segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Hot Wheels

Eu coleciono Hot Wheels. Há pouco tempo, é verdade, coisa de uns cinco anos, mas já tenho um montão. Comecei despretensiosamente, comprando só os Batmóveis - que, acreditem ou não, são muitos - mas depois resolvi comprar também os que eu achasse bonitinhos, e acabou virando meio que um vício: toda vez que vou a uma loja que vende Hot Wheels, tenho de dar uma olhada para ver se gosto de algum.

Já há um bom tempo que eu penso em fazer um post sobre Hot Wheels aqui no átomo, mas acabava sempre adiando pelos mais variados motivos, o principal deles sendo não saber em qual categoria eu encaixaria esse post. Cheguei a pensar em criar a categoria "Brinquedos", mas acho que ela ficaria meio inútil, já que, provavelmente, não vou falar de outros brinquedos por aqui. De qualquer forma, como colecionar Hot Wheels é um dos meus passatempos, acabei decidindo encaixar o post nos "Jogos e Passatempos", para poder escrevê-lo logo. Porque vocês sabem, não há nada pior do que ficar adiando um post que quer sair da sua cabeça de qualquer jeito.


Pode não parecer, mas os Hot Wheels são bem velhinhos: a primeira coleção foi lançada pela Mattel, nos Estados Unidos, em 1968. Na época, o mercado de carrinhos em miniatura - lá conhecidos como die-cast models - era dominado pela Matchbox, concorrente da Mattel. Feitos de metal com detalhes em plástico, vidro e borracha e pintados com tinta esmalte, os carrinhos da Matchbox representavam veículos que podiam ser encontrados nas ruas, como carros de passeio, ônibus, caminhões de bombeiro e outros. Para que não fosse apenas uma imitação da concorrência, a Mattel decidiria que sua linha teria carros mais semelhantes aos que eram apresentados em feiras de automóveis, muitas vezes bastante diferentes do mesmo modelo fabricado para ir para as ruas - os chamados carros-conceito. Por conta disso, ela escolheria o nome Hot Wheels, que, literalmente, significa "rodas quentes", mas, como ambas as palavras também são gírias na língua inglesa, pode ser traduzido livremente como "carros sensacionais".

O maior trunfo dos Hot Wheels era o designer Harry Bentley Bradley, que trabalhava para a GM justamente desenhando carros-conceito que seriam exibidos em feiras de automóveis. Ao saber que a Mattel planejava lançar uma linha de die-cast baseados em carros-conceito, Bradley se ofereceu para desenhá-los - e, como ele era funcionário da GM, acabaria conseguindo o segundo maior trunfo dos Hot Wheels, autorização das maiores fabricantes de automóveis dos Estados Unidos para que seus modelos fossem reproduções fiéis, em escala 1:64, dos carros de verdade.

A primeira coleção dos Hot Wheels teria apenas 16 modelos, sendo 11 deles criados por Bradley. Desses 16, dez eram versões customizadas de carros populares na época: o Plymouth Barracuda, o Corvette, o Camaro, o Cadillac Eldorado, o Pontiac Firebird, o Mustang, o Ford Thunderbird, o Volkswagen Sedan (conhecido aqui no Brasil como Fusca), o Chevrolet Fleetside e o Mercury Cougar; os outros seis eram criações próprias dos designers da Mattel, todos baseados em carros de corrida, em carros de passeio ou em carros-conceito de feiras de automóveis. Todos os modelos eram feitos de metal com rodas de borracha - que inclusive tinham a "listra vermelha", popular na época entre donos de carros possantes como o Mustang e o Barracuda - mas seu principal diferencial era a pintura metálica, registrada com o nome de Spectraflame, muito mais brilhante, bonita e atraente que a tinta esmalte dos Matchbox. Todos os carrinhos também tinham um sistema de suspensão que realmente funcionava, e que os tornava capazes de atingir incríveis velocidades - se tivessem o mesmo tamanho de um carro normal, conseguiriam atingir 321 Km/h.

Toda essa velocidade era necessária porque, apesar desse cuidado todo na produção, os Hot Wheels ainda eram nada mais que um brinquedo, produzidos não para que fanáticos por carros os colecionassem, mas para que crianças brincassem com eles. Para isso, a Mattel vendia também pistas, feitas de plástico duro e resistente, que podiam ser montadas com uma infinidade de loops e curvas. Todas as pistas tinham um início elevado, para que os carrinhos se movessem por elas apenas com a força da inércia causada pela gravidade - a criança soltava o carrinho lá do alto, e o impulso que ele ganhava nessa descida fazia com que ele corresse pelo restante da pista. Algumas pistas eram duplas, possibilitando que dois carrinhos disputassem corridas, e acessórios como um portão para que ambos fossem soltos simultaneamente e uma bandeira quadriculada que levantava indicando qual dos dois cruzou a linha de chegada primeiro podiam ser comprados separadamente. Outros acessórios populares eram um contador de voltas, um medidor de velocidade e o Supercharger, um motor elétrico instalado na pista que dava um novo impulso ao carrinho quando esse passasse por cima dele, mais ou menos como aquelas setas de turbo presentes em games de corrida.

