quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Máquina do Tempo

Este ano eu estou me sentindo muito literário. Praticamente todos os assuntos que penso para o átomo têm a ver com literatura. E o de hoje não é diferente. Motivado por encontrar uma nova edição por acaso em uma livraria enquanto passeava no shopping, hoje escreverei sobre um dos livros preferidos de minha infância: A Máquina do Tempo, de H. G. Wells.

H. G. WellsAliás, durante esse tempo todo em que eu escrevo para o átomo, uma ou duas vezes eu pensei em fazer um post sobre o próprio Wells. Nascido em 21 de setembro de 1866 em Bromley, Inglaterra, Herbert George Wells é considerado, junto com Julio Verne, o pai da ficção científica, tendo escrito alguns dos mais importantes livros do gênero, como A Máquina do Tempo, Guerra dos Mundos, O Homem Invisível e A Ilha do Doutor Moreau, só para vocês terem uma ideia. Filho de um jardineiro com uma doméstica, Wells cresceu em uma família pobre, e começou a se interessar pelos livros aos 8 anos de idade, quando, após um acidente no qual quebrou sua perna, tendo de passar algumas semanas acamado, seu pai começou a lhe trazer livros da biblioteca local para ajudar a passar o tempo.

Durante a infância de Wells, a fonte de renda de sua família vinha de uma pequena loja de porcelana e artigos esportivos que seu pai recebeu de herança, e de partidas que seu pai disputava como jogador de críquete. Em 1877, porém, seu pai quebrou o quadril, o que encerrou definitivamente sua carreira esportiva, e a loja, localizada em um bairro pobre e de estoque limitado, não se mostrou suficiente para sustentar a família. Por causa disso, Wells e seus três irmãos mais velhos tiveram de se empregar como aprendizes. Sua mãe também quis voltar a trabalhar, e arrumou emprego na casa de uma família de classe alta em Sussex. Como na época as brigas entre ela e o marido eram frequentes, ela preferiu morar sozinha no trabalho, enquanto ele ficou com os filhos em sua casa. Wells parecia não ter aptidão para aprendiz, sendo rejeitado em diversas carreiras; felizmente para ele, quando não estava trabalhando, os patrões de sua mãe permitiam que ele ficasse com ela e tivesse acesso à enorme biblioteca da família.

Em 1883, Wells convenceu seus pais a deixá-lo concorrer a uma vaga de monitor na escola onde estudara, e onde era conhecido por suas boas notas em latim e ciências. Wells detestou o trabalho, mas graças a ele conseguiu uma bolsa de estudos no Royal College of Science, onde foi estudar biologia. Lá, ele se tornou membro do Círculo de Debates, onde começou a expressar seu desejo de reformar a sociedade e tomar posição socialista. Ato contínuo, foi um dos fundadores da Associação Estudantil da faculdade, e também do The Science School Journal, um periódico distribuído entre os alunos no qual ele escrevia artigos sobre literatura e sociologia, bem como alguns contos de ficção: a primeira versão da Máquina do Tempo, um conto chamado The Chronic Argonauts, foi publicado neste periódico. Wells se formaria em zoologia em 1890, e no mesmo ano conseguiria um cargo de professor na Henley House School.

Enquanto dava aulas, Wells começou sua carreira literária, publicando contos e romances. De forma talvez inédita, ele produziu cinco clássicos da ficção científica em cinco anos seguidos, nos quais inventou uma série de clichês e temas recorrentes do gênero, explorados por quase todos os autores desde então. O primeiro foi justamente A Máquina do Tempo, publicado originalmente em capítulos na revista New Review entre 1894 e 1895, e pela editora Heinemann, mesma da revista, sob a forma de livro em 1895. A publicação do livro surgiu de um convite feito por William Heinemann, dono da editora, que leu The Chronicle Argonauts e ficou sabendo que Wells planejava escrever uma série de artigos baseados no conto para a revista Pall Mall Magazine. Para convencer Wells a escrever para sua revista, Heinemann o pagou 100 libras esterlinas, uma pequena fortuna na época.

