quarta-feira, 27 de maio de 2009

Escrito por em 27.5.09 com 0 comentários

The Rentals

Hoje é dia de fechar a série de cinco posts dedicados a "completar" o meu Perfil, através de temas sorteados que, se não o fossem, provavelmente jamais veriam a luz do Sol. Como eu disse aqui há duas semanas, sorteios costumam pregar peças na gente. Se eu tivesse escolhido os temas, provavelmente teria escolhido cinco categorias diferentes, tipo uma banda, um game, um anime, um jogo de tabuleiro e um desenho animado. Como foi sorteio, acabaram saindo, além de dois games, também duas bandas. Para fechar a tampa, portanto, teremos um post sobre os Rentals!

Aliás, cabe aqui um parêntese: a única pessoa que se dispôs a arriscar um palpite sobre o post seguinte da série acabou acertando. Parcialmente, é verdade, já que acertou o assunto, mas não o dia.

Eu conheci os Rentals em 1997, através do programa Lado B da Mtv, dedicado a bandas consideradas "alternativas" - e onde também conheci o Curve, o Placebo, o Superchunk e várias outras. Pode-se dizer que foi um caso de amor à primeira vista: assim que vi o clipe, senti vontade de comprar o CD. Talvez a música tivesse uma mensagem subliminar, como no filme da Josie e as Gatinahs.

Ou talvez não. A música, Friends of P, era legalzinha, e o clipe bastante criativo: filmado em preto-e-branco, com nada mais que os integrantes da banda em um fundo branco e... legendas da música em russo. Com alfabeto cirílico e tudo. Na época, como um dólar custava um real, e não havia imposto de importação sobre CDs, eu comprava muito na CDNow (que depois acabou absorvida pela Amazon), e sempre estava em busca de novidades, principalmente porque, para até 3 CDs, o frete era o mesmo, então eu usava essas novidades para completar a trinca. Um disco dos Rentals, portanto, era justamente o que eu estava procurando.

Ao adquiri-lo, acabei descobrindo que as demais músicas também eram bem legais, o que me motivou a comprar também seu segundo álbum em uma ocasião seguinte - este, porém, já seria comprado em uma loja nacional, já que a farra dos CDs importados já havia acabado quando ele foi lançado. Ainda hoje, o primeiro CD dos Rentals é figurinha fácil na minha lista de mais ouvidos, o que lhes garante um lugar cativo na minha lista de preferidos.



Os Rentals surgiram como um projeto paralelo de Matt Sharp, baixista e co-fundador da banda Weezer. Após estourar com o Weezer em 1994, Sharp decidiu juntar alguns amigos músicos para gravar canções em um estilo mais pop, diferente do que fazia com sua banda original, inicialmente por brincadeira. Mas aos poucos Sharp e os outros foram vendo que tinham um ótimo material em mãos, e decidiram fazer um negócio sério, batizando o projeto de The Rentals, algo como "os alugados", já que praticamente todos vinham de outras bandas: a primeira formação dos Rentals contava com Sharp nos vocais e baixo; o bateirista do Weezer, Pat Wilson; a violinista do That Dog, Petra Haden (que tem duas irmãs trigêmeas, a violoncelista Tanya e a baixista Rachel); a vocalista do Supersport 2000, Cherielynn Westrich; e mais o guitarrista Rod Cervera e o tecladista Tom Grimley.

Juntos, os seis gravaram umas dez canções, e conseguiram reuni-las em um álbum lançado em 1995 pela Maverick Records, chamado Return of the Rentals ("a volta dos Rentals", embora eles não tivessem ido a lugar nenhum). Graças ao prestígio de Sharp, já que o Weezer andava rendendo boa audiência à Mtv, o canal de música decidiu incluir o primeiro e até então único clipe da banda, Friends of P, gravado em apenas uma tarde, quase sem equipamento, e ao custo de apenas mil dólares, em sua programação. Rapidamente a música se tornou um sucesso, alavancando as vendas do álbum, que chegou ao sétimo lugar da parada de rock da Billboard, e ao 92o lugar do Top 100 norte-americano. Em pouco tempo, os Rentals se tornariam conhecidos pela sua mescla de guitarras e sintetizadores, e de vocais masculinos e femininos, algo que se tornaria uma espécie de marca registrada da banda.

Friends of P fez um sucesso imenso na Mtv, que decidiu incluir uma música dos Rentals no filme que estava produzindo naquele ano, Joe e as Baratas. A escolhida foi Waiting, considerada mais "dançante" que Friends of P. Curiosamente, os próprios Rentals já haviam escolhido esta música como sua próxima faixa de trabalho, e já haviam até gravado um clipe para ela, que acabou mesclado com várias cenas do filme. Talvez por causa disso, já que baratas não costumam ser os animais mais populares do mundo, Waiting não fez tanto sucesso quanto sua antecessora, tocando pouco nas rádios e passando pouco na Mtv.

Como não pretendia trocar o Weezer pelos Rentals de vez, Sharp dissolveu a banda no início de 1996, para poder gravar o segundo álbum do Weezer, Pinkerton, e participar da turnê subsequente. Mas, assim que pôde, em 1997, Sharp ressucitou os Rentals, que também saíram em turnê, abrindo shows para Alanis Morissette, Garbage, Blur e Red Hot Chili Peppers, com Mike Fletcher assumindo o lugar de Wilson na bateria, e Maya Rudolph substituindo Grimley nos teclados.

Incapaz de coinciliar as duas bandas, Sharp saiu do Weezer de vez em 1998, e começou a trabalhar no segundo álbum dos Rentals, Seven More Minutes, que seria lançado em 1999, mais uma vez pela Maverick. Para Seven More Minutes, a banda tinha uma nova formação, com Sharp, Haden, Cervera, o baterista Kevin March e o tecladista Jim Richards. Várias faixas também contaram com participações especiais de outros músicos, como Maya Rudolph, Donna Matthews (do Elastica), Miki Berenyi (do Lush), Tim Wheeler (do Ash) e Damon Albarn.

Seven More Minutes não fez tanto sucesso quanto Return of The Rentals, principalmente porque a Maverick, descontente com algumas decisões de Sharp quanto à mixagem das músicas, não fez muito esforço para promover o lançamento. Ainda assim, os Rentals seguiam firmes e fortes em sua turnê, até ir tocar no Japão, no final de 2000. Nessa ocasião, o ex-guitarrista do Elevator Drops, Josh Hager, substituiu Cervera, e Sharp optou por shows com duas partes, uma totalmente acústica e outra totalmente elétrica. Essa turnê acabaria dando origem a um álbum duplo ao vivo, Live in Japan.

Ao retornar da turnê, Hager convenceu Sharp a gravar um novo álbum totalmente acústico, no estilo das apresentações no Japão. Os dois e mais o ex-guitarrista do Cake, Greg Brown, fizeram vários shows acústicos entre 2002 e 2005, período no qual os Rentals ficaram em suspenso, e o projeto do álbum acústico era desenvolvido.

