segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mario vs Donkey Kong

Outubro é um mês par, portanto, é hora de um post sobre um spin-off de Mario. E o escolhido de hoje é a série Mario vs Donkey Kong!

Donkey Kong foi o primeiro arqui-inimigo de Mario. Bem antes de Bowser sequestrar a princesa e arterrorizar o Reino dos Cogumelos, o gorila gigante já havia sequestrado Pauline, a namorada do herói à época, e levado para o alto de um prédio em construção, obrigando o encanador a saltar barris e caçambas flamejantes enquanto tentava salvá-la. Depois desse embate épico, a antiga rivalidade entre os dois pareceu esvanecer: é verdade que, em Donkey Kong Jr, Mario havia conseguido finalmente prender o macaco, fazendo com que seu filho se lançasse em uma perigosa aventura para libertá-lo, mas, desde então, todas as vezes em que Mario e Donkey Kong se encontraram no mesmo jogo, foi não como inimigos mortais, mas mais como rivais amistosos, preferindo resolver suas diferenças em corridas de kart e jogos de tabuleiro.

Verdade seja dita, a Nintendo até tentou mudar isso em 1994, com o lançamento de um Donkey Kong para o Game Boy, treze anos após o lançamento do jogo original para arcades. A uma primeira olhada, esse novo jogo, apelidado por alguns como Game Boy Donkey Kong, por outros como Donkey Kong '94, era apenas um remake do original, já que suas quatro primeiras fases eram absolutamente idênticas às quatro fases do arcade, exceto pelos novos gráficos. Após concluir a quarta fase, porém, o jogador tinha uma surpresa: depois da sequência final do jogo, também idêntica à do arcade, Donkey Kong "ressucitava" e fugia mais uma vez com Pauline, obrigando Mario a persegui-lo em nada menos que 97 novas fases.

Exceto pela última, essas 97 novas fases eram agrupadas de quatro em quatro. Nas três primeiras de cada grupo, a mecânica era a mesma: desviando de inimigos e armadilhas, Mario deveria pegar uma chave e levá-la até uma porta trancada, sendo que, enquanto carregava a chave, não podia pegar outros objetos, como o martelo ou o guarda-chuva - e, em algumas dessas, Donkey Kong Jr. fazia uma participação especial, atrapalhando o herói para dar mais tempo a seu pai para fugir. A quarta fase de cada grupo era em estilo mais semelhante à do arcade, e nela Mario enfrentava Donkey Kong diretamente, tentando salvar Pauline. Após a fuga do macaco, uma cut scene apresentava novas armadilhas ou inimigos que apareceriam nas quatro fases seguintes, ou dava dicas ao jogador sobre as habilidades que ele deveria ter para vencê-las. A última fase do jogo era uma nova batalha direta contra Donkey Kong, com a diferença de que, vencendo, Mario resgatava sua amada de uma vez por todas. Em todas as fase, inclusive nas quatro primeiras, Mario demonstrava algumas habilidades que não possuía na versão original do arcade, como pular de costas e soltar o martelo durante alguns instantes para poder pular.

Donkey Kong '94 foi um grande sucesso, sendo extremamente bem recebido pela crítica, escolhido um dos melhores jogos do Game Boy por revistas conceitudas como a Electronic Gaming Monthly e a Nintendo Power, e se tornando um dos mais vendidos jogos de Game Boy de todos os tempos. Ele também foi um dos primeiros a ter compatibilidade com o Game Boy Color e com o acessório Super Game Boy, para Super Nintendo, no qual, quando encaixado, mostrava na tela uma borda para o jogo que imitava o gabinete do jogo original para arcade.

Por tudo isso, é estranho que a Nintendo tenha passado anos sem planejar um novo jogo que colocaria Mario e Donkey Kong como oponentes mais uma vez. Apenas em 2002 ela anunciaria um novo jogo no mesmo estilo, batizado como Donkey Kong Plus, que estaria desenvolvendo para o Game Boy Advance, e que teria a capacidade de permitir que o jogador criasse suas próprias fases. Donkey Kong Plus seria cancelado no ano seguinte, mas sua estrutura - exceto pelo editor de fases - seria aproveitada para o desenvolvimento de um novo jogo para o Game Boy Advance, Mario vs Donkey Kong, lançado em 2004.

