Assim como à maioria dos que apreciam boa música, o panorama do rock atual não tem me empolgado muito. Tomado por linkinparks e limpinbizkits da vida, tudo o que aparece se parece com uma cópia malfeita de algo que já existia. Admito que eu gostei bastante do Evanescence, mas, ainda assim, é New Metal, um gênero com o qual eu mantenho um pé atrás. Já conformado que o jeito era esperar por um novo lançamento de alguma das minhas bandas preferidas (dizem que um novo do Garbage está para sair), não estava dando um caracol para os novos lançamentos, até ver no jornal uma coisa que me chamou a atenção: o primeiro CD solo da canadense Melissa auf der Maur.
Tudo bem que Alanis Morrissette, Nelly Furtado e Avril Lavigne já eram motivos suficientes para eu desconfiar de cantoras canadenses, mas essa tinha um bom histórico: ex-baixista do Hole e do Smashing Pumpkins. Decidi comprar o CD, e não me arrependi nem um centavo.
O som lembra levemente o Hole, mas bem de leve. A voz de Ms. auf der Maur (que sobrenome legal, diga-se de passagem) ainda vacila um pouco em algumas faixas, mais notadamente em Overpower Thee, mas a guitarra está afinadíssima. E a moça ainda é exagerada: além de cantar e tocar guitarra, ainda é responsável pelo baixo e pelo teclado da maioria das faixas.
A melhor faixa é a segunda, Followed the Waves, com um refrão que grudou na minha cabeça. Acho que o que eu mais gostei do álbum foi que ele é igual a um monte de coisas, mas completamente diferente do estilo que infesta as paradas atuais. É o rock que eu sempre gostei de ouvir, nem tão leve nem tão pesado, sem farofa nem invencionices. Só acordes fortes e uma voz bonita de mulher. Aliás, uma coisa que eu achei interessante é que a voz dela não combina com a aparência. Antes de comprar o CD, eu imaginava que ela tivesse uma voz mais grave, talvez até influenciado por ela ter sido baixista do Hole, banda da Courtney Love, ex-sra. Cobain. É a mesma sensação que eu tenho quando ouço a Katie Beckinsale falando, acho que a voz deveria ser mais grave. Mas tudo bem, isso não prejudica a música, muito pelo contrário, pois ajuda a diferenciá-la de sua ex-banda, o que é sempre bom para um egresso.
Melissa auf der Maur nasceu em 17 de março de 1972, em Montreal, Canadá. Filha de uma DJ e um radialista, desde cedo ela viveu imersa no mundo da música (Nota do Guil: Como todos os cantores sobre os quais já escrevi aqui. Isso mata minhas chances de ser um futuro rockstar), e aprendeu a tocar piano e trumpete. Decidida a entrar em uma banda de rock, aprendeu a tocar baixo por conta própria, e começou a andar com os punks da cidade.
Um dia, ela e um ex-namorado decidiram formar uma banda chamada Tinker, que teve vida curta, mas foi convidada para abrir um show que os Smashing Pumpkins fariam em Montreal em 1993. Impressionado com as habilidades musicais da baixista, o vocalista dos Pumpkins, Billy Corgan, amigo pessoal de Courtney Love, recomendou-a para fazer parte do Hole, no lugar da antiga baixista, que havia morrido de overdose. A princípio, Melissa ficou receosa de abandonar o Tinker, que estava prestes a fechar seu primeiro contrato, mas após receber um telefonema da própria Coutney Love, pedindo para que ela voasse até Seattle para se encontrar com a banda, ela mudou seus planos, que incluíam até fazer faculdade de fotografia, e se uniu à banda.
Dois meses depois do telefonema, Melissa já estava tocando com o Hole em sua turnê Live Through This. Para se familiarizar com as músicas da banda, ela tocava baixo enquanto ouvia os CDs, tentando acompanhar as músicas como se a baixista fosse ela. Em 1998, Melissa participou ativamente do novo álbum do Hole, Celebrity Skin, escrevendo algumas das letras e a maioria das músicas. Neste mesmo ano, ela se apresentou em uma turnê com Rick Ocasek, da banda The Cars.
A carreira de Melissa com o Hole durou pouco, porém. Em 1999, cinco anos depois de sua entrada, ela decidiu deixar a banda para fazer carreira solo. Seus planos tiveram de ser adiados novamente quando ela recebeu um telefonema de Billy Corgan, pedindo para que ela se tornasse a nova baixista dos Smashing Pumpkins, já que D'Arcy Wretzky havia decidido se desligar da banda. Sua carreira com os Pumpkins foi ainda mais curta, já que a banda acabou oficialmente no final daquele mesmo ano. Finalmente Melissa estava "livre" para assistir desfiles de moda, estudar fotografia e, por que não?, gravar seu próprio disco solo.