Em 2005, para comemorar os dez anos do lançamento do primeiro álbum dos Rentals, Sharp decidiu ressucitar mais uma vez a banda, desta vez com uma formação, que, além dele nos vocais, contava com Rachel Haden nos vocais e baixo, Sara Radle nos vocais e teclados, Ben Pringle no sintetizador e trombone, Lauren Chipman e Ryen Slegr nas guitarras, e Dan Joeright na bateria. Essa nova formação saiu em turnê junto com a banda Ozma, de Slegr, em 2006.

No ano seguinte, os Rentals lançariam seu primeiro material inédito em oito anos, um EP de quatro faixas lançado pela gravadora Boompa, chamado Last Little Life. Para comemorar o lamnçamento, eles saíram em uma nova turnê, desta vez acompanhados das bandas Copeland e Goldenboy. Ao fim desta turnê, em 2008, Radle deixou a banda para se concentrar em um novo projeto, chamado Calamity Magnet. Pouco tempo depois, os Rentals lançaram mais uma faixa inédita, Colorado, que podia ser ouvida de graça no site da banda.

Colorado foi a preparação para o mais novo projeto da banda, anunciado por Sharp no início de 2009, um projeto multimídia composto de três partes: Photographs About Days, um conjunto de 365 fotografias tiradas pelo próprio Matt Sharp, uma por dia; Films About Weeks, 52 vídeos curtos com músicas inéditas, lançados um por semana; e Songs About Time, três EPs de quatro faixas cada, a ser lançados em abril, julho e outubro de 2009. As fotos podem ser visualizadas, os vídeos assistidos e as músicas escutadas de graça no site oficial da banda; se desejar, o visitante também pode baixar as músicas para seu computador, pagando quatro dólares apenas pelas músicas, ou seis por um pacote que inclui um clipe e um livreto em PDF.

No final do ano, Songs About Time será lançado "no mundo físico", em dois formatos: o deluxe, que incluirá um álbum de fotografias com as 365 fotos, três CDs com as faixas dos três EPs, um DVD com os 52 vídeos, e mais um CD com as músicas inéditas gravadas para esses vídeos; e o limited deluxe, do qual só serão produzidas 365 unidades e que, além do conteúdo da outra versão, ainda traz dois passes VIP para o backstage do show de lançamento do pacote, quatro discos de vinil com faixas totalmente inéditas, e um rolo de filme usado por Matt Sharp no projeto Photographs About Days mas não revelado, que o comprador poderá guardar ou revelar e compartilhar com outros compradores através de um álbum online exclusivo cujo acesso também será garantido através da compra do limited deluxe.

Enquanto esse ambicioso projeto se desenrola, a formação dos Rentals continua mutante: nem Haden nem Pringle apareceram em nenhum dos vídeos lançados até agora ou participaram do EP, que contou com a participação do guitarrista Joey Santiago, dos Pixies; e, após o lançamento do primeiro EP, Chipman e Joeright anunciaram que estavam dando um tempo da banda. Parece que, embora Sharp tenha o desejo de que sua banda conte com uma formação fixa, os Rentals não conseguem fugir de seu destino: ser uma banda de alugados.

E aqui termina a série dos posts sorteados. Semana que vem, retomaremos nossa programação normal - o que não significa, evidentemente, que os demais assuntos do meu Perfil jamais serão abordados. Portanto, se seu tema preferido não saiu, não desanime: quem sabe um dia eu não me animo a falar sobre ele?
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Escrito por em 20.5.09 com 1 comentário

Digimon

Hoje teremos o quarto da minha série de cinco posts dedicados a assuntos do meu Perfil que ainda não haviam sido abordados. Quais seriam estes temas e sua ordem foram definidos por sorteio. E o quarto tema sorteado foi um anime. Como só sobrou um, não deve ser difícil deduzir que se trata de Digimon!

Digimon foi criado em 1999 para, como todo mundo deve imaginar, concorrer com Pokémon, que na época era um dos maiores fenômenos da televisão japonesa. A premissa era basicamente a mesma: um mundo cheio de animaizinhos fofos que possuíam incríveis poderes, e eram comandados por crianças. A diferença é que, em Digimon, os animaizinhos não eram tão fofos nem tão controlados pelas crianças assim. Também diferentemente de Pokémon, o desenho não era ambientado em um mundo próprio, mas em uma dimensão paralela à Terra, onde era possível chegar através de meios de comunicação digital, como computadores e telefones celulares. Nesse mundo viviam os Digimon, que, apesar de serem feitos de dados, possuíam inteligência e sentimentos como qualquer ser vivo. E para esse mundo foram enviadas sete crianças da Terra, para tentar impedir que um ser maligno destruísse tudo.

Digimon AdventureCriado pela gigante do entretenimento Bandai e produzido pela todo-poderosa Toei, Digimon Adventure estreou em 6 de março de 1999 na TV Fuji, maior concorrente da TV Tokyo, que exibia Pokémon. Sua estreia, curiosamente, não foi com o primeiro episódio, mas com uma espécie de avant-première, um episódio especial de 20 minutos que mostrava os Digimons Greymon e Parrotmon se degladiando na cidade japonesa de Odaiba, observados pelos irmãos Tai e Kari Kamiya.

A série regular, que estreou no dia seguinte, era ambientada três anos após os eventos deste primeiro episódio, e começava quando os sete amigos Taichi "Tai" Kamiya (Taichi Yagami na versão original), Yamatto "Matt" Ishida, Sora Takenouchi, Koshiro "Izzy" Izumi, Mimi Tachikawa, Joe Kido e Takeru "TK" Takaishi, meio-irmão mais novo de Matt, encontravam os Digivices, apetrechos parecidos com um tamagochi, durante um acampamento de verão. Ao usar os Digivices, eles foram teletransportados para o Digimundo, a tal dimensão paralela onde viviam os Digimons. Lá, cada um foi recebido por um Digimon jovem, que se tornou seu amigo e parceiro: o dinossauro Agumon, o cachorro Gabumon, o pássaro Piyomon, o besouro Tentomon, a planta Palmon, a foca Gomamon e um bicho que parece um cofre-porquinho com asas de morcego no lugar das orelhas chamado Patamon. Juntos, humanos e Digimons tinham a missão de combater Devimon, um Digimon maligno que planejava usar o poder da escuridão para conquistar todo o Digimundo.

Curiosamente, como a Toei não sabia se o desenho iria fazer sucesso, Digimon inicialmente foi projetado para ter apenas 13 episódios. Por causa disso, no episódio 13 Devimon é derrotado, e a série tem uma espécie de final. Como a audiência foi boa, porém, a Toei decidiu aumentar a série para 54 episódios. Assim, no episódio 14 surgiu Gennai, uma espécie de holograma que revelou às crianças que elas eram os Digiescolhidos, os únicos humanos capazes de extrair o máximo poder possível de seus Digimons parceiros, fazendo com que eles conseguissem derrotar todos os Digimons malvados que ameaçassem o Digimundo - e talvez a Terra. Após Devimon, o vilão da vez ficou sendo o um tanto caricato Etemon, uma espécie de gorila que sonhava se tornar um astro do rock. Depois dele surgiu Myotismon, um vampiro que decidiu atacar também a Terra, usando portais para que Digimons malignos surgissem em Odaiba, o que fez com que as crianças tivessem de voltar à sua cidade natal para protegê-la, antes de retornar ao Digimundo para cumprir sua missão. Durante este arco, que durou dos episódios 22 ao 39, surgiu uma oitava Digiescolhida, Hikari "Kari" Kamiya (também Hikari Yagami no original), a irmã mais nova de Tai, que tinha como Digimon parceiro o gato Tailmon, um ex-comparsa de Myotismon. A explicação oficial foi que Kari, doente, não pôde ir ao acampamento com os outros, e Tailmon, sem uma criança para guiá-lo, acabou se voltando para o lado do mal.

