terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tatsunoko

Aparentemente, neste ano de 2009 eu resolvi inovar. Comecei falando de um esporte individual, depois de uma flor, e hoje vou falar sobre anime. Ora, mas se eu já fiz vários posts sobre anime aqui no átomo, por que desta vez eu estaria inovando? Porque hoje eu não vou falar sobre um anime, mas sobre um estúdio de anime. Hoje é dia de falar sobre a Tatsunoko!

Considerada por muitos como a maior companhia produtora de anime do Japão, a Kabushiki Gaisha Tatsunoko Purodakushon, ou Tatsunoko Productions, foi fundada em 1962 pelo lendário Tatsuo Yoshida, um dos pioneiros do anime. Nascido em 1932, Tatsuo era auto-didata, aprendendo a desenhar sozinho, logo fazendo fama como ilustrador de jornais em Kyoto, e mais tarde desenhista de mangá em Tóquio. Percebendo o potencial da televisão, então recém-chegada ao Japão, Tatsuo decidiu mudar das páginas para as telas, e convidou seus dois irmãos mais novos, Kenji e Toyoharu, para criar um estúdio. Assim nascia a Tatsunoko, cujo nome em japonês significa tanto "criança de Tatsuo" quanto "cavalo-marinho", animal que é o mascote e símbolo da companhia até hoje.

GatchamanNa época, e talvez até hoje, o maior estúdio do Japão era a Toei, que, diferentemente da Tatsunoko, fazia filmes para o cinema, e estava apenas começando a produzir filmes para a televisão, mas com atores de carne e osso. Ao começar uma produção de desenhos especialmente feitos para a TV, a Tatsunoko se tornou pioneira, e conseguiu um nicho que ocupa até hoje. Por pouco, inclusive, a Tatsunoko não conseguiu colocar no ar a primeira série de ficção regular para a TV em anime da história; Astro Boy, que detém este título, criada por outra lenda do anime, Osamu Tezuka, e produzida pela Mushi, estreou dia 1o de janeiro de 1963, quando a Tatsunoko ainda se estruturava e começava a produzir suas primeiras séries.

A primeira série da Tatsunoko, aliás, era bem parecida com Astro Boy: Uchuu Ace, que estreou dia 8 de maio de 1965 na mesma TV Fuji que televisionava Astro Boy, contava a história de Ace, um menininho alienígena que voava pelo espaço com a ajuda de uma espécie de pracha de surfe que criava do nada usando as mãos. Uchuu Ace teve 52 episódios, e mais tarde foi adaptado para um mangá, mas não fez muito sucesso.

A segunda série produzida pela Tatsunoko, porém, faria com que ela conseguisse seu lugar no mapa dos maiores produtores de anime do Japão ao se tornar um sucesso no mundo inteiro: Mach Go Go Go, adaptação de um mangá produzido pelo próprio Tatsuo Yoshida, estreou em 2 de abril de 1967, também na TV Fuji. Graças a seu grande suceso no Japão, a série teve seus direitos comprados pela americana Trans-Lux, que quis pegar carona no sucesso que anime como Astro Boy, Robô Gigante e Kimba, o Leão Branco, já estavam fazendo nos Estados Unidos. Como Mach Go Go Go é um nome meio esquisito, eles resolveram traduzi-lo para Speed Racer. Rapidamente, as aventuras de Go Mifune - que teve seu nome também traduzido para Speed Racer na versão americana - a bordo de seu Mach 5 se tornaram um grande sucesso também na América, e fizeram com que Speed Racer se tornasse um dos anime mais conhecidos do mundo.

No final da década de 1960, a Tatsunoko ainda produziria quatro anime, Guzula, Dokachin, Judo Boy e Hakushon Daimaou, que se tornaria conhecido aqui no Brasil como O Gênio Maluco. Para quem não sabe, Hakushon Daimaou, que em japonês significa "o gênio atchim", conta a história do menino Zeca (Kan, no original japonês), que encontra uma garrafa encantada: toda vez que alguém espirra, um gênio sai da garrafa, e é obrigado a realizar um desejo da pessoa que espirrou. Infelizmente, isto é mais complicado do que parece, pois o Gênio é medroso, preguiçoso, comilão - adora bolinhos de arroz - e um tanto atrapalhado, normalmente distorcendo sem querer o resultado do desejo, o que resulta em muita confusão para Zeca. Mas pior que ele é sua filha Geniazinha (Akubi, no original), que sai da garrafa toda vez que alguém boceja, com a mesma obrigação. Levada e sapeca, ela distorce os desejos de propósito, apenas para causar problemas. Hakushon Daimaou estreou dia 5 de outubro de 1969 na TV Fuji, e teve um total de 105 episódios - que alguém bem poderia se interessar de lançar em DVD aqui no Brasil.

