segunda-feira, 13 de maio de 2013

Doctor Who (IV)

E hoje teremos a última parte do post sobre Doctor Who, no qual falaremos sobre a série nova!

Na parte anterior, paramos logo após o filme para a TV, produzido em 1996 pela Universal como tentativa de uma série norte-americana de Doctor Who, que seria exibida pela Fox. O filme foi um fracasso de audiência nos Estados Unidos - embora tenha sido um grande sucesso na Grã-Bretanha - o que fez a Fox desistir da série. Sem ter um canal para exibi-la, a Universal também não se animou a produzi-la, e se comprometeu com a BBC a deixar os direitos que conseguiu sobre os personagens em solo norte-americano expirarem sem renová-los, para que a série voltasse a ser integralmente da BBC. Que, no momento, também não tinha interesse em produzi-la sem um parceiro comercial, o que significava que Doctor Who continuaria "em espera", sem a produção de uma nova temporada.

Christopher EcclestonEm 1998, chegaria à BBC Mal Young, que assumiria o cargo de chefe do departamento de séries dramáticas. Young era fã da série, e tinha planos para ressucitá-la, os quais decidiu discutir com Peter Salmon, chefe de programação do canal. Durante essa reunião, um dos produtores da equipe de Young, Tony Wood, se lembrou do roteirista Russell T. Davies, outro grande fã da série, com quem havia trabalhado na concorrente iTV. Davies já havia trabalhado para a BBC no início da década de 1990, nas séries de ficção científica infanto-juvenis Century Falls e Dark Season, e foi considerado a pessoa certa para trazer Doctor Who de volta ao ar. O único problema é que ele estava trabalhando para outro canal britânico, o Channel 4, e na super bem sucedida série Queer as Folk, o que fez com que ele não tivesse interesse em ir para a BBC. Além disso, após a reunião, Salmon seria notificado de que a BBC planejava fazer um segundo filme para a TV de Doctor Who, então uma série naquele momento iria prejudicar esses planos.

Salmon seria substituído em 2000 por Lorraine Heggessey, que também era grande fã de Doctor Who, assim como a presidente do departamento de séries, Jane Tranter. Durante anos, ambas deram várias entrevistas dizendo que planejavam ressucitar a série, mas não podiam devido aos planos do tal filme. Somente em 2003 Heggessey conseguiria convencer a BBC a investir em uma nova temporada da série, com o argumento de que cinco anos já haviam se passado desde que Salmon fora impedido, e o canal não estava nem perto de produzir o tal filme. 2003 era o ano do quadragésimo aniversário da série, e, para comemorar, a BBCi, braço da BBC para produções para a internet, havia produzido Scream of the Shalka, um serial de 6 episódios de 5 minutos cada exibido exclusivamente online, produzido inteiramente em animação, no qual o Doutor (com voz de Richard E. Grant) e sua acompanhante, Alison Cheney (Sophie Okonedo), têm de deter o Mestre (Derek Jacobi) e uma raça alienígena, os tais Shalka, que querem dominar a Terra. A boa recepção a Scream of the Shalka e o bom argumento de Heggessey convenceram a BBC, que a autorizaram a fazer uma tentativa.

Heggessey entraria em contato mais uma vez com Davies, que havia sido procurado pela BBC várias vezes ao longo desses cinco anos, sempre respondendo que só aceitaria trabalhar para o canal se fosse fazendo Doctor Who. Após firmar contrato, Davies foi nomeado roteirista-chefe, à frente de grandes nomes das séries da BBC da época, como Mark Gatiss, Steven Moffat, Paul Cornell e Rob Shearman, e produtor executivo da nova série, trabalhando com o produtor Phil Collinson e com a chefe do departamento de séries dramáticas, Julie Gardner, para colocar uma nova temporada da série no ar em 2005. Por sugestão de Gardner, mesmo a nova série sendo continuação da anterior, e não um reboot, a numeração das temporadas recomeçaria do número 1, e usando, ao invés do termo norte-americano season, usado da primeira à vigésima-sexta temporada, o termo britânico series, para ficar de acordo com as demais produções da BBC, que também o usavam. A temporada que estrearia em 2005, portanto, seria a Series 1 - aqui chamada de "primeira temporada da série nova", por falta de tradução melhor. A nova temporada seria anunciada ainda em 2003, o que causaria muito rebuliço na imprensa do Reino Unido.

