quarta-feira, 9 de julho de 2008

James Bond (III)

E hoje teremos a terceira parte do post sobre James Bond! Quando terminamos a anterior, Roger Moore tinha acabado de interpretar o agente 007 pela quarta vez, e todos os romances escritos por Fleming já haviam sido adaptados. Para décimo-segundo filme da série, Broccoli decidiu então adaptar um conto, For Your Eyes Only (no Brasil, 007 Somente para seus Olhos), que, na verdade, deveria ter se tornado o décimo-primeiro filme, mas acabou dando lugar a Moonraker, que tentou pegar uma carona no sucesso de Star Wars.

For Your Eyes Only, o livro, foi o oitavo da série, lançado em 1960, e trazia cinco contos: From a View to a Kill, Risico, The Hildebrand Rarity, Quantum of Solace e o que dá nome à obra. O filme é, na verdade, uma mistura de For Your Eyes Only e Risico, mas a maior parte do roteiro é original.

Bernard Lee (M)O filme tem uma das seqüências de abertura mais curiosas da série, onde Bond está visitando o túmulo de sua esposa quando é atacado por Blofeld (John Hollis, dublado por Robert Rietty). Bond consegue se livrar da armadilha do vilão e o mata, acabando com sua ameaça de uma vez por todas. Embora o nome de Blofeld não seja citado em momento algum, é claramente o vilão, e esta seqüência foi incluída por dois motivos: primeiro porque a "morte" de Blofeld em Diamonds Are Forever foi meio subentendida, propositalmente, já que a EON ainda tinha esperanças de usá-lo em um outro filme, mas, como Kevin McClory, o dono dos direitos sobre o personagem, jamais permitiu, eles decidiram demonstrar de uma vez por todas que o vilão estava morto. Em segundo lugar, porque havia um boato de que Moore, cansado do papel, não aceitaria repeti-lo, então a cena serviria para apresentar um novo Bond ao público. Moore acabou aceitando voltar ao papel, mas a cena foi mantida assim mesmo.

Dirigido por John Glen, que havia sido o editor dos dois filmes anteriores, For Your Eyes Only estreou em junho de 1981, primeiro no Reino Unido e dois dias depois nos Estados Unidos. Com orçamento de 28 milhões de dólares, rendeu mais de 195 milhões, sendo 55 milhões apenas na terra do Tio Sam. A música-tema era cantada por Sheena Easton, que inclusive aparece na abertura cantando-a, na primeira e única vez em que isto acontece na série. O filme também foi alvo de duas controvérsias, digamos, sexuais: seu cartaz, que mostra uma moça de costas, de biquini e com parte do bumbum à mostra, foi considerado muito ousado para a época, e teve de ser editado em várias partes do mundo. Além disso, há uma cena no filme em que várias mulheres de biquini estão em volta de uma piscina; após o lançamento do filme, uma delas, Caroline Cossey, revelaria ser na verdade um transexual. Cossey só aparece de relance em umas duas cenas, mas algumas publicações sensacionalistas chegaram a divulgar que ela teria tido "tórridas cenas de amor com 007".

Mas o filme também tem um enredo: Bond é enviado pelo MI6 para recuperar um sistema de comando de mísseis conhecido como ATAC, roubado durante um ataque misterioso. As pistas o levam à Grécia e ao contrabandista Milos Columbo (Chaim Topol), mas, para chegar a Columbo, Bond precisará da ajuda de seu ex-parceiro e hoje empresário Aristotle Kristatos (Julian Glover). Durante sua missão, como de costume, Bond acaba se envolvendo com uma Bond Girl, Melina Havelock (Carole Bouquet), cujos pais foram assassinados em um ataque relacionado à busca do ATAC, e que deseja vingança.

For Your Eyes Only foi o último filme de James Bond distribuído pela United Artists, que pouco depois de seu lançamento seria comprada pela MGM. Também foi o primeiro sem a presença de Bernard Lee, que interpretava M, e morreu no início de 1981. Em homenagem a ele, os produtores decidiram não substituí-lo por outro ator naquela ocasião, e, portanto, M não aparece no filme. A partir do seguinte, M seria interpretado por Robert Brown.

