segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Kikaider

Há pouco, quando eu fiz a segunda série dos Metal Heroes, pensei em falar também sobre um outro herói, Kikaider. Depois, como eu já havia decidido terminar a série falando de Robocon, achei que falar de dois "não-Metal Heroes" - ou três, já que na primeira série eu já havia falado sobre Machine Man - seria um pouco demais. Não abandonei a ideia por completo, porém: por razões que veremos a seguir, achei que Kikaider seria um bom candidato a um post só para ele, assim como o foi Kamen Rider. Depois de alguns adiamentos causados por outros assuntos sobre os quais eu queria falar primeiro, eis que surgiu uma oportunidade, que eu decidi aproveitar. Portanto, o tokusatsu retorna ao átomo hoje, com um post sobre Kikaider!

Kikaider é mais uma das criações de Shotaro Ishinomori, que pode ser considerado uma espécie de "Stan Lee do tokusatsu", já que inventou alguns dos mais clássicos heróis do gênero, como Kamen Rider, Go Ranger, Robot Detective K e Robocon. Com o título completo de Jinzou Ningen Kikaider, o "humano artificial Kikaider", mas conhecido simplesmente como Android Kikaider, a série, produzida pela Toei, estreou em 8 de julho de 1972, na esteira do sucesso do Kamen Rider, que estreara um ano antes. Segundo Ishinomori, sua principal inspiração para a série foi o mangá de Astro Boy, de seu grande ídolo Osamu Tezuka, sendo usados também elementos de Pinóquio e Frankenstein. Ao todo, Kikaider - um amálgama das palavras kikai, "máquina", e rider - teve 43 episódios e mais um filme em 3D, exibido nos cinemas do Japão em 1973. Sim, em 3D, para vocês verem como essa moda não é de hoje.

Na série, Kikaider é criado pelo Dr. Den Komyoji, cientista especialista em robótica desconsolado com a morte de seu filho primogênito, Taro, em um acidente de laboratório. Após tal acidente, o Dr. Komyoji passou a duvidar de suas habilidades, até ser procurado pelo Professor Gill - Nota do Guil: sim, se pronuncia "guil", e não, eu não tenho nada a ver com isso - que se diz grande admirador de seus trabalhos, e se propõe a financiar sua pesquisa. Gill, porém, possui um propósito maligno: como líder da organização criminosa DARK, e usando uma flauta que interfere com a programação de androides, tornando-os malignos, ele reprograma os androides criados pelo Dr. Komyoji, os quais rebatiza de destructoides, para conquistar o mundo.

Após descobrir que está sendo usado, ao invés de passar recibo e acabar morto, como um cientista ocidental faria, o Dr. Komyoji decide usar o que tem a seu favor, criando o androide definitivo, Kikaider, para vencer os destructoides e frustrar os planos de Gill. Para que ele não tenha sua programação alterada pela flauta de Gill, o Dr. Komyoji o equipa com um circuito especial, o Gemini - batizado, acreditem ou não, em homenagem ao Grilo Falante de Pinóquio, cujo nome em inglês é Jiminy Cricket - que o dota de consciência, conferindo-o sentimentos e emoções, tornando-o quase humano. Não somente isso, mas o Dr. Komyoji decide dar a Kikaider uma forma humana, a qual chama de Jiro - que significa "segundo filho" em japonês - feito à imagem e semelhança de seu filho falecido. Através de um comando mental, Jiro se transforma em Kikaider, como todo bom super-herói japonês.

Infelizmente, o Dr. Komyoji não consegue concluir seu plano conforme o esperado: descobrindo seu intento, Gill manda matá-lo - embora, mais tarde, ficamos sabendo que ele não morreu, e sim fugiu e ficou com amnésia. O resultado é que Kikaider, ativado automaticamente pouco tempo após a suposta morte do cientista, tem seu circuito de consciência incompleto, o que faz com que metade de seu corpo seja vermelho, e a outra metade azul - cores que, no Japão, são consideradas opostas, assim como o branco e o preto na cultura ocidental, representando a dualidade de seu caráter. Embora isso não seja suficiente para tornar Kikaider mau - seu senso de justiça e moral fazem com que ele seja extremamente educado e totalmente incorruptível - o deixa com uma perigosa vulnerabilidade à flauta de Gill. Felizmente, ao longo da série, Jiro aprende como combater os efeitos da flauta, principalmente através da produção de um som mais alto, que faz com que ele não consiga ouvi-la.

