domingo, 28 de novembro de 2004

Escrito por em 28.11.04 com 0 comentários

The Cranberries

Na minha adolescência, com exceção dos Smiths, eu só gostava de bandas cujas vocalistas eram mulheres. Afinal, se eu iria passar uma hora ouvindo alguém cantar no meu ouvido, que fosse uma mulher. Com o tempo, esta predileção filógina foi cedendo (apenas no campo musical, notem bem) conforme eu descobria bandas como Cake ou Weezer, ou redescobria outras como Depeche Mode. Mas Tori Amos, Shirley Manson, Nina Persson e Dolores O'Riordan cantaram bastante em meus ouvidos. Não pessoalmente, infelizmente.

Dessa gente toda eu já falei aqui, menos de uma: Dolores O'Riordan, ou melhor, os Cranberries, banda liderada por ela. Eu acho que descobri os Cranberries quando quase todo mundo o fez, por ocasião do lançamento do clip de Linger na Mtv. Na época, o clip até ganhou um selo de "banda nova". Só não me peçam para lembrar em que ano foi, embora a mini-biografia que segue aqui embaixo poderá responder esta pergunta.

Os Cranberries foram uma banda que precisou de três momentos para que eu me tornasse fã. Com Linger, ganharam minha atenção. Com Ode to my Family, ganharam minha admiração. Com Zombie, ganharam meu respeito. E foi o suficiente para entrarem para a minha lista. Uma das minhas mais recentes frustações foi não ter conseguido comprar o Stars, a coletânea que vem com um DVD, por dois motivos: o primeiro foi que eu não achei, o segundo foi que, quando achei, estava além das minhas posses. Pena, mas não faz tanto mal assim, já que eu já tenho quase todas as músicas em outros CDs (como diria um amigo meu, "também, eu não queria mesmo").

A história dos Cranberries começou em 1990, na cidade de Limerick, Irlanda, quando os irmãos Noel (guitarra) e Mike (baixo) Hogan se uniram ao baterista Faergall Lawler e ao vocalista Niall para fundar a banda The Cranberry Saw Us ("o cranberry nos viu"). Cranberry é uma fruta silvestre própria do hemisfério norte, inexistente e pouco conhecida no Brasil, mas conhecida em Portugal como arando. A efêmera banda nunca conseguiu nenhum feito expressivo, até que Niall decidiu deixá-la. Os demais integrantes decidiram colocar um anúncio no jornal, pedindo por uma vocalista do sexo feminino. Dolores O'Riordan, filha de uma família católica tradicional rural irlandesa, que cantava desde os quatro anos na escola e na igreja, atendeu ao anúncio levando a música Linger, de sua composição, para a banda avaliar. Foi contratada na hora.

Após a chegada de O'Riordan, a banda decidiu gravar uma fita demo, e mudar seu nome para The Cranberry's. A fita foi levada até a gravadora Xeric, do produtor Pearse Gilmore. Gilmore decidiu produzir uma fita com tiragem limitada (300 cópias), contendo as músicas Linger e Dreams. As 300 cópias foram rapidamente vendidas, o que chamou a atenção das grandes gravadoras do Reino Unido. Gilmore então decidiu se tornar agente da banda, que a esta altura já se chamava The Cranberries, e negociava um contrato com a Island Records, mesma gravadora do U2.

Por influência de Gilmore, que também queria ser o produtor da banda, seu primeiro EP, Uncertain, foi gravado pela Xeric, e distribuído pela Island. O EP foi um fracasso total de público e crítica, o que levou a um desentendimento entre a banda e o agente/produtor. Há tempos, a Island já estava pensando em fazer um contrato para a gravação e lançamento de seis álbums, mas Gilmore negava, querendo ser o responsável pelo descobrimento da banda. Com tanta tensão, a banda quase se separou, mas acabou foi se desligando de Gilmore, assinando com a Island, e contratando Geoff Travis, da Rough Trade Records (a gravadora dos Smiths) para ser seu novo agente, e Stephen Street, ex-produtor dos Smiths, para ser seu novo produtor.

O primeiro álbum dos Cranberries, Everybody Else is Doing It, So Why Can't We? foi lançado em março de 1993, seguido pelo single de Dreams e, mais tarde, pelo de Linger, ambas as músicas agora refinadas, e parte deste primeiro álbum. Nem o álbum nem os singles venderam bem na Irlanda ou Reino Unido, mas mesmo assim a Island decidiu levar os Cranberries para os EUA, para abrir shows do The The e do Suede. Estes shows de abertura foram incrivelmente bem sucedidos, e o álbum começou a vender bem, alcançando o oitavo lugar nas paradas. Tal sucesso fez com que Linger fosse tocado à exaustão nas rádios e na Mtv. Fazendo o caminho inverso, a música começou a fazer sucesso no Reino Unido, onde as vendas do álbum e dos singles foram alavancadas. Em junho de 1994, EEIDISWCW (minha tentativa de abreviatura) já era o álbum mais vendido da Grã-Bretanha.

