domingo, 7 de março de 2004

Automoblilismo



E começou a temporada 2004 da Fórmula 1! E lá foi o Guil dormir às duas horas da manhã vendo o Grande Prêmio da Austrália!

Algumas pessoas que me conhecem acham que sou fanático por F-1. Isso não é verdade. Não sei, por exemplo, todos os campeões da categoria de cór desde 1950. Mas o fato é que, desde pequeno, eu adoro ficar assistindo àqueles carrinhos coloridos indo uns atrás dos outros até que um chegue primeiro. É um passatempo meio besta, mas eu adoro.

Concordo que, atualmente, a F-1 tem perdido um pouco de sua graça, mas não acho que o culpado tenha sido o Schumacher. Pra falar a verdade, eu até gosto do Schumacher, e não engrosso o coro dos que dizem que a vida do Rubinho seria mais fácil sem ele. A verdade é que acontece com a F-1 hoje o mesmo que acontece com o futebol: ganha quem tiver mais dinheiro. Schumacher é um excelente piloto, correndo por uma equipe que nada em dinheiro. E tem gente achando que ele não vai ganhar de novo. Quem ficou acordado de madrugada como eu viu o novo passeio da Ferrari: quase que eles colocaram uma volta de vantagem sobre o terceiro colocado.

Acho que a F-1 também perdeu um pouco da graça devido a uma espécie de paranóia pós-94. Depois que o Senna morreu, todo mundo ficou tão preocupado em evitar acidentes, que hoje as corridas mais parecem um autorama gigante. Todo mundo bonitinho uns atrás dos outros, sem ter onde ultrapassar (por culpa das obras nos circuitos), e sem ter como correr demais, frear errado, trocar a marcha errado, largar errado, enfim, praticamente sem conseguir errar, nem que seja de propósito (culpa dos limitadores eletrônicos).

Mas eu sou teimoso. Sempre acho que vamos ter alguma emoção durante as corridas, nem que ela seja provocada por um toró, como no GP do Brasil do ano passado. Não estou nem aí se o Schumacher vai ser heptacampeão, se o Rubinho vai ter chance de brigar de igual para igual ou se a Minardi vai continuar largando em último. Eu quero ver são ultrapassagens, pegas, batidas (sem mortos, de preferência), enfim, a corrida em si. Não um carrossel.

Bom mesmo era na década de 80. A supremacia era da Williams e da McLaren, mas sempre haviam vários pilotos em condições de brigar, diversos vencedores em uma só temporada, e umas 20 equipes, com pré-classificação, repescagem e tudo o mais nos treinos. Meu ídolo era o Nigel Mansell. O homem que deu com a cabeça no viaduto após vencer uma corrida. O homem que saiu dos boxes sem o carro ainda estar no chão. O homem que bateu no muro na saída dos boxes (o Berger também fez isso um pouco depois, quando corria pela Ferrari). As corridas perderam muita emoção depois que ele parou de correr.

Eu também gostava muito de F-Indy, mas na época em que só existia uma F-Indy. Depois que separou em Cart e IRL ficou muito esquisito. Hoje eu só assisto Indianápolis (que não é uma corrida, é um evento). Uma vez a Penny me perguntou o que Indianáplois tinha de tão especial, e eu fui responder "bem, pra começar, é uma corrida que dura quatro horas". Ela começou a rir (após um sonoro palavrão) e eu não terminei minha explicação.

Também gosto muito de corridas de MotoGP, mas não acompanho. Só quando eu ligo a tv e está passando, eu fico assitindo até o final. Ultimamente as corridas de moto estão até mais parecidas com a F-1: o Valentino Rossi ganha tudo e fica todo mundo disputando o segundo lugar. Vamos ver se esse ano, já que ele mudou de equipe, as coisas se alteram um pouquinho.

Bem, este post meio desconexo, meio sonolento, vai terminar aqui. Continuo torcendo para que as mudanças no regulamento tragam mais e mais emoções para as pistas, mas sempre parece que agora é tarde. De qualquer forma, eu adoro ver aqueles carrinhos coloridos correndo uns atrás dos outros, e pretendo continuar fazendo isso por muitos e muitos anos. Mesmo que tenha que ir dormir de madrugada.

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