segunda-feira, 27 de maio de 2013

Barsoom (II)

Hoje daremos conclusão à série de livros escrita por Edgar Rice Burroughs ambientada em Marte, ou Barsoom, como dizem os marcianos. Até onde eu saiba, nenhum dos que veremos hoje já foi lançado no Brasil, então eu vou me referir a eles por seus títulos originais.

Em abril de 1914, Burroughs decidiria escrever mais uma história ambientada em Barsoom, mas, dessa vez, experimentando algumas novidades para ver qual seria o resultado. Para começar, as três histórias anteriores eram narradas em primeira pessoa, pois, de acordo com a introdução, eram o relato do próprio John Carter, deixadas em forma escrita para que Burroughs as publicasse. Dessa vez, Burroughs decidiria escrever em terceira pessoa, com um narrador onisciente apresentando a história ao público. Em segundo lugar, Burroughs decidiria não usar Carter como protagonista, pois, sendo Marte um planeta de guerreiros, era perfeitamente possível que um de seus nativos vivesse uma aventura tão fantástica quanto às do terráqueo teletransportado.

Enquanto escrevia, porém, Burroughs chegou à conclusão de que seria melhor se, por enquanto, os personagens já conhecidos do público fossem mantidos, para que não houvesse um choque muito grande. Assim, ele chamaria a história de Carthoris, colocando o filho de John Carter e Dejah Thoris como protagonista, e a bela Thuvia de Ptarth como sua donzela em perigo aguardando salvamento.

Antes de concluir a história, Burroughs receberia uma carta de Robert H. Davis, que substituiu Thomas Metcalfe como editor da revista The All-Story. Antes de assumir o cargo, Davis não estava familiarizado com a obra de Burroughs, e, após ler suas outras histórias, incluindo as de Tarzan, decidiria escrever sugerindo temas que o autor poderia utilizar caso estivesse pensando em escrever uma nova história para a revista. Após finalizar Carthoris, Burroughs viajaria a Nova Iorque e entregaria a história à revista, descrevendo-a como mais uma das histórias marcianas que pareciam ter agradado ao editor.

Gostando da nova história, Davis apenas sugeriria a mudança de título, de Carthoris para Thuvia, Maid of Mars ("Thuvia, a dama de Marte"). A história seria publicada originalmente em três partes semanais em abril de 1916 - sob o comando de Davis, a The All-Story se mesclaria com outra revista do mesmo grupo, a Cavalier, e passaria a ser semanal, se chamando All-Story Cavalier Weekly - e, em outubro de 1920, seria publicada completa, como livro, pela editora A.C. McClurg.

Em Thuvia, Maid of Mars, Carthoris e Thuvia estão apaixonados, mas seu amor é impossível, já que ela, antes de ser capturada pelos Therns, havia sido prometida por seu pai a Kulan Tith, governante da cidade de Kaol. Enquanto o casal lamenta sua falta de sorte, Thuvia é sequestrada, e Carthoris decide partir para salvá-la, mesmo sabendo que, se retornar, ela se casará com outro.

Carthoris consegue resgatar Thuvia, mas ambos se veem presos na misteriosa terra de Lothar, cujos habitantes, descendentes dos Therns, possuem um poder mental tão forte que são capazes de criar arqueiros ilusórios para se defenderem dos ataques dos marcianos verdes da região. Os lotharianos, evidentemente, não planejam deixar seus "hóspedes" fugirem, com medo de que seu segredo seja revelado, mas todo Barsoom está em perigo, pois, acreditando que Carthoris sequestrou Thuvia para impedir seu casamento, Kulan Tith declara guerra a Helium.

Burroughs passaria sete anos sem escrever uma nova história de Barsoom; somente após Thuvia, Maid of Mars ser publicada na forma de livro ele decidiria se aventurar mais uma vez no planeta vermelho. Nesse retorno, ele seria extremamente perfeccionista, focando nos detalhes das tradições, arquitetura, animais, equipamentos e geografia marciana. Burroughs criaria, inclusive, um jogo marciano semelhante ao xadrez, chamado jetan, praticado pelos personagens na história. O jetan se tornaria tão popular entre os fãs que Burroughs seria motivado a criar suas "regras oficiais", publicadas como apêndice quando a história foi lançada no formato de livro.