À Máquina do Tempo se seguiu A Ilha do Doutor Moreau, publicado pela Heinemann em 1896. Motivado pelo debate científico em torno do conceito de degeneração e da vivisecção animal, Wells escreveu um romance onde um homem, após um naufrágio, vai parar em uma ilha onde um cientista louco - o Dr. Moreau - cria híbridos de homens e animais. Em 1897 foi a vez de O Homem Invisível, originalmente publicado na revista Pearson's Magazine, e no mesmo ano, sob a forma de livro, pela editora Pearson. Nele, Wells nos apresenta o cientista Griffin, que, ao testar em si mesmo a teoria de que se o índice refrativo de um objeto for artificialmente igualado ao do ar para que seu corpo não absorva ou reflita luz ele se tornará invisível, se vê incapaz de voltar a ser visível, se tornando mentalmente instável e violento no processo. A teoria de Griffin é até hoje a explicação preferida para a invisibilidade na ficção científica.

Em 1898, Wells publicaria, pela Heinemann, Guerra dos Mundos, talvez seu romance mais famoso. Narrado por um escritor de artigos científicos sem nome, o livro descreve a invasão da Terra pelos marcianos, que, com sua tecnologia superior, tornam a resistência impossível, mas acabam derrotados de forma inesperada e surpreendente. Guerra dos Mundos se tornou especialmente famoso por um episódio ocorrido em 1938, quando Orson Welles decidiu narrá-lo no rádio, e o fez de forma tão convincente que muitos ouvintes imaginaram que a invasão estava realmente acontecendo, o que resultou em um episódio de histeria coletiva.

Finalmente, em 1899, Wells publicaria When the Sleeper Wakes, romance onde um homem dorme por 203 anos, acordando em um futuro distópico onde, graças às suas aplicações financeiras feitas antes de dormir, ele é o homem mais rico do mundo. Wells não ficou satisfeito com a primeira versão do romance, e trabalhou nele durante alguns anos, relançando-o com o título The Sleeper Awakes em 1910.

Após seus cinco clássicos em série, Wells retornaria em 1901 com a publicação de Anticipations, segundo ele não uma obra de ficção, mas um exercício de profecia, no qual ele tentava definir como seria a vida no ano 2000. O mais incrível é que ele teve quatro grandes acertos - a popularização do automóvel resultando em uma grande parte da população residindo nos subúrbios ao invés de no centro das cidades, algo comum nos Estados Unidos; a diminuição das restrições morais como consequência da busca de homens e mulheres por uma maior liberdade sexual; a derrocada da Alemanha como potência militar; e o surgimento da União Europeia - contra apenas dois grandes erros - segundo Wells, os aviões não surgiriam antes de 1950, e seria impossível construir um submarino que não fizesse mais do que sufocar sua própria tripulação.

1901 também foi o ano do lançamento de Os Exploradores da Lua, romance no qual Wells narra a viagem de um homem de negócios falido e um cientista excêntrico à Lua, onde eles descobrem uma civilização extraterrestre. Mais que um romance de ficção científica, o livro é uma crítica à política da época, especialmente ao imperialismo. Cinco anos depois, ele lançaria O Dia do Cometa, mais um romance de cunho político-social, no qual a passagem de um cometa pela atmosfera da Terra libera um gás que "liberta" a mente das pessoas, proporcionando uma maior compreensão dos problemas sociais e sua solução.