Assim, a Tatsunoko foi construindo uma reputação de anime para toda a família, lançando no início da década de 1970 A Abelhinha Hutch, O Campeão de Judô, Hippo e Thomas e As Aventuras de Pinóquio, todos descobertos pela Saban e exibidos nos Estados Unidos - e, consequentemente, aqui no Brasil - na década de 1990. Uma série lançada em 1972, porém, daria uma guinada na direção do estúdio, que a partir de então se tornaria conhecido por seus anime de aventura e ficção científica: Kagaku Ninja Tai Gatchaman, também conhecido no ocidente como G-Force ou Batalha dos Planetas.

Considerado como o precursor dos Sentai, e inspirado pelo Kamen Rider, Gatchaman teve 105 episódios, nos quais uma equipe de cinco superninjas, vestindo uniformes coloridos que lembravam pássaros, combatiam os alienígenas conhecidos como Galactor, que queriam invadir a Terra e explorar todos os seus recursos naturais para usá-los em seus propósitos malignos. Gatchaman foi considerado extremamente inovador, por falar de ecologia, preservação dos recursos naturais e uso consciente da tecnologia em uma época em que ninguém se preocupava muito com isso. Assim como todo bom Sentai, os Gatchamen Ken, Ryu, Joe, Jinpei e Jun (a única mulher) usavam e abusavam de armas exóticas, veículos futuristas e robôs gigantes para enfrentar os Galactor, que normalmente os atacavam com os mesmos recursos. Como Speed Racer, Gatchaman conseguiu um sucesso mundial após ser exibido na América, e seu sucesso no Japão lhe rendeu duas continuações, Kagaku Ninja Tai Gatchaman II (1978) e Kagaku Ninja Tai Gatchaman F (1979), além de um remake, chamado simplesmente de Gatchaman (1994).

TekkamanDepois de Gatchaman, a Tatsunoko passou a alternar produções para toda a família com séries de aventura e ficção científica ao estilo Tokusatsu. A primeira desta nova leva foi Shinzo Ningen Casshan, de 1973. Casshan, o protagonista, era um ciborgue que, com a ajuda de seu cachorro-ciborgue Friender e da humana Luna, combatia robôs originalmente criados para servir aos humanos, mas que se rebelaram e agora ameaçavam destruir a raça humana. Depois de Casshan, a Tatsunoko lançou Hurricane Polymar (1974), onde o detetive Takeshi Yoroi vestia um uniforme feito de um material especial que aumentava sua força, velocidade e resistência, para combater monstros que ameaçavam o Japão. Casshan e Polymar se tornaram personagens famosos - ambos ganharam novas séries na década de 1990, Casshan: Robot Hunter (1993) e New Hurricane Polymar (1996) - mas suas séries originais não tiveram vida longa: Casshan teve 35 episódios, Polymar, 26.

26 também foi o número de episódios de Uchuu no Kishi Tekkaman, série de 1975 que introduziu mais um heroi da Tatsunoko, o Cavaleiro Espacial Tekkaman. No final do Século XXI, a Terra está condenada, e a humanidade busca outro planeta para colonizar, sendo impedida pelos alienígenas conhecidos como Waldaster, que destroem todas as naves que deixam nosso planeta. Para derrotar os Waldaster e dar à humanidade uma chance de sobrevivência, o Dr. Amachi cria uma armadura capaz de aumentar a força e resistência de quem a veste, transformando seu usuário em Tekkaman. O piloto de testes Joji Minami é o primeiro a fazer uso da armadura para combater os alienígenas, se tornando talvez a última esperança da Terra. Assim como Gatchaman, Tekkaman ganhou duas continuações, Uchu no Kishi Tekkaman Blade (1992) e Tekkaman Blade II (1994).

