É inegável que nosso conceito atual de fantasia medieval se deve a J. R. R. Tolkien. Mesmo tendo outros autores contemporâneos seus, como C. S. Lewis e Robert E. Howard, escrito livros sobre mundos maravilhosos povoados por criaturas fantásticas, foi o estilo de Tolkien, com seus elfos e anões, reis e dragões, magos e anéis do poder, que definiu o gênero, inspirando outros livros, filmes, desenhos, e principalmente o RPG, que apesar de se aventurar por caminhos cada vez mais diversos, ainda é fortemente associado à fantasia medieval.
Muito do universo criado por Tolkien, porém, permaneceu inacabado, incompleto, e durante muito tempo não-publicado. Em 1937, quando O Hobbit, o primeiro livro ambientado neste universo, foi publicado, Tolkien já tinha 45 anos. Perfeccionista, levou mais de dez anos para finalizar sua maior obra, O Senhor dos Anéis, de tanto que o revisou e o reescreveu, sempre insatisfeito com algum detalhe. Desde 1914, Tolkien trabalhava no que chamava de O Livro dos Contos Perdidos, que definiria as origens e traria as principais histórias do passado da Terra-média, o "mundo" onde O Hobbit e O Senhor dos Anéis eram ambientados. Quando Tolkien faleceu, aos 81 anos, em 1973, deixou centenas de textos, alguns manuscritos, outros datilografados. Muitos iriam fazer parte do Livro dos Contos Perdidos em algum momento, outros seriam descartados, alguns outros seriam melhor trabalhados e aproveitados em prováveis livros posteriores. Infelizmente, Tolkien nos deixou sem publicar nenhum deles.
Mas felizmente, um de seus filhos, Christopher, o terceiro de um total de quatro, decidiu que pelo menos alguns destes textos não ficariam perdidos para sempre. Tentando realizar a vontade do pai de que um dia O Livro dos Contos Perdidos fosse publicado, ele reuniu todos os textos que Tolkien havia separado para esta finalidade, juntou mais alguns que poderiam ser incluídos sem danificar a consistência da história, fechou os buracos por conta própria, e assim, em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, veio ao mundo O Silmarillion, meu livro tolkieniano preferido, sobre o qual eu já falei aqui lá nos primórdios do átomo, no post de número 037.
Mesmo tendo sido massacrado pela crítica, que o acusava de ser difícil e sério demais e de só ter sido lançado para agradar aos tolkienmaníacos, O Silmarillion foi um grande sucesso, o que motivou a editora Allen & Ulwin, pela qual os livros de Tolkien eram originalmente lançados, a pedir mais material inédito a Christopher. Sem ter muitos textos que pudessem ser reunidos para formar uma única história, ele optou por ousar: selecionou dentre os textos que não contradissessem os livros já publicados aqueles que considerava mais interessantes, e os reuniu, mesmo inacabados, juntando a eles seus próprios comentários, mas sem se preocupar em acabá-los ou "consertá-los", mudando apenas os nomes de alguns personagens que tinham nomes diferentes em rascunhos. O resultado foi um novo livro de Tolkien, muito curioso mas também muito interessante, lançado em 1980 com o nome de Unfinished Tales of Númenor and Middle-earth. Ou, em português, simplesmente Contos Inacabados.
Assim como O Silmarillion, Contos Inacabados é dividido em partes, no caso, quatro. A primeira traz duas histórias ambientadas na Primeira Era do Mundo, período no qual O Silmarillion também é ambientado; ambos, inclusive, têm como protagonistas personagens que aparecem brevemente em O Silmarillion. O primeiro, De Tuor e sua chegada a Gondolin, conta a história de Tuor, ancestral de Elrond, humano criado pelos elfos, e escolhido pelo Vala Ulmo para enviar uma mensagem a Turgon, rei élfico da cidade de Gondolin, e trazer nova esperança aos elfos e homens em um momento particularmente difícil da História. Este conto acaba justamente quando Tuor chega a Gondolin, mas apesar disso está tão amarradinho que bem poderia ter sido incluído no Silmarillion.
O segundo, Narn i Hîn Húrin, é bem mais comprido, e curiosamente não falta o início nem o final, mas um pedaço do meio, parte do qual também pode ser encontrado no Silmarillion. Desta vez o personagem central é Túrin Turambar, primo de Tuor, criado em Gondolin, mas que, devido a um mal-entendido, se tornou um proscrito, e mais tarde um herói, ao derrotar o dragão Glaurung. Tanta importância na história da Terra-média, porém, não livrou Túrin de um fim trágico.