Em 1908, Wells lançaria A Guerra Aérea, no qual profetizaria a Primeira Guerra Mundial e o uso de aviões como armas de guerra em bombardeios. Mas seu romance mais assustadoramente profético seria publicado em 1914, com o título de O Mundo Libertado. Nele, segundo Wells, durante uma guerra na primeira metade do século XX, os cientistas perceberiam que a energia liberada por elementos radioativos durante toda sua vida era imensa, mas sem utilização prática devida à velocidade com que era liberada. Esses cientistas então descobririam uma forma de liberar toda essa energia de uma só vez, criando, assim, a bomba atômica. Há quem diga que Wells não foi profético, mas sim inventou a própria bomba, já que o físico Leó Szilárd, alguns anos depois, confessaria que a leitura do livro teria contribuído para que ele formulasse a teoria da reação em cadeia nuclear, que permitiu que ele inventasse o reator nuclear em 1933. Em 1939, Szilárd escreveria uma carta para Albert Einstein, que seria essencial para o estabelecimento do Projeto Manhattan e a criação da bomba atômica real. Talvez Wells não tenha sido tão profético nesse assunto específico, mas, durante uma entrevista em 1934, declarou que imaginava que a guerra descrita em O Mundo Libertado começaria por volta de 1940 - profetizando, assim, a Segunda Guerra Mundial.

Wells também escreveu diversos contos para revistas e jornais, dentre eles The Land Ironclads, onde inventou o tanque, e The New Accelerator, que serviu como inspiração para um episódio da Série Clássica de Jornada nas Estrelas, onde alienígenas que viviam em tempo acelerado capturavam a tripulação da Enterprise; e muitos romances que não eram de ficção científica, tratando de temas como socialismo, utopia, feminismo e a vida dos trabalhadores das classes populares, da qual ele mesmo fez parte. Wells também deixou uma autobiografia, entitulada An Experiment in Autobiography, publicada em 1934. Wells faleceu em 13 de agosto de 1946, aos 59 anos, de causas desconhecidas; suspeita-se, entretanto, que tenham sido complicações de diabetes. Wells, inclusive, foi um dos fundadores da Diabetes UK, ONG que recolhe dinheiro para tratamento de diabéticos e pesquisas sobre a doença no Reino Unido.

Ok, mas esse é um post sobre A Máquina do Tempo, e não sobre H. G. Wells, então é de bom tom falar um pouco sobre o livro. Wells teve a ideia da história ao estudar a teoria de que o tempo, na verdade, corresponderia à quarta dimensão, tão buscada pelos cientistas do final do século XIX. Segundo ele, a principal diferença entre o tempo e as outras três dimensões é que podemos nos mover livremente para cima, para baixo, para frente, para trás ou para os lados, mas não podemos nos mover no tempo, sendo obrigados a acompanhá-lo. A máquina do tempo, portanto, seria um artefato que nos permitiria viajar na quarta dimensão, avançando ou retrocedendo o tempo tão facilmente quanto andamos para frente ou para trás no espaço. É interessante notar que, de acordo com essa teoria, a máquina do tempo de Wells se move apenas no tempo, permanecendo no mesmo espaço físico ocupado por ela quando o viajante deu a partida. Por essa razão, não é possível, por exemplo, interromper a viagem em períodos nos quais aquele mesmo espaço já estiver ocupado por outro objeto. Também vale o registro de que A Máquina do Tempo foi a primeira história a apresentar um artefato que permitia a um ser humano viajar no tempo sob seu próprio controle, escolhendo até onde ir e quando voltar; por causa disso, o nome "máquina do tempo" acabou associado a qualquer tipo de artefato que permita uma viagem desse tipo, entrando para o jargão da ficção científica.

Como outras obras de Wells, A Máquina do Tempo também traz reflexões sobre o socialismo e críticas a valores da época, nesse caso à industrialização. O protagonista da história não tem nome, sendo conhecido simplesmente como Viajante; durante um encontro com colegas cientistas, ele demonstra um modelo da máquina do tempo, e revela ter criado um artefato que lhe permitirá conhecer o futuro. Uma semana depois, durante um jantar dos mesmos colegas, ele aparece de surpresa, e conta onde esteve durante aquele período.

