segunda-feira, 18 de julho de 2011

Handebol

Quando eu fiz o post sobre vôlei, pensei em fazê-lo sobre handebol. Uma vez eu li em algum lugar que o handebol é o segundo esporte coletivo mais praticado no Brasil, só perdendo para o futebol, graças à enorme quantidade de escolas que o têm em seus programas de educação física. Embora ache que essa informação não procede, pensei que ela seria interessante para um texto de abertura. Infelizmente, não consegui verificar sua autenticidade, o que me leva a crer que é mentira mesmo. Diante disso, acabei optando pelo vôlei, e não pelo handebol, como tema daquele post.

Mas vejam só como as coisas são. Essa semana, pensando em qual poderia ser o assunto deste post, lembrei-me dessa história, e imaginei que ela poderia realmente ser um bom texto de abertura. Assim, a informação, mesmo que seja errada, cumpriu a função que eu havia determinado para ela originalmente, e o átomo não deixou de ficar com um post sobre handebol. Esporte que eu acho muito interessante, embora jamais tenha sido muito bom ao praticá-lo.

O handebol pertence à categoria dos esportes que ninguém sabe ao certo quando foram criados. Há registros de que esportes semelhantes eram jogados na França medieval, no Uruguai do século XVI, e até mesmo por povos esquimós da Groenlândia. A maioria dos pesquisadores, entretanto, prefere afirmar que o handebol surgiu na Europa no século XIX, época na qual há registros de esportes similares disputados na Dinamarca, República Tcheca, Eslováquia, Ucrânia e Alemanha.

Como de costume, esse era um handebol muito diferente do que conhecemos hoje, e que só começaria a tomar forma no final daquele mesmo século, na Dinamarca, quando o professor de educação física Rasmus Nicolai Ernst publicou a primeira versão das regras do esporte, em 1897. Essas regras seriam usadas na Dinamarca, Suécia, Noruega e Alemanha até 1917, quando um trio de jogadores alemães, Max Heiser, Karl Schelenz e Erich Konigh, publicariam uma nova versão das regras, revisadas para tornar o jogo mais competitivo e emocionante. Schelenz publicaria uma terceira versão das regras em 1919, e seria usando essa versão que a primeira partida internacional do esporte seria disputada, um amistoso entre Alemanha e Bélgica, em 1925.

Em meados da década de 1920, o handebol já era um esporte muito popular na Europa Central, mas, como era comum na Alemanha, estava filiado a uma federação internacional que parecia não ter nada a ver com ele, no caso, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF na sigla em inglês, até hoje o órgão máximo do atletismo no planeta). Um ano após o sucesso do primeiro jogo internacional, em 1926, a IAAF formou um comitê para publicar as regras definitivas do esporte, visando a criação de uma federação independente para cuidar dele. Assim, em 1928, foi fundada a Federação Internacional de Handebol Amador, que publicou, naquele mesmo ano, a primeira versão oficial das regras para uso no mundo inteiro pelos seus membros.

Com o surgimento de clubes de handebol, e então de campeonatos, e finalmente de jogadores profissionais, a Federação achou por bem mudar seu nome simplesmente para Federação Internacional de Handebol (IHF, na sigla em inglês), nome que adotou em 1946 e usa até hoje. Atualmente, a IHF conta com 159 países membros, dentre eles o Brasil, onde o esporte chegou trazido por imigrantes alemães.

