segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dead or Alive (II)

Hoje vamos concluir o post sobre a série Dead or Alive!

Depois do spin off Xtreme Beach Volleyball, a série regular retornaria, e, assim como Dead or Alive 3 havia sido lançado junto com o Xbox, a Tecmo planejava que Dead or Alive 4 fosse lançado junto com o videogame seguinte da Microsoft, o Xbox 360, e que pudesse demonstrar todo o poder de processamento do console. A empreitada se mostrou mais complicada do que eles previram, porém, e a produção do jogo acabou sofrendo um leve atraso - nada que comprometesse o resultado final, mas o suficiente para que ele só pudesse ser lançado, nos Estados Unidos e no Japão, em 29 dezembro de 2005, um mês depois do lançamento do Xbox 360 e quatro dias depois do Natal, o que irritou a Microsoft japonesa, que considerou que parte da culpa de as vendas do Xbox 360 no Japão terem sido baixas foi a ausência de um Dead or Alive no catálogo justamente na época da maior vendagem de games naquele país.

Em termos gráficos, Dead or Alive 4 realmente é mais bonito que seu antecessor - os cenários, por exemplo, são belíssimos e possuem características interessantes, como um carro que atropela os personagens se eles ficarem muito tempo no meio da rua em um deles - mas a jogabilidade se tornou pior em alguns casos, principalmente nos contra-ataques, ainda mais difíceis de se realizar, e nos combos, que tiram bem menos energia do que nos outros jogos da série. A dificuldade do jogo também foi alterada, tornando todas as lutas muito mais difíceis - o nível de dificuldade mais fácil de Dead or Alive 4 é equivalente ao mais difícil de Dead or Alive 3, e daí para pior. Três novos modos de jogo foram adicionados: o Survival, no qual a energia do jogador não recarrega após cada luta; o Time Attack, no qual é o tempo que não reseta após cada luta; e o Team Battle, com cada jogador podendo escolher até oito personagens, com o seguinte entrando na luta após o anterior ser derrotado, como em King of Fighters. Também vale citar que Dead or Alive 4 é o primeiro jogo da série regular a ser classificado como M (de mature, apropriado para adultos) ao invés de T (de teens, apropriado para adolescentes), graças a algumas roupas alternativas bastante sensuais para as moças, e a algumas cut scenes e finais (como o de Kasumi, no qual ela sonha que é uma sereia e aparece de topless, embora sempre haja algum elemento estratégico escondendo seus mamilos quando eles poderiam aparecer).

Na história, Ayane foi a vencedora oficial do torneio de Dead or Alive 3, destruindo Genra, e Hayate se tornou o novo líder de seu clã. Seu primeiro ato é proclamar guerra contra a DOATEC, cuja presidente agora é Helena, para pôr fim a seus experimentos de uma vez por todas. Ao todo, 16 personagens se envolvem no torneio que resulta do ataque dos ninjas à DOATEC; 13 deles são antigos (Ayane, Bass, Bayman, Brad, Christie, Hayate, Hitomi, Jann Lee, Kasumi, Lei Fang, Ryu Hayabusa, Tina e Zack), sendo os três novos Eliot, um pupilo de Gen Fu; La Mariposa, que é ninguém menos que a Lisa Hamilton de Xtreme Beach Volleyball com roupa e máscara de luchadora de luta livre mexicana; e Kokoro, gueixa filha ilegítima de Fame Douglas que deseja o controle da DOATEC para si. Dead or Alive 4 também teria seis personagens secretos, sendo que Helena é a única que pode ser usada no Story Mode; os outros cinco são Ein, Gen Fu, Leon, Tengu e Spartan-458, uma versão feminina (e, segundo a Tecmo, chamada Nicole, embora essa informação não apareça no jogo) do protagonista de Halo. O último chefe é ALPHA-152, um clone de Kasumi feito de metal líquido e capaz de desafiar as leis da gravidade (e que, tecnicamente, luta nua), considerado o pináculo do programa de clonagem da DOATEC.