Após Myotismon ser derrotado, Kari e Tailmon voltam para o Digimundo em companhia dos demais, para enfrentar os quatro Mestres das Trevas, quatro Digimons malignos poderosíssimos, criados por Apocalymon, que no penúltimo episódio se revelou como o causador de toda a confusão, e também criador de Devimon, Etemon e Myotismon. Nascido da reunião dos dados de todos os Digimons que morreram com raiva, Apocalymon planejava destruir todo o Digimundo como vingança. Após sua destruição, as crianças finalmente puderam voltar para a Terra, mas infelizmente não puderam levar os Digimons com elas, o que resultou em uma dolorosa despedida.

Assim como seus concorrentes Pokémons, os Digimons também podiam evoluir para outras formas - esta evolução, porém, não era permanente, e era acionada pelo Digivice, normalmente quando a criança parceira do Digimon estava em perigo. Assim, Agumon, um tiranossauro de uns 30 centímetros de altura, evoluía para Greymon, um tiranossauro de uns 30 metros de altura e com uma espécie de capacete semelhante a um crânio. A forma que acompanhava as crianças, inclusive, não era a primeira de cada Digimon, que podia involuir para uma forma mais fraca, pouco mais que uma bolota com olhos, se estivesse muito fraco ou cansado. No decorrer da série, cada Digimon ainda ganhou uma terceira evolução ainda mais poderosa, e Greymon e Garurumon (a evolução de Gabumon) ainda ganharam uma quarta forma, além de uma forma combinada das duas chamada Omnimon. Como curiosidade, vale citar que Tailmon, o Digimon de Kari, não é a segunda, mas a terceria forma, equivalente a Greymon e Garurumon, tendo duas formas mais fracas e apenas uma mais forte. Além de seus Digimons parceiros, as crianças puderam contar, ao longo da série, com a ajuda de outros Digimons bondosos do Digimundo, como o leão guerreiro Leomon, o centauro Kentarumon, e o andróide Andromon, que guarda uma certa semelhança com Robocop.

Como já é uma espécie de tradição entre os anime, após seu final Digimon ganhou um filme, Digimon Adventure: Bokura no War Game!, ambientado alguns meses após o final da série, onde o vilão Diaboromon, que aparentemente fugiu do Digimundo antes de Apocalymon ser destruído, infecta a internet com um vírus que fará com que mísseis nucleares sejam disparados contra o Japão, a menos que os Digiescolhidos consigam detê-lo com a ajuda de seus Digimons. Assim como o primeiro especial, este filme é considerado parte da cronologia original, e seu título se deve ao fato dele ter sido inspirado no filme Jogos de Guerra, clássico da década de 1980 com Matthew Brodderick.

Digimon Adventure 02O sucesso crescente da série também rendeu uma continuação, Digimon Adventure 02 (conhecido aqui no Brasil simplesmente como "Digimon 2"), com 50 novos episódios, que estreou na TV Fuji em 2 de abril de 2000. Ambientada três anos após o final da série original, Digimon 2 trazia de volta TK e Kari, agora em companhia de três outros amigos, Daisuke Motomiya, Miyako Inoue e Iori Hida, conhecidos na versão americana, que foi dublada para ser exibida aqui, respectivamente, como Davis, Yolei e Cody. Juntos, os cinco têm a missão de deter o Imperador Digimon, na verdade Ken Ichijouji, uma criança humana que invadiu o Digimundo e está se utilizando de estranhos artefatos para controlar os Digimons ao seu bel-prazer.

Para poder ir até o Digimundo, cada um deles ganha um novo modelo de Digivice, chamado D3, o qual eles podem usar para se transportar até lá através de qualquer computador. Por causa disso, a ação, ao invés de ser centrada no Digimundo, como na série original, se alterna entre o Digimundo e mundo real, e, quando estão no mundo real, os novos Digiescolhidos podem contar com a ajuda dos demais Digiescolhidos originais, agora crescidos. No Digimundo, TK e Kari também reencontram Patamon e Tailmon, e os três novos Digiescolhidos encontram seus Digimons parceiros, o "coelho" Veemon, a águia americana Hawkmon, e o tatu Armadillomon. Além de evoluir "normalmente" (o que só acontece lá pelo meio da série), cada um dos Digimons dos Digiescolhidos agora tem a habilidade de evoluir através dos Digiovos, artefatos ancestrais que se combinam a eles como armaduras, cada Digiovo resultando em uma forma diferentes. Mais para o final da série, os Digiescolhidos também descobrem a Digivolução por DNA, que permite que dois Digimons se combinem para uma forma mais poderosa, como Greymon e Garurumon faziam para Omnimon.

Em dado momento, os novos Digiescolhidos descobrem que Ken também é um deles - e tem até um Digimon parceiro, a lagarta Wormmon - que foi corrompido pelas forças do mal. Após um sacrifício de Wormmon, Ken se livra do domínio e se une aos Digiescolhidos, com dois Digimons malignos tomando seu lugar como vilões, a aranha Arukenimon e a múmia Mummymon. No episódio 38, os Digiescolhidos descobrem que o mentor do plano é na verdade um humano, Yukio Oikawa, que, frustrado por não conseguir ir ao Digimundo, seu sonho de criança, decide destruí-lo. No penúltimo episódio, porém, é revelado que Oikawa estava na verdade possuído por Myotismon, que não somente sobreviveu à batalha travada na série original, mas também evoluiu para uma forma mais poderosa, Malomyotismon, e deseja destruir o Digimundo para se vingar dos Digiescolhidos. Quando Malomyotismon é destruído, a barreira que separa a Terra do Digimundo também o é, fazendo com que os Digimons venham para o nosso mundo, e cada criança ganhe um Digimon parceiro.

Além da série regular, Digimon 2 também ganhou dois filmes: no primeiro, Digimon Hurricane Touchdown: Supreme Evolution! The Golden Digimentals (cruzes!), ambientado poucas semanas após o final da série, os novos Digiescolhidos viajam aos Estados Unidos e encontram Willis, um Digiescolhido que tinha dois Digimons parceiros, Gummymon e Kokomon, mas Kokomon sumiu durante muito tempo, retornando agora como Wendigomon, que deve ser detido antes que mate todos os Digiescolhidos. No segundo, Digimon Adventure 02: Revenge of Diaboromon, ambientado um ano após a morte de Malomyotismon, Diaboromon retorna, e deve ser detido pelos novos Digiescolhidos, com a ajuda de Tai e Matt, antes que conclua seu plano de invadir o mundo real.