A segunda parte do livro diz respeito à Segunda Era, período compreendido após O Silmarillion mas antes de O Hobbit, no qual não existem livros de Tolkien publicados, mas muitas referências nos apêndices de O Senhor dos Anéis. Além de um mapa da Ilha de Númenor, esta parte traz informações geográficas sobre o local (Uma Descrição da Ilha de Númenor), uma linha dinástica (A Linhagem de Elros: Os Reis de Númenor) e o único conto conhecido ambientado por lá (Aldarion e Erendis, a Esposa do Marinheiro), que conta a história do primeiro Rei de Númenor a navegar até a Terra-média, e a complicada relação que ele tinha com sua esposa, que amava as florestas e tinha ciúmes do mar. Completa a parte um curioso ensaio (A História de Galadriel e Celeborn, e de Amroth, Rei de Lórien), na verdade não um conto como os outros, mas uma reunião de diversos fragmentos e rascunhos, intercalados por comentários de Christopher, que tentam revelar mais sobre o passado de Galadriel, uma das principais personagens de O Senhor dos Anéis e de seu marido Celeborn. Christopher optou por deixar os textos em sua forma original, portanto muitos deles se contradizem, e outros contradizem O Senhor dos Anéis, de forma que não há uma versão final sobre a história de Galadriel, mas várias tentativas.
A terceira parte do livro traz contos ambientados na Terceira Era, aquela de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Aqui vemos com mais detalhes como foi o ataque à comitiva de Isildur, que resultou em sua morte e na perda do Um Anel (O Desastre dos Campos de Lis); descobrimos como surgiu o reino de Rohan, e de onde veio a amizade que fazia com que Rohan e Gondor sempre se ajudassem em tempos de guerra (Cirion e Eorl e a Amizade entre Gondor e Rohan); vemos o que levou Gandalf à decisão de convencer Bilbo a acompanhar os anões (e vice-versa) em sua missão contra o dragão Smaug (A Busca de Erebor), evento central do livro O Hobbit; ficamos sabendo como Sauron descobriu, através de Gollum, que o Um Anel estava no Condado, e por que ele enviou os Espectros do Anel para buscá-lo (A Caçada ao Anel); e temos uma descrição da batalha onde morreu Théodred, filho do Rei Théoden, além da outra que se seguiu, onde os cavaleiros de Rohan buscavam segurar as tropas de Isengard pelo maior tempo possível (As Batalhas dos Vaus do Isen), em um conto que acaba de repente e é complementado por um apêndice onde Chrsitopher comenta rascunhos deixados por Tolkien. Bem ao estilo de Tolkien, aliás, esta terceira parte também traz uma descrição das medidas lineares numenorianas, como se houvesse um "livro original" que usasse estas medidas, e, ao "traduzi-lo", Tolkien tivesse precisado convertê-las.
Finalmente, na quarta parte temos três textos que, por qualquer motivo, Christopher decidiu não incluir em uma das outras três partes do livro: o primeiro sobre o estranho povo drû (Os Drúedain), também conhecidos como woses, homens-selvagens ou homens-púkel, e que aparecem brevemente em O Retorno do Rei; o segundo sobre as origens dos "magos", como Saruman e Gandalf (Os Istari); e o terceiro sobre os palantíri (Os Palantíri), as famosas "bolas de cristal" que permitiam comunicação à distância, presentes no Senhor dos Anéis, uma em poder de Saruman, uma de Denethor, e uma de Sauron. Completam o livro uma comprida introdução, onde Christopher comenta sobre cada um dos textos selecionados; um glossário com nomes de personagens e locais; e muitas e muitas notas, usadas por Christopher para fazer referências aos outros livros de Tolkien, ou para explicar passagens que não tenham ficado claras o suficiente, já que, afinal de contas, estes contos estão inacabados.
