segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Bonk's Adventure

Há pouco mais de um ano, eu fiz aqui um post sobre o Turbografx-16, um videogame que, pra mim, tinha um status místico: eu conhecia um monte de seus jogos, mas nunca conheci alguém que tivesse um, de forma que, apesar de já ter jogado muitos desses jogos em emuladores, jamais vi um pessoalmente, e, portanto, jamais encaixei um jogo ou peguei no controle de um. A parte de conhecer muitos de seus jogos, no caso, é anterior à época dos emuladores, já que os conhecia através de revistas que comprava, que traziam matérias sobre jogos de NES e Master System, os principais consoles da época, e, eventualmente, sobre um de Turbografx-16. O primeiríssimo desses jogos foi Bonk's Adventure, com o qual eu fiquei muito impressionado, já que os gráficos eram bastante superiores aos do NES (que eu tinha) e do Master System (que amigos tinham e eu já havia jogado); eu até acabei descobrindo que existia um Bonk's Adventure para o NES, e até cheguei a alugá-lo, mas os gráficos eram bem diferentes dos que vi na revista - a jogabilidade também não devia ser lá essas coisas, porque eu lembro que nem gostei do jogo. A primeira vez que eu pude jogar o original seria em um emulador, quando acabei descobrindo que, além de muito bonito, Bonk's Adventure é também um jogo muito divertido. Essa semana, pensei que seria legal fazer um novo post sobre games aqui para o átomo, e, por alguma razão, acabei me lembrando dessa história. Assim, hoje é dia de Bonk's Adventure no átomo!

Bonk's Adventure foi uma criação da NEC, que fabricava o Turbografx-16; seu intuito era fazer do protagonista do jogo, um homem das cavernas baixinho e careca, conhecido nos Estados Unidos como Bonk, o mascote do videogame, da mesma forma que Mario era o mascote do NES e Alex Kidd era o mascote do Master System. O nome original, tanto do personagem quanto do jogo, em japonês é PC-Genjin, um trocadilho com PC-Engine, o nome do console no Japão - genjin, em japonês, significa "homem das cavernas", e, segundo a NEC, "PC" era a abreviação de Pithecanthropus Computerus, o nome científico da espécie de Bonk. Depois do Japão, o jogo seria lançado na Europa, e, como lá o trocadilho não seria compreendido, eles alteraram o nome do jogo e do personagem primeiro para PC-Kid, e, mais tarde, para evitar uma associação com os computadores PC, para B.C. Kid - B.C., no caso, é a sigla para "antes de Cristo" em inglês. Somente quando o jogo foi ser lançado nos Estados Unidos é que a NEC norte-americana decidiu criar o nome Bonk's Adventure, renomeando seu protagonista para Bonk. Vale citar também a decisão bizarra da Hudson Soft, que criou a versão NES do jogo, de lançá-la para o Famicom, a versão japonesa do NES, com o nome de FC-Genjin, com esse FC, evidentemente, fazendo alusão ao nome Famicom - sendo a parte bizarra a de que, na caixa e no manual, dizia que a sigla "FC" era do nome científico da espécie do personagem: Freakthoropus Computerus.

Enfim, Bonk's Adventure é um jogo de plataforma tradicional da época, no qual o objetivo é andar para a frente derrotando inimigos, pulando buracos e coletando itens até o final de cada fase. A principal arma de Bonk é sua cabeça dura, com a qual pode dar cabeçadas nos inimigos e até mesmo rebater armas, como machados e lanças, arremessadas contra ele. Alguns inimigos são fortes demais para serem derrotados com cabeçadas, porém, o que faz com que Bonk tenha de usar seu ataque especial: ao pular e pressionar o botão de ataque, Bonk vira uma cambalhota no ar e cai com violência de cabeça sobre o adversário, esmagando-o, diminuindo sua energia (no caso de chefes) ou jogando-o em direção ao ar; é possível quicar em um inimigo e já cair de cabeça no próximo, ou quicar repetidas vezes em inimigos que são jogados para o ar, acumulando mais pontos. Cada inimigo derrotado com o ataque especial dá a Bonk uma moeda, e o total de moedas é contado no final de cada fase para pontos bônus. Pressionando o botão de ataque repetidas vezes, Bonk também pode dar várias cambalhotas em sequência, aumentando a força de seu ataque, e algumas paredes podem ser escaladas se, após uma cambalhota, Bonk encostar nelas - caso no qual ele morde a parede, e a escala com a força de seus dentes.