A imprensa fazia questão de colocar O'Riordan como a figura principal da banda, tendência esta que acabava sendo refletida nos clips. Em outubro de 2004, com o lançamento de No Need to Argue, segundo álbum da banda, e a superexposição de O'Riordan, não somente pelos novos clips, mas também por seu casamento superbadalado, começaram rumores de que a banda se separaria, e a cantora se lançaria em carreira solo. Tais boatos nunca se confirmaram, e No Need to Argue vendeu ainda mais que seu antecessor, estreando já no sexto lugar das paradas americanas. Ode to my Family, a primeira música de trabalho do novo álbum, trouxe a fama mundial aos Cranberries, enquanto Zombie, uma música pesada e depressiva, condenando os ataques do IRA na Irlanda do Norte, chegou ao primeiro lugar das paradas norte-americana e britânica, mostrando outra faceta da banda, a de protesto.

O próximo álbum só seria lançado no início de 1996, após bem-sucedidas turnês. To the Faithful Departed buscava colocar o resto da banda em evidência, desviando um pouco o foco da superexposta O'Riordan. A banda também optou por falar mais de temas sociais, como drogas em Salvation ou a guerra em Bosnia. Antes deste álbum, os Cranberries também decidiram mudar de produtor, agora trabalhando com Bruce Fairbarn, ex-produtor do Aerosmith. Mesmo tendo estreado em sexto lugar nas paradas americanas, as vendas de To the Faithful Departed logo caíram, e nenhuma de suas músicas de trabalho conseguiu repetir o desempenho de suas antecessoras. Apesar disso, a banda parecia satisfeita com seu novo estilo, mais preocupado com questões sociais e políticas.

Tal estilo seria mantido no álbum seguinte, Bury the Hatchet, lançado apenas em 1999. Desta vez, músicas mais sérias como Animal Instinct se mesclavam a canções leves e animadas como Just my Imagination, resultando no perfeito casamento entre os estilos anteriores da banda. Foi um álbum bem sucedido comercialmente, e muito exaltado pela crítica.

O último lançamento inédito dos Cranberries saiu em 2001, Wake Up and Smell the Coffee. Novamente com Stephen Street, e com O'Riordan em uma nova fase, a banda decidiu retomar o caminho mais leve, fazendo deste um álbum mais semelhante ao primeiro. Infelizmente, este não vendeu tanto quanto os demais, e passou quase apagado, com suas músicas de trabalho, This is the Day e Every Morning tocando pouco nas rádios se comparadas a outros sucessos da banda.

Em 2002, para comemorar dez anos de estrada, os Cranberries lançaram Stars, uma coletânea com duas faixas inéditas, e em duas versões, sendo que uma delas acompanhava um DVD. Atualmente, os Cranberries estão trabalhando em seu próximo lançamento, sobre o qual pouco se sabe, mas deverá estar nas lojas no ano que vem. Rumores sobre a banda acabar para que Dolores O'Riordan se lance solo continuam aparecendo, mas jamais se confirmam. Se a banda optará por seguir uma trilha leve, ou voltará para o caminho do protesto nestes tempos tão turbulentos, é uma questão que só o próximo lançamento poderá responder.
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domingo, 21 de novembro de 2004

Escrito por em 21.11.04 com 0 comentários

Highlander

Continuações possuem má-fama. É de conhecimento geral que o "filme 2" será sempre pior que o "filme 1". Em algumas gratas exceções, como Alien, Homem-Aranha e X-Men, o segundo é tão bom ou até melhor que o primeiro, mas a regra é a de fiasco total para que os produtores aprendam a não serem gananciosos. E nenhum filme ilustra isso melhor do que Highlander.

O que é uma pena, diga-se de passagem, porque Highlander é um filme legal pra caramba. Um dos meus favoritos de todos os tempos. Mas só o primeiro. Ignoro completamente a existência de qualquer continuação, inclusive da série de TV. O que era uma história original e emocionante foi sendo de tal forma estragada ao longo dos anos, que nem o estrago que fizeram com Matrix chega perto. Portanto, se você não conhece, façam como este que vos fala, ignorem solenemente tudo o que não for o primeiro filme, e viverão mais felizes.

Lançado em 1986, dirigido por Russell Mulcalhy e escrito por Gregory Widen, Highlander foi o filme que alavancou a carreira de Christopher Lambert (até hoje conhecido aqui em casa como "o Highlander"). O filme conta a história de Connor MacLeod, nascido na Escócia do século XVI. Em 1536, o clã MacLeod se envolve em uma sangrenta luta contra uma tribo de bárbaros, liderada pelo sanguinário Kurgan (Clancy Brown). Connor é morto em batalha, e seu corpo é levado para uma tenda. Momentos depois, porém, ele ressucita, e é expulso do clã, sob alegação de satanismo.

Connor passa a vagar sem rumo pelo mundo (aliás, pela Escócia), até que, cinco anos depois, é encontrado por Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez (Sean Connery), que lhe revela toda a verdade: Connor é um imortal (não, ele não é "um Highlander", como as pessoas costumam dizer. A origem do nome do filme é bem mais simples do que se imagina. Existe uma região da Escócia conhecida como as Terras-Altas, ou Highlands, que tem este nome por ser uma região de planícies montanhosas. Connor nasceu nesta região, por isso ele é o Highlander, o nascido nas Highlands).