Curiosamente, neste jogo Mario é um fabricante de brinquedos, e seu maior sucesso é um boneco de si mesmo, o Mini-Mario, movido a corda. Donkey Kong vê um comercial dos bonecos pela TV e decide comprar um, mas, infelizmente, estão todos esgotados. O macaco toma, então, a decisão normal que qualquer pessoa que já tentou comprar um brinquedo esgotado tomaria: invadir a fábrica de Mario e roubar um. Como ele é meio exagerado, ele rouba um lote inteiro. Mario percebe e o persegue, e, durante a fuga, Donkey Kong vai deixando cair os brinquedos. Recuperá-los e deter o macaco, passa, então, a ser a missão de Mario neste jogo.

Mario vs Donkey Kong tem fases de diversos tipos, mas a maioria delas é semelhante às de Donkey Kong '94: desviando de inimigos e armadilhas em cenários cheios de plataformas e escadas, Mario deve pegar uma chave e levá-la até uma porta trancada. Outros dois tipos de fase envolvem os brinquedos: em um, Mario deve simplesmente desviar dos perigos até alcançar um Mini-Mario; em outro, Mario deve guiar uma fileira de Mini-Marios, estilo Lemmings, pela fase, cuidando para que eles alcancem a caixa de brinquedos em segurança. Um outro tipo de fase, mais raro, é uma combinação dessas três, onde Mario deve percorrer a fase até alcançar um Mini-Mario que está segurando uma chave, ativá-lo, e guiá-lo em segurança até a porta trancada. Finalmente, há as batalhas diretas contra Donkey Kong, nas quais Mario tentará deter o macaco com sua astúcia ou jogando barris nele.

Mario vs Donkey Kong recebeu críticas favoráveis e desfavoráveis, que o consideraram uma boa homenagem ao Donkey Kong original e aos jogos clássicos de Mario, mas reclamaram dos gráficos e do fato de que Mario fala sem parar durante o jogo. As vendas foram boas o suficiente para que a Nintendo decidisse fazer uma sequência, Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis, lançado em 2006 para o Nintendo DS.

Desta vez, Mario está abrindo um parque de diversões, o Super Mini-Mario World, e convida Pauline para a inauguração. Donkey Kong também aparece no dia, e se apaixona por Pauline, oferecendo-a, como prova de seu amor, um Mini-Donkey Kong, também movido a corda. Pauline ignora o boneco, e prefere receber como presente um Mini-Mario. O gorila então se enfurece, sequestra a garota e escala o prédio mais alto do parque. Incapaz de alcançar o macaco, Mario decide mandar os Mini-Marios através de uma apertada abertura. Os brinquedos então deverão percorrer os vários andares do prédio, até alcançar Donkey Kong e salvar Pauline.

Por causa disso, March of the Minis se parece muito mais com um jogo de Lemmings do que com seus antecessores. Toda a ação acontece na touchscreen, com a tela de cima mostrando informações como o placar, e todos os controles são efetuados com a canetinha, servindo o direcional e os botões apenas para mover a câmera pela fase. O jogador pode usar a canetinha para virar canos, canhões e outros objetos do cenário, e para clicar e arrastar os bonecos, o que faz com que eles parem, mudem de direção, entrem nos canos e tomem outras ações. Em cada fase, uma fileira de Mini-Marios sairá marchando de um determinado ponto, e caberá ao jogador levar a maioria deles, em segurança, até um ponto final. O jogador ganha pontos por cada Mini-Mario "salvo", e bônus se conseguir salvar todos; se não "quebrar a corrente", separando um ou mais Mini-Marios do grupo principal; e se não fizer com que nenhum Mini-Mario pare durante sua caminhada. Ao final de cada fase, dependendo de seu desempenho, Mario ganha estrelas, que podem ser de bronze, prata ou ouro. Dependendo do desempenho do jogador na fase, um dos Mini-Marios também pode se transformar em um Mini-Mario dourado, que rende pontos extras quando salvo.