Em novembro de 2006, seria lançado, também para o Xbox 360, Dead or Alive Xtreme 2, uma nova versão de Xtreme Beach Volleyball, com gráficos mais bonitos e ainda mais sensual - conseguir o jackpot no caça-níqueis temático de Christie no cassino, por exemplo, libera um vídeo de sua personagem fazendo pole dance. No geral, Xtreme 2 é apenas mais do mesmo, tendo a parte da interação entre as personagens, os presentes, o cassino, os jogos de vôlei de praia e os minigames, com cada partida durando duas semanas em tempo de jogo, com três eventos podendo ser realizados a cada dia. Dentre as novidades estão a adição de Kokoro, aumentando para 9 o número de personagens à disposição do jogador; uma melhorada no vôlei de praia, com a câmera se comportando de forma menos errática e sendo necessário que o jogador mova as personagens (ao invés de elas se moverem sozinhas como no original), dando uma sensação de maior importância ao jogador durante as partidas; e cinco novos minigames (de um total de sete), incluindo uma corrida de jet skis, com vários circuitos e jet skis diferentes à disposição do jogador. Todos os minigames, incluindo o vôlei de praia, podem ser jogados contra outro jogador online.

Mais uma vez, o jogo traz uma grande variedade de maiôs e biquinis como roupas alternativas para as personagens, contando agora com uma novidade: conforme elas se bronzeiam na praia, os maiôs e biquinis deixam "marquinhas", com sua pele sendo mais clara no local destas quando elas vestem uma roupa de banho diferente. Além disso, agora é possível "tirar fotos" das garotas durante o jogo, com dois tipos de câmera (mas um deles, com zoom profissional, filtro sépia e opção de fotos em preto e branco, devendo ser comprado com dinheiro do jogo), o que resulta em uma galeria de fotos sensuais de modelos de computação gráfica. Essa característica foi sugestão do próprio Itagaki, que é fotógrafo amador.

No meio de 2008, Itagaki pediria demissão da Tecmo, alegando estar passando por dificuldades irreconciliáveis com o presidente da empresa, Yoshimi Yasuda. Segundo fontes, parte dessas dificuldades estariam no fato de que Itagaki acreditava ter "criado o jogo de luta perfeito" com Dead or Alive 4, e se recusava a começar a trabalhar em uma sequência. Itagaki estava tão cheio de si que divulgou uma carta à imprensa citando sua saída da Tecmo, e dizendo que, graças a ela, o Team Ninja seria dissolvido, e nenhum novo jogo jamais seria lançado para a série Dead or Alive; rapidamente, Yoshida não somente desmentiu essa versão, como garantiu que o Team Ninja continuaria ativo, agora sob o comando de Yosuke Hayashi, e produzindo jogos das séries Dead or Alive e Ninja Gaiden para todos os consoles - efetivamente cancelando o acordo de exclusividade que Itagaki havia firmado com a Microsoft.

Antes de sua saída, Itagaki havia expressado o desejo de fazer uma versão de Xtreme Beach Volleyball para um videogame portátil, como o Nintendo DS ou o PSP. Como já havia se passado um bom tempo desde o lançamento de Dead or Alive 4, e a produção de um Dead or Alive 5 seria demorada, a Tecmo decidiu trabalhar com essa hipótese, e encomendou um "Xtreme 3" ao Team Ninja, para que a série não ficasse tanto tempo sem um novo lançamento e não perdesse espaço para algum rival. Hayashi, porém, não era grande fã da série Xtreme, e declarou não ter em seus planos produzir um tão cedo; como o Team Ninja já estava mesmo ocupado com Ninja Gaiden Sigma 2, a Tecmo confiaria a missão a outra equipe de programadores, que recebeu o nome de Project Venus. Assim surgiria Dead or Alive Paradise, lançado em abril de 2010 para o PSP, não somente o primeiro jogo da série a não ser produzido pelo Team Ninja, mas também o primeiro lançado para um videogame que não fosse da Microsoft desde Dead or Alive 2 Hardcore, dez anos antes.

