segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Blondie

Entre os posts 350 e 500 eu fiz exatamente um sobre música, o que me levou a incluir a categoria Música no Post 500, na seção dedicada às categorias que eu adoro, mas pareciam fadadas a um fim próximo. Só para me fazer morder a língua, mal se passaram 50 posts desde então e eu já vou para o terceiro sobre música. O que é até motivo de comemoração, na verdade, mas não deixa de ser curioso.

Tão curioso quanto o fato de eu voltar a ouvir música com frequência. Já há muitos anos que eu não ouvia nada "de propósito", apenas "sem querer", por estar em algum lugar onde houvesse um rádio ligado, por exemplo. Há coisa de uns dois meses, porém, decidi comprar um Mp3 Player, porque eu levo mais de uma hora tanto para ir quanto para voltar do trabalho. Já desde que comecei a trabalhar nesse emprego eu cogitava ir e voltar ouvindo música, mas somente agora, quando o Mp3 Player antigo da minha esposa deu defeito é que eu decidi comprar também um para mim.

A princípio, pensei em ir ouvindo rádio, mas, como eu tenho um bando de arquivos em mp3 no meu computador - a maioria deles ripado dos meus CDs - e comprei um Player com bastante espaço, decidi copiar tudo pra lá e colocar no Shuffle para ver no que dava. Na maior parte do tempo, tocam as óbvias, como Tori Amos, Garbage e Smiths. De vez em quando, porém, me surpreendo, com uma ou outra que eu nem lembrava que tinha. Essa semana, por exemplo, tocou Blondie.

O Blondie faz parte de uma pequena lista de bandas cujos CDs eu comprei em "modo experimentação". Na adolescência, quando comecei a gostar de Smiths, passei a tentar conhecer outras bandas antigas, para ver se gostava de alguma delas também. Como, na época, praticamente a única maneira de se conhecer uma banda era comprando um disco dela, toda vez que eu via um "Best of" de alguma banda dos anos 80 em promoção eu comprava. Falando "toda vez" até parece que eu comprei uns cinquenta, mas, além de um do Blondie, só comprei um do Cure e um do Jesus and Mary Chain. Gostei dos três, mas não tanto quanto dos Smiths, o que talvez tenha significado uma falha no meu plano.

Aliás, o Blondie nem é uma "banda dos anos 80", já que seu primeiro álbum foi lançado em 1976. As origens da banda remontam a três anos antes, quando, em 1973, o guitarrista Chris Stein entrou para a banda The Stilettos. Pouco depois, ele começaria um romance com uma das três vocalistas da banda, Debbie Harry, que, antes de cantar nos Stilettos, foi atriz, garçonete, coelhinha da Playboy e fez parte de uma banda folk, chamada The Wind in the Willows, no final da década de 1960.

Em 1974, Harry se desentendeu com a vocalista principal dos Stilettos, Elda Gentile, e deixou a banda. Stein, ainda seu namorado, foi com ela, e os dois decidiram montar uma banda punk chamada Angel and the Snake. A banda não fez sucesso nenhum, e, aos poucos, seus demais integrantes começaram a sair, sendo substituídos pelos que comporiam a primeira formação do Blondie: primeiro o baterista Clem Burke, depois o tecladista Jimmy Destri, e, por último, o baixista Gary Valentine. A banda mudaria de nome para Blondie ("loirinha", em inglês) no final de 1975, motivada por uma piada interna, surgida do fato de que, sempre que Debbie Harry estava andando com a banda na rua, algum homem tentava passar uma cantada nela começando com "hey, blondie".

O Blondie logo se tornaria presença constante em duas casas noturnas de Nova Iorque, o Max's Kansas City e o CBGB. Após um show, a banda foi procurada por Larry Uttal, executivo que acabara de sair da gravadora Bell Records e estava montando a sua própria, a Private Stock Records, e decidiu frequentar a cena noturna da cidade em busca de bandas novas. Com o contrato assinado, a banda lançaria seu primeiro álbum, também chamado Blondie, em dezembro de 1976. Harry, entretanto, não ficou satisfeita com a gravadora, considerando que ela fazia pouca publicidade, o que se refletia nas parcas vendas do álbum, e ainda exigiu que eles trocassem o nome da primeira música de trabalho, originalmente chamada Sex Offender, mas que seria lançada como X Offender, já que a gravadora temia que nenhuma rádio quisesse tocar uma música com a palavra "sex" no título.

