domingo, 14 de julho de 2013

Basquete e Rugby em Cadeira de Rodas

Quando eu escrevia meus posts sobre esportes, nunca me ocorreu de falar também sobre as versões Paralímpicas desses esportes, aquelas praticadas por atletas com necessidades especiais. Somente quando fui escrever o post sobre tênis de praia, quando tive a ideia de escrever também sobre o tênis em cadeira de rodas (motivado pelo post sobre futebol de cinco e futebol de sete, é verdade) foi que isso me ocorreu. Quando escrevi o post sobre equitação, portanto, fiz questão de escrever também sobre o para-equestrianismo, não somente porque ele também é regulado pela FEI, mas porque, afinal, também é equitação, não importa se praticada por paratletas.

Só que, quando eu tive essa epifania, eu já tinha falado sobre quase todos os esportes que prestam - como eu disse no post 500, essa é uma categoria que já deve estar perto do fim. Ou não. Ter "descoberto" que eu podia falar sobre esportes Paralímpicos me deu a oportunidade de fazer posts só sobre eles, aumentando a vida útil dos posts sobre esportes. E de descobrir que, talvez nada surpreendentemente, informações sobre esportes Paralímpicos são escassas na internet - procure sobre vôlei e você vai encontrar até coisas que não queria saber, procure sobre vôlei paralímpico e boa sorte.

Mesmo assim, compensa ter algum trabalho para falar sobre esportes Paralímpicos, porque eles são interessantíssimos, até mesmo para quem não é fanático por esportes como eu. Assim, vamos hoje a um post sobre dois deles, começando pelo basquete em cadeira de rodas!

Assim como o tênis de praia, o basquete em cadeira de rodas teve duas origens simultâneas que se combinaram mais tarde. Os primeiros jogos, de maneira informal, começaram a ser disputados por soldados norte-americanos que haviam sido feridos na Segunda Guerra Mundial, em meados da década de 1940 no Hospital dos Veteranos da cidade de Atlanta, Georgia, Estados Unidos, usando a quadra, as cadeiras e a bola que já existiam no hospital. Conforme eles recebiam alta, levavam o esporte para suas cidades de origem, onde logo encontravam outros cadeirantes dispostos a jogar.

Paralelamente a isso, no Hospital de Stoke Mandeville, Inglaterra, o neurologista Ludwig Guttmann, considerado o pai das Paralimpíadas, começaria a adaptar vários esportes para que atletas com diversas deficiências pudessem praticá-los. Um dos esportes criados por Guttmann, em 1944, seria o netbol em cadeira de rodas - o netbol é um esporte muito popular no Reino Unido e em suas antigas colônias, parecido com o basquete, mas jogado por equipes de sete jogadores, sem tabela na cesta e com os jogadores ocupando posições fixas na quadra.

Os esforços de Guttmann levariam à criação dos Jogos de Stoke Mandeville, precursores das Paralimpíadas, cuja primeira edição seria disputada em 1948 - Jogos esses que mudaram de nome algumas vezes, mas são disputados até hoje anualmente, exceto em ano de Paralimpíadas. O netbol em cadeira de rodas faria parte do programa já na edição seguinte, em 1949. Em 1952, com a participação de uma equipe da Holanda, ocorreria o primeiro jogo internacional da modalidade, que usaria um conjunto de regras híbridas entre as do netbol em cadeira de rodas inventado por Guttman (só disputado na época no Reino Unido) e o basquete em cadeira de rodas dos veteranos norte-americanos (que começou a ser disputado na Holanda e em outros países da Europa no início da década de 1950). Essa versão seria disputada até 1956, quando o esporte passaria a se chamar oficialmente basquete em cadeira de rodas, deixando as regras do netbol de lado.

Apesar de contar com uma popularidade maior a cada ano que passava, com cada vez mais jogadores aderindo ao esporte, o basquete em cadeira de rodas só se tornaria oficial em 1973, quando o órgão responsável pela organização dos Jogos de Stoke Mandeville, a Federação Internacional de Esportes em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville (ISMWSF na sigla em inglês, hoje felizmente conhecida como IWAS, da sigla em inglês para "esportes internacionais para cadeira de rodas e amputados", sendo os Jogos de Stoke Mandeville conhecidos atualmente como IWAS World Games) criaria uma secretaria especialmente dedicada a codificar as regras do esporte e organizar seus torneios fora dos Jogos de Stoke Mandeville. Até então, não existiam torneios oficiais fora dos Jogos, ocorrendo aquela velha situação de que cada torneio podia usar as regras que bem entendesse; a criação de uma secretaria ao invés da fundação de uma nova federação internacional ocorreu porque, na época, a ISMWSF era considerada o órgão máximo para todos os esportes em cadeiras de rodas, regulando cada um eles através de uma secretaria diferente.

