sábado, 17 de março de 2007

Star Wars (II)

Muitos de vocês devem ter reparado um (I) ao lado do Star Wars, na coluna da esquerda, na lista dos posts. E, se havia um (I), é porque haveria um (II). E hoje é o dia desse (II). Após esta introdução horrível, vamos falar sobre os três primeiros filmes da saga, que na verdade foram lançados depois dos três últimos, que originalmente eram os três do meio. Vamos falar dos infames Episódios I, II e III.

Após o sucesso do Star Wars original, lá em 1977, George Lucas se empolgou e anunciou que faria doze filmes para contar toda a história do Universo Star Wars. Depois ele pensou melhor e resolveu que faria nove, uma "trilogia de trilogias", como muitos fãs começaram a chamar. Dentro desta visão, os três filmes originalmente lançados não seriam os três primeiros, mas sim os três do meio; os Episódios I, II e III contariam como o Império dominou a galáxia, enquanto os Episódios VII, VIII e IX mostrariam a restauração da República e o surgimento de uma nova Ordem de Cavaleiros Jedi. Lucas, porém, não quis filmar mais episódios logo após finalizar O Retorno de Jedi; vendo que a tecnologia estava avançando a passos largos, ele decidiu esperar pela época apropriada para lançar os Episódios I, II e III. Na minha opinião, esperou demais.

Os Episódios I, II e III são largamente considerados "ruins". Eu não acho. Para mim, seu único defeito foi terem sido lançados mais de quinze anos após a trilogia original. Durante esse tempo todo, Star Wars atingiu proporções colossais, se tornando quase uma nova mitologia, com dezenas de milhares de produtos associados, e centenas de milhões de fãs. Isso deixou Lucas com um problema: muita gente já achava que certas coisas seriam de certa forma, e era difícil criar uma versão oficial sem desagradar todo mundo (por exemplo, como explicar que Obi-Wan, Yoda e Anakin tinham o poder de reaparecer como "espíritos" após sua morte, mas os outros Jedi não, ou teríamos centenas de espíritos Jedi passeando pela galáxia; ou o problema mais clássico: por que Vader usa armadura?). Além disso, quando Star Wars foi filmado, Lucas ainda não tinha em mente a maior parte dos acontecimentos dos Episódios I, II e III, o que fez com que muita coisa ficasse meio deslocada ou mal-explicada para se adequar ao que vimos nos Episódios IV, V, VI (por exemplo: se Leia é uma Princesa, e filha de Anakin, que não é Rei, então sua mãe tinha de ser Rainha, o que levou à primeira "rainha eleita" da história; mais tarde Lucas mudou de idéia e fez com que Bail Organa, que adotou Leia após a morte de Padmé, também fosse Rei, o que pode ser confirmado quando um de seus soldados o chama de "majestade" no Episódio III). E ainda temos um outro problema: sendo Star Wars tão popular, é óbvio que todos os personagens que pudessem estar presentes nos três primeiros Episódios o estariam, o que levou a mais explicações estapafúrdias (Vader inventou C-3PO? Boba Fett e os Stormtroopers são clones da mesma pessoa? Chewbacca lutou ao lado de Yoda?).

George Lucas e o elenco dos seis filmes


Mas vamos deixar as reclamações de lado e falar sobre do que se tratam estes filmes tão controversos. Evidentemente, é a história de como a República sucumbiu e deu lugar ao Império, mas paralelamente a isto vemos o desenvolvimento do personagem principal de Star Wars, Anakin Skywalker, mais conhecido como Darth Vader. Nos planos originais de Lucas, lá da década de 70, os três primeiros filmes não seriam tão centrados em Vader, mas a popularidade do personagem não podia ser descartada assim tão fácil - se você duvida dessa popularidade, é só perceber que Vader começou como um vilão comum, subordinado ao Grand Moff Tarkin (Peter Cushing) em Star Wars, foi promovido a vilão principal do filme em O Império Contra Ataca, passou a braço-direito do próprio Imperador em O Retorno de Jedi, e se tornou o protagonista da série inteira, que, se você pensar bem, conta a história de Anakin, de sua infância até sua morte.