Após alguns meses de desentendimento, Harry decidiu sair da gravadora, pagando uma multa e pelos direitos de relançar o álbum, e oferecer seu trabalho a uma concorrente, a britânica Chrysalis Records, bem maior e mais experiente. A Chrysalis relançaria Blondie em outubro de 1977, dessa vez com grande estardalhaço, que renderia ao grupo uma excelente resenha da revista Rolling Stone. Após o lançamento, o grupo se tornaria um grande sucesso na Austrália, graças a um programa de TV que, por engano, tocaria a música In the Flesh ao invés de X Offender. Uma balada melódica e cativante, a música logo entraria para a lista das mais pedidas do país, alavancaria as vendas do álbum, e seria relançada como a segunda música de trabalho do grupo. A terceira música de trabalho, Rip Her to Shreds, seria lançada a tempo de uma bem sucedida turnê do Blondie pela Austrália.

Ao retornar da Terra dos Cangurus, a banda perdeu Valentine, que decidiu deixar o grupo, e gravou seu segundo álbum, Plastic Letters, lançado em fevereiro de 1978, com apenas quatro integrantes. A primeira música de trabalho seria uma regravação da canção Denis, da banda Randy and the Rainbows. A Chrysalis optaria por focar sua campanha de marketing na Europa e Ásia, levando o álbum e o segundo single, (I'm Always Touched by Your) Presence, Dear ao Top 10 da parada britânica, o que motivaria mais uma bem sucedida turnê internacional, dessa vez pelo Reino Unido. Antes dessa turnê, Valentine seria substituído por Frank Infante, e, ao final dela, o baixista Nigel Harrison também entraria para a banda, passando Infante para uma segunda guitarra e deixando o grupo com seis integrantes.

Após essa turnê, o Blondie já era um grande sucesso no Reino Unido e na Austrália, mas faltava ser bem sucedido nos Estados Unidos, sua terra natal. O sucesso na Terra do Tio Sam viria ainda em 1978, com o lançamento de um novo álbum, Parallel Lines, em setembro. O lançamento de um álbum tão próximo ao anterior não foi coincidência, e sim um movimento planejado para alcançar o sucesso também na América - tanto que a Chrysalis contratou o experiente produtor Mike Chapman para produzir Parallel Lines. Com um estilo mais new wave e menos punk, capitaneado pela música de trabalho Heart of Glass, que se tornaria talvez o maior sucesso da carreira do Blondie, o álbum venderia mais de um milhão de cópias no mundo inteiro e entraria para o Top 10 norte-americano - com Heart of Glass chegando ao primeiro lugar - levando a banda ao estrelato. Outras músicas de trabalho de Parallel Lines incluíam Picture This, Hanging on the Telephone, One Way or Another e I'm Gonna Love You Too, regravação de um sucesso de Buddy Holly na qual a gravadora apostou para ser a principal música de trabalho do novo álbum, apenas porque Denis, outra regravação, havia sido a do álbum anterior. A aposta não daria certo, e I'm Gonna Love You Too faria pouco sucesso - felizmente, as outras fariam o sucesso esperado, e até mais.

Curiosamente, com o sucesso da banda, grande parte do público norte-americano passou a achar que "Blondie" era o nome de uma cantora, e não de uma banda - como se fosse, sei lá, "Lady Gaga" ou "Pink". Para desfazer a confusão, a banda começou uma campanha chamada "Blondie is a Group", com distribuição de bottons e de camisetas com a frase, e várias entrevistas nas quais era enfatizado que toda a banda se chamava Blondie, e não apenas sua vocalista. Harry, aliás, insistiria em ser chamada pela imprensa de Deborah Harry, pois, como era conhecida como Debbie Harry, muitos jornais acabavam chamando-a de "Debbie Blondie" ou "Blondie Harry", e ela achava que, se se tornasse conhecida por seu nome de batismo, e não pelo apelido, a confusão seria menor. Vale citar que, mesmo com todos os esforços, até hoje existem pessoas, não somente nos Estados Unidos, mas no mundo todo, que creem que Blondie é o nome de Debbie Harry, e não da banda.