March of the Minis é dividido em oito mundos, com cada um representando um dos andares do prédio escalado por Donkey Kong. Cada andar consiste de nove fases, um minigame (que deve ser liberado) e uma boss battle, na qual o jogador deverá controlar um canhão que disparará os Mini-Marios - em número total igual ao somatório de todos os Mini-Marios sobreviventes do andar - contra Donkey Kong, tendo de desviar de obstáculos para conseguir acertá-lo. A última fase do jogo também é uma batalha deste tipo, no telhado do edifício, assim como as duas fases secretas, no porão. Para destravar as duas fases secretas, Mario tem que conseguir, ao longo do jogo, 40 estrelas de prata e 40 estrelas de ouro, respectivamente. Já para liberar o minigame - que consiste em clicar em Shyguys que saem de canos enquanto se evita clicar em Bob-Ombs que também saem - o jogador precisa recolher, com os Mini-Marios, nove cartas, uma por fase do andar, que, juntas, formam a palavra "MiniMario". Além das cartas, os Mini-Marios podem recolher moedas, que aumentam a pontuação final do jogador e melhoram as chances de se conseguir uma estrela de ouro.

March of the Minis conta, ainda, com a função que seria incluída em Donkey Kong Plus, mas ficou de fora de Mario vs Donkey Kong: o editor de fases. Com ele, cada jogador pode criar suas próprias fases, salvá-las, e enviar para amigos usando a rede wi-fi do DS. A cada andar completado pelo jogador, ele ganha um novo "kit", com novos elementos que poderá adicionar às suas fases, sendo que os kits dos andares 3, 6 e 8 são especiais, e possibilitam que se jogue, respectivamente, como Mini-Toads, Mini-Peaches e Mini-Donkey Kongs.

Em 2009, a série Mario vs Donkey Kong ganharia seu terceiro título, Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again!, uma espécie de expansão de March of the Minis. Assim como o anterior, o jogo foi lançado para o Nintendo DS, mas, desta vez, ao invés de ser lançado em cartucho, estava disponível apenas em para download via DSi Shop, a loja online de jogos e aplicativos do Nintendo DSi, nova versão do console de duas telas da Nintendo lançada no mesmo ano.

Minis March Again! tem um estilo de jogo idêntico ao de seu antecessor, com o jogador tendo que guiar, usando a canetinha, vários Minis por diversas fases, usando os bonecos para derrotar Donkey Kong e salvar Pauline. Desta vez, porém, não só Mini-Marios podem ser controlados pelo jogador, mas também Mini-Toads, Mini-Peaches e, por alguma razão, Mini-Donkey Kongs. Nele também é obrigatório chegar ao final de cada fase com todos os Minis e sem quebrar a corrente, e impossível parar ou virar os Minis por vontade própria, devendo o jogador se utilizar de obstáculos do cenário para fazê-lo. O jogo também conta com o editor de fases, com novas opções para o jogador construir seus desafios, e mais espaço para que as fases construídas sejam gravadas.

O mais recente jogo da série já está em desenvolvimento, e agendado para lançamento no mês que vem: Mario vs. Donkey Kong: Mini-Land Mayhem! será lançado mais uma vez para Nintendo DS, desta vez novamente em cartucho, e seguirá o "estilo Lemmings" dos jogos anteriores, tendo até uma história bem parecida com a de March of the Minis: o Super Mini-Mario World faz uma promoção na qual seus frequentadores poderão ganhar uma Mini-Pauline. Ao descobrir que o boneco está esgotado, Donkey Kong, que queria muito um, se enfurece, e decide sequestrar a garota e escalar um prédio bem alto com ela. Não resta a Mario outra alternativa senão enviar os Minis para salvá-la.

Ou seja, de primeiro arqui-inimigo de Mario, Donkey Kong acabou se tornando uma espécie de concorrente industrial, cuja função é atacar as fábricas e parques de Mario, roubando seus brinquedos e obrigando-o a utilizá-los em complicadas missões de resgate. Uma coisa, porém, não muda: a pobre Pauline continua sendo sequestrada e levada para o alto de um prédio nos braços do macaco...

1 enfiaram o nariz:

gordinhas do interior disse...

e daora eu izabella tento jogar mas não quosigo

5:45 PM

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