Onde estávamos mesmo? Ah, sim. Ramirez revela a Connor que ele é um imortal, um ser humano especial, posto no mundo para participar de um torneio de vida ou morte, onde o vencedor ganhará algo conhecido como "o Prêmio". Um imortal não pode morrer de inanição, asfixia, doença ou violência. Caso seu corpo sofra ferimentos fatais, em algum tempo ele regenerará e retornará à vida (hmmm... Wolverine, alguém?). Só existe uma forma de acabar de vez com um imortal: decepando sua cabeça. Ao ser decapitado, o imortal finalmente perece, e sua força (conhecida como Quickening) passa para o imortal que o matou. A única restrição é que o imortal não pode ser decapitado em solo sagrado, ou seu Quickening se dispersa, e o imortal que o venceu é punido. O tal torneio no qual os imortais estão envolvidos consiste basicamente nisso. Um deverá decapitar o outro até que, efetivamente, só reste um deles (o que acabou gerando a frase mais famosa do filme, "só pode haver um"). Este remanescente ganhará o Prêmio. Ninguém sabe o que seria este Prêmio, mas as lendas dizem que é poder suficiente para governar o mundo (uma outra versão diz que o Prêmio é o maior desejo do imortal, seja ele qual for, mas eu não me lembro se alguém diz isso no decorrer do filme ou se inventaram depois). O filme não deixa claro o que aconteceria se um mortal decapitasse um imortal, mas eu acho que isso nem importa. Afinal, será um imortal a menos de qualquer forma.

Ramirez decide ensinar Connor como manejar corretamente uma espada, como decapitar seus inimigos, e como sobreviver sendo um imortal sem despertar suspeitas entre os mortais. Segundo Ramirez, Kurgan, o bárbaro, também é um imortal, e não pode de forma alguma ganhar o Prêmio, cabendo a ele e a Connor derrotá-lo. Uma noite, porém, Kurgan encontra Ramirez e o mata, deixando Connor sozinho novamente (a não ser por sua esposa Heather, mas esta é mortal, e um dia o deixará).

Connor, então, utiliza o que aprendeu com Ramirez para sobreviver através dos séculos. A história acaba chegando a Nova York, no ano de 1985, onde ocorrerá o Encontro: os poucos imortais que restaram são compelidos a ir até esta cidade. Os mais poderosos, evidentemente, são Connor, agora um dono de antiquário que atende pelo nome de Russell Nash, e Kurgan, que adotou o nome de Victor Kruger. Os dois travarão a última batalha entre os dois últimos imortais, onde, no final, só pode haver um, e este um ganhará o Prêmio.

Highlander é um filme antológico, com uma história original, belas paisagens e trilha sonora composta pela banda Queen. Uma obra que marcou época, e acabou criando uma nova mitologia. Infelizmente, seu sucesso levou a continuações equivocadas, uma (de 1991) que subverteu completamente a história, e outra (de 1994) que tentou consertar mas não havia mais jeito. Os produtores ainda fizeram uma série para a TV, que se passa durante os acontecimentos do primeiro filme, mas esta peca pelo excesso de imortais. Eles deveriam ser poucos, mas praticamente a cada capítulo aparece um novo. Existe ainda um filme que "fecha" a série, mas esse nem merece comentários.

E afinal, qual é o prêmio? Como o filme é velho, eu vou contar. Se você não quiser saber, pare de ler imediatamente. Após derrotar Kurgan, Connor finalmente recebe seu prêmio: se tornar mortal. Nada mais apropriado. Afinal, muita gente quer viver para sempre, mas deve ser um saco.
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domingo, 14 de novembro de 2004

Escrito por em 14.11.04 com 3 comentários

Godzilla (I)

Desde pequeno, eu sempre fui fissurado por coisas japonesas. Devo ter sido japonês na outra encarnação, sei lá. Antes mesmo da moda do Jaspion começar, eu já me amarrava em assistir Spectreman, Ultraman e outros menos cotados. Mas eu também gostava muito de um outro personagem, que anda meio sumido - ou, pior ainda, estragado pelos EUA. Para fazer justiça, o post de hoje é dedicado ao lagarto de 60 metros de altura mais famoso do mundo, Godzilla!



Godzilla foi criado em 1954 (isso mesmo! Esse ano ele faz 50 aninhos!) pelo estúdio Toho. O intuito era produzir um filme-catástrofe de terror, nos moldes de King Kong. Nada melhor para fazer um filme catástrofe no Japão da década de 50 do que utilizar a energia nuclear, o grande terror da década anterior, graças à Segunda Guerra Mundial. Assim, Godzilla é um lagarto normal, até que testes com bombas nucleares no Oceano Pacífico fazem com que ele sofra uma mutação, se transformando em um monstro dinossáurico de 60 metros de altura, praticamente indestrutível, e capaz de soltar pela boca uma baforada radioativa com alto poder de destruição. Seu nome original, Gojira, é uma fusão do nome de dois animais que nada têm a ver com o lagarto: Gorila e baleia (Kujira, em japonês). Godzilla saiu da água destruindo tudo em seu caminho, até ser ele mesmo destruído pelo Destruidor de Oxigênio, uma arma criada acidentalmente, mas perfeita para destruí-lo.

