domingo, 21 de setembro de 2003

Neon Genesis Evangelion



Hoje vou falar de outro de meus anime preferidos: Neon Genesis Evangelion.

Shinji IkariProduzido pelo estúdio Gainax no ano de 1996, com duas temporadas de 13 episódios cada, Evangelion é um desenho psicologicamente intenso, com trechos de difícil compreensão, recomendado para adultos. A história é sui generis: basicamente, Deus se cansa da humanidade, e decide enviar anjos para destruir o mundo.

A ação se passa em um futuro próximo, após a queda de um meteoro que degelou a Antártida, causando inundações e perigosas mudanças climáticas em todo o planeta. Mas isto é só parcialmente verdade. Não foi um meteoro, mas o combate contra um anjo, o que causou a destruição da Antártida. O grupo militar NERV, sediado no japão, conseguir capturar este anjo, e o batizou de Adão. Das células de Adão, foram contruídos três robôs gigantes, a defesa da Terra contra os próximos anjos que viriam. A estes robôs foi dado o nome de Evas.

Por alguma razão, os Evas só podem ser pilotados por pré-adolescentes, selecionados por Gaspar, Baltazar e Melchior, os computadores da NERV, através de padrões genéticos. Quando o desenho começa, vemos Shinji Ikari, filho do comandante da NERV, sendo recrutado durante o ataque de um ajno, para pilotar o Eva-01, já que Rei Ayanami, piloto do Eva-00, havia sido gravemente ferida em batalha.

Rei AyanamiAlgum tempo depois, a Shinji e Rei se une Asuka Langley Soryu, filha de uma cientista alemã, piloto do Eva-02. Cabe aos três impedir que qualquer anjo alcance Adão nos subetrrâneos da NERV, pois, se isso acontecer, ocorrerá o Terceiro Impacto, que destruirá toda a humanidade (o Primeiro Impacto foi o que acabou com os dinossauros, o Segundo foi o que degelou a Antártida).

O ponto alto do desenho, sem dúvida, são os conflitos psicológicos entre os personagens. TODOS os personagens do desenho são mentalmente perturbados, cada um com suas manias. Shinji é exageradamente tímido, sempre em dúvida se deve ou não pilotar. Asuka é mandona, superconfiante, e se irrita facilmente. Rei vive em seu próprio mundo, só dedicando sua atenção ao Comandante Ikari e à pilotagem do Eva, disposta a morrer por isso se necessário.

Como o desenho começa "do meio', com muitas coisas a explicar, torna-se emocionante ir descobrindo toda a trama, capítulo a capítulo. Infelizmente, a segunda temporada é muito mais confusa que a primeira, trazendo duas novas perguntas para cada nova resposta. Muita gente que eu conheço desistiu de assistir depois do décimo-quinto episódio porque não estava entendendo mais nada.

Asuka Langley SoryuMas este, infelizmente, não é o maior pecado da série: todo o clima de tensão e mistério, todo o clímax construído milimetricamente através dos 24 primeiros episódios é destruído nos dois últimos que são... como direi... uma bosta. Sem pé nem cabeça, nem parecem que fazem parte do mesmo desenho. E essa opinião é tão forte que a Gainax produziu um filme de uma hora e meia de duração, intitulado "The End of Evangelion", que começa onde o episódio 24 acabou, com uma advertência para que os episódios 25 e 26 sejam solenemente ignorados, e o filme seja considerado o "verdadeiro último episódio". Eu, hein!

Bom, fora essa mancada dos dois últimos episódios, é uma grande série. Talvez seja necessário rever alguns episódios para entender o que realmente está acontecendo, mas este clima de "segredos a serem desvendados" contribui mais do que prejudica.

Neon Genesis Evangelion só foi exibido por aqui no canal pago Locomotion (e bota exibido nisso, repetiram umas 300 vezes). Acho pouco provável que passe na tv aberta tão cedo, e talvez seja até melhor assim, por causa do comportamento brasileiro de que "desenho é coisa de criança". Evangelion, decididamente, não é para crianças. Mas é um desenho excelente, que agradará aos fãs do gênero.

0 enfiaram o nariz:

Postar um comentário