Segundo o viajante, logo após seus colegas partirem, ele acionou a máquina do tempo, e viajou até o ano 802.701; lá, ele encontrou um povo chamado Elói. Vivendo em estruturas futuristas mas aparentemente abandonadas e se alimentando de frutas, os Elói não possuíam nenhum tipo de disciplina ou curiosidade científica, exibindo, na maioria das vezes, uma inocência quase infantil. O Viajante então supõe que eles seriam o resultado de uma sociedade socialista, onde os avanços da tecnologia permitiram ao homem viver em harmonia com a natureza, sem necessidade de desenvolver sua força ou intelecto para a sobrevivência.

Eventualmente, ele descobre que sua máquina do tempo desapareceu, sendo levada para dentro de uma espécie de templo. Ao procurá-la, ele descobre outro povo, os Morlocks, violentos e de aspecto animalesco, que vivem nos subterrâneos e temem a luz. Ao descobrir que são as máquinas operadas pelos Morlocks que garantem a sobrevivência dos Elói, o Viajante desenvolve uma nova teoria: a de que a humanidade evoluiu para duas categorias de humanos, sendo os Elói os avançados intelectualmente, destinados a aproveitar a vida, enquanto os Morlocks seriam uma espécie de classe trabalhadora destinada a manter os luxos dos Elói.

a máquina do tempoApós explorar as estruturas dos Morlocks e se envolver com uma Elói chamada Weena, porém, o viajante desobre a terrível verdade: os Morlocks são carnívoros, e os Elói são sua principal fonte de alimento. Sua relação, portanto, não é a de mestres e servos, mas de rancheiros e gado, com os Elói sendo criados, alimentados e mantidos pelos Morlocks até que chegue a hora do abate. Revoltado com o que a humanidade se tornou, o Viajante parte para recuperar sua máquina e encontrar alguma forma de ajudar os Elói a se libertar de sua vida de gado.

A Máquina do Tempo foi adaptado duas vezes para o cinema. A primeira versão, de 1960, foi dirigida por George Pál, e tinha no elenco Rod Taylor como o Viajante e Yvette Mimieux como Weena. Como quase toda adaptação cinematográfica, essa também tomou algumas liberdades, sendo a principal o ato de se dar um nome ao Viajante: George. O nome não foi escolhido por ser o do diretor, mas por refletir uma crença de que o Viajante do livro não tem nome citado por ser o próprio H. G. Wells. Assim, Pál batizou o protagonista de seu filme com o nome do meio de Wells, e ainda colocou, bem visível, no painel da máquina do tempo, uma placa onde se lia "fabricado por H. George Wells". Pista mais clara que essa para demonstrar sua intenção de que Wells era o próprio Viajante talvez fosse difícil.

Assim como o livro, o filme também começa com George mostrando seu modelo de máquina do tempo para seus colegas cientistas, e retornando uma semana depois para contar suas aventuras no futuro. No filme, porém, antes de ir para o ano 802.701, ele faz escalas em 1917, onde conhece o filho já adulto de um de seus amigos e vislumbra a Primeira Guerra Mundial, em 1940, onde vê os bombardeios alemães da Segunda Guerra Mundial, e em 1966 - já o futuro na época do filme - onde testemunha uma guerra nuclear que faz com que um vulcão entre em erupção e soterre a máquina do tempo, que só se vê ao ar livre novamente justamente na época dos Elói e Morlocks. Os efeitos especiais da máquina viajando no tempo, que mostram os eventos do cotidiano em velocidade acelerada, foram bastante elogiados, ganhando, inclusive, um Oscar.

A história dos Elói e Morlocks permanece bem fiel à do livro, com a diferença de que, ao invés de deduzir que ambos descendem da humanidade que conhecemos através da observação dos fatos, George é levado por Weena a uma câmara onde discos especiais têm gravada toda a história da humanidade, e ouve através deles que uma guerra causou mutações nos humanos, forçando parte deles a ir viver nos subterrâneos, enquanto outros puderam permanecer na superfície. Também é curioso que o livro tem um final sinistro, quase lovecraftiano, enquanto o filme tem um final feliz, ao estilo cinematográfico.