Caso alguém aí esteja se perguntando, existe um filme de Digimon chamado Digimon: O Filme, que passou nos cinemas e até pode ser encontrado por aqui em DVD. Na verdade, este filme é uma mescla do primeiro episódio especial da primeira série com Bokura no War Games e Hurricane Touchdown. Por alguma razão, ao invés de lançar os filmes nos Estados Unidos como eles eram, a Saban, que tinha os direitos da série, decidiu por juntar os três em uma coisa só, removendo várias cenas e alterando vários diálogos para que a nova história fizesse sentido. Por causa disso, os três filmes em suas formas originais, bem como Revenge of Diaboromon permanecem inéditos tanto nos Estados Unidos quanto aqui.

Em 2001, Digimon já era uma franquia bem estabelecida, com bastante merchandising associado, como jogos de videogame, bonequinhos, e até mesmo um card game. Para a série seguinte do desenho, a Bandai decidiu se aproveitar desse fato e não fazer uma continuação, mas algo totalmente novo. Assim, Digimon Tamers (conhecido aqui no Brasil como "Digimon 3"), de 51 episódios, que estreou em 1o de abril de 2001, tem bem pouco a ver com as duas séries anteriores, mas bastante a ver com o momento vivido pela série, sendo ambientada em um mundo onde os Digimon são uma grande franquia, e seu card game extremamente popular.

Digimon TamersA aventura começa quando Takato Matsuda cria seu próprio Digimon, o dragão Guilmon (pois é...) ao passar um card misterioso que encontrou no meio de seu baralho em seu leitor de cards, que na verdade é um D-Ark, a versão dessa série para o Digivice. Esse ato permite que Guilmon venha para o mundo real, e de certa forma abre a porteira do Digimundo, já que, pouco tempo depois, um amigo de Takato, Jenrya Lee, vê o orelhudo Terriermon sair da tela de seu computador, e a menina Ruki Makino é procurada pela raposa Renamon, que deseja se tornar mais forte, e considera que Ruki, campeã do card game, será uma excelente treinadora. Juntos, os três, que ficam conhecidos como Domadores (os tamers do título) e seus Digimons parceiros - que, como qualquer Digimon, também podem evoluir para formas mais poderosas - combaterão Digimons malvados que tentam invadir a Terra. Curiosamente, enquanto Digimon Adventure é quase todo ambientado no Digimundo, com apenas um arco passado na Terra, e Digimon Adventure 02 alterna entre a Terra e o Digimundo, Digimon Tamers é quase todo ambientado na Terra, com os Domadores indo ao Digimundo em apenas um arco. Além disso, Digimon Tamers é considerado "menos infantil" que seus antecessores, talvez uma tentativa de fazer a série crescer junto com seus fãs.

O primeiro vilão que os Domadores têm de enfrentar é um misterioso homem chamado Yamato, que comanda uma organização chamada Hypnos, que tem a missão de impedir que Digimons venham para o mundo real. Yamato acaba se tornando um aliado das crianças, e os vilões passam a ser os doze Devas, Digimons malignos que são contra a parceria entre humanos e Digimons. Os Devas vêm até a Terra e sequestram Culumon, que tem o poder de evoluir qualquer Digimon, para se tornarem mais poderosos, o que motiva a viagem dos Domadores até o Digimundo, onde eles acabam enfrentando Belzebumon. Finalmente, os Domadores terão a missão de acabar com o D-Reaper, um programa de computador que tinha a missão de impedir o Digimundo de se mesclar com a Terra, mas enlouqueceu e agora ameaça destruir ambos os mundos.

Enquanto lutam contra todos esses inimigos, os Domadores também encontrarão outras crianças que também têm Digimons parceiros: Kazur Shioda, Kenta Kitagawa e Juri Kato, colegas de colégio de Takato, que "domam", respectivamente, o robô Guardromon, o querubim Marineangemon e o leão Leomon (que aparentemente é o mesmo da série original); o rival de Ruki, Ryo Akiyama, com o dragão-robô Cyberdramon; e a irmã mais nova de Jenrya, Shu Chong Lee, parceira do coelho gigante Lopmon. Além disso há um "Digimon renegado", Impmon, que parece um morcego sem asas e deveria ser parceiro dos gêmeos Ai e Mako, mas acaba odiando os humanos e se voltando para o lado do mal. Finalmente, Digimon Tamers introduz a Bioevolução, com a qual os Digimons podem se mesclar a seus parceiros para alcançar uma forma mais poderosa.

Digimon Tamers também ganhou dois filmes. O primeiro, Battle of Adventurers, é ambientado ainda durante a série, e coloca os Domadores contra Mephistomon, um digimon maligno que planeja acabar com a barreira entre a Terra e o Digimundo. O segundo, Runaway Locomon, é ambientado seis meses após a destruição de D-Reaper, e mostra os Domadores e seus parceiros mais uma vez se unindo para impedir Locomon, um Digimon em forma de trem, que carrega vários Parasimons, de atravessar a barreira para a Terra, o que causaria uma infestação de Parasimons.

A série seguinte de Digimon também seria dissociada das demais: com 50 episódios e estreia em 7 de abril de 2002, Digimon Frontier (que ficou conhecido por aqui como "Digimon 4") era mais uma vez ambientado no Digimundo, e contava a história de cinco novos Digiescolhidos, Takuya Kanbara, Koji Minamoto, Junpei Shibayama, Izumi "Zoe" Orimoto e Tomoki "Tommy" Himi, levados até o Digimundo para combater Cherubimon, a evolução de Lopmon, que, originalmente encarregado de defender o Digimundo, se corrompeu e ameaça destruí-lo.

Digimon Frontier faz amplo uso da Bioevolução, com os próprios Digiescolhidos se transformando em Digimons através de artefatos especiais chamados Digiespíritos, que contêm os dados de dez Digimons que, em tempos imemoriais, se sacrificaram para proteger o Digimundo. Mais uma vez, no decorrer da série surge um novo Digiescolhido, Koichi Kimura, irmão gêmeo de Koji, de quem foi separado após o nascimento, e, após perder a memória, servia a Cherubimon, transformado em Duskmon, até ser salvo pelos Digiescolhidos no episódio 32. No episódio 37, os Digiescolhidos conseguem purificar Cherubimon, mas então têm de lidar com Lucemon, o Digimon maligno que não somente corrompeu Cherubimon, mas que foi a razão dos dez Digimons se sacrificarem no passado, e agora ameaça destruir tanto o Digimundo quanto a Terra.

Digimon FrontierDigimon Frontier teve um filme, ambientado após a derrota de Lucemon, onde os Digiescolhidos vão parar em uma ilha onde duas facções de Digimons travam uma guerra sem fim, instigados pelo o Digimon maligno Murmuxmon, que planeja libertar outro Digimon ainda mais maligno, Onismon, que destruirá o Digimundo e a Terra. Como sempre.

Durante anos, Digimon Frontier foi a última série de Digimon. Depois dela, o máximo que se produziu de inédito foi o primeiro e único filme da franquia totalmente em CG, Digital Monster X-Evolution, também o único não relacionado com uma das séries regulares, mas baseado em um mangá, Digimon Chronicles, que contava histórias do Digimundo sem o envolvimento dos humanos. Totalmente estrelado por Digimons, o filme mostra um grupo de rejeitados tentando sobreviver depois que Yggdrasil, o computador que controla o Digimundo, decretar que este está superpovoado, e escolher um pequeno grupo de Digimons para sobreviver enquanto deleta os demais.