Lançado quase quatro anos depois de Xtreme 2, Paradise é uma versão deste, e não um jogo novo, tendo como únicas diferenças a ausência de dois minigames (o de jet ski e o de cabo de guerra), um novo minigame no qual você pode convencer uma das personagens a posar como modelo em vários cenários enquanto você tira fotos dela, e a presença de uma nova personagem, Rio, que atua como crupiê nos jogos de 21 do cassino, mas pode ser desbloqueada pelo jogador, podendo depois disso ser selecionada ou encontrada na praia para que as outras façam amizade com ela e a convidem para ser sua dupla no vôlei de praia. Rio, na verdade, é uma personagem convidada, sendo originalmente da série Rakushou! Pachi-Slot Sengen, um simulador de pachinko (uma espécie de caça-níqueis japonês, no qual uma bolinha cai do alto da máquina e vai tendo seu curso mudado por vários obstáculos até, aleatoriamente, cair em um buraco que confere ao jogador um prêmio) com seis jogos lançados entre 2003 e 2009 para o Playstation 2; após aparecer em Paradise, ela também se tornaria estrela de seu próprio anime, Rio: Rainbow Gate, com 13 episódios lançados em 2011, que revela que seu nome completo é Rio Rollins, e sua ambição é ser a crupiê mais habilidosa do mundo.

O primeiro jogo da série sem qualquer envolvimento de Itagaki também seria lançado para um portátil: Dead or Alive Dimensions, lançado em maio de 2011 para o Nintendo 3DS. Assim como Dead or Alive 4, a Tecmo planejava lançar Dimensions junto com o 3DS, mas, novamente, um atraso na produção - agravado pelo tsunami que causou um terremoto na costa japonesa em março de 2011 - fez com que jogo só ficasse pronto depois que o portátil já havia sido lançado.

Dimensions não é um jogo novo, e sim uma espécie de compilação da série, mais ou menos como Mortal Kombat Trilogy. Ao invés de um Story Mode, ele tem o Chronicle Mode, no qual o jogador passa pela história de todos os quatro jogos de luta da série lançados até então, mas com novos elementos e uma história mais completa. A principal novidade do Chronicle Mode é que o jogador não escolhe um único personagem para passar por ele, usando, a cada luta, um personagem diferente - mais ou menos como ocorre no Story Mode do nono jogo da série Mortal Kombat. Ainda assim, Kasumi é claramente a protagonista, com a história do jogo sendo bastante centrada nela - o que motivou reclamações de alguns fãs, já que ela era retratada como uma ninja inexperiente, mas capaz de proezas que eclipsavam até mesmo os personagens teoricamente mais poderosos que ela, como Ryu Hayabusa. Além do Chronicle Mode, o jogo conta com um modo Arcade, o Survival, o Free Play (uma única luta), o Training e o curioso modo Showcase, no qual o jogador pode escolher um personagem, colocá-lo em uma pose em algum lugar de um cenário e "tirar uma foto" dele, fotos essas que podem ser acessadas posteriormente em uma galeria.

Dimensions faz uso de ambas as telas do 3DS, com a luta ocorrendo na tela de cima e a lista dos especiais do personagem que está sendo usado pelo jogador sendo mostrada na de baixo, com alguns especiais podendo ser executados com toques e movimentos na touchscreen ao invés de com comandos do direcional e botões. A jogabilidade é semelhante à de Dead or Alive 3, sem as modificações introduzidas em Dead or Alive 4, mas a dificuldade é bem mais baixa, sendo Dimensions o jogo mais fácil da série, modificações que talvez tenham sido feitas com base nas reclamações dos jogadores de Dead or Alive 4. Bizarramente, entretanto, no modo Tag não é possível controlar ambos os lutadores, com o jogador controlando um dos membros da dupla e, acreditem ou não, o computador controlando o outro - e, para piorar, além de o computador lutar como um inepto, é ele quem decide a que momento vai trocar de lutador quando seu personagem está na tela, sempre fazendo isso no pior momento possível. Talvez para compensar, a energia de quem está fora da tela se recupera mais rápido que o Wolverine.

