ATENÇÃO

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Post da Semana

Deuses Americanos!

Semana passada, no átomo:

The King of Dragons!

De volta ao passado

O Senhor dos Anéis!

domingo, 31 de agosto de 2003

Thanos Cardgames



Não que eu seja um jogador inverterado, mas adoro jogar Copas Fora. Tinha até ficado bastante tempo sem jogar, mas de uns tempos pra cá retomei o vício. Como não posso jogar com meus amigos sempre que quero e, vamos combinar, aquele joguinho que vem com o Windows é bem ruinzinho, saí catando na Internet, repositório de todo o entretenimento inútil do planeta, um jogo de Copas Fora "for Windows" que satisfizesse minhas necessidades. Como diria um filme de terror, acabei encontrando algo bem maior...

Na verdade eu achei o site da Thanos Cardgames, um grupo que resolveu produzir versões eletrônicas de jogos de cartas simples, que não tenham apostas, canastras nem nada do tipo. Lá, além do Copas Fora, ainda encontrei outros jogos que eu gosto, como Sueca, Whist, Contrato (King), Bisca (Briscola) e Dane-se (Oh, Hell!). Não tem Euchre, mas tem um chamado Pepper que é bem parecido. Só faltou mesmo o Mau-Mau, mas tudo bem, esse depois eu achei em outro site.

Na Thanos Cardgames também tem uns jogos menos ortodoxos, como Ashush, Basra, Troggu, Mizerka e outros dos quais foi impossível decorar o nome. Apesar de, às vezes, ser um pouco difícil derrotar o computador, todos esses joguinhos são excelentes passatempos para quem não tem a oportunidade de jogar com "oponentes humanos" com freqüência, ou apenas está procurando uns jogos diferentes para Windows.

Se você gosta de baralho, dê uma passadinha por lá. Todos os jogos da Thanos Cardgames requerem DirectX 7 ou superior, e têm por volta de 3Mb. Eles costumam guardar os arquivos em sites como a Tucows e a Simtel, mas na página deles tem todos os links.

quinta-feira, 21 de agosto de 2003

Aniversário da Tori Amos (I)

Amanhã, 22 de agosto, é aniversário de 40 anos da minha "ídala" maior, Tori Amos! Parabéns, Tori! Em uma singela homenagem à data, postarei a letra de minha música preferida, Upside Down. Feliz aniversário, Tori, muitos anos de vida e de música!




Upside Down
Letra e música: Tori Amos

God I love to turn my little blue world upside down
God I love to turn my little blue world upside down
Inside my head the noise
Chatter chatter chatter chatter chatter
You see I'm afraid
I'll always be
Still comin' out of my mother upside down

Don't you love to turn this little blue girl upside down?
I know you love to turn this little blue girl baby upside down
But my heart it says
You've been shatter shatter shatter shatter shattered
And I know you're still a boy
Still comin' out of your mother

But when you gonna stand on your own
I say the world is sick
You say tell me what that makes us darlin'?
You see you always find my faults
Faster than you find your own
You say the world is getting rid of her demons
I say baby, what have you been smokin'?
Well I dreamed I dreamed I dreamed
I loved a black boy
My daddy would scream

Well, don't you love to turn this little blue girl upside down?
Any kind of touch I think is better than none even upside down
But you say I'm tangled up
Got a kitten kitten kitten in my hair
Cincinatti
I like the word
It's the only thing we can't seem to turn upside down

Well, I found the secret to life
I found the secret to life
I'm OK when everything is not OK
Well I found the secret to life
I found the secret to life
I'm OK when everything
Is not OK

Don't we love to turn our little blue world upside down?
Don't we love to turn our little blue world baby upside down?
Inside my head a voice
Chatter chatter chatter chatter chatter
And it says: "Girl you're all the same"
Still comin' out of your mother
Still comin' out of your mother
Upside down

quinta-feira, 14 de agosto de 2003

Mah Jongg (I)

Hoje estamos apresentando mais uma maravilha tecnológica, os posts gêmeos! Apesar de diferentes, os posts de hoje daqui e do BLOGuil têm o mesmo tema! Não é legal?




Hoje falaremos sobre Mah Jongg. O Mah Jongg é um jogo chinês, para duas a quatro pessoas, mas se popularizou em sua versão Windows no estilo "paciência", para ser jogado por uma pessoa só. O objetivo é retirar todas as peças do tabuleiro, aos pares, até que não sobre nenhuma, no menor tempo possível.

O jogo conta com, ao todo, 144 peças, com 42 figuras diferentes. 27 destas peças são agrupadas mais ou menos como os naipes do baralho, numeradas de 1 a 9: as nove letras, as nove moedas e os nove bambus. Outras três peças simbolizam três dragões ancestrais, e outras quatro simbolizam os quatro pontos cardeais. Todas estas peças estão presentes no jogo em dois pares cada, totalizando 136 peças.