O filme foi um gigantesco sucesso (desculpem o trocadilho) e foi até mesmo lançado nos EUA, dois anos depois, com o nome de Godzilla, King of the Monsters. Tanto sucesso pedia uma continuação. Mas como fazê-lo, se o pobre Godzilla estava morto? A resposta era simples: Os testes nucleares de 1954 não criaram um Godzilla, mas dois!

Desta forma, em 1955, chegou aos cinemas do Japão Godzilla Contra-Ataca, onde este segundo Godzilla é libertado de uma animação suspensa, e começa a destruir Tóquio. Para piorar as coisas, um segundo monstro, Anguillas, um Anquilossauro gigante, também sai da animação suspensa. Ambos os monstros lutam enquanto a pobre Tóquio sucumbe. Este filme foi lançado nos EUA em 1959, com o nome Gigantis. Curiosamente, na versão americana, Godzilla se chama Gigantis. Parece que eles não quiseram pagar os direitos do nome.

No final detse filme, Godzilla é aprisionado em um iceberg. Mas ele é libertado para seu terceiro filme, Godzilla vs King Kong, de 1962, onde o famoso macaco gigante ruma para destruir Tóquio, e encontra o lagartão para impedi-lo. Com este filme, se iniciou a Era de Ouro de Godzilla, onde este não era um monstro desalmado, mas sim um valoroso defensor do Japão, sempre pronto a destruir qualquer monstro besta que ameaçasse invadir seu território. A cidade ficava toda despedaçada no processo, mas era um preço pequeno a se pagar diante da invasão do monstro. E uma ótima chance de tirar algumas fotos de Godzilla em ação!

Após lutar contra King Kong e ser nomeado Defensor de Tóquio Honorário, Godzilla enfrentou vários monstros em seus filmes seguintes. O mais famoso, e meu preferido, é justamente o imediatamente posterior, Godzilla vs Mothra, de 1964, onde o lagartão enfrenta uma mariposa igualmente colossal. Este filme é tão trash, mas tão trash, que acabou virando cult. De vez em quando passa no SBT.

Depois de Mothra, Godzilla ainda atuou em Godzilla vs Ghidrah (1964), onde ele precisou unir forças com Mothra e Rodan (um lagarto voador que também tinha seu próprio filme onde destruía Tóquio, de 1956) para destruir Ghidrah, um lagarto voador alienígena de três cabeças; Godzilla contra o Monstro Zero (1965), onde alienígenas do Planeta X tentam capturar Godzilla e Rodan para permitir que Ghidrah destrua a Terra, mas Godzilla foge e frustra seus planos; e Godzilla contra o Monstro do Mar (1966), onde Ebirah, um monstro que surge do mar, tenta destruir Tóquio e é impedido por Godzilla.

Depois destes, infelizmente, a série começou a enlouquecer. O próximo filme foi O Filho de Godzilla (1967). Neste, ficamos sabendo que o primeiro Godzilla, aquele que morreu em 1954, era fêmea, havia cruzado com o segundo Godzilla (que é o que estava em ação defendendo Tóquio) e colocado um ovo, que finalmente chocou. Deste ovo saiu Minilla, o filho de Godzilla. Minilla é atacado por insetos mutantes, e papai Godzilla precisa defendê-lo.

Como se isso não fosse o bastante, a série continuou com O Despertar dos Monstros (1968). No ano 1999, cientistas criam 11 monstros em uma ilha isolada. Os monstros escapam e atacam 11 cidades simultaneamente. Cabe a Godzilla se desdobrar para impedi-los. No ano seguinte, teríamos A Vingança de Godzilla, onde um menino que levava uma vida de crimes aprende sobre coragem e bondade através de sonhos com Godzilla e Minilla. Era a gota d'água, não era não?

Aparentemente, os executivos da Toho decidiram se tocar e retomar o caminho de "Godzilla vs algum monstro grande". Em 1971, foi lançado Godzilla vs Hedorah, onde nosso herói enfrentava Hedorah, um monstro alienígena que se alimentava da poluição de Tóquio para ficar mais forte. Os seguintes foram pelo mesmo caminho: em Godzilla vs Gigan (1972), Godzilla une forças com seu ex-inimigo Anguillas para enfrentar Ghidrah e seu novo aliado, Gigan; em Godzilla vs Megalon (1973), Gigan retorna com um novo aliado, Megalon, o deus protetor da cidade de Seatopia, que planeja conquistar o mundo, e devem ser impedidos por Godzilla e seu novo aliado, o robô JetJaguar; em Godzilla vs MechaGodzilla (1974), um clássico, e meu segundo favorito, uma raça alienígena constrói um Godzilla mecânico, que é enfrentado por Godzilla e Seesar, o deus protetor de Okinawa. MechaGodzilla é destruído, mas em O Terror de MechaGodzilla (1975) ele retorna, reconstruído pelos habitantes do Terceiro Planeta do Buraco Negro, e enviado com um aliado, Titanossauro, para destruir Godzilla. Como Godzilla triunfa novamente, os executivos da Toho decidiram dar a ele um descanso. E aí a série acabou.