Ainda faltava um passo, porém, para o handebol se tornar o esporte que conhecemos aqui em nosso país: o handebol criado por Ernst, aperfeiçoado por Schelenz e codificado em 1928 era, na verdade, bastante parecido com o futebol, disputado em um campo gramado com onze jogadores de cada lado. A mudança para o handebol "de quadra" ocorreria mais uma vez na Escandinávia, na década de 1930, motivada por jogadores que queriam continuar disputando seu esporte preferido no rigoroso inverno do norte europeu. Acreditando que o esporte de quadra se popularizaria mais facilmente que o de campo, a Federação Internacional de Handebol Amador decidiu apostar nele, organizando, em 1938, junto com aquele que seria o primeiro campeonato mundial de handebol de campo, o primeiro campeonato mundial de handebol de quadra. Ambas as edições foram sediadas e vencidas pela Alemanha, com a curiosidade de que o esporte de quadra era desconhecido por lá na época - todos os jogadores do time de quadra pertenciam também ao time de campo - mas mesmo assim atraiu milhares de espectadores curiosos para ver a nova versão que começava a se popularizar.

Então veio a Segunda Guerra Mundial, a transformação da Federação Internacional em IHF, e o handebol de campo foi praticamente abandonado. A segunda edição do Campeonato Mundial, realizada em 1954, já trouxe apenas a versão de quadra, que, a partir de então, passaria a ser a dominante. Hoje, a IHF regula apenas o handebol de quadra, e o de campo só costuma ser disputado em partidas de recreação.

O Campeonato Mundial é considerado o mais importante do handebol. O masculino, como já foi dito, foi disputado pela primeira vez em 1938, então em 1954, e daí a cada quatro anos, então três, e atualmente a cada dois, sempre nos anos ímpares. O esporte é dominado pelos europeus, sendo que jamais um país que não fosse europeu subiu ao pódio, e apenas o Egito (em 2001) e a Tunísia (em 2005) já chegaram às semifinais. Suécia, Romênia e França dividem o posto de maiores campeões, com quatro títulos cada, seguidos de Rússia e Alemanha, com três, e de Tchecoslováquia, Iugoslávia, Croácia e Espanha, com um cada.

No feminino, o Campeonato Mundial é disputado desde 1957, primeiro em intervalos irregulares, mas atualmente também a cada dois anos e também sempre nos anos ímpares. Mais uma vez, os europeus dominam, com o único intruso sendo a Coreia do Sul, campeã em 1995 e bronze em 2003. A maior campeã, de longe, é a Rússia, com sete títulos (três deles conquistados como União Soviética), seguida da Alemanha Oriental, com três. Alemanha, Hungria, Iugoslávia, Noruega, Dinamarca, França, Romênia, Tchecoslováquia e a já citada Coreia do Sul têm um título cada. É interessante registrar que o handebol é um dos poucos esportes de renome nos quais os Estados Unidos não se destacam, sendo que lá ele é pouco conhecido e essencialmente amador, o que torna raro que eles consigam se classificar para o Mundial ou para as Olimpíadas.

Falando nisso, o handebol é esporte olímpico desde 1972 no masculino e 1976 no feminino; antes disso, o handebol de campo masculino participou duas vezes: como parte do programa em 1936, na Alemanha, com os donos da casa ganhando o outro, e como esporte de demonstração em 1952, na Finlândia, com o ouro sendo conquistado pela Suécia. Desde 1972, no masculino, a Rússia já ganhou quatro ouros (dois como União Soviética e um como Equipe Unificada), Croácia e Iugoslávia ganharam dois cada, e França e Alemanha Oriental, um cada. No feminino, a Dinamarca tem três ouros, União Soviética e Coreia do Sul têm dois cada, e Noruega e França, um cada. Apesar de o handebol ser tão difundido no Brasil, nosso país ainda não tem condições de fazer frente aos favoritos, e normalmente, tanto nas Olimpíadas quanto no Mundial, só faz figuração.