Em 1989, a ISMWSF decidiu renomear todas as suas secretarias, chamando-as de "federações internacionais" dos esportes que regulavam. Assim, a secretaria que regulava o basquete em cadeira de rodas passaria a se chamar IWBF, da sigla em inglês para Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas. A partir de então, começou uma pressão dos jogadores e da FIBA, a Federação Internacional de Basquete, para que a IWBF se tornasse um órgão independente, desvinculado da ISMWSF. Essa independência ocorreria em 1993, quando a IWBF assumiria total responsabilidade por regular, difundir e organizar a prática do basquete em cadeira de rodas. Naquele mesmo ano, a FIBA incluiria a IWBF em seus estatutos, reconhecendo-a como a única entidade reguladora do basquete em cadeira de rodas.

Desde sua origem, o basquete em cadeira de rodas usa praticamente as mesmas regras do basquete, com a quadra, bola, altura da cesta e outros detalhes sendo exatamente os mesmos - o que contribui para a difusão do esporte, já que não são precisos instalações nem equipamentos especiais para praticá-lo. Ao longo dos anos, algumas poucas regras foram modificadas em nome da segurança e para que o jogo ficasse mais de acordo com a movimentação dos cadeirantes - "andar" no basquete em cadeira de rodas, por exemplo, significa girar as rodas da cadeira duas vezes seguidas; toda vez que o atleta toca as rodas, se quiser tocá-las novamente deve quicar ou passar a bola. As cadeiras do basquete em cadeira de rodas também foram sofrendo modificações ao longo dos anos, contando hoje com rodas levemente inclinadas e um dispositivo traseiro que diminuem o contato físico, aumentam a capacidade de manobra e ajudam o atleta a se recolocar na posição normal em caso de queda.

Uma equipe de basquete em cadeira de rodas também conta com 12 jogadores, sendo cinco em quadra e sete reservas. Para que haja equilíbrio entre os times, todos os jogadores são submetidos a uma avaliação funcional, após a qual receberão um nível, que pode ir de 1,0 (maior dificuldade funcional) a 4,5 (menor dificuldade funcional), sendo que a soma dos níveis dos cinco atletas dentro de quadra jamais pode ultrapassar 14. Alguns países, como Canadá, Austrália e Inglaterra, permitem que atletas sem nenhuma deficiência pratiquem o esporte, recebendo nível 5,0, mas a IWBF não permite a participação desses jogadores em torneios internacionais.

O basquete em cadeira de rodas é considerado o esporte paralímpico que mais cresce, com cada dia mais adeptos se filiando a clubes e associações desportivas para praticá-lo. Atualmente, a IWBF já conta com 82 membros, dentre eles o Brasil, e uma longa fila de espera de candidatos, que têm de comprovar a prática do esporte dentro de seu território de acordo com as regras e regulamentos da IWBF antes de serem aceitos como membros plenos.

O principal torneio organizado pela IWBF é o Campeonato Mundial, cuja primeira edição no masculino foi disputada em 1973 e no feminino em 1990 - atualmente, ambas as edições são disputadas a cada quatro anos, sempre nos anos pares em que não há Paralimpíadas. No masculino, os Estados Unidos são os maiores campeões com seis títulos, tendo o Reino Unido, Israel, França, Canadá e Austrália um título cada; no feminino, o maior vencedor é o Canadá com quatro títulos, sendo que os Estados Unidos ganharam as outras duas edições disputadas.

O basquete em cadeira de rodas faz parte do programa das Paralimpíadas desde a primeira edição, em 1960, no masculino, e desde 1968 no feminino. Em 1960 e 1964 foram disputados dois torneios masculinos a cada edição, com os atletas sendo divididos em Classe A e Classe B, mas a partir de 1968 existe apenas um torneio masculino e um feminino. Os maiores vencedores no masculino são os Estados Unidos com sete ouros, seguidos de Canadá com três, Israel e Austrália com dois cada e Holanda e França com um cada. No feminino, Estados Unidos, Canadá e Alemanha possuem três ouros cada, Israel possui dois e a Argentina, um.