A energia de Bonk é representada por três corações no topo da tela; alguns ataques dos inimigos tiram meio coração, outros tiram um coração inteiro, e, uma vez que Bonk fique sem corações, perde uma vida. Para recuperar energia, Bonk deve recolher corações espalhados ou escondidos pelas fases, sendo que um coração pequeno recupera meio coração de energia, e um grande recupera um inteiro; com um pouco de sorte e competência, Bonk também pode encontrar ao longo do jogo dois corações azuis, que aumentam sua energia máxima em um coração cada - podendo chegar, portanto, a um máximo de cinco corações. Uma curiosidade é que, ao perder todos os corações, Bonk cai desmaiado babando; se o jogador apertar start, Bonk perde uma vida e continua do exato ponto onde estava, ao invés de retornar para o começo da fase.

Outro item importante é o pernil, que vem em dois tamanhos, o grande e o pequeno: quando Bonk come um pernil pequeno, o topo de sua cabeça explode como se ele tivesse comido uma coisa muito apimentada, ficando sua pele em um tom avermelhado; ele vai clareando aos poucos até o efeito da pimenta passar, mas, enquanto estiver vermelho, Bonk pode causar um terremoto caindo de cabeça no chão, que destrói automaticamente os inimigos mais fracos da tela, e paralisa os mais fortes por alguns segundos. Se Bonk comer um segundo pernil pequeno antes de o efeito do primeiro passar, ou se comer um pernil grande, além de pode causar os terremotos, ele ficará totalmente invencível por alguns segundos, derrotando inimigos com um mero toque. Além de moedas, corações e pernis, Bonk pode recolher frutas e vegetais espalhados pelas fases, que lhe conferem pontos extras.

Apesar de ser um homem das cavernas, Bonk vive em um mundo povoado por dinossauros - muitos deles, inclusive, possuem inteligência e agem como humanos. O próprio vilão do jogo, King Drool, é um dinossauro que sequestrou a Princesa Za, sendo a missão de Bonk salvá-la. Para isso, ele deverá derrotar cinco dinossauros (os chefes) cuja mente está sendo controlada por King Drool através de um capacete especial que se parece com uma casca de ovo.

Bonk's Adventure seria lançado no Japão em 15 de dezembro de 1989, e nos Estados Unidos quase um ano depois. Suas únicas versões além da original para o Turbografx-16 seriam lançadas para o NES e para os computadores Amiga. A versão Amiga, lançada pela Factor 5, é surpreendentemente bem feita, com gráficos que não deixam nada a dever aos originais, uma boa paleta de cores e até mesmo uma nova trilha sonora; a versão NES, lançada pela Hudson Soft (de Bomberman), por outro lado, tem gráficos inferiores, não tem todas as fases, e ainda é muito mais fácil que o jogo original.

O sucesso de Bonk's Adventure levaria a uma sequência, Bonk's Revenge (PC-Genjin 2), lançada em 1991. Dessa vez, King Drool roubou metade da Lua (?), o que está causando um desequilíbrio ecológico. Cabe a Bonk recuperá-la e devolvê-la a seu devido lugar (sabe-se lá como). Bonk's Revenge é cheio de melhorias em relação a seu antecessor: os gráficos são mais limpos e coloridos (Bonk, inclusive, é mais fofo) e as fases são maiores e mais cheias de itens escondidos. Dessa vez, de acordo com o número de moedas que você recolher, ganhará não somente pontos, mas itens, como vidas extras, pernis, e até mesmo corações azuis. Recolhendo um determinado número de flores por fase, Bonk também ganha acesso a fases-bônus, nas quais pode recolher muitas moedas. A única versão lançada de Bonk's Revenge seria a do Turbografx-16, o que é uma pena, pois o jogo costuma ser considerado pelos fãs como o melhor da série.