Até 1984, quando a Toho decidiu produzir novos filmes. Desta vez, porém, eles queriam o Godzilla original, a máquina de destruição, não o Ultraman verde e radioativo. Este novo filme, conhecido internacionalmente como Godzilla 1985 (o ano de seu lançamento nos EUA), é uma continuação direta do primeiro, lá de 1954, e ignora completamente todos os demais. Este, aparentemente, é o mesmo Godzilla, que não morreu ao ser atingido pelo Destruidor de Oxigênio, e, após regenerar por um tempo, retorna com força total para se vingar de Tóquio. Ele é enganado pelos humanos, porém, e cai dentro de um vulcão, onde é aprisionado (pois, afinal de contas, é indestrutível).

Este terceira versão de Godzilla (sendo a primeira a original, e a segunda o herói) também fez muito sucesso, e gerou uma continuação meio tardia, Godzilla vs Biollante (1989). Godzilla consegue se livrar de sua prisão no vulcão, e decide se vingar por ter sido enganado. Em meio à sua vingança, porém, ele se depara com Biollante, uma rosa carnívora gigantesca, criada através da combinação de células de rosa e DNA de Godzilla, feita por um cientista que buscava uma fórmula para ressucitar sua filha. Godzilla destrói Biollante, arrasa Tóquio um pouquinho, e volta para o oceano.

Esta nova fórmula, de um Godzilla mau mas disposto a destruir monstros que ameacem o Japão aparentemente agradou (o que nos leva de volta à segunda versão. Esses japoneses são meio malucos mesmo), o que levou a Toho à decisão de refilmar vários de seus filmes antigos, mas com novos enredos: No novo Godzilla vs Ghidrah (1991), viajantes do tempo trazem Ghidrah do passado, e o colocam para lutar com Godzilla de propósito; em Godzilla vs Mothra (1992), Mothra e um novo monstro, Battra, estão lutando há séculos, e sua luta chega ao Japão bem durante um ataque de Godzilla; em Godzilla vs MechaGodzilla (1993), Mecha Godzilla é criado pela ONU (?) e não por alienígenas, para destruir Godzilla e Rodan (em sua primeira aparição nesta nova série) de uma vez por todas. Dois filmes inéditos se seguiram: Godzilla vs Space Godzilla, onde células de Godzilla são sugadas por um buraco negro e geram um novo monstro, que ataca Godzilla e o novo robô da ONU, Mogera; e Godzilla vs Destroyer, o último da série (mesmo) onde Godzilla enfrenta um monstro que nasceu do próprio Destruidor de Oxigênio. No final deste filme, Godzilla entra em massa crítica (afinal, ele é radioativo) e morre, de uma vez por todas.

A Toho estava decidida a acabar com a série, mas aí vieram os EUA e fizeram aquele fiasco, de 1998, sobre o qual não irei comentar (nem falarei sobre o desenho da Hanna-Barbera, sinto muito). Talvez ofendida, a Toho decidiu fazer um novo filme, fora de cronologia, Godzilla 2000, lançado em 1999 (talvez Godzilla 1999 não fosse um bom título...). Neste filme, que aparentemente se passa antes de Godzilla vs Destroyer, um estranho meteoro é encontrado, bem durante mais um dos usuais ataques de Godzilla. O meteoro se revela um alianígena, que começa a destruir Tóquio. Como Godzilla não gosta de concorrência, ele decide acabar com a festa do monstro, antes de retornar para o fundo do oceano.

Talvez no futuro tenhamos mais filmes de Godzilla, quem sabe. Após ser malvado, bonzinho, e malvado mas com um dever social, o futuro está em aberto para o Rei dos Monstros. Seja como for, a Engenharia Civil de Tóquio estará sempre disposta a reconstruir a cidade após uma visita de Godzilla. Pois, afinal, como disse Shinoda em sua última fala de Godzilla 2000, "Godzilla está dentro de cada um de nós".

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domingo, 7 de novembro de 2004

Escrito por em 7.11.04 com 0 comentários

Megaman (III)

Semana passada, tivemos a primeira parte de meu segundo post sobre Megaman (bem, terceiro se você contar o do Bob and George), que ficou grande demais e foi dividido em dois. Paramos em 1994, quando Megaman já tinha seus seis jogos para NES, os cinco para Game Boy, um para Mega Drive, um para Game Gear, o de futebol (Super Nintendo) e o de tabuleiro (NES), e mais dois não-oficiais para PC. Vamos agora até o ano de 1995, dar continuidade à nossa saga!

