segunda-feira, 5 de março de 2012

Clássicos Disney (VII)

Mais três Clássicos Disney chegando!

A Espada era a Lei
The Sword in the Stone
1963


Em 1938, o escritor inglês T.H. White lançaria o livro The Sword in the Stone ("a espada na pedra"), no qual romancearia a infância do Rei Arthur, culminando com o famoso ato de puxar a espada Excalibur, encravada em uma pedra da qual só poderia ser retirada pelo verdadeiro Rei da Inglaterra. Um ano depois, o roteirista Bill Peet, de 101 Dálmatas, leria o livro, e, acreditando que daria um bom desenho, o apresentou a Walt Disney. Disney leu o livro e gostou, negociou com White a compra dos direitos, mas, como já tinha outros projetos em mente, acabaria esquecendo dele.

Em 1958, entretanto, o livro seria republicado, como a primeira parte da tetralogia The Once and Future King. A republicação gerou uma nova onda de interesse pela história, que seria adaptada para um musical da Broadway chamado Camelot, que, por sua vez, teria seus direitos comprados pela Warner Bros, que o transformaria em um filme, lançado em 1967. Em 1961, Disney assistiria ao musical da Broadway, e, já tendo os direitos para fazer um desenho em longa metragem, decidiu aproveitar o momento e dar a luz verde para o projeto.

Peet ficaria responsável pelo roteiro, enquanto a direção ficaria a cargo de Wolfgang Reitherman, que já havia sido co-diretor em 101 Dálmatas e A Bela Adormecida e animador em todos os Clássicos anteriores. Mais uma vez, para cortar custos, seria usada a técnica de copiar os desenhos para as células usando xerox. Também para poupar gastos, foi utilizada pela primeira vez uma técnica que ficaria conhecida como "animação reciclada", na qual os animadores pintavam novos personagens por cima dos de uma célula usada em um desenho anterior, economizando a etapa de desenhá-los a lápis - a cena na qual Sir Ector e Kay lutam contra apetrechos animados na cozinha, por exemplo, foi reciclada da cena de luta de Jasper e Horácio contra Pongo e Prenda em 101 Dálmatas. Assim como seu antecessor, A Espada era a Lei, originalmente, seria produzido em fullscreen, mas os cinemas que assim desejassem receberam autorização para formatá-lo e exibi-lo em widescreen - cortando um pouco da imagem das partes superior e inferior.

O personagem central do filme é Wart, um jovem órfão que vive com seu pai adotivo, o cavaleiro Sir Ector, em um castelo meio caindo aos pedaços. O filho de Sir Ector, Kay, está sendo treinado para se tornar ele também um cavaleiro, embora não leve jeito nenhum para a coisa. Como todo cavaleiro precisa de um escudeiro, o pequeno e franzino Wart é escolhido para esse papel, embora também seja muito atrapalhado e não muito bom no que faz.

Um dia, enquanto acompanha Kay em uma caçada pela floresta, Wart conhece Merlin, o mais poderoso mago do mundo. Merlin decide se tornar tutor de Wart, ensinando-o várias coisas sobre o mundo, sempre usando sua magia. Juntos, o menino, o velho mago e sua coruja Arquimedes viverão muitas aventuras, se transformarão em muitos bichos, e até travarão uma luta contra a cruel feiticeira Madame Mim, até Wart encontrar a famosa espada encravada na pedra, o que revelará que ele é, na verdade, o Rei Arthur.

Disney escolheria Sebastian Cabot para a voz do narrador e de Sir Ector, seu primeiro papel em desenhos Disney de muitos vindouros. O mago Merlin, que os animadores fizeram inspirado no próprio Walt Disney, dando-lhe seus tiques e maneirismos, ficaria a cargo de Karl Swenson. Arquimedes, a coruja do mago, teria a voz de Junius Matthews, que se tornaria famoso como a voz do Coelho nos desenhos do Ursinho Pooh. Kay teria a voz de Norman Alden, e a vilã Madame Mim teria a voz de Martha Wentwort, a governanta da casa dos 101 Dálmatas.