Em seu estado "apimentado", Bonk também tem acesso a uma nova habilidade, cuspindo fogo ao invés de usar uma cabeçada quando estiver com os dois pés tocando o chão; essa habilidade também está presente quando Bonk está invencível, sendo que, agora, ao criar um terremoto quando invencível, Bonk destrói instantaneamente todos os inimigos (exceto chefes). Quando usa a cambalhota no ar quanto apimentado, Bonk cria um símbolo de energia nuclear (que serve apenas como decoração, sem nenhuma função prática), e, enquanto invencível, fica rodeado por fogo que destrói inimigos fracos se tocá-los. Curiosamente, na versão original japonesa, ao comer um pernil pequeno, Bonk se tornava um transformista, passando a usar vestido e maquiagem, ao invés de cuspir fogo ele mandava beijinhos, e, ao invés de um símbolo nuclear, criava um coração; a NEC dos Estados Unidos decidiria que um Bonk transformista não era apropriado para os jogadores norte-americanos, fazendo a alteração.

Em 1992, a Hudson lançaria uma versão de Bonk's Adventure para o Game Boy (chamada, no Japão, de GB Genjin, embora dessa vez eles não tenham tentado explicar o que era o "GB"). Apesar do nome, não se trata de uma adaptação do primeiro jogo, e sim de um jogo completamente diferente, que mistura elementos de Bonk's Adventure e Bonk's Revenge, e tem fases inéditas. Assim como a versão NES de Bonk's Adventure, a versão Game Boy seria criticada por ser muito curta e muito fácil. Uma curiosidade da versão Game Boy é que, em seu estado apimentado, Bonk se transforma em um punk, e derrota os oponentes com gritos ao invés de cabeçadas.

A trilogia de Bonk no Turbografx-16 se fecharia em 1993, com o lançamento de Bonk 3: Bonk's Big Adventure (somente PC-Genjin 3 no Japão). A principal novidade desse jogo é que Bonk, comendo doces, pode mudar de tamanho, se transformando em Tiny Bonk para ficar pequenino e ter acesso a locais secretos das fases ou em Giant Bonk para ficar gigantesco e destruir partes do cenário - além de derrotar inimigos mais facilmente. Bonk pode ficar apimentado ou invencível normalmente nos modos Tiny Bonk e Giant Bonk, e, para retornar ao tamanho normal, basta que Bonk seja atingido uma única vez - o que é considerado uma das maiores falhas do jogo, pois às vezes o jogador fica procurando um doce para acessar uma área secreta, e acaba sendo atingido e gastando-o antes de chegar nela. Por alguma razão, as áreas secretas acessíveis através de Tiny Bonk também podem ser acessadas caso Bonk seja atingido por um inimigo específico que o transforma em caranguejo, o que não se sabe se foi de propósito ou passou despercebido pela equipe de produção. Também vale registrar que, no modo apimentado, Bonk também pode cuspir fogo.

O jogo também possui um grande número de fases bônus, que podem ser acessadas recolhendo um determinado número de flores por fase, trocando moedas pelo acesso a elas no final de cada fase, ou de outras formas menos convencionais - na fase do oceano, se Bonk deixar que um determinado peixe o engula inteiro, ele vai parar em uma fase bônus ambientada dentro do peixe. Infelizmente, Bonk 3 é considerado o mais fraco da série, e uma das razões é justamente as fases, consideradas desinteressantes - sem falar que muitas delas, diferentemente dos dois jogos anteriores, não são ambientadas na pré-história, com Bonk visitando o Egito, o Ártico, uma cidade moderna, e até mesmo a casa do gigante do pé de feijão. Bonk 3 seria lançado apenas para o Turbografx-16, em versão em cartucho (HuCard) e CD, sendo que a versão em CD toca as músicas direto do disco e tem vários minigames para dois jogadores, como um de vôlei e um de luta livre.

Falando nisso, Bonk 3 é um dos dois únicos jogos de Bonk para dois jogadores. A razão para isso é que o Turbografx-16 tinha apenas uma entrada para controle, sendo necessário um acessório em separado para que mais pudessem jogar simultaneamente, então era raro que jogos para dois ou mais jogadores fossem lançados, e, quando o eram, salvo em raras exceções como Bomberman, normalmente parecia que os programadores não sabiam muito bem o que estavam fazendo. Em Bonk 3, por exemplo, ambos os jogadores jogam com Bonk, sendo que o do jogador 2 tem a pele e a roupa um pouco mais escuras; os dois Bonks estão na tela simultaneamente e, pasmem, compartilham a mesma energia, ou seja, é possível um jogador morrer por culpa do outro, sem tomar um único dano.