Sendo uma compilação, Dimensions traz quase todos os personagens da série até então (sendo as únicas exceções Spartan-458 e Rio), com 20 deles estando disponíveis para o jogador desde o início: Ayane, Bass, Bayman, Brad, Christie, Ein, Eliot, Gen Fu, Hayate, Helena, Hitomi, Jann Lee, Kasumi, Kokoro, Lei Fang, Leon, Mariposa, Ryu Hayabusa, Tina e Zack. Raidou, Tengu, Kasumi Alpha, Genra e ALPHA-152 aparecem no Chronicle Mode como chefes e podem ser liberados para uso nos outros modos de jogo, assim como Shiden, o pai de Kasumi e líder original de seu clã, e único personagem realmente novo do jogo.

Curiosamente, Dimensions não foi o primeiro jogo do Team Ninja lançado para um videogame da Nintendo; um ano antes, eles haviam produzido Metroid: Other M para o Wii. Assim como Spartan-458 foi incluído em Dead or Alive 4, o Team Ninja planejava incluir Samus Aran como uma lutadora convidada em Dimensions, o que foi vetado pela Nintendo. O "plano b", então, foi incluir um cenário inspirado em Other M, que conta com o vilão Ridley como uma Danger Zone, e traz uma participação especial de Samus, que surge e o derrota no final da luta.

Dimensions é bem menos "apimentado" que Dead or Alive 4, o que fez com que sua classificação, assim como a dos três primeiros jogos da série, fosse T; ainda assim, ele passou por problemas em dois países: na Austrália, a Australian Classification Board, órgão responsável pela determinação de a qual faixa etária cada game se destina, inicialmente o classificou como PG, o equivalente australiano ao norte-americano T, mas, após cartas de pais revoltados com o que seus filhos estavam vendo no jogo, decidiu reclassificar o jogo como M. Já na Suécia o jogo não foi nem lançado (o que fez com que ele também não fosse oficialmente lançado na Dinamarca, Noruega e Islândia, onde também são comercializadas as versões suecas), pois o governo sueco considerou que o fato de Kasumi, Ayane e Kokoro (que, segundo suas biografias no manual de instruções e telas do jogo japonês, têm apenas 17 anos; na versão norte-americana suas idades são listadas como "desconhecida") aparecerem em roupas e poses sensuais viola a lei sueca, que determina que nenhuma obra comercializada no país pode conter personagens menores de 18 anos em situações pornográficas. A Tecmo chegou a debochar do caso, dizendo que, como elas não tinham certidões de nascimento, não havia como ninguém provar que as três realmente eram menores de idade.

Para o jogo seguinte da série, Hayashi desejava uma nova abordagem, com mais foco na jogabilidade e na história dos personagens, e menos na sexualidade e na violência. Assim, a produção de Dead or Alive 5 seria meticulosa, com um novo engine sendo criado do zero e todos os personagens sendo reformulados, com muitos golpes sendo refeitos ou descartados, e novos golpes adicionados; a Tecmo, inclusive, criou um concurso através do qual os jogadores podiam criar novos golpes para seus personagens favoritos, com os melhores sendo aproveitados no jogo e seus criadores sendo creditados no final. O estilo gráfico dos personagens também seria alterado, tornando-os mais realísticos e com menos "cara de personagens de computação gráfica" que nos jogos anteriores da série. O resultado foi não só o jogo mais equilibrado, mas também o mais bonito da série, elogiado por publicações especializadas e por jogadores profissionais, com alguns até mesmo declarando que era o jogo de luta mais bonito que já haviam visto. Curiosamente, apesar de todo o esforço de Hayashi para diminuir a sensualidade do jogo, ele ainda seria classificado como M, principalmente devido às roupas provocantes das personagens femininas.