Kikaider possui uma motocicleta, chamada Sidemachine, e seu principal ataque é o Denji Endo, uma descarga elétrica com a qual destrói o destructoide da semana. Quando está sob a forma de Jiro, Kikaider vive com seus "irmãos mais novos", a jovem Mitsuko e o menino Masaro, filhos do Dr. Komyoji. Aos poucos, ele descobre que não foi o único androide criado pelo cientista, se encontrando com vários outros em alguns episódios - protegendo-os da DARK, rivalizando com eles ou até tendo que destruí-los. Kikaider e o desmemoriado Dr. Komyoji também se encontram algumas vezes, mas, como o herói jamais conheceu o cientista, que está com amnésia, interagem sem saber que são criador e criatura, com o Dr. Komyoji inclusive consertando-o em um episódio. Além da família Komyoji, Kikaider tem outro aliado humano, o detetive particular Hanpei Hattori, principal apoio cômico da série, que se veste como Sherlock Holmes e é muito atrapalhado.

No geral, os episódios de Kikaider seguiam o esquema "um destructoide por semana", que ameaça a população japonesa ou a família Komyoji de alguma forma, sendo enfrentado e porventura destruído por Kikaider. Alguns episódios aproveitavam para revelar detalhes do passado da família Komyoji, e alguns poucos possuíam enredos que eram grandes novidades no gênero, como um episódio todo visto pela ótica de um destructoide, o que revela que, para eles, Kikaider é o vilão, visto como um assassino sanguinário.

Os oito últimos episódios formam um grande arco, no qual surge o arquirrival de Kikaider, Hakaider - também um amálgama de duas palavras, sendo a primeira, hakai, "destruição". Hakaider é o androide definitivo criado pelo Professor Gill para destruir Kikaider, usando nada menos que o cérebro do Dr. Komyoji - e não no sentido figurado, mas o cérebro mesmo, transplantado para o corpo do androide, que, assim, se torna, oficialmente, um ciborgue. Ter o cérebro do cientista é simultaneamente a maior fraqueza e maior trunfo de Hakaider: maior fraqueza porque ele precisa de transfusões periódicas do sangue do Dr. Komyoji - que sim, é mantido vivo e sem cérebro, não me perguntem como - para continuar funcionando, tendo que abandonar a luta prestes a destruir Kikaider pelo menos duas vezes; e maior trunfo porque, se Hakaider for destruído, o cérebro do cientista será destruído junto, e Kikaider jamais aceitaria destruir a única chance que tem de conhecer seu pai. Hakaider também possui uma forma humana, chamada Saburo, que tenta enganar Jiro se aproximando dele como amigo.

Um fato curioso sobre Hakaider é que ele não estava nos planos originais de Ishinomori, que decidiu criá-lo após ver o enorme sucesso do personagem Tiger Jo na série Kaiketsu Lion Maru (conhecida por aqui como "Lion Man Branco"), produzida pela P. Productions. Tiger Jo era, essencialmente, um vilão recorrente com os mesmos poderes do herói Lion Maru, um grande senso de honra, e que jamais conseguia derrotá-lo por causa de detalhes, exatamente como Hakaider e Kikaider. O sucesso de Hakaider, por sua vez, faria com que personagens desse tipo se tornassem padrão em vários tokusatsu posteriores.

