja se vingar do mundo por odiá-lo. Recentemente, Jeph Loeb introduziu um Hulk vermelho, selvagem e malvado, e que não é Banner transformado, mas um personagem novo. Eu, pessoalmente, não gosto muito desses Hulks alternativos, e prefiro o original, verde, forte e intelectualmente limitado.

Além de nos quadrinhos, o Hulk fez carreira em uma bem sucedida série de TV, que ajudou a elevar a popularidade do personagem, e o transformou em um dos mais conhecidos heróis Marvel. A série teve origem em 1977, quando a CBS conseguiu um contrato com a Marvel, e ofereceu ao produtor Kenneth Johnson a chance de escolher qualquer um dos heróis Marvel para estrelar um filme para a TV. Johnson escolheu o Hulk por achar que a história do personagem proporcionaria um bom filme de drama, ao invés de simplesmente um filme de super-heróis. Vale lembrar que, em 1977, nem o primeiro filme do Super-Homem havia sido lançado ainda, e a coisa mais perto que existia de um filme de super-heróis era a série do Batman dos anos 1960, por isso a preocupação de Johnson em dissociar seu projeto dos quadrinhos.

De fato, Johnson fez várias mudanças visando diferenciar o Hulk da TV do dos quadrinhos, a começar pelo nome de seu alter ego, que virou David Banner ao invés de Bruce, para fugir da "tradição Marvel" de que os nomes dos heróis sempre têm o nome e o sobrenome começando pela mesma letra. Além disso, David Banner não era físico, mas médico, e se transformou em Hulk devido a um acidente de laboratório, não durante o teste de uma bomba. Finalmente, todos os coadjuvantes das histórias do Hulk foram ignorados, bem como quaisquer elementos de fantasia; o único elemento que não pertencia à nossa própria realidade era o próprio Hulk.

Para o papel de David Banner, Johnson escolheu o ator e diretor Bill Bixby, que a princípio rejeitou a oferta, mas após ser convencido por Johnson a ler o roteiro, decidiu aceitar. Na ausência de supervilões, o principal antagonista seria Jack McGee, um repórter de um tablóide sensacionalista que persegue o Hulk buscando provar ao mundo que ele é real; para interpretá-lo, Johnson escolheu Jack Colvin. Por incrível que pareça, o mais complicado foi escolher quem interpretaria o Hulk. Na ausência de efeitos de computação, a única solução possível era escolher um ator bem musculoso e pintá-lo de verde. Arnold Schwarzenegger era o favorito para o papel, mas Johnson queria alguém mais alto (pois é, Schwarza tem 1,88 m, mas o Hulk tem três), e acabou escolhendo Richard Kiel (o Jaws, que morde o cabo do bondinho do Pão de Açúcar no filme do 007). Kiel até filmou algumas cenas, mas durante as filmagens, o filho de Johnson comentou que, apesar de alto (2,18 m), Kiel não era musculoso o suficiente para ficar parecido com o Hulk dos quadrinhos. Johnson decidiu então contratar o mais alto fisiculturista que conseguisse encontrar, e acabou chegando a Lou Ferrigno (1,95 m), que havia contracenado com Schwarzenegger no filme Pumping Iron. Embora a atuação de Ferrigno não tenha sido o ponto alto da série - o Hulk nem falava, só rosnava e grunhia - o papel foi um salto em sua carreira, e até hoje ele possui uma base de fãs que o cultuam por ter interpretado o Hulk.

o Hulk da sérieO primeiro filme do Hulk estreou na CBS em 4 de novembro de 1977. Seu grande sucesso levou à produção de mais um filme, exibido em 27 de novembro, e da série, que estrearia em 10 de março de 1978, com episódios de 45 minutos cada. Ao todo, a série teve 80 episódios divididos em cinco temporadas (de 10, 22, 23, 18 e 7 episódios, respectivamente). Devido a flutuações na audiência, problemas com orçamento, e à perspectiva de uma greve dos profissionais da TV, a CBS decidiu cancelar a série após a quarta temporada, e os sete episódios da quinta só foram ao ar porque já estavam filmados. Johnson ainda tentou convencer a CBS a deixá-lo filmar mais nove episódios que já estavam com o roteiro escrito, ou pelo menos filmar um episódio final onde Banner finalmente encontra a cura e deixa de ser o Hulk, mas não obteve êxito.