Somente em 2 de abril de 2006, três anos após o fim de Digimon Frontier, é que estrearia a quinta e por enquanto última série de Digimon, Digimon Savers, de 48 episódios. Nela, o adolescente Daimon Masaru conhece Agumon, que fugiu da DATS, uma organização dedicada a proteger a Terra contra Digimons que eles consideram invasores, e decide se unir a ele para enfrentar Digimons malignos. À dupla também acabam se unindo o garoto-prodígio Thomas H. Norstein e seu parceiro, o lobo Gaomon, e a doce Yoshino "Yoshi" Fujieda, parceira da flor Lalamon. Juntos, os seis têm de enfrentar Merukimon, que planeja destruir a humanidade para se vingar de um ataque ao Digimundo comandado pelo cientista Akihiro Kurata. No decorrer da série, também surge um adolescente que foi criado por Digimons, Noguchi Ikuto, e que, com seu parceiro, a coruja Falcomon, luta ao lado de Merukimon contra os humanos. Considerada a mais "adulta" das séries de Digimon, Digimon Savers foi pensada para agradar não somente aos novos, mas também aos antigos fãs, por isso os protagonistas são de uma faixa etária mais elevada, e há a participação de Agumon, um dos Digimons originais.

Digimon Savers também teve um filme, Digimon Savers Ultimate Power! Activate Burst Mode, que não tem qualquer relação com a série, onde os humanos são infectados por um esporo que os coloca em sono profundo, e Agumon, Gaomon e Lalamon têm de enfrentar o maligno Argomon sem a ajuda de seus parceiros, para salvar a humanidade. Este filme é, por enquanto, a última entrada na franquia Digimon, que permanece encerrada e sem planos para o futuro. Mas talvez isso seja melhor que o "Pokémon infinito", onde Ash já está há 12 anos correndo o mundo e enfrentando treinadores, mas parece não ter envelhecido um ano sequer.

Ok, semana que vem teremos o último post sorteado! Qual será o tema? Façam suas apostas!
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Escrito por em 13.5.09 com 2 comentários

The Ocean Hunter

Como quem acompanha este blog sabe, hoje é dia do terceiro post de uma série de cinco que eu resolvi fazer para "completar" o meu Perfil, ou seja, abordar assuntos listados nele que ainda não haviam sido abordados. Como quem acompanha esse blog também sabe, esses temas foram escolhidos através de sorteio. E, como todos os que acompanham sorteios sabem, às vezes em sorteios acontecem coisas imprevistas. Como serem sorteados dois games seguidos. Pois é, depois do papelzinho do Daytiona USA, eu puxei o do Ocen Hunter. Como sorteio é sagrado, esse será nosso tema de hoje.

o gabineteEu acho que pouca gente sabe do que se trata - o que é de certa forma bom, pois este post servirá para alguma coisa - mas, ao lado de Daytona USA, The Ocean Hunter foi um dos arcades que mais me comeram dinheiro na vida. Diferentemente daquele, porém, este tem um final, e, depois de zerá-lo, a comilança diminuiu consideravelmente. Além disso, o único lugar da face da Terra que eu conheço que tinha um era o Iguatemi, ou seja, depois que o tiraram de lá, eu não pude mais jogar. De vez em quando eu sinto saudades.

The Ocean Hunter, vale dizer, é um jogo de tiro, daqueles em que cada jogador pega uma pistola e sai disparando flashes de luz em coisas que aparecem na tela, perdendo o jogo quando é "atingido" de volta um número suficiente de vezes. O jogo tem, porém, três diferenciais em relação ao seus principais concorrentes: em primeiro lugar, o jogador não usa uma pistola, mas um lançador de arpões - não chega a ser uma metralhadora de helicóptero como a de Gunblade NY, nem lança arpões de verdade, mas dá pro gasto. Em segundo lugar, os jogadores jogam sentados, o que é ótimo para quem vai passar uma ou duas horas atirando em peixes. Em terceiro lugar, é isso mesmo que você leu, a ação se passa sob a água, e os oponentes pertencem à fauna marinha. O jogo não se chama The Ocean Hunter ("o caçador do oceano") por acaso.

Lançado em 1998 pela Sega, para sua placa Model-3, The Ocean Hunter: The Seven Seas Adventure tentou pegar carona no enorme sucesso que outros jogos de tiro da época, como Time Crisis II, estavam fazendo. Infelizmente, não conseguiu: poucos fliperamas se interessaram por colocá-lo à disposição, principalmente porque era uma máquina grande, com tela de 32 polegadas, um console onde as armas ficavam montadas, e o já citado banco para os jogadores sentarem. Em 1999, a Sega decidiu lançar uma "versão compacta", com gabinete e tela do tamanho tradicional dos arcades, onde os joghadores ficavam de pé, mas poucos foram os jogadores que se dispuseram a enfrentar seus perigos subaquáticos. Pouco depois, a onda dos arcades de tiro começou a esvanecer, e The Ocean Hunter foi tirado de circulação. Hoje, ele é considerado um dos arcades mais raros da história, podendo ser encontrado em pouquíssimos lugares, e com o impressionante fato de que nenhum colecionador cadastrado na Video Arcade Preservations Society, uma organização presente em 70 países, que reúne pessoas dispostas a guardar antigas máquinas de arcade para preservar sua história, tem um Ocean Hunter dentre seus títulos.

The Ocean Hunter é ambientado em um mundo steampunk, onde grandes máquinas a vapor ocupam o lugar de equipamentos eletro-eletrônicos. Com poucas terras e muita água, praticamente todo o comércio e todas as viagens neste mundo são feitos através de navios. Um dia, por alguma razão, monstros marinhos surgem, e começam a atacar os navios, deixando a população desesperada e causando enormes prejuízos. Sem conseguir dar conta do problema, os principais governos do mundo decidem oferecer recompensas a aventureiros corajosos que se disponham a matar tais monstros, pondo fim à sua ameaça. Neste cenário, os jogadores assumirão o papel de Torel e Chris, dois caçadores de recompensas que planejam enriquecer caçando os monstros, além de contribuir para fazer um mundo melhor, evidentemente.

O jogo é dividido em sete fases, cada uma representando um dos sete mares do mundo onde o jogo é ambientado. Em cada um deles, os jogadores se depararão com ameaças menores, como águas-vivas e tubarões; "subchefes", monstros maiores que valem recompensas; e com o monstro marinho residente no local, razão deles terem ido até lá arriscar suas cabeças. O movimento dos personagens é controlado pelo computador, cabendo ao jogador simplesmente mover a mira da arma pela tela e apertar o gatilho cada vez que quiser dispará-la. Eventualmente, o computador colocará os personagens em curso de colisão com os inimigos, que precisam ser atingidos para serem destruídos ou para se desviarem; caso o jogador não consiga atirar no inimigo a tempo (ou em quantidade suficiente para desviá-lo), será atingido, perdendo uma unidade de energia. Cada jogador tem três unidades de energia, tendo de gastar um novo crédito caso queira continuar jogando após perdê-las. As boas notícias são que você recomeça exatamente de onde parou quando coloca um novo crédito (desde que o coloque antes da contagem regressiva do continue chegar a zero, evidentemente), que existem itens espalhados pelas fases que fazem com que você recupere energia, e que, no modo para dois jogadores, se um morrer, o outro poderá continuar normalmente.