Eventualmente, em mais um episódio surpreendente, Kikaider acaba destruído, não por Hakaider, mas por um destructoide comum. Revoltado por jamais ter conseguido dar cabo de seu inimigo, e sem ter uma razão para viver, Hakaider se volta contra Gill, que não tem outra alternativa senão mandar um destructoide destruí-lo - e, felizmente, ao fazê-lo, o destructoide não afeta o cérebro, senão Kikaider teria o pior final de toda a história da TV mundial. Ao invés disso, Kikaider é remontado por Mitsuko, derrota Gill, recoloca o cérebro no Dr. Komyoji, e todos vivem felizes para sempre. O que pode também não ser um final superfantástico, mas pelo menos é um final feliz.

Kikaider foi um gigantesco sucesso não só no Japão, mas também no Havaí, onde até hoje é um herói bastante popular - mais ou menos como acontece com Jaspion aqui no Brasil. O sucesso da série de tokusatsu acabou levando ao lançamento de um mangá, também escrito por Ishinomori, publicado na revista Shounen Sunday entre 1972 e 1974.

O sucesso de Kikaider foi tão grande que a Toei pediu que Ishinomori fizesse com ele o mesmo que havia feito com Kamen Rider: uma segunda série, mantendo o mesmo estilo, e com um novo Kikaider. Assim surgiu Kikaider 01, que estreou exatamente na semana seguinte à da exibição do último episódio de Kikaider, 12 de maio de 1973, com mais 46 episódios.

Após os eventos de Kikaider, sabe-se lá como, o Professor Gill conseguiu transferir seu cérebro para Hakaider, que havia sido reconstruído após Kikaider remover dele o cérebro do Dr. Komyoji. Gill Hakaider, então, construiu três clones de si mesmo, Red Hakaider, Blue Hakaider, e Silver Hakaider, e se pôs a procurar seus filhos, Akira e Hiroshi. Não porque ele estava com saudade, mas porque tatuou neles os planos para construir um robô invencível, que lhe permitiria, finalmente, conquistar o mundo.

Kikaider, por algum motivo, não surgiu para impedir Gill Hakaider de concluir seu plano nefasto. Mas, felizmente, um outro androide, Kikaider 01, protótipo que o Dr. Komyoji construíra antes de Kikaider, despertou em seu laboratório quando os Hakaiders começaram a atacar o Japão. Kikaider 01, então, com seu grande senso de justiça, decidiu impedir os planos do vilão, enfrentando Gill Hakaider e os demais robôs malignos que ele constrói e envia para destruir o herói.

Assim como Kikaider, Kikaider 01 também é metade vermelho e metade azul, mas com as cores trocadas (o lado azul de Kikaider é o direito, enquanto o de Kikaider 01 é o esquerdo), e veste uma espécie de capacete e uma gola feitos de circuitos. Ele também possui uma forma humana, um jovem chamado Ichiro, que não pode se transformar no escuro, porque Kikaider 01 é movido a energia solar. Para frustrar os planos de Gill Hakaider, ele decide proteger Akira e Hiroshi, mesmo com a jovem Misao, responsável pela guarda dos dois, sendo contra sua aproximação - já que eles viviam muito bem na época da DARK, que o Kikaider original destruiu, se tornando praticamente mendigos desde então. Os principais aliados de Kikaider 01 são Momochi Gunta, um fotógrafo atrapalhado que substitui Hanpei como apoio cômico da série, e Bijinder, uma androide feminina (bijin é um termo usado para se referir a mulheres muito bonitas) com uma forma humana chamada Mari, criada pelo Dr. Komyoji e enviada por Gill Hakaider para destruir Kikaider 01, mas que acabou se apaixonando por ele. O Kikaider original, bem como Hanpei e o Dr. Komyoji, também fazem aparições especiais em alguns episódios, ajudando Kikaider 01 em sua luta contra o mal.