O basquete em cadeira de rodas também deu origem ao segundo esporte do qual falaremos hoje: em 1976, Jerry Terwin, Duncan Campbell, Randy Dueck, Paul LeJeune e Chris Sargent, cinco amigos jogadores de basquete em cadeira de rodas de Winnipeg, Manitoba, Canadá, decidiriam criar um novo esporte. Segundo eles, o basquete era o mais popular esporte para cadeirantes, mas suas características, como a necessidade de quicar a bola, afastavam ou relegavam a posições secundárias os jogadores com deficiências motoras mais severas, como os tetraplégicos. Os cinco se inspirariam no hóquei no gelo, mais popular esporte no Canadá, para criar um novo esporte em cadeira de rodas no qual qualquer atleta conseguiria se destacar no ataque ou defesa, independentemente da severidade de sua deficiência. Como esse esporte acabou ficando com muito contato físico, os amigos o batizaram, de forma extremamente inspirada, como murderball (algo como "assassinatobol").

O murderball logo alcançaria uma certa popularidade no Canadá, e começaria a ser demonstrado em eventos também no norte dos Estados Unidos. Em um desses eventos, em 1977, na cidade de Marshall, Minnesota, o jogador de basquete em cadeira de rodas norte-americano Brad Mikkelsen teve a oportunidade de participar de um jogo de exibição, disputado por duas equipes canadenses. Tetraplégico, Mikkelsen também já havia pensado em criar um novo esporte que desse mais chances a atletas como ele, e viu no murderball justamente o que procurava.

Nos anos seguintes, Mikkelsen lutaria pela popularização do esporte nos Estados Unidos, chegando a formar um time com colegas da Universidade de Dakota do Norte, onde estudava. Esse time, os North Dakota Wallbangers, saiu em turnê pelos Estados Unidos, demonstrando o esporte e tentando popularizá-lo. Após anos de esforços, em 1982 Mikkelsen finalmente conseguiria equipes suficientes para disputar o primeiro campeonato norte-americano da modalidade, que contou com seis times e foi vencido pelos Wallbangers. Durante este torneio, Mikkelsen propôs uma mudança de nome para o esporte, pois não gostava de murderball; achando que o esporte tinha características comuns com o rugby, ele sugeriu quad rugby - quad é a forma como os tetraplégicos (quadriplegics em inglês) são carinhosamente chamados nos Estados Unidos, além de ser uma alusão ao fato de que cada time contava com quatro integrantes. O nome rapidamente pegou, e acabou se tornando o oficial nos Estados Unidos após a formação, naquele mesmo ano, da federação nacional da modalidade, a USQRA (United States Quad Rugby Association), presidida por Mikkelsen.

Pouco antes disso, em 1981, o murderball chegaria à Austrália, de forma um tanto inusitada. Na edição daquele ano dos Jogos de Stoke Mandeville o murderball faria parte do programa como esporte de demonstração. Para que isso se concretizasse, porém, um time representando algum outro país precisaria jogar contra o do Canadá. Na ausência de um time dos Estados Unidos, os jogadores canadenses abordaram alguns jogadores de basquete em cadeira de rodas da Austrália, que acharam o jogo bastante interessante e concordaram em disputá-lo. Após serem instruídos brevemente das regras, os australianos entraram em quadra e venceram os canadenses, estupefatos com o resultado. Animados com a performance, os jogadores australianos se dedicaram a espalhar o esporte por sua terra natal, o que foi facilitado pela popularidade do rugby na Austrália e pelas notícias de que, na primeira partida internacional de sua história, os australianos haviam derrotados os inventores do esporte.

Assim como Mikkelsen, porém, os australianos não gostavam do nome murderball, e preferiam que o esporte tivesse um nome que remetesse ao rugby. Após uma série de conversas entre a federação canadense e a recém-criada federação australiana, os canadenses decidiram trocar o nome do esporte para wheelchair rugby ou rugby em cadeira de rodas. Essa mudança ocorreu praticamente simultaneamente à mudança do nome nos Estados Unidos, que preferiram continuar com o nome que eles já haviam inventado; por causa disso, o rugby em cadeira de rodas, até hoje, é conhecido como quad rugby nos Estados Unidos, mas como wheelchair rugby no resto do mundo - fazendo companhia ao soccer, nome pelo qual o futebol só é conhecido lá.