Também como O Silmarillion, Contos Inacabados foi um grande sucesso de vendas, e acabou revelando um fato curioso: mesmo quase dez anos após a morte de Tolkien, seu número de fãs aumentava cada vez mais. Animado com a boa recepção do livro, Christopher decidiu reunir todo o material inédito sobre a Terra-média que seu pai havia deixado, e o resultado foi uma série de doze volumes, conhecidos coletivamente como The History of Middle-earth ("a história da Terra-média"), lançados entre 1983 e 1996, mas infelizmente ainda não no Brasil. Os textos destes volumes são ainda mais "inacabados" que os de Contos Inacabados, muitas vezes revelando versões iniciais de histórias que mudaram tanto antes de Tolkien ficar satisfeito que se tornaram quase irreconhecíveis - em uma dessas versões, por exemplo, a própria Terra-média ficaria localizada em algum "lugar secreto" de nosso próprio mundo, alcançada acidentalmente por um marinheiro inglês durante uma viagem.
Por ser, vamos assumir, uma reunião de rascunhos incompletos e apenas parcialmente revisados, Contos Inacabados pode não ter muito apelo junto a um leitor casual de Tolkien, mas para os fãs é um prato cheio, trazendo novas informações sobre muitos dos personagens, locais e eventos compreendidos ou citados em seus três principais livros. É claro que, se tivessem sido publicados pelo próprio Tolkien, muitos de seus detalhes teriam sido diferentes, mas mesmo "crus" eles ainda trazem muito da personalidade do escritor, e lê-los é justamente ler o que eles se propõem a ser: material inédito do maior escritor de fantasia medieval da história.
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Muito do universo criado por Tolkien, porém, permaneceu inacabado, incompleto, e durante muito tempo não-publicado. Em 1937, quando O Hobbit, o primeiro livro ambientado neste universo, foi publicado, Tolkien já tinha 45 anos. Perfeccionista, levou mais de dez anos para finalizar sua maior obra, O Senhor dos Anéis, de tanto que o revisou e o reescreveu, sempre insatisfeito com algum detalhe. Desde 1914, Tolkien trabalhava no que chamava de O Livro dos Contos Perdidos, que definiria as origens e traria as principais histórias do passado da Terra-média, o "mundo" onde O Hobbit e O Senhor dos Anéis eram ambientados. Quando Tolkien faleceu, aos 81 anos, em 1973, deixou centenas de textos, alguns manuscritos, outros datilografados. Muitos iriam fazer parte do Livro dos Contos Perdidos em algum momento, outros seriam descartados, alguns outros seriam melhor trabalhados e aproveitados em prováveis livros posteriores. Infelizmente, Tolkien nos deixou sem publicar nenhum deles.
Mas felizmente, um de seus filhos, Christopher, o terceiro de um total de quatro, decidiu que pelo menos alguns destes textos não ficariam perdidos para sempre. Tentando realizar a vontade do pai de que um dia O Livro dos Contos Perdidos fosse publicado, ele reuniu todos os textos que Tolkien havia separado para esta finalidade, juntou mais alguns que poderiam ser incluídos sem danificar a consistência da história, fechou os buracos por conta própria, e assim, em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, veio ao mundo O Silmarillion, meu livro tolkieniano preferido, sobre o qual eu já falei aqui lá nos primórdios do átomo, no post de número 037.
Mesmo tendo sido massacrado pela crítica, que o acusava de ser difícil e sério demais e de só ter sido lançado para agradar aos tolkienmaníacos, O Silmarillion foi um grande sucesso, o que motivou a editora Allen & Ulwin, pela qual os livros de Tolkien eram originalmente lançados, a pedir mais material inédito a Christopher. Sem ter muitos textos que pudessem ser reunidos para formar uma única história, ele optou por ousar: selecionou dentre os textos que não contradissessem os livros já publicados aqueles que considerava mais interessantes, e os reuniu, mesmo inacabados, juntando a eles seus próprios comentários, mas sem se preocupar em acabá-los ou "consertá-los", mudando apenas os nomes de alguns personagens que tinham nomes diferentes em rascunhos. O resultado foi um novo livro de Tolkien, muito curioso mas também muito interessante, lançado em 1980 com o nome de Unfinished Tales of Númenor and Middle-earth. Ou, em português, simplesmente Contos Inacabados.
O segundo, Narn i Hîn Húrin, é bem mais comprido, e curiosamente não falta o início nem o final, mas um pedaço do meio, parte do qual também pode ser encontrado no Silmarillion. Desta vez o personagem central é Túrin Turambar, primo de Tuor, criado em Gondolin, mas que, devido a um mal-entendido, se tornou um proscrito, e mais tarde um herói, ao derrotar o dragão Glaurung. Tanta importância na história da Terra-média, porém, não livrou Túrin de um fim trágico.