Dead or Alive 5 é ambientado dois anos depois de Dead or Alive 4 - cujo torneio foi oficialmente vencido por Helena - e tem não uma, mas duas histórias: em uma delas, Helena tenta reconstruir a DOATEC como uma "empresa do bem", e, para isso, cancela todos os experimentos de clonagem, biotecnologia e armamentos, e pede a ajuda de Zack para a organização de um novo torneio Dead or Alive, dessa vez um legítimo torneio de luta, sem fins escusos; na outra, Kasumi e Hayate caçam ALPHA-152, que fugiu após ser derrotada no jogo anterior, e ainda representa uma ameaça ao planeta. Para contar essas duas histórias, o Story Mode de Dead or Alive 5 é semelhante ao Chronicle Mode de Dimensions, mas, ao invés de ser estruturado cronologicamente, possui segmentos focados em diferentes personagens, cujas histórias se entrelaçam enquanto são contadas.

Além do Story Mode, no qual o jogador usa um personagem diferente a cada luta, o jogo conta com os modos Arcade (o jogo tradicional, com lutas individuais ou tag), Time Attack, Survival, Versus, Online, Training e com os novos modos Spectator, no qual os jogadores podem conversar online enquanto assistem a lutas, e Online Dojo, no qual é possível treinar golpes contra um oponente humano ao invés de contra um personagem controlado pelo computador. O sistema de jogo é baseado no de Dead or Alive 3, sem as modificações na jogabilidade e dificuldade introduzidas em Dead or Alive 4, mas com três novidades: o Power Blow, golpe poderoso que manda o oponente voando pela tela; o Cliffhanger, que surge quando um personagem atinge uma Danger Zone, e dá ao jogador a chance de salvá-lo executando corretamente uma sequência de botões; e o Critical System, golpes que, quando executados corretamente e no momento certo, deixam o oponente indefeso e aberto a um combo. Em termos gráficos, não somente os personagens têm aparência mais realística, mas ficam suados e sujos conforme a luta se desenrola, e suas roupas podem sujar e rasgar dependendo do que acertam na arena.

Dead or Alive 5 traz 20 personagens à disposição do jogador, sendo 18 antigos (Ayane, Bass, Bayman, Brad, Christie, Eliot, Gen Fu, Hayate, Helena, Hitomi, Jann Lee, Kasumi, Kokoro, Lei Fang, Mariposa, Ryu Hayabusa, Tina e Zack) e dois novos: Rig, um lutador de taekwondo sem memória que trabalha em uma plataforma de petróleo, e Mila, lutadora espanhola de MMA com aparência baseada na da atriz Milla Jovovich. ALPHA-152 é mais uma vez o último chefe, mas pode ser desbloqueada, e há ainda três personagens secretos convidados, originários da série Virtua Fighter: Akira Yuki, Sarah Bryant e Pai Chan. Sua presença não é por acaso: ao iniciar o projeto, Hayashi não planejava fazer um Dead or Alive 5, e sim um crossover, no estilo de Street Fighter X Tekken, tendo escolhido Virtua Fighter não somente porque ele foi o primeiro jogo de luta 3D, mas também porque Dead or Alive tem estreitos laços com o jogo da Sega desde sua primeira versão. A equipe de programadores Sega AM2 trabalharia junto com o Team Ninja na produção do jogo, até que, por razões jamais divulgadas, o projeto original foi abandonado, e o jogo virou Dead or Alive 5. Hayashi quis manter pelo menos alguns personagens de Virtua Fighter no jogo, entretanto, e acabou conseguindo permissão da Sega para que esses três fossem refeitos para que tivessem o mesmo estilo de gráficos e de jogabilidade que os demais, e incluídos como secretos - além de terem pequenas participações especiais no Story Mode.

Dead or Alive 5 seria lançado em setembro de 2012, para Xbox 360 e Playstation 3. As roupas alternativas - incluindo roupas de banho para as moças - estariam disponíveis como downloadable content (DLC), o que gerou alguns protestos de jogadores que preferiam desbloqueá-las durante o jogo a ter de pagar por elas separadamente. Em março de 2013, ele ganharia uma versão para Playstation Vita, chamado Dead or Alive 5+, que trazia o modo Touch Play, no qual as lutas eram vistas em primeira pessoa e os golpes eram realizados através de toques e movimentos no touchscreen ao invés de comandos com os botões; novas roupas alternativas exclusivas dessa versão; e uma controversa configuração que permitia definir como os seios das moças se comportavam, com as sugestivas opções "natural", "DoA" e "oh meu Deus". No modo Online, jogadores de Dead or Alive 5 e de Dead or Alive 5+ podiam se enfrentar normalmente, como se todos estivessem jogando o mesmo jogo, mas Dead or Alive 5+ não tinha a opção de jogar em tag, apenas em algumas poucas lutas pré-definidas do Story Mode.