Lucas começou a escrever o roteiro do que se tornaria o Episódio I em 1994, após se animar com o que viu em Jurassic Park, filme de 1993 que mostrava dinossauros criados por computação gráfica interagindo com atores humanos. Lucas imaginou que a mesma tecnologia poderia dar vida a seres alienígenas e ajudar nas batalhas de naves espaciais, e se animou finalmente não só a escrever o início da saga, mas também a lançar as Edições Especiais dos três filmes originais, como vimos no post passado. Quando começou a escrever, Lucas utilizou os rascunhos que havia escrito para o primeiro Star Wars como base, mas mudando e adaptando muitas coisas que precisavam se adequar aos já lançados Episódios IV, V e VI. O roteiro final do Episódio I ficou pronto em 1997, e as filmagens começaram no mesmo ano. Além de personagens digitais de última geração, Lucas decidiu usar também técnicas mais tradicionais, como maquetes de naves e bonecos (como Yoda); essa decisão foi tomada não só para diminuir o custo do filme, já que computação gráfica ainda era muito cara na época, mas para criar no público uma sensação de não saber se estavam vendo uma maquete ou um efeito digital - Lucas adorava estas coisas; em O Império Contra Ataca, por exemplo, ele decidiu fazer as cenas iniciais em um planeta gelado para valorizar os efeitos especiais, já que era mais difícil esconder os cabos das maquetes em um fundo branco do que no fundo preto do espaço. O filme estrearia no mundo todo com grande expectativa em maio de 1999, com o título de Star Wars Episode I: The Phantom Menace, ou, em bom português, A Ameaça Fantasma.

O filme começa 32 anos antes dos eventos mostrados no Episódio IV, quando a Federação do Comércio, liderada pelo Vice-Rei Gunray (Silas Carson), arma um bloqueio ao planeta Naboo, para tentar resolver na marra um impasse comercial. Para resolver a situação, o Chanceler Valorum (Terence Stamp), líder do Senado Galáctico, envia dois Jedi, os guardiães da paz na galáxia, para comandar as negociações. Ao chegar à nave da Federação, porém, o mestre Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são recebidos com hostilidade, e quase mortos. Isto porque, sem que ninguém saiba, o bloqueio da Federação faz parte de um plano engendrado por Darth Sidious, um lorde Sith. Os Sith há muito tempo dominaram a Galáxia usando o poder do lado negro da Força, mas foram derrotados pelos Jedi. Agora, Sidious planeja voltar ao poder com um engenhoso plano, que começa com o tal bloqueio.

Obi-Wan e Qui-GonEscapando da armadilha, os Jedi chegam à superfíce de Naboo durante um ataque da Federação, que planeja capturar a Rainha Amidala (Natalie Portman). Após travar contato com um nativo, um ser da raça gungan meio bobo e trapalhão chamado Jar Jar Binks (Ahmed Best), e passar por uma breve excursão ao reino dos gungans, os Jedi conseguem chegar ao palácio bem a tempo de impedir o seqüestro. Qui-Gon decide então levar a Rainha para o planeta Coruscant, a capital da República, para informar o que descobriram ao Senado. No meio da viagem, a nave onde viajam Qui-Gon, Obi-Wan, Amidala e Jar Jar é atacada pela Federação. O dróide R2-D2 (Kenny Baker) faz alguns reparos de emergência, mas eles são obrigados a pousar no inóspito planeta Tatooine para consertar o hyperdrive, sem o qual não poderão viajar à velocidade da luz.

Enquanto Obi-Wan fica com a Rainha e alguns guardas de Naboo na nave, Qui-Gon, Jar Jar, R2 e a aia Padmé seguem para a cidade, onde descobrem que lá seu dinheiro não vale de nada. Em uma das lojas, porém, eles encontram o menino Anakin Skywalker (Jake Lloyd), que trabalha como escravo para o toydariano Watto (Andy Secombe), e nas horas vagas conserta coisas, trabalha no dróide C-3PO (Anthony Daniels), que construiu para ajudar sua mãe Shmi (Pernilla August), e participa de corridas de pods, sendo o único humano capaz de pilotar estas naves velocíssimas, por causa de seus aguçados reflexos. Qui-Gon sente que a Força é muito poderosa em Anakin - tão poderosa que ele pode ser o indivíduo de uma antiga profecia, que trará o eqüilíbrio à Força. Confiando em seus instintos, ele faz uma aposta com Watto: se Anakin vencer a próxima corrida de pods, ele fica com as peças que precisa e com Anakin; se o menino perder, Watto fica com sua nave. Evidentemente, Anakin vence a corrida, e os Jedi deixam o planeta levando-o, embora tenham de deixar sua mãe para trás. Pouco antes da partida, eles se deparam com mais um guerreiro Sith, Darth Maul (Ray Park, dublado por Peter Serafinowicz), que os ataca na hora da decolagem.