Embora criticado por grande parte da crítica especializada por ter "amaciado", com o sucesso de seu terceiro álbum o Blondie deixaria de ser considerado uma banda underground e passaria a ser mainstream. Em 1979, a banda ganharia a capa da Rolling Stone, e, em outubro, lançaria seu quarto álbum, Eat to the Beat. O álbum não conseguiria repetir nos Estados Unidos o sucesso de seu antecessor, mas entraria para o Top 20 norte-americano; no Reino Unido, por outro lado, seria um sucesso gigantesco, atingindo o primeiro lugar da parada britânica. Duas de suas músicas, Atomic e Dreaming atingiriam o primeiro e o segundo lugar no Reino Unido, e uma terceira, Union City Blue, entraria para o Top 10. Para tentar alavancar as vendas do álbum nos Estados Unidos, a Chrysalis tentaria uma estratégia ousada, gravando clipes de todas as músicas para produzir o que eles chamavam de "vídeo-álbum", o primeiro da história. Infelizmente, essa estratégia também não daria muito certo. Parecia que o destino do Blondie era mesmo fazer mais sucesso no Reino Unido que nos Estados Unidos.

Pelo menos até 1980, quando seria lançado o single Call Me. Colaboração de Debbie Harry com o produtor Giorgio Moroder, responsável pelos maiores sucessos de Donna Summer, Call Me seria incluída na trilha sonora do filme Gigolô Americano, com Richard Gere, e o Blondie optaria por lançá-la somente no formato single, e não como parte de um novo álbum. A música atingiria o primeiro lugar nos Estados Unidos (onde ficou por seis semanas), Canadá, Reino Unido e na parada da Billboard, dando um novo fôlego para a banda na América.

O álbum seguinte, Autoamerican, de novembro de 1980, entretanto, mais uma vez seria melhor sucedido no Reino Unido - onde chegou ao terceiro lugar - que nos Estados Unidos - onde não passou do sétimo. Surpreendentemente, sua principal música de trabalho seria um reggae, The Tide is High, regravação de uma canção da banda The Paragons. Mesmo com o álbum não vendendo o esperado, The Tide is High chegaria ao primeiro lugar da parada norte-americana, assim como outra música de trabalho surpreendente, Rapture, um rap, o primeiro a alcançar o topo da parada de sucessos nos Estados Unidos. No geral, Autoamerican era um álbum bem experimental, com pouco rock e muito de outros estilos, e com quase todas as músicas falando sobre carros. Isso fez com que, mesmo o álbum tendo vendido bem, tenha sido bastante criticado pela crítica especializada.

Depois de Autoamerican, a Chrysalis decidiria lançar uma coletânea, The Best of Blondie (o CD que eu tenho), em outubro de 1981, e a banda decidiria, após tantos álbuns seguidos, fazer uma pausa de um ano. Nesse período, Debbie Harry e Jimmy Destri lançariam álbuns solo - tanto o dela, Kookoo (que tinha arte de capa de H.R. Giger), quanto o dele, Heart on a Wall, contando com Chris Stein na guitarra - e Infante processaria a banda alegando ter ficado de fora do processo criativo e participado pouco das gravações de Autoamerican (e eu confesso que não sabia que era possível processar alguém por isso). A banda e o guitarrista chegariam a um acordo fora dos tribunais e Infante continuaria como membro da banda, mas Harry, insatisfeita, declararia que ele não participaria das gravações do álbum seguinte. Harry, aliás, após lançar seu disco solo, decidiria retomar a carreira de atriz. Como agora ela era famosa, receberia convites para atuar em Roadie, de Alan Rudolph, e em Videodrome, A Síndrome do Vídeo, de David Cronenberg.

O álbum seguinte do Blondie, chamado The Hunter, seria lançado em maio de 1982. Infelizmente, não faria muito sucesso nem junto ao público (nem entraria no Top 20 norte-americano, embora no Reino Unido tenha chegado à nona posição), nem junto à crítica, que o considerou fraco e sem inspiração. Suas duas músicas de trabalho, Island of Lost Souls e War Child, passariam sem muito estardalhaço. Como curiosidade, o álbum teria também uma canção chamada For Your Eyes Only, gravada sob encomenda para o filme 007 Somente Para Seus Olhos. Se você é fã de 007 e não conhece essa música, é porque, de última hora, os produtores do filme a descartaram e convidaram Sheena Easton para gravar uma nova.

Para tentar alavancar as vendas do álbum, o Blondie marcaria uma grande turnê por todos os Estados Unidos, mas esta teria vários shows cancelados por falta de venda de ingressos. Com o insucesso, vieram também os problemas financeiros, as discussões entre os membros da banda - muitos deles insatisfeitos porque Harry recebia mais atenção da imprensa que os demais - as revelações de que alguns membros da banda eram viciados em drogas, o que repercutiu negativamente para a imagem do grupo e se refletiu nas vendas, e, finalmente, a revelação de Stein de que ele sofria de uma rara doença auto-imune chamada pênfigo. Com tudo isso, era impossível continuar, e a banda decidiu se separar em novembro de 1982. Stein e Harry continuaram juntos, e sumiram da mídia para que ele pudesse se tratar.