Já com mais de 50 anos, Moore começava a considerar seriamente não voltar a interpretar Bond, o que levou a EON a fazer testes com dois outros atores, Timothy Dalton e James Brolin. Um evento inesperado, porém, levou os produtores a investir novamente em Moore, e convencê-lo a fazer mais um filme. E este filme seria o que leva o curioso nome de Octopussy (e o não menos curioso 007 contra Octopussy no Brasil).

OctopussyAssim como seu antecessor, Octopussy tira seu nome de um conto, o principal do livro Octopussy and The Living Daylights, décimo-quarto e último da série, publicado dois anos após a morte de Fleming, em 1966. Sua primeira edição trazia apenas dois contos (evidentemente, Octopussy e The Living Daylights), mas a partir da segunda edição foi incluído The Property of a Lady, e, em 2002, o último conto de Fleming que permanecia inédito, 007 in New York - a única de suas histórias a trazer "007" no nome.

A rigor, Octopussy, o filme, é uma mistura de Octopussy, o conto, e The Property of a Lady; na realidade, porém, o roteiro é quase todo inédito, e muito pouco é retirado destes contos. Ao contrário do que o título em português possa sugerir, Octopussy (Maud Adams) não é a vilã do filme, mas a Bond Girl, uma rica dona de circo e contrabandista de jóias nas horas vagas, à qual Bond deve se unir para impedir mais um plano de destruição do mundo pelo uso de armas nuclares. Adams, que já havia interpretado Andrea Anders em The Man with the Golden Gun, não foi a primeira escolha para o papel - os produtores, inclusive, relutaram muito em chamá-la, pois temiam uma associação entre as duas personagens - mas acabou ficando com ele após as recusas de Sybil Danning, Faye Dunaway e Persis Khambatta.

No filme, Bond deve substituir o agente 009 em uma missão que o levará até a Índia, atrás do príncipe afegão Kamal Khan (Louis Jourdan), que trabalha para o General Orlov (Steven Berkoff), que a princípio apenas rouba dos soviéticos jóias e relíquias da época dos czares, mas na verdade planeja usar armas nuclares para obrigar toda a Europa a se desarmar - com um propósito maligno em mente, evidentemente. Octopussy, a princípio, é aliada de Khan, mas acaba se bandeando para o lado de Bond. Bond também conta com a ajuda do indiano Vijay, interpretado pelo tenista Vijay Amritraj, que, em uma curiosa cena bastante criticada, toca a música-tema do 007 em uma flauta, para mostrar a Bond que ele é um contato do MI6.

Octopussy foi dirigido mais uma vez por John Glen. A música-tema, All Time High, cantada por Rita Coolidge, foi a segunda a não ter o mesmo nome do filme, e a primeira a não ter o nome do filme cantada em nenhum momento em sua letra. O filme, que estreou em junho de 1983, primeiro no Reino Unido e quatro dias depois nos Estados Unidos, custou 35 milhões de dólares, e foi um grande sucesso de bilheteria, rendendo 187,5 milhões no mundo inteiro, sendo quase 68 milhões apenas nos Estados Unidos. A crítica, porém, não gostou tanto assim, reclamando de várias cenas, e considerando o filme longo e confuso.

O evento inesperado que levou Moore a fazer seu sexto filme no papel de 007 foi nada menos que o pior pesadelo da EON tornado realidade: talvez irritado com a presença de Blofeld em For Your Eyes Only, McClory decidiu fazer valer seus direitos, e filmar um 007 paralelo, não-oficial. E com Sean Connery no papel do agente - eis porque Moore não poderia ser substituído ainda, já que a EON temia que um ator novato não conseguisse fazer frente ao "Bond original". Assim, curiosamente, dois filmes de James Bond foram produzidos quase que simultaneamente, e dois estrearam em um único ano. Para batizar seu filme, McClory ainda foi engraçadinho e usou a frase Never Say Never Again ("nunca diga nunca novamente"), que teria sido proferida pela esposa de Connery quando ele declarou que nunca mais aceitaria interpretar Bond outra vez após Diamonds Are Forever. Embora Never Say Never Again costume ser considerado até pelos fãs de 007 como um ótimo filme, na "batalha dos Bonds" ele acabou perdendo para Octopussy, já que custou 36 milhões de dólares e rendeu 160 milhões, sendo 55 milhões nos Estados Unidos. Alguns críticos também acharam que Connery, aos 53 anos, estava "muito velho" para o papel, mas, na verdade, ele é três anos mais novo que Moore.