Os Hot Wheels fariam um sucesso tão grande que já em seu primeiro ano fariam as vendas da concorrência despencar, levando a Matchbox e outros fabricantes de die-cast a ter de rever suas linhas e suas estratégias de venda. Evidentemente satisfeita, a Mattel começaria a trabalhar em uma segunda coleção, para ser lançada em 1969 - era normal que esse tipo de brinquedo tivesse uma nova coleção lançada por ano, com novos modelos. Infelizmente, Bradley não achou que o sucesso fosse ser tão grande, e decidiu usar o dinheiro que ganhou trabalhando na Mattel para abrir sua própria empresa de customização de veículos. Quando a Mattel o convidou para voltar, ele ficou receoso de abandonar seu novo negócio já no primeiro ano, e indicou para seu lugar o amigo Ira Gilford - que havia desenhado o Volkswagen customizado da coleção de 1968.

Gilford seria o responsável por criar os primeiros quatro Hot Wheels que não seriam baseados em nenhum modelo existente, tendo sido criados especialmente para a coleção - chamados Splittin' Image, Torero, Turbofire e Twin Mill. Ao todo, a coleção de 1969 teria 26 modelos, incluindo um Brabham-Repco da Fórmula-1; versões clássicas de carros de sucesso, como o Ford Woodie 1931 e o Ford Thunderbird 1957; as primeiras versões idênticas a modelos que podiam ser encontrados nas ruas, como o Mercedes-Benz 280SL e o Chevrolet Nomad; e, é claro, as versões customizadas, como a do Dodge Charger e a do Lincoln Continental - e que incluíam um carro de polícia e um caminhão de bombeiros. Os Hot Wheels deixavam de ser, portanto, uma linha apenas de carros-conceito e customizados para ser uma linha abrangente de veículos motorizados - bem mais completa e bem mais atraente que seus principais concorrentes.

A coleção de 1969 também possui o carrinho mais raro de todos os Hot Wheels, o chamado Rear-Loader Beach Bomb. Um dos 26 carros da coleção era o Volkswagem Beach Bomb, modelo baseado em um ônibus da VW, mas customizado para parecer que era usado apenas para ir à praia, o que incluía pranchas de surf saindo das janelas traseiras. Quando os primeiros protótipos foram produzidos, porém, a Mattel os rejeitou, pois era imperativo que qualquer Hot Wheel tivesse o mesmo desempenho nas pistas de corrida, e o Beach Bomb, além de se mostrar muito grande e pesado, o que comprometia sua velocidade e às vezes fazia com que ele capotasse nas curvas, ainda tinha as tais pranchas de surf, que comprometiam a aerodinâmica e esbarravam nas laterais das pistas. Os designers Howard Rees e Larry Wood, então, modificaram o modelo, mudando seu centro de gravidade, substituindo o teto por um de plástico, para diminuir o peso, reduzindo sua largura e - mais importante - colocando as pranchas de surf presas a suportes nas laterais do ônibus, o que lhe valeu o apelido de Side-Loader ("carga lateral"), e, retroativamente, o de Rear-Loader ("carga traseira") ao original.

Embora o Side-Loader Beach Bomb tenha sido o modelo que entrou em produção, algumas unidades do Rear-Loader chegaram a ser produzidas para testes, e, após o modelo ser rejeitado, foram dadas de presente a funcionários da Mattel. Quando os Hot Wheels se tornaram objeto de desejo de colecionadores, esses Rear-Loaders passaram a ser extremamente cobiçados, especialmente os de cor rosa - rosa era considerado pela Mattel como uma "cor para meninas" e pouquíssimos Hot Wheels eram pintados de rosa; vale dizer, aliás, que nem todo modelo tem apenas uma cor, sendo normal que um mesmo modelo seja lançado em até três cores diferentes em cada coleção. Estima-se que atualmente só existam dois Rear-Loader Beach Bombs cor de rosa no mundo, um pertencendo a um colecionador e o outro em exposição no Museu do Automóvel em Los Angeles - com direito a uma base giratória tipo aquelas usadas para expor joias. Em 2002, a Mattel relançaria o Rear-Loader Beach Bomb, mas, evidentemente, os originais valem mais.

O ano de 1970 também seria importante para os Hot Wheels, com 43 novos modelos divididos em três séries, uma sem nome, que trazia os carros tradicionais; uma chamada Heavyweights ("peso-pesados"), que trazia uma betoneira, um guincho, um caminhão de bombeiro, um caminhão do lixo, um caminhão de mudanças e uma ambulância, todos grandes e pesados demais para correr nas pistas, mas que acabaram se tornando favoritos das crianças mesmo assim; e uma chamada Sizzlers (os "ainda mais quentes"), apenas com os chamados muscle cars, aqueles enormes e com motores superpossantes, como o Pontiac Firebird Trans-Am, o Lincoln Continental Mark IV e o Mustang Boss 302. A equipe de designers agora seria composta por Ira Gilford, Larry Wood e Paul Tam, que juntos criariam alguns dos carros mais memoráveis da história dos Hot Wheels.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que alcançavam o auge de popularidade, em 1970 os Hot Wheels também teriam um corte na velocidade, causado por mudanças na suspensão. Os carrinhos dos dois anos anteriores tinham suspensão feita de um plástico chamado delrin, com dois eixos em formato de C que se comportavam exatamente como a suspensão de um carro de verdade quando o modelo era pressionado contra o solo. O problema é que essa suspensão era difícil de montar no chassi, e, se o carrinho fosse pressionado com muita força, ela se soltava, e não havia jeito de recolocá-la no lugar, nem desmontando o brinquedo. Por causa disso, muitos carrinhos com o tempo ficavam com a suspensão frouxa, ou sem suspensão nenhuma porque ela havia se soltado. Para corrigir o problema, a partir de 1970 a Mattel começaria a usar uma suspensão de plástico comum, com uma barra central que agia como uma mola. Embora fosse mais confiável, essa nova suspensão acabaria diminuindo a velocidade máxima dos carrinhos para cerca do equivalente a 200 Km/h caso eles fossem carros de tamanho normal.

