No tocante aos quadrinhos, eu sempre gostei mais da Marvel que da DC. Talvez pelas primeiras revistas de super-heróis que eu li na vida terem sido da Marvel, ou por associar a DC ao desenho dos Super Amigos, heróis como o Homem-Aranha, Homem de Ferro e os X-Men sempre me agradaram mais que Super Homem, Aquaman ou os Novos Titãs. É claro que isso não é nenhum ódio declarado - eu adoro o desenho da Liga da Justiça, e tenho várias edições especiais do Batman, por exemplo. Dentro deste contexto, sempre me pareceu meio estranho que minha história preferida de todos os tempos tivesse sido publicada pela DC, e não pela Marvel. Tudo bem que não é uma história com os "heróis tradicionais" da DC, mas mesmo assim foi publicada pela editora. Trata-se de Watchmen, de Alan Moore.
Os fãs de Sandman e do Cavaleiro das Trevas que me desculpem, mas, na minha opinião, Watchmen é a obra máxima dos quadrinhos. Lançada em 1986, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, Watchmen mostra um mundo paralelo, onde os heróis são de carne e osso como nós, com todos os defeitos e limitações que isso implica. Quando Moore começou a imaginar a história, ele queria utilizar os heróis da Charlton Comics, que a DC havia acabado de adquirir, como o Questão, o Besouro Azul, o Gladiador Dourado e o Capitão Átomo. Por achar que a história estava ficando muito adulta, e também para não interferir na cronologia da DC, que estava começando a utilizar esses heróis em suas histórias, Moore decidiu criar seus próprios personagens - e acabou criando alguns dos mais intrigantes dos quadrinhos, ainda que só tivesse tido poucas edições para desenvolvê-los. Além dos bons personagens, a história tem tantos elementos de ambientação que é impossível não se envolver durante a leitura. Isso somado ao clima adulto, na época - e talvez até hoje - incomum, faz de Watchmen uma história única, quase um filme. E a prova de que quadrinhos não precisam ter "apelo juvenil" para ter qualidade.
É claro que isso é uma faca de dois gumes. Há meses eu reluto em escrever esse post, pois existe um grande risco de aparecer um fã-nático me xingando e dizendo que não é nada disso, e que eu estou equivocado. Por isso - e também para não estragar nenhuma surpresa da história - me furtarei a fazer qualquer comentário pessoal sobre as metáforas, mensagens ou simbolismos presentes na obra. Se ainda assim você quiser me convencer de que Alan Moore é um profeta, e Watchmen a sua bíblia, não precisa nem se dar ao trabalho de comentar. Afinal, se nenhum de nós dois vai conseguir convencer o outro de que sua opinião é a "correta", é melhor poupar nosso tempo. O mesmo recado vale para fãs de Frank Miller que se sentirem ofendidos por minha preferência por Alan Moore.
Bem, como eu já disse, Watchmen se passa em um mundo paralelo, onde heróis fantasiados existem combatendo o crime - ou pelo menos existiam. Nenhum desses heróis - com uma única exceção - é um "super herói", pois nenhum tem superpoderes. São apenas pessoas comuns, que dotadas de bravura e equipamento tecnológico combatem o crime paralelamente à polícia, em uma atividade conhecida como vigilantismo (daí vem o nome da série, Watchmen, os Vigilantes). Os primeiros heróis fantasiados começaram a aparecer em 1938, coincidentemente, mesmo ano do lançamento da primeira Action Comics com o Super Homem. Combatendo o crime isoladamente no início, eles se uniram para formar uma equipe, os Minutemen, nome dado a pequenos grupos de elite formados durante a Guerra Civil Americana. Devido a divergências internas, os Minutemen se separaram em 1949. Alguns morreram, outros se aposentaram, poucos continuaram combatendo o crime.