Seis anos após o cancelamento da série, em 1988, a NBC, nova parceira da Marvel no ramo da televisão, decidiu ressucitar o personagem, e convidou Bixby, Ferrigno e Colvin para participar de mais um filme para a TV. O Retorno do Incrível Hulk, segundo o planejamento original, serviria também de piloto para uma série do Thor, já que neste filme Hulk e Thor (interpretado por Eric Allan Kramer) se enfrentam. A série do Thor jamais saiu do papel, mas a NBC era persistente, e um ano depois decidiu tentar de novo com O Julgamento do Incrível Hulk, que contava com a participação do Demolidor (Rex Smith) e de Wilson Fisk (John Rhys-Davies), mais conhecido nos quadrinhos como Rei do Crime. A série do Demolidor também acabou limitada a este filme. Finalmente, em 1990, a NBC decidiu dar um desfecho à série com A Morte do Incrível Hulk, que não conta com a participação de nenhum outro herói Marvel, mas também não resolve a história de Jack McGee (que nem aparece no filme), nem oferece uma cura a Banner, que, como o título sugere, morre no final.

Apesar do sucesso na TV, Hulk demorou a estrear nos cinemas - e, infelizmente, não o fez com o pé direito. Hulk, de 2003, foi dirigido por Ang Lee (de O Tigre e o Dragão) e traz Eric Bana no papel de Bruce Banner, Jennifer Connelly como Betty Ross, Sam Elliott como Thunderbolt Ross, e Nick Nolte como David Banner, pai de Bruce e vilão do filme. O Hulk é feito de computação gráfica, e ficou meio parecido com um boneco de borracha. O filme é considerado o mais fraco dos "medalhões Marvel", e desagradou até mesmo Avi Arad, o presidente da Marvel Studios, que declarou que a história do filme era "ambientada em um universo paralelo".

Por causa disso, a Marvel resolveu tentar de novo, lançando um filme que "realmente lançasse a franquia Hulk nos cinemas", nas palavras de Arad. Lançado este ano, O Incrível Hulk traz Edward Norton como Bruce Banner, Liv Tyler como Betty Ross, William Hurt como Thunderbolt Ross, e Tim Roth como Emil Blonsky, o soldado que eventualmente se transformará no Abominável. Dirigido por Louis Leterrier, o filme tenta ser o mais fiel possível à série, e ao mesmo tempo inclui diversos elementos dos quadrinhos - como uma breve paticipação do Dr. Samson (Ty Burrell) e a presença de Samuel Sterns (Tim Blake Nelson), o cientista que nos quadrinhos se transforma no Líder, e aqui serve de gancho para uma possível continuação. O Hulk é mais uma vez feito de computação gráfica - assim como o Abominável - mas desta vez o efeito é bem mais convincente, e ainda conta com um bônus para os fãs da série: a voz de Lou Ferrigno, convidado diretamente por Leterrier para dublar o herói, além de fazer uma ponta no papel de um segurança. Graças ao cuidado da Marvel, este novo filme foi bem melhor recebido pelo público e pela crítica, e muitos já estão esperando por suas continuações. Finalmente, vale uma curiosidade: o filme começa no Brasil, e conta nesta sua primeira parte com a participação do lutador de jiu-jitsu Rickson Gracie e da bela atriz Débora Nascimento.

Graças às suas aparições nas mais diversas mídias, o Hulk se tornou um ícone da cultura americana, sendo homenageado, referenciado e parodiado em centenas de outras obras. Em nosso mundo, pelo menos, o monstro encontrou quem o ame.

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