Um disco que eu recomendo para todos os que gostem de um rock mais anos 90, diferente dos niumétaus da vida. Ms. auf der Maur fez o dever de casa direitinho, está aprovada com louvor. Boa sorte para ela.
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Tudo bem que Alanis Morrissette, Nelly Furtado e Avril Lavigne já eram motivos suficientes para eu desconfiar de cantoras canadenses, mas essa tinha um bom histórico: ex-baixista do Hole e do Smashing Pumpkins. Decidi comprar o CD, e não me arrependi nem um centavo.
O som lembra levemente o Hole, mas bem de leve. A voz de Ms. auf der Maur (que sobrenome legal, diga-se de passagem) ainda vacila um pouco em algumas faixas, mais notadamente em Overpower Thee, mas a guitarra está afinadíssima. E a moça ainda é exagerada: além de cantar e tocar guitarra, ainda é responsável pelo baixo e pelo teclado da maioria das faixas.A melhor faixa é a segunda, Followed the Waves, com um refrão que grudou na minha cabeça. Acho que o que eu mais gostei do álbum foi que ele é igual a um monte de coisas, mas completamente diferente do estilo que infesta as paradas atuais. É o rock que eu sempre gostei de ouvir, nem tão leve nem tão pesado, sem farofa nem invencionices. Só acordes fortes e uma voz bonita de mulher. Aliás, uma coisa que eu achei interessante é que a voz dela não combina com a aparência. Antes de comprar o CD, eu imaginava que ela tivesse uma voz mais grave, talvez até influenciado por ela ter sido baixista do Hole, banda da Courtney Love, ex-sra. Cobain. É a mesma sensação que eu tenho quando ouço a Katie Beckinsale falando, acho que a voz deveria ser mais grave. Mas tudo bem, isso não prejudica a música, muito pelo contrário, pois ajuda a diferenciá-la de sua ex-banda, o que é sempre bom para um egresso.
Melissa auf der Maur nasceu em 17 de março de 1972, em Montreal, Canadá. Filha de uma DJ e um radialista, desde cedo ela viveu imersa no mundo da música (Nota do Guil: Como todos os cantores sobre os quais já escrevi aqui. Isso mata minhas chances de ser um futuro rockstar), e aprendeu a tocar piano e trumpete. Decidida a entrar em uma banda de rock, aprendeu a tocar baixo por conta própria, e começou a andar com os punks da cidade.
Um dia, ela e um ex-namorado decidiram formar uma banda chamada Tinker, que teve vida curta, mas foi convidada para abrir um show que os Smashing Pumpkins fariam em Montreal em 1993. Impressionado com as habilidades musicais da baixista, o vocalista dos Pumpkins, Billy Corgan, amigo pessoal de Courtney Love, recomendou-a para fazer parte do Hole, no lugar da antiga baixista, que havia morrido de overdose. A princípio, Melissa ficou receosa de abandonar o Tinker, que estava prestes a fechar seu primeiro contrato, mas após receber um telefonema da própria Coutney Love, pedindo para que ela voasse até Seattle para se encontrar com a banda, ela mudou seus planos, que incluíam até fazer faculdade de fotografia, e se uniu à banda.
Dois meses depois do telefonema, Melissa já estava tocando com o Hole em sua turnê Live Through This. Para se familiarizar com as músicas da banda, ela tocava baixo enquanto ouvia os CDs, tentando acompanhar as músicas como se a baixista fosse ela. Em 1998, Melissa participou ativamente do novo álbum do Hole, Celebrity Skin, escrevendo algumas das letras e a maioria das músicas. Neste mesmo ano, ela se apresentou em uma turnê com Rick Ocasek, da banda The Cars.
A carreira de Melissa com o Hole durou pouco, porém. Em 1999, cinco anos depois de sua entrada, ela decidiu deixar a banda para fazer carreira solo. Seus planos tiveram de ser adiados novamente quando ela recebeu um telefonema de Billy Corgan, pedindo para que ela se tornasse a nova baixista dos Smashing Pumpkins, já que D'Arcy Wretzky havia decidido se desligar da banda. Sua carreira com os Pumpkins foi ainda mais curta, já que a banda acabou oficialmente no final daquele mesmo ano. Finalmente Melissa estava "livre" para assistir desfiles de moda, estudar fotografia e, por que não?, gravar seu próprio disco solo.