Em Coruscant, Anakin é apresentado ao Conselho Jedi, que não concorda em treiná-lo, por estar muito velho para iniciar o treinamento, e também por sentir nele um grande medo, que poderia levar ao Lado Negro da Força. Paralelamente a isso, o Chanceler Valorum, incapaz de resolver o impasse gerado pela Federação, é destituído, e em seu lugar assume o Senador Palpatine (Ian McDiarmid), de Naboo, indicado por Amidala. Retornando a Naboo, os Jedi e Padmé, que revela ser Amidala disfarçada, fazem um acordo com os gungans, e atacam as tropas da Federação. Após uma longa batalha, Naboo consegue expulsar os invasores, mas Qui-Gon Jinn é morto em uma luta contra Darth Maul, que por sua vez é morto por Obi-Wan. Promovido a mestre, Obi-Wan pede permissão a Yoda (Frank Oz) para treinar Anakin, pois este era o desejo de Qui-Gon. Yoda reluta mas acaba aceitando. De qualquer forma, os Jedi têm um grande problema para lidar: a volta dos Sith.

Antes de seu lançamento, A Ameaça Fantasma foi um dos filmes mais comentados, especulados e aguardados da história - nos Estados Unidos, quando seu trailer começou a passar nos cinemas, uma imensa quantidade de telespectadores pagou ingresso apenas para ver o trailer, saindo da sala antes do filme que vinha depois começar. O filme foi bem recebido pelos críticos e teve uma excelente bilheteria, mas ficou longe do esperado, e recebeu uma enxurrada de críticas do público, principalmente por ser considerado infantil demais, mais centrado nos efeitos especiais que na história, e pelas controvérsias já citadas neste texto (volto a dizer: Vader construiu C-3PO???). A Ameaça Fantasma recebeu três indicações para o Oscar, de melhor som, melhores efeitos sonoros e melhores efeitos visuais, mas não levou nenhum.

As reclamações dos fãs parecem não ter afetado Lucas, que seguiu com seu planejamento original. Ainda em 1999, ele e Jonathan Hales começaram a trabalhar no roteiro do Episódio II, cujas filmagens começariam em 2000. Desta vez Lucas decidiu abusar um pouco mais da tecnologia, utilizando muito mais cenários e personagens virtuais, com destaque para Yoda, desta vez totalmente feito por computação gráfica. Curiosamente, para que Yoda ficasse o mais realístico possível, os artistas da computação resolveram fazê-lo o mais parecido possível com o boneco utilizado em O Império Contra Ataca. A cena da luta de Yoda com o Conde Dookan, interpretado por Christopher Lee, também foi uma grande inovação, pois Lee foi substituído por um dublê, que teve sua cabeça substituída digitalmente pela do ator na pós-produção. Lançado em 2002, o Episódio II, que ganhou o infame subtítulo de Ataque dos Clones (Attack of the Clones, no original), foi o primeiro filme totalmente filmado com câmeras digitais, ao invés de com câmeras tradicionais de cinema com filme de 35mm; apesar disso, não foi o primeiro lançado neste formato: o francês Vidocq, também totalmente filmado com câmeras digitais, estreou nos cinemas em 2001.

Ataque dos Clones é ambientado dez anos após A Ameaça Fantasma, em um período de guerra civil na Galáxia. Liderado pelo Conde Dookan (Christopher Lee), um movimento separatista a cada dia consegue mais adeptos, pondo em risco a unidade da República. O Senado decide então votar pela criação de um grande exército para proteger a República; Padmé Amidala, ex-Rainha de Naboo, agora Senadora, é contra, e durante uma viagem a Coruscant sofre um atentado, ao qual sobrevive. O Chanceler Palpatine então pede que o mestre Jedi Obi-Wan Kenobi e seu aprendiz Anakin Skywalker (Hayden Christensen) protejam-na. Durante a noite, a caçadora de recompensas Zam Wesell (Leeanna Walsman) é contratada para matar Padmé; os Jedi frustram seus planos e a perseguem, mas ela acaba morta por outro caçador de recompensas, com um estranho dardo. O Conselho Jedi então determina que Obi-Wan investigue este evento, enquanto Anakin acompanha Padmé de volta a Naboo, onde ela estará segura.