Durante a década de 1980, o rugby em cadeira de rodas se espalharia também pela Europa, se tornando especialmente popular no Reino Unido. Com quatro países já disputando o esporte em alto nível, se tornou possível a realização do primeiro torneio internacional da modalidade, em Toronto, no Canadá, em 1989, com a participação de Canadá, Estados Unidos e Reino Unido - a Austrália teve de desistir de última hora por problemas financeiros. No ano seguinte, o esporte seria demonstrado mais uma vez nos Jogos de Stoke Mandeville - agora já chamados World Wheelchair Games, os Jogos Mundiais em Cadeira de Rodas. A grande popularidade do rugby em cadeira de rodas nesse evento levaria a ISMWSF a reconhecê-lo como um legítimo esporte adequado à prática em cadeira de rodas, criando uma secretaria específica para regulá-lo, a Federação Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas (IWRF na sigla em inglês), presidida por Mikkelsen, mais atuante defensor e divulgador do esporte. A IWRF permaneceria como uma secretaria da ISMWSF até 1o de janeiro de 2010, quando se desligaria dela e se tornaria uma federação internacional totalmente independente, visando regular, difundir e organizar a prática do rugby em cadeira de rodas. Hoje a IWRF conta com 27 membros, incluindo o Brasil, divididos em três zonas (Américas, Europa e Ásia/África/Oceania), para facilitar as competições internacionais.

O rugby em cadeira de rodas é disputado em uma quadra de basquete, com o mesmo tipo de piso (madeira) e mesmas dimensões - 28 metros de comprimento por 15 m de largura - mas com marcações diferentes: além de uma linha dividindo a quadra ao meio no sentido da largura, com um círculo central de 3,6 metros de diâmetro, duas "áreas-chave" ficam localizadas nas extremidades, centralizadas em cada uma das linhas de fundo. Cada área-chave é um retângulo de 8 por 1,75 metro, sendo que um dos lados de 8 m se sobrepõe à linha de fundo. Esse lado é a linha de gol, demarcada por dois cones de 45 cm de altura, tipo aqueles de trânsito.

O objetivo de cada time é cruzar a linha de gol com a bola, o que vale um ponto. Para que o gol seja válido, ambas as rodas da cadeira devem passar completamente a linha de gol enquanto o jogador possui total controle da bola. Para facilitar a vida de quem está tentando marcar o gol, um mesmo time só pode ter no máximo três jogadores dentro de sua própria área-chave de cada vez, e, para facilitar a vida da defesa, um jogador não pode permanecer dentro da área-chave do oponente por mais de dez segundos. Cada jogador que estiver carregando a bola deve obrigatoriamente quicá-la no chão e pegá-la de novo ou passá-la para um companheiro a cada dez segundos. Além disso, cada time tem 12 segundos para passar com a bola de seu campo de defesa para o campo de ataque, e 40 segundos a partir do momento em que ganha a posse de bola para marcar um gol; se qualquer um desses três limites de tempo estourar, a bola passa automaticamente para o outro time no ponto onde estava.

Uma equipe de rugby em cadeira de rodas conta com um total de 12 jogadores. O esporte é misto, e, dentre esses 12, pode haver qualquer número de homens e mulheres. Dos 12 jogadores, apenas quatro podem estar em quadra de cada vez, sendo as substituições ilimitadas e podendo ser efetuadas a qualquer momento no qual a bola não esteja em jogo. Jogadores de rugby em cadeira de rodas usam uma cadeira de rodas especial, que conta com uma espécie de "para-choques" na frente para amenizar o contato entre uma e outra e "para-lamas" na frente das rodas para protegê-las e fazer com que a cadeira seja mais difícil de parar. Proteções também são encontradas no centro das rodas, não somente para evitar danos às mesmas, mas também para evitar que os jogadores se machuquem colocando as mãos acidentalmente entre aquelas varetas de sustentação que existem no centro da roda. Finalmente, há um dispositivo na parte de trás da cadeira para evitar que ela vire ao cair, e facilitar ao jogador retornar à posição original caso isso aconteça.