Harry ainda tentaria lançar dois novos singles solo, Rush Rush em 1983 e Feel the Spin em 1985, mas sem fazer nenhum sucesso, e acabou tendo de vender a mansão de cinco andares na qual morava - comprada com o dinheiro do sucesso dos primeiros álbuns - para pagar dívidas da banda e o tratamento de Stein. Mesmo doente, Stein continuava usando drogas, e Harry, a beira de um colapso nervoso, decidiu terminar tudo com ele antes que sua vida pessoal desmoronasse também. Separada, ela lançaria um novo álbum solo, Rockbird, de 1986 - com a participação de Stein em algumas faixas - mas, mais uma vez, não faria muito sucesso. Enquanto isso, Clem Burke passaria a tocar com o Eurythmics, e Jimmy Destri se tornaria produtor musical. Em 1988, a Chrysalis ainda faria uma derradeira tentativa de ressucitar a banda, lançando um álbum de remixes, que continha tanto músicas do Blondie quanto de Harry em carreira solo, chamado Once More into the Bleach, que venderia bem pouco.

Assim, o Blondie seria quase esquecido até meados da década de 1990, quando bandas como Garbage e No Doubt reconheceriam e declarariam em entrevistas admirar o grupo e tê-lo como uma de suas influências. A gravadora EMI, então dona da Chrysalis, para aproveitar o momento, relançaria os álbuns da banda (deve ter sido assim que eu consegui comprar o meu) e lançaria dois álbuns de remixes, Beautiful e Remixed Remade Remodeled, ambos de 1995. Esses lançamentos e relançamentos apresentariam o Blondie para uma nova geração de fãs.

Entre o lançamento de Once More into the Bleach e o de Beautiful, Harry e Stein se reconciliaram e continuaram trabalhando juntos, com Harry lançando dois álbuns solo com Stein na guitarra, Def, Dumb and Blonde, de 1989, e Debravation, de 1993, ambos seguidos de turnês que não tiveram muita procura, além de uma coletânea, Blonde and Beyond, também de 1993. Com a volta da banda à mídia, em 1996, os dois decidiram aproveitar o momento para entrar em contato com os antigos membros do grupo e tentar um retorno com a formação original - eles dois, Destri, Burke e Gary Valentine, que, após desistir da carreira de músico, havia se tornado escritor. Harry e Infante não foram convidados, e até tentaram processar os demais (começo a achar que Infante era parente de algum juiz) para impedi-los de usar o nome Blondie, mas acabaram desistindo ao serem informados de que não teriam sucesso.

Os cinco membros da banda se reuniriam em 1997 para três apresentações, todas em festivais patrocinados por rádios. Como a procura foi boa, eles se animaram em sair em turnê, ficando na estrada pela maior parte de 1998 e 1999, fazendo shows sempre cheios e que rendiam elogios da crítica.

O primeiro álbum de inéditas do Blondie em mais de quinze anos, No Exit, seria lançado em fevereiro de 1999, fazendo um relativo sucesso nos Estados Unidos, onde entrou para o Top 20, mas, como de costume, um sucesso bem maior no Reino Unido, onde alcançou a terceira posição. Apesar de ter tocado nos shows, Valentine não quis gravar o álbum, o que fez com que o Blondie, em seu recomeço, fosse uma banda de quatro membros, contando, porém, com a presença do guitarrista e do baixista contratados Paul Carbonara e Leigh Fox nas gravações e na turnê subsequente. Sua principal música de trabalho foi Maria, que alcançou o primeiro lugar da parada britânica, dando ao Blondie a distinção de ser um dos dois únicos artistas norte-americanos a ocupar o topo dessa parada em três décadas diferentes - o outro sendo Michael Jackson.

A banda ficaria em turnê até o final de 2002, quando voltaria ao estúdio para gravar The Curse of Blondie, seu oitavo álbum, lançado em outubro de 2003. Esse seria o álbum bem menos sucedido de sua carreira, não vendendo bem em nenhum lugar do mundo, embpra sua principal música de trabalho, Good Boys, tenha entrado para o Top 20 britânico. Pouco após o lançamento do álbum, Destri deixaria a banda para se internar em uma clínica de reabilitação, transformando o Blondie em um trio. Destri se livraria do vício das drogas, mas não voltaria a tocar com o grupo.