Um ano após seu lançamento, em setembro de 2013, Dead or Alive 5 ganharia mais uma nova versão, chamada Dead or Alive 5 Ultimate, mais uma vez lançada para Playstation 3 e Xbox 360. Ultimate não somente consertava alguns bugs e trazia novos personagens, cenários e roupas alternativas - algumas delas, inclusive, podendo ser desbloqueadas no próprio jogo, ao invés de compradas como DLC - mas também trazia muitas novidades para o modo tag, incluindo, pela primeira vez, lutas tag online. Para melhor balancear esse modo de jogo, e torná-lo mais atraente a jogadores mais experientes, também seria limitada a quantidade de energia que um personagem pode recuperar quando está fora da luta (como na série Marvel vs. Capcom; até então, em Dead or Alive, era possível recuperar energia até ficar com a barra cheia), e foi incluído um novo movimento chamado Force Out, que, se executado corretamente, joga o personagem que está na tela para fora da luta, e o jogador é obrigado a usar o outro durante um tempo pré-determinado antes de poder trocar novamente. Novas animações, arremessos, provocações e poses de vitória exclusivos do modo tag, e diferentes de acordo com qual parceiro cada personagem está usando, também seriam incluídos.

No modo de um jogador, a maior novidade seria o Power Launcher, golpe que só pode ser usado uma vez por luta e quando o oponente estiver com menos da metade de sua energia, mas que, se executado corretamente, o joga para cima e o deixa aberto a um combo aéreo. O modo de torneio estaria de volta, com agora cada jogador podendo escolher até sete personagens, com o seguinte entrando na luta após o anterior ser derrotado. Também seriam incluídos um Tutorial, para que novos jogadores pudessem se acostumar com as características do jogo, e o modo Combo Challenge, um modo de treinamento especial para se aprender a executar os combos de cada personagem.

Dead or Alive 5 Ultimate seria desenvolvido em conjunto pelo Team Ninja e pela Sega AM2, e, pelas mãos da Sega, seria lançado nos arcades, em dezembro de 2013, usando a placa RingEdge2 - na primeira vez em que um jogo da série foi lançado para arcades desde Dead or Alive 2 Millenium, em 2000. A versão arcade, evidentemente, não tem todos os modos de jogo das versões caseiras, mas, para compensar, trazia três personagens novos e inéditos, que, ao longo do ano de 2014, foram adicionados às versões caseiras através de DLC gratuitos.

A princípio, Dead or Alive 5 Ultimate traz um total de 29 personagens à disposição do jogador: além dos 20 de Dead or Alive 5, ALPHA-152, Akira, Sarah e Pai Chan estão disponíveis desde o início, bem como mais um personagem convidado de Virtua Fighter, Jacky Bryant (o irmão de Sarah), e duas personagens convidadas da série Ninja Gaiden, as ninjas Rachel e Momiji; a lista se completa com o retorno de Leon e de Ein. Os três novos personagens da versão arcade, para um total de 32, são Marie Rose (incluída nas versões caseiras em março de 2014), adolescente sueca protegida de Helena, que serve como uma alfinetada no governo da Suécia devido ao ocorrido com Dimensions; Phase-4 (incluída em junho de 2014), clone de Kasumi que não tem interesse em participar dos torneios da DOATEC e só quer levar uma vida normal, mas está sempre sendo perseguida por Kasumi ou por ALPHA-152; e Nyotengu (incluída em setembro de 2014), tengu feminina (nyo, em japonês, significa algo como "fêmea") com golpes parecidos com os do Tengu original - e que gerou muita controvérsia, já que o tengu masculino é uma criatura horrenda, enquanto a tengu feminina é uma mulher gostosona com asas de corvo.