Também houve muita especulação sobre quem seria o novo Doutor. Em teoria, o Doutor de Scream of the Shalka era o nono, então não poderia ser Paul McGann, o oitavo. Mas, como o de Scream of the Shalka era feito de animação, também não podia ser Robert E. Grant, seu dublador, que não compartilhava suas características físicas. Na verdade, a BBC já havia decidido que seria um ator totalmente novo, mas somente em abril de 2004 anunciaria que o novo Doutor seria Christopher Eccleston, ator já famoso do cinema e com uma extensa lista de séries em diversos canais britânicos no currículo - antes do anúncio de Eccleston, nomes como Hugh Grant, Bill Nighy e até mesmo Rowan Atkinson, o Mr. Bean, chegaram a ser especulados. Na mesma ocasião, ficaria confirmado que Eccleston seria o nono Doutor, e não o décimo, o que faria com que o Doutor dublado por Grant se tornasse não-oficial - e desde então fosse apelidado pelos fãs de "Shalka Doctor". Finalmente, a BBC anunciaria que a cantora pop Billie Piper interpretaria a acompanhante do Doutor nessa nova temporada, uma londrina de 19 anos chamada Rose Tyler.

Rose, aliás, era o título do primeiro episódio da nova série, que estrearia em 26 de março de 2005 com um novo formato, sugerido por Davies: 13 episódios de 45 minutos cada, sem divisão em serials, exibidos aos sábados. Embora houvesse uma continuidade clara, os episódios também contavam cada um uma história com começo, meio e fim, com, no máximo, o início da história em um episódio e a conclusão no imediatamente seguinte. Além de Rose, são personagens recorrentes na temporada sua mãe, Jackie (Camille Coduri), seu namorado, Mickey Smith (Noel Clarke), e dois outros "acompanhantes temporários", Adam Mitchell (Bruno Langley) e o Capitão Jack Harkness (John Barrowman). Adam é um perito em tecnologia que desperta um certo interesse amoroso em Rose, mas que se mostra totalmente inadequado para acompanhar a dupla em viagens no tempo - segundo Davies, ele sempre quis que a série tivesse um acompanhante que causasse problemas, para mostrar que nem todos estão aptos a acompanhar o Doutor em suas viagens. Já Jack é um trambiqueiro do Século LI, que começa como covarde e querendo dar um golpe em Rose, mas ao longo dos cinco últimos episódios da temporada cresce como personagem, se tornando corajoso e um dos maiores amigos do Doutor. Dentre os adversários, retornavam antigos, como os Daleks e os Autons, e estreavam novos, como os Slitheen.

A primeira temporada da série nova seria a primeira da série a ser filmada em película, e a primeira em widescreen. Junto com a temporada, foram filmados 13 episódios do making of Doctor Who Confidential, que iam ao ar imediatamente após os episódios da temporada, mas no canal a cabo BBC Three. A primeira temporada da série nova também marcaria a primeira vez em que Doctor Who seria exibido regularmente nos Estados Unidos, com o Sci Fi Channel exibindo todos os 13 episódios com um ano de atraso em relação à BBC.

A primeira temporada da série nova foi um grande sucesso de público e crítica, com audiência equivalente às do segundo e terceiro Doutores, e indicações para vários prêmios, como o BAFTA. Até mesmo Michael Grade, agora presidente do conselho executivo, e que tentou cancelar a série quando era diretor da BBC, se rendeu, emitindo um memorando na qual elogiava a série e admitia que jamais imaginava que um dia faria isso. Curiosamente, nem todos ficaram satisfeitos com a nova série: um grupo de fãs chegou a enviar e-mails e cartas à BBC em tom de repúdio e até com ameaças de morte pelo que consideravam uma "dessecração" da série - especialmente odiado seria o novo logotipo, que continuaria o mesmo nas temporadas subsequentes, apesar de tudo.

Apesar de todo o sucesso, Eccleston só ficaria uma temporada como protagonista. A princípio, ele assinou por apenas uma temporada porque ninguém sabia se a série teria uma segunda, mas depois preferiria não renovar. O real motivo dessa recusa é até hoje desconhecido do grande público, e a BBC chegou a divulgar um comunicado atribuído a Eccleston segundo o qual ele não teria renovado por medo de ficar marcado pelo papel - comunicado este que mais tarde a própria BBC assumiria ser falso, não tendo sido escrito pelo ator. A saída de Eccleston causou mais revolta entre os fãs, e não adiantou nada alguns lembrarem que é pra isso mesmo que o Doutor regenera.

