segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Justiceiro

Logo após escrever o post sobre Nick Fury, pensei em fazer um sobre o Justiceiro. O Justiceiro não é exatamente um dos meus heróis preferidos - para falar a verdade, na adolescência, eu o detestava, e fiquei revoltado quando a Editora Abril incluiu uma sequência de histórias dele nas revistinhas dos X-Men, e justamente nas que vinham trazendo as histórias da Era do Apocalipse - mas, não sei se vocês já repararam, eu gosto de fazer posts sobre super-heróis. Então vamos lá.

Criado na década de 1970, o Justiceiro não é exatamente um herói, e sim um anti-herói - enquanto um herói clássico segue um rígido código de conduta, muitas vezes até mesmo salvando a vida do vilão ou sacrificando a própria vida para salvar inocentes, o anti-herói, apesar de também ter um código de honra próprio, é mais maleável em relação ao que aceita ou não fazer para alcançar seus objetivos, incluindo matar sem remorso. Hoje em dia os quadrinhos estão cheios de anti-heróis, mas, quando o Justiceiro surgiu, o conceito era até mesmo visto com desprezo, com um personagem não podendo ser considerado um herói a menos que tivesse uma conduta verdadeiramente heroica. Como era comum na década de 1970, porém, a Marvel mais uma vez não teve medo de ousar, e acabou colhendo bons frutos.

O Justiceiro foi uma criação de Gerry Conway, na época roteirista da revista The Amazing Spider-Man. A ideia de Conway era introduzir um novo personagem que, de imediato, seria reconhecido como um vilão, mas, aos poucos, iria se mostrando heroico, até que, ao final da história, estaria estabelecido como o mais novo herói Marvel. Conway tinha o hábito de, ao criar um personagem, fazer um esboço de como seria seu uniforme; no caso do justiceiro, ele criaria um uniforme majoritariamente negro, com detalhes em branco, e um pequeno crânio estilizado no peito. Ele então mostraria o esboço ao artista John Romita, à época diretor de arte de Marvel, para que ele efetivamente desenhasse o personagem, antes de mostrá-lo a Stan Lee, na época editor-chefe da Marvel, para aprovação; Romita, entretanto, faria o crânio estilizado gigantesco, tomando todo o tórax do personagem, e com uma composição que usava uma fileira de balas na frente do cinto como os dentes de baixo. A "Caveira do Justiceiro" logo se tornaria um dos elementos mais icônicos dos quadrinhos, o que faria com que Conway e Romita fossem considerados co-criadores do personagem.

O nome "Justiceiro", entretanto, não seria criação de nenhum dos dois. Quando Conway apresentasse o personagem a Lee, ele o apresentaria com o nome de Assassino, com o qual Lee não concordaria justamente por causa da ideia de transformá-lo em um herói depois - na época, era praticamente impossível vender um herói chamado Assassino, devido à conotação extremamente negativa da palavra. Lee, então, se lembraria de uma das histórias que havia escrito no passado, na qual Galactus possuía um robô chamado Punisher (algo como "castigador", e o nome original do Justiceiro em inglês); Lee gostava do nome, mas jamais havia voltado a usá-lo, então sugeriu que ele fosse usado para o herói criado por Conway, que concordou.

O Justiceiro faria sua estreia na revista The Amazing Spider-Man 129, de fevereiro de 1974, com roteiro de Conway e arte de Ross Andru. Tudo o que se sabia sobre ele era que ele era um ex-fuzileiro, com treinamento de atirador de elite, extremamente forte e ágil, estrategista competente, e que, por algum motivo, havia decidido matar todos os criminosos da cidade. Na época, o Homem-Aranha era o principal suspeito da morte de Norman Osborn (que, na verdade, matou a si mesmo enquanto agia como o Duende Verde, mas, como ninguém sabia que ambos eram a mesma pessoa, sobrou para o Aranha, visto por testemunhas junto ao corpo do industrial), e, principalmente graças a uma campanha de J. Jonah Jameson, editor do Clarim Diário, era visto pela maior parte da população como um criminoso; dessa forma, foi fácil para o Chacal, um dos inimigos do Aranha, convencer o Justiceiro de que o herói deveria ser seu próximo alvo. Inicialmente, o Justiceiro seria apresentado como mais um vilão na cola do Aranha, mas, conforme a história se desenrolava, algumas dúvidas começavam a ser colocadas na cabeça dos leitores, até que, no fim, o próprio Aranha percebe que o Justiceiro está sendo manipulado pelo Chacal, e usa seu senso de honra para mostrá-lo de que ele está do lado errado.