Dead or Alive 5 Ultimate também ganharia uma versão free to play, chamada Dead or Alive 5 Ultimate: Core Fighters, exclusiva para Playstation 3. Essa versão podia ser baixada de graça através da Playstation Store e jogada normalmente, mas vinha com apenas quatro personagens (Kasumi, Ayane, Ryu Hayabusa e Hayate) e o modo Arcade; cada um dos outros personagens podia ser comprado separadamente, assim como o Story Mode. Segundo Hayashi, seu objetivo não era fazer com que Core Fighters fosse uma versão do jogo na qual o jogador poderia comprar apenas o que lhe interessa - e, por isso, nem todos os modos de jogo estão disponíveis - e sim uma forma de divulgar e popularizar Dead or Alive dentre aqueles que não conheciam a série ou nunca a haviam jogado, que, após se interessarem pelo jogo, poderiam, então, comprar a versão completa. Curiosamente, todas as roupas alternativas disponíveis para Dead or Alive 5 e Dead or Alive 5 Ultimate podem ser instaladas em Core Fighters.

Ultimate não seria a última versão de Dead or Alive 5: em fevereiro de 2015 seria lançada Dead or Alive 5 Last Round, para Playstation 3, Playstation 4, Xbox 360, Xbox One, arcade e Windows, através do sistema Steam. As versões Playstation 3, Xbox 360 e Windows não são comercializadas em mídia física, estando disponíveis apenas para download, e as versões Playstation 3, Xbox 360 e arcade podem ser adquiridas na forma de um patch, que atualiza Dead or Alive 5 Ultimate, sem a necessidade de se baixar o jogo todo de novo (ou de se comprar uma nova placa, no caso da versão arcade). As versões Playstation 4, Xbox One e arcade possuem dois cenários exclusivos e novos gráficos em alta definição e usando um novo engine, que torna os movimentos dos personagens ainda mais realísticos, em alguns casos fazendo com que suas roupas se comportem como se realmente fossem roupas reais, estando sobre seus corpos, e não como extensões destes como costuma acontecer nesse tipo de jogo. Todas as versões possuem dois personagens novos, para um total de 34: Raidou, ressucitado na forma de um ciborgue; e Honoka, colegial japonesa que sonha ser lutadora profissional e aprendeu a lutar imitando seus ídolos (e que deve ser comprada como DLC nas versões Playstation 3 e Xbox 360, mas está disponível desde o início nas demais).

Last Round também teve uma versão Core Fighters, lançada para Playstation 3, Playstation 4 e Windows, mais uma vez com apenas Kasumi, Ayane, Ryu Hayabusa, Hayate e o modo arcade disponíveis, e os demais personagens e o Story Mode devendo ser comprados separadamente (com Jann Lee, Mila, Kokoro, Hitomi, Rig e Lei Fang estando disponíveis para quem não os comprou um de cada vez e durante períodos pré-determinados, após os quais voltavam a estar disponíveis apenas para quem os comprou). Para Xbox One, foi lançado Dead or Alive 5 Last Round: Xbox One Trial, que era exatamente igual a Core Fighters, mas sem a opção de comprar novos personagens ou modos e gratuito apenas por um número limitado de horas, após o qual o jogador podia pagar uma taxa que o deixava idêntico a Core Fighters.

A Tecmo pretende continuar atualizando Last Round (mas apenas para Playstation 4, Xbox One e Windows) através de DLC, gratuitos ou pagos, não só com novas roupas alternativas, mas com novos cenários (com dois já tendo sido adicionados, em julho de 2015 e março de 2016), novos modos de jogo (embora nenhum ainda tenha sido adicionado) e com novos personagens: para um total (até agora) de 36, em maio de 2016 foi adicionada Naotora, personagem convidada do jogo Samurai Warriors 4 (e que tem uma "roupa alternativa" com a qual ela luta enrolada em uma toalha de banho), e, em setembro de 2016, foi adicionada Mai Shiranui, em um DLC pago chamado The King of Fighters X Dead or Alive 5 Last Round, que também incluía roupas de Kasumi Todoh para Kasumi e Kokoro, de Yuri Sakazaki para Ayane e Hitomi, e de Hinako para Marie Rose e Honoka.