Em 1993, o diretor Clyde Lucas filmaria, para a TV, o especial A Máquina do Tempo: A Viagem de Volta, dividido em duas partes. Na primeira, Rod Taylor, o produtor executivo do filme, Bob Burns, e os responsáveis pelos efeitos especiais, Gene Warren e Wah Chang, conversavam, em uma espécie de mesa redonda, com o ator Michael J. Fox sobre viagens no tempo. A segunda parte é uma espécie de continuação do filme, onde George retorna do futuro no ano se 1916 e tenta convencer dois de seus amigos a acompanhá-lo em uma viagem ao tempo no qual agora reside. Este especial fez muito sucesso, e, quando do lançamento do DVD do filme, foi incluído como um extra.

A segunda versão de A Máquina do Tempo é de 2002, e foi dirigida por Simon Wells, que vem a ser bisneto de H. G. Wells. É surpreendente constatar, portanto, que este filme não tem quase nada a ver com o livro, transferindo a ambientação, inclusive, de Londres para Nova Iorque, e batizando o inventor da máquina do tempo como Alexander Hartdegen. O elenco conta com Guy Pearce como Hartdegen, Siena Guillory como sua noiva, Jeremy Irons como o líder dos Morlocks, e Samantha Mumba como a Elói Mara, que substitui Weena.

Neste novo filme, Hartdegen decide construir a máquina do tempo depois que sua noiva morre em um acidente, para voltar e impedi-lo. Infelizmente para ele, porém, parece que o passado não pode ser alterado, pois, sempre que ele evita o acidente, ela morre de outra forma. Ele então decide viajar para o futuro, para uma época na qual as máquinas do tempo já sejam comuns, e o conhecimento para alterar o passado já exista. Mas um acidente em 2037, quando pedaços da Lua estão caindo e destruindo a Terra, faz com que ele fique inconsciente, e só acorde em 802.701. Lá ele encontra os Elói e os Morlocks, que dessa vez foram forçados a viver nos subterrâneos pela explosão na Lua. Hartdegen então decide ajudar os Elói, em especial Mara, por quem desenvolve um interesse amoroso.

Essa segunda Máquina do Tempo não foi tão bem sucedida quanto a primeira, sendo a principal reclamação dos críticos justamente o fato de se diferir muito do livro e do primeiro filme - os efeitos especiais, entratanto, foram bastante elogiados. Ano passado, o diretor, produtor e roteirista Arnold Leibovit anunciou que está trabalhando em uma continuação, mas até agora não foram divulgados novos detalhes.

As outras obras famosas de Wells também ganhariam adaptações para o cinema, com graus variados de sucesso. A Ilha do Doutor Moreau foi adaptado três vezes, a primeira em 1933, com Charles Laughton e Bela Lugosi, e o título de A Ilha das Almas Perdidas; a segunda em 1977, com Burt Lancaster e Michael York; e a terceira em 1996, com Marlon Brando e Val Kilmer. O Homem Invisível foi adaptado em 1933 e em 2000, com o título O Homem sem Sombra, e Kevin Bacon e Elizabeth Shue no elenco. E Guerra dos Mundos ganhou uma adaptação em 1953, dirigido pelo mesmo George Pál da Máquina do Tempo, e uma de 2005, dirigida por Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise e Dakota Fanning. The Sleeper Awakes não teria exatamente uma adaptação, mas serviria de inspiração para o filme O Dorminhoco, estrelado e dirigido por Woody Allen, e lançado em 1973.

Se Wells era realmente um visionário, ou se seus escritos influenciaram os inventores do futuro, pouco importa. Tendo máquina do tempo ou não, o importante foi sua contribuição para a ficção científica, maior que qualquer bomba atômica.

2 enfiaram o nariz:

nachsieben disse...

Dois posts pelo preço de um!
Já tem um tempinho que
li, mas achei q o livro era totalmente sobre "reflexões sobre o socialismo e críticas a valores da época", a viagem no tempo foi mero recurso!
E achei o filme de 2002 um lixo, com excessão de um detalhe

2:09 PM
Lucia disse...

não tem feed o blog não?

5:57 PM

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