A bola usada no rugby em cadeira de rodas, totalmente branca para facilitar a visualização, é idêntica a uma bola de vôlei (entre 65 e 67 cm de circunferência, pesando entre 260 e 280 g), mas inflada ao máximo (0,53 kg/cm2 no rugby contra 0,325 kg/cm2 no vôlei), para facilitar que ela quique, e com a superfície feita de um material especial que facilita a pegada, evitando que a bola escape acidentalmente das mãos do jogador. Também é permitido aos jogadores usar luvas ou adesivos especiais nas mãos para facilitar o contato com a bola, assim como cintos de segurança e outros equipamentos que evitem que eles caiam da cadeira.

Assim como no basquete em cadeira de rodas, no rugby os jogadores são avaliados e recebem um nível de acordo com sua funcionalidade, entre 0,5 (maior dificuldade) e 3,5 (menor dificuldade), sendo que a soma dos níveis de todos os jogadores em quadra não pode ser maior que 8. Pelas regras do esporte, é necessário que um atleta possua uma deficiência neurológica que afete pelo menos três membros ou uma deficiência que não seja neurológica que afete todos os quatro para poder competir, além de passar por uma avaliação que mede a força e amplitude de movimentos nos braços e tronco. A maior parte dos jogadores de rugby em cadeira de rodas é de paraplégicos, tetraplégicos, amputados, paralisados cerebrais e portadores de distrofia muscular, poliomielite e polirradiculoneurite aguda. Não é permitido a atletas sem deficiência competir.

O contato físico não só é permitido como estimulado, mas com limites - não é permitido, por exemplo, contato físico direto entre dois jogadores, como agarrões, ou contatos que possam colocar a integridade física dos jogadores em risco, como bater na cadeira por trás. Nesses casos, são marcadas faltas, que podem ser ofensivas - praticadas por um jogador do time que tinha a posse de bola - ou defensivas - praticadas por um jogador do time que não tinha a posse de bola. Faltas ofensivas são punidas com a perda da posse de bola, que passa para o time oponente no ponto onde a falta foi cometida; faltas defensivas são punidas com a exclusão do jogador faltoso da partida durante um minuto. Uma partida conta com dois árbitros de igual autoridade e cinco auxiliares, um para cuidar das substituições, um para o placar, um para o relógio, um para o cronômetro de 40 segundos e um para o cronômetro de um minuto dos jogadores faltosos.

Uma partida dura quatro tempos de oito minutos cada, com um intervalo de dois minutos entre o primeiro e o segundo e entre o terceiro e o quarto, e um de cinco minutos entre o segundo e o terceiro. O relógio para toda vez que um time faz gol, uma falta é marcada e quando a bola sai da quadra, reiniciando quando ela for posta novamente em jogo. A critério do árbitro, o relógio também pode ser parado para corrigir um problema com equipamento, ajudar um jogador a se reposicionar na cadeira, ou em outras situações em que ele julgue necessário. Cada time tem direito a pedir seis tempos por jogo, sendo que quatro deles duram trinta segundos cada e os outros dois duram um minuto cada, cabendo ao técnico escolher quando vai utilizar cada um. Caso o jogo não possa terminar empatado, são jogadas sucessivas prorrogações de três minutos cada, com intervalos de dois minutos entre elas, até que haja um vencedor.

O rugby em cadeira de rodas foi esporte de demonstração nas Paralimpíadas de 1996, entrando oficialmente para o programa na edição seguinte, em 2000. Nessas cinco participações, os Estados Unidos ganharam três ouros (1996, 2000 e 2008) e dois bronzes (2004 e 2012), a Nova Zelândia um ouro (2004) e dois bronzes (!996 e 2000) e a Austrália um ouro (2012) e duas pratas (2000 e 2008). Além desses países, somenta o Canadá, com três pratas (1996, 2004 e 2012) e um bronze (2008) subiu ao pódio.

Depois das Paralimpíadas, o torneio mais importante da modalidade é o Campeonato Mundial, realizado pela primeira vez em 1995 e a cada quatro anos desde 1998. Os Estados Unidos possuem quatro dos cinco títulos, tendo ficado o outro (de 2002) com o Canadá. O Brasil nunca participou das Paralimpíadas ou do Mundial, mas possui um bronze no Zonal Americano de 2011 - os Zonais são disputados a cada dois anos, sendo o Europeu desde 1997, o da África/Ásia/Oceania desde 2001 e o Americano desde 2009.

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