Na década de 60, começaram a surgir novos heróis, homens e mulheres que queriam levar adiante o ideal dos Minutemen, combatendo o crime com fantasias e tecnologia. Também foi na década de 60 que surgiu o primeiro (e único) super herói, o Dr. Manhattan, fruto de um acidente de laboratório. Dentre inúmeras habilidades, Dr. Manhattan pode reorganizar átomos, se teletransportar, transformar matéria, e possui um senso de tempo e espaço muito peculiar, como se ele estivesse em vários locais e várias épocas simultaneamente. O surgimento do Dr. Manhattan proporcionou uma evolução tecnológica jamais vista: carros elétricos, engenharia genética, dirigíveis seguros e baratos ao invés de aviões, tudo possível graças a novos produtos que ele criou ou ensinou como criar. Graças a ele, também, os EUA venceram a Guerra do Vietnã (que foi anexado e se tornou o 51o estado), o que possibilitou que o Presidente Nixon - que, nesse mundo, jamais teve de renunciar por causa do escândalo de Watergate - alterasse a Constituição e se reelegesse duas vezes, estando atualmente em seu terceiro mandato. A presença do Dr. Manhattan também deu uma imensa vantagem militar aos EUA na Guerra Fria - afinal, ele pode destruir 60% dos mísseis soviéticos antes que estes possam causar qualquer dano, enquanto simultaneamente destrói grandes partes de território soviético. Desnecessário dizer, nesse cenário os EUA são mais "xerifes do mundo" do que nunca.
Mas nem tudo eram flores para a América dos heróis fantasiados. O aumento do vigilantismo nas décadas de 60 e 70 - e, por que não, a presença do Dr. Manhattan - acabou por levar a um fato inusitado: uma greve da polícia, que se recusava a continuar trabalhando em conjunto com super-heróis, seguida de inúmeros protestos do povo, que não via os mascarados com bons olhos (o que levou à popularização da frase Who Watches the Watchmen?, "Quem vigia os vigilantes?"). Assim, em 1977, foi aprovada a Lei Keene, que declarou o vigilantismo ilegal. Todos os heróis ainda na ativa tiveram de se aposentar, revelando ou não suas identidades secretas. Apenas o Dr. Manhattan e o Comediante eram "legalizados", pois trabalhavam para o governo. Um outro vigilante, Rorschach, se recusou a se aposentar, e continuou agindo à margem da lei.
Assim chegamos a 1985, ano no qual a história se passa. Tudo começa com o assassinato do Comediante, por razões desconhecidas. Pouco tempo depois, o Dr. Manhattan sofre uma acusação durante um programa de TV, e se auto-exila. Ozymandias, um outro herói aposentado, sofre um atentado e quase morre. Rorschach começa a acreditar que existe um "matador de mascarados", querendo apagar todos os antigos vigilantes. Mas este não é o maior dos problemas: com a ausência do Dr. Manhattan, os soviéticos se sentiram seguros para invadir o Afeganistão, o que aumentou a tensão entre os EUA e a URSS. Uma guerra nuclear parece a cada dia mais próxima...
Como isso tudo termina? É lógico que não vou dizer. A história é tão bem amarrada que eu não conheço ninguém que tenha previsto o final antes da penúltima edição - e mesmo assim a última ainda traz algumas surpresas.
É lógico que o enredo é o ponto principal da história, mas não é a única coisa interessante durante a leitura. Como eu já disse, ela é pontuada de metáforas e simbolismos, que muitas vezes passam despercebidos se você não estiver prestando atenção. Além disso, o trabalho gráfico também é primoroso: cada edição tem um "tema", presente na capa e durante toda aquela edição (e muitas vezes esporadicamente nas seguintes), como os espelhos da edição 5, o reflexo em uma superfície convexa na edição 7, ou o recipiente de líquido se partindo na edição 9. O meu preferido é a simetria na edição 6. Outro ponto interessante é uma "história dentro da história", os quadrinhos Tales of the Black Freighter, uma revista de piratas lida por um garoto em uma banca de jornais, que muitas vezes se intercala com a própria história de Watchmen. Um fato interessante é que, neste mundo, por existirem heróis "de verdade", as revistas de super heróis jamais se popularizaram, sendo as preferidas do público as de piratas (existe até uma chamada X-Ships).