Em 1971, a Mattel lançaria 45 novos modelos, mais uma vez divididos em tradicionais, Heavyweights e Sizzlers. Infelizmente, porém, as vendas seriam muito baixas se comparadas às dos anos anteriores, fato atribuído ao número elevado de modelos diferentes - lembrando que, na época, colecionadores ainda não eram o público-alvo, e era muito difícil que uma criança comprasse todos. Por causa disso, para 1972 e 1973 a Mattel mudaria sua tática, lançando menos carros por ano, com a maioria deles sendo relançamentos: em 1972, apenas 12 carros seriam lançados, sendo cinco relançamentos; já em 1973, dos 24 lançados, apenas três eram novos - desde então, cada coleção mistura modelos novos e relançamentos, ao invés de apenas ter modelos novos como ocorria até 1971. Para cortar os custos de produção, a Mattel também acabaria com os Heavyweights, de produção mais cara (mas manteria os Sizzlers) e passaria a usar tinta esmalte comum ao invés da Spectraflame.

Em 1974, a Mattel descontinuaria a série Sizzlers e introduziria a Flying Colors, na qual os carrinhos tinham decalques coloridos aplicados através de um processo chamado tampo-print. Curiosamente, todos os 24 modelos de 1974 eram Flying Colors. Os decalques mais uma vez tornaram os Hot Wheels diferentes de seus concorrentes, representaram um aumento muito bem-vindo nas vendas, e foram copiados pela concorrência no ano seguinte. Em 1975, todos os carros foram mais uma vez Flying Colors, e em 1976 foram todos, exceto um, que inaugurou a nova série Super Chromes, na qual os carrinhos tinham uma pintura cromada.

1977 seria o primeiro ano a mais uma vez trazer carros de três linhas, a tradicional, a Flying Colors e a Super Chromes. A coleção de 1977 também se tornaria conhecida por ser a primeira sem as listras vermelhas na roda - elas já não eram moda nos carros de verdade, e, deixando de aplicar uma listra vermelha em cada roda, a Mattel ainda economizava um dinheirinho. A coleção de 1978 não trouxe grandes novidades, tendo carrinhos divididos entre tradicionais e Flying Colors, mas a de 1979 fechou a década em grande estilo, com nada menos que oito séries diferentes: a Flying Colors passou a ser a série principal, sem nome; e a ela se uniriam a Super Chromes; a Oldies But Goodies, somente com carros clássicos; a Speedway Specials, com carros de corrida; a Drag Strippers, com os carrinhos mais rápidos da coleção; a Golden Machines, com carros dourados; a Scene Machines, cujos carros tinham uma lente especial no vidro traseiro através da qual a criança podia ver uma figura que vinha em seu interior; e a Heroes, com carros que traziam decalques dos heróis Marvel Homem-Aranha, Thor, Hulk, Capitão América, Coisa e Tocha Humana.

Mais uma vez, porém, essa grande variedade de séries pareceu ter dividido o público, e as vendas não foram boas. Para 1980, portanto, só seriam lançadas três séries: a tradicional; a Workhorses, com veículos de trabalho como escavadeiras e tratores; e a Hi-Rakers, com carros que tinham suspensão traseira ajustável. Os Hi-Rakers não se mostraram confiáveis, com muitos carrinhos quebrando, e ficaram fora de 1981, que teve os tradicionais, os Workhorses e a volta das Scene Machines e dos Heroes - com carros do Homem de Ferro e do Surfista Prateado. Para 1982, as séries seriam a tradicional, a Workhorses, a Megaforce - com tanques e outros veículos de combate - e a Hot Ones, que representaria uma nova evolução dos modelos: todos os Hot Ones tinham calotas douradas, eixos mais finos e resistentes e um novo sistema de suspensão, que devolvia a velocidade para mais próximo dos 321 Km/h originais, mas com menos risco de quebra ou fadiga. Como a produção das peças dessa nova suspensão era cara, a Mattel optaria por colocá-la somente em uma série, e não na coleção inteira.