Megaman 7 (Super Nintendo)Pois bem, chegamos a 1995, o ano da estréia oficial de Megaman no Super Nintendo, com o jogo Megaman 7. A Capcom fez um ótimo trabalho desta vez, colocando no jogo absolutamente tudo de todos os demais (bem... menos os chefes) e ainda incluindo um novo aliado para Megaman, Auto, que constrói itens na Loja no lugar do Dr. Light. Megaman 7 também marca a estréia de Bass e seu cachorro Treble, arqui-rivais de Megaman e Rush, construídos a partir do mesmo projeto, roubado pelo Dr. Wily. Além de se transformar em jato e trampolim, Rush ainda pode ser usado para farejar itens enterrados nas fases, e se transforma no Super Adapter, que reúne as características das armaduras Power e Jetpack, de Megaman 6, e do Mega Arm de Megaman V. Beat agora salva Megaman de buracos em que ele caia, ao invés de acompanhá-lo destruindo inimigos. Até mesmo Protoman está presente, e se você derrotá-lo três vezes, ganhará seu escudo. A história é a seguinte: Dr. Wily havia preparado quatro robôs e os deixado em espera, caso algo saísse errado. Como no final de Megaman 6 ele foi preso, os robôs se ativaram, e começaram a destruir a cidade, procurando por seu criador, até libertá-lo da prisão. No mesmo esquema dos jogos de Game Boy, primeiro Megaman tem que enfrentar quatro robôs, Freezeman, Cloudman, Junkman e Burstman, antes de uma fase intermediária, para poder enfrentar os quatro últimos, Springman, Slashman, Shademan e Turboman, e ter acesso finalmente ao laboratório. Como inovação, este jogo traz uma primeira fase obrigatória (no estilo do primeiro Megaman não-oficial do PC), antes dos quatro primeiros robôs. No final, Megaman perde a paciência e vai acabar com o Dr. Wily de uma vez por todas, mas Bass surge e o salva. Como bônus, este jogo tem um "modo Street Fighter" onde um jogador pode controlar Megaman e o outro Bass, em uma luta até a morte!

No final de 1995 foi lançado o primeiro jogo de Megaman para Arcades, Megaman: The Power Battle, para a placa CPS-1 da Capcom. Este jogo não tem fases, apenas lutas contra os robôs. O jogador pode escolher entre Megaman, Protoman e Bass, e três cursos de ação, um onde enfrentará Gutsman, Iceman, Heatman, Woodman, Crashman e Cutman; um onde enfrentará Napalmman, Gyroman, Geminiman, Plantman, Dustman e Magnetman; e outro onde enfrentará Freezeman, Slashman, Shademan, Turboman, Cloudman e Junkman. Ao final de cada curso vem o laboratório, com um subchefe e o Dr. Wily. Cada personagem possui seu próprio final, como nos jogos de porrada. Este jogo nunca foi lançado nos EUA, apenas na Europa, Ásia e Oceania.

O único jogo de Megaman lançado em 1996 foi o segundo para Arcades, Megaman: The Power Fighters, desta vez para a placa CPS-2, mais moderna. Quatro personagens estavam à disposição, Megaman, Protoman, Bass e Duo, que só viria a estrear mesmo em Megaman 8, um ano mais tarde. Ainda temos três cursos de ação, desta vez cada um com um objetivo, e novamente seis robôs antes de um subchefe e do Dr. Wily. Se preferir recuperar partes roubadas pelo Dr. Wily do laboratório do Dr. Light, o jogador enfrentará Centaurman, Shadowman, Bubbleman, Heatman, Plantman e Gyroman. Se preferir salvar Roll, que foi seqüestrada pelo Dr. Wily, enfrentará Elecman, Diveman, Slashman, Cutman, Shademan e Stoneman. Se preferir capturar o Dr. Wily e levá-lo para as autoridades, os robôs serão Airman, Quickman, Pharaohman, Geminiman, Napalmman e Gutsman. Como no anterior, cada um dos quatro personagens possui seu próprio final. Assim como seu antecessor, este jogo foi lançado na Europa, Ásia e Oceania, mas não nos EUA.

Megaman 8 (Playstation)Em 1997, Megaman finalmente chegou aos 32-bits, com Megaman 8, lançado para Playstation e Saturn. Dois robôs alienígenas estão lutando no espaço e caem na Terra. O Dr. Wily sequestra um deles, e usa sua energia para construir robôs muito mais poderosos que o normal. Cabe a Megaman impedi-lo, como sempre. O outro robô que caiu na Terra, Duo, é resgatado e reparado pelo Dr. Light, e mais tarde se torna aliado de Megaman. A Loja agora é controlada por Roll, e você precisa de parafusos para construir os itens. Os parafusos, infelizmente, são limitados, o que significa que você não poderá comprar todos os itens em uma mesma sessão de jogo. A versão Saturn conta com Cutman e Woodman protegendo dois dos parafusos, mas eles não aparecem no Playstation. Neste jogo, Rush teve sua eficácia diminuída: pode se transformar em motocicleta, ou ser utilizado para dar um item aleatório para Megaman (como Eddie fazia), para passar voando jogando itens, ou bombardeando os inimigos. O Rush Jet só pode ser utilizado em uma única fase, e é nela que Megaman poderá contar com a ajuda de Auto, Beat e Eddie, todos ajudando-o a destruir os inimigos enquanto voa. Este jogo não tem passwords (usa o Memory Card para gravar seu progresso) nem E-Tanks, o que é motivo de reclamação entre vários jogadores (eu incluído). Megaman 8 ainda tem uma arma diretamente de Megaman's Soccer, a Mega Ball, que é chutada por Megaman na direção dos inimigos. Após uma fase inicial obrigatória, Megaman poderá escolher quatro robôs, Frostman, Tenguman, Grenademan e Clownman, antes de uma fase intermediária, na qual enfrentará Duo, e dos quatro últimos robôs, Swordman, Searchman, Aquaman e Astroman, que levarão ao laboratório do Dr. Wily. No final, Megaman está prestes a capturar o Dr. Wily mais uma vez, quando a energia maligna do robô alienígena o atinge. Megaman é salvo por Duo, mas o cientista foge novamente.