No meio da série, Gill Hakaider deixa de ser a principal preocupação de Kikaider 01 com o surgimento da SHADOW, organização criminosa que recruta Gill Hakaider contra sua vontade, e planeja usar o robô invencível cujos planos estão tatuados em Akira e Hiroshi para seus próprios propósitos. A SHADOW é liderada por Big Shadow, um homem misterioso todo trajado de preto, e tem uma base na lua, operada por Zadam, que eventualmente vem à Terra também tentar destruir Kikaider 01. Outros membros de destaque são Shadow Knight, que cria uma inimizade instantânea com Gill Hakaider, cada qual disputando para destruir Kikaider 01 primeiro; e Waruder, samurai robô contratado por Big Shadow para destruir Kikaider 01, que acaba se apaixonando por Bijinder, se tornando uma espécie de rival recorrente do herói (curiosamente, waru é um termo usado para se referir a pessoas muito feias, o que só acentua o contraste entre Waruder e Bijinder).

Ok, eu admito, algumas perguntas ficam sem resposta. Em primeiro lugar, por que Kikaider 01 não se ativou quando a DARK estava atacando o Japão? Segundo, se o Dr. Komyoji fez Kikaider 01 antes de Kikaider, porque já não o fez à imagem e semelhança de Taro? Além disso, se o Professor Gill pode construir quatro Hakaiders (o original mais os três clones), mais todos os robôs que ele envia para enfrentar Kikaider 01, e foi capaz de criar os planos para um robô invencível, por que ele precisava sequestrar o Dr. Komyoji e obrigá-lo a construir os destructoides? E, mais importante, se ele tinha planos para a construção de um robô invencível tatuados em seus próprios filhos, por que não o construiu de uma vez?

Talvez por causa desses buracos no enredo, Kikaider 01 não fez tanto sucesso quanto Kikaider - embora também tenha ganhado uma série em mangá, publicada entre junho e dezembro de 1973 na Bessatsu Shounen Sunday (que, apesar do nome, não era a mesma Shounen Sunday na qual o mangá do Kikaider original era publicado). A baixa audiência acabou impedindo que acontecesse com Kikaider o mesmo que aconteceu com o Kamen Rider, que a cada ano ganharia uma nova série, com um novo Kamen Rider - bom, pelo menos até a audiência cair e o Cavaleiro Mascarado também ficar alguns anos fora do ar.

Ainda assim, Kikaider sempre foi um dos heróis mais populares do Japão, de forma que a demora por um remake ou coisa do tipo tenha sido de se estranhar. Somente em 1995 a Bandai contactaria a Toei com planos de fazer um, e, mesmo assim, de uma forma tanto... não-convencional.

Em primeiro lugar, a ideia da Bandai era fazer um filme, para ser exibido nos cinemas. Até aí tudo bem. Só que esse filme não seria protagonizado por Kikaider, mas por Hakaider, que ganharia uma nova identidade humana, um jovam chamado Ryo. Para completar, esse filme seria ambientado em um futuro pós-apocalíptico, e sem ter absolutamente nada a ver com as histórias de Kikaider ou Kikaider 01. Não foi nenhuma surpresa, portanto, que o projeto tenha gerado uma grande polêmica, e que o filme tenha sido um imenso fracasso. A surpresa foi a Toei ter compactuado com isso.

Só para vocês não dizerem que eu não falei do filme, nele existe uma cidade chamada Jesus Town, governada pelo impiedoso Guljev, que impõe seu próprio senso de justiça aos habitantes através de seu braço-direito Mikhael e de seu exército leal e subserviente. Alguns habitantes de Jesus Town, porém, se recusam a segui-lo, e formam um grupo rebelde. Um dia, na periferia da cidade, os rebeldes encontram o misterioso Ryo, que tem amnésia, e o atacam. Ele, entretanto, se tranforma em Hakaider, e, após matá-los, ruma para a cidade, buscando descobrir sobre seu passado. Aparentemente, ele é um experimento fracassado de Guljev, que, ao saber de seu retorno, envia suas tropas para destruí-lo. Caberá a Hakaider, então, derrotar o vilão e libertar a cidade de uma vez por todas. O que ele faz por seus próprios motivos, e não porque é bonzinho.