Eccleston seria substituído pelo escocês David Tennant, desde criança grande fã do seriado, e que achou que o convite de Davies para que ele assumisse o papel era um trote. Ele chegou a pensar em fazer um Doutor também escocês, falando com sotaque e vestindo kilt, mas Davies vetaria essa ideia com medo de abrir um precedente. Tennant estrearia como Doutor nos momentos finais do último episódio da primeira temporada, The Parting of The Ways, e participaria, ao lado de Piper, de um esquete de 7 minutos da campanha Children of Need e de um especial de Natal de uma hora de duração, The Christmas Invasion, antes de estrear pra valer na segunda temporada.

David TennantA segunda temporada estrearia em 15 de abril de 2006, com mais 13 episódios. Dessa vez, todos eles formavam um arco de história envolvendo a misteriosa organização Torchwood - cujo nome é um anagrama de "Doctor Who" - que estuda tecnologia alienígena e lida com acontecimentos inexplicáveis - mais ou menos como se fosse o Arquivo X de Londres. A segunda temporada traria de volta um outro grupo de vilões clássicos, os Cybermen, além de Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen), acompanhante do terceiro e quarto Doutores, e do cão robô K9 (voz de John Leeson), ambos no terceiro episódio, School Reunion. Mickey e Jackie continuaram como personagens recorrentes, e Rose foi a acompanhante do Doutor até o último episódio, Doomsday.

Junto com a segunda temporada, foi produzida uma série de 13 "Tardisódios", episódios especiais de um minuto cada que serviam como introdução para cada episódio da temporada, e podiam ser baixados por telefones celulares conectados à internet. Um "episódio interativo", Attack of the Graske, também foi disponibilizado na internet pela BBC, e permitia que o telespectador assumisse o papel de acompanhante do Doutor, ajudando-o a impedir mais uma invasão alienígena. Doctor Who Confidential continuaria sendo exibido após cada episódio, assim como uma nova série voltada para o público infantil, Totally Doctor Who, que trazia curiosidades das gravações, entrevistas com o elenco, contava com a participação dos telespectadores através de cartas, e tinha uma competição de perguntas e respostas e um reality show no qual uma criança seria escolhida para ser acompanhante do Doutor por um dia. E, no Natal de 2006, seria exibido mais um episódio especial, The Runaway Bride, no qual uma noiva (Catherine Tate) aparece de repente no Tardis, acusa o Doutor de tê-la sequestrado, e exige que ele a devolva para seu casamento.

O especial de Natal serviria de prelúdio para a terceira temporada, que estrearia em 31 de março de 2007, mais uma vez com 13 episódios. Logo no primeiro, Smith and Jones, o Doutor ganharia uma nova acompanhante, Martha Jones (Freema Agyeman), uma estudante de medicina que se apaixona por ele. Martha só ficaria de acompanhante durante essa temporada, deixando o Doutor em seu último episódio, Last of the Time Lords, após perceber que seu amor jamais seria correspondido. Mais uma vez, toda a temporada é parte de um arco de história, dessa vez tratando do retorno do Mestre (interpretado primeiro por Derek Jacobi e, após regenerar, por John Simm). Jack Harkness também retornaria à série, participando dos três últimos episódios.

Mais uma vez, cada episódio seria acompanhado por um de Doctor Who Confidential e por um de Totally Doctor Who, que deixaria de lado o reality show e introduziria uma história em animação em 12 partes chamada The Infinite Quest e um jogo no qual o objetivo era descobrir qual era a raça alienígena através de uma silhueta. Após a terceira temporada, também seria produzido mais um episódio especial para a campanha Children in Need, com a participação de Peter Davison como o quinto Doutor, e mais um especial de Natal, Voyage of the Damned, no qual a acompanhante do Doutor era a garçonete australiana Astrid Perth, interpretada pela cantora Kylie Minogue, e que serviria de prelúdio para a quarta temporada.

Quarta temporada que estrearia em 5 de abril de 2008 com mais 13 episódios, sendo o primeiro Partners in Crime, que trazia de volta Donna Noble, a noiva de The Runaway Bride, dessa vez como a nova acompanhante do Doutor. Martha faria aparições especiais em cinco dos episódios, e Rose voltaria a aparecer nos três últimos, com o último, Journey's End, também contando com a participação de Mickey, Jackie, Jack Harkness e Sarah Jane Smith, e marcando a saída de Donna. Junto com a quarta temporada, foi produzida uma série de cinco episódios em animação, exibidos exclusivamente pela internet, coletivamente chamados Dreamland, nos quais o Doutor investiga a famosa Área 51 nos Estados Unidos. Doctor Who Confidential continuaria acompanhando cada episódio, mas não Totally Doctor Who, cancelada após sua segunda temporada.