Os chefes - e alguns subchefes - de Ocean Hunter foram batizados em homenagem a criaturas mitológicas, embora nem sempre eles correspondam às criaturas que lhes deram nome. Para vencê-los, não basta sair atirando a esmo; cada um possui uma ou mais "áreas sensíveis", pontos fracos onde devem ser atingidos. Atingi-los em outras partes faz pouca diferença. Além disso, quando sua energia estiver no final, círculos aparecerão ao redor de certas áreas (como um olho ou a boca, por exemplo). É imperativo que três tiros sejam acertados nestes círculos para que o chefe seja derrotado.

Torel e ChrisA primeira fase, chamada Baroque Sea, é também a mais fácil, com alguns tubarões para encher o saco, e três subchefes fáceis, um tubarão branco chamado White Death, um dragão de komodo identificado apenas como Sea Dragon, e uma cobra gigante identificada como Sea Serpent. O chefe é Kraken, um polvo gigante que tenta agarrá-lo com seus tentáculos. O mais curioso é que ele acaba conseguindo não importa o quanto você tente afastá-los, mas isso é uma boa coisa, pois é a única forma de acertar seu olho.

A segunda fase, Luna Sea, tem apenas um subchefe, a Hydra, na verdade três moréias que ficam entrando e saindo de buracos em uma rocha. Seu chefe é o Leviathan, um tubarão gigantesco, com uma espécie de armadura, que deve ser acertado na goela para ser destruído, e ainda vem acompanhado de tubarões comuns que atrapalham seus objetivos. A terceira fase, Tartarus Deep, além de ser uma das mais interessantes, pois faz com que os mergulhadores desçam até profundidades abissais, tem um dos subchefes mais difíceis do jogo, Scylla, uma lula roxa que deve ser atingida enquanto está investindo contra você. Além de Scylla, você deverá lidar com Naga, uma serpente marinha de dezenas de metros de comprimento, mas difícil de acertar por ser fina. O chefe é um dos mais chatos de se derrotar do jogo, Charybdis, um peixe abissal gigante que não só vem acompanhado de serpentes marinhas, mas tenta sugá-lo para dentro de sua enorme boca, e ainda se esconde em uma caverna escura, onde tudo o que você pode ver dele é sua lanterna.

Como uma espécie de prêmio por sua paciência e habilidade em derrotar Charybdis, a quarta fase, Texcoco Great Lake, é a mais curta do jogo, e não tem subchefes. Seu chefe é um elasmossauro, primo do monstro do Lago Ness, chamado Ahuizotl. Embora seus ataques sejam velozes - o que lhe obriga a ser ainda mais veloz se quiser acertá-lo e não ser acertado por ele - a luta não é difícil, e ainda tem o bônus de ter parte dela travada no seco, com Ahuizotl esticando seu pescoço para fora da água para tentar comê-lo.

A quinta fase, North Sea, é uma das mais difíceis, principalmente pelo longo trecho infestado de águas-vivas. O subchefe, nada surpreendentemente, é uma água-viva gigante, chamada Medusa. O chefe, na minha opinião, é o mais difícil do jogo: Karkinos, um caranguejo gigante que tem a mania feia de agarrá-lo com suas pinças e prendê-lo no fundo do oceano, de onde você tem cinco segundos para se livrar antes de ser massacrado. Durante muito tempo, Karkinos representou o fim de jogo para mim, quer eu estivesse jogando sozinho ou acompanhado. Da primeira vez que consegui derrotá-lo, jogando junto com meu primo, no mesmo crédito zeramos o jogo. Mesmo depois que eu me tornei um bom jogador de Ocean Hunter, aliás, Karkinos continuou sendo o único inimigo além do último chefe capaz de me fazer gastar mais de um crédito em uma sessão de jogo.

Desavenças à parte, chegamos à sexta fase, West Ocean, fase comprida com apenas um subchefe, um basilossauro sem nome (bem, na verdade ele tem um nome, mas é Basilosaurus, então não conta). O chefe é o curioso Midgardsorm, uma serpente marinha gigantesca, que engole os jogadores assim que estes a encontram. Em uma luta pouco convencional, seu objetivo será atirar no coração de Midgardsorm, enquanto uns bichos esquisitos que eu e meu primo chamávamos de paramécios tentam protegê-lo. Bem mais fácil que lutar contra Karkinos ou Charybdis, se você me perguntar.

as águas-vivasFinalmente, após livrar o mundo de todas essas criaturas bizarras, Torel e Chris descobrem que há um vilão responsável por colocá-las no mundo, e rumam para Panthalassa, the Sea of Evil, (o "mar do mal", aparentemente não originário desse mundo) para derrotá-lo. Panthalassa é, na verdade, uma sequência de lutas contra subchefes: primeiro, três tubarões conhecidos coletivamente como Kerberos; então um polvo gigante capaz de ficar invisível chamado Umi-Bozu; em seguida um dragão de komodo preto chamado simpelsmente Black Dragon; e finamente um par de serpentes marinhas rapidíssimas chamadas Vritra e Kaliya, difíceis tanto de acertar quanto de perceber que elas estão vindo em sua direção. Passando por todo esse sofrimento, você chega no último chefe, Dagon, um gigante humanóide de pele escamada. Curiosamente, Dagon não tem os pontos fracos marcados com círculos, mas suas áreas sensíveis são as palmas de suas mãos. Quando estiver perto de ser derrotado, Dagon muda de forma e de nome, passando a se chamar Poseidon, também um gigante humanóide de pele escamada. Poseidon não só tem dois ataques novos - cuspir bolas de energia e tantar acertá-lo com um tridente - como também é o contrário de Dagon: não tem áreas sensíveis, mas, quando ele pega o tridente, um círculo aparece em um ponto minúsculo e bem no cantinho da tela, sobre seu ombro. Acertando lá três vezes, você o derrota.

Pensa que acabou? Poseidon muda de forma novamente e o verdadeiro último chefe se revela: Rahab, uma espécie de homem-peixe gigantesco, com três olhos e garras afiadas. Rahab é mais veloz que qualquer outro inimigo do jogo, e ainda tem a péssima mania de se proteger atrás das ruínas do templo que lhe serve de cenário. Suas áreas sensíveis são as palmas das mãos e os dentes, mas para derrotá-lo você terá de acertar três tiros em seu terceiro olho, o que só será possível se você deixá-lo agarrar-lhe com a língua, quando ele resolve te sacudir para tudo o que é lado, o que torna meio difícil fixar a mira. Acertando três tiros no olho de Rahab, o mundo está a salvo, e você pode ir curtir sua recompensa bem longe da água.

Como não foi exatamente um sucesso, The Ocean Hunter jamais ganhou uma versão caseira. Na minha opinião, agora que a Sega é amiguinha da Nintendo, eles bem que poderiam lançar uma versão par Wii, onde o controle poderia ser usado como arma (e aproveitar o embalo e fazer uma de Gunblade NY também, outro jogo de tiro da Sega que eu gosto). Até que eles resolvam ressucitar a luta contra os monstros marinhos, The Ocean Hunter viverá apenas na minha lembrança. E no coração dos fãs, já que eu espero que eu não seja o único.