A voz mais problemática acabaria sendo a de Wart. Inicialmente, o escalado para dublá-lo foi Rickie Sorensen, que já havia trabalhado em filmes Disney para a TV. Rickie, entretanto, estava entrando na puberdade durante a produção, e sua voz mudou. Para que Wart continuasse com voz de criança, o direitor decidiu substituí-lo por seus filhos, Richard e Robert Reitherman, cada um dublando algumas cenas, para que a dublagem não se estendesse muito após a conclusão da animação. Também para poupar tempo, Reitherman decidiria não redublar as falas já dubladas por Rickie, e o resultado foi que, ao longo do filme, Wart fala com três vozes diferentes - as dos irmãos são até parecidas, mas a de Rickie é facilmente perceptível.

A Espada era a Lei é, de certa forma assim como Alice no País das Maravilhas, uma sucessão de esquetes, ao invés de uma única história com desenvolvimento linear. Isso dividiu a crítica: enquanto alguns elogiaram a abordagem, os belos desenhos, as músicas e o humor, outros criticaram o formato de esquetes e a ausência de um roteiro mais sólido. No geral, a crítica europeia foi bem mais receptiva que a norte-americana, e o desenho fez mais sucesso na Inglaterra que nos Estados Unidos.

Com custo de pouco menos de quatro milhões de dólares, o desenho, lançado em 25 de dezembro de 1963, rendeu, nos Estados Unidos, apenas 4,5 milhões, sendo considerado um fracasso de bilheteria. Mesmo com dois relançamentos, em 1972 e 1983, a bilheteria total chegou apenas aos 12 milhões, o que é de certa forma uma injustiça, já que não é ruim - tanto que foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, o qual perdeu para Irma La Doulce.

A Espada era a Lei foi o último Clássico lançado enquanto Walt Disney ainda era vivo. Com um tumor maligno no pulmão, ele faleceria em 15 de dezembro de 1966, pouco menos de um ano antes do lançamento do Clássico seguinte.

Mogli, o Menino Lobo
The Jungle Book
1967


Após a conclusão de A Espada era a Lei, Bill Peet procurou Disney e lhe disse que ele e os animadores gostariam de fazer um novo longa metragem com animais variados, sugerindo que O Livro da Selva, de Rudyard Kipling, lançado em 1894, fosse adaptado como o próximo Clássico Disney. Disney gostou da ideia, negociou os direitos do livro, e pôs Peet para trabalhar no roteiro. Mas, preocupado com a fraca recepção do público a A Espada era a Lei, para o qual Peet, assim como em 101 Dálmatas, tinha escrito o roteiro sozinho, Disney decidiu supervisionar o projeto, fazendo as alterações que julgasse necessárias.

Peet também teve a mesma preocupação, mas atribuiu o insucesso de A Espada era a Lei à sua natureza episódica, ou seja, ao filme ser composto de vários esquetes ligados ao invés de ter uma única narrativa linear. Acontece que O Livro da Selva também era uma obra episódica, com seu protagonista, Mogli (Mowgli no original), um menino criado na selva indiana por lobos, indo e voltando da civilização e interagindo com diversos animais, um de cada vez. Peet decidiu fazer uma história linear, com Mogli vagando pela selva em companhia de animais fixos - ainda encontrando outros pelo caminho, porém - e só chegando à civilização no final de sua jornada, que seria também o final do filme. Para isso, durante a elaboração do roteiro, ele e os animadores criariam uma nova personagem que não existia no livro, Shanti, uma menina humana pela qual Mogli se apaixona - afinal, o amor seria o melhor motivo para que Mogli decidisse deixar seus amigos bichos para trás e viver na civilização.

Disney, entretanto, via um problema no roteiro de Peet: ele estava sendo o mais fiel possível ao livro - que não é, exatamente, uma obra infantil, sendo centrado em discussões de moral quanto à diferença entre o homem e os animais. Além disso, um segundo personagem criado por Peet para o filme, o orangotango Rei Lui, escravizaria Mogli e o obrigaria a ensiná-lo a criar fogo, enquanto seus orangotangos o colocariam para trabalhar em minas de ouro, em uma subtrama adaptada da continuação do livro, O Segundo Livro da Selva, de 1895.