Em 1977, a Tatsunoko lançou Yatterman, série de 108 episódios que misturava aventura e comédia. Nela, uma pedra misteriosa conhecida como Pedra da Caveira teria o poder de revelar a localização do maior veio de ouro do mundo a quem a encontrasse. O problema é que a Pedra da Caveira se quebrou, e seus pedaços se espalharam pelo mundo. A vilã Doronjo e seus comparsas Boyacky e Tonzura planejam reunir todos os pedaços da Pedra da Caveira para encontrar o veio de ouro, se tornarem milionários e dominarem o mundo, mas em seu caminho se colocarão dois adolescentes, o jovem gênio da mecânica Gan e sua namorada Ai. Para evitar que os vilões fiquem com a Pedra da Caveira e o ouro, eles se autodenominam Yatterman-1 e Yatterman-2, e usam várias invenções de Gan e de seu falecido pai. Em cada episódio, os vilões se metiam em muita confusão por causa de sua burrice, e sempre sofriam algum acidente no final que os deixava cada vez mais longe de conseguir a Pedra, enquanto Gan e Ai chegavam cada vez mais perto.

Tatsuo Yoshida faleceria de câncer no fígado no final de 1977, mas seus irmãos e sucessores continuaram guiando a empresa pelo mesmo caminho que ele estabeleceu. No início da década de 1980, a Tatsunoko fechou um contrato com a norte-americana Christian Broadcasting Network, para produzir um anime com temas bíblicos, chamado Superbook. Superbook se tornou um dos mais famosos anime da Tatsunoko na América, e teve duas temporadas de 26 episódios cada; na primeira, de 1981, o menino Sho (Christopher, na versão americana) encontra uma Bíblia encantada que o leva junto com sua amiga Asuza (Joy, nos Estados Unidos) e o robô Zenmaijikake (ou Gizmo) a várias viagens no tempo, nas quais eles presenciam eventos do Antigo e do Novo Testamento. Na segunda, de 1983, a Bíblia encantada se funde com um computador, e o cachorro de Sho, Ruffles, se perde no tempo, cabendo a Zenmaijikake e ao primo de Sho, Hisashi (Uriah, nos Estados Unidos), procurá-lo nos tempos bíblicos, guiados por Sho e Asuza através do computador. Entre as duas temporadas, em 1982, Superbook ganhou um spin-off, A Casa Voadora, onde três crianças, Gen, Kana e Tsukubo (Justin, Angie e Corkey, no ocidente) viajam com Dr. Tokio Taimu (ou Professor Humphrey Bumble) e seu robô Kadenchin (ou Solar Ion) em uma casa voadora que serve de máquina do tempo, presenciando vários eventos do Novo Testamento.

Continuando com sua tradição de alternar séries para toda a família com séries de aventura e ficção científica, junto com Superbook, em 1981, o estúdio também lançou Ougon Senshi Gold Lightan, série de 52 episódios na qual um menino chamado Hiro encontra um isqueiro que se transforma no robô gigante Gold Lightan, que tem a missão de proteger a Terra contra a invasão de alienígenas comandados pelo Rei Ibalda. Para isso, ele contava com a ajuda não só de Hiro, mas também de vários outros robôs gigantes espalhados pela Terra e disfarçados como objetos comuns, todos eventualmente transformados em brinquedos. No ano seguinte, foi a vez de Gyakuten! Ippatsuman, série futurista de 58 episódios ambientada no final do Século XX, onde a empresa Time Lease se utiliza de máquinas do tempo para conseguir qualquer item que seus clientes queiram alugar, mediante um preço. Quando vilões da concorrente Skull Lease decidem roubar os robôs que trazem os itens da Time Lease de diferentes épocas e usá-los para seus fins malignos, cabe ao heroi Ippatsuman impedi-los, recuperando os objetos.