O mais recente jogo da série é mais uma continuação de Xtreme Beach Volleyball: Dead or Alive Xtreme 3 seria lançado em março de 2016, em duas versões, Dead or Alive Xtreme 3: Fortune, para o Playstation 4, e Dead or Alive Xtreme 3: Venus, para o Playstation Vita. As duas versões são idênticas em conteúdo, sendo as únicas diferenças o fato de que a versão Venus faz uso do touchscreen e do acelerômetro do Vita, mas não conta com a função de bronzeamento que deixa marquinhas das roupas de banho, nem com a nova função wardrobe malfunction, com a qual as roupas de banho se comportam mais realisticamente, com alcinhas caindo, por exemplo, de acordo com os movimentos das personagens, sendo essas duas funções exclusivas da versão Fortune. A versão Fortune também é compatível com o sistema de realidade virtual Playstation VR, mas, para que esse acessório possa ser usado, é necessário instalar um patch, prometido pela Tecmo para outubro de 2016, mas adiado indefinidamente sem que a razão fosse divulgada - ou seja, o jogo é compatível, mas ainda não pode ser jogado dessa forma.

Xtreme 3 segue o mesmo esquema de Xtreme 2, com as interações entre as personagens, os presentes, o cassino, o "modo fotógrafo" e os minigames, incluindo o de vôlei de praia, mas sem a presença da corrida de jet ski. As principais novidades são que agora é possível controlar apenas uma das personagens, como de costume, ou ser o dono da ilha, apenas observando as personagens interagirem entre si, mas com algumas possibilidades de interferir e guiar suas ações. Outra novidade é que, diferentemente do que ocorria nos demais jogos da série, uma vez que você libera uma roupa alternativa para uma personagem, todas as personagens poderão passar a usá-la.

As personagens de Xtreme 3 foram escolhidas com base no número de downloads dos temas individuais de cada personagem de Dead or Alive 5 Last Round na Playstation Store japonesa, com as nove personagens com mais downloads estando presentes no jogo, e as duas com mais downloads aparecendo na capa. As nove personagens selecionadas, em ordem de downloads, foram Marie Rose, Honoka, Kasumi, Ayane, Kokoro, Nyotengu, Hitomi, Momiji e Helena. Xtreme 3 também teria uma versão free to play, exclusiva para download na Playstation Store japonesa, lançada em maio; essa versão era idêntica ao jogo completo, mas com a única personagem disponível sendo Kokoro, com as outras oito devendo ser compradas separadamente.

Xtreme 3 foi lançado exclusivamente na Ásia, tendo apenas duas versões, a japonesa e a asiática. Ambas as versões são região livre - ou seja, rodam em qualquer Playstation 4 ou Playstation Vita - e a versão asiática tem a opção de se jogar com menus e vozes em inglês, mas, ainda assim, é necessário que um jogador norte-americano ou europeu a importe se quiser jogar. Isso gerou alguns protestos de jogadores, aos quais Hayashi respondeu dizendo que, se houvesse demanda, uma versão "adequada ao mercado ocidental" poderia ser lançada; pouco depois, entretanto, o Team Ninja divulgou uma nota oficial na qual dizia que não seriam lançadas versões do jogo fora da Ásia, e citando as baixas vendas de Xtreme Beach Volleyball, Xtreme 2 e Paradise nos Estados Unidos e Europa como justificativa. O programador Ryan Koons, responsável pelo jogo HuniePop - uma espécie de "Tetris sexy", lançado para Windows, Linux e OS X em janeiro de 2015 - chegou a oferecer um milhão de dólares à Tecmo pelos direitos de distribuição de Xtreme 3 nos Estados Unidos, mas a proposta não foi aceita.

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