Aproveitando a nova suspensão, a Mattel lançaria, em 1983, a série Real Riders, com carros com pneus de borracha idêntica à dos pneus de verdade. Além dos Real Riders e dos tradicionais, a coleção de 1983 trazia mais Workhorses, mais Hot Ones, uma série Classics, somente com carros antigos, e a primeira "coleção secundária": chamada simplesmente Hot Wheels Extras, ela tinha uma cartela diferente, e seus carros possuíam partes destacáveis, principalmente o teto, o que os tornava conversíveis. Os carros da coleção Extras não eram considerados parte da coleção de 1983, e sim uma coleção nova - a primeira de muitas que viriam nos anos seguintes, com nomes como Speed Machines, Color Shifters e Acceleracers, cada uma com uma característica especial - as Color Shifters, por exemplo, mudam de cor se colocadas na água quente ou na água fria.

1983 também foi o ano de uma curiosa controvérsia: nesse ano, a GM decidiria não lançar nenhuma versão do Corvette, um de seus carros mais populares. Embora muitos tivessem achado que o Corvette seria descontinuado, tratava-se de uma jogada de marketing: o Corvette teria seu visual totalmente reformulado, e seria relançado em 1984. Como a Mattel tinha acesso a todos os projetos da GM, para poder produzir suas réplicas, alguém da equipe, provavelmente não sabendo dos planos da GM, criou uma versão Hot Wheels do Camaro 1984 - que foi lançado antes do que seria o lançamento oficial pela GM. Furiosa, a GM chegou a ameaçar cancelar seu contrato com a Mattel, que não poderia mais produzir miniaturas de seus carros - mas desistiu porque o novo Camaro se mostrou um sucesso de vendas justamente por causa desse preview, que atiçou a curiosidade de muitos amantes de carros, contentes por seu preferido não ter sido descontinuado e ansiosos por dirigir um novo Camaro.

A coleção de 1984, além dos Hot Ones e dos Real Riders, trazia os novos Ultra Hots, com ligas mais leves e outras mudanças que contribuíam para a velocidade - além de trazer novamente a pintura Spectraflame, pela primeira vez desde 1971. As demais séries de 1984 foram a tradicional, a Workhorses, a Classics e a Action Command, com veículos militares. 1985 não trouxe muitas novidades, apenas novos carros tradicionais, Action Commands, Real Riders e Ultra Hots. Em 1986, todos os modelos novos seriam Real Riders ou da nova série Speed Demons, que trazia carros em formatos de monstros como gárgulas, insetos gigantes e morcegos demoníacos; os carros das séries tradicional, Workhorses e Action Command seriam todos relançamentos. Como o custo de produção dos Real Riders estava muito elevado, a Mattel optou por descuntinuar a série, sendo os de 1986 os últimos.

1987 não traria grandes novidades para os carros, apesar dos novos modelos de tradicionais, Workhorses, Action Command e Speed Demons, mas introduziria uma mudança que se tornaria uma tradição dos Hot Wheels: a cartela azul com uma figura do carro, para que os colecionadores - cada vez em maior número a partir da metade da década de 1980 - pudessem identificar os modelos com mais facilidade. 1988 trouxe novos tradicionais, Workhorses, Action Command, Speed Demons e Classics, além da nova série Speed Fleet, com carros feitos para serem velozes, mas sem a maior parte das inovações caras dos Hot Ones, Ultra Hots e Real Riders. Fechando a década, 1989 trouxe 76 carros que não eram divididos em séries, mas tinham uma nova mudança feita pensando nos colecionadores: números de colecionador, com direito a uma cartela para marcar os que você já tinha. Também a partir de 1989, os carrinhos de uma coleção não seriam lançados todos de uma só vez em maio como até então, mas aos poucos ao longo do ano, para manter o interesse dos colecionadores sempre aceso.

A coleção de 1990 traria mais uma vez três séries: a tradicional; a California Customs, apenas com relançamentos, mas pintados em cores berrantes e com decalques extremamente coloridos; e a The Simpsons, que trazia a van de lixo tóxico do Homer e o carro da família Simpson. A California Customs seria mantida para 1991, que teria apenas duas séries, essa e a tradicional. Já para 1992, as duas séries seriam a tradicional e a Gleam Team, com carros com pintura no estilo glitter.

Em 1993, os Hot Wheels comemorariam 25 anos, e várias séries seriam lançadas para comemorar: a tradicional; a Tattoo Machines, na qual os carros tinham tatuagens ao invés de decalques e vinham com uma cartela de tatuagens; a 25th Anniversary Series, com relançamentos dos carrinhos das coleções de 1968 e 1969 - mas com a suspensão nova e sem listras vermelhas nas rodas; e a Revealers, na qual os carrinhos, dentro da cartela, vinham embrulhados em um papel opaco, fazendo com que não fosse possível saber qual carrinho se estava comprando até que a embalagem fosse aberta. Dentro do papel, junto com os carrinhos, você podia encontrar um logitpo azul ou dourado dos Hot Wheels, que deveria ser mandado pelo correio para a Mattel para ser trocado por um prêmio - o azul valia uma coleção exclusiva de 10 carrinhos, enquanto o dourado valia uma bicicleta e um carrinho Lamborghini Countach exclusivo, do qual somente mil foram fabricados. Além dessas séries todas, em 1993 pela primeira vez a Mattel negociaria uma licença com uma indústria que não seria de automóveis - no caso, com a Warner Bros., o que levou ao lançamento de uma coleção de nove carros presentes ou inspirados no filme O Demolidor, com Sylvester Stallone e Wesley Snipes, chamada Demolition Man (o nome original do filme).