Gold LightanMas a série mais famosa da Tatsunoko nos anos 80 foi Super Dimension Fortress Macross, conhecida por muitos aqui no Brasil como Robotech. Também ambientada no final do Sèculo XX, Macross, de 1982, produzida em conjunto com a Studio Nue e a Artland, conta a história de uma gigantesca espaçonave de mesmo nome, construída na Terra com tecnologia dos alienígenas Zentradi após uma nave zentradiana se chocar com nosso planeta, que vaga pelo espaço levando todos os sobreviventes da raça humana, após os Zentradi destruírem a Terra. A Macross também carrega jatos Valkyrie, capazes de se transformar em robôs gigantes para combater os Zentradi, que têm tamanho gigantesco se comparados aos humanos. Macross é até hoje uma das mais famosas franquias de ficção científica do Japão, com um total de três séries para a TV (embora as duas seguintes, Macross 7, de 1994, e Macross Frontier, de 2008, não tenham sido produzidas pela Tatsunoko, mas pela Ashi e pela Satelight, respectivamente), três filmes (sendo os dois mais recentes produzidos pela Studio Nue e pela Ashi, respectivamente) e nada menos que sete OVAs (séries fechadas lançadas direto em VHS ou DVD; apenas a primeira foi produzida pela Tatsunoko). Embora aqui no Brasil Macross e Robotech sejam considerados por muitos como a mesma coisa, Robotech, na verdade, foi uma série de 85 episódios e três temporadas exibida nos Estados Unidos; a primeira temporada corresponde a Super Dimension Fortress Macross, mas a segunda temporada corresponde a outra série da Tatsunoko ambientada no mesmo universo, Super Dimension Cavalry Southern Cross, que estreou no Japão em 1984, e na versão americana teve de sofrer algumas adpatações nos diálogos. A terceira temporada de Robotech, curiosamente, corresponde a um outro anime da Tatsunoko que não tem nada a ver com Macross, embora também tenha veículos que se transformam em robôs gigantes, Genesis Climber Mospeada, de 1983. Mesmo sendo essa salada toda, Robotech foi uma série de grande sucesso nos Estados Unidos, e atualmente a Warner Bros. negocia para transformá-la em um filme com atores de carne e osso.

Em 1987, a Tatsunoko produziu mais um grande clássico do anime, Akai Kodan Zillion, da qual eu já falei aqui em um post separado. Em 1989, foi a vez de Shurato, que, aqui no Brasil, tentou pegar carona no sucesso dos Cavaleiros do Zodíaco. E em 1990 foi lançada mais uma série para toda a família bem conhecida dos brasileiros, Samurai Pizza Cats. A década de 1990 foi dedicada pela Tatsunoko a remakes e novas séries de seus personagens clássicos, com duas honrosas exceções: Video Girl Ai, de 1993, adaptação de um famoso mangá, lançada no formato OVA; e Neon Genesis Evangelion, de 1995, produzida pela Gainax com a colaboração de vários artistas da Tatsunoko.

Em 2005, para comemorar os 40 anos do lançamento de seu primeiro anime, a Tasunoko lançou uma verdadeira superprodução, Karas, uma minissérie em seis episódios lançados originalmente em sistema de pay-per-view no Japão, depois direto em DVD, e condensados em dois filmes para lançamento nos Estados Unidos. Usando uma mescla de animações tradicional e por computação gráfica, Karas foi aclamado pela crítica, e ganhou vários prêmios. Ambientado em um mundo onde humanos e youkai ("espíritos", na falta de uma tradução melhor) convivem, o anime conta a história de Otoha, um ex-membro da Yakuza escolhido para o poder de Karas, que permite que ele se transforme em uma espécie de carro, uma aeronave, e um ser meio-youkai vestindo uma armadura espinhenta e exímio espadachim. Otoha deve usar o poder de Karas para derrotar seu antecessor, Eko, que possui os mesmos poderes, mas foi corrompido e planeja utilizá-los para dominar todo o Japão.

Pouco após o lançamento de Karas, a Tatsunoko foi comprada pela Takara, que por sua vez foi comprada pela TOMY, uma das maiores fabricantes de brinquedos do Japão. Por causa disso a produção de anime está meio reduzida, sendo os únicos projetos em curso um remake de Yatterman e uma continuação de Casshan. Mas, além do anime, a Tatsunoko decidiu se envolver em um projeto bastante curioso.

Quem está por dentro dos últimos lançamentos em videogames já deve ter imaginado por que eu resolvi fazer um post sobre a Tatsunoko. No final do ano passado, a Capcom conseguiu uma licença para utilizar os personagens do estúdio em seus jogos. De todos os que ela poderia ter lançado, ela deve ter escolhido o mais inesperado: Tatsunoko vs Capcom: Cross Generation of Heroes.