Com o título The Chessmen of Mars ("os enxadristas de Marte"), a história seria publicada na Argosy All-Story Weekly - resultado de uma nova fusão, ocorrida em 1920, entre as revistas The Argosy e All-Story Cavalier Weekly - em seis partes, em fevereiro e março de 1922, e no formato livro pela A.C. McClurg em novembro do mesmo ano. Mais uma vez, a história seria um relato de John Carter, que a teria entregue em forma escrita a Burroughs, mas dessa vez narrada em terceira pessoa, pois o protagonista não é Carter, e sim sua filha, Tara de Helium, irmã mais nova de Carthoris.

A aventura começa quando a nave na qual Tara viaja é pega de surpresa por uma tempestade e desviada de seu curso, fazendo com que a moça se torne prisioneira da raça dos kaldanes. Raça reclusa cujo objetivo é se tornar pura mente, abandonando para sempre uma existência corpórea, os kaldanes evoluíram até se tornarem uma espécie de cabeça com pernas de caranguejo, de imensa inteligência e poder mental. Para poderem continuar interagindo com o mundo, os kaldanes tiveram de criar a raça dos rykors, que se assemelham a marcianos vermelhos sem cabeça; se colocando no local da cabeça, os kaldanes podem usar o corpo dos rykors como se fossem o seu, mas de forma um tanto desajeitada, já que sua integração entre mente e corpo é imperfeita.

Quem parte para salvar Tara é Gahan, príncipe da cidade de Gathol, principal pretendente à sua mão, mas cujo amor não é correspondido pela filha de Carter. Ao não ser reconhecido por ela na cidade dos kaldanes, ele se apresenta como o guerreiro Turan, e ajuda a moça e o kaldane Ghek, com quem o casal faz amizade, a fugir. Durante a fuga, porém, eles acabam aprisionados mais uma vez, dessa vez na cidade de Manator, cujos habitantes, marcianos vermelhos, são altamente desconfiados de forasteiros e avessos a qualquer tipo de tecnologia. E a única forma de escapar parece ser através de uma mortal partida de jetan.

Burroughs acreditava que o homem devia se preocupar em desenvolver tanto o corpo quanto a mente, e que se preocupar apenas com a inteligência, se descuidando do físico, era tão prejudicial quanto o contrário. Embora em Thuvia, Maid of Mars ele já tivesse ensaiado uma crítica ao culto excessivo da mente sobre o corpo com os lotharianos, essa crítica é muito mais contundente com os kaldanes de The Chessmen of Mars, para os quais praticamente não adianta ter uma inteligência fora do comum, já que são obrigados a viver isoladamente e dependendo dos rykors.

Após The Chessmen of Mars, Burroughs passaria mais um bom tempo sem escrever uma história ambientada em Barsoom, até que, em 1925, decidiria retornar ao planeta, mais uma vez com uma novidade: pela primeira vez desde que iniciou a série, Burroughs escreveria uma história de Barsoom estrelada por alguém que não fosse da família Carter. Talvez para justificar que Carter não foi o único em toda a história a descobrir acidentalmente uma forma de viajar para Marte, ele decidiu colocar outro terráqueo, Ulysses Paxton, na mesma situação.

Paxton, assim como Carter, é um Capitão do exército dos Estados Unidos, mas que lutou na Primeira Guerra Mundial, e não na Guerra de Secessão. Durante um ataque, Paxton perde suas pernas na Terra, mas se vê teletransportado para Marte, onde possui os membros normalmente. Lá, ele encontra o cientista Ras Thavas, que o educa nos costumes de Barsoom e decide torná-lo seu assistente. Thavas desenvolveu uma técnica com a qual pode remover um cérebro de um corpo idoso e transplantá-lo para um corpo jovem, garantindo a marcianos endinheirados praticamente a vida e a juventude eternas.