Vale citar que os números de colecionador foram sequenciais de 1989 até 1999, não recomeçando do 1 a cada nova coleção, e que, por alguma razão, alguns números, como 48, 61 e 173, foram "pulados". Com exceção da Gleam Team, os carros de séries que não fossem a tradicional - California Customs, The Simpsons, Tattoo Machines, 25th Anniversary Series e Revealers - não possuíam qualquer número de colecionador, mas, curiosamente, os da coleção Demolition Man tinham sua própria numeração, de 1 a 9.

Como aparentemente já estava se tornando tradicional, após um ano com muitas séries vinha um sem nenhuma, o que fez com que, em 1994, todos os carrinhos fossem da série tradicional. Já 1995 seria um ano importantíssimo para os Hot Wheels, que trouxe muitas mudanças e novidades presentes até hoje. A maior parte dessas mudanças foi motivada pelo já considerável número de colecionadores - adultos que compravam os carrinhos apenas para tê-los, ao invés de dá-los para seus filhos brincarem - que cresceu de forma a surpreender a Mattel nos dez anos anteriores.

A principal mudança trazida em 1995 dizia respeito às séries: até então, algumas séries, como a Workhorses e a Flying Colors, não traziam qualquer identificação na cartela de que aquele carrinho pertencia a uma outra série e não à tradicional, sendo cada série identificada pela aparência do modelo; outras, como a California Customs e a Tattoo Machines, tinham cartelas totalmente diferentes da coleção principal, e só não eram consideradas uma coleção à parte - como a Extras e a Demolition Man - por conveniência da Mattel. A partir de 1995, todas as séries da coleção principal teriam a já famosa cartela azul, sendo identificadas por seu nome dentro de um espaço de cor diferente na lateral da cartela. Se um carrinho tivesse cartela diferente, ele pertencia a outra coleção, e não à principal - e essas "outras coleções" ficariam reservadas para o relançamento de modelos clássicos ou o lançamento de modelos inspirados em filmes, séries e esportes, como as coleções da NASCAR, de 1997, e da Fórmula-1, de 1999.

Assim, em 1995 tínhamos a série tradicional, sem nome (identificada pela cor azul), composta apenas por relançamentos; a Model Series (cor branca), composta apenas por modelos novos; e as séries Race Team, Krackle Car, Steel Stamp, Pearl Driver, Dark Rider, Roarin' Rods, Hot Hubs, Speed Gleamer, Real Riders, Silver Series, Photo Finish e Racing Metals (todas identificadas pela cor vermelha), todas compostas de 4 relançamentos cada, e cada uma com uma característica especial - os Dark Riders eram todos pretos, enquanto os Pearl Drivers tinham pintura perolada, por exemplo. Além da numeração sequencial que vinha lá de 1989, cada série também tinha sua própria numeração - cada um dos Hot Hubs, por exemplo, era numerado de 1 a 4.

Mas a série que mais chamou a atenção dos colecionadores foi a Treasure Hunt (ou, simplesmente, T-Hunt), identificada pela cor verde: também composta de relançamentos, ela trazia carrinhos pintados com Spectraflame e pneus de borracha de verdade, bem mais difíceis de serem encontrados do que os outros - menos T-Hunts foram produzidos que os demais modelos, de forma que, às vezes, nem mesmo comprar uma caixa fechada era garantia de se achar um. Os T-Hunts logo se tornariam uma febre entre os colecionadores - seja por suas características, seja por sua raridade - e são hoje os carros mais "caçados" por quem coleciona.

A coleção de 1996 seguiria a mesma fórmula, com a Model Series sendo renomeada First Editions, mais relançamentos, mais T-Hunts e mais 12 séries de 4 carros cada (Race Truck, Flame Thrower, Space Series, Race Team, Mod Bod, Dark Rider, Sports Car, Splatter Paint, Street Eaters, Fast Food, Silver Series e Fire Squad). 1996 inauguraria uma nova febre dentre os colecionadores, os Bonus Cars: não sendo vendidos em lojas, a única forma de se conseguir um era comprando todos os modelos de uma mesma das 12 séries de quatro, juntando suas cartelas e enviando para a Mattel junto a uma quantia em dinheiro. Ao todo, seriam lançados quatro Bonus Cars, um a cada trimestre, sendo que não era possível conseguir um dos anteriores se aquele trimestre já tivesse passado.

Os três anos restantes da década também seguiriam a mesma fórmula, com mais relançamentos, mais First Editions, mais T-Hunts, mais Bonus Cars, e novas 12 séries de 4 carros cada por ano - com a diferença de que cada uma dessas 12 séries possuía sua própria cor de identificação, ao invés de todas serem em vermelho. Em 1997, essas séries se chamavam Phantom Racer, Race Team, Heat Fleet, Biff! Bamm! Boom!, Quicksilver, Speed Spray, Spy Print, Street Beast, White Ice, Dealers Choice, Rockin' Rods e Blue Streak. Em 1998, foram Tattoo Machines, Techno Bits, Tropicool, Low 'N Cool, Biohazard, Dash 4 Cash, Race Team, Artistic License, Mixed Signals, Flyin' Aces, Sugar Rush e Tech Tones. E, em 1999, tivemos Buggin' Out, X-Ray Cruiser, Street Art, Pinstripe Power, Game Over, Surf 'N Fun, X-Treme Speed, Sugar Rush, Mega Graphics, Terrorific, Classic Games e Car-toon Friends; além da nova série Final Run, com 12 modelos que, teoricamente, seriam "aposentados" e nunca mais relançados - teoricamente porque, de lá pra cá, alguns já deixaram a aposentadoria.