Desmond Llewelyn (Q)Essencialmente, Never Say Never Again (no Brasil, 007 Nunca Mais Outra Vez) é uma refilmagem de Thunderball, mas, embora o enredo seja o mesmo, o filme é bastante diferente. Nele, a organização criminosa SPECTRE, liderada por Ernst Stavro Blofeld (Max von Sydow) rouba dois mísseis nucleares norte-americanos, e exige bilhões de dólares para não usá-los contra o mundo. Bond é então enviado para as Bahamas, onde enfrentará um dos agentes da SPECTRE, Maximilian Largo (Klaus Maria Brandauer), tentará escapar da perigosa Fatima Blush (Barbara Carrera) e se envolverá com a Bond Girl Domino Petachi (Kim Basinger), namorada de Largo; tudo isso contando com a ajuda do agente da CIA Felix Leiter (Bernie Casey) e do atrapalhado Nigel Small-Fawcett (Rowan Atkinson, conhecido por aqui como Mr. Bean). Curiosamente, neste filme Bond é considerado um agente velho e à beira da aposentadoria, e M (Edward Fox) só aceita enviá-lo em missão quando descobre que a SPECTRE está envolvida. Também curiosamente, o filme parece ignorar os demais, já que Bond e Blofeld não se conhecem.

Dirigido por Irvin Kershner (de O Império Contra-Ataca), Never Say Never Again deveria ter sido lançado na mesma época de Octopussy, para fazer uma concorrência direta; alguns atrasos na produção, porém, fizeram com que ele só fosse lançado em outubro de 1983, primeiro nos Estados Unidos e oito dias depois no Reino Unido, distribuído pela Warner Bros. Por não ser um filme "oficial", não conta com a tradicional seqüência do revólver nem com a igualmente tradicional abertura, embora durante os créditos iniciais seja executada uma música-tema cantada por Lani Hall. O tema de 007, evidentemente, não é tocado em nenhum momento do filme. Graças à diferença de três meses entre os dois lançamentos, um dos filmes não roubou público do outro, a EON não sofreu tanto quanto imaginava, e a série oficial seguiria seu rumo normalmente.

O décimo-quarto filme produzido pela EON estrearia em junho de 1985, simultaneamente nos Estados Unidos e Reino Unido, com o nome de A View to a Kill (no Brasil, 007 na Mira dos Assassinos). Assim como Octopussy, ele era uma adaptação de um conto que tinha pouquíssimo a ver com esse conto, no caso From a View to a Kill, do livro For Your Eyes Only. Dirigido mais uma vez por Glen, e com a música-tema a cargo do Duran Duran, o filme foi um grande sucesso comercial, rendendo 152,4 milhões de dólares no mundo inteiro, sendo 50,3 milhões apenas nos Estados Unidos - bem mais que os 30 milhões que custou. Apesar disso, foi um retumbante fracasso de crítica, costuma ser lembrado como um dos piores, e foi o filme que Moore menos gostou de fazer, principalmente por, aos 58 anos, já se achar velho demais para o papel.