1997 ainda teve o lançamento de mais uma inovação, Megaman Battle & Chase, lançado para Playstation. Trata-se de um jogo de corridas de kart, onde você pode escolher um dentre 11 personagens: Megaman, Roll, Protoman, Bass, Gutsman, Quickman, Iceman, Springman, Napalmman, Shadowman e Duo (este último, secreto). Cada personagem (exceto Duo) possui sua própria pista e, como era de se esperar em um jogo de Megaman, você pode escolher a ordem das provas. Ao derrotar um oponente, você ganha uma peça de seu carro, que pode ser utilizada por você para melhorar sua performance. Cada corrida, além do "dono da pista", conta com vários "inimigos de fase", para fazer figuração. A última corrida, evidentemente, é contra o Dr. Wily. Este jogo traz três personagens novos: Plum, que entrevista os corredores antes e após as provas; Ripot, que distribui os prêmios; e Chest, o narrador das corridas. Estes três jamais apareceram em outro jogo da série novamente. Megaman Battle & Chase não foi lançado nos EUA (sabe-se lá o porquê), apenas na Europa e no Japão.

No início de 1998 tivemos mais um jogo diferente de Megaman, Super Adventure Rockman, lançado apenas no Japão, para Playstation e Saturn. Este jogo é um Choose your own Adventure, gênero muito popular no Japão, onde as cenas vão se sucedendo, e cabe ao jogador apenas determinar o curso de ação do personagem em cada uma delas (muitos dos primeiros jogos do Sega-CD, como Dragon's Lair, Time Gal e Space Ace eram neste estilo). Na história, Dr. Wily descobre um supercomputador alienígena, que reconstrói seus robôs de Megaman 1, 2 e 3, e começa a emitir radiação que influencia no comportamento de máquinas por todo o planeta. Roll é seriamente afetada pela radiação, e pode morrer a qualquer momento. Como Megaman e Protoman não foram afetados pela radiação, cabe a Megaman tentar destruir o computador para salvá-la. Uma curiosidade neste jogo é que você não perde se Megaman morrer, mas sim se Roll morrer. Megaman pode ser destruído, desmontado, reduzido a pó, que sempre volta, mas se Roll morrer, é Game Over. Este jogo não foi lançado nos EUA porque tem muito texto e muitas falas, e a Capcom considerou que não valeria a pena traduzir tudo se o gênero não fazia tanto sucesso nos EUA.

Super Adventure Rockman (Playstation)1998 também foi o ano de lançamento do último jogo oficial inédito da Série Clássica até agora, Megaman & Bass, para Super Nintendo. A Capcom decidiu lançar este jogo para dar uma sobrevida ao console, que já estava em vias de sair de linha. Como o videogame já tinha saído de linha nos EUA, este jogo só foi lançado no Japão. Na história, um robô chamado King surge acompanhado por oito robôs, e tenta (adivinhem só) dominar o mundo. Rapidamente, ele dá cabo de Protoman, que havia tentado impedi-lo. Cabe a Megaman e Bass derrotá-lo (teoricamente Bass interfere porque ninguém além do Dr. Wily pode tentar dominar o mundo). Inovadoramente, no início do jogo você escolhe entre Megaman ou Bass, e cada um deles tem um final diferente. Megaman conta com a ajuda de Rush, que fareja itens enterrados; Beat, que lhe confere um escudo; e Eddie que fornece itens aleatórios. Bass conta com a ajuda de Treble, que se transforma em uma armadura que lhe permite voar. A Loja está presente, e ambos os personagens podem comprar itens com Auto. Uma coisa interessante neste jogo é a presença de 100 CDs escondidos durante as fases. Cada CD tem a ficha de um personagem da Série Clássica, que pode ser acessada durante o menu inicial do jogo. O sistema de escolha das fases é um pouco diferente: no início, temos uma primeira fase obrigatória. Depois dessa, você só poderá escolher entre três robôs, Coldman, Astroman e Groundman. Os demais - Burnerman, Pirateman, Dynamoman, Tenguman e Magicman - serão "liberados" dependendo de qual dos três primeiros você vencer. Após derrotar os oito, você terá acesso à fortaleza de King. Vencendo King, é feita uma revelação surpreendente: foi o Dr. Wily quem construiu King e os oito robôs (oh!)! Por que Bass decide enfrentar o Dr. Wily, não se sabe. Seja como for, ele foge no final.