O ano 2000 trouxe novas mudanças, embora não tão significativas quanto as de 1995. A maior delas se deu nos bastidores, com a equipe de designers passando a ser chefiada por Eric Tscherne, Fraser Campbell e Alec Tam, filho de Paul Tam. A partir de 2000, os números de colecionador seriam retomados do 1 a cada coleção, não seguindo mais a numeração iniciada em 1989 - e, além da numeração "geral" da coleção, cada série manteria sua própria numeração, como entre 1995 e 1999. A coleção de 2000 trouxe mais relançamentos, mais First Editions, mais T-Hunts, mais Bonus Cars, mais 12 séries de 4 carros cada (Future Fleet 2000, Hot Rod Magazine, Seein' 3-D, Snack Time, Mad Maniax, Attack Pack, Circus On Wheels, 2000 CD Customs, Kung Fu Force, Speed Blaster, Tony Hawk Skate e Secret Code) e a nova série Virtual Collection, que já tentava pegar carona (sem trocadilho) na crescente popularidade da internet: cada modelo vinha com um número, e, colocando esse número em um site dos Hot Wheels, você adicionava aquele carro à sua "coleção virtual".

Os dois anos seguintes foram fracos de novidades. 2001 teve mais relançamentos, mais First Editions, mais T-Hunts e mais 12 séries de 4 carros cada (Fossil Fuels, Turbo Taxi, Rat Rods, Anime Series, Rod Squadron, Skull & Crossbones, Logo-Motive, Monsters, Extreme Sports, Company Cars, Hippie Mobiles e Skin Deep), mas trouxe de volta a série Final Run e, ao invés dos Bonus Cars, teve quatro relançamentos exclusivos que só seriam vendidos em lojas específicas (dois na Sam's Club e dois na Costco). 2002 não teve nem esses carros exclusivos, nem Bonus Cars, apenas mais relançamentos, mais First Editions, mais T-Hunts, mais Final Run e mais 15 séries de 4 carros cada (Wild Frontier, Spares 'N Strikes, Tuners, Corvette Series, Trump Cars, Cold Blooded, Star Spangled, Yu-Gi-Oh! Series, Spectraflame II Series, Masters of the Universe Series, Sweet Rides, Grave Rave, Red Line, Hot Rod Magazine e Fed Fleet). Os carros das séries Yu-Gi-Oh! e Masters of the Universe (assim como os da série Anime, de 2001), não eram carros presentes nesses desenhos, e sim carros comuns com decalques referentes a eles, como na antiga série Heroes.

Em 2003, por ocasião de seu 35o aniversário, os Hot Wheels deixariam de ser apenas uma linha de brinquedos para se tornar uma franquia, contando com produtos como material escolar, roupas, acessórios e os hoje famosos desenhos animados, o primeiro deles sendo um longa metragem de computação gráfica chamado Hot Wheels World Race. Dois lançamentos de 2003 concorrem ao prêmio de merchandising mais inusitado: um CD apenas com músicas inspiradas nos Hot Wheels, e um modelo em tamanho real, totalmente funcional, do Deora II, carrinho criado por Nathan Proch para a coleção de 2000, por sua vez inspirado no Deora, criado para a coleção original de 1968 por Harry Bentley Bradley. A coleção de 2003 teria mais relançamentos, mais First Editions, mais T-Hunts, mais Final Run e mais 18 séries de 4 carros cada (Wild Wave, Flamin' Series, Dragon Wagons, Anime Series, Flying Aces, Boulevard Buccaneers, Carbonated Cruisers, Radical Wrestlers, Crazed Clown, Tech Tuners, Spectraflame II Series, Sega Games Series, Alt Terrain, Pride Rides, Roll Patrol, Track Aces, Wastelanders e Work Crewsers).

A coleção de 2004 traria mais novidades: a partir dela, os relançamentos e os First Editions seriam divididos em subséries, de acordo com suas características. As subséries dos First Editions eram Realistics, que eram cópias fiéis de carros existentes ou modelos exclusivos que poderiam ser transformados em carros de verdade; Tooned, que tinham aparência de carros de desenho animado; Blings, com rodas imensas, radiadores proeminentes e aparência quadrada; Hardnoze, com a parte da frente bem maior que a de trás; Fatbax, com a de trás bem maior que a da frente; e Crooze, bem mais alongados. A maioria desses modelos foi considerada bizarra e não vendeu bem, podendo ser encontrada nas lojas até anos depois de seu lançamento. Já as subséries dos relançamentos eram mais "normais", e atendiam pelos nomes de Pride Ride (os mais chiques), Roll Patrol (os mais customizados), Track Stars (os mais velozes) e Wastelanders (que pareciam ter sido produzidos para algum filme pós-apocalíptico). A coleção de 2004 também trouxe T-Hunts, Final Run e 9 séries de 5 carros cada (Cereal Crunchers, Tat Rods, Star Spangled, Ferrari Heat, Tag Rides, Crank Itz, Demonition, Scrapheads e Autonomicals). Finalmente, 2004 seria o primeiro ano a trazer os Batmóveis (quatro ao todo, um dos quadrinhos, um do filme de 1989, um Hardnoze e um Crooze); desde então, a cada ano a coleção possui pelo menos um, seja novo ou relançamento.