Anakin, Padmé e Obi-WanAtravés do estranho dardo, Obi-Wan descobre o planeta Kamino, misteriosamente apagado de todos os mapas, onde está sendo criado um exército de clones do caçador de recompenas Jango Fett (Temuera Morrison). Teoricamente, foram os Jedi que mandaram criar este exército dez anos atrás, mas o responsável por esta ordem, o mestre Zaifo Vias, estava morto na época. Obi-Wan então decide interrogar Jango, mas ele e seu "filho" Boba (Daniel Logan) - na verdade um clone sem o crescimento acelerado para alcançar a idade adulta em poucos anos - o atacam e fogem.

Enquanto isso, Anakin, em Naboo, se mostra apaixonado por Padmé - um amor impossível, já que aos Jedi não é permitido envolvimento romântico - e tem estranhos sonhos que mostram sua mãe sofrendo. Ele e Padmé decidem ir até Tatooine, e descobrem que Watto vendeu sua mãe para um fazendeiro chamado Lars (Jack Thompson), que acabou se casando com ela. Shmi, porém, foi seqüestrada pelo Povo da Areia, uma tribo bárbara do deserto, e há um mês não se tem notícias dela. Anakin segue o Povo da Areia e encontra sua mãe, que morre em seus braços. Em fúria, ele dizima toda a tribo.

No espaço, Obi-Wan segue a nave de Jango até o planeta Geonosis, e descobre que o responsável pelos atentados contra Padmé foi o Vice-Rei Gunray, que se aliou ao Conde Dookan. Ele tenta transmitir uma mensagem a Coruscant, mas está muito longe, então a transmite a Anakin em Tatooine, e pede para ele retransmití-la. Logo após, ele é capturado, e o Conde Dookan tenta fazê-lo se unir a ele, alegando que o Senado está sob influência de Darth Sidious - que já sabemos ser o próprio Chanceler Palpatine. Obi-Wan se recusa e é mandado para morrer em uma arena, onde logo se une a Anakin e Padmé, que foram até lá para salvá-lo, mas acabaram capturados após uma luta na fábrica de dróides. Quando os três estão quase sendo executados, chegam os Jedi, liderados pelo mestre Mace Windu (Samuel L. Jackson), e os clones, já como o Exército da República, liderados por Yoda. Os heróis vencem a batalha, mas Dookan foge, levando consigo os planos da Estrela da Morte. No final, Anakin e Padmé se casam em segredo.

Talvez por um pé atrás por causa do Episódio I, Ataque dos Clones não foi bem recebido pelos críticos, embora seja considerado por muitos fãs como o melhor da nova trilogia. Sua bilheteria foi satisfatória, mas o filme carrega o fardo de ser o primeiro filme de Star Wars a não ser o mais assistido do ano, tendo sido superado por Harry Potter e a Câmara Secreta, O Retorno do Rei e Homem-Aranha. O filme recebeu uma solitária única indicação ao Oscar, por melhores efeitos visuais, mas não ganhou.

A esta altura, todos já estavam curiosíssimos para saber como Anakin finalmente se transformaria em Darth Vader. Para aumentar a expectativa em torno do filme final da série, Lucas decidiu licenciar uma série de desenhos animados, batizados de Clone Wars ("Guerras Clônicas", um nome mencionado no Episídio IV), criados por Genndy Tartakovsky (de O Laboratório de Dexter e Samurai Jack) e Henry Gilroy. O desenho contou com três temporadas: as duas primeiras, que foram ao ar em 2003 e 2004, são hoje conhecidas como "Volume I", e compostas cada uma por 10 episódios de 3 minutos cada; a terceira temporada, de 2005, é o "Volume II", e tem cinco episódios de 12 minutos cada. Todas as temporadas foram ao ar no Cartoon Network, e se passam entre o Episódio II e o Episódio III, quando a República, aliada aos Jedi e comandada pelo Chanceler Palpatine, enfrenta os separatistas, liderados pelo Conde Dookan. A série foi bem recebida pelos críticos, sendo considerada melhor que os dois filmes por alguns, e ganhou dois prêmios Emmy, em 2004 e 2005.