Em 1994 seriam lançados nada menos que quatro jogos da série, começando pelo primeiro jogo de Bonk a não ser lançado para o Turbografx-16, Super Bonk (ou Super Genjin), lançado pela Hudson para o Super Nintendo. Assim como em Bonk 3, além de apimentado, Bonk pode ficar pequenino ou gigante, sendo que temos novidades: no modo Tiny Bonk, ele agora tem um ataque especial no qual grita as letras da palavra RAGE, que ficam quicando pela tela por alguns momentos, e podem ser usadas como plataformas; já no modo Giant Bonk as modificações são estéticas, e ocorrem quando Bonk come o pernil - apimentado, ele se transforma em Godzilla, e invencível ele ganha um corpo de avestruz. O modo apimentado também teve uma mudança estética, com Bonk ficando com olhos pequeninos e enormes sobrancelhas. No geral, o jogo é bem parecido com Bonk 3, com a principal diferença sendo o fato de que as fases possuem múltiplos caminhos, cada um levando a itens e a bônus diferentes - também é possível pegar e carregar flores que servem de trampolim, deixando-as em locais que possibilitarão que Bonk alcance novos caminhos.

O segundo, também lançado pela Hudson, seria Bonk's Revenge para o Game Boy (chamado, no Japão, de GB Genjin 2), que, assim como jogo anterior do portátil, não se trata de uma adaptação do Bonk's Revenge original para o Game Boy, e sim de um jogo totalmente novo. A principal novidade desse jogo é que, ao comer um pernil, Bonk, ao invés de ficar apimentado, pode se transformar em três personagens diferentes: se transformando em Master Bonk, ele ganha orelhas pontudas e uma capa, se move mais rápido e pula mais alto; se transformando em Hungry Bonk ele ganha olhos ameaçadores e uma boca de tubarão, ataca os inimigos com mordidas ao invés de cabeçadas, e seu ataque especial se torna muito mais forte; se transformando em Stealth Bonk, ele ganha uma roupa listrada de presidiário com uma bola de ferro amarrada no pé, e, somente nessa forma, pode abrir portas que dão acesso a novas áreas de jogo - curiosamente, na versão japonesa, na forma Stealth, Bonk se parecia com um ladrão do folclore japonês, que tem maquiagem semelhante à de um palhaço e carrega um saco enorme nas costas; a Hudson dos Estados Unidos, porém, achou que a maquiagem lembrava o blackface, a face pintada de preto com grandes lábios vermelhos que os atores brancos usavam quando iam interpretar personagens negros, e que hoje é considerada ofensiva e racista, e decidiu mudar a aparência do personagem. Recolhendo tulipas pelas fases, Bonk tem acesso a uma fase-bônus onde enfrenta Mecha Bonk, um clone seu com o capacete do Robocop; vencendo-o, ganha uma vida extra, perdendo, tem que passar o resto da fase como Wounded Bonk, que se parece com uma múmia e recebe o dobro do dano normal.

O terceiro também seria lançado pela Hudson para o Game Boy, mas exclusivamente no Japão, com o nome de GB Genjin Land: Viva! Chikkun Oukoku ("o reino dos castiçais", seja lá o que isso signifique). Trata-se de uma coleção de seis minigames, sem nenhum enredo ou final, como um ao estilo Breakout e um no qual Bonk tem que bater com a cabeça no maior número de inimigos possível antes de tocar o chão.

O quarto jogo de 1994 seria lançado para arcades, produzido pela Kaneko. Nos Estados Unidos, ele se chamaria simplesmente Bonk's Adventure: Arcade Version, mas, no Japão, seu título era Kyukyoku! PC-Genjin (sendo kyukyoku algo como "fantástico"). O estilo desse jogo é um pouco diferente dos demais, com uma tela de seleção de fases que conta com nada menos que 21 opções; as fases são no mesmo estilo de sempre, mas bastante curtas, e cada uma tendo um tempo limite para ser concluída, com Bonk perdendo uma vida e retornando da tela de seleção de fases se ele expirar. Cada vez que completa três fases, o jogador tem direito a selecionar um dos chefes; derrotando os sete chefes, vem o combate contra King Drool, o último do jogo para terminá-lo.