Além de Hakaider, a única coisa que o filme tem a ver com Kikaider é o título, Jinzou Ningen Hakaider, o "humano artificial Hakaider", embora, para distribuição internacional, a Bandai o tenha rebatizado como Mechanical Violator Hakaider, o "violador mecânico Hakaider", seja lá o que isso signifique. Para não dizer que o filme não trouxe nada de bom, foi graças a ele que o Studio Radix, estúdio de anime ligado à Sony, vendo a mobilização dos fãs de Kikaider para falar mal do filme, decidiu apostar em um anime de Kikaider para seu próximo lançamento. Após as negociações do Radix com a Toei, Kikaider finalmente ganharia um remake decente.

Jinzou Ningen Kikaider: The Animation estreou em 16 de outubro de 2000, e teve 13 episódios. Na verdade, o anime é baseado não no tokusatsu, mas no mangá, o que faz com que ele tenha alguns pontos diferentes em relação à série original: em primeiro lugar, o Dr. Komyoji não criou Kikaider quando trabalhava para a DARK, mas em seu próprio laboratório, na esperança de que, se alguma coisa acontecesse com ele, Kikaider protegeria seus filhos. Falando nisso, no anime o Dr. Komyoji tem uma esposa, mãe de Mitsuko e Masaru, e que, na verdade, é uma espiã da DARK. Os destructoides, no anime, não possuem personalidade própria, sendo somente capazes de seguir à risca ordens dadas por Gill - sendo, inclusive, chamados não de destructoides, mas simplesmente de "robôs". O próprio Kikaider, ao ser ativado, é pouco mais que um robô, aprendendo sobre o mundo e seu lugar na sociedade aos poucos, diferentemente do tokusatsu, onde ele parecia já ter o conhecimento de um humano adulto desde seu ativamento. Hanpei é um policial e um personagem mais sério no anime, tendo, inclusive, uma assistente, Etsuko. Finalmente, enquanto no final do tokusatsu o Dr. Komyoji decide deixar o Japão com sua família enquanto Jiro decide ficar e aperfeiçoar sua técnica de luta e seu conhecimento sobre os humanos, o anime termina com a explosão do laboratório da DARK, na qual Jiro é dado como morto.

O anime de Kikaider fez um sucesso moderado, que levou à produção de uma OVA - série lançada diretamente em DVD - em quatro episódios. Lançada em 2003 com o título de Kikaider 01: The Animation, essa segunda série era baseada nos eventos da primeira metade de Kikaider 01, com o Professor Gill se tornando Gill Hakaider, e Kikaider 01 se ativando para enfrentá-lo. A principal diferença era que Jiro/Kikaider - que sobreviveu à explosão do laboratório e passou a vagar pelo Japão em busca de autoconhecimento - era um personagem muito mais presente e atuante, enquanto Ichiro/Kikaider 01 aparecia até menos. Jiro, inclusive, neste anime se apaixona por Reiko, tutora de Akira, o filho (único) de Gill, que esconde o segredo para a construção de uma arma invencível.

Em 2004, a série completa de Kikaider em anime (os 13 episódios da série original mais os quatro volumes da OVA) foi lançada em DVD com um curioso bônus, um episódio especial chamado Gitaru wo Motta Shonen ("o garoto que levava uma guitarra"), que, na verdade, é um crossover entre Kikaider e Inazuman, outro herói originalmente do tokusatsu, também criado por Ishinomori, e interpretado pelo mesmo ator que interpretava Jiro/Kikaider - o que, inclusive, é usado como piada no episódio, quando Hanpei confunde o garoto que se transforma em Inazuman com Jiro. Nesse episódio, Kikaider e Inazuman primeiro se estranham e se enfrentam, depois se unem para derrotar um inimigo comum. Além de um crossover, o episódio serve como final definitivo para a série de Kikaider, amarrando as pontas soltas deixadas no final da OVA - talvez na esperança de que uma continuação fosse feita.

O crossover também foi a última vez em que Kikaider deu as caras em uma produção inédita. Ele continua, porém, sendo considerado um dos heróis mais populares do universo do tokusatsu, e uma das maiores criações de Ishinomori.

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