Disney ficou extremamente insatisfeito com o roteiro, e pediu para que Peet o tornasse mais leve, com mais sequências musicais, e fizesse do Rei Lui um personagem cômico. Peet, surpreendentemente, se mostrou inflexível em sua convicção, e a discussão acabaria resultando em seu pedido de demissão, feito em janeiro de 1964. Disney o substituiria por uma equipe de roteiristas - esquema que, aliás, utilizou em todos os clássicos anteriores a 101 Dálmatas - aos quais pediria que não lessem o livro, apenas trabalhassem sobre o roteiro de Peet. Disney também aproveitaria para substituir Terry Gilkyson, o responsável pelas canções, que também não o haviam agradado, pelos Sherman Brothers, responsáveis pelas canções de A Espada era a Lei e Mary Poppins - contudo, uma das canções de Gilkyson, The Bare Necessities, que agradara a Disney, ainda seria utilizada, e, curiosamente, se tornaria a mais famosa do filme. Para a direção ele também repetiria alguém da equipe de A Espada era a Lei, chamando mais uma vez Wolfgang Reitherman.

Após a demissão de Peet, Disney se envolveria com o projeto como há muito não fazia, participando das reuniões de discussão e dando sugestões aos roteiristas e animadores, ajudando a estabelecer a personalidade de cada um dos animais, e até mesmo escolhendo quais seriam as melhores piadas. É de certa forma impressionante, portanto, que, durante a produção, ele tivesse descoberto o tumor que faria com que Mogli se tornasse o último Clássico Disney com sua participação - parecia até que ele já sabia que não estaria presente para dar seu toque pessoal aos Clássicos seguintes.

Mogli, o Menino Lobo, conta a história do jovem órfão Mogli, criado por lobos nas selvas da Índia. Ao se aproximar da adolescência, os demais lobos da alcateia temem que ele se comporte como homem e ameace sua segurança, e exigem que seus pais adotivos se livrem dele. A pantera Bagheera, então, se oferece para levar o filhote de homem, como os animais se referem a Mogli, até a aldeia humana, para que ele viva lá com seus iguais. Mogli não está muito a fim de ir, e a coisa só se complica quando, durante a viagem, o menino e a pantera encontram o urso Balu, que tem uma filosofia de viva e deixe viver, e convence Mogli de que o melhor é ficar na floresta e se divertir. Ao longo de sua jornada pela floresta com a pantera e o urso, porém, o menino verá que nem tudo é diversão, ao ser ameaçado pela cobra Kaa, que tem poderes hipnóticos e deseja comê-lo; pelo Rei Lui e seus súditos orangotangos, que o levam para uma cidade em ruínas para obrigá-lo a ensiná-los como fazer fogo; por quatro abutres que se parecem com os Beatles; e pelo tigre Shere Khan, que se considera dono da floresta e não deixará que nenhum filhote de homem ameace seu reinado.

A equipe de dubladores contaria com vários conhecidos: Sterling Holloway faria a voz da cobra Kaa, Sebastian Cabot seria a pantera Bagheera, Pat O'Malley interpretaria o elefante Coronel Hathi, e Verna Felton seria a esposa do elefante, Winifred - esse seria o último papel, já que Felton também faleceria durante a produção, um dia antes de Disney. Entre os estreantes, o comediante Phil Harris faria o urso Balu, improvisando a maioria de suas falas; o indicado ao Oscar George Sanders seria escolhido para a voz do tigre Shere Khan; e o cantor Louis Prima ficaria com o Rei Lui. O ator mirim Clint Howard, irmão do hoje diretor Ron Howard, faria a voz de Junior, filho do Coronel Hathi, e a atriz mirim Darlene Carr, que estava cantarolando no estúdio num dia em que os Sherman Brothers estavam por lá seria convidada para um teste e escolhida para o papel de Shanti após impressionar Disney com sua bela voz. Finalmente, a voz de Mogli ficaria com David Baley, mas, mais uma vez, sua voz engrossou e se tornou inadequada durante a produção. A solução encontrada foi, novamente, substituí-lo por um dos filhos de Wolfgang Reitherman, no caso o mais novo, Bruce.