Watchmen tem 12 edições, cada uma com 32 páginas. Com exceção da última edição, as quatro últimas páginas de cada uma são uma espécie de "anexo" (menos na primeira, que tem um anexo de 6 páginas), que traz informações importantes e/ou interessantes sobre a história, como excertos de livros ou revistas publicados no mundo onde a história se passa. Quando foi lançado no Brasil pela primeira vez, a Editora Abril "condensou" a série em 6 edições, mas ela foi relançada em seu formato original em 1999. Nos EUA existem também edições encadernadas, que eu ainda não vi por aqui.
Andam dizendo por aí que vão fazer um filme de Watchmen, que estaria previsto para setembro do ano que vem. Eu adoro a idéia, mas acho pouco provável. Watchmen é uma história "difícil", pois tem muitos elementos sutis, e um bocado de outros colocados ali só para desviar sua atenção do foco central. As motivações por trás dos personagens e os porquês dos acontecimentos sempre ficam mais claros após uma segunda - ou terceira - leitura. Assim mesmo, muitos pontos não são pacíficos, e os fãs discordam se uma determinada coisa pode ser considerada uma metáfora/simbolismo ou não. E ainda há o problema dos anexos: muita coisa presente neles teria que ser transportada para o filme, o que poderia dar uma quebrada na narrativa.
Enfim, se houver um filme eu vou assistir. Se ficar tão bom quanto o original, será uma agradabilíssima surpresa. Mas eu preferiria que ninguém se arriscasse a estragar uma obra tão importante na história dos quadrinhos.
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Os fãs de Sandman e do Cavaleiro das Trevas que me desculpem, mas, na minha opinião, Watchmen é a obra máxima dos quadrinhos. Lançada em 1986, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, Watchmen mostra um mundo paralelo, onde os heróis são de carne e osso como nós, com todos os defeitos e limitações que isso implica. Quando Moore começou a imaginar a história, ele queria utilizar os heróis da Charlton Comics, que a DC havia acabado de adquirir, como o Questão, o Besouro Azul, o Gladiador Dourado e o Capitão Átomo. Por achar que a história estava ficando muito adulta, e também para não interferir na cronologia da DC, que estava começando a utilizar esses heróis em suas histórias, Moore decidiu criar seus próprios personagens - e acabou criando alguns dos mais intrigantes dos quadrinhos, ainda que só tivesse tido poucas edições para desenvolvê-los. Além dos bons personagens, a história tem tantos elementos de ambientação que é impossível não se envolver durante a leitura. Isso somado ao clima adulto, na época - e talvez até hoje - incomum, faz de Watchmen uma história única, quase um filme. E a prova de que quadrinhos não precisam ter "apelo juvenil" para ter qualidade.É claro que isso é uma faca de dois gumes. Há meses eu reluto em escrever esse post, pois existe um grande risco de aparecer um fã-nático me xingando e dizendo que não é nada disso, e que eu estou equivocado. Por isso - e também para não estragar nenhuma surpresa da história - me furtarei a fazer qualquer comentário pessoal sobre as metáforas, mensagens ou simbolismos presentes na obra. Se ainda assim você quiser me convencer de que Alan Moore é um profeta, e Watchmen a sua bíblia, não precisa nem se dar ao trabalho de comentar. Afinal, se nenhum de nós dois vai conseguir convencer o outro de que sua opinião é a "correta", é melhor poupar nosso tempo. O mesmo recado vale para fãs de Frank Miller que se sentirem ofendidos por minha preferência por Alan Moore.