A segunda parte do livro diz respeito à Segunda Era, período compreendido após O Silmarillion mas antes de O Hobbit, no qual não existem livros de Tolkien publicados, mas muitas referências nos apêndices de O Senhor dos Anéis. Além de um mapa da Ilha de Númenor, esta parte traz informações geográficas sobre o local (Uma Descrição da Ilha de Númenor), uma linha dinástica (A Linhagem de Elros: Os Reis de Númenor) e o único conto conhecido ambientado por lá (Aldarion e Erendis, a Esposa do Marinheiro), que conta a história do primeiro Rei de Númenor a navegar até a Terra-média, e a complicada relação que ele tinha com sua esposa, que amava as florestas e tinha ciúmes do mar. Completa a parte um curioso ensaio (A História de Galadriel e Celeborn, e de Amroth, Rei de Lórien), na verdade não um conto como os outros, mas uma reunião de diversos fragmentos e rascunhos, intercalados por comentários de Christopher, que tentam revelar mais sobre o passado de Galadriel, uma das principais personagens de O Senhor dos Anéis e de seu marido Celeborn. Christopher optou por deixar os textos em sua forma original, portanto muitos deles se contradizem, e outros contradizem O Senhor dos Anéis, de forma que não há uma versão final sobre a história de Galadriel, mas várias tentativas.
A terceira parte do livro traz contos ambientados na Terceira Era, aquela de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Aqui vemos com mais detalhes como foi o ataque à comitiva de Isildur, que resultou em sua morte e na perda do Um Anel (O Desastre dos Campos de Lis); descobrimos como surgiu o reino de Rohan, e de onde veio a amizade que fazia com que Rohan e Gondor sempre se ajudassem em tempos de guerra (Cirion e Eorl e a Amizade entre Gondor e Rohan); vemos o que levou Gandalf à decisão de convencer Bilbo a acompanhar os anões (e vice-versa) em sua missão contra o dragão Smaug (A Busca de Erebor), evento central do livro O Hobbit; ficamos sabendo como Sauron descobriu, através de Gollum, que o Um Anel estava no Condado, e por que ele enviou os Espectros do Anel para buscá-lo (A Caçada ao Anel); e temos uma descrição da batalha onde morreu Théodred, filho do Rei Théoden, além da outra que se seguiu, onde os cavaleiros de Rohan buscavam segurar as tropas de Isengard pelo maior tempo possível (As Batalhas dos Vaus do Isen), em um conto que acaba de repente e é complementado por um apêndice onde Chrsitopher comenta rascunhos deixados por Tolkien. Bem ao estilo de Tolkien, aliás, esta terceira parte também traz uma descrição das medidas lineares numenorianas, como se houvesse um "livro original" que usasse estas medidas, e, ao "traduzi-lo", Tolkien tivesse precisado convertê-las.
Finalmente, na quarta parte temos três textos que, por qualquer motivo, Christopher decidiu não incluir em uma das outras três partes do livro: o primeiro sobre o estranho povo drû (Os Drúedain), também conhecidos como woses, homens-selvagens ou homens-púkel, e que aparecem brevemente em O Retorno do Rei; o segundo sobre as origens dos "magos", como Saruman e Gandalf (Os Istari); e o terceiro sobre os palantíri (Os Palantíri), as famosas "bolas de cristal" que permitiam comunicação à distância, presentes no Senhor dos Anéis, uma em poder de Saruman, uma de Denethor, e uma de Sauron. Completam o livro uma comprida introdução, onde Christopher comenta sobre cada um dos textos selecionados; um glossário com nomes de personagens e locais; e muitas e muitas notas, usadas por Christopher para fazer referências aos outros livros de Tolkien, ou para explicar passagens que não tenham ficado claras o suficiente, já que, afinal de contas, estes contos estão inacabados.