Disney queria que os abutres, que no livro são cruéis e sanguinários, mas no desenho foram amenizados e agem e falam como os Beatles, tendo, inclusive, o mesmo corte de cabelo, fossem dublados pelos próprios. Problemas de agenda e uma recusa de John Lennon, entretanto, impossibilitariam a participação, com Disney escolhendo, então, Pat O'Malley, Chad Stuart, Tim Hudson e Digby Wolfe para dublá-los. Devido à mudança, e também para o desenho não ficar datado, a canção que eles cantam com Shere Khan, We're Your Friends, seria alterada de um rock estilo Beatles para uma música ao estilo barbershop quartet - no dia da gravação, inclusive, George Sanders não estava disponível, e teve de ser substituído por Bill Lee. O roteiro originalmente também previa uma cena cômica envolvendo os abutres e um rinoceronte chamado Rocky, dublado por Frank Fontaine; Disney, porém, pediria que a cena fosse removida, por achar que o desenho já tinha cenas cômicas o suficiente graças aos orangotangos. O pobre Rocky, então, ficaria de fora do desenho.

Mogli seria lançado em 18 de outubro de 1967. Tendo custado quase 6 milhões de dólares, arrecadaria impressionantes 73 milhões só nos Estados Unidos, sendo considerado um grande sucesso. A crítica, apesar de reconhecer que o filme tinha muito pouco a ver com o livro, e de insinuar que a boa bilheteria pudesse estar relacionada à morte de Disney menos de um ano antes, elogiou principalmente os personagens e a música, ambos ao estilo de um verdadeiro Clássico Disney. Gregory Peck, na época presidente da Academia, órgão que confere o Oscar, era um dos maiores fãs do filme, e fez uma extensa campanha para que ele fosse indicado ao Oscar de Melhor Filme, o que acabaria não acontecendo - Mogli seria indicado apenas ao Oscar de Melhor Canção com The Bare Necessities, perdendo para Dr. Dolittle.

Mogli seria relançado nos cinemas em três ocasiões, em 1978, 1984 e 1990. Em 1994, ganharia, assim como 101 Dálmatas, uma versão com atores de carne e osso, chamada no Brasil de O Livro da Selva (Rudyard Kipling's The Jungle Book no original), dirigida por Stephen Sommers (de A Múmia, com Brendan Fraser) e com Jason Scott Lee, Cary Elwes, Lena Headey, Sam Neill e John Cleese no elenco. Em 2003, ganharia também uma continuação em desenho, Mogli, o Menino Lobo 2, que foi exibida brevemente nos cinemas antes de ser lançada em DVD, na qual Shere Khan vai até a aldeia dos homens para se vingar de Mogli, que tem de proteger Shanti e seu irmão adotivo Ranjan do tigre e de Kaa, contando com a ajuda de Balu e Bagheera.

Os Aristogatas
The Aristocats
1970


Em meados de 1966, antes de falecer, Disney leria em uma revista a história Os Aristogatas, de Tom McGowan e Tom Rowe, que tratava de uma família rica de gatos - sendo o título, portanto, um trocadilho com a palavra "aristocratas" - que se mete em apuros e é ajudada por um gato de rua. Disney estava querendo mesmo fazer um novo desenho ambientado na cidade com protagonistas bichos, e, depois de ter feito A Dama e o Vagabundo e 101 Dálmatas, achou que seria uma boa mudança fazer um desenho com gatos ao invés de cachorros. Ele escolheria Wolfgang Reitherman, mais uma vez, para dirigi-lo, e pediria à sua tradicional equipe de roteiristas que adaptasse a história para um longa-metragem. Disney, infelizmente, faleceria antes de a produção começar; mas, se Os Aristogatas seria o primeiro Clássico sem seu envolvimento, também seria o último com sua aprovação.

Ambientado em Paris, no ano de 1910, Os Aristogatas acompanha uma família de gatos, composta pela mãe, Duquesa (Eva Gabor) e três filhotes, Marie (Liz English), Berlioz (Dean Clark) e Toulouse (Gary Dubin). Mais que animais de estimação, eles são como filhos para sua dona, a riquíssima cantora de ópera aposentada Madame Adelaide Bonfamille (Hermione Baddeley). Quando Madame Adelaide chama seu advogado, Georges Hautecourt (Charles Lane) e decide colocar os gatos no testamento como seus únicos herdeiros, seu mordomo, Edgar (Rossy Maude-Roxby), que estava escutando a conversa sem ser convidado para ela, se revolta, pois acreditava que, não tendo a Madame herdeiros, ele seria o destinatário da fortuna.