O handebol é jogado em uma quadra de 40 metros de comprimento por 20 de largura. Centrado na linha de fundo de cada lado há um gol, de 3 metros de largura por 2 de altura, cujas traves podem ser feitas de alumínio ou madeira, devendo ser fixas na quadra, e ter uma rede na qual a bola parará após cada gol. A 6 metros do gol, com uma linha cheia, é traçada a área, composta por dois semicírculos ligados por uma linha reta. É recomendado, embora não obrigatório, que a superfície da área seja de cor diferente do restante da quadra. A 9 metros do gol, com o mesmo formato da área, mas traçada com uma linha tracejada, fica a linha de 9 metros, usada para cobranças de faltas, assim como duas marcações a 4 e a 7 metros do gol. Finalmente, uma linha cheia bem em seu centro divide a quadra em duas metades. A quadra pode ser feita de madeira ou de material sintético, sendo este, normalmente, de cor azul.

A bola de handebol é esférica, feita de couro ou material sintético similar, e inflada. Para o masculino, a bola deve ter entre 58 e 60 cm de circunferência e pesar entre 425 e 275 gramas; para o feminino, ela é menorzinha, com entre 54 e 56 cm de circunferência e entre 325 e 375 gramas de peso. Há, ainda, uma bola "infantil", usada para crianças de até 8 anos, com entre 50 e 52 cm de circunferência e 290 e 330 gramas de peso. Como o handebol requer que a bola seja manuseada com apenas uma das mãos, a bola costuma ser coberta por uma resina especial semi-adesiva, que facilita a pegada. Muitas quadras de madeira, entretanto, proíbem o uso da resina, que costuma deixar marcas grudentas em sua superfície.

Um time de handebol é composto de sete jogadores, sendo que um deles, obrigatoriamente, deverá ser o goleiro. O goleiro deve usar um uniforme diferente dos demais jogadores, pois possui alguns privilégios: ele é o único jogador que pode se movimentar livremente dentro da área, e o único que pode tocar a bola com os pés. Fora isso, o goleiro é um jogador como outro qualquer, e pode, inclusive, sair da área para participar de jogadas, desde que não faça isso enquanto estiver com a bola em seu poder. Além dos sete jogadores em quadra, o time conta também com sete reservas, sendo as substituições ilimitadas e podendo ser feitas a qualquer momento, sem necessidade de aviso prévio aos árbitros, desde que os jogadores substituindo e sendo substituídos entrem e saiam da quadra pela linha lateral no espaço imediatamente à frente do banco de reservas de seu time, conhecido como zona de substituição.

A bola no handebol deve ser conduzida com as mãos - ou, mais propriamente, com uma das mãos, sendo carregá-la com ambas as mãos considerado falta. Um jogador que tenha a posse de bola tem o direito de ficar com parado com ela três segundos ou caminhar três passos antes de passá-la para outro jogador, arremessá-la para o gol ou quicá-la no chão. Se quicá-la, só poderá tocar a parte de cima da bola com a palma de uma de suas mãos, deverá pegá-la novamente com a mesma mão que a quicou, e terá direito a mais três segundos ou três passos antes de um novo quique, passe ou arremesso. Como passar a bola é mais eficiente para cobrir longas distâncias do que andar quicando-a, o handebol é um jogo de muitos passes, com a bola trocando de mãos diversas vezes antes de um arremesso para o gol.

Como já foi dito, o goleiro é o único jogador que pode se movimentar livremente dentro da área, o que significa que todos os arremessos para o gol devem ser feitos de fora da área. É permitido, entretanto, que um jogador salte na direção do gol de antes da linha da área e arremesse a bola para o gol antes de seus pés tocarem o chão dentro da área, o que faz com que os gols do handebol sejam um tanto acrobáticos. Um jogador que pise dentro da área após um salto desses deverá sair da área pelo trajeto mais curto possível, bem como qualquer jogador que invada a área acidentalmente - pisar dentro da área "sem querer" não é considerado falta, desde que o jogador não tenha obtido nenhuma vantagem ofensiva ou defensiva com o movimento.