O Justiceiro seria um personagem controverso desde o início; por exemplo, ele não via problema em matar criminosos, algo que a maioria dos heróis de então evitava fazer. Muitos dos principais traços da personalidade do herói também seriam determinados por Conway logo em sua primeira história, como seu grande senso de honra e justiça, e o fato de que ele não gosta que o vejam como mais um dos heróis fantasiados que combatem o crime na cidade. Devido a todas essas características, Conway imaginava que ele seria usado apenas como um personagem secundário, aparecendo em algumas poucas histórias; para sua surpresa, entretanto, o Justiceiro também se tornaria extremamente popular dentre os leitores desde sua primeira aparição, e, ao longo da década de 1970, faria participações não somente em mais histórias do Homem-Aranha, mas também do Capitão América e dos X-Men, sempre lutando ao lado dos heróis, e não contra eles.

O ápice da popularidade do personagem se daria no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Tudo começaria em 1982, quando, durante sua época como roteirista e desenhista do Demolidor, Frank Miller decidiria incluir o Justiceiro em suas histórias, sempre usando sua personalidade esquentada e visão de como o crime deveria ser erradicado para contrastar com as atitudes do Homem Sem Medo em relação aos criminosos. Dois anos depois, em 1984, o roteirista Steven Grant e o desenhista Mike Zeck - na época em alta por ter desenhado Guerras Secretas - ficariam sabendo que o editor da Marvel de então, Carl Potts, estava interessado em projetos de minisséries. Inspirados na visão que Miller tinha do personagem, Grant e Zeck apresentariam um projeto para uma minissérie do Justiceiro, que seria aceito por Potts, apesar de protestos do então editor-chefe, Roger Stern, que não considerava o Justiceiro um personagem de apelo junto ao público.

Chamada simplesmente The Punisher (mas hoje conhecida como The Punisher: Circle of Blood, devido ao nome da história, "Círculo de Sangue"), a minissérie em cinco edições seria lançada entre janeiro e maio de 1986, e seria um gigantesco sucesso, ajudando a cimentar o nome do Justiceiro no rol dos mais populares heróis Marvel, e a estabelecê-lo definitivamente como um dos primeiros anti-heróis da história dos quadrinhos - muitos creditam ao sucesso do Justiceiro, aliás, a onda de anti-heróis que surgiria no início da década de 1990, e que faria com que até o Wolverine, que, apesar de esquentado e violento, até então ainda era retratado como um herói tradicional, passasse a ser um anti-herói. Vale citar como curiosidade que, embora a minissérie estivesse prevista para ter cinco edições desde o início, um erro na capa das quatro primeiras edições faria com que ela fosse anunciada como uma "minissérie em quatro partes", o que confundiu alguns leitores quando a história não se concluiu na quarta edição, e levou muitos a imaginarem que ela havia sido "estendida" devido ao seu sucesso.

O sucesso da minissérie levou ao lançamento de uma série regular, também chamada The Punisher, inicialmente com roteiros de Mike Baron e arte de Klaus Jensen, que estrearia em julho de 1987. Para vocês terem uma ideia de como o Justiceiro foi popular na época, não somente essa série durou 104 edições (a última sendo publicada em julho de 1995), mas também teve oito edições anuais (entre 1988 e 1994), quatro "edições especiais de verão" (chamadas The Punisher Summer Special, entre 1991 e 1994), três edições especiais de Natal (The Punisher Holiday Special, entre 1992 e 1994) e, acreditem ou não, três "edições especiais de volta às aulas" (The Punisher: Back to School Special, também entre 1992 e 1994).

Foi na série regular que finalmente ficamos sabendo as origens do Justiceiro: ele era um ex-fuzileiro naval chamado Frank Castle, que lutou na Guerra do Vietnã, e, ao voltar para casa, recusou um emprego de instrutor das Forças Especiais para poder passar mais tempo com a família. Durante um piquenique no Central Park, seus filhos acidentalmente foram testemunhas enquanto mafiosos executavam um rival; para não correr riscos, os mafiosos decidiram, também matar a família de Castle, que sobreviveu graças a seu treinamento, mas perdeu a esposa e os filhos. Amargurado, com desejo de vingança, e descrente na justiça corrupta que deixou os mafiosos livres após um julgamento comprado, ele decidiria dedicar a sua vida a acabar com o crime de uma vez por todas.