Dentre as novidades do jogo de arcade estão bolas de basquete espalhadas pelas fases; cada vez que toca em uma delas, Bonk a quica no chão, e, quanto mais quiques seguidos, mais pontos. As moedas agora se acumulam na cabeça de bonk, e servem para aumentar o alcance das cabeçadas e para rebater projéteis - que não podem mais ser rebatidos pela cabeça de Bonk. O ataque especial não faz com que Bonk quique nos inimigos ou os mande pelos ares, o que significa que não é possível atingir múltiplos inimigos com um único ataque. E, no final de cada fase, há um mastro com uma bandeira que sobre e desce, ao estilo dos encontrados nos jogos do Mario; quanto mais alto estiver a bandeira quando Bonk tocar nela, mais pontos ele ganhará. O jogo é para dois jogadores, com o segundo jogando com uma versão feminina de Bonk (Bonka?) - que é idêntica ao Bonk transformista de PC-Genjin 2.

Em 1995, Super Bonk ganharia uma continuação, também lançada pela Hudson para o Super Nintendo, mas que seria lançada exclusivamente no Japão, com o nome de Super Genjin 2. Esse jogo é considerado o mais bonito da série, e, nele, Bonk tem acesso a três formas: Ballerina Bonk é semelhante à "Bonka" da versão arcade, e pode dar pulos duplos e girar no ar; Thief Bonk se parece com o Stealth Bonk da versão Game Boy de Bonk's Revenge, pode lançar shurikens e se esconder em buracos no chão; e Drill Bonk tem uma broca amarrada na cabeça e pode destruir certos tipos de cenário; além disso, no modo apimentado, Bonk cria ondas de fogo quando bate com a cabeça no chão. Duas fases merecem destaque: a do cemitério, na qual Bonk começa como um zumbi, sem qualquer poder, e deve comer frutas para voltar a ser humano e recuperá-los, e a do helicóptero, na qual Bonk morde a haste do veículo e se transforma em sua hélice, enquanto o jogador deve controlar a aeronave se desviando de perigos e abatendo inimigos. Super Genjin 2 também teria várias fases bônus nas quais Bonk se transforma em avestruz, lagarto, tanque, ou ganha uma segunda cabeça, para cumprir propósitos específicos. Outra novidade é que estão espalhados pelas fases vários itens secretos, que, se coletados, aumentam o dano que Bonk causará ao chefe da fase com seus ataques. Super Genjin 2 também seria o único jogo da série no qual Bonk retorna de um checkpoint, ao invés de do local onde morreu, ao perder uma vida, também contando com um sistema de passwords para que o jogador não tenha que terminá-lo de uma vez só.

Depois dessa enxurrada, Bonk ficaria quase dez anos sem o lançamento de um novo título. Somente em 2003 a Hudson lançaria, exclusivamente no Japão, uma versão de Bonk's Adventure para o GameCube. Trata-se de um remake do jogo original do Turbografx-16, mas com gráficos modelados em 3D e algumas novidades aqui e ali - ao comer um pernil, Bonk grita e quica pela tela, em seu estado apimentado ele fica parecido com um macaco, e, ao usar o ataque especial, ele cria uma grande onomatopeia "BONK" ao atingir um inimigo, por exemplo. Além disso, os itens de cura são mais raros, mas as frutas e vegetais mais abundantes, e, recolhendo um determinado número deles por fase, o jogador pode liberar extras, como videos.

Bonk ainda teria um jogo cancelado, previsto para ser lançado em 2012. Bonk: Brink of Extinction (PC-Genjin: Kyodai Suisei Dai Sekkin!, "a grande aproximação do cometa enorme", em japonês) seria desenvolvido pela Hudson e lançado para Wii, Playstation 2 e Xbox 360, no mesmo estilo de Megaman 9, ou seja, imitando os gráficos e a jogabilidade do jogo original do Turbografx-16. Nele, Bonk descobre que um imenso asteroide está vindo se chocar com a Terra, e decide ir até o núcleo do planeta para alterar sua órbita e fazer com que ele escape da destruição. Assim como na versão Game Boy de Bonk's Revenge, Bonk teria acesso a várias transformações, como Fire Bonk, Ice Bonk, Mini Bonk e Rhino Bonk. O jogo foi cancelado quando a Hudson foi vendida para a Konami, logo após sofrer grandes perdas financeiras com o tsunami que atingiu o Japão em março de 2011. Desde então, não há planos para novos jogos de Bonk, o que é uma pena.

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