Em 2005, os First Editions seriam divididos em Realistix (os realísticos, com um nome mais enfeitado), Drop Tops (que tinham o meio mais baixo que as extremidades), Torpedoes (finos e compridos), X-Raycers (com carroceria de plástico transparente) e Blings, mas os relançamentos, mais uma vez, estariam todos em uma série só, sem nome. Além dos T-Hunts, dos Final Run e das 9 séries de 5 carros cada (Rebel Rides, Asphalt Jungle, Hot Wheels Racing, Pin Hedz, Red Lines, Muscle Mania, White Heat, Crazed Clowns e Twenty +), a coleção trouxe os Track Aces, que tinham eixos banhados em níquel e calotas de bronze com furos, modificações que os tornavam os mais velozes da história, podendo alcançar velocidades equivalentes a 350 Km/h; e os Mystery Cars, que, assim como os Revealers, vinham em uma cartela na qual não era possível ver qual carro se estava comprando (no caso, porque o plástico da cartela, ao invés de transparente, era preto e fosco). Os Mystery Cars eram quatro ao todo, cada um vindo com um voucher especial dentro do plástico junto com o carrinho; juntar os quatro vouchers diferentes e enviar para a Mattel resultava em ganhar um T-Hunt exclusivo, que não era vendido em lojas.

Como as versões bizarras dos carros não vendiam bem, para 2006 as subséries foram abandonadas, e todos os First Editions passaram a ser "normais". A coleção teve relançamentos, First Editions, T-Hunts, Track Aces, 12 séries de 5 carros cada (Drift Kings, Dropstars, Mopar Madness, Chrome Burnerz, Tag Rides, Spy Force, Bone Blazers, Motown Metal, Highway Horror, Red Line, Hi-Rakers e WWE Series) e 5 Mystery Cars, mais uma vez valendo um T-Hunt exclusivo se alguém conseguisse os cinco.

Para 2007, seriam realizadas mais mudanças: primeiro, os First Editions mudariam de nome para New Models, e os relançamentos finalmente ganhariam um nome, All-Stars. Os Track Aces mudariam de nome para Track Stars, e os Mystery Cars, que agora eram 24, não davam mais direito a prêmio. Além dos T-Hunts, agora existiam também os Super T-Hunts, que eram os mesmos carros mas com pintura e decalques diferentes, e ainda mais raros e cobiçados pelos colecionadores. A coleção se completava com 12 séries de 4 carros cada (Pop-Offs, Camaro Series, Hot Wheels Design, Taxi Rods, Gold Rides, Engine Revealers, Hummer Series, Street Beast, X-Raycers, Aerial Attack, Hot Wheels Racing e Rag Tops and Roadsters) e com os Code Cars, que vinham com um código no chassis que podia ser inserido em um site dos Hot Wheels para liberar conteúdo exclusivo.

Em 2008 seria mantida mais ou menos a mesma fórmula, com mais New Models, All-Stars, Track Stars, T-Hunts, Super T-Hunts, Mystery Cars e 12 séries de 4 carros cada, agora chamados Teams (Team Exotics, Team Surf's Up, Team Jet Rides, Team Rat Rods, Team Volkswagen, Team Muscle Mania, Team Hot Trucks, Team Ford Racing, Team Hot Wheels Racing, Team Custom Bikes, Team Engine Revealers e Team Drag Racing). Os Code Cars mudariam de nome para Web Trading Cars, e a novidade ficaria por conta de mais quatro carros exclusivos de lojas (três da KMart e um da Toys 'R Us), mas, dessa vez, ao invés de esses carros serem vendidos nessas lojas, você deveria comprar uma determinada quantidade de Hot Wheels nelas e enviar os comprovantes de compra para a Mattel, que então lhe enviaria o carrinho.