Na década de 60, começaram a surgir novos heróis, homens e mulheres que queriam levar adiante o ideal dos Minutemen, combatendo o crime com fantasias e tecnologia. Também foi na década de 60 que surgiu o primeiro (e único) super herói, o Dr. Manhattan, fruto de um acidente de laboratório. Dentre inúmeras habilidades, Dr. Manhattan pode reorganizar átomos, se teletransportar, transformar matéria, e possui um senso de tempo e espaço muito peculiar, como se ele estivesse em vários locais e várias épocas simultaneamente. O surgimento do Dr. Manhattan proporcionou uma evolução tecnológica jamais vista: carros elétricos, engenharia genética, dirigíveis seguros e baratos ao invés de aviões, tudo possível graças a novos produtos que ele criou ou ensinou como criar. Graças a ele, também, os EUA venceram a Guerra do Vietnã (que foi anexado e se tornou o 51o estado), o que possibilitou que o Presidente Nixon - que, nesse mundo, jamais teve de renunciar por causa do escândalo de Watergate - alterasse a Constituição e se reelegesse duas vezes, estando atualmente em seu terceiro mandato. A presença do Dr. Manhattan também deu uma imensa vantagem militar aos EUA na Guerra Fria - afinal, ele pode destruir 60% dos mísseis soviéticos antes que estes possam causar qualquer dano, enquanto simultaneamente destrói grandes partes de território soviético. Desnecessário dizer, nesse cenário os EUA são mais "xerifes do mundo" do que nunca.
Mas nem tudo eram flores para a América dos heróis fantasiados. O aumento do vigilantismo nas décadas de 60 e 70 - e, por que não, a presença do Dr. Manhattan - acabou por levar a um fato inusitado: uma greve da polícia, que se recusava a continuar trabalhando em conjunto com super-heróis, seguida de inúmeros protestos do povo, que não via os mascarados com bons olhos (o que levou à popularização da frase Who Watches the Watchmen?, "Quem vigia os vigilantes?"). Assim, em 1977, foi aprovada a Lei Keene, que declarou o vigilantismo ilegal. Todos os heróis ainda na ativa tiveram de se aposentar, revelando ou não suas identidades secretas. Apenas o Dr. Manhattan e o Comediante eram "legalizados", pois trabalhavam para o governo. Um outro vigilante, Rorschach, se recusou a se aposentar, e continuou agindo à margem da lei.Assim chegamos a 1985, ano no qual a história se passa. Tudo começa com o assassinato do Comediante, por razões desconhecidas. Pouco tempo depois, o Dr. Manhattan sofre uma acusação durante um programa de TV, e se auto-exila. Ozymandias, um outro herói aposentado, sofre um atentado e quase morre. Rorschach começa a acreditar que existe um "matador de mascarados", querendo apagar todos os antigos vigilantes. Mas este não é o maior dos problemas: com a ausência do Dr. Manhattan, os soviéticos se sentiram seguros para invadir o Afeganistão, o que aumentou a tensão entre os EUA e a URSS. Uma guerra nuclear parece a cada dia mais próxima...
Como isso tudo termina? É lógico que não vou dizer. A história é tão bem amarrada que eu não conheço ninguém que tenha previsto o final antes da penúltima edição - e mesmo assim a última ainda traz algumas surpresas.
É lógico que o enredo é o ponto principal da história, mas não é a única coisa interessante durante a leitura. Como eu já disse, ela é pontuada de metáforas e simbolismos, que muitas vezes passam despercebidos se você não estiver prestando atenção. Além disso, o trabalho gráfico também é primoroso: cada edição tem um "tema", presente na capa e durante toda aquela edição (e muitas vezes esporadicamente nas seguintes), como os espelhos da edição 5, o reflexo em uma superfície convexa na edição 7, ou o recipiente de líquido se partindo na edição 9. O meu preferido é a simetria na edição 6. Outro ponto interessante é uma "história dentro da história", os quadrinhos Tales of the Black Freighter, uma revista de piratas lida por um garoto em uma banca de jornais, que muitas vezes se intercala com a própria história de Watchmen. Um fato interessante é que, neste mundo, por existirem heróis "de verdade", as revistas de super heróis jamais se popularizaram, sendo as preferidas do público as de piratas (existe até uma chamada X-Ships).Watchmen tem 12 edições, cada uma com 32 páginas. Com exceção da última edição, as quatro últimas páginas de cada uma são uma espécie de "anexo" (menos na primeira, que tem um anexo de 6 páginas), que traz informações importantes e/ou interessantes sobre a história, como excertos de livros ou revistas publicados no mundo onde a história se passa. Quando foi lançado no Brasil pela primeira vez, a Editora Abril "condensou" a série em 6 edições, mas ela foi relançada em seu formato original em 1999. Nos EUA existem também edições encadernadas, que eu ainda não vi por aqui.