Um disco que eu recomendo para todos os que gostem de um rock mais anos 90, diferente dos niumétaus da vida. Ms. auf der Maur fez o dever de casa direitinho, está aprovada com louvor. Boa sorte para ela.
Um jogo, porém, me cativou mais do que qualquer outro, e me traz boas lembranças até hoje: Chrono Trigger. E é sobre ele que falarei agora.
Durante suas viagens (que vão desde a pré-história até o futuro distante) os três amigos acabam descobrindo que, um dia, em um futuro não muito distante, um ser alienígena de nome Lavos irá destruir o planeta. Para que isso não aconteça, eles decidem encontrar uma forma de impedir que Lavos chegue, ou, pelo menos, destruí-lo antes que o apocalipse aconteça.
Alguns consideram a história de Chrono Trigger pouco profunda para um RPG, mas eu acho que se fosse mais complexa talvez o jogo não fosse tão divertido. Mesmo com a história simples, eu levei em torno de 52 horas para terminar. Como se já não bastassem os gráficos top de linha para a época e os personagens cativantes, Chrono Trigger ainda tem muitos sidequests (coisas que os personagens podem fazer mas que geralmente não modificam o final do jogo) e 11 finais diferentes, dependentes de suas ações durante o jogo (eu só consegui "encontrar" 9, depois fiquei de saco cheio), além da opção "New Game +", que permite começar um novo jogo mantendo as características dos personagens de um jogo anterior já terminado. Ou seja, muito tempo de diversão após terminar pela primeira vez, o que é importante quando se pensa em comprar um jogo.
Em 1999, foi lançada uma versão de Chrono Trigger para Playstation. O jogo é exatamente o mesmo, mas com músicas melhoradas e algumas cenas de anime, além de 2 finais a mais (totalizando 13 diferentes). A Square também fez uma seqüência exclusiva para Playstation, chamada Chrono Cross, mas os personagens eram outros, a história era completamente diferente, e eu não cheguei a jogar o suficiente para dar meu aval.
Mage, de 1994, foi o terceiro RPG lançado pela editora norte-americana White Wolf, dentro de sua linha de jogos World of Darkness, que já contava com o famoso Vampire: The Masquerade, e seu primo mais feroz, Werewolf: The Apocalypse. Mage trazia uma nova abordagem para o Mundo das Trevas, já que nele os jogadores não eram seres sobrenaturais per se, mas sim meros humanos, mortais, sem grande resistência a dano maciço ou fraquezas esotéricas como prata e a luz do Sol. Meros humanos, como eu e você. Mas dotados de grandes poderes.
Um personagem de Mage (um "mago", embora bem diferente dos magos tradicionais de RPG) é uma pessoa com uma força de vontade tão grande, mas tão grande, que ele sozinho consegue romper este paradigma, conseguindo fazer praticamente tudo que sua imaginação (e conhecimento) permitir. Se acreditar que pode voar, ele realmente sairá voando por aí. Santos Dumont, no exemplo anterior, seria um mago, por ter conseguido fazer seu avião voar.
É claro que, possuindo um poder que a maioria da população não possui, e pouco ameaçados pelo Paradoxo, o destino da Tecnocracia só poderia ser um: Eles dominaram o mundo. E consideram qualquer outro mago que não seja um Tecnocrata uma ameaça ao bem-estar social. E é aí que os jogadores entram.
Mas a Tecnocracia e o Paradoxo não são as únicas fontes de preocupação para um mago. Existem ainda os Nefandi, magos infernalistas que venderam sua alma em troca de mais poder, e os Marauders (que foram traduzidos para "Desauridos", um termo que eu me recuso a usar), magos loucos que não sofrem os efeitos do Paradoxo, não importa o quão mirabolantes sejam seus efeitos. E não podemos esquecer os vampiros, lobisomens, espíritos, e todo o tipo de criaturta sobrenatural, que no Mundo das Trevas andam pela rua como se isto fosse normal e corriqueiro.
Na figura ao lado, podemos ver a disposição inicial das peças. O jogador que controla as brancas deve levar suas peças até o setor que já começa com cinco peças brancas e duas pretas (seu setor final). Sim, cada jogador já começa com cinco peças em seu setor final, e deve levar as outras dez até lá.