No filme, o primeiro produzido em dupla por Albert R. Broccoli e seu enteado Michael G. Wilson, Bond viaja mais uma vez para os Estados Unidos, desta vez para a Costa Oeste, onde deverá deter o megalomaníaco da vez, Max Zorin (Christopher Walken), presidente de uma indústria fabricante de microchips, que planeja nada menos que causar um terremoto no Vale do Silício, o que acabaria com todas as demais empresas do setor, deixando-o com um monopólio. Antes do papel ser oferecido a Walken, ele o foi a David Bowie e Sting, que o recusaram. Talvez querendo ter um ídolo da música no filme de qualquer jeito, os produtores acabaram escalando a cantora Grace Jones para o papel de May Day, namorada de Zorin e sua principal capanga. Outras curiosidades do elenco incluem uma participação especial de Dolph Lundgreen, à época namorado de Jones, como um agente soviético, e uma brevíssima aparição de Maud Adams, que visitava seu amigo Moore em um dia de gravações e acabou sendo escalada como figurante, se tornando a única atriz a aparecer em três filmes da série. Mais do que ela, só Lois Maxwell, que em A View to a Kill interpretou Moneypenny, a fiel secretária de M, pela décima-quarta e última vez, sendo substituída nos dois filmes seguintes por Caroline Bliss. Ah, sim, o filme também tem uma Bond Girl, Stacey Sutton (Tanya Roberts), geóloga neta de um industrial do petróleo cuja companhia foi assimilada fraudulentamente pela Zorin.

Lois Maxwell (Moneypenny)A View to a Kill foi o sétimo e último filme de Roger Moore como 007, que, ao fim de seu contrato, evidentemente não tinha interesse nenhum em renová-lo. Assim, começou uma nova busca por um novo Bond, onde foram considerados Lewis Collins, Sam Neil, Pierce Brosnan - que quase ficou com o papel, não fosse ele o protagonista da série de detetive Remington Steele, da NBC - e Timothy Dalton, que após bater na trave por pelo menos duas vezes, finalmente ficou com o papel, aos 40 anos de idade.

Foi com a entrada de Dalton que começou uma história, que vocês já devem ter ouvido falar, de que os filmes de 007 são "atemporais", ou seja, eles sempre são ambientados na época atual, e Bond sempre tem mais ou menos a mesma idade, sendo irrelevante o ano em que ele nasceu ou entrou para o MI6. Na verdade, como Moore é três anos mais velho que Connery, e George Lazenby não é tão mais novo assim que os dois, pode-se muito bem considerar que os primeiros catorze filmes mostravam o mesmo Bond, que foi envelhecendo normalmente ao longo dos anos. Mas quando o papel passou para Dalton, vinte anos mais jovem que Moore, os produtores se viram diante de uma situação para a qual teriam três saídas: a primeira, fazer com que todos os filmes subseqüentes fossem de época, ambientados durante as décadas de 60 ou 70; a segunda, dar um reboot, como se os demais filmes não tivessem acontecido, e Bond estivesse no auge de sua carreira na época atual; e a terceira, ignorar isso tudo e continuar filmando como se ninguém fosse perceber que Bond rejuvenesceu. Para muitos, a escolha desta terceira opção foi a responsável pela falta de interesse dos fãs mais antigos pelos filmes mais novos.

Se bem que o décimo-quinto filme, The Living Daylights (no Brasil, 007 Marcado para a Morte), é até bom. Inspirado no conto de mesmo nome do livro Octopussy and The Living Daylights, mais uma vez o filme tinha bem pouco a ver com o conto. Nele, o 007 é designado para proteger o General soviético Georgi Koskov (Jeroen Krabbé), que planeja desertar, levando aos britânicos a informação que o General Pushkin (John Rhys-Davies), substituto de Gogol, teria ressucitado a operação smiert spionom, na qual a KGB mataria sistematicamente diversos agentes do MI6 ao redor do mundo, enfraquecendo a agência. Enquanto investiga a operação, Bond acaba descobrindo um esquema de tráfico de armas e drogas que envolve o norte-americano Brad Whitaker (Joe Don Baker). A Bond Girl do filme, Kara Milovy (Maryam d'Abo), é uma violoncelista tchecoslovaca namorada de Koskov, que acaba se bandeando para o lado de Bond quando descobre que ela também é considerada desertora e passível de punição. The Living Daylights foi o último filme com a participação do General Gogol, já que Walter Gotell, que o interpretava, teve de se afastar por motivos de saúde. O filme também traz a sexta participação de Felix Leiter, interpretado pelo sexto ator diferente, John Terry.