Padmé, Mace Windu, Anakin, Bail Organa, Obi-Wan, R2 e Chewbacca2005, aliás, seria o ano em que o capítulo final, A Vingança dos Sith (Revenge of the Sith no original; felizmente não traduziram para A Vingança de Sith) chegaria aos cinemas, após dois anos em que Lucas escreveu o roteiro com a ajuda de Tom Stoppard. Ao filmar A Vingança dos Sith, Lucas abusou ainda mais da tecnologia: o filme foi quase totalmente rodado em estúdio, na frente de um chroma key, aquela tela verde que depois é substituída por imagens de computação. Exceto pelos atores e suas roupas, quase nada do que vemos no filme é real; apenas algumas das cenas de Kashyyyk, o planeta dos Wookiees, foram filmadas na Tailândia, e algumas do planeta Mustafar no vulcão Monte Etna, na Itália. Graças a isso, A Vingança... é o filme com o maior número de efeitos especiais na história: são 2.151, mais do que os dos Episódios I e II somados, e seis vezes mais do que o Episódio IV, que tinha 350. A Vingança... também é o primeiro filme em que o mesmo ator interpreta Darth Vader com e sem máscara, embora, como Hayden Christensen era 15cm mais baixo do que David Prowse, a roupa de Vader teve de ter saltos maiores nas botas, e o ator tinha de enxergar pela "boca" da máscara quando de pé. A Vingança... foi predominatemente bem recebido pelos críticos, com alguns até o considerando o melhor da trilogia, embora alguns tenham reclamado, principalmente dos diálogos. Dentre os fãs também surgiram opinões tanto de que o filme é bom quanto de que é ruim, mas a bilheteria foi muito boa, fazendo com que o filme fosse o segundo mais assistido de 2005, atrás apenas de Harry Potter e o Cálice de Fogo. Assim como seu antecessor, o filme só recebu uma indicação ao Oscar, desta vez de melhor maquiagem, mas não levou.

O filme se passa 3 anos depois do Ataque dos Clones, e começa com Obi-Wan e Anakin em uma missão de resgate para salvar o Chanceler Palpatine, que foi seqüestrado pelo Conde Dookan e está sendo mantido prisioneiro na nave do General Grievous (Matthew Wood), o comandante das tropas dróides dos separatistas. Os Jedi conseguem salvar o chanceler, mas Grievous foge, e durante a luta de Anakin contra Dookan, Palpatine convence o jovem Jedi a matar o Conde, mesmo estando este derrotado e desarmado, o que o aproxima ainda mais do Lado Negro. Voltando a Coruscant, Anakin descobre que Padmé está grávida, e, apesar de felicíssimo com a notícia, começa a ter visões dela morrendo no parto, muito semelhantes às visões que tinha de sua mãe sofrendo no filme anterior.

Eventualmente, Anakin acaba envolvido em um jogo duplo, quando o Chanceler decide usar de sua influência para fazê-lo membro do Conselho Jedi, e o Conselho decide dar a ele a tarefa de espionar o Chanceler, pois suspeitam que ele seja corrupto. Anakin, temeroso pela vida de Padmé, e descontente com os Jedi, que segundo ele não o deixam desenvolver todo o seu potencial, acaba sendo envolvido pelas palavras doces do vilão, que o revela que existe um poder capaz de deter a morte, mas que só pode ser aprendido com os Sith, e não com os Jedi. Enquanto isso, os Jedi são enviados a vários planetas para deter os separatistas; Obi-Wan fica com a missão de ir até Utapau e derrotar o General Grievous, Yoda vai até Kashyyyk ajudar os wookiees.