Semana que vem, o quarto post sorteado. Alguém arrisca um palpite?
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Escrito por em 6.5.09 com 0 comentários

Daytona USA

Como os que leram o post da semana passada sabem, hoje é o dia do segundo post de uma série de cinco, onde eu planejo abordar assuntos de meu Perfil que, aparentemente, jamais seriam abordados de outra forma. Como eu já disse, escrevi os nomes dos assuntos que ainda não haviam sido abordados em papeizinhos, os coloquei dentro de um saco, e os sorteei, escrevendo seus posts na ordem em que eles saíram. O segundo papelzinho sorteado trazia o nome de um game: Daytona USA, o tema do post de hoje.

Daytona USADaytona USA é um dos jogos que mais me comeu dinheiro em toda a história da humanidade. Tanto que, nos áureos tempos, creio que conseguiria fazer a pista Beginner de olhos fechados. Depois, infelizmente, minhas idas aos fliperamas foram rareando, as máquinas foram desaparecendo, a do Iguatemi ficou toda sucateada, e aí eu larguei o vício. Como ter uma máquina de Daytona em casa é impraticável, cheguei a comprar uma versão do jogo para PC, que, por não ter os pedais, o volante e o banco que treme, não é bem a mesma coisa, mas ainda serve para matar a saudade pelo menos da musiquinha (Day-tonaaaaaaaaaaaaaaa).

Para quem não sabe, Daytona é o nome de uma das mais famosas corridas da Nascar e do automobilismo internacional - ou pelo menos parte do nome, que completo seria Daytona 500, ou 500 Milhas de Daytona - podendo ser comparada talvez apenas a outro megaevento do automobilismo, as 500 Milhas de Indianápolis. Realizada anualmente no terceiro domingo de fevereiro na cidade de Daytona Beach, Flórida, desde 1959, as 500 Milhas de Daytona são o evento automobilístico de maior audiência televisiva dos Estados Unidos, o que faz com que o nome Daytona seja automaticamente associado às corridas de stock. Talvez tenha sido só por isso que que o nome foi escolhido para o jogo, já que nenhuma de suas três pistas é a de Daytona.

Lançado no Japão em 1993 pela Sega, Daytona USA era uma espécie de "versão stock" de um jogo lançado um ano antes, Virtua Racing, onde o carro pilotado era de fórmula. Embora muitos dos fundamentos de Virtua Racing tenham sido aproveitados pelos desenvolvedores, este usava uma placa Sega Model-1, enquanto Daytona USA usava uma Model-2, a geração seguinte, que lhe permitia gráficos melhores e movimentos mais fluidos. De fato, durante muito tempo, Daytona USA foi o simulador de corrida de gráficos mais detalhados de todo o mercado.

Mas não foi sua beleza que fez do jogo um sucesso, e sim a possibilidade de vários jogadores correrem uns contra os outros ao mesmo tempo, algo que já havia sido feito pela Sega em uma versão especial de Virtua Racing chamado Virtua Formula, mas que se popularizou com Daytona USA, e fez com que todos os jogos seguintes de corrida da Sega adotassem o mesmo esquema. Cada gabinete de Daytona USA trazia dois "carros", sendo que até quatro gabinetes podiam ser ligados uns nos outros para uma corrida entre oito jogadores, embora o mais comum aqui no Brasil fosse utilizar dois gabinetes e quatro jogadores. Ao inserir a ficha e iniciar o jogo, cada jogador tem um tempo, normalmente dez segundos, para que outros jogadores se unam a ele na mesma corrida. Os que não se unirem ainda podem correr sozinhos contra os carros controlados pelo computador, mas correr contra os amigos é bem mais divertido.

Além deste gabinete "duplo", Daytona USA também podia ser encontrado em uma versão deluxe, com um gabinete individual e mais bonito, imitando um carro, e que trazia uma câmera que filmava as reações do jogador durante a corrida e as mostrava em uma tela em seu topo. Gabinetes deluxe também permitiam até oito jogadores - sendo necessário, para isso, linkar oito gabinetes - e, fora a aparência e a câmera, pouco tinham de diferente em relação ao gabinete tradicional.

O gabinete de Daytona USA trazia uma tela de 26 polegadas e um banco para o jogador se sentar, com ajuste de proximidade, que balançava conforme o carro também balançava na tela, para uma sensação de maior realismo. No painel, além de um volante, dois pedais (um acelerador e um freio) e um câmbio de quatro marchas, quatro botões mudavam o tipo de visão do jogo - primeira pessoa (também conhecido como "visão do carro"), visão do piloto, terceira pessoa ("visto de trás") e uma visão em terceira pessoa em ângulo meio inclinado (a "visão do helicóptero") - de acordo com a preferência do jogador.

o gabinete duploO carro utilizado era sempre um Chevrolet Lumina apelidado "Hornet" ("zangão"), por trazer a figura de um zangão no capô. No modo de um jogador, o Hornet é sempre número 41, e sua cor depende do tipo de câmbio escolhido: vermelho e azul para câmbio automático; amarelo e preto para câmbio manual. Caso mais de um jogador esteja participando da mesma corrida, os carros serão numerados de acordo com o jogador (o jogador 1 será o carro 1 e assim por diante) e cada um terá uma cor própria (se não me engano, o jogador 1 é vermelho, o 2 azul, o 3 verde e o 4 amarelo, a partir daí eu nunca vi). Todos os carros "inimigos", ou seja, controlados pelo computador, são da cor roxa - e, graças a isso, acabaram apelidados pelos meus amigos de "carros do Coringa".

Além da transmissão manual ou automática, o jogador pode escolher também entre três pistas - desnecessário dizer, no modo de mais de um jogador todos têm de escolher a mesma pista para jogarem juntos. A mais fácil, conhecida como Beginner ("iniciante"), tem o nome oficial de Three Seven Speedway e é um tri-oval (três curvas para a esquerda) semelhante ao verdadeiro circuito de Daytona. A largada é dada em movimento, para vencer a corrida é necessário completar oito voltas, e no modo de um jogador 40 carros participam da corrida (incluindo o do jogador). Em seguida temos a pista Advanced ("avançado"), o Dinosaur Canyon, um circuito de rua de 4 voltas, com 20 carros participando e largada parada. O mais difícil é o Expert ("especialista"), chamado Seaside Street Galaxy, tão difícil que exige apenas 2 voltas, tem largada parada e 30 carros competindo. É importante dizer que nem sempre o jogador conseguirá completar as voltas necessárias para ganhar a corrida: desde o início do jogo, há uma contagem de tempo decrescente, que decreta o Game Over caso chegue a zero. Cada vez que o jogador passa por pontos pré-determinados do circuito (no Beginner, apenas a linha de chegada), ele ganha um pequeno acréscimo neste tempo. Para completar a corrida, portanto, é preciso chegar no ponto seguinte o mais rápido possível, ou o tempo, mesmo acrescido, não será suficiente. Por causa disso, apesar de todas as pistas terem pit lanes (os famosos "boxes"), onde o carro poderia ser consertado após um acidente ou coisa parecida, entrar em um deles era pedir para perder o jogo.