Uma característica curiosa do Justiceiro era que, diferentemente dos demais heróis Marvel, ele não possuía uma galeria própria de vilões - o que era justificado pelo seu próprio modus operandi, já que, como ele matava seus inimigos, era meio difícil que viesse a enfrentar o mesmo vilão mais de uma vez. Um dos poucos que podem ser considerados um arqui-inimigo do Justiceiro é Retalho, um gangster que, após uma luta contra o herói, sofreu um acidente que o deixou desfigurado; outros vilões recorrentes das histórias do Justiceiro eram originários das revistas de outros heróis, como o Rei do Crime, o Mercenário, ou os Carniceiros. Contudo, por não ter superpoderes, e por seu desejo de querer livrar a cidade do crime a qualquer custo, a maior parte das histórias do Justiceiro não o coloca contra supervilões, e sim contra criminosos tradicionais, como gangsters, mafiosos, traficantes, psicopatas e policiais corruptos, o que logo se tornaria mais um diferencial do herói em relação a seus pares.

Apesar de ser um "lobo solitário", preferindo agir sozinho, o Justiceiro também tem seus aliados, sendo o principal deles Microchip; no início da série regular, Microchip era uma espécie de Q (o do James Bond, não o de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração), sendo o responsável por fornecer os equipamentos e armas que o Justiceiro usava em sua luta contra o crime, incluindo vans especiais blindadas e equipadas com a mais moderna tecnologia. Ao longo dos anos, porém, o papel de Microchip foi diminuindo, até ele passar a ser uma espécie de contato, acionado apenas quando o Justiceiro precisava saber do paradeiro de algum criminoso ou informações sobre algum caso no qual a polícia estivesse trabalhando. Diversos heróis, como o Homem-Aranha, o Capitão América, o Demolidor, o Motoqueiro Fantasma, o Hulk, o Cavaleiro da Lua, Nick Fury e Wolverine, também participariam das histórias do Justiceiro, lutando a seu lado ou o enfrentando, e frequentemente servindo de contraponto aos métodos violentos do herói.

Assim como outros heróis de grande sucesso da Marvel, como o Homem-Aranha e os X-Men, o Justiceiro teria mais de uma revista mensal durante algum tempo. Isso começaria em novembro de 1988, com o lançamento de The Punisher: War Journal, inicialmente com roteiros e arte de Potts, e que duraria 80 edições, a última lançada em julho de 1995. Em março de 1992 ele ganharia uma terceira série mensal, The Punisher: War Zone, com roteiros de Chuck Dixon e arte de John Romita Jr., que seria o desenhista por quase todas as suas 41 edições, a última de julho de 1995.

O fato de todas as três séries mensais do Justiceiro terem sido encerradas em julho de 1995 não foi coincidência: desde o início daquele ano, as três estavam com vendas baixas, o que levaria a Marvel a acreditar que o personagem já estava gasto, e a tentar reformulá-lo. Assim, as três séries mensais foram canceladas, e o Justiceiro se tornou protagonista de uma saga chamada Over the Edge, na qual ele é capturado pela S.H.I.E.L.D. e acaba assassinando Nick Fury, que, segundo uma sugestão hipnótica do vilão Spook, que se infiltrou na organização, foi quem deu a ordem para que a família de Castle fosse morta - na verdade, porém, o Justiceiro assassinaria apenas um androide, com Fury continuando vivo. Essa saga começaria na edição especial Double Edge: Alpha, de julho de 1995, seguiria pelas revistas mensais Daredevil, Ghost Rider, The Incredible Hulk e Doctor Strange, e se concluiria com mais uma edição especial, Double Edge: Omega, de novembro de 1995.

Uma nova revista chamada The Punisher, com numeração recomeçando do 1, também seria lançada em novembro de 1995, com roteiros de John Ostrander e arte de Tom Lyle. Após ser condenado à morte por assassinar Nick Fury, o Justiceiro consegue escapar da S.H.I.E.L.D., e, após uma série de eventos controversos, se tornaria o chefe de um cartel do crime organizado, o que faria com que ele enfrentasse novamente Fury, assim como Wolverine. Essa nova série não faria sucesso, e seria cancelada após apenas 18 edições, em abril de 1997.