A quarta temporada teria os melhores índices de audiência de toda a série nova. Assim, foi uma grande surpresa quando Davies anunciou que estava deixando o cargo de roteirista-chefe, e que a quarta temporada seria a última de Tennant como o Doutor. O substituto de Davies no cargo seria Steven Moffat, criador da série Coupling e futuro criador de Sherlock, enquanto Tennant seria substituído por Matt Smith, de apenas 26 anos, mais jovem Doutor da história - curiosamente, Moffat havia planejado um Doutor bem mais velho, de meia-idade, mas achou o teste de Smith tão bom que mudou de ideia.

Como junto com Davies sairia toda a equipe, entrando uma equipe totalmente nova com Moffat, ficou decidido que em 2009 não seria produzida uma nova temporada, e sim uma série de episódios especiais, para que a nova equipe fosse se acostumando com a série, e Tennant - eleito pelo público o melhor Doutor de todos os tempos, ganhando inclusive do até então preferido Tom Baker - pudesse se despedir dignamente. Ao todo, cinco especiais foram produzidos: The Next Doctor, o especial de Natal de 2008, trazia de volta os Cybermen, dessa vez na Era Vitoriana, e introduzia Jackson Lake (David Morrissey), um homem que acredita ser ele o Doutor, contando, inclusive, com uma "acompanhante", Rosita Farisi (Velile Tshabalala). Planet of the Dead, primeiro episódio da série filmado em HD, exibido na Páscoa de 2009, colocava como acompanhante do Doutor a ladra Christina de Souza (Michelle Ryan), acidentalmente transportada junto com ele para um planeta deserto. Já em The Waters of Mars, exibido em 15 de novembro de 2009 (especial de Proclamação da República?), o Doutor visita Marte no futuro, onde ajuda a Capitão Adelaide Brooke (Lindsay Duncan), comandante da primeira base terráquea no planeta, a deter um vírus que ameaça toda a sua população. Finalmente, The End of Time seria exibido em duas partes, uma no Natal de 2009 e uma no primeiro dia de 2010, e trazia o Mestre em um plano ambicioso: reescrever o DNA de toda a população do planeta, criando um "planeta de Mestres". The End of Time conta com a participação de Donna, Martha, Rose, Mickey, Jack Harkness, Sarah Jane Smith e de Timothy Dalton no papel do Senhor do Tempo Rassilon, e é nele que o Doutor regenera para sua décima-primeira forma.

Moffat e os novos produtores, Piers Wenger, Beth Willis, Tracie Simpson e Peter Bennett, conceberam a quinta temporada para ser um novo reinício - apesar de ainda ser uma continuação das quatro temporadas da série nova e das 26 da antiga, as referências a eventos passados seriam poucas, visando, principalmente, atrair novos fãs. Com isso em mente, eles aproveitaram para redesenhar completamante o interior do Tardis, bem como fazer algumas modificações em seu exterior, e para mudar novamente o logotipo e a abertura da série. Moffat também considerava Doctor Who uma série para crianças que agradava aos adultos, e não o contrário, por isso decidiu fazer a quinta temporada - a qual ele se referia como Series One - mais fantástica do que qualquer outra, quase como se fosse uma série de fantasia e não de ficção científica - segundo ele, mesma abordagem de Star Wars.

Ao longo de 13 episódios, o primeiro estreando em 3 de abril de 2010, o Doutor e sua acompanhante, Amy Pond (Karen Gillan), jovem escocesa que ele visitou quando criança, prometendo voltar para levá-la em incríveis aventuras quando tivesse idade suficiente, viajam pelo tempo e espaço. Embora os episódios fossem independentes entre si, estavam ligados por um arco de história envolvendo rachaduras no tempo, praticamente imperceptíveis, mas que podiam levar a um grande desastre. Personagens recorrentes da quinta temporada eram Rory Williams (Arthur Darvill), noivo de Amy, que chega a viajar no Tardis com a dupla em seis dos episódios, e River Song (Alex Kingston), uma misteriosa mulher do futuro que volta no tempo para alertar o Doutor sobre as rachaduras. Junto com a quinta temporada, também seriam produzidos o já tradicional episódio especial de Natal e dois episódios de três minutos cada para serem exibidos durante um programa que arrecadaria fundos para o movimento Comic Relief, que os distribui para crianças carentes, principalmente da África. Doctor Who Confidential, mais uma vez, seria exibido após cada episódio.