O Blondie teria pouca atividade durante os cinco anos seguintes - principalmente devido ao trabalho de Harry e Stein no novo álbum da moça, Necessary Evil, lançado em 2007 - até que, em 2008, decidiu sair em uma imensa turnê mundial para celebrar os trinta anos do lançamento de Parallel Lines. Após essa turnê, eles se reuniriam para gravar mais um álbum, e a banda voltaria a ser um sexteto, com Fox e Carbonara senbdo "promovidos" a membros oficiais junto com o tecladista Matt Katz-Bohen. Carbonara, entretanto, só ficaria na banda até abril de 2010, quando sairia para trabalhar em outros projetos, sendo substituído por Tommy Kessler.

No final de 2009, a banda lançaria um single de Natal, We Three Kings, e anunciaria que seu nono álbum seria lançado pela Sony no início de 2010. Atrasos na produção levaram ao adiamento da data, e, em junho de 2010, o Blondie decidiria sair mais uma vez em turnê, tocando no Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Nessa turnê eles tocariam algumas músicas do novo álbum, Panic of Girls, que, após mais atrasos e adiamentos, finalmente seria lançado em maio de 2011. Suas principais músicas de trabalho foram Mother e What I Heard.

Após o lançamento de Panic of Girls, a banda sairia mais uma vez em turnê, enquanto lançava músicas gravadas mas não aproveitadas no álbum para venda direta pela internet. Em março de 2013 eles voltariam ao estúdio mais uma vez, para a gravação de seu décimo álbum, Ghosts of Download, cujo lançamento está previsto para o próximo mês de março, mas já teve duas músicas disponibilizadas para download, Make a Way e A Rose By Any Name.

Atualmente, o Blondie se encontra em uma nova turnê, dessa vez pelos Estados Unidos. Recentemente, surgiram boatos de que a banda se separaria mais uma vez ao final dessa turnê, devido ao estado de saúde e "idade avançada" de Debbie Harry (que está com 68 anos). Todos esses boatos já foram desmentidos. Após tantos anos parado, o Blondie parece é estar querendo recuperar o tempo perdido.

3 enfiaram o nariz:

Unidade de Carbono no Palido ponto Azul disse...

Texto muito bacana, sou fanático pelo Blondie, em 2012 eu e outro amigo blondiemaniaco encontramos com a Debbie Harry em um hotel em Sampa. Ela foi bastante atenciosa com a gente e prometeu até tocar no Brasil com o Blondie.

Sobre o texto, só existem algumas coisinhas que estão um pouco diferentes e que gostaria de corrigir:

Em 1976, a banda conhecer o produtor Peter Leeds , que passou meio que mandar na banda, para desespero dos seus membros. Foi decisão dele assinar com a Chrysalis, apesar do aval da banda. No caso de Gary Valentine, houve um certo desentendimento, que Leeds, entendeu como provocação de um membro, e ele foi mandado embora da banda, apesar da Debbie e do Chris não concordarem a princípio, mas foi convencidos que novos membros seriam necessários no lugar de Valentine.

Finalmente, em 1978, durante a gravação do Parallel Line, a banda descidiu mandar Leeds embora, sem antes de pagar uma conta alta por ele, já que segundo ele, sem a sua ajuda, a banda não seria nada. E por vários anos ele tem processado o Blondie ou a Debbie Harry por mais dinheiro...

Deixo registrado aqui que a Banda nunca veio tocar no Brasil. E não foi por falta de vontade deles. Eles estiveram duas vezes na America do Sul para shows: Em 2004 para uma turnê que passou em Lima no Peru, Santiago no Chile e no festival Persona Fest de Buenos Aires, na Argentina. Em 2008, eles voltaram a Santiago para tocar no Pepsi Festival. Então, ficamos no aguardo se finalmente 2014 será a redenção da banda no Brasil...

Aqui fotos e texto do meu encontro com a Debbie:

http://unidadedecarbonoterra.blogspot.com.br/2012/05/encontrando-debbie-harry-o-sonho-se.html


10:44 AM
Guil disse...

Que legal, bom saber que eu agradei a um Blondiemaníaco :)

Obrigado pelo complemento! Abraços!

10:47 AM
Unidade de Carbono no Palido ponto Azul disse...

Temos um grupo no Facebook pedindo a banda aqui:

https://www.facebook.com/groups/wewantblondieinbrazil/

1:49 PM

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