Andam dizendo por aí que vão fazer um filme de Watchmen, que estaria previsto para setembro do ano que vem. Eu adoro a idéia, mas acho pouco provável. Watchmen é uma história "difícil", pois tem muitos elementos sutis, e um bocado de outros colocados ali só para desviar sua atenção do foco central. As motivações por trás dos personagens e os porquês dos acontecimentos sempre ficam mais claros após uma segunda - ou terceira - leitura. Assim mesmo, muitos pontos não são pacíficos, e os fãs discordam se uma determinada coisa pode ser considerada uma metáfora/simbolismo ou não. E ainda há o problema dos anexos: muita coisa presente neles teria que ser transportada para o filme, o que poderia dar uma quebrada na narrativa.
Enfim, se houver um filme eu vou assistir. Se ficar tão bom quanto o original, será uma agradabilíssima surpresa. Mas eu preferiria que ninguém se arriscasse a estragar uma obra tão importante na história dos quadrinhos.
Quando paramos, o navio voador Weatherlight tinha acabado de deixar o mundo de Rath, e precisava terminar de coletar os artefatos que formavam o Legado e chegar a Terisiare antes que a invasão de Phyrexia começasse. Voltando um pouco no tempo, em Terisiare, os irmãos Urza e Mishra continuavam lutando, cada um tentando subjugar o outro. A descoberta acidental da floresta de Argoth, um local rico em mana, reacende esta rivalidade. Obcecado pelo poder, Mishra acaba por ser capturado pelas forças de Phyrexia, e se transforma em uma espécie de ciborgue. Urza, para deter o próprio irmão, libera uma quantidade absurda de magia, o que destrói parte da floresta de Argoth, mata Mishra, e transforma Urza em um andarilho dos planos, o mais poderoso tipo de mago existente. Estes eventos dão início a Urza's Saga (Saga de Urza), expansão de 350 cartas, lançada em outubro de 1998, primeira do que viria a ser conhecido como o "bloco de Urza", ambientado antes da partida do Weatherlight. A partir de Urza's Saga cada carta de cada expansão, exceto os Terrenos Básicos, teria duas versões, uma normal e uma metalizada, muito mais rara, ambas idênticas em termos de jogo, mas não para os colecionadores. Urza usa seus novos poderes para viajar até Phyrexia para deter a invasão e vingar seu irmão, mas os invasores são mais poderosos do que ele imaginava, e o andarilho é quase morto. Fugindo, ele decide estudar a cultura dos Thran, já que, no passado, eles conseguiram deter uma invasão de Phyrexia, em busca de armas capazes de detê-los novamente. Urza chega a considerar viajar no tempo para aprender com os Thran, mas esta opção acaba por causar um pequeno desastre na ilha de Tolaria.