Já em idade avançada, Thavas planeja submeter a si mesmo à operação, mas não confia em nenhum marciano para fazê-lo, decidindo treinar Paxton para tal. Paxton, porém, se apaixona pela bela Valla Dia, cujo corpo foi comprado por Xaxa, imperatriz da cidade de Phundahl, com quem seu cérebro é trocado. Após aprender como efetuar a operação, Paxton chantageia Thavas, dizendo que só a fará no cientista se o cérebro de Valla Dia retornar para seu corpo, para que eles possam se casar. O cientista consente, e se inicia uma busca pelo corpo de Xaxa, que contém o cérebro da moça. Toda a história é narrada em primeira pessoa por Paxton, que, grande fã das histórias de Barsoom escritas por Burroughs, registrou suas aventuras e as enviou ao escritor após retornar.

Burroughs teve muita dificuldade para encontrar um título para essa história, chamando-a, após várias tentativas, de A Weird Adventure on Mars ("uma aventura esquisita em Marte"). Assim como em The Chessmen of Mars ele fazia uma crítica ao desenvolvimento da mente em separado ao do corpo, nessa nova história ele fazia uma crítica veemente ao mau uso da religião, com inclusive uma descrição satírica de um grupo de fanáticos religiosos. Por causa disso, a Argosy All-Story Weekly considerou a história polêmica e não quis comprá-la. Burroughs, então, a ofereceu à revista Blue Book, que já havia publicado várias de suas histórias de Tarzan e Caspak, mas que também a rejeitou. A história acabaria sendo a primeira de Burroughs a ser publicada na Amazing Stories, de julho de 1927, que lhe pagaria praticamente um terço do que ele estava acostumado a receber de outras publicações. A história também seria a primeira de Barsoom a ser publicada originalmente completa, e não em partes, e seu título definitivo, The Master Mind of Mars ("o mentor de Marte"), seria criado por Hugo Gernsback, editor da revista. The Master Mind of Mars também seria publicado como livro pela A.C. McClurg, em março de 1928.

A história seguinte da série seria escrita em 1929. A Fighting Man of Mars ("um lutador de Marte") é mais um relato "enviado por Paxton para Burroughs", mas, assim como The Chessmen of Mars, é narrado em terceira pessoa, já que o protagonista não é o próprio Paxton, e sim o guerreiro marciano vermelho Tan Hadron da cidade de Hastor. Apenas um soldado raso, Hadron se apaixona pela nobre Sanoma Tora, que o rejeita. Como de costume, porém, Sanoma é sequestrada, e Hadron decide partir para salvá-la, enfrentando as mais temíveis feras de Barsoom, incluindo os canibais de U-Gor. Durante sua jornada, Hadron acaba reunindo um grupo de outros lutadores que o acompanha, que incluem o guerreiro Nur An, da cidade de Jahar; a escrava Phao; e a bela, forte e decidida Tavia, por quem, aos poucos, Hadron vai se apaixonando e esquecendo Sanoma.

A Fighting Man of Mars seria publicada em seis partes na revista Blue Book, entre abril e setembro de 1930. Em maio do ano seguinte, se tornaria a primeira história de Barsoom a não ser publicada em formato livro pela A.C. McClurg, saindo pela Metropolitan Books, com quem a Blue Book conseguiu um vantajoso acordo para publicar esta e mais duas histórias de Tarzan e uma de Pellucidar que também haviam aparecido originalmente em suas páginas. Esses seriam os quatro únicos livros de Burroughs publicados pela Metropolitan, e os únicos publicados enquanto ele era vivo que não o foram nem pela A.C. McClurg nem por sua própria editora, a ERB, que assumiria as publicações a partir do seguinte.

Por sugestão da Blue Book, Burroughs voltaria a usar Carter como narrador e protagonista da história seguinte, Swords of Mars ("espadas de Marte"), algo que ele não fazia desde a conclusão da trilogia original. Nessa nova história, escrita em 1934, Carter reúne um grupo de guerreiros leais para investigar a Guilda dos Assassinos, liderada pelo misterioso Ur Jan, que ameaça a estabilidade de Helium. Enquanto investiga a sede da Guilda em Zodanga, Carter se vê envolvido em uma disputa entre dois cientistas, Fal Sivas e Gar Nal, que planejam criar uma nave espacial controlada por um cérebro sintético. Eventualmente, Gar Nal se une a Ur Jan, e ambos decidem usar a nave para sequestrar Dejah Thoris e levá-la até Fobos, uma das luas de Marte, na primeira vez em que uma história de Barsoom é ambientada fora de Barsoom.