As outras oito peças são especiais: as quatro estações do ano e as quatro flores. Destas só existe uma de cada, e elas saem umas com as outras dentro de seu próprio grupo. Ou seja, para tirar um nove de moedas você precisa de outro nove de moedas, mas para tirar o Verão você precisa do Inverno, do Outono ou da Primavera (Nota do Guil: No MahJongGuil, que pode ser encontrado no BLOGuil, as quatro estações são simbolizadas pelo Cão-Toalha, Rupert, Pato e A Mão; e as quatro flores pelo ponto de interrogação da Pesquisa, a casinha do Alerta Barraco, o selo dos Sites Aprovados e o troféu do BLOGuil Awards).

As peças são retiradas da seguinte forma: Primeiro, é lógico, você precisa de um par da mesma peça. Depois, é necessário que ambas estejam "soltas", ou seja, que possam se mover para a direita ou para a esquerda, desde que não tenha nenhuma outra peça em cima delas. Se essas condições forem preenchidas, basta clicar nas duas e zup, elas são removidas do tabuleiro.

As peças costumam ter desenhos chineses tradicionais, e o layout tradicional é o da forma da pirâmide da screenshot acima, mas os jogos para Windows costumam trazer layouts e sets de peças novos, e até permitir que o usuário crie seus próprios sets.

O primeiro jogo de Mah Jongg que eu tive aqui em casa foi o famoso Taipei da Microsoft, que veio grátis em uma caixa de disquetes da Verbatim. Depois eu tive um Mah Jongg 4.0 para DOS, um 5.0 para Windows, um MahJongg97 do mesmo fabricante, e um MoreJongg da Moraffware, que possibilitava combinar dois sets e criar um jogo de 288 peças!

O mais viciado em Mah Jongg aqui em casa é o meu pai. Quando ele instalou WindowsXP no computador dele, me incumbiu da tarefa de encontrar um Mah Jongg que rodasse em XP (para quem não sabe, poucas coisas feitas para outros Windows roda no XP). Foi aí que eu achei o Kyodai.

Além de ser totalmente 3D, o Kyodai ainda traz vários layouts e sets de peças alternativos, musiquinhas bem legais, e joguinhos de bônus, entre eles um no estilo Tetris. Se você gosta de Mah Jongg ou ficou curioso com minha explicação acima, sugiro que vá até o site e baixe o Kyodai o mais rapidamente possível. O único problema é que esse jogo vicia!

O Kyodai tem duas versões, uma completa de 4 Mb e uma "condensada", 2D e sem extras, em 1,44 Mb. Roda em todos os Windows (eu rodo no 98 SE, meu pai no XP, ambos sem problemas), e requer DirectX.

domingo, 10 de agosto de 2003

Bob and George



Eu sempre gostei dos jogos da série Megaman. A possibilidade de escolher a ordem na qual você poderá passar pelas fases, e o fato de que Megaman ganha uma nova arma cada vez que derrota um robô foram os fatores que primeiro me atraíram, e, embora hoje em dia existam jogos com gráficos mais modernos, 3D e o escambau, os jogos do Megaman continuam sendo meus preferidos (seguidos bem de pertinho pelos Tomb Raider, mas isso não vem ao caso agora).

Sendo um dos meus assuntos preferidos, natural que eu procurasse páginas na internet para me antenar com as últimas novidades sobre os jogos do Megaman. A melhor que eu encontrei foi a Megaman Outpost, que além de trazer sempre as últimas notícias, ainda tem seções que falam sobre os jogos e suas músicas, gráficos etc. E lá eu encontrei um link pra uma coisa muito legal: As tirinhas de Bob and George.

Criadas por um sujeito chamado David Anez em abril de 2000, as tirinhas utilizam personagens retirados dos jogos do Megaman (ripped sprites, pra quem está acostumado com o termo). A maioria delas não requer que o leitor conheça os jogos do Megaman, mas algumas são bem mais engraçadas se você souber do que se trata.

O jeito como a coisa começou também é ótimo: A princípio, seria uma tirinha desenhada à mão, com personagens chamados Bob e George. Só que, no dia programado para a primeira tira ir ao ar, ela ainda não estava pronta. Assim, David Anez colocou uma tira na qual um ripped sprite do Megaman se desculpava pela tira não ter estreado. Ele gostou da idéia e, a partir daí, todas as tiras utilizam ripped sprites.

Uma tira é publicada por dia desde abril de 2000 (sim, existem muitas e muitas tiras), a não ser quando David Anez tem algum problema com seu CPU ou sua conexão (o site ficou o mês de julho todo fora do ar por causa de um problema desses). As tiras formam histórias completas, com início, meio e fim, e sempre que uma "saga" chega ao fim, no dia seguinte começa outra. Para mim, as mais engraçadas são as sátiras aos jogos da série do Megaman, como a que está rolando agora, "The Fourth Megaman Game".

Se você gosta de histórias em tirinhas, dê uma passada por lá. Mesmo que você não saiba nada sobre Megaman, ainda vai achar divertido.

PS: Eu reduzi a tirinha para que ela não estragasse o layout, e acabou que mal dá pra ler o diálogo. Mas lá no Bob and George a tira é maior, e dá pra ler direitinho.

domingo, 3 de agosto de 2003

J.R.R. Tolkien



Hoje eu gostaria de falar sobre o homem que praticamente inventou a fantasia medieval: J. R. R. Tolkien.

