domingo, 9 de novembro de 2003

H.R. Giger

Dia 31/10, reestreou nos cinemas dos EUA o filme Alien, de Ridley Scott, com algumas cenas inéditas, em comemoração antecipada aos 25 anos do filme. Aqui no Brasil, a previsão de lançamento é 16 de janeiro do ano que vem. Apesar da atitude "caça-níqueis" (oh, vamos pagar R$ 10 para rever um filme que já vimos 100 vezes, só que com 15 minutos inéditos!!!), é uma boa oportunidade para ver na tela grande um dos maiores clássicos da ficção científica e do terror da história do cinema. Aliás, o primeiro filme a juntar estes dois gêneros, e de forma espetacular, se me permitem ressaltar. Sim, Alien é um dos meus filmes preferidos, e ninguém pode negar que 90% do sucesso do filme se deve ao "monstro" (que não tem nome; "alien" não é um nome, mas sim uma designação). Parte da estratégia de marketing no lançamento original do filme, em 1979, envolveu sigilo total sobre a aparência da criatura, para que os espectadores só descobrissem o que ameaçava os tripulantes da Nostromo quando já estivessem vendo o filme. O que pouca gente sabe, é que o responsável pela criação do "alien" não foi Ridley Scott, mas sim o artista suíço H. R. Giger, tema deste post.

BiomecanóideGiger, além de ilustrador, é pintor, escultor e arquiteto. Seus trabalhos envolvem um tipo de "fantasia macabra", mesclando a já famosa arte de fantasia (como a da revista Heavy Metal, por exemplo) com elementos de terror, formas alienígenas, e seres híbridos de homem e máquina. Sua mais famosa criação são os Biomecanóides, seres compostos de biologia e tecnologia mescladas, e que serviram de inspiração não só para o "alien do Alien", mas também para a híbrida Syl, do filme "A Experiência". Biomecanóides ou não, as criaturas de sua arte costumam ter tons metálicos, características reptilianas, ossos expostos e feições humanas, o que só as torna mais perturbadoras.

Sua fixação pelo tema começou aos 5 anos, quando seu pai, um cientista, levou para casa um crânio humano. Ao invés de ficar assustado, Giger achou superinteressante a idéia de possui um crânio que já havia pertencido a outra pessoa. Sua explicação para seus perturbadores trabalhos não é menos interessante: sua imaginação o incomoda, e ele precisa exorcizá-la transferindo-a para uma tela. Eu, hein!

Ao contrário de outros ídolos meus, Giger ainda está vivo. Ele possui até um site oficial, que já diz a que veio logo na página de abertura (cuidado se você não gosta de biomecanóides), e bilingüe, inglês e alemão. Outro site interessante para bisbilhotar suas obras de arte (talvez até melhor que o oficial) é o H. R. Giger's Official US Site, que, ao contrário do que possa parecer, não é "outro site oficial", mas sim uma espécie de "loja oficial", onde se pode comprar posters, esculturas etc.



Giger é um grande artista, pois consegue traduzir em sua arte três estilos consagrados da literatura e do cinema (como diz aquele ditado velho e surrado, uma imagem vale mais que mil palavras). Se você é fã de fantasia, ficção científica e horror psicológico (eu adoro os três, obrigado), certamente vai gostar da arte de H. R. Giger.

E, se você sempre quis saber quem é o culpado por "aquele bicho do Alien ser tão feio", agora já tem a resposta. Pode parar de culpar o Ridley Scott.

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