Carter se une a Fal Sivas e, com seus aliados, segue os vilões. Ambos os grupos são, então, capturados pelos tarids, habitantes de Fobos (chamada pelos barsoomianos de Thuria, e pelos tarids de Ladan) de pele branca e cabelos azuis, que usam seus vastos poderes mentais para se manterem escondidos dos habitantes de Barsoom. A única forma de escapar será os dois grupos deixarem suas diferenças de lado e trabalharem juntos, contando ainda com a ajuda do misterioso Umka, um homem-gato de apenas um olho e duas bocas. Swords of Mars seria publicado pela Blue Book em seis partes, entre novembro de 1934 e abril de 1935, e em formato livro pela ERB em fevereiro de 1936.

Para a história seguinte, Synthetic Men of Mars ("homens sintéticos de Marte"), Burroughs faria uma grande salada com seus personagens: a história teria sido enviada a ele por Ulysses Paxton, mas escrita pelo marciano Vor Daj, membro da guarda de John Carter. Daj narra, em primeira pessoa - na primeira vez em que Carter é descrito na terceira pessoa - uma ocasião na qual Dejah Thoris sofreu um acidente, e Carter o teria selecionado para acompanhá-lo na busca por Ras Thavas, único que seria capaz de curá-la. No caminho para a cidade de Duhor, Carter e Daj são atacados por estranhos homens deformados montados em pássaros, que aparentemente não podem ser mnortos nem por decapitação, e feitos prisioneiros. Enquanto são levados, os heróis descobrem que os estranhos homens, chamados hormads, são clones criados por Thavas, que planeja fazer deles um exército para controlar toda Barsoom. Evidentemente, eles decidem frustrar os planos do vilão.

Em Synthetic Men of Mars, Burroughs usou temas como clonagem e engenharia genética anos antes de eles se tornarem comuns na ficção científica, além de fazer uma crítica aos avanços desmedidos da ciência. Mais uma vez, isso criou problemas na hora da publicação - apesar de já ser um autor consagrado com mais de 20 anos de carreira, Burroughs teve sua história rejeitada pela Blue Book, e teve de retornar à Argosy All-Story Weekly, que pagou uma mixaria por ela, publicando-a em seis partes semanais em janeiro e fevereiro de 1939. A versão livro sairia em março de 1940 pela ERB.

A Argosy All-Story Weekly foi a terceira opção de Burroughs para publicar Synthetic Men of Mars, depois de oferecê-la à Blue Book e à Liberty, que jamais publicou uma história sua. Talvez a Amazing Stories tenha ficado sentida por Burroughs tê-la esquecido, já que, ainda em 1940, seu editor, Hugo Gernsback, entraria em contato com Burroughs convidando-o para escrever para a revista. Burroughs, então, escreveria não uma, mas quatro histórias curtas, que seriam publicadas pela Amazing Stories ao longo de 1941.

Na primeira delas, The City of Mummies ("a cidade das múmias"), publicada em março, John Carter está em peregrinação quando chega à cidade deserta de Horz, onde salva um homem branco, Pan Dan Chee, de um ataque dos marcianos verdes. Para azar de Carter, esse homem faz parte da raça dos Orovar, que vive escondida nessa cidade há séculos, e, para manterem seu segredo, eles têm de matar Carter. Carter e Pan são levados para uma prisão, da qual, evidentemente, conseguem escapar, encontrando, no caminho, estranhas múmias que parecem ter vida própria e fizeram uma outra prisioneira: Llana de Gathol, neta de Carter, filha de Tara com Gahan. O trio consegue derrotar as múmias e fugir.