A Marvel, então, tentaria uma reformulação ainda mais ousada: em uma minissérie em 4 edições também chamada The Punisher (mas hoje conhecida como The Punisher: Purgatory), lançada entre novembro de 1998 e fevereiro de 1999, o Justiceiro morre e faz um acordo com os anjos e demônios, retornando à vida com poderes sobrenaturais para atuar como um mercenário a seu serviço. Essa versão sobrenatural do Justiceiro também estrelaria uma segunda minissérie, Wolverine/Punisher: Revelation, lançada entre junho e setembro de 1999, na qual ele se une a Wolverine para investigar quem estaria matando inocentes nas ruas de Nova Iorque. Nenhuma das duas minisséries teria boa vendagem, e a versão sobrenatural do Justiceiro iria para a geladeira.

O Justiceiro voltaria a fazer sucesso pelas mãos de Garth Ennis, que, em parceria com o desenhista Steve Dillon, produziria uma nova minissérie chamada The Punisher (hoje conhecida como The Punisher: Welcome Back Frank, "bem-vindo de volta Frank"), lançada em 12 edições entre abril de 2000 e março de 2001 pelo selo Marvel Knights, dedicado a histórias mais adultas que as habituais da editora. Ennis faria com que Frank perdesse os poderes sobrenaturais e se livrasse dos contratos com os anjos e demônios, e retornaria o personagem à sua essência, colocando-o contra uma família mafiosa liderada pela terrível Ma Gnucci; além disso, o Justiceiro de Ennis seria mais solitário que nunca, sempre se mudando para não dar a seus inimigos a chance de encontrá-lo, e evitando fazer amizades para não colocar a vida de inocentes em risco - vale citar que a minissérie também traria a estreia de um dos inimigos mais populares do Justiceiro, um homem gigantesco, superforte mas não muito inteligente, conhecido apenas como "o Russo".

A minissérie faria um enorme sucesso, e daria origem a mais uma série mensal chamada The Punisher, mais uma vez com numeração recomeçando do 1, que teve 37 edições escritas por Ennis, a maioria delas com arte de Dillon, lançadas entre agosto de 2001 e fevereiro de 2004. Essa série seria cancelada não por baixas vendas, e sim porque as histórias mais adultas e violentas escritas por Ennis faziam cada vez mais sucesso, mas, mesmo no selo Marvel Knights, havia um limite para o que Ennis poderia fazer nesse sentido; a saída, então, foi mover o Justiceiro para um novo selo, o Marvel MAX, esse sim dedicado a todo tipo de história considerada adulta, com direito, por exemplo, a violência extrema e cenas de sexo - sendo que um dos motivos pelos quais isso era possível era que as histórias do selo MAX ocorriam em uma espécie de universo alternativo, sem qualquer ligação com o Universo Marvel original. A estreia do Justiceiro no selo MAX ocorreria com uma minissérie chamada Born ("nascido"), escrita por Ennis e com arte de Darick Robertson, publicada em 4 edições entre agosto e novembro de 2003, seguida de uma série mensal.

Lançada em março de 2004, mês seguinte ao do último número da série do selo Marvel Knights, a série mensal do Justiceiro no selo MAX se chamaria, mais uma vez, The Punisher, mas ficaria conhecida como The Punisher MAX. Ao todo, ela teria 75 edições, com Ennis sendo o roteirista até a 60; na 66, ela mudaria de nome para Frank Castle: The Punisher, por razões editoriais. A edição 75 seria lançada em dezembro de 2009, mas, de certa forma, não seria a última: em janeiro de 2010, com a numeração recomeçando do 1, seria lançada a série Punisher MAX (sem o "The", e com o "MAX" agora fazendo parte do título oficial), que continuava a história exatamente de onde parou. Punisher MAX tinha roteiros de Jason Aaron e arte de Dillon, que também desenhou quase todas as edições de The Punisher MAX e Frank Castle: The Punisher, sendo hoje considerado o "desenhista oficial" do herói; a nova série duraria 22 edições, a última lançada em abril de 2012, e seria cancelada por opção editorial da Marvel. Na penúltima edição, o Justiceiro é morto, e na última, durante seu enterro, a população se revolta e passa ela mesma a caçar os criminosos da cidade como ele fazia.