A imensa quantidade de cartas lançadas até então fez com que a Wizards decidisse mudar novamente as regras do jogo, sempre buscando mantê-las livres de confusões geradas por cartas controversas. Além disso, os torneios já eram uma realidade mais do que estabelecida, e as cartas da Quinta Edição já estavam defasadas em relação às mais recentes, o que afastava jogadores novatos. Assim, em abril de 1999, foi lançada a Sexta Edição, com 350 cartas, apelidada de Classic Edition. Muitas e muitas cartas da Quinta Edição foram removidas, sempre tendo os jogadores iniciantes em mente, e muitas das melhores cartas de Alliances, Mirage, Visions e Weatherlight foram acrescentadas, para agradar também aos veteranos. A Sexta Edição foi a primeira edição básica a ter um símbolo de expansão (embora nenhuma das cartas tivesse ilustrações inéditas), e foi decidido pela Wizards que, a partir de então, a cada dois anos, seria lançada uma edição básica nova, para que esta jamais ficasse defasada em relação às expansões. Em abril de 1999 também foram distribuídos em torneios os últimos oito Personagens lançados, em Vanguard IV, que trazia personagens de Urza's Legacy e Urza's Destiny, uma expansão que ainda iria ser lançada.
Finalmente, junho de 1999 foi o mês de lançamento de Urza's Destiny (Destino de Urza), expansão de 143 cartas que fecharia o bloco. Para operar a arma formada pelo Legado corretamente, Urza precisa de um ser vivo artificial, e começa a fazer experimentos para consegui-lo. Bancar deus não parece ser uma atividade muito popular, porém, e ele encontra uma forte oposição, além de um oponente, Gatha, que decide ele também criar um exército de soldados para si. As invasões de seres de Phyrexia começam a se tornar freqüentes, e Urza acaba tendo de ir até Rath combatê-los, onde descobre que este mundo é parte do plano de invasão tramado por Phyrexia.
Junho de 2000 também marcou o lançamento de Starter 2000, a segunda edição de Starter, com apenas 50 cartas, escolhidas entre as preferidas dos jogadores, todas com regras simplificadas, algumas com ilustrações inéditas. Diferentemente das edições anteriores, Starter 2000 só era vendido em decks (aliás, em um deck), que acompanhava um CD-Rom de instruções. O intuito era que, após aprender a jogar, o jogador migrasse para o Magic normal, ao invés de ficar colecionando Starter.
Em meio a essa turbulência toda, chegou a hora de lançar uma nova edição básica, a Sétima (Seventh Edition), em abril de 2001. Com o jogo já bastante equilibrado, e a Sexta Edição a apenas dois anos de diferença, não houve mudanças nas regras. Houve muitas mudanças nas 350 cartas da edição, mas não em seu texto. Muitas das cartas da Sexta Edição foram removidas e substituídas por cartas antigas e mais populares, que haviam ficado de fora daquela. Também foram acrescentadas algumas cartas de Tempest, Stronghold, Exodus, Urza's Saga, Urza's Legacy, Urza's Destiny e Mercadian Masques. Todas as cartas ganharam ilustrações inéditas, e a Sétima Edição foi a primeira edição básica a ganhar as versões metalizadas de cada carta. Junto com a Sétima Edição também foi lançado o Seventh Edition Starter, uma caixa para iniciantes contendo dois decks, dois boosters, contadores de Pontos de Vida e um CD-Rom.


Zhang Ziyi (se pronuncia jâng zií; além disso, em chinês, assim como em japonês, o sobrenome vem primeiro, portanto, o nome dela é Ziyi, e o sobrenome é Zhang) nasceu em 9 de fevereiro de 1979 em um bairro para a classe operária de Pequim, onde vive até hoje com seus pais, um economista e uma professora de jardim da infância aposentada. Ela tem ainda um irmão mais velho, algo raríssimo na China, onde 99% dos casais só têm uma criança. Desde cedo, Ziyi demonstrou interesse pela dança, o que levou seus pais a matricularem-na na Academia de Dança de Pequim quando tinha 11 anos. Se especializando em danças folclóricas, sua carreira como dançarina foi bastante bem-sucedida, chegando a lhe render vários prêmios, inclusive o prêmio máximo na Quarta Competição Anual Nacional para Jovens Dançarinos, de 1994. Ainda assim, Ziyi sentia que sua carreira poderia ser breve, e aos 17 anos decidiu fazer um teste vocacional promovido pelo governo. O resultado dizia que ela tinha talento para a carreira de atriz.