Também como O Silmarillion, Contos Inacabados foi um grande sucesso de vendas, e acabou revelando um fato curioso: mesmo quase dez anos após a morte de Tolkien, seu número de fãs aumentava cada vez mais. Animado com a boa recepção do livro, Christopher decidiu reunir todo o material inédito sobre a Terra-média que seu pai havia deixado, e o resultado foi uma série de doze volumes, conhecidos coletivamente como The History of Middle-earth ("a história da Terra-média"), lançados entre 1983 e 1996, mas infelizmente ainda não no Brasil. Os textos destes volumes são ainda mais "inacabados" que os de Contos Inacabados, muitas vezes revelando versões iniciais de histórias que mudaram tanto antes de Tolkien ficar satisfeito que se tornaram quase irreconhecíveis - em uma dessas versões, por exemplo, a própria Terra-média ficaria localizada em algum "lugar secreto" de nosso próprio mundo, alcançada acidentalmente por um marinheiro inglês durante uma viagem.
Por ser, vamos assumir, uma reunião de rascunhos incompletos e apenas parcialmente revisados, Contos Inacabados pode não ter muito apelo junto a um leitor casual de Tolkien, mas para os fãs é um prato cheio, trazendo novas informações sobre muitos dos personagens, locais e eventos compreendidos ou citados em seus três principais livros. É claro que, se tivessem sido publicados pelo próprio Tolkien, muitos de seus detalhes teriam sido diferentes, mas mesmo "crus" eles ainda trazem muito da personalidade do escritor, e lê-los é justamente ler o que eles se propõem a ser: material inédito do maior escritor de fantasia medieval da história.

Assim como seus antecessores, Boukenger teve seus direitos comprados pela Disney, que os usou para produzir seu Power Rangers Operação Ultraveloz. No Japão, Boukenger foi o primeiro Sentai transmitido no padrão HDTV, a famosa Alta Definição. Ao todo, a série teve 49 episódios e dois filmes, um para o cinema e um lançado direto em DVD. Este segundo é bastante curioso, pois se chama Gougou Sentai Boukenger vs. Super Sentai, e é uma espécie de homenagem aos Sentai do passado: o filme traz um novo e inédito personagem, Aka Red (literalmente, o "vermelho vermelho"), que tem o poder de se transformar em qualquer integrante vermelho de qualquer Sentai, e ajuda Bouken Silver a formar uma equipe composta por membros de diferentes Sentai, que tem por missão salvar os demais Boukengers, aprisionados em outra dimensão pelo demônio Chronos, que também ressucita vilões de vários Sentai do passado para ajudá-lo a dominar o mundo. Aka Red acabou se tornando um personagem bastante popular dentre os fãs (ganhou até carta em Rangers Strike) e talvez apareça em mais filmes no futuro.
Por incrível que pareça, os Geki Rangers também têm um robô, necessário na hora que os monstros do Akugata ficam gigantes após serem destruídos. As partes que formam o robô são projeções astrais das feras que conferem o poder dos Geki Rangers: inicialmente eles conseguem projetar Geki Tiger, Geki Cheetah e Geki Jaguar, que se unem para formar o robô GekiTouja; conforme seu trainamento avança, os Geki Rangers ganham acesso a Geki Elephant, Geki Bat e Geki Shark, que podem se combinar, um de cada vez, a GekiTouja, conferindo-lhe novas habilidades. Após Geki Violet entrar para a equipe, Geki Touja passa a poder se combinar também com Geki Wolf, e quando Rio e Mele lutam junto à equipe ele também pode se combinar simultaneamente a Rin Lion e Rin Chameleon, formando o robô GekiRinTouja. Quando se tornam capazes de assumir a forma Super, os Geki Rangers ainda ganham acesso a novas feras, Geki Gorilla (Red), Geki Penguin (Yellow) e Geki Gazelle (Blue), que se unem para formar o robô GekiFire, que, em caso de necessidade, também pode se combinar a Geki Elephant, Geki Shark ou Geki Bat (mas não a Geki Wolf, Rin Lion ou Rin Chameleon). Finalmente, Geki Chopper tem seu próprio robô, Saidaioh, que é nada menos que uma transformação da projeção de sua fera, Saidai, conseguida através de uma técnica secreta.
Ao todo, sete expansões foram lançadas pela FRPG. As seis primeiras foram lançadas uma por mês, todas em 1998, e se chamam Rage Across Las Vegas Phase 1 até Phase 6 (com 104, 103, 94, 95, 88 e 87 cartas respectivamente); outras três Fases estavam previstas, mas foram todas reunidas em uma única expansão de 230 cartas e lançadas em 1999 com o nome de Equinox. Depois disso a FRPG foi comprada pela Wizards of the Coast, e Rage foi descontinuado de novo.