Em Coruscant, Palpatine finalmente se revela a Anakin como Darth Sidious, o lorde Sith e líder dos separatistas, e pede que ele se torne seu aprendiz. Anakin decide ir ao conselho Jedi e delatá-lo, mas quando Mace Windu está prestes a matar o Sith, muda de idéia e decide salvar o vilão, se aliando a ele e recebendo o nome Sith de Darth Vader. Palpatine então ordena que Vader vá ao Templo Jedi e mate todos os que encontrar por lá, e depois vá ao planeta vulcãnico de Mustafar e elimine os líderes separatistas. Enquanto isso, Palpatine dá uma ordem secreta aos clones, que acompanham os Jedi em todas as missões, para que estes matem todos os Jedi (o verdadeiro "ataque dos clones", na minha opinião). Pelo que vemos, apenas Obi-Wan e Yoda sobrevivem ao ataque, o primeiro por sorte, o segundo com a ajuda de Chewbacca (Peter Mayhew) e do wookiee Tarfful (Michael Kingma). Ambos acabam resgatados pelo Senador Organa (Jimmy Smits), que presenciou acidentalmente o ataque ao Templo Jedi.

Antes de partir para Mustafar, Anakin diz a Padmé que os Jedi se tornaram traidores, e estão tentando tomar a República. Enquanto ele ruma para o inóspito planeta, Obi-Wan e Yoda visitam o Templo, e descobrem ter sido ele o responsável, e Organa e Padmé vão a uma sessão do Senado onde Palpatine declara os Jedi traidores, e transforma a República no primeiro Império Galáctico, com ele mesmo como Imperador.

Obi-Wan enfrenta AnakinYoda pede que Obi-Wan encontre e mate Anakin, enquanto ele confronta Palpatine. Obi-Wan reluta a princípio, mas acaba concordando, e procura Padmé para saber de seu paradeiro. Ela não o revela, mas segue para Mustafar para encontrar seu amado, e Obi-Wan vai escondido na nave. Ao chegar em Mustafar, Padmé tenta convencer Anakin a desistir disso tudo e fugir com ela, e ele tenta convencê-la a governar a Galáxia a seu lado. Quando Anakin vê Obi-Wan, imagina que Padmé o traiu, e a enforca até ela cair inconsciente. Ele e Obi-Wan então começam o duelo final, se degladiando com seus sabres de luz em meio à lava de Mustafar. Obi-Wan vence, mas não tem coragem de matar Anakin, deixando-o para morrer após ele ser queimado pela lava; mas o Imperador, que havia vencido a luta contra Yoda, chega no último momento e o salva, levando-o para a sua nave,

Enquanto na nave do Imperador começa a operação que salvará a vida de Anakin, mas o deixará preso para sempre à roupa de Darth Vader, Obi-Wan leva Padmé para uma nave médica, onde nascem seus dois filhos gêmeos, um menino e uma menina. Padmé, sem vontade de viver, falece durante o parto, e Obi-Wan e Yoda concordam que o melhor a fazer é separar as crianças para protegê-las. Enquanto Yoda ruma para o exílio em Dagobah, Organa leva Leia para Alderaan, e Obi-Wan deixa Luke com o filho do fazendeiro Lars em Tatooine, permanecendo por lá para vigiá-lo e aprender um segredo da Força com seu antigo mestre Qui-Gon, que encontrou uma forma de retornar da morte.

E assim a saga cinematográfica de Star Wars se conclui, já que Lucas anunciou que não pretende filmar os Episódios VII, VII e IX, pois em sua opinião já temos uma história completa nos seis filmes - eu, pessoalmente, não acharia ruim se ele os filmasse, principalmente porque, mesmo se houvesse uma passagem de trinta anos entre os Episódios VI e VII, Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford poderiam reprisar seus papéis. O próximo projeto de Lucas é uma série para a TV, que contará o que aconteceu nos 19 anos que separam os Episódios III e IV, e deve estrear em 2008. A série deverá ser centrada nos primórdios da Aliança Rebelde e no destino dos Jedi que sobreviveram ao massacre do Episódio III, com os personagens principais dos filmes fazendo apenas participações especiais. Muitos atores, como Anthony Daniels, Ewan McGregor, Ian McDiarmid, Jimmy Smits, e até mesmo Hayden Christensen, já expressaram sua vontade de gravar alguns episódios. Será a primeira vez em que uma série com atores produzida para a televisão será ambientada no Universo Star Wars, principalmente para aproveitar o bom momento que as séries em geral vivem nos EUA, com grande audiência e qualidade.

Por mais que todo mundo reclame, Star Wars ainda é Star Wars. E mesmo que os três filmes novos não tenham conseguido manter o nível dos três originais, é sempre bom viajar até aquela galáxia muito, muito distante.

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