A segunda história, Black Pirates of Barsoom ("piratas negros de Barsoom"), publicada em junho, serve como continuação. Após trinta dias de viagem, o trio chega a um vale no qual são capturados por marcianos negros. Pan e Llana são vendidos como escravos, e Carter é obrigado a lutar como gladiador. Com a ajuda de um escravo vermelho, Jad-Han, Carter consegue fugir e resgatar sua neta e seu amigo. A história continua em Yellow Men of Mars ("homens amarelos de Marte"), publicada em agosto. O grupo finalmente consegue chegar à cidade de Gathol, mas descobre que ela foi atacada e dominada por um exército de marcianos amarelos liderado pelo cruel Hin Abtol, um pretendente rejeitado de Llana. O grupo é atacado e mais uma vez separado, mas Carter acaba sendo levado pela resistência, que o reconhece como sendo o pai de Tara. Carter e a resistência, então, passam a buscar uma forma de derrotar Hin Abtol e libertar a cidade, o que envolverá uma nova viagem ao pólo norte, para onde Llana foi levada pelo vilão. A história se conclui com Invisible Men of Mars ("homens invisíveis de Marte"), publicada em outubro. Fugindo do pólo norte para avisar Helium da invasão de Gathol, Carter e Llana param para colher provisões em uma floresta, e são capturados pelos homens invisíveis da cidade de Invak. Ambos devem, então, escapar e chegar a Helium antes que seja tarde demais.

Essas quatro histórias permaneceriam anos sem serem lançadas como livro; somente em 1948 elas seriam reunidas pela ERB e lançadas em um único volume, como se cada uma fosse um capítulo, com o nome de Llana of Gathol (The City of Mummies e Yellow Men of Mars, aliás, seriam renomeadas para The Ancient Dead, "os mortos ancestrais", e Escape on Mars, "fuga em Marte", respectivamente). Llana of Gathol seria o último livro de Burroughs lançado enquanto o escritor era vivo, mas Barsoom ainda teria mais uma história antes de sua morte.

Enquanto escrevia as quatro histórias de Llana of Gathol, Burroughs decidiu iniciar uma nova série ao mesmo estilo, na qual Carter seria capturado pelos habitantes de Júpiter (conhecido pelos marcianos como Sasoom, mas por seus habitantes como Eurobus; caso alguém esteja curioso, a Terra é Jasoom para os marcianos), chamados morgors, que se assemelham a esqueletos. Os morgors planejam invadir e conquistar Barsoom, e contam com a ajuda de um marciano vermelho, Multis Par, antigo governante da cidade de Zor, invadida e conquistada por Helium, que quer vingança. Carter se alia a outros três prisioneiros, o marciano vermelho U-Dan, o morgor Vorion e Zan Dar, membro de uma raça de humanos de pele azul chamada savators que os morgors usam como escravos, e deve escapar de Júpiter para alertar Barsoom sobre a invasão.

Essa história seria chamada de The Skeleton Men of Jupiter, e seria comprada pela Amazing Stories, que não a publicaria imediatamente, só o fazendo em fevereiro de 1943. O atraso na publicação fez com que Burroughs também não se interessasse em escrever sua segunda parte imediatamente, preferindo se concentrar em dois novos livros de Tarzan e um de Pellucidar, além de um romance histórico chamado I Am a Barbarian. Em seguida, ele começaria a ter diversos problemas de saúde que fariam com que parasse de escrever, o que faria com que The Skeleton Men of Jupiter jamais tivesse uma conclusão.

Em 1964, a editora Canaveral Press decidiria lançar The Skeleton Men of Jupiter, única das histórias de Barsoom a não ter sido lançada como livro. Como a história era curta e incompleta, a editora decidiria uni-la a outra história, John Carter and the Giant of Mars, e lançar um livro chamado John Carter of Mars. John Carter and the Giant of Mars ("John Carter e o gigante de Marte") foi escrita pelo filho mais novo de Burroughs, John, originalmente como um livro infantil, publicado pela editora Whitman em 1940. Nela, Dejah Thoris é capturada por um hormad que deseja vingança, e que criou, com engenharia genética, um gigante chamado Joog para derrotar Carter.

John Carter of Mars foi o último livro de Barsoom, e é também o mais controverso, principalmente pela qualidade de John Carter and the Giant of Mars. Alguns críticos, porém, veem no livro pelo menos um mérito: o de se poder comparar, na mesma publicação, uma história verdadeira de Burroughs com uma inspirada por ele.

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