Tolkien nasceu em 3 de janeiro de 1892, na África do Sul, filho de pais ingleses. Seu pai trabalhava em um banco que tinha acabado de abrir uma filial no local, e fora designado para trabalhar lá. Quando Tolkien tinha 3 anos de idade, seu pai faleceu, e sua mãe decidiu voltar com a família para a Inglaterra. Tolkien sempre gostou de estudar, e desde cedo ganhou diversos prêmios em lingüística e literatura. Grande estudioso das línguas antigas e fã ardoroso de mitologia, se ressentia de que seu país, a Inglaterra (onde se tornou professor de literatura em Oxford), não possuía uma mitologia como a encontrada nas culturas escandinava, alemã, celta e grega. Nos intervalos de suas aulas, pesquisava sobre diversos contos da Inglaterra, como os sobre fadas e dragões, e escrevia "O Livro dos Contos Perdidos", o que começava a descrever todo o seu universo e, mais tarde, serviria de base para o livro "O Silmarillion", uma de suas mais famosas obras.

Toda esta "mitologia inglesa" poderia nunca ter saído da gaveta se não fosse a influência dos filhos de Tolkien. Ele gostava de contar pequenas histórias para os filhos, e estes um dia o pediram para que lhes escrevesse um livro. Ele adorou a idéia e, em 1925, escreveu "O Hobbit", o livro que deu origem a toda a Terra-Média, e criou a fantasia medieval como a conhecemos hoje.

"O Hobbit" foi publicado no ano de 1937. Não foi um sucesso instantâneo, mas os altos números de vendas fizeram com que o dono da editora pedisse a Tolkien uma continuação. Empolgado com a idéia de finalmente poder criar toda uma mitologia, Tolkien acabou por escrever as mais de 1800 páginas de "O Senhor dos Anéis", publicado em 1954, sem dúvida seu mais famoso livro.

Tolkien chamou seu universo de Terra-Média (em inglês, Middle-Earth) pois Middelerd era a antiga palavra utilizada pelos ingleses para designar o mundo dos homens, em oposição ao Céu, ao Inferno, e a outros mundos fantásticos, como Arcadia, o mundo das fadas. As histórias da Terra-Média, ao contrário do que muitos pensam, não acontecem em um outro planeta, mas sim em nosso próprio mundo, em uma era mitológica, exatamente como acontecia na mitologia grega. Além de "juntar" vários seres do folclore inglês, como dragões, fadas, elfos; alguns germânicos e escandinavos, como gigantes e anões; e mais algumas referências claramente medievais, como reis, guerreiros e magos no estilo Merlin, Tolkien também inventou os hobbits, seres nunca antes encontrados em qualquer mitologia, e que, de certa forma, são alter egos do próprio Tolkien, pois seu amor pelas árvores e pela natureza (assim como por cachimbos e por fumar) não diferem em nada do comportamento verdadeiro do próprio Tolkien.

Não contente em criar todo este universo, Tolkien ainda criou os idiomas que considerava necessários para a veracidade de sua história, o mais notável sendo o Quenya, o idioma dos elfos, que possui alfabeto e regras gramaticais, e até mesmo alguns fãs mais fervorosos que resolvem aprendê-lo e ficar conversando em idioma élfico!

Tolkien faleceu em 28 de agosto de 1973, mas sua obra permanece viva até hoje, tendo inspirado inúmeros autores e inúmeras histórias até os dias atuais. Sem falar da influência exercida sobre dois jovens de nome Gary Gygax e Dave Arneson, que na década de 70 inventaram um negócio chamado RPG...

Para quem deseja conhecer melhor a obra de Tolkien, evidentemente recomendo a leitura de "O Hobbit" e de "O Senhor dos Anéis". Muita gente já me falou que é difícil ler estes livros, e em parte eu concordo, pois a narrativa é muito detalhada e descritiva, o que pode tornar as coisas um pouco cansativas para quem não é um ardoroso fã do tema como eu. Mas façam um esforcinho, são histórias de aventura, amizade e auto-conhecimento do tipo que anda em falta hoje em dia, vale a pena.

Para quem estiver procurando por um site legal sobre Tolkien, o melhor que eu conheço é o Valinor, que, além de tudo, é brasileiro!

Sem dúvida, mesmo que você não goste de elfos e anões, mesmo que não tenha saco pra ler um Senhor dos Anéis da vida, devemos reconhecer a importância de Tolkien (e de outros autores deste estilo também, como Robert E. Howard, que inclusive inventou a Era Hiboriana de Conan antes da publicação do Senhor dos Anéis) para a literatura mundial. Além de conseguir seu objetivo de dar uma mitologia para a Inglaterra, Tolkien acabou por criar um estilo amplamente difundido e popular, algo que, se não havia passado pela sua cabeça, certamente o está fazendo muito feliz lá em cima.

Anar kaluva tielyanna!