A razão pela qual a The Punisher (MAX) teve de mudar de nome para Frank Castle: The Punisher foi que, com o personagem fazendo cada vez mais sucesso, a Marvel não desejava que ele ficasse restrito aos leitores adultos, e resolveria relançar sua série ambientada no Universo Marvel tradicional. Ela começaria a fazer isso com o lançamento de uma nova série chamada Punisher: War Journal, (sem o "The", e com numeração começando do 1), que estreou bem em meio à saga Guerra Civil, em janeiro de 2007. Essa série teria 26 edições, a última lançada em fevereiro de 2009; no mês seguinte, ela seria substituída (mas com a história começando de onde havia parado) por uma nova série mensal chamada apenas The Punisher (por isso a MAX teve de mudar de nome), que durou mais 16 edições, a última lançada em junho de 2010.

Na edição 11, lançada em janeiro de 2010, ocorreria mais uma reformulação controversa do personagem, pelas mãos do roteirista Rick Remender: após morrer decapitado pelo vilão Daken durante os eventos da saga Reinado Sombrio, Frank é ressuscitado pelo vilão Morbius na forma de uma criatura semelhante ao Monstro de Frankenstein, chamada FrankenCastle. Depois disso, ele decide se unir a Morbius e sua Legião de Monstros e protegê-los dos humanos que querem exterminá-los. Com isso, a série mensal seria renomeada para FrankenCastle, com a numeração começando no 17. Como provavelmente era de se esperar, a nova versão do personagem não fez sucesso, e FrankenCastle foi cancelada em novembro de 2010, na edição 21 - na qual Frank deixa de ser um monstro e volta a ser um humano, reassumindo o manto do Justiceiro e voltando a enfrentar criminosos.

A primeira aventura do Justiceiro após voltar a ser humano seria em uma minissérie chamada simplesmente Punisher (mas hoje conhecida como Punisher: In the Blood), lançada em cinco edições entre janeiro e maio de 2011, com roteiro de Remender e arte de Roland Boschi, na qual o Justiceiro enfrenta mais uma vez seu arqui-inimigo Retalho. A essa minissérie se seguiria mais uma série mensal chamada The Punisher, com roteiros de Greg Rucka e arte de Marco Checchetto; a Marvel apostaria alto nessa nova série, que colocaria o Justiceiro às voltas com o Homem-Aranha e os Vingadores enquanto tenta interromper uma guerra de gangues, mas ela seria cancelada após apenas 16 edições, em novembro de 2012, devido a baixas vendas. Sua história se concluiria em uma minissérie em seis edições chamada Punisher: War Zone (mais uma vez, sem o "The"), lançada entre dezembro de 2012 e abril de 2013, mais uma vez a cargo de Rucka, com arte de Carmine di Giandomenico.

Depois dessa minissérie, o Justiceiro integraria brevemente a equipe dos Thunderbolts, ficando sem revista própria pelo resto de 2013. Como parte do selo All-New Marvel NOW!, em abril de 2014, seria lançada uma nova série mensal chamada The Punisher (a sétima no total, sem contar as minisséries), na qual o Justiceiro atua não em Nova Iorque, e sim na Costa Oeste dos Estados Unidos. Com roteiros de Nathan Edmondson e arte de Mitch Gerads, a série teria apenas 20 edições, a última lançada em setembro de 2015.

Após participar das sagas Pecado Original e da segunda Guerras Secretas, o Justiceiro retornaria em uma nova revista mensal, mais uma vez chamada The Punisher. Lançada em julho de 2016, com roteiros de Becky Cloonan e arte de Dillon, que a desenharia até falecer, em outubro daquele ano, quando seria substituído por Matt Horak, essa é a séria atual do herói, que o traz mais uma vez enfrentando criminosos, mas agora sendo perseguido pelo DEA, o departamento de controle de narcóticos dos Estados Unidos, por ter atrapalhado uma investigação. Mais uma vez, as histórias são mais adultas que o costumeiro da Marvel, e agora as revistas trazem na capa um aviso de que não são apropriadas para crianças (o famoso "parental advisory").

Talvez o único jeito de o Justiceiro funcionar seja assim mesmo. Se não for proibido para menores, fica difícil mostrar de forma realista um herói que mata pessoas - e aí acabam tendo que colocá-lo para matar demônios, monstros, robôs, alienígenas...

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