Uma partida de handebol dura dois tempos de 30 minutos cada, com 15 minutos de intervalo, após o qual os times trocam de lado. A princípio, o relógio não para, mas os árbitros podem determianr que ele pare quando for ser prestado atendimento a um jogador machucado, quando for marcada uma falta que resulte em expulsão de jogador, quando for necessário limpar a quadra, ou em qualquer outro momento que julgar necessário. Em cada metade do jogo, enquanto seu time tiver a posse de bola, cada treinador também pode pedir um tempo técnico de um minuto de duração, para dar instruções a seus jogadores. É possível, embora extrememente raro, um jogo terminar empatado; caso seja um jogo que não possa terminar empatado, como a final de um campeonato, é jogada uma prorrogação de dois tempos de 5 minutos com intervalo de 1 minuto entre eles. Caso o empate persista, o jogo é decidido na "disputa de pênaltis", com cinco jogadores de cada time arremessando cobranças de pênaltis na direção do gol, sendo vencedor o que marcar mais. Persistindo o empate, são realizadas cobranças alternadas, até que um time marque um gol e o outro não.

A maior parte das faltas no handebol é punida com reversão, ou seja, com a posse de bola passando para o adversário no local onde a falta foi cometida. Faltas mais graves, como empurrar um adversário de propósito, são punidas com um cartão amarelo, que resulta na suspensão do jogador durante dois minutos, tempo no qual ele deverá ficar sentado no banco de reservas e seu time atuar com um a menos. Faltas especialmente graves, como conduta antidesportiva, são punidas com cartão vermelho; nesse caso, o jogador deve ir para o vestiário, não podendo mais retornar para a partida, e seu time só poderá colocar outro em seu lugar após dois minutos, durante os quais jogará com um a menos. Faltas que impediriam chances claras de gol são punidas com um pênalti: o jogador que sofreu o pênalti arremessará a bola de antes da marca de 7 metros, devendo o goleiro ficar entre o gol e a marca de 4 metros, e todos os demais jogadores antes da linha de 9 metros.

É interessante registrar que, se, durante a partida, a bola sair dos limites da quadra, sua posse pertencerá ao time que não tocou nela por último antes da saída, a menos que quem tenha tocado por último tenha sido um goleiro enquanto executava uma defesa, seja ela de pênalti ou de lance normal de gol. Nesse caso, a posse de bola pertencerá ao goleiro.

Uma partida de handebol é oficiada por dois árbitros, sendo que ambos correm junto aos jogadores e ambos possuem a mesma autoridade. Em caso de conflito entre as decisões de ambos, os árbitros deverão solicitar que o relógio pare e confabular entre si até chegar a uma conclusão. Caso haja uma falta, e cada árbitro marque uma coisa diferente, a falta de punição mais severa é a que prevalece. Auxiliam os árbitros um oficial que cuida do relógio e das substituições e um que cuida do placar.

O handebol de campo pode não ser mais regulado pela IHF, mas isso não significa que a única versão do esporte regulada pela Federação seja a de quadra. Desde 1999, a IHF regula também o handebol de praia, conhecido nos Estados Unidos como sandball - falando nisso, nos EUA o handebol é conhecido como team handball, o "handebol em equipes", já que handball, por lá, é um esporte completamente diferente, parecido com um squash sem raquetes. Criado como diversão entre amigos nas praias europeias, o handebol de praia hoje cresce a cada dia, com seus torneios atraindo cada vez mais público e cada vez mais países interessados em participar.

As regras básicas do handebol de praia - conduzir a bola com as mãos, não dar mais de três passos ou ficar três segundos com ela antes de quicar, passar ou arremessar - são idênticas às do handebol de praia. Para que o jogo seja mais dinâmico, entretanto, muitos detalhes são diferentes, ao começar pelo tamanho da quadra, bem menor, com 27 metros de comprimento e 12 de largura. A quadra, evidentemente, é feita de areia, mas não precisa ser "natural", ou seja, nem sempre o handebol de praia é disputado realmente em uma praia. A quadra é demarcada por uma fita de 8 cm de largura. Os gols, centralizados nas linhas de fundo, são idênticos aos do handebol, com 3 metros de largura por 2 de altura. 6 metros à frente de cada gol, uma fita idêntica à que delimita a quadra marca o início da área.