Edgar, então, trama um plano maligno: sequestra os gatinhos para matá-los, o que, em sua opinião, voltaria a fazer com que ele fosse o herdeiro. Enquanto viaja em sua moto para dar cabo dos bichanos, porém, ele é atacado por dois cachorros, Napoleão (Pat Buttram) e Lafayette (George Lindsey), e acaba perdendo o saco no qual estavam os gatinhos. Ao sair do saco, os gatinhos se veem perdidos, sem a menor noção de como voltar para casa. Eis que surge, então, o gato de rua Abraham de Lacy Giuseppe Casey Thomas O'Malley (Phil Harris, que dessa vez improvisou menos falas), que imediatamente se interessa pela bela Duquesa, e se compromete a ajudá-los.

A princípio, Thomas O'Malley iria apenas colocá-los em um furgão com destino a Paris, mas um incidente faz com que ele acabe os acompanhando durante toda a jornada, na qual conhecerão as gansas Abigail (Monica Evans) e Amélia (Carole Shelley) que vão a Paris visitar seu tio Waldo (Bill Thompson); e dançarão ao som de uma banda de gatos liderada pelo melhor amigo de O'Malley, Scat Cat (Scatman Crothers, a voz original do Hong Kong Fu). Enquanto os gatinhos tentam voltar para casa, o ratinho Roquefort (Sterling Holloway), que viu Edgar sequestrando-os, tenta encontrá-los com a ajuda da égua Frufru (Nancy Kulp) e o próprio Edgar se envolve em várias confusões com Napoleão e Lafayette, tentando remover provas que possam apontá-lo como culpado pelo sequestro.

Lançado em 11 de dezembro de 1970, Os Aristogatas levaria quatro anos para ficar pronto, e custaria 4 milhões de dólares. Ainda incertos sobre o futuro da companhia após a morte de Disney, os animadores decidiram manter os custos no mínimo possível, utilizando, mais uma vez, a técnica de passar os desenhos para as células através de xerox, o que fez com que ele tivesse um visual "rabiscado" semelhante ao de 101 Dálmatas, mas ainda mais acentuado. Apesar de toda a apreensão, o desenho seria muito bem recebido pela crítica e se tornaria um grande sucesso de público, rendendo mais de 55 milhões de dólares.

Um dos maiores trunfos de Os Aristogatas são suas canções, como O'Malley the Alley Cat, que O'Malley está cantarolando quando passa por Duquesa e seus filhotes na estrada, e Everybody Wants to be a Cat, cantada pela banda de Scat Cat durante a visita de O'Malley. A canção-título, Les Aristocats, é cantada por ninguém menos que Maurice Chevalier, que abandonou sua aposentadoria especialmente para gravá-la. Composta pelos Sherman Brothers - assim como todas as demais canções do desenho - a música, originalmente, seria cantada por Richard Sherman imitando a voz de Chevalier. Reitherman, porém, mostraria uma fita demo da música a Chevalier, que a acharia muito divertida e se ofereceria para gravá-la, o que originaria uma piada de Sherman, que dizia que a canção era interpretada por Maurice Chevalier imitando a voz de Richard Sherman imitando a voz de Chevalier. Les Aristocats seria a última música gravada por Chevalier antes de sua morte, em 1972.

Os Aristogatas seria relançado nos cinemas em 1980 e 1987, e ganharia duas revistas em quadrinhos - The Aristokittens, centrada em Marie, Berlioz e Toulouse, e O'Malley & the Alley Cats, que contava as aventuras de O'Malley, Scat Cat e sua banda antes de ele conhecer Duquesa e os filhotes - publicadas entre 1971 e 1975 pela Gold Key, que também publicou, em 1971, uma quadrinização do filme. Em 2005, a Disney começou a produção de uma sequência para ser lançada diretamente em DVD em 2007, mas desistiu da ideia no início de 2006.

0 enfiaram o nariz:

Postar um comentário