Uma nova versão de Megaman & Bass foi lançada em 1999, apenas no Japão, para o videogame Wonderswan, um portátil fabricado pela Bandai, e vendido apenas lá. Esta versão não é considerada oficial, e foi produzida pela própria Bandai, sob licença da Capcom. Nela, Megaman e Bass têm de enfrentar um novo vilão, Rockman Shadow (que é muito parecido com Quint, de Megaman II, inclusive em um de seus ataques), que decidiu destruir ambos contando com a ajuda de seis robôs de nomes engraçados. Como na versão "oficial", no início do jogo você poderá escolher entre Megaman ou Bass, cada um com suas características e aliados próprios. Bass, inclusive, possui um aliado exclusivo desta versão, Reggae, um pato (que eu infelizmente não sei para que serve). A Loja está presente, mas os 100 CDs não. Após a primeira fase obrigatória, você poderá escolher entre enfrentar Danganman, Konroman, Airconman ou Komusoman (eu disse que os nomes eram engraçados). Após estes, na fortaleza de Rockman Shadow, antes do próprio, você ainda enfrentará Clockman e Compassman (que não dá arma quando vencido). O final é igual para os dois personagens, mas com falas diferentes (o que não importa muito, já que é tudo em japonês). Dr. Wily sequer é mencionado neste jogo, fazendo com que este seja o segundo a não tê-lo como último chefe (o outro era Megaman V do Game Boy). Apesar de meio tosco, é um jogo até divertido, bem mais que os do PC.

Em 1999 também foi lançada, apenas no Japão, a coleção Rockman Complete Works. São 6 CDs para Playstation, cada um com um dos seis jogos de Megaman para o NES, com gráficos melhorados e músicas remixadas. Esta coleção não foi lançada nos EUA porque a Capcom considerou que haveria pouca gente disposta a comprar seis jogos de uma vez só.

Megaman Battle & Chase (Playstation)Ainda em 1999, Megaman e Roll fizeram uma participação especial em Marvel vs Capcom, um jogo de porrada lançado para Arcades (CPS-2), Dreamcast e Playstation. Megaman era selecionável desde o início, Roll era secreta. Eles também fizeram uma participação especial em Marvel vs Capcom 2, lançado em 2000 para Arcades (CPS-3) e Dreamcast, desta vez ambos como secretos.

Em 2000 foi lançado uma coletânea para o Neo Geo Pocket Color, o portátil de vida curta da SNK, que incluía os jogos de arcade Power Battle e Power Fighters, chamado Megaman: Battle & Fighters. Este jogo também só foi lançado no Japão.

Em 2001, Megaman fez uma participação especial no jogo Cannon Spike, lançado para Arcades (CPS-3) e Dreamcast, como um personagem secreto. Trata-se de um jogo de tiroteio, tipo Metal Slug, mas em 3D, envolvendo vários personagens da Capcom, onde os vilões são zumbis. Megaman possui até seu próprio final.

Megaman & Bass (Game Boy Advance)A onda de relançamentos continuou em 2003, quando foi lançada uma versão de Megaman & Bass para o Game Boy Advance. Esta versão é idêntica à do Super Nintendo, e foi lançada nos EUA para suprir a falta deste jogo em inglês. A única diferença entre as duas versões é a ficha de Quint: a versão americana diz que ele é Megaman reprogramado, enquanto a versão japonesa diz que ele é um robô trazido do futuro.

Finalmente, este ano foi lançado Megaman Anniversary Collection para Playstation 2. Trata-se de uma coletânea de dez jogos, Megaman do 1 ao 8 e mais Power Battle e Power Fighters, além de vários vídeos e imagens. Esta coletânea só foi lançada nos EUA, pois no Japão já existia a Complete Works. Na Anniversary Collection, você pode escolher entre os modos normal (o jogo original) ou "Navi" (a versão do Complete Works, mas com as telas de abertura originais) para os jogos de 1 a 6. Como os jogos de Arcade nunca haviam sido lançados nos EUA, a única forma (legal) de jogá-los por lá é com o Anniversary Collection.

Os próximos lançamentos de Megaman serão Rockman Power Battle Fighters, uma coletânea que incluirá Power Battle e Power Fighters, para Playstation 2, a ser lançada ainda este ano apenas no Japão (para suprir a falta destes jogos no Complete Works - nenhuma palavra sobre uma versão de Megaman 7 até agora, porém) e uma versão de Megaman Anniversary Collection para Game Boy Advance, que deverá sair no início de 2005, contendo os cinco jogos de Game Boy, desta vez coloridos.

Só é uma pena que a Série Clássica tenha sido abandonada. Toda vez que sai um jogo novo, mesmo que não seja de plataforma, é para a Série X ou para a Battle Network (que, aparentemente, virou a "oficial", com desenho animado, card game, e mais um monte de merchandising). Megaman 9 não está nem nos planos da Capcom para um futuro próximo. Talvez seja melhor assim. Com os rumos que os jogos vêm tomando (tudo em 3D e com câmeras esquisitas), talvez seja melhor guardar o Megaman Clássico na memória do que vê-lo ser estragado. Quem sabe?

Série Megaman

Série Clássica
Parte 3

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