Daytona USA chegou nos Estados Unidos e no resto do mundo um ano após seu lançamento, em 1994, em uma versão que corrigia alguns bugs, e mais tarde foi lançada também no Japão com o codinome Revision. O grande sucesso dos arcades também fez com que o jogo ganhasse um grande número de versões caseiras, sendo as primeiras, para Sega Saturn e Windows, lançadas em 1995 e 1996, respectivamente. Estas versões não foram bem recebidas por terem gráficos dos cenários inferiores à versão arcade, e um número de frames por segundo três vezes menor, o que fazia com que o movimento fosse menos fluido. Além disso, em nenhuma das duas havia a opção de se jogar com mais de um jogador. Para tentar compensar, a versão Saturn trazia oito carros secretos, sendo dois idênticos aos normais, mas de cor diferente (vermelho se fosse escolhido o câmbio automático, azul se fosse o manual); dois que não quebravam, apenas perdiam velocidade, quando acertavam muros (de cor preta no automático e laranja no manual); dois que não perdiam velocidade ao andar sobre grama (verde no automático e rosa no manual); e dois que alcançavam maior velocidade, mas eram mais difíceis de controlar (azul claro no automático, amarelo no manual). Além desses carros todos, cumprindo certas condições o jogador podia jogar com dois cavalos (!), sendo um manual e um automático (!!). A versão PC não tinha essas novidades todas, mas em ambas as versões era possível inverter as pistas, correndo no sentido contrário (o que fazia com que o Beginner tivesse três curvas para a direita ao invés de para a esquerda), além de escolher os modos Grand Prix, onde o número de voltas era maior (20 voltas no Beginner, 10 no Advanced e 5 no Expert) ou o modo Endurance, um verdadeiro teste de resistência (80 voltas no Beginner, 40 no Advanced, 20 no Expert).

No final de 1996, para tentar se redimir da versão porca que lançou para o Saturn, a Sega lançou Daytona USA: Championship Circuit Edition, uma nova versão mais fiel à do arcade, e que ainda trazia novidades: além de um modo para dois jogadores, agora era possível escolher entre oito carros diferentes desde o início, cada um com valores de aceleração, aderência e velocidade final diferentes, sendo alguns mais indicados para jogadores iniciantes e outros para experientes. O Hornet do jogo original estava disponível como um carro secreto, assim como os dois cavalos. Mas a principal novidade de Daytona USA CCE são duas pistas inéditas: National Park Speedway, um pouco mais difícil que a Beginner, com 6 voltas, e Desert City, um pouco mais difícil que a Advanced, com 4 voltas. Ambas têm 20 carros correndo e largada parada. Curiosamente, Daytona USA CCE foi lançado nos Estados Unidos primeiro; no Japão, o jogo teve seu nome reduzido para Daytona USA: Circuit Edition, e ganhou mais uma novidade, a opção de jogar de dia, no final da tarde ou à noite.

Daytona USA CCE foi lançado em 1997 para Windows, com o nome de Daytona USA Deluxe. Esta versão tinha mais uma pista extra, Silver Ocean Causeway, a mais difícil do jogo, com 2 voltas, 20 carros e largada parada. A última versão caseira de Daytona USA seria lançada em 2001 para o Dreamcast, com gráficos de última geração, a possibilidade de se jogar online, dez carros diferentes à disposição, duas opções de pneus, e três pistas novas, Circuit Pixie (oval curto, 8 voltas, largada em movimento), Rin Rin Rink (6 voltas) e Mermaid Lake (também 6 voltas), todos indicados para iniciantes. Infelizmente, a Silver Ocean Causeway ficou de fora. Além disso, essa versão costuma ser muito criticada pelos controles, que se tornam difíceis se o controle original do Dreamcast estiver sendo utilizado ao invés de um volante.

Além de todas estas versões caseiras, Daytona USA ganhou uma continuação, Daytona USA 2: Battle on the Edge, lançada em 1998. Usando a terceira geração da placa Model, a Sega Model-3, Daytona USA 2 tinha gráficos ainda melhores e movimentos mais fluidos que seu antecessor, mas não conseguiu o mesmo sucesso. Muitos atribuem este fato ao custo elevado da máquina, que inicialmente existia apenas na versão deluxe, e permitia apenas quatro gabinetes interconectados, e não oito. Em dado momento, a Sega passou a produzir também o gabinete mais simples, para dois jogadores, mas ainda assim apenas dois podiam ser interconectados para um total de quatro jogadores.

Daytona USA 2Daytona USA 2 mais uma vez trazia três pistas disponíveis, uma para cada nível de experiência do jogador: o Astro Waterfall Speedway, um tri-oval de 8 voltas, 40 carros e largada lançada; o Joypolis 2020 Amusement Park, um circuito de rua de 4 voltas, 20 carros e largada parada; e a Virtua City, um circuito de rua de 2 voltas, 30 carros e largada parada. Se algum deles fosse selecionado com o botão start pressionado, o jogador poderia correr no sentido contrário, e ajustes internos na máquina acionavam os modos Double Lap (o dobro de voltas em cada corrida), Grand Prix e Endurance, normalmente usados em torneios. Diferentemente do primeiro jogo, neste era possível escolher entre três carros diferentes, um Chevrolet Monte Carlo, um Pontiac Grand Prix e um Ford Thunderbird, cada um com características diferentes. Daytona USA 2 também tinha três pontos de vista secretos, um como se fosse a câmera do lado esquerdo do carro, um como se fosse a do lado direito, e um visto de cima. Tirando essas novidades, a jogabilidade era idêntica à do primeiro jogo, para atrair tanto novos quanto antigos fãs.

Em 1999, a Sega lançou uma versão melhorada do jogo, que corrigiu alguns bugs e trouxe algumas novidades, chamada Daytona USA 2: Power Edition. Nela, a pista mais fácil foi renomeada para Sega International Speedway, e o cenário foi modificado para que os jogadores corressem em um autódromo, ao invés de no meio de uma floresta; o circuito, porém, era idêntico. Também foi incluída uma quarta pista, chamada Challenge; com apenas uma volta, 30 carros e largada parada, esta pista era, na verdade, uma colagem das outras três: a largada era dada na Joypolis 2020 Amusement Park, mas, antes de se completar a volta, um bloqueio na pista fazia com que os jogadores pegassem um túnel e saíssem em Virtua City, próximo à estação de trem, onde deviam correr até o desvio na interestadual, quando, ao invés de virar à direita, pegavam a esquerda e entravam no Sega International Speedway, onde davam uma volta completa na pista antes de cruzar a linha de chegada. Finalmente, Daytona USA 2 PE tinha quatro carros à disposição, sendo o quarto o Hornet original do primeiro jogo.

Por não ter feito muito sucesso nos arcades, Daytona USA 2 não ganhou versões caseiras. Até hoje, também não ganhou continuações. Como arcades costumam ter vida longa, porém, máquinas de Daytona USA e Daytona USA 2 ainda podem ser encontradas em vários fliperamas ao redor do mundo, o que garante a sobrevivência do jogo. E a alegria dos fãs.

E aqui encerramos o segundo post da série. Semana que vem, o terceiro papelzinho sorteado! Até lá!
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