Timothy DaltonQuarto filme dirigido por Glen, The Living Daylights teve um orçamento de 40 milhões de dólares, e estreou em junho de 1987, rendendo 51 milhões nos Estados Unidos, e 191 milhões no mundo inteiro. A música-tema foi interpretada pela banda a-ha, mas The Living Daylights foi o primeiro filme da série a utilizar uma música diferente da música-tema durante os créditos finais, no caso, If There Was A Man, interpretada por Chrissie Hynde, dos Pretenders. O filme gerou pelo menos um incidente curioso: o esquema de Whitaker utiliza veículos e embalagens da Cruz Vermelha para traficar ópio, o que fez com que a famosa organização humanitária ameaçasse processar a MGM, e rendeu um aviso na abertura do filme de que o símbolo da Cruz Vermelha foi usado sem autorização.

Seguindo o intervalo-padrão de dois anos, o décimo-sexto filme de Bond, Licence to Kill (007 Permissão para Matar no Brasil), quinto e último dirigido por Glen, estrearia em julho de 1989. Primeiro filme da série oficial a não tirar seu título de uma das histórias escritas por Fleming, Licence to Kill pega alguns elementos de The Hildebrand Rarity e outros de Live and Let Die que ficaram de fora da primeira adaptação. Originalmente, o filme iria se chamar Licence Revoked ("licença revogada"), mas o título foi trocado após uma pesquisa nos Estados Unidos apontar que as pessoas o associavam com a perda da carteira de motorista.

O motivo para a escolha do nome está no enredo: Bond está nos Estados Unidos para o casamento de seu amigo Leiter (David Hedison, que já o havia interpretado em Live and Let Die, o primeiro a repetir o papel), e ambos, antes da cerimônia, capturam o traficante Franz Sanchez (Robert Davi). No dia seguinte, Sanchez suborna um agente para deixá-lo escapar, e vai em busca de vingança, matando a esposa de Leiter e ferindo-o seriamente. Diante disso, quem parte em busca de vingança é Bond, que, ao desobedecer uma ordem de M para ir em missão a Istambul, tem sua permissão para matar revogada. Mas isto não impedirá o ex-007 de ir em busca de Sanchez, contando com a ajuda da ex-piloto da CIA e Bond Girl Pam Bouvier (Carey Lowell). O elenco conta ainda com Benicio del Toro no papel de Dario, capanga de Sanchez; e Talisa Soto como Lupe Lamora, namorada do vilão.

Com a música-tema cantada por Gladys Knight, e orçamento de 32 milhões de dólares, Licence to Kill rendeu 156 milhões no mundo inteiro, mas apenas 34 milhões nos Estados Unidos, sendo considerado um fracasso de bilheteria. Alguns atribuem este valor à pesada concorrência, já que o filme estreou próximo a Batman, Indiana Jones e a Última Cruzada, Jornada nas Estrelas V, Máquina Mortífera 2, O Segredo do Abismo, Os Caça-Fantasmas 2 e Querida, Encolhi as Crianças. Para evitar que isto se repetisse, a EON decidiu que dali por diante nenhum filme subseqüente de James Bond estrearia no verão norte-americano.

Licence to Kill foi o último filme da série produzido por Broccoli, que se afastaria da produção do seguinte devido a problemas de saúde, e faleceria em 1996. Pouco após sua estréia, tiveram início várias batalhas judiciais, motivadas pela intenção da MGM de vender os direitos de distribuição de todos os filmes de James Bond para a francesa Pathé, que então os comercializaria para exibição em TVs de todo o mundo, algo com o qual a EON não concordou. Tais batalhas acabaram atrasando o lançamento do próximo título da série em seis anos, o maior intervalo até hoje sem filmes de Bond nos cinemas. Mas isso já é assunto para a quarta e última parte deste post, em breve!

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