Um time de handebol de praia tem apenas quatro jogadores, sendo que um deles é o goleiro. Cada time pode ter ainda quatro reservas, com as substituições também sendo ilimitadas e feitas a qualquer momento, com os jogadores de cada time só podendo entrar e sair por uma das laterais da quadra, determinada pelo lado no qual está seu gol. A bola usada no handebol de praia é sempre uma categoria menor: os homens jogam com a bola do handebol feminino, enquanto as mulheres jogam com a bola do handebol infantil. Os uniformes do handebol de praia são sempre de cores fortes e vibrantes, e semelhantes aos do vôlei de praia: homens de camiseta e bermuda, mulheres de top e shortinho ou sunquini. Todos os jogadores devem jogar descalços, para evitar contusões.

Uma partida de handebol de praia dura dois tempos, popularmente chamados de sets, de 10 minutos cada, com intervalo de 5 minutos entre eles. A contagem de cada set é feita separadamente - no início do segundo set o placar começa zerado - e não somando os gols de toda a partida. Para vencer a partida, uma mesma equipe precisa ganhar os dois sets, o que causa dois curiosos efeitos colaterais: primeiro, um set não pode terminar empatado; caso os dez minutos acabem com um empate, o set continua normalmente até que uma das equipes marque um gol. Segundo, se cada equipe ganhar um set, o jogo é um empate, não interessa os placares individuais - se a Equipe A ganhou o primeiro set por 10 a 0, e a Equipe B ganhou o segundo set por 2 a 1, ainda assim é um empate. Caso o jogo não possa terminar empatado, não há prorrogação, indo a decisão diretamente para a disputa de pênaltis. Como não há outras marcações na quadra, os pênaltis são arremessados da linha da área.

A princípio, cada gol no handebol de praia vale um ponto. Gols marcados em decorrência de pênaltis, marcados pelos goleiros e gols "criativos ou espetaculares" - sério, está na regra isso - valem dois pontos. O que seria um gol "criativo ou espetacular" fica a critério dos árbitros, mas normalmente são gols acrobáticos, com movimentos complexos. A regra determina, entretanto, que gols que tenham por objetivo ridicularizar o time oponente não devem ser validados, ficando isso também a critério dos árbitros. Finalmente, um jogador punido com cartão amarelo não fica fora do jogo ou por dois minutos, ou até seu time ser punido com uma reversão, o que ocorrer primeiro. Da mesma forma, um time pode colocar outro jogador no lugar de um punido com cartão vermelho tão logo seu time sofra uma reversão. O handebol de praia prevê também uma punição ainda mais grave, a exclusão, na qual um jogador deve ir para o vestiário e seu time jogar até o final da partida com um a menos, sem poder substituí-lo.

O principal campeonato de handebol de praia é o Mundial, disputado tanto no masculino quanto no feminino a cada dois anos, desde 2004. Diferentemente do que ocorre no handebol de quadra, no de praia o Brasil é uma potência, já tendo conquistado dois ouros e uma prata no masculino e um ouro e dois bronzes no feminino. Os demais campeões são a Croácia, com um título no masculino e um no feminino, o Egito, com um título no masculino, e Rússia e Noruega, com um título no feminino cada. Por enquanto, ainda não há planos por parte da IHF para incluir o handebol de praia nas Olimpíadas, mas, desde 2001, ele faz parte dos World Games, até a última edição como esporte convidado, mas já a partir de 2013 como parte do programa principal. O Brasil possui um ouro e um bronze no masculino e um ouro e dois bronzes no feminino. Os demais ouros foram conquistados por Bielorrússia e Rússia no masculino, e Croácia e Itália no feminino.

Só é pena que, mesmo com todos esses bons resultados, muita gente por aqui ainda nem saiba que existe um esporte chamado handebol de praia.

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