Em 2009, teríamos mais New Models, T-Hunts, Super T-Hunts, Track Stars e Mystery Cars, mas os All-Stars e os Teams seriam fundidos, passando a compor 10 séries de 10 carros cada (Hot Wheels Racing, Muscle Mania, HW Special Features, HW Designs, HW City Works, Heat Fleet, Faster Than Ever, Rebel Rides, Dream Garage e Modified Rides). A partir de 2010, essas séries passariam a ser chamadas Segment Series, e os Teams retornariam com o nome de Race World. Para 2010, portanto, tínhamos New Models, T-Hunts (mas não Super T-Hunts, cujo último ano foi 2009), Track Stars, Mystery Cars, 10 Segment Series de 10 carros cada (HW Garage, Muscle Mania, Night Burnerz, HW Performance, HW City Works, Global All Stars, Faster Than Ever, HW Hot Rods, HW Racing e Hot Auction) e 12 séries Race World de 4 carros cada (Race World Speedway, Race World Movie Stunts, Race World Beach, Race World City, Race World Underground, Race World Desert, Race World Highway, Race World Battle, Race World Earth, Race World Cave, Race World Volcano e Race World Jungle). Em 2010 também seria inaugurada uma nova tradição, a de, a cada coleção, ser lançado pelo menos um modelo de carro famoso do cinema ou da TV - o primeiro foi o Ecto-1, dos Caça-Fantasmas, mas, de lá pra cá, já tivemos o DeLorean de De Volta para o Futuro, a Mystery Machine de Scooby-Doo, o furgão do Esquadrão Classe A, o KITT de A Super Máquina, o carro do Fred Flintstone e até a USS Enterprise do novo Star Trek. 2010 é também, até hoje, o único ano no qual a coleção principal de Hot Wheels teve duas versões, uma lançada apenas nos Estados Unidos e Canadá e outra "internacional", lançada no resto do mundo; tirando alguns de números de colecionador diferentes, porém, a única grande diferença da versão internacional para a norte-americana é que a internacional não tem os Mystery Cars.

Em 2011, os New Models passariam a se chamar HW Premiere no mercado internacional, mas manteriam o nome New Models nos Estados Unidos e Canadá. A coleção teria HW Premiere, T-Hunts, Track Stars, 10 Segment Series de 10 carros cada (Street Beasts, Heat Fleet, Muscle Mania, Nightburnerz, HW Drag Racers, HW Performance, Faster Than Ever, HW Racing, HW Main Street e HW City Works), 78 Thrill Racers de 6 carros cada (Thrill Racers Desert, Thrill Racers Highway, Thrill Racers Ice, Thrill Racers Volcano, Thrill Racers Cave, Thrill Racers Jungle e Thrill Racers Raceway), e uma série chamada HW Video Game Heroes, cujos carrinhos vinham com códigos que podiam ser usados em vários games dos Hot Wheels. 2012 manteria mais ou menos a mesma fórmula, com HW Premiere, T-Hunts, 10 Segment Series de 10 carros cada (Muscle Mania Mopar, Muscle Mania GM, Muscle Mania Ford, Faster Than Ever, All Stars, HW City Works, HW Performance, Heat Fleet, HW Main Street e HW Racing), 9 Thrill Racers de 5 carros cada (Race Course, Swamp Rally, Space, City Stunt, Volcano, Beach, Ice, Prehistoric e Earthquake) e a volta dos Code Cars, que agora vinham com um QR Code, que podia ser usado no site dos Hot Wheels com uma webcam ou smartphone.


A mais recente coleção é a de 2013, que deu uma certa trollada nos colecionadores: a identificação de cor verde, usada nos T-Hunts desde que eles foram inventados, passou para uma série comum, e os T-Hunts agora vêm misturados nas demais séries, sendo identificados apenas por um pequeno símbolo dos Hot Wheels (um círculo com um foguinho na horizontal, como se estivesse saindo de um escapamento) presente tanto no modelo quanto na figura dos carros na cartela; já não é possível, portanto, identificar os T-Hunts de longe, sendo preciso examinar a cartela para saber se um carro é T-Hunt ou não - e o fato de que alguns modelos têm versões "normal" e T-Hunt na mesma coleção não ajuda. Além disso, os New Models, assim como os T-Hunts, também vêm misturados nas outras séries ao invés de em uma série própria, o que dificulta a vida de quem compra só os novos. A coleção de 2013 é composta por cinco séries divididas em 5 ou 10 subséries cada, com a numeração de série acompanhando todas as subséries. As séries e subséries de 2013 são HW City Rides (Street Power, Rescue, Nightburnerz, Graffiti Rides e Downtown), HW Imagination (Street Pests, Future Fleet, Batman, Dino Chasers e Surf Patrol), HW Stunt (Stunt Circuit, Drift Race, Desert Force, Road Rally e HW Moto), HW Racing (HW Race Team, Thrill Racers, Track Stars, X-Raycers e Chrome Racers) e HW Showroom (Asphalt Assault, Hot Trucks, All Stars, American Turbo, Garage, Corvette 60th Anniversary, Heat Fleet, Then and Now, Muscle Mania e Performance).

No momento, a Mattel já está preparando a coleção de 2014, que seguirá a mesma fórmula da de 2013, mas com apenas quatro séries (HW City, HW Off-Road, HW Race e HW Workshop), sendo a maior parte das subséries e dos modelos ainda desconhecida ou não-confirmada. Desde 2003, a Mattel também tenta o ambicioso projeto de criar um filme com atores de carne e osso baseado nos Hot Wheels, que seria tipo Velozes e Furiosos, mas para toda a família. Boatos dão conta de que, esse ano, finalmente o projeto vai sair do papel.

Os Hot Wheels são, hoje, uma das maiores franquias da Mattel, perdendo em lucro apenas para a Barbie - cujos brinquedos são bem mais caros. Quem diria que carrinhos de brinquedo poderiam chegar tão longe.

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