Matt SmithNo último episódio da quinta temporada, The Big Bang, o Tardis seria atacado por um estranho grupo alienígena autodenominado Silêncio. Investigar quem são eles e o que pretendem seria o arco de história da sexta temporada, que estrearia em 23 de abril de 2011, novamente com o Doutor viajando em companhia de Amy - na primeira vez em que a mesma dupla de Doutor e acompanhante era mantida após o fim de uma temporada da série nova - e agora também de Rory, que, desde The Big Bang, era marido de Amy. River Song também volta a aparecer, com sua verdadeira identidade sendo revelada. Cinco dos episódios da sexta temporada também tiveram mini-episódios de 3 minutos cada, que serviam como prelúdio para suas histórias e eram transmitidos imediatamente após o episódio anterior. No geral, a sexta temporada era mais sombria, e com episódios mais conectados entre si, que a quinta, contando, inclusive, com um episódio, The Doctor's Wife, o quarto, escrito por Neil Gailman. O episódio de Natal de 2011, The Doctor, the Widow and the Wardrobe, era inspirado em As Crônicas de Nárnia, e colocava o Doutor tendo que resgatar duas crianças que usaram um portal para viajarem até um planeta gelado. A sexta seria a última temporada de Doctor Who Confidential, que, contaria, inclusive, com um episódio especial de encerramento.

Tanto a quinta quanto a sexta temporadas tiveram excelentes índices de audiência, o que fez com que a BBC encomendasse uma sétima. Mais uma vez, porém, o canal passava por sérias dificuldades financeiras, o que levou o ínicio da produção a ser adiado. Não podendo levar o primeiro episódio ao ar ainda no primeiro semestre, Moffat optaria por dividir a temporada em duas metades, a primeira estreando em 1o de setembro de 2012, a segunda em 30 de março de 2013, com o episódio especial de Natal no meio - episódio esse, entretanto, que não conta para os da temporada, que mais uma vez teria apenas 13. Antes da estreia da temporada, a BBC disponibilizaria no site de Doctor Who cinco episódios especiais, centrados em Amy e Rory ao invés de no Doutor, chamados Pond Life.

Amy e Rory deixariam a companhia do Doutor no quinto episódio, o último da primeira metade, chamado Tha Angels Take Manhattan. O episódio de Natal, The Snowmen, traria mais uma vez um novo interior para o Tardis, um novo logotipo para a série e uma nova acompanhante, Clara Oswald (Jenna-Louise Coleman), jovem que parece ter o poder de viajar no tempo, e que se junta ao Doutor para a segunda metade. Após uma quinta temporada na qual os episódios foram independentes mas interligados por um arco, e de uma sexta na qual todos faziam parte de um mesmo arco, Moffat optou por fazer uma sétima temporada com episódios verdadeiramente independentes, sem arco de história algum, exceto pelo fato de que os atos praticados em um têm consequências nos demais. Três mini-episódios que serviam como prelúdio dos seguintes foram disponibilizados no site de Doctor Who logo após o fim dos anteriores, e outros três foram disponibilizados exclusivamente para os serviços iTunes, Zune e Amazon Instant Video. Além disso, mais uma vez a campanha Children in Need contaria com um episódio especial, ambientado entre as duas metades da temporada.

A sétima temporada ainda não acabou, com seu último episódio, The Name of the Doctor, estando previsto para ir ao ar no próximo sábado. A popularidade da série, entretanto, já garantiu a luz verde para uma oitava temporada, que só deve estrear em 2014, e para um novo episódio de Natal no fim desse ano. Antes disso, porém, a BBC tem planos para um projeto bastante ambicioso: o primeiro filme de Doctor Who para o cinema, e em 3D.

Dia 23 de novembro desse ano se completam 50 anos desde que An Unearthly Child, primeiro episódio da história de Doctor Who, foi ao ar, e é intenção da BBC que o filme estreie nesse dia, para comemorar. O filme ainda não tem título, e o roteiro ainda não foi divulgado, mas se sabe que a história envolverá os Daleks, os Cybermen e os Zygons, estes últimos alienígenas que não aparecem desde a décima-terceira temporada. Além de Smith como o décimo-primeiro Doutor, o filme contará com o retorno de Tenant no papel do décimo, assim como a volta de Rose Tyler. Os famosos atores britânicos John Hurt e Jemma Redgrave também já foram confirmados no elenco.

Depois do hiato, parece que Doctor Who voltou com mais força que nunca. A mais icônica série de ficção científica do Reino Unido vai se tornando cada vez mais a mais longeva do mundo. O segredo parece ser regenerar não somente o Doutor, mas a própria série, o que faz com que, mesmo após tantos anos no ar, ela ainda tenha um gosto de novidade.

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