Batsu e Casshan vs Morrigan e PolymarÉ isso mesmo. No melhor estilo Marvel vs Capcom, a Capcom decidiu colocar seus personagens para brigar com os heróis da Tatsunoko. E, quando eu digo no melhor estilo Marvel vs Capcom, não estou exagerando: os personagens e cenários são em 3D, mas as lutas ocorrem em visão 2D (não se pode "girar" o cenário como em Mortal Kombat Armageddon, por exemplo) e todos os elementos dos jogos onde os personagens da Capcom enfrentam os da Marvel estão lá: as lutas são em dupla, é possível trocar de personagem no meio da luta, os especiais são exagerados, é possível fazer um especial duplo, chamar o personagem que está de fora pra dar uma ajudinha, e a energia de quem está de fora recarrega até o limite da barra vermelha. A única coisa que não é igual é o esquema de botões: TvC só usa quatro; ao invés de três socos e três chutes, três ataques, que podem ser socos, chutes ou até tiros, dependendo do personagem, e o quarto botão troca de personagem ou o chama para uma ajuda. O jogo traz ainda uma inovação, o modo Baroque, onde o personagem sacrifica sua barra vermelha em troca de mais poder, ficando brilhante e causando mais dano com seus golpes, até ficar mais de três segundos sem atingir o oponente ou até usar um especial que gaste pelo menos um nível da barra.

A história envolve alguma coisa como o vilão Yami, do jogo Okami, mesclando os dois universos (como sempre), e os personagens da Capcom e da Tatsunoko se enfrentando por qualquer motivo até que a dupla que sobre confronte Yami, que é o último chefe, diretamente. Estão disponíveis nove personagens de cada lado: pela Tatsunoko temos Ken e Jun (de Gatchaman), Gan e Doronjo (de Yatterman), Casshan, Polymar, Tekkaman, Karas e Gold Lightan; pela Capcom comparecem Ryu, Chun Li e Alex (de Street Fighter III), Batsu (Rival Schools), Morrigan (Darkstalkers), Souki (Onimusha), Megaman Vollnut (Megaman Legends), Roll (Megaman) e PTX-40A (Lost Planet). Gold Lightan e PTX-40A são gigantescos, e nem esboçam reação - apesar de perder energia normalmente - quando atingidos pelos demais personagens, mas, para contrabalançar, se você escolher um deles não poderá formar uma dupla, tendo que jogar com um personagem só. Curiosamente, o único videogame para o qual está prevista uma adaptação de TvC, lançada no final do ano passado, é o Wii, justamente o que tem sido preterido para lançamentos como Street Fighter IV e SoulCalibur IV. A versão Wii traz dois personagens secretos exclusivos para cada lado, Ippatsuman e o Gênio Maluco para a Tatsunoko, Saki (de Quiz Nanairo Dreams) e Viewtiful Joe para a Capcom.

Como registro, vale dizer que TvC não é a primeira incursão da Tatsunoko pelo mundo dos jogos de luta. Em 2000, a Takara lançou exclusivamente no Japão, para Playstation, Tatsunoko Fight, um jogo onde três personagens de Gatchaman, três de Casshan, três de Tekkaman, três de Polymar e três de Denkou Senka Volter, uma série criada especialmente para o jogo, mas que nunca chegou a virar anime, se enfrentavam antes de confrontar o vilão inédito Rosraisen. O jogo era bem normal, com lutas em esquema um-contra-um, sem especiais exagerados ou outros enfeites.

Assim como Tatsunoko Fight, Tatsunoko vs Capcom provavelmente não será lançado no ocidente, ficando tanto a versão arcade quanto a para Wii exclusivas para o Japão, por causa de problemas de licenciamento - cada anime da Tatsunoko lançado nos Estados Unidos foi licenciado por uma companhia diferente, e alguns, como Ippatsuman, jamais foram licenciados, o que daria uma dor de cabeça enorme à Capcom norte-americana para lançar o jogo sem infringir os direitos de ninguém, o que é uma pena. Um bom jogo de luta em dupla está fazendo falta para os fãs antigos como eu.

Atualizado em 10 de outubro de 2010: Aparentemente a Capcom resolveu assumir a dor de cabeça dos licenciamentos, e, em janeiro desse ano, lançou TvC no ocidente, com o nome de Tatsunoko vs Capcom: Ultimate All-Stars. Infelizmente, a versão norte-americana não conta com o Gênio Maluco (aparentemente, essa licença eles não conseguiram), mas, em compensação, traz cinco personagens novos, três da Tatsunoko - Joe (de Gatchaman), Ai (de Yatterman) e Tekkaman Blade - e dois da Capcom - Frank West (de Dead Rising) e Zero (de Megaman X). Eu já sabia disso desde o início do ano, mas